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História Depois da tempestade - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, meus preciosos e preciosas.
O que eu trago nessa fanfic, é algo totalmente novo até para mim mesma hahaha.
Eu tive um impulso de reunir SQ e uma das minhas maiores paixões, cavalos. Como eu, infelizmente, não tenho tanto contato com cavalos quanto gostaria, todo o texto é feito com base em pesquisas na internet e usando referências de filmes e séries. Quem gosta do tema e acompanha nas telas vai captar logo de cara as referências todas.
Talvez vocês lembrem de mim, pelo menos quem estava no fandom já em meados de 2016, 2017, quando eu publicava A filha do Conde no meu antigo perfil (kanandax). Meio que 'o início de um sonho/deu tudo errado' e eu acabei me afastando do fandom porque eu sou surtada mesmo. Mas esse meu impulso que fez nascer Depois da Tempestade, me trouxe de volta.
Obrigada Aline, por insistir pra eu postar essa fanfic e não desistir da minha escrita mesmo quando eu surto.

Boa leitura ❤️

Capítulo 1 - Capítulo 1


Emma preferia cavalgar sem a sela.

Gostava do contato direto com os cavalos, da confiança e do vínculo que se criava com eles, ao oferecer parte do controle sobre o passeio.

Sem a sela e os freios, o animal tinha liberdade para simplesmente ignorar o que ela dizia e partir para onde bem entendesse, o que não acontecia na maioria das vezes.

É claro, que já havia acontecido de Emma perder o controle e conseguir recuperá-lo apenas quando estavam completamente distantes da rota planejada e, na pior das hipóteses, um banho de lama a fizera ter que jogar boas mudas de roupa na lixeira. Mas era um infortúnio raro que não poderia atrapalhar os tantos passeios agradáveis.

Ela vivia em um Rancho que herdara de seus pais, nos arredores de Storybrooke, uma cidade minúscula no Canadá. Rodeada por largos campos e altas montanhas, havia paisagens o suficiente para que mesmo os nascidos naquele lugar, como Emma, pudessem se surpreender dia após dia com as novidades que a natureza trazia.

Com seus vinte e oito anos recém completos, ela saíra de Storybrooke apenas por insistência do pai. David Nolan achava importante que sua filha conseguisse um diploma, mesmo que nunca chegasse a exercer outra profissão fora do Rancho.

Para agradar o pai, Emma aceitou o que ele dizia e se mudou para Vancouver por quatro anos, tempo que levou para se formar em artes visuais. Ao fim desse tempo, ela mesma não podia negar que havia valido a pena unir seu gosto por pintura à mentoria de professores experientes, que guiaram seus traços e escolhas de cores.

Com o pai contente e novos quadros enfeitando as paredes da sala de estar, Emma pôde voltar ao que realmente amava, os cavalos.

O rancho estava na família Swan há muito tempo. Ela havia nascido na mesma casa onde ainda vivia e desde muito pequena, mantinha um contato diário com animais, principalmente cavalos. Desde que podia se lembrar, sua rotina matinal se mantinha praticamente intacta. Levantava da cama com rapidez, se vestia, prendia os cabelos loiros em um rabo baixo, colocava seu chapéu e saía para verificar os animais.

Apenas após garantir que eles tivessem a primeira alimentação do dia, Emma voltava para casa e tomava seu próprio café, saindo outra vez logo em seguida para limpar as baias e fazer os passeios matinais.

David e Mary Margaret abrigavam cavalos que, por alguma razão, não podiam estar na casa de seus proprietários. Boa parte deles, pertenciam a adolescentes cujos pais possuíam um bom poder aquisitivo. Eles as presenteavam, arcavam com as despesas de hospedagem e mais os gastos das pequenas viagens nos fins de semana, quando as garotas decidiam visitar o rancho.

Outros eram animais que, em algum momento, haviam alcançado o topo de sua glória. Cavalos de rodeio, astros de cinema. Eles simplesmente estavam velhos demais agora e poderiam ter todos os bons cuidados que os Nolan eram famosos por oferecer.

Quando Emma ainda era adolescente, alguns anos antes de partir para a faculdade, um velho cavalo chegou para ficar. Rabugento e traumatizado, já não deixava que ninguém o cavalgasse há anos e um pouco mais recente, começara a atacar quem entrasse em sua baía.

Ele supostamente ficaria no rancho dos Swan até sua morte, mas Emma mudou isso e aquela foi a primeira cura de muitas que viriam depois e o início dos boatos sobre ela que circulavam por Storybrooke.

A chamavam de encantadora de cavalos. Diziam que sabia como cochichar nos ouvidos dos animais e fazê-los ouvir.  

Esses contos traziam para Emma uma preocupação imensa. As pessoas continuavam vindo até ela em busca da cura para seus animais e por mais que isso tenha garantido a continuidade de sua renda, sabia que chegaria o momento em que não seria capaz de ajudar um cavalo, não conseguiria fazer o milagre que as pessoas lhe atribuíam e então não sobraria nada.

Se a ascensão através de boatos místicos acontecia depressa, a queda era ainda mais rápida.

A tarde nublada já se encaminhava para o fim quando o sedan preto contornou a entrada e parou diante da casa principal.

Emma não se lembrava de ter nenhum cliente agendado para os próximos dias e havia fechado as a agenda no site, pois pretendia tirar alguns dias para organizar a papelada que ficara para trás e fazer alguns reparos que o lugar precisava. Largou a sela que estava polindo e limpando as mãos nas laterais da calça jeans, foi de encontro ao carro.

Para Emma, era um fato consumado que pessoas que lidavam diariamente com animais da forma como ela fazia, não possuem um tato tão sensível para interações humanas. Principalmente quando se tratava do belo par de pernas que escorregou para fora do carro, ou da bela morena dona daquelas pernas.

A mulher usava uma saia social preta, que se ajustava ao seu corpo como se o tecido viesse das próprias curvas do corpo. A camisa de seda roxa realçava a pele clara do busto e como um retoque final que faria as entranhas do próprio demônio se tornarem revoltas, os lábios carnudos estavam cobertos por um batom vermelho sangue.

Nada dela parecia se encaixar ali, isso estava bem claro. Os saltos que ela usava imediatamente afundaram na grama, mas ainda assim, manteve o queixo elevado.

—Boa tarde – Emma pigarreou – Em que posso ajuda-la?

—Você é Emma Swan?

—Sim – A mulher a olhou de cima abaixo, como se tentasse decidir algo sobre ela. Por fim, um longo suspiro escapou de seus lábios e com ele, parte de sua postura pareceu abandoná-la.

—Eu ouvi falar sobre o trabalho que você faz com cavalos – A mulher apontou para o trailer que estava preso ao carro – Precisamos de ajuda.

—Eu.... Na verdade eu estou com a agenda fechada, o site não está aceitando inscrições – Emma olhou para o trailer e para a mulher – Poderia encaixá-la em algum outro período Srta....

—Mills, Regina Mills – Como se só então se lembrasse das formalidades, a morena estendeu a mão e Emma a apertou – Eu não entrei no site. Minha irmã me falou sobre você, ela conhece alguém que já esteve aqui ou algo parecido, desculpe, eu não guardei a informação. Mas essa pessoa passou seu endereço e eu vim.

—Srta. Mills....

—Me chame de Regina.

—Regina, eu realmente não.... – Antes que Emma pudesse terminar sua frase, o cavalo relinchou dentro do trailer e escoiceou a porta. Ela viu a morena se encolher diante do som.

—O efeito do sedativo está passando – Regina comentou – Emma.... Posso chama-la assim, certo? Eu dirigi de Toronto até aqui, assim que ele voltar completamente a si, vai entrar em pânico e eu já não suporto mais isso – Ela tinha os olhos cheios de lágrimas, mas mantinha um tom autoritário – Eu pago o que você quiser, mas por favor, nos ajude.

Emma teria dito sim apenas pelo desespero que viu em seus olhos castanhos, pela forma como a cicatriz sobre seu lábio superior se expandia quando ela apertava os lábios em uma linha fina. Porém, o cavalo facilitou para que encontrasse as palavras quando com outro coice, fez o trailer chacoalhar perigosamente.

—Ok, precisamos tirá-lo dali. Você pode levar o carro até ali, perto do celeiro? – Apontou, indicando o redondel, um cercado circular que ficava ao lado da construção – Podemos abrir a porta e ele irá para o cercado.

O cavalo coiceou outra vez.

—Desculpe – Regina falou com a voz baixa, se afastando do carro e deixando a porta aberta, num convite – Eu não posso.

Sem outra saída, Emma deixou que seu lado prático assumisse o controle, podia se preocupar com o resto depois. Entrou no carro e o guiou até onde precisava, sentindo o impacto dos coices do cavalo como se ele estivesse dentro do automóvel.

Se Regina ainda estivesse na rodovia quando o cavalo voltou a si, certamente teriam sofrido um acidente e saber disso, causou um incômodo em Emma, uma sensação pesada que preferiu tentar afastar o quanto antes.

Devido há anos de prática, não foi difícil para ela estacionar com as portas do trailer viradas para o redondel e, percebendo que Regina ainda não havia se movido, desembarcou e abriu ambas as portas, pulando do caminho no exato momento em que um cavalo enfurecido saltava.

Com energia acumulada e aparentemente, muito medo, o cavalo correu pelo cercado durante um bom tempo, em velocidade máxima.

Emma o deixou lá e guiou o carro de volta até a frente da casa. Percebeu que a morena chorava em silêncio e apenas parou ao lado dela, olhando para o sol poente.

—Emma, está tudo bem? – Henry, que fora acordado pelo barulho, saiu da casa e estacou ao perceber Regina – Achei que sua agenda estivesse fechada.

—Eu abri uma exceção – Ela comentou, dando as costas para a morena que tentava secar as lágrimas – Você pode, por favor, colocar aquele cavalo em uma baía?

—Claro, vou fazer isso e depois vou para a cidade – Ele deu de ombros.

—Apenas coloque água e comida antes de levar ele para dentro e você sabe o esquema, pegue as cercas de encaixe e tranque o caminho que ele não deve seguir – Henry assentiu, com a expressão exasperada que fazia quando ela lhe explicava algo que já havia feito tantas vezes – E não chegue muito perto dele, está assustado.

O rapaz assentiu e saiu rapidamente na direção do celeiro. No silêncio estranho que veio depois, Emma apenas sinalizou para que Regina entrasse com ela na casa. A papelada e as reformas teriam que ficar para outro momento.


Notas Finais


Eu não sei ainda como vou fazer as postagens.
Quero tentar postar semanalmente, mas se der certo, provavelmente vai ser na quinta ou no sábado. Eu vou me organizar e aviso vocês, certo?
Obrigada para quem leu até aqui e não deixem de me dizer o que acharam.


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