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História Depois da tempestade - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá minhas preciosas e preciosos.
O capítulo está bem fora das minhas postagens costumeiras, mas tenho um motivo muito bom para isso. Esse é um capítulo 'extra', para comemorar que a história alcançou 50 favoritos.
Então vamos lá e boa leitura ❤️

Capítulo 6 - Capítulo 6


Dois dias depois, Zelena chegou.

Emma fazia Rocinante girar no redondel quando a SUV preta estacionou diante da casa e a ruiva que ela vira nas fotos desembarcou, acompanhada de um homem mais velho.

—Você é Emma, certo? – Zelena praticamente gritou, antes mesmo de se aproximar e sorriu, puxando o homem pela mão e o obrigando a andar mais rápido – Loira, bonita, Rocinante ainda não te matou. Sim, é você mesma.

—Sim.... Em que posso ajuda-la? – Emma precisou se esforçar para fingir que não a conhecia pelas fotos de sua pesquisa. Principalmente depois de ter ouvido a descrição sobre si mesma, Regina teria falado aquelas coisas?

—Ah sim, desculpe – Zelena riu – Ruby, uma amiga próxima, veio passar alguns dias aqui, quando você alugava os chalés, por isso eu sabia quem procurar – Emma sorriu, murchando um pouco – Sou Zelena Mills, irmã da Regina e esse é o meu marido, Gold.

Emma apertou a mão de ambos, com um sorriso forçado que já fazia doer as bochechas.

—Regina está lá dentro – Ela sinalizou para a casa principal, onde havia deixado a Morena poucos minutos antes.

Zelena seguiu na direção indicada, deixando o marido para trás.

—É um belo cavalo – Ele referiu-se a Rocinante, que havia parado de girar e os encarava – Quando aquele acidente o arruinou, todos nós pensamos que não teria não tinha mais esperança para ele. Dois anos Regina o manteve sob sua proteção, longe de nossas garras terríveis – Gold sorriu, com tristeza.

—Vocês queriam sacrificá-lo? – Questionou, de maneira neutra. A reabilitação de cavalos era algo relativamente novo, desconhecido pela maioria das pessoas.

—Sim, nós não sabíamos sobre você ou esse lugar. Achamos que seria o melhor caminho tanto para ele, quanto para Regina – Ele olhava para Rocinante, que mantinha a cabeça erguida, como se o desafiasse a entrar no redondel – Por sorte, a amiga de minha esposa voltou de.... Seja lá onde for que estava e nos falou sobre você.

—Eu acredito que Rocinante ficará bem. Só precisa de um tempo e confiança, estamos trabalhando nisso.

—Uma pena que não exista tratamento assim para a dona dele, não é? – Com um sorriso afetado, Gold se afastou, deixando para trás uma Emma confusa.

Rocinante ficou inquieto com a chegada do casal, a risada alta de Zelena desconcentrava Emma e Gold continuava observando de longe, apoiado no carro.

O cavalo continuava progredindo nos últimos dias. Já não via Regina como uma ameaça em potencial e seguia seu ritmo constante quando a via entrar no redondel ou no campo aonde estava. Emma estava pronta para dar início a etapa seguinte, contanto que os novos hóspedes não trouxessem tensões.

Zelena e o marido ficariam até o dia seguinte, fizeram o pagamento adiantado por um dos chalés e tão logo Emma cuidou da troca de roupas de cama, Gold se retirou para lá, alegando estar cansado da viagem.

—Apenas o ignore, ele é rabugento sempre que precisamos sair de casa – Zelena dispensou o revirar de olhos da irmã, com um aceno e sorriu para Emma, que estava encostada na bancada – Se dependesse dele, não iríamos sair nunca. Como está indo com Rocinante?

—Dentro do esperado – Ela franziu o cenho, buscando pelas palavras certas. Era custoso manter as expectativas das pessoas sempre em um meio termo, não podiam esperar uma melhora milagrosa, ao passo que precisavam acreditar que não levaria tanto tempo – Ele está melhorando a cada dia, aliás, quero que você tente uma aproximação amanhã – Essa última parte foi dita para Regina, que parou o que fazia e a encarou.

—Eu.... Tudo bem – Ela deu um meio sorriso, mas logo voltou a expressão neutra e desviou os olhos para a irmã, por alguns instantes.

—Você ainda pretende cozinhar hoje? – Emma perguntou, lançando um olhar rápido para Zelena, que encarava a irmã quase em choque – Se quiser, pegamos algo no Granny’s e deixamos isso para outro dia.

—Não, está tudo bem – Regina sorriu – Henry me perguntou sobre isso a cada hora desde que comentei.

—É, a única coisa que o faz levantar pela manhã é a ideia de um café da manhã – Emma balançou a cabeça, ganhando outro sorriso pela piada – Apenas não o deixe te colocar para cozinhar todos os dias.

—E desde quando você cozinha, Regina? – Zelena a encarava, incrédula – Quero dizer, eu sei que você cozinha por sobrevivência, mas não sabia que gostava de cozinhar.

—Se eu fosse listar as coisas que você acha que sabe sobre mim, mas na verdade não faz a mínima ideia, nós ficaríamos aqui por um bom tempo, Zelena – A morena rebateu, áspera. Todo o seu bom humor havia desaparecido e até mesmo Emma apertou os lábios em uma linha fina e se virou, buscando por uma cerveja na geladeira.

—Uau.... Tudo bem – Zelena ergueu ambas as mãos, em sinal de rendição – Foi só um comentário.

—Eu vou tomar um banho – Regina se levantou – Volto daqui a pouco para cozinhar.

—Regina – A ruiva suspirou, recostando-se na cadeira e observando sua irmã sair da casa – Sempre encontra uma razão para fugir de qualquer pergunta que eu faça. Ou de qualquer outra coisa que não seja o maldito trabalho. E eu podia jurar que ela estava diferente quando cheguei. A vi mexendo nesses papéis e sua postura estava relaxada, eu não via minha irmã com uma expressão tão calma desde.... – Ela franziu o cenho – Ela falou para você, do acidente?

—Alguma coisa, sim. Eu precisava saber sobre os traumas do cavalo – A garrafa era uma desculpa perfeita para que não precisasse olhar Zelena nos olhos.

—Minha irmã ficou viúva nesse acidente – Zelena ignorou o sútil tom da loira para que encerrasse o assunto e continuou falando – Foi feio. Não vou entrar em detalhes porque bem.... Caso você se interesse, pode pesquisar no Google. O ponto é que desde então, ela se afundou completamente no trabalho e quando não está trabalhando, está com Rocinante. Posso ser honesta? Eu não dou a mínima para o cavalo.

—Não? – Emma cruzou os braços, feliz por poder usar a garrafa como um motivo para manter a mão bem fechada.

—Não me odeie, está bem? Não é como se eu não gostasse dele, eu gosto.... Ou gostava. Mas o ponto é que eu estou mais preocupada com Regina, apenas isso e se for preciso que o cavalo faça terapia para eu ter minha irmã de volta, então que seja – A loira apenas levantou as sobrancelhas – Droga, eu não estou conseguindo me expressar direito. Quando Ruby me falou sobre esse lugar e me mostrou algumas fotos que tirou aqui, eu imediatamente liguei para Regina e depois enviei as imagens, insisti por três dias seguidos até que ela finalmente aceitasse se afastar da editora para trazer Rocinante até aqui.

—Se você não está preocupada com o cavalo, porque fez isso? – Emma questionou, tentando colocar em ordem a torrente de palavras que saia da boca de Zelena.

—Porque eu queria que ela saísse de Toronto, que saísse da editora, que deixasse o trabalho de lado pelo menos por um final de semana – Zelena balançou a cabeça – Eu confesso que fiquei realmente surpresa quando ela decidiu ficar por mais algum tempo. Como eu disse, ela parecia relaxada quando cheguei e agora pareceu retomar sua postura defensiva. Eu esperava que toda aquela coisa sobre a natureza curar pudesse ser real.

—Eu acredito que é, mas nem todas as feridas se curam com dois ou três dias de caminhada na mata.

Quando Regina voltou, a irmã já tinha ido para seu próprio chalé a fim de um descanso antes do jantar. Ela pareceu relaxar no instante em que percebeu que não encontraria Zelena na cozinha e acabou deixando que um longo suspiro aliviado escapasse de seus lábios.

—Imaginei que fosse precisar de um pouco disso – Emma veio da sala de estar, com uma taça de vinho nas mãos.

—Obrigada – Ela quase sorriu – Eu preciso disso e que minha irmã não apareça por aqui enquanto estou cozinhando.

—Eu cuido disso – Emma deu de ombros – Ela aparentemente ia descansar até a hora do jantar, mas se aparecer por aqui, eu a levo para ver a propriedade ou qualquer coisa do tipo.

—Você é um anjo, Emma.

Regina sequer percebeu o efeito que sua fala teve sobre a outra, apenas bebericou de sua taça e seguiu para a o balcão da cozinha.

Ela começou devagar, um pouco insegura por estar na cozinha de outra pessoa. Limpou a carne e a picou em cubos, tentando apenas se concentrar no que fazia e não pensar tanto na irmã.

A verdade é que não conseguia se lembrar de Zelena tê-la visto cozinhar. Regina gostava de pensar que alimentar as pessoas, era uma forma de amor ou agradecimento e ao mesmo tempo, o ato de cozinhar se mostrava uma terapia.

A morena preferia cozinhar para si e para os seus, ao passo que sua irmã era fã de comer em restaurantes estrelados. Isso não deixava muitas margens abertas para que se sentassem na sala de jantar de seu apartamento e desfrutassem de uma refeição preparada por ela. Podia-se acrescentar também as discussões acaloradas que surgiam após poucos minutos de conversa.

Uma verdadeira receita para os desencontros.

Com a carne cozinhando, Regina ocupou-se de cortar os tantos vegetais que havia comprado. Seus movimentos se tornavam cada vez mais fluidos e seus ombros relaxados.

Emma a observava, silenciosamente. Parada na sala de estar, ela pensou que simplesmente poderia adorar a ideia de ver aquela cena todos os dias de sua vida. Talvez até arriscasse, em alguns desses dias, ir até a cozinha e abraçar a morena, segurando com firmeza em sua cintura fina e beijando seu pescoço.

—Você anda assistindo filmes demais, Emma Swan – Resmungou para si mesma, antes de balançar a cabeça e sair para as últimas tarefas do dia.

Ainda tentando apagar as imagens de sua mente, Emma desejou que Zelena não tivesse chegado naquele dia. Sabia que aquela paz que vira em Regina, terminaria no instante em que estivessem todos ao redor da mesa e isso a preocupou. Seu próprio banho não foi tão longo quanto costumava ser, porque o pensamento de que dentro de poucos minutos teria todas aquelas pessoas complicadas em sua sala de jantar, não era muito animador.

 

(....)

 

O silêncio constrangedor parecia durar uma eternidade. Henry tamborilava sobre a mesa, ansioso e Emma procurava manter os olhos fixos em sua garrafa de cerveja, mesmo que vez ou outra, os resmungos inexpressivos de Gold a tenham feito encará-lo durante alguns segundos. Zelena simplesmente bebericava de sua taça de vinho, seus olhos afiados declaravam que duvidava que a irmã pudesse fazer o que havia prometido e ela apenas esperava pela chance de fazer um comentário malicioso.

A ruiva bem gostaria de saber em que ponto haviam se perdido. Ela e a irmã costumavam se dar bem até a adolescência, dividiam segredos, acobertavam as mentiras uma da outra e saíam escondidas. Regina era dois anos mais nova e apesar de na infância isso ter sido motivo de discussões bobas, deixou de ter importância logo depois.

No entanto, pouco tempo após Regina completar dezesseis anos, as coisas entre elas se tornaram difíceis e por mais que Zelena procurasse o momento que fora crucial para esse desentendimento, não conseguia encontrar.

—Estou ansiosa – Comentou, de repente, e todos levantaram os olhos em sua direção – Não me lembro de ter comido algo preparado por Regina.

—Eu tenho a impressão de que meu estômago vai ir até a cozinha daqui a pouco – Henry respondeu, recebendo uma cotovelada de Emma.

—Isso não será necessário – Regina surgiu na porta, carregando duas travessas com tampa e logo desapareceu outra vez, sinalizando para que esperassem. Era inegável que estava tranquila, enquanto organizava as coisas sobre a mesa – Certo.... Eu costumava fazer essa receita um pouco diferente, mas eu sei que vocês não costumam comer sem carne e fiz algumas mudanças.

Conforme ela destampava as travessas, o aroma intenso de temperos tomava conta do ambiente e ninguém conseguiu disfarçar a surpresa.

—Carne com legumes, arroz colorido, salada fresca e molho de tomate com pimentão – Ela comentou, tomando seu lugar a mesa – Sirvam-se.

—Graças a Deus – Henry falou, se levantando rapidamente e servindo uma porção generosa de cada um dos alimentos em seu prato – Regina, o cheiro está divino.

O silêncio agora era de expectativa. Todos, exceto Regina, experimentavam de seus pratos e um a um, encaravam-na.

—Regina.... Uau – Zelena foi a primeira a falar – É como uma explosão de sabores, eu nem sei o que dizer – E por um instante, elas se olharam com suavidade, o que não passou despercebido por Emma.

—Definitivamente, se eu soubesse que você cozinhava tão bem, tinha gasto menos em restaurantes e investido mais tempo em insistir que vocês duas fizessem as pazes, para podermos jantar na sua casa todas as semanas – Gold acrescentou, sorrindo.

—Eu falo sobre isso depois – Foi a única coisa que Emma disse, antes de continuar comendo.

E só então Regina serviu a si mesma, comendo devagar e observando, com deleite, o quanto as pessoas desfrutavam da refeição preparada por ela.

—Você nem imagina quem apareceu na editora ontem – Zelena comentou, algum tempo depois, recebendo da irmã um olhar curioso – Killian.

—Killian? Não o vejo desde o funeral – Apesar do tom neutro, todos os nervos do corpo dela haviam ficado tensos outra vez.

—Eu também – A ruiva deu de ombros – Ele me pareceu bem, apesar de desanimado.

—E o que ele queria?

—Aparentemente, ele deu de presente para Robin um quadro e agora o quer de volta. Supõe que está com você. Ele tentou te ligar, mas não conseguiu contato e me procurou.

—Sim, está. Ele deixou um número ou algo assim?

—Deixou, depois eu anoto para você – Zelena a encarou – Mas você sabe que não precisa devolver nada, não sabe? É seu e está na sua sala de estar, então....

—Eu não tenho interesse naquele quadro, Zelena. Honestamente, pensei que ele fosse querer antes.

—Ele queria, mas não teve coragem de ir até sua casa – A ruiva sorriu – Sabe.... Eu cheguei até a pensar que ele e Robin tinham um caso ou algo assim.

—Desculpe? – Regina tentou disfarçar seu espanto bebendo da cerveja de Emma, que a olhou sem dizer nada – Um caso?

—Sim.... Quero dizer, Killian passava tanto tempo com Robin que eu realmente achei que eles tinham algo.

—Que tolice. Ele passava tanto tempo comigo quanto com Robin.

—Sim, mas ele parecia realmente interessado no seu marido. Apenas depois de ver vocês três juntos é que me dei conta de que poderiam estar vivendo um relacionamento a três. Você e seus dois homens bonitos – Zelena sorriu – Apenas me confirme isso, por favor, tenho tantas perguntas.

—Chega, Zelena – Apesar do tom de voz da morena ser baixo, foi autoritário – Não sei como é possível você falar tantas bobagens de uma só vez.

Gold suspirou longamente e, como havia terminado sua refeição, puxou um cigarro eletrônico do bolso e se levantou, dando a volta na mesa. Já havia presenciado discussões como aquela vezes o suficiente para toda uma vida.

—Regina, querida, obrigada pelo jantar – Ele beijou o topo da cabeça da cunhada – Foi uma ótima surpresa e eu espero poder provar mais de suas receitas.

—Claro que sim – A morena sorriu para ele, com sinceridade – Fico feliz que tenha gostado.

Tão logo ele se retirou, o breve momento de ternura chegou ao fim e a tensão cobriu a sala de jantar outra vez.

—Eu não entendo porque tudo o que eu falo soa como uma ameaça para você – Zelena cruzou os braços – As pessoas fazem comentários, piadas e você continua ok. Mas basta que eu fale qualquer coisa e é como acionar uma granada.

—Louça? – Henry perguntou para Emma, que apenas assentiu. Os dois se levantaram rapidamente e tiraram os pratos, indo para a cozinha.

—Porque você só fala tolices – Regina suspirou.

—Ou é porque eu citei o nome do Robin? – A ruiva a encarou – Ainda dói tanto assim, Regina? Mesmo depois de dois anos.

—Pelo amor de Deus, não tem nada a ver com isso. Você precisa parar de me ver como a viúva amarga, porque a única que costuma puxar o nome de Robin em uma conversa é você mesma – Regina sorriu, maldosa – Diga, por um acaso nutria alguma paixão secreta pelo meu marido?

—O que? Cale a boca, se Gold escuta uma besteira dessas.... Não venha jogar sobre mim a culpa pelas suas próprias dores, Regina.

—No momento, minha única dor é você me incomodando todos os dias – A morena levantou o queixo, desafiando-a.

Na cozinha, Henry assoviou baixo e Emma apenas levantou as sobrancelhas, pedindo aos céus que aquela noite terminasse logo.

—Eu vim até aqui e é isso o que recebo como agradecimento? – Zelena perguntou, magoada.

—Não pedi para que viesse. Aliás, especifiquei que enviasse minhas coisas por alguém da editora ou por Kristin, justamente porque preferia não te ver. As coisas chegaram e você não tinha nenhuma razão para dirigir todo esse caminho.

—Eu vim porque.... Porque queria ver como você estava e trazer uma notícia que me deixou feliz – A ruiva tinha os olhos marejados – Se você ao menos tivesse tido um filho, Regina, as coisas seriam diferentes.

—E agora isso.... Pare de achar que Robin e eu não tivemos um filho por qualquer que seja a razão que ronda essa sua cabeça oca. Nós não tivemos filhos porque não queríamos um, é simples.

—Você seria diferente se tivesse um filho – Zelena se levantou, derrubando a cadeira – E eu poderia simplesmente falar para minha irmã que estou grávida e nós iríamos dividir um momento feliz, ao invés de.... De toda essa merda.

Sem esperar por uma resposta, Zelena saiu da casa às pressas e Regina apoiou o rosto nas mãos, buscando equilibrar a raiva e o choque pela notícia.

Sabia que a irmã vinha tentando engravidar há anos e estava ciente de que ela havia parado de tentar por um período, após a morte de Robin. É claro que ela também gostaria de dividir aquele momento com Zelena e falar sobre o quanto ficara feliz em saber que finalmente seria tia. Só não sabia como.

Mais importante, não sabia que Zelena deixaria que ela fosse tia.

Na cozinha, a lavagem das louças fora interrompida e Henry encarava, pela janela, a escuridão noturna.

—Você termina aqui? – Emma perguntou e ele apenas assentiu, mal percebendo quando ela saiu do aposento e voltou para a sala de jantar – Regina, você está bem?

—Sim – A morena levantou a cabeça. Se Emma pensava ter visto dor em seus olhos anteriormente, ficou chocada com a profundidade deles naquele momento.

—Vamos, eu conheço um lugar.



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