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História Depois da Meia-Noite - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


Oi pessoinhas ><
Sem muito o que dizer por hoje, só agradecer por todo o apoio e carinho que vcs têm dado à essa história. Sério, vcs deixam meu coração quentinho demais sendo tão participativos *-*

Sem mais viadagem - mentira - boa leitura, perdoem os errinhos e até as NF!

Aviso: eu não tava brincando quando disse que era quase cap sim/cap não com hot, então cuidado com as cenas inapropriadas aí sheuhsue

Capítulo 18 - Meu Passado e Nosso Presente


Yuta estava respeitosamente parado um passo atrás de mim, as duas mãos unidas em frente ao corpo e o semblante neutro enquanto eu cumprimentava minha mãe. Eu não brinco quando digo que ele é um príncipe. Notar que eu amava Yuta foi apenas um dos motivos que me fizeram decidir que já era hora de apresenta-lo para minha mãe, o amor não é tudo como nos fazem acreditar pelos livros. Foi pelo fato de que eu não podia deixar que a pessoa mais importante da minha vida agora não soubesse sobre a pessoa mais importante do mundo para mim, e foi assim que acabamos aqui. Ergui o buquê de rosas brancas e o deixei deitado em frente a sua foto, sorrindo para o sorriso que ela tinha no rosto.

 – Eu sei que demorei mais dessa vez, mas a senhora não vai acreditar em tudo o que aconteceu na minha vida – eu disse rindo e passei os próximos minutos narrando tudo o que mudara em minha vida desde o dia em que me apresentei na sala de Yuta.

 Já sentia a boca secar quando a narrativa terminou e só então olhei para trás, vendo que ele me esperava pacientemente.

 – Quero que vocês se conheçam – eu disse, tanto para ele quanto para ela, e ganhei um sorriso sem dentes tão doce que me desconcertou. Yuta deu um passo para frente e reverenciou mamãe, foi inevitável não entrelaçar meus dedos nos dele depois disso – Ele é a pessoa que tem mudado minha vida e me apoiado nos últimos meses. É a pessoa que tem me dado forças para enfrentar a mim mesmo e minhas inseguranças – olhei para ele, sentindo quando sua respiração falhou – É o homem que eu amo.

 O sorriso de Yuta tremeu ante minhas palavras e ele acariciou os nós de meus dedos por saber que não conseguiria falar naquele momento. Analisamos a fotografia da minha mãe em silêncio por um tempo, até que Yuta notou a outra moldura mais ao fundo.

 – São vocês? – questionou e eu assenti, sorrindo. Éramos eu e mamãe, pouco tempo depois de chegar a Coreia, em um dos inúmeros parques ao redor do rio Han – Seu pai não estava com vocês?

 Belisquei a pele delicada do meu lábio inferior, levando Yuta a se sentar comigo em um dos bancos perto de onde mamãe ficava. Eu não o levara até ali apenas para apresenta-lo, quando pensei que Yuta deveria conhece-la eu quis dizer saber sobre nosso passado e nossa história. Eu suspirei enquanto acariciava sua mão com a minha, pegando fôlego para começar minha narrativa.

 – Nós viemos para cá quando eu tinha dez anos – comecei e percebi que Yuta se atentou mais a mim – A vida na China nunca pareceu ruim para mim, mas eu era uma criança, não entendia o problema dos adultos. Para mim era normal comer uma ou duas vezes no dia, minha mãe sempre me distraía da fome com nossos jogos e brincadeiras – sorri na direção da foto dela, sempre seria minha heroína. Senti os dedos de Yuta apertarem os meus – Um dia papai chegou dizendo que havia recebido uma proposta de emprego aqui, mas deveríamos arcar com a viagem. Mamãe ficou super animada com a ideia de que pudéssemos mudar de vida, tanto que ao menos se importou com as condições precárias do navio em que viemos. Era meio ilegal, mas o único modo de conseguirmos vir – contei. Eram lembranças longínquas demais para que eu me lembrasse dos detalhes, mas recentes o suficiente para que eu soubesse de tudo – Quando chegamos, papai descobriu que havia sido pego em um golpe. Não havia emprego algum e quando mamãe disse que poderíamos passar a noite em algum hotel e decidir o que fazer pela manhã, descobrimos que papai não tinha mais nenhum centavo. A pessoa que o oferecera um emprego havia pedido um valor enorme de dinheiro para cobrir um seguro de vida e ele acreditou, mandando todo o nosso dinheiro para os armantes do golpe.

 Umedeci os lábios, Yuta nunca estivera tão concentrado em algo que eu estava contando. Suspirei antes de continuar.

 – Depois disso, papai nunca mais foi o mesmo. Ele era irritadiço e intolerante, trabalhando no que aparecesse para tentar nos sustentar. Não era muito diferente da vida na China. Mas com o passar do tempo, percebi que havia algo de errado com a mamãe. A viagem de navio havia prejudicado muito a saúde dela e nas condições que vivíamos, era improvável que ela melhorasse – engoli em seco o choro que se aproximava – Ela morreu dois anos depois de chegarmos aqui, o sistema imunológico baixo a deixava vulnerável a qualquer tipo de doença e logo seu corpo não resistiu a estar sempre doente – só percebi que chorava quando funguei. Yuta se moveu de modo a me impedir de continuar, mas eu neguei com um sorriso fraco. Iria até o fim – Eu trabalhava em qualquer lugar que me aceitasse com a idade que eu tinha, mas as opções eram bem escassas. Foi tudo bem turbulento até que eu completasse quinze anos e descobrisse sobre a Treasure – desviei o olhar para nossas mãos – Ela foi aberta com o dinheiro de um empréstimo e alavancou tão rápido que todos ficaram assustados. Não é um lugar elegante, mas atende aos pedidos dos clientes. Não demorou muito até que ele me quisesse dançando lá.

 – Você já dançava com quinze anos? – Yuta questionou incrédulo, me fazendo assentir. Mas ele tinha outro questionamento, eu sabia, que logo viria.

 – Me ajudou a terminar os estudos sem sufoco na escola, mas era cada vez mais difícil de conviver com ele.

 – Sicheng, seu pai... – ele começou, a voz perdendo a força enquanto juntava as peças. Assenti, um pouco amargurado com toda a verdade que eu tinha colocado para fora.

 – Ele é o dono da Treasure – completei para ele.

Yuta parecia horrorizado antes de me puxar para seu abraço. Eu chorei silencioso, eram feridas com as quais eu já estava acostumado, mas não deixavam de doer. Ninguém entenderia se eu explicasse que meu pai era um ótimo homem enquanto estávamos na China, alguém que tirava do próprio prato para me alimentar. O golpe acabara com ele, petrificara seu coração. Um homem sem esperança perde tudo o que há de mais precioso em si. Eu não o reconhecia mais e sem minha mãe, era inviável dividir uma vida com ele. Yuta ainda me embalava, o nariz tocando meus fios vez ou outra até que eu parasse de chorar.

 – Não acredito que foi para esse desgraçado que eu continuei mandando dinheiro – ouvi ele murmurar e ri antes de me afastar do seu corpo. Yuta me olhava com o cenho franzido em preocupação, limpando minhas lágrimas enquanto acariciava meu rosto.

 – Já passou – fui eu quem disse e ele soltou o ar em uma risada incrédula – Eu tenho você agora, nada disso importa mais.

 Yuta sorriu pequeno antes de me abraçar mais uma vez. Suspiramos um contra o outro, nos acalmando do que a narrativa havia trazido para nossos corações.

 – Nunca mais vou deixar que alguém te faça mal, meu bem – ele prometeu em um sussurro e eu estreitei meus dedos em sua cintura.

 Era bom ser o amor de Yuta, ter alguém que se preocupava verdadeiramente comigo. Era bom estar em uma fase da minha vida em que eu sentia que poderia amar livremente e finalmente ser feliz. Quando enfim nos levantamos, o levei de volta a foto de mamãe, havia mais um detalhe que eu precisava compartilhar com os dois.

 – Antes de ir embora, eu preciso contar mais uma novidade – disse, olhando dele para ela – Eu decidi que vou cursar gastronomia.

 Yuta apertou os dedos nos meus e, ao olhá-lo, vi que ele sorria. Nos abraçamos mais uma vez e ganhei beijos em meus fios dourados.

 – Estou muito feliz por você, meu bem – ele disse, me afastando para conseguir me olhar enquanto acariciava meus braços – Mas você tem certeza que não é dança?

 Eu ri, assentindo.

 – Eu amo dançar, mas eu tenho medo de que a pressão de fazer disso uma carreira estrague meu amor pela dança. Eu prefiro que seja um hobby para que não perca a magia para mim – eu expliquei – Além do mais, eu já trabalho cozinhando. Eu tenho certeza que poderia fazer isso pelo resto da minha vida.

 Yuta sorriu, assentindo para minha explicação e selando minha testa. Nos despedimos de mamãe e seguimos para fora do columbário. Andávamos de mãos dadas pela mesma trilha arbórea da vinda, navegando longe em nossos pensamentos.

 – Você não fazer dança não tem nada a ver com o Winwin, não é? – Yuta questionou. Ele parecia já saber a resposta, mas buscava por confirmação. Sorri pequeno.

 – Não, eu disse que estou trabalhando em aceita-lo, não disse? – respondi, e ele sorriu ao assentir.

 Uma das coisas mais fáceis de se notar em Yuta era sua perspicácia, por isso eu sabia que essa pergunta chegaria mais cedo ou mais tarde. Então ele disse.

 – Aquela sua lista que eu li... – ele começou e eu ao menos precisava ouvir o resto para entender seu questionamento. Balancei nossas mãos entre nossos corpos e analisei as folhas das árvores a frente.

 – Eu gostava de adicionar itens na lista sempre que eu me sentia confuso sobre quem eu era – expliquei – Eu tinha essa necessidade de separar quem era Sicheng e quem era o Winwin. Por isso, nas vezes que eu me sentia muito mal pelo meu trabalho, eu escrevia e relia os tópicos daquela lista. Eu pensava “isso é o que Sicheng gosta, esse sou eu” – ri seco – Agora parece meio bobo para mim.

 – Não é bobo – Yuta me garantiu e eu o olhei, encontrando seu semblante firme para que eu acreditasse nele – Até suas dúvidas e inseguranças fazem de você a pessoa que você é, meu bem. Mas é legal ouvir que você ache que isso é bobagem agora, significa que você não faz mais tanta distinção entre vocês dois.

 Assenti pensativo e já sorria sugestivo quando chegamos ao carro.

 – Você vai estar feito quando eu e ele terminarmos esse processo de fusão, Nakamoto Yuta – eu disse e ele me olhou questionador do outro lado do carro, a porta já aberta para que ele entrasse – Imagina transar com alguém que se acha o deus da sensualidade tendo o bônus de também ser a pessoa que conhece todos os seus gostos.

 Yuta me olhou estático por um momento antes de entrar no carro com o maxilar cerrado, me fazendo rir enquanto eu entrava também, notando seu rosto vermelho enquanto ele ligava o veículo. Poucos metros depois, me sobressaltei ao sentir sua mão em minha coxa. Apenas o toque firme em uma região tão específica foi o suficiente para mandar uma onda de calor por todo o meu corpo e ele nem precisou olhar para mim ao falar para que eu me tremesse inteiro.

 – Você não deveria colocar esse tipo de imagem na minha cabeça em local público, meu bem.

 Eu mordi o lábio para conter um sorriso, gostando da provocação. Talvez eu e Winwin já estivéssemos mais unidos do que eu pensava.

 

 Eu estava em um nível de conforto do tipo que me fazia sentar com os pés apoiados no banco do carro e cantar alto todas as músicas que tocavam, cutucando Yuta vez ou outra para fazê-lo sorrir. Era como se, abrindo meu coração do jeito que fiz, eu não tivesse que carregar tudo sozinho daqui para frente. Yuta estava ali comigo e sempre estaria, e essa breve percepção me fez o homem mais luminoso do momento. Nem o prédio em vidros imponentes que apareceu a nossa frente foi o suficiente para minguar minha luz.

 – Eu preciso checar as notas do carregamento que chegou hoje – Yuta se explicou enquanto estacionava – Vai ser...

 – Rapidinho. Eu sei – disse, virando preguiçosamente em sua direção para sorrir – Vamos lá.

 Yuta parecia agradecido enquanto saíamos, andando ombro a ombro ao adentrar a empresa. Entrelacei seu mindinho no meu e ganhei um sorriso antes de sairmos no décimo quinto andar. A sala de Yuta já me era como uma velha conhecida, mesmo que fosse só a terceira vez que a adentrava. Mal Yuta tinha se acomodado, uma mulher educada bateu à porta e o entregou o que presumi serem as notas dos carregamentos. Enquanto ele se ocupava de seus encargos eu fazia tudo o que podia para me distrair, mas não estava dando muito certo. Acontece que desde nossa provocação antes de virmos para cá e sua mão em minha coxa, minha mente cismara em pintar cenas nada decentes de nós dois.

 Eu sei que já deixei claro o quão apegado sou ao meu signo, mas a culpa não é só dele por essa coceira sexual ter se instalado em mim: Yuta era a fonte de todos os desejos sexuais que alguém poderia ter e vê-lo tão concentrado em seus deveres não estava me ajudando a me comportar. Seus olhos vez ou outra vinham em minha direção, mas ele nada dizia, deixando-me completamente entregue à minha imaginação fértil. O pior era saber o quão bom éramos juntos, pois eu já havia experimentado de Yuta e, Deus salve a minha alma, era viciante.

 – Se você continuar me encarando assim eu não vou conseguir me concentrar – ele murmurou e eu me tornei rubro ao perceber que fui pego em flagrante. Voltei minha atenção para a visão da parede de vidro, mas uma voz insistente em minha consciência me dizia para aproveitar aquela oportunidade.

 – Assim como? – questionei na maior inocência, olhando-o de esguelha e vendo-o ainda inclinado sobre a mesa, me observando por cima da armação dos óculos.

Mordi os lábios e, acredite ou não, não foi na intenção de provoca-lo. Foi o simples fato de aquele olhar ter me incendiado um pouco mais e ter deixado o conforto de minha calça menos confortável.

 – Como se quisesse que eu te jogasse na mesa e te tomasse em cima dessas folhas mesmo.

 Meu. Deus. Amado. Segura o gemido, Sicheng, se não vai ficar muito feio. Eu literalmente apertei as coxas uma na outra, as ondas de prazer se tornando mais intensas enquanto nos perdíamos em nossas próprias provocações, porque – vale lembrar – Yuta também é escorpiano. Então era óbvio que seu trabalho agora era secundário nas prioridades, ele já estava completamente em meu jogo. Propositalmente dessa vez, passei a língua no lábio inferior, andando requebrando meu quadril até uma das paredes de vidro, abaixando as persianas.

 – Acho que está enganado – disse, caminhando da mesma maneira até a parede onde ficava a porta e abaixando as persianas de lá também. Já podia sentir meu rosto pegando fogo antes de seguir para a última parede, a que ficava às costas de Yuta – O que eu quero é sentar em você usando essa calça social até te fazer gemer vergonhosamente alto para os seus funcionários.

 – Sicheng – era quase uma repreensão, mas também transbordava desejo. Só então eu me virei e percebi que Yuta já tinha girado a cadeira em minha direção. As pernas separadas pareciam me convidar para o que eu acabara de sugerir e seus olhos não desgrudavam dos meus quadris. Puta merda, era tudo no que eu pensava – Você não deveria falar essas coisas enquanto usa essas roupas inocentes.

 Eu sorri lascivo, caminhando ainda com o sorriso ladino até tomar seu colo, passando meus braços por seu pescoço e sentindo os dedos firmes em minhas coxas. Do jeito que eu gostava.

 – Minhas roupas cortam o clima? – questionei, mesmo sabendo que era o completo oposto. Abusado, mordi seu inferior e o arrastei em meus dentes, mas arfamos juntos quando ele arrastou as unhas em minhas pernas e me fez esbarrar nossas semi-ereções.

 – Pelo contrário, meu bem – eu não acredito que ele usou meu apelido com esse tom de voz. Eu oficialmente vou chegar ao clímax sem nem ter tirado a roupa – Você fica tão adorável que eu só consigo pensar em te corromper.

 Não aguentei, gemi contra sua boca e dei esse ponto de vitória para ele. Eu já estava super sensível e provocações com palavras me atingiam com muita facilidade. Meu nirvana era perceber que Yuta também gostava desse tipo de provocação.

 – Então corrompe – pedi, aproximando nossos corpos e distribuindo beijos em seu maxilar.

 – Qual é a palavrinha mágica? – filho da puta, desgraçado, arrombado, dono do meu cu. Espera, acho que isso não é ofensa. Mas ele tinha acabado de torrar o que sobrava da minha sanidade, meu corpo se movendo minimamente em busca de mais contato enquanto Yuta arranhava a pele do meu pescoço com os dentes, a última provocação saindo em um ar quente contra minha epiderme. Ele queria que eu implorasse, mas eu queria meu orgulho intacto.

 – Me corrompa, Yuta – sussurrei, rebolando com mais força contra seu colo. Ele depositou um chupão em meu pescoço, uma espécie de repreensão por não ter o que queria. Só me fez sorrir – Eu sei que você quer.

 Ele afastou o rosto do meu pescoço, olhando sério para mim, mas eu sabia que era tudo parte do nosso jogo. E é claro que eu fiquei mais duro com esse olhar. Sua pupila dilatada anunciava o tesão acumulado e eu sabia que estávamos idênticos nesse detalhe.

 – Fala direito comigo, meu bem – oh cacete, para de usar esse golpe comigo que está dando certo. Eu estava a um fio de ceder, mas o tom dele ainda era autoritário demais para mim. Mas a mão dele na minha nuca, puxando meus fios para ter meus olhos nos seus... Só faltou a coleira, porque eu já estava de quatro por ele.

 – Me. Corrompa – falei pausadamente e, ignorando o aperto em meus fios, me aproximei de seu lóbulo, deixando um beijo molhado perto de sua orelha antes de sussurrar – Meu amor.

 Acho que eu não precisava mais pedir por favor, porque de um único movimento, Yuta já tinha me colocado sentado em sua mesa e atacava meus lábios como uma fera selvagem. Eu lutava para acompanhar seu ritmo, sentindo suas mãos desbravando minhas coxas e cintura, puxando-o para o meio de minhas pernas ao explorá-lo da mesma maneira. Eu arfei quando suas mãos alcançaram meus glúteos, me pressionando de formas a tocar nossas regiões íntimas. Era ilegal sentir Yuta daquele jeito, saber que fui eu quem o deixou assim. O puxei mais em minha direção pela nuca, invadindo sua boca com minha língua e movimentando meu corpo contra o seu. Tirei o cardigan dele com afobação e infiltrei meus dedos pela blusa preta que ainda o tampava. Eu arfei mais uma vez ao sentir os músculos definidos contra meus dedos, arranhando e experimentando seus formatos mais uma vez. Yuta desceu os lábios para meu pescoço, levando as mãos à barra do meu suéter para retirá-lo. Assim, eu fui o primeiro a perder uma peça considerável de roupa.

 – O que você disse que quer fazer mesmo, meu bem? – ele questionou e eu estava aprendendo que era muito improvável que eu não xingasse Yuta durante nossas práticas sexuais. Mas vale lembrar que eu não ficava atrás na ousadia.

 – Sentar em você – eu disse, olhando em seus olhos enquanto infiltrava meus dedos em seus fios, vendo quando ele tremeu a ponto de fazer minha glande umedecer um pouco mais – Enquanto você usa essa calça social.

 Para minha surpresa, Yuta me pegou no colo, voltando nós dois para sua poltrona e se recostando no couro.

 – Me mostra – ele disse, levando o rosto para mais próximo do meu peito até sua língua tocar meu mamilo. Sangue e fogo divino, de onde eu tiro forças para aguentar esse homem? Abri a boca para logo em seguido morder meus lábios, transformando o gemido alto em um arfar sôfrego que fez Yuta sorrir lascivo – Sei que queria que meus subordinados ouvissem quando eu te fizesse meu, seu exibicionistazinho. Mas é melhor se controlar dessa vez.

 Havia uma ordem em sua voz que eu estava coçando para contestar, mas me segurei por saber que ele tinha razão. Apesar de tudo, aquele ainda era seu local de trabalho. Só que esse pensamento também me excitava: a eminência de sermos descobertos, o pensamento de ter que controlar os gemidos que Yuta me causava com tanta facilidade. Isso só tornava tudo tão melhor. Eu senti as unhas curtas dele em minha cintura ao mesmo tempo que afundei minhas mãos na blusa preta, erguendo-a enquanto selava seu pescoço. Eu amava o jeito que Yuta às vezes se permitia fechar os olhos para aproveitar melhor meus toques, me fazia sentir que tinha um tesouro nas mãos e que cuidava muito bem dele. Não parei minhas mãos até que ele estivesse com o peito nu como o meu e assim que me livrei da peça de roupa, meus lábios continuaram o caminho por seu tórax. Eu gostava de sentir minha respiração quente resvalar em sua pele, gostava da visão das bolinhas se formando quando isso o fazia arrepiar. Só ergui meus olhos para ele quando tinha seu mamilo na direção da minha boca, torturando-o com minha língua ao circundá-lo uma vez antes de chupar a região sensível. Yuta sugou o ar pelos dentes trincados e remexeu o quadril em prazer, o que me fez sorrir contra seu peito. Me dediquei a beijar e marcar toda a região enquanto apertava a cintura dele em minhas mãos. Quando ele remexeu o quadril mais uma vez, meu próprio corpo me avisou que eu não aguentaria esperar muito mais.

 Afundando o rosto em seu pescoço e prendendo uma porção de pele com meus lábios, apoiei a destra em seu ombro e desci a canhota até a ereção que ele guardava na calça. Yuta arfou tão perto da minha orelha que afastei meus lábios de sua pele para conseguir respirar melhor. Tão ágil quanto conseguia, desabotoei e desci o zíper de sua calça, adentrando minha mão até tocar a marcação em sua cueca.

 – Sicheng – Yuta gemeu meu nome. Gemeu, enquanto estocava minha mão, necessitado. Eu vi estrelas e estreitei o aperto para arrancar aquela reação dele mais uma vez, gemendo baixinho contra seu rosto ao sentir a mancha úmida da peça de roupa.

 – Me quer tanto assim? – perguntei, mas não sei se soei realmente convincente em minhas provocações quando eu mesmo estava arfando. Movi meu quadril em suas coxas enquanto ainda o masturbava por cima da roupa e arfei quando suas unhas fincaram mais profundamente em minha pele. E para minha surpresa, Yuta assentiu. Ele estava todo entregue para mim, deixando minha mente em pane.

 Ignorando seu olhar confuso, tirei minha mão de sua calça, desci do seu colo e me ajoelhei entre suas pernas, ganhando um brilho luxurioso de seus olhos quando ele entendeu o que eu faria. Atrás de sua mesa, coloquei mais uma vez minha mão por dentro de sua roupa, tocando-o diretamente dessa vez para que pudesse deixar sua ereção próxima ao meu rosto. Movi lenta, mas firmemente minha mão, vendo-o franzir o semblante e morder os lábios para controlar as próprias reações. Ele parecia tão sensível que não consegui desgrudar meus olhos dele nem quando passei vagarosamente a língua por sua fenda. Eu podia ignorar completamente o gosto desagradável quando tinha aquela expressão cheia de desejo me olhando de cima, podia acomodá-lo facilmente em minha cavidade ao sentir seus dedos firmes em minha nuca para acompanhar meus movimentos. Minha mão se movia para cima em movimentos circulares para lhe dar prazer nas partes que eu por vezes não colocava na boca, minha língua demarcava cada veia saltada no órgão teso. Yuta crescia e expelia cada vez mais em minha língua e o ápice foi quando ele rebolou contra minha boca, afundando-se até minha garganta e gemendo baixinho por não conseguir se conter.

 O tirei da boca e arfei pesado para tentar controlar minha respiração, limpando meus lábios com o dorso da mão e sorrindo ladino para seu semblante iluminado pela fina camada de suor. Yuta estava rubro de desejo e eu pulsava pela imagem do meu homem tão satisfeito por mim, me querendo tanto quanto eu o queria. Abri minha própria calça de pé a sua frente e a desci com minha cueca até a metade de minhas coxas, masturbando meu falo teso em frente aos seus olhos. Yuta estava certo, talvez eu fosse um exibicionistazinho. Mas a forma faminta que ele olhava para meus movimentos e umedecia os lábios eram o suficiente para me fazer gemer e pulsar em meus próprios dedos.

 – Me toca, amor – pedi sôfrego, sabendo que era golpe baixo.

 Yuta não parecia pensar claramente, avançando direto para minha cintura, apertando meus glúteos e me trazendo para mais perto. Ele beijou todo meu baixo ventre e arrepiou meu corpo inteiro. Eu percebi quando seus dedos em meus glúteos começaram uma massagem íntima e gostosa, por vezes resvalando o vão entre as nádegas. Eu contraía meu abdômen a cada beijo mais baixo que ele depositava, até que minha glande estivesse entre seus lábios e seu indicador acariciasse meu períneo. Uma das minhas mãos procurava apoio em seu ombro enquanto a outra estava presa entre meus dentes para eu não gemer alto. Yuta só parou de me chupar para inserir os próprios dedos na boca e usou a outra mão para me masturbar enquanto olhava para mim. Tantos estímulos, eu estava em êxtase. Logo ele me abrigava em sua boca novamente e eu apertei os olhos quando seu indicador desbravou minhas paredes internas. Eu afastei um pouco mais as pernas, nunca parecendo o suficiente, sempre querendo mais de Yuta. Segurei em seus fios e não controlei meu quadril ao que ele se moveu na direção da cavidade quentinha que me sugava ao ponto de formar côncavos nas bochechas de Yuta. Eu suava de prazer e do esforço de conter meus gemidos. Não percebi em que momento Yuta já me estimulava com três de suas falanges, mas estava cada vez mais difícil me conter daquela forma. Quando minhas pernas tremeram, eu apertei seu ombro.

 – Yuta – foi um choramingo que deveria ser um aviso. E ele pareceu entender quando se retirou de meu interior e depositou um beijo em minha glande que quase me fez rir. Suspirei pesado quando ele começou a beijar a parte interna de minhas coxas, sua respiração fazendo meus pelos se arrepiarem e meu órgão pulsar.

 Então Yuta fez o ato que ficaria gravado em brasas em minha mente por um longo tempo: ele se afastou de mim, escorou no couro da poltrona, abriu bem as pernas e bateu na própria coxa enquanto me olhava.

 – Vem, meu bem.

 Naquela voz grave de sexo, com o rosto vermelho de tesão, o peito subindo em respirações descompassadas e movimentando os músculos que eram minha perdição. É claro que eu gemi sem que ele me encostasse um dedo, assim como é claro que terminei de tirar minha roupa e subi em seu colo. Eu mesmo estimulei seu falo novamente e me ergui para direcionar a glande para minha entrada. Mordi meu lábio para espantar o gemido de dor, indo devagar pela falta de lubrificante tornar o processo um pouco mais doloroso. Mas eu tinha Yuta, então logo ele estava beijando toda a extensão de meu pescoço e sussurrando para mim.

 – Você está indo tão bem – desgraçado, sentir que ele arfava de prazer enquanto tentava me distrair era cruel – Meu menino é perfeito. Me recebe tão quente e apertado.

 – Yuta – foi a única coisa que consegui gemer enquanto terminava de abriga-lo por inteiro em mim.

 Ao me acostumar com sua extensão, olhei para baixo, para a junção de nós dois. E Yuta em calças sociais. Não me perguntem o motivo desse fetiche, eu só sei que contraí todo ao vê-lo parcialmente vestido enquanto me tinha em seu colo o engolindo por inteiro. Eu me remexi, rebolando e sentindo-o lentamente, arfando junto a ele. Foi então que me agarrei ao seu pescoço, encostando a testa em seu ombro antes de sussurrar em seu ouvido.

 – Fode.

 Yuta meio grunhiu e meio arfou antes de encher suas mãos com meus glúteos. Apesar de meu pedido, fui eu quem me ergui e me abaixei com força em seu colo, só percebendo que deixei um gemido alto escapar quando ele já tinha ecoado pela sala. Imaginar seus subordinados olhando para as persianas abaixadas e imaginando o que acontecia do lado de dentro me fez tremer de tesão, subindo e descendo com mais vontade e tremendo sempre que tentava prender um gemido. Yuta não tinha tanta mobilidade, mas rebolava tão gostoso que me fazia revirar os olhos. Ainda me movendo, sentando exatamente do jeito que eu queria, me apoiei em seus ombros para observar seu semblante. Yuta tinha os lábios separados, um gemido mudo enquanto a respiração descompassava. Suas mãos não abandonaram meu quadril em momento algum e quando eu cansava de sentar, suas mãos ditavam os movimentos do meu rebolar para encontrar o seu. Seu ombro se avermelhava e arroxeava nos pontos onde eu mordia para descontar o tesão, eu estava impregnado de suor e arfava tanto que minha garganta já estava completamente seca. Foi então que eu decidi me erguer e sentar ao mesmo tempo que Yuta veio contra mim, sentindo sua glande inchada pressionar em minha próstata de forma que eu me contorcesse inteiro e o apertasse contra mim.

 Ele sabia que eu estava muito próximo, então logo estávamos de pé, nossas bocas se atracando às cegas e nossas línguas por vezes fazendo o trabalho fora das bocas. Yuta realizou outro fetiche meu ao me inclinar na direção da mesa, de costas para ele, afastando minhas pernas com a sua e se inserindo em meu interior mais uma vez. Eu gemi seu nome sem parar, ora me apoiando em meus cotovelos, ora cedendo até meu rosto apoiar na mesa. Eu senti os testículos marcarem minhas nádegas e sua glande acertar initerruptamente meu ponto de prazer, tudo isso com a visão da imensa Seul do lado de fora do prédio. Eu ainda mordia minha mão para abafar os gemidos quando senti os dedos de Yuta em minha extensão, me pressionando da maneira certa a me fazer delirar. Em um impulso, eu estava de pé, seu peito unido às minhas costas enquanto seus movimentos se tornavam mais fortes e firmes, profundos e inebriantes. Com o pouco de força que me restava, nos girei em direção à cidade, ouvindo o ar quente de Yuta resvalar em meu pescoço em uma risada ácida. Ele nos levou até o vidro, apoiando uma mão ao lado de minha cabeça e trazendo meu quadril para mais perto do seu enquanto acelerava as estocadas. Minha respiração embaçava a visão da cidade, os dedos de Yuta no vidro pareciam querer arranhá-lo e o som do nosso amor sendo consumado foi a trilha sonora que me fez desfazer em seus dedos. Yuta me apertou e rebolou lentamente em meu interior, prolongando meu próprio prazer. Quando viu que eu perderia as forças, se retirou do meu interior e se masturbou enquanto chupava a pele de meu pescoço, se desfazendo em grunhidos roucos e sujando a pele de minhas nádegas.

 Senti quando ele apoiou a testa em minhas costas, nossas respirações demorando a voltarem para um estado de repouso. Minha bochecha e minhas mãos encontravam apoio no vidro da janela, mas eu sentia que logo minhas pernas cederiam. Como se ouvisse meus pensamentos, Yuta me girou vagarosamente em seus braços, nada do olhar animalesco de sexo em seu semblante, apenas o mesmo cuidado que tinha comigo desde o primeiro dia. Eu sorri cansado enquanto ele acariciava a pele de meu quadril, aonde havia apertado demais. Ele selou meus lábios com calma, distribuindo beijos tranquilos que me faziam sentir em paz.

 – Será que sempre será assim? – questionei mole em seu abraço – Tão intenso?

 Yuta riu e me ergueu no colo, beijando meu queixo quando eu resmunguei pelo incômodo que o sangue esfriando me fazia sentir.

 – Eu acho que vamos nos acalmar com o tempo – ele disse, sentando e me deixando de lado em seu colo enquanto falava. Estávamos em uma das poltronas que ocupavam o meio da sala, mas o colo dele parecia o mais confortável dos lugares. E dessa vez nem era em uma conotação sexual – Mas não quero que perca a intensidade.

 Olhei para ele, sabendo que ele se referia aos nossos sentimentos. Acariciei seu rosto e selei sua boca, sabendo que esse tipo de intensidade eu também não deixaria morrer. Me entregar a Yuta era bom exatamente por ter uma gama de sentimentos envolvidos, era isso que dava cor tão única aos nossos momentos. Deixei que ele me enchesse de carinho, como ele já sabia que eu gostava, e não questionei quando ele tirou uma caixinha de lenços umedecidos de sua gaveta. Ele me limpou com cuidado, beijando cada traço de pele que estava marcada e me fazendo sorrir. Quando terminou de organizar suas coisas, o surpreendi ao abraça-lo pelas costas e enterrar meu rosto eu seu cardigan.

 – Você é o melhor – eu disse e ele riu de um jeito que me fez entender que ele tinha levado meu comentário como uma brincadeira maliciosa. O pus de frente para mim e segurei seu rosto, ganhando um olhar surpreso – Você é o melhor do mundo para mim, amor.

 Vi seus olhos brilharem e sorri quando ele se inclinou para me beijar. Nos embalamos com carinho, suspirando ante nossa própria aura doce. Nem mesmo o olhar do senhor Yang para nós dois quando saímos juntos em direção ao elevador foi o suficiente para diminuir o que eu sentia naquele momento. Meu grude com Yuta só tendia a aumentar e eu estava longe de reclamar disso. A cada toque, cada beijo, cada singela declaração que o fazia acreditar que éramos um do outro, eu me apaixonava mais – não só por ele – mas pelo sentimento e história que construíamos juntos.

 Nada no mundo poderia se equiparar a isso.


Notas Finais


É isso, galeris!
Cap indo do oito ao oitenta, não é msm? Começamos no sentimentalismo e terminamos na selvageria sheushue

Obrigada por lerem até aqui e me digam o que acharam nos coments ^^
Até o próximo ~
XOXO

P.S.: não esqueçam de lavar as mãos e evitarem locais aglomerados. Cuidem de vcs mesmos com carinho, espacialmente nessas épocas de risco, mas não apenas nelas 💖


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