História Depois Da Lua - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Voltei! Mas não demorou muito! Infelizmente não consegui postar exatamente no sábado haha, mas tô aqui.
Bem... esse capítulo vai ser mais focado nos sintomas da mordida e um pouquinho pra gente conhecer a Thalia e a família dela. No próximo capítulo irei focar mais no Pe-... opa! No carinha que salvou ela haha, e também sobre a adaptação dela com a vida nova, que é o que estamos interessados, bem... pelo menos eu estou!

É isso! Enjoyem o capítulo, eu acho!

Capítulo 2 - Sintomas


Thalia POV

 Acordei com um som alto da buzina de um carro que passara na estrada, que me fez dar um pulo dolorido da onde quer que eu estava. Ouvi o motorista xingar coisas que não entendi direito e ir embora em seguida.
Demorei alguns minutos para entender o que tinha acontecido, e durante esse tempo apenas fiquei que nem uma idiota olhando para o nada, na verdade olhando para estrada através do vidro do Jeep, que me fizera lembrar de tudo. Eu estava dentro do meu Jeep, e não me lembrava de ter ido até ele, até porque desmaiei depois de ter sido mordida por aquele lobo filho de uma loba meretriz. Toquei o local da mordida debaixo da blusa, perto do ombro, notei com o meu toque algo como uma atadura e fitas, talvez? Olhei para o local e realmente tinha um curativo no mesmo, mas quem o teria feito? Um arrepio corre pela minha espinha quando lembro do cara da floresta, que me salvou, provavelmente foi ele que me pôs aqui e fez esse curativo. Mas por que ele não me levou para um hospital? Como ele sabia que o Jeep era meu? Foi ele que matou aquele lobo? Ou será que ele sequer matou o lobo? E se ele fugiu? E se o cara me estuprou e me deixou aqui? Não, não me sinto suja ou algo do tipo, mas será? Meu Deus do céu eu tô perdida.
Parei de me fazer milhões de perguntas e olhei em volta com dificuldade por causa da dor da mordida, tentando achar meu celular e as chaves do carro, estavam no outro banco da frente. Peguei os dois objetos, e primeiro olhei as horas no celular, 11:30, eu já devia estar em casa ontem mesmo, notei 8 chamadas perdidas da mamãe, ela e papai devem estar preocupados para um grande caralho. Liguei o Jeep com as chaves e pus as mãos no volante, e comecei a dirigir .
Enquanto dirigia ao som de Arctic Monkeys, olhava pelas janelas do Jeep as coisas lá fora(já havia saído da floresta), ainda tentando entender o que tinha acontecido comigo. Peguei meu celular com uma das mãos por conta de estar dirigindo, mas no mesmo minuto que o peguei, o mesmo tocou. Era o celular da minha mãe, atendi, soltando aquele típico "alô", nunca entendi do porquê das pessoas falarem isso ao atender uma ligação, mas eu sempre o fazia.

---- Thalia? Você tá bem? Meu Deus, todo mundo tá preocupado com você menina, o que aconteceu? Por que não atendeu as ligações? - no mesmo instante que falei o "alô" dona Olivia contraviu com 700 perguntas ao mesmo tempo, minha mãe sempre foi assim, apressada não só com a vida mas também com as palavras.

---- Oi, mãe, tô bem sim, ham...hm... - tentei encontrar qualquer desculpa que visse na minha mente, não queria que ela soubesse que eu fui mordida pelo um lobo, um LOBO, mesmo parecendo arriscado, eu não gostaria que ela me trancasse em casa e me deixasse sair só pra ir a escola. ---- Meu celular, hã... não notificou as chamadas, e quase acabei ficando sem gasolina, tive que voltar pro posto mais próximo - Sim, foi essa a desculpa que saiu.

---- Entendi, tem certeza que foi isso mesmo? - mamãe perguntou, talvez com certa desconfiança.

---- Sim, claro, certeza, absoluta - confirmei, mesmo não parecendo parecendo verdade o que eu acabara de dizer, nunca fui boa em mentir.

---- Ok então, se apresse - falou, como se eu tivesse a escolha de ir mais rápido, na verdade eu tenho, mas teria um certo risco de ser multada. ---- Tchau filha.

---- Tchau mãe - falei com indiferença.

---- Te amo - Última coisa que mamãe falou antes de eu responder com um "também te amo" e desligar.

Continuei a dirigir, ainda observando as paisagens que agora eram as placas da estrada no alto de uma grande elevação, abaixo da mesma havia extensas plantações de alguma coisa que não faço idéia do que seja.
A cada vez que eu mexia os músculos dos ombros ás costas uma dor insuportável vinha da mordida, mas doía um pouco menos do que na hora que o lobo perfurou minha pele com aquelas presas.

(...)

Podia ver meus pais na frente do jardim de casa, provavelmente me esperando, vi meu irmão mexendo no celular com certo desinteresse sentado no chão da pequena varanda em frente a porta de entrada. Estacionei o Jeep, mamãe e papai se aproximaram com um sorriso no rosto.

---- Meu amor... - papai disse me abraçando, me esforcei pra não resmungar de dor (mordida). Mamãe veio logo em seguida fazendo o mesmo e soltando um "filha, que saudade!".

---- Foram só três meses, mãe - respondi entre o abraço quente dos dois, sentia saudade deles.

---- Três meses é muito - papai defendeu, olhei meu irmão na varanda fazendo gestos melosos por causa da situação em que eu estava, com o intuíto de me provocar. Mostrei a língua pra ele, o mesmo riu, guardou o celular no bolso da calça e levantou, vindo em minha direção.

Sai dos braços dos meus pais, era hora de Aaron, meu irmão, matar a saudade. Não, não sou convencida, só sei que ele tá com saudade oras, foram três meses sem ele me encher o saco e eu sem encher o dele.

---- Oi nanica - falou com um sorriso debochado. Desde de quando éramos criança ele me chama assim, porque eu era muito pequena, nanica mesmo. Mas agora eu cresci e não gosto de ser chamada assim, é claro que ele ainda é mais alto, mas eu não gosto. Revirei os olhos e o abracei.

---- Oi, jogador de Hóquei - falei, o provocando, ele se irritava a cada vez que eu falava isso. Vejam o motivo:

---- É Lacrosse, não Hóquei, os dois são bem diferentes. - retrucou, não falei? Meu irmão é o capitão do time de Lacrosse da escola, e eu sei que é Lacrosse e não Hóquei, mas falo só pra encher ele mesmo. Por conta dele jogar, é uns dos famosinhos da escola, as pessoas só me conhecem por causa dele.

---- Tanto faz - dei de ombros, não ligando para o que ele acabara de dizer.

Antes de ir almoçar, deixei meu Jeep na garagem da casa. Mamãe pediu pra que eu arrumasse as malas depois que eu comesse, Aaron iria me ajudar.
Então eu fui para a cozinha, enquanto nós comíamos, eu falava as coisas que aconteceram em Yosemite e sobre como foi o máximo ficar lá. Pedi que nas próximas férias toda a família fosse junto. Jonathan, meu pai, comentou que Dylan, meu melhor amigo desde o primeiro ano do ensino médio também fosse. Meu pai comentava as coisas que aconteceram enquanto eu estava fora e minha mãe falava apressadamente sobre os absurdos que meu irmão fizera, como chegar em casa cheio de chupões e todo desajeitado na reunião de família que sempre temos(com meus tios e avós). O mesmo tentava se defender, mas no final não tinha desculpas relevantes para o acontecido.
Terminei de comer, fui para a garagem pegar minhas coisas, junto com Aaron. O mesmo agora resmungou coisas como "sempre sobra pra mim" e eu respondi com "eu vou te ajudar, frouxo".
Peguei as chaves do meu bebê, e o abri, Aaron se ajoelhou em cima de um dos bancos da frente e esticou os braços para pegar as malas que estavam no banco de trás. Não eram muitas, apenas 4, meu irmão jogou uma azul delas em meus braços, me surpreendi com a leveza da tal. A ultima vez que as peguei estavam pesadas pra cacete, será que perdi algumas coisas em Yosemite? Ou aquele cara me roubou? Puta merda! Meu notebook!
Deixei meu desespero de lado e continuei a pegar as malas, que continuavam leves, MUITO leves, rezei para todos os Deuses e entidades pra que eu tivesse apenas ficado mais forte durante as férias e não as outras duas possibilidades.

---- Vamos levar essas coisas pro seu quarto - Meu irmão sugeriu, com um tom de preguiça e insatisfação. Segurando a mala mais pesada nos dois braços.

Assenti e peguei duas malas ao mesmo tempo, aproveitei e coloquei desajeitadamente em um dos ombros uma mochila preta que eu tinha levado junto, pra aproveitar a força repentina, vai que ela é temporária. Meu irmão franziu o cenho, provavelmente pelo o que eu fiz.

---- Que foi? - perguntei, fingindo não entender a reação dele.

---- Você consegue levar tudo isso? - respondeu com outra pergunta, percebi uma certa surpresa no tom de voz dele, parece que Aaron a tentara disfarçar.

---- S-Sim, eu acho - gaguejei sem querer, não sei bem o porquê.

Aaron soltou um "ok" indiferente e subimos para o meu quarto guardar as malas. Meu irmão teve que voltar pra pegar a última, e ai terminamos. Só faltava colocar as roupas sujas pra lavar e arrumar as limpas de volta no armário, coisas que eu faria amanhã.

---- Agora é com você - disse encostado na porta do meu quarto. Mexi a cabeça com concordância.

---- Valeu - respondi com um sorriso sincero de gratidão. Aaron assentiu e entrou no quarto dele em frente ao meu.

No mesmo instante que ele saiu, peguei meu celular em cima da cama e olhei as horas, eram 14:30. Botei minha toalha em um dos ombros, escolhi qualquer roupa e desci as escadas. Entrando no banheiro tirei as roupas de cima e virei de ombros para o espelho, com o objetivo de ver o curativo. Decidi que não ia o tirar agora, então despi as roupas íntimas e entrei no box ligando o chuveiro. O barulho do mesmo me irritava de uma forma que nunca irritara antes, como se machucassem meus tímpanos levemente. Tentei ignorar o fato e tomar o banho o mais rápido possível, talvez ele só esteja com algum problema.
Me cobri com a toalha e sai do box, peguei um kit de primeiros socorros que tem no armário do banheiro. Deixei a toalha em cima do vaso sanitário e segui em frente ao espelho. Virei de ombros novamente e olhei o curativo, doía a medida em que eu tirava o mesmo, grunhi baixo e o tirei finalmente. Um nó na garganta me veio quando vi a mordida, estava horrível. Minha pele em um tom de roxo morto, o sangue não já não era tanto, mas estava escuro, quase preto, não era o vermelho vivo. Notei minhas veias marcando sob a pele, até demais, como se um vírus se espalhasse pela mesma. Me esforcei pra não vomitar, nunca vi algo assim.
Limpei a mordida com soro fisiológico em um algodão, mesmo com dor. Sequei ela com um pano limpo, usei uma pomada qualquer que tinha ali e botei as ataduras.

---- Isso é um banheiro e não um spa Thalia - papai avisou batendo na porta, me assustei com o mesmo.

---- T-ta bom, já tô saindo - respondi em gagueira por conta da surpresa.

Ouvi papai se desencostar da porta e sair. Me vesti rapidamente, aproveitei e tirei lixo para não deixar nenhum vestígio dos acontecimentos. Depois de ver o estado da mordida me pergunto o porquê de eu ainda não ter contado sobre.

Depois de refazer o curativo e me vestir, sai do banheiro, tirei o lixo e fui direto para meu quarto, evitando qualquer tipo de pergunta direcionada da minha família. Fiquei lá por horas, mexendo no notebook que eu jurava ter sido roubado, agradeci a todos os Deuses e entidades que tinha rezado anteriormente quando o vi na minha mochila. Resolvi não avisar Dylan da minha chegada. Quando anoiteceu, tive que encarar meus pais e meu irmão no jantar, pedi para ir comer no quarto, mas mamãe e papai não deixaram, depois de comer voltei para o meu aposento. Quando olhei as horas já eram 23:00, fechei o notebook e fui dormir.

(...) 6:36 AM

Senti o sol quente da janela clarear o quarto e logo em seguida o meu despertador ligar, o que me fez acordar por completo, desliguei o mesmo com desânimo em cima do criado mudo. Por incrivel que pareça não senti dor da mordida à noite. Levantei tentando adiar o máximo a ída do sono, queria ficar ali, segura em meio das minhas cobertas, mas lembrei de Dylan, tô com uma puta saudade dele, iria o ver daqui a uma hora. Coloquei as pantufas e fui em direção ao guarda roupa, joguei em cima da cama uma camiseta preta lisa, uma blusa xadrez verde escuro que colocaria por cima, qualquer calça jeans tingida em preto e um coturno desgastado que tinha ali. Notei estranhamente que minha mãe havia feito panquecas, o cheiro nunca chegava aqui no quarto. Coloquei as roupas, vi em cima mesa uma gargantilha preta de dois fios, o mais fino havia um pingente de triangulo, coloquei no meu pescoço. Peguei uma touca preta que tinha em cima da minha arara de roupas, a botei e desci para a cozinha.

---- Bom dia - mamãe se pronunciou enquanto se concentrava nas panquecas.

---- Bom dia mãe - respondi gentilmente enquanto eu digeria mentalmente aquelas panquecas lindas em cima da mesa.

---- Só depois que você acordar seu irmão - respondeu notando meus olhares para a comida.

---- E o papai? - perguntei ocasionalmente, mamãe apontou para o banheiro com o utensílio de cozinha que ela fazia as panquecas, no mesmo instante em que ela o fez ouvi o barulho agoniante da descarga que aparentemente só eu me icomodei. Vi meu pai sair do banheiro.

---- Bom dia filha - papai cumprimentou gentilmente, respondi com um "bom dia" e subi pra cima acordar meu irmão.

Abri a porta devagar, o sol iluminava parcialmente por causa das cortinas, podia ver as luvas de lacrosse em cima da cadeira da escrivaninha preta. Quadros relacionados a esporte e alguns pôsteres variados. Aaron ainda dormia, sentei na cama e comecei a chacoalhar ele levemente, soltei alguns "acorda" mas apenas ouvia resmungos. Olhei para os lados sem sucesso e vi uma garrafinha de
água em cima do criado mudo ao lado do abajur, deduzi que a melhor maneira de acorda-lo seria com ela, peguei a mesma com um sorriso malicioso e joguei toda a agua em Aaron.

---- Caralho! - Meu irmão acordou instantaneamente, dando um pulo da cama, atordoado, olhando para as vestes molhadas. Ri alto quando ouvi minha mãe gritar "olha a boca!" no andar debaixo.

---- Bom dia princesinha - meu sorriso que antes era de malícia agora era de deboche.

---- Por,que, Thalia? - perguntou, dando ênfase no "por que" enquanto tirava a camiseta com desprezo.

---- Mamãe mandou te acordar - respondi brincando com a garrafa, indiferente.

---- Não desse jeito! - gritou em exasperação.

---- Ah, não! - com nojo, olhei para o lado, por Aaron estar tirando toda a roupa.

---- Vaza - mandou, ainda puto com o que eu fiz.

---- Com prazer - respondi jogando a garrafinha na cama, e sai. Ouvi meu irmão dizer do quarto "não sei porque fiquei com saudades de você", notei que ele falara mais pra ele do que pra mim.

Desci as escadas enquanto ria do acontecido, cheguei no andar de baixo e vi que minha mãe já tinha terminado todo o café da manhã. Sentei em uma cadeira da mesa junto com papai e mamãe, peguei uma panqueca e coloquei a calda de chocolate que tinha ali. Aaron desceu agora com um moletom preto e uma calça jeans limpa, acompanhadas de um tênis branco da Adidas. Mas os cabelos negros continuavam bagunçados, ele nunca arrumava, nem eu arrumava a minha cabeleira que também era da mesma cor que a dele. Nunca entendi da onde vinha a coloração escura de nossas cabeças, mamãe tem os cabelos curtos em um tom loiro, e o cabelo de papai é castanho, eu e meu irmão brincamos dizendo que somos adotados, mas papai diz que a cor vem da mãe dele, minha avó Lisa.
Comi e fui escovar os dentes, arrumei minha mochila, coloquei a mesma sob o ombro que não havia nenhuma mordida, mesmo não tendo notado dor desde ontem a noite. Dei tchau para meus pais, Aaron também, e fui para a garagem, entrei no meu Jeep e meu irmão subiu na moto preta dele. Saimos direto pra escola, liguei o som no aleatório, veio "You Get Me So High" do The Neighbourhood, comecei a cantar:

Hope you don't regret it
I push a lot back, but I can't forget it
We never got the credit
Nobody seemed to hear us, but we said it
Neither of us planned it
And for a long time I took it all for granted
I really thought we had it
But at the time it was more than I could manage

So, if we can leave it all behind us
And meet in between
It would get me so

High all the time

High all the time
I wanna be high all the time
Would you come with me?

Wish I didn't doubt it
I wish I never ever told you all about it
But I just had to let you know
I never meant to hurt you though
I had all my motives
I didn't know they wouldn't mix with your emotions
I just had to reach my goals
Never knew I need you though, so

If we can agree to disagree and
Keep on reaching
It would get you so

High all the time
High all the time
I wanna be high all the time
Would you come with me?
High all the time
High all the time
I wanna be high all the time
Would you come with me?

We should stick together
You're my best friend, I'll love you forever
We could be the greatest
It doesn't matter if we're never rich or famous

High all the time
High all the time
I wanna be high all the time
Would you come with me?

If you can just let me know if it's okay
To call you when I'm lonely

Quando notei eu e Aaron já estavamos em frente do edifício que chamamos de escola, estacionei o jeep na parte dos carros e meu irmão na de motos e Aaron se despediu, indo em direção aos seus amigos populares que irradiavam garotas ao seus lados. Desci e adentrei o pátio, tentando achar qualquer sinal do Dylan. Até que vi sua cabeleira castanha quase loira na calçada de entrada conversando com uma garota ruiva, muito bonita por sinal, usava um vestido rosa florido até a metade das coxas, com uma jaqueta jeans personalizada à rendas, acompanhada de um tênis salmão. Acho que ela se chama Ellie, Dylan já me falou algumas vezes dela. Vi a garota se despedir de Dy e ir embora, apressei o passo até chegar no local em que meu amigo estava. Dylan retirou o olhar da garota, desviou o olhar pra minha direção e sorriu ao me ver chegando.

---- Yoodaaa! - eu sempre o chamei assim por conta do seu vício enorme por Star Wars. Nos comprimentamos de um jeito louco habitual e juntamos num abraço profundo.

---- Vader! - falou, sorri e olhei na direção em que Ellie tinha ido, o garoto acompanhou meu olhar.

---- Ellie? - perguntei, entrando no assunto desejado.

---- É - respondeu, enquanto olhava perdidamente na direção da garota. ---- Bonita, né? - perguntou.

---- Muito, mesmo - falei, com intenção de o provocar. ---- Aliás, acho que vou dar uma conversadinha com ela. - eu disse indo em direção a Ellie, decididamente.

Dylan me puxou de volta na mesma hora, sabendo que eu não hesitaria em começar a flertar com a garota, mesmo tendo poucas chances de sucesso. Bem...as pessoas me chamam de "bissexual", mas prefiro não rotular.

---- Nem pense em roubar meus interesses amorosos, Vader - avisou em tom de brincadeira, me colocando de volta no local em que eu estava anteriormente.

---- Ela é hetero Dylan, sem chances pra mim, e ela nem faz meu tipo. - argumentei, enquanto iamos entrando na escola. Chegando nos corredores cheio de armários. ---- Do que estavam falando? - perguntei mudando de assunto.

---- Só agradeci por ter conversado comigo durante as férias, já que alguém me abandonou e foi pra Yosemite... - respondeu, olhando torto para mim com desdém falso, ri pela cara que Dylan fez.

---- Olha aqui, eu te convidei, você que não quis vir junto. Nas próximas férias você vai na marra, desgraça. - dei sermão, Dy revirou os olhos enquanto arrumava os livros dentro do armário, logo o fechando.

Quando me atrevi a abrir a mochila pra retirar os livros dali e colocá-los no meu armário, uma súbita e agonizante dor se aposentou nos meus dois ouvidos, como se os sons do ambiente e das pessoas falando aumentaram 100 vezes mais do que o normal. Grunhi baixo de dor, derrubei a mochila no chão e coloquei as mãos nos ouvidos, tentando amenizar o barulho.

---- Você tá bem, Thalia? - Senti Dylan tocar um dos meus braços e tentar olhar meu rosto, com preocupação.

--- T-tô sim - menti, e no mesmo instante senti meus olhos latejarem de uma forma horrível, junto com uma dor de cabeça do mesmo nível. ---- Preciso ir no banheiro Yoda, j-já volto.

Corri para o banheiro feminino, pude ouvir Dylan me chamando de volta, mas ignorei.
Os sons agudos ainda continuavam, meus olhos latejando também. Abri a porta do banheiro com dificuldade, me apoiei na bancada da pia e subi o olhar para o espelho, quase gritei com o que vi.
Meus olhos que eram verdes agora estavam em um tom vivo de amarelo, amarelo como a luz do sol. Fechei os olhos e agitei rapidamente minha cabeça, desejando que tudo fosse uma alucinação da mordida, mas... e se não for? E...e se for real? O que tá acontecendo comigo? Eu tô alucinando só pode ser.
Lavei o rosto, olhei para o espelho, meus olhos permaneciam naquela cor chamativa...eram bem parecidos com os olhos de um lobo. Parei com meus pensamentos idiotas e afundei o olhar para a pia de mármore, com os dois braços apoiados na mesma, tentando me acalmar e reconciliar meus devaneios. Depois de alguns grandes segundos tive coragem de me olhar no espelho novamente, relaxei meu corpo e alma num suspiro quando vi meus olhos na cor original, verdes.
Tudo havia voltado ao normal, a dor de cabeça, os olhos lajetando, os sons agudos, tudo se cessara. Mas minha paz logo acabou quando ouvi o sinal tocar, grunhi baixinho com as mãos nos ouvidos, mas felizmente me recompus rápido. Abri a porta do banheiro e sai.
As pessoas já iam andando apressadamente para suas salas de aula, procurei Dylan com o olhar, até que o vi correndo em minha direção, tropeçando no ar, com a minha mochila em mãos.

---- Tá louca das idéia? O que ouve? Cê ta bem? Saiu correndo que nem uma deficiente mental, me preocupei - falou apreensivo, entregando minha mochila desajeitadamente, por estar apenas usando um braço.

---- Tô sim, só mal estar - menti, colocando a mochila entregue nos ombros.

---- Vamo rápido, enquanto você fazia sei lá o que no banheiro, fui checar os horários. Você tem o primeiro período comigo, aula de química - disse, com toda a situação, esqueci de ir ver os horários.

Eu e Dylan fomos para a o laboratório de química, nos atrasamos um pouco, o professor deu um sermão que não prestei atenção e logo prosseguiu com a aula, que cujo foi a mais intediante. O sinal para o intervalo tocou, eu e Dylan ficamos pelo pátio da escola conversando sobre coisas aleatórias.

Estava falando sobre a ultima temporada lançada de Game Of Thrones quando ouvi o sinal tocar, que agradeci não ter prejudicado meus tímpanos por eu estar fora da escola.

---- Daqui eu vou, aula de física, você tem o que agora? - perguntei para o Dylan enquanto o mesmo desligava o seu laptop e se levantava do gramado embaixo da árvore que nos fazia sombra. Eu fiz o mesmo que Dy.

---- História. Vou ir, tchau Vader, até amanhã, eu acho - Respondeu, indo em direção ao corredor destinado a sala de história, nem me dei conta quando entramos dentro do edifício.

---- Tchau Yoda - respondi, já me despedindo do garoto.

Entrei na sala, sentei na terceira carteira ao lado da janela que dava para ver o pátio, alguns colegas antigos me cumprimentaram. A barulheira da sala deu se a notar que o professor não havia chegado ainda, algumas pessoas sentadas em cimas das mesas conversando com as outras, enquanto algumas se jogavam bolinhas de papéis fazendo bagunça. Fiquei quieta na minha, o que não é muito comum, na maior parte das vezes fico fazendo algazarra como os outros, mas hoje não é meu dia, talvez pelos acontecidos recentes. Ouvi todo o barulho se acabar quando o professor chegou na sala.
E depois disso fiquei um bom tempo vegetando, sem prestar atenção na aula, e assim foi. Mas minhas idéias foram interrompidas quando comecei a sentir um cheiro desconhecido, que não consigo distinguir, mas que de alguma forma eu parecia me familiarizar, olhei para os lados procurando talvez uma resposta. Até que

---- Uma massa gasosa ideal realiza uma expansão isotérmica. Nesse processo pode-se afirmar que... - vi o professor andar entre as mesas, provavelmente procurando um ser coitado pra responder a pergunta, gelei quando o seu olhar parou em mim. - Srta Scott, poderia responder a questão?

---- O-oque? Hãm... - pensei um pouco, e chutei ---- A p-pressão aumenta... e a energia interna, diminui? - respondi, mesmo não sabendo nada do que caralho ele tinha falado.

---- Errado. Numa transformação isotérmica, a temperatura permanece constante, variando a pressão e o volume da massa gasosa. Então, o valor final da temperatura é igual ao valor inicial. - falou, explicando mais para a turma do que para mim em si. ---- A Srta deveria parar de ficar olhando para o nada e prestar mais atenção nas aulas, por favor.

Encolhi na cadeira, ouvi alguns risinhos e notei olhares debochados em minha direção, retribui com um sorriso cínico e um dedo do meio para terceiros, aproveitando que o professor havia se virado para o quadro negro.

Continuei a sentir aquele odor desconhecido, falando assim, até parece ruim, mas na verdade.... É acolhedor. Até que senti ele de alguma forma de distanciar, não  sei o porquê, mas ignorei o fato de eu estar no meio de uma aula e levantei, saindo da sala e ignorando completamente o professor chamando minha atenção.
O corredor estava vazio, a escola era inundada de pôsteres dos clubes da escola e do nosso time de Lacrosse, Os Coyotes. Vou andando vagarosamente nos corredores, procurando qualquer sinal de vida, de alguma forma, eu sabia que tinha alguém por ali. Mesmo não sabendo da onde essa habilidade me veio, vou seguindo o meu olfato, o motivo de eu estar aqui. Começo a sentir o cheiro mais perto de mim...mais perto e mais perto, meu coração começa a bater num ritmo acelerado, quando sou puxada com força contra uma parede.

---- Quieta.

Tento gritar, em pânico.



Notas Finais


É istoh galero! Espero que tenham gostado do cap, por favorzinho...leem e comentem se gostaram! Me ajuda muuuito a continuar a história!
É isso migos e migas, beijos ♡

Link da música citada no capítulo, pra quem gosta de indie, como eu: https://youtu.be/jCSvOtUaI8s


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