História Depois da Tempestade - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Angst, Dark Lemon, Originais
Visualizações 10
Palavras 5.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Penúltimo capítulo tá ai. Preparem os lencinhos.

Capítulo 10 - 10 - Juntos


Capítulo 10 – Juntos

Taylor

Eu sempre pensei que minha vida fosse uma tempestade. E de fato ela é.

Assim como uma tempestade, ela pode mudar de um dia para o outro.

Eu sempre ouvi frases como “Depois da tempestade sempre vem um arco-íris”.

Essa frase nunca fez sentido para mim.

Mas agora, eu consigo compreende-la.

E mais do que nunca, agora ela faz sentido para mim.

Eu vejo o arco-íris.

Todos os dias.

Espero, somente, que a tempestade não volte.

***

Já havia se passado 1 ano desde o julgamento do meu tio. Depois daquela noite, Finn e eu não nos separamos e sempre estávamos debaixo daquele salgueiro. Todas as tardes, depois que as aulas acabavam, eu ia para a casa dos Hamilton e eu e ele passávamos o resto da tarde juntos, assistindo filmes, ouvindo música, debatendo política, fazíamos tudo o que nos desse na telha – Com certas limitações é claro. Os tios dele brincavam comigo, eles sempre diziam.

“ - Não se acanhe, rapaz. Você praticamente já é de casa. ”

Aquelas tardes serviram para uma coisa. Elas me fizeram entender os meus sentimentos por Finn. Ter certeza do que eu sentia...

Quando ele me beijou pela primeira vez e disse que gostava de mim eu não o respondi, não pessoalmente pelo ao menos.

Porque eu gosto de você, Taylor Reign. – Ele disse.

Eu também gosto de você, Finley Hamilton – Pensei.

Mas naqueles dias eu ainda não era capaz de dizer que gostava dele, porque eu não gostava. O que eu sentia por ele era mais intenso do que isso, era algo complicado demais para explicar, difícil demais para definir. Mas se eu fosse tentar explicar, seria algo como: Não é uma simples atração, mesmo que eu me sinta atraído por ele, é desejo, paixão, e algo mais complicado. Quando longe, eu não conseguia deixar de pensar nele. Quando perto, eu mal conseguia respirar...

Demorou até a ficha cair.

Eu o amava.

Eu o amava com cada fibra do meu ser.

Ele uma vez me perguntou o porquê de eu nunca ter o respondido aquela noite, isso foi 3 dias depois que ele me beijou. Eu ainda estava meio atônito, confuso, tentando entender meus sentimentos.

Talvez ele estivesse com medo de seus sentimentos não serem recíprocos, ou talvez apenas curioso.

Ele seguiu me perguntando isso até que um dia eu o respondi.

- Eu não gosto de você Finley Hamilton... – Falei.

Ele me olhou assustado. Ele estava prestes a dizer alguma coisa quando eu o interrompi.

- Eu te amo. – Disse antes de colar nossos lábios.

Ele separou nossos lábios. Suspirei decepcionado, eu estava insatisfeito, queria mais.

- Eu também te amo. – Ele me beijou.

Nós finalmente estávamos juntos. Nós não namorávamos, eu nunca entendi bem o porquê, era reciproco, nós dois queríamos. Talvez ele só estivesse esperando o momento perfeito, pensava. E no final, acabou que eu estava certo. Antes do ano acabar, ele me pediu em namoro debaixo do salgueiro.

Não preciso dizer se pensei duas vezes antes de responde-lo:

- Sim, eu quero! – Falei antes de colar nossos lábios.

Talvez isso seja algo digno de um clichê de Hollywood, mas ele cravou nossas iniciais no salgueiro.

F.H ama T.R

Não houve um dia que nós não nos deitamos sobre a sombra do salgueiro e observamos as nuvens. As noites, quando o céu estava limpo, tentávamos achar as constelações. E nos dias quentes de verão, fazíamos piqueniques sobre a sombra da arvore.

Ele costumava me beijar, depois daquilo, eu o beijava. É de fato algo impressionante o que a presença dele fazia comigo. Eu mudava totalmente. Me tornava corajoso, audacioso, eu virava outra pessoa.

Os meses passaram rápido, quando dei por mim, já era dezembro. Passei o natal com Finn e seus tios.

No ano novo, nós fomos para Vicentia visitar o filho de Patrick e Suzanna, Andrei. Finley provavelmente estudaria ali.

- Seu tio estudou aqui, Andrei estudou aqui, e nós queremos que você estude aqui, Finley. – Disse Suzanna.

Um certo pânico tomou conta do meu corpo, eu não queria ficar separado de Finn. Eu tinha interesse em ir para Blackthorn e tentar me ingressar na universidade de lá, que é uma das melhores da região, ela só perde para Vicentia e Brokefield. Vicentia era paga, e não tem sistema de cotas, então automaticamente ela está eliminada da minha lista. Eu já tinha certeza de uma coisa, Finley e eu, em algum período de nossas vidas, iriamos nos separar.

Seguiríamos caminhos opostos, diferentes...

Enquanto eles foram para a república, eu fiquei explorando o campus da universidade, tentando me distrair.

Mais um ano acabou.

Aquele ano excedeu todas as minhas expectativas.

Eu conheci gente nova, gente que me aceita por quem eu sou, gente que não me trata com pena por causa da minha história.

E foi com essa gente que eu tive minhas primeiras amizades verdadeiras.

Já era 5 de fevereiro, primeiro dia de aula. Era a primeira vez que Finn e eu caímos em salas diferentes. Graças a hiperlotação do colégio, foi impossível que um de nós mudasse de sala. Eu não poderia ir para a sala dele, nem ele para a minha.

Nós estávamos prestes a completar 4 meses de namoro. Nós mantivemos isso em segredo por um tempo, Finn ainda estava pensando em como contar aos seus tios que ele era gay.

E quando ele o fez, ele foi bem aceito. Seus tios já sabiam de tudo.

- Nós já sabemos, e nós apoiamos vocês dois. – Disse Patrick.

- Pensaram que iam conseguir esconder alguma coisa de nós dois? – Suzanna falou, com as mãos na cintura.

Finn estava de queixo caído.

- Nós já fomos da idade de vocês, sabemos reconhecer quando alguém está apaixonado. E vocês dois garotinhos estão perdidamente apaixonados.

Eu corei e ela riu.

Nós já estávamos no terceiro e último ano, faltava pouco tempo para o Baile de Formatura. Finn e eu já estávamos no aguardo, inclusive já tínhamos comprado nossos ternos. Eu iria com um terno branco, já ele havia comprado um Black Tie.

- Branco? Realmente, você tem um péssimo gosto para ternos. – Disse ele.

Ele escolheu um terno preto com gravata borboleta.

- Nada que você disser vai me fazer mudar de ideia, Finley. E além do mais, eu sempre gostei de branco. – Respondi.

- De qualquer forma, será uma noite inesquecível. – Ele me olhou intensamente, eu desviei o olhar.

Ele riu.

Aquela noite eu estava sozinho com Suzanna, Finn e Patrick saíram para fazer compras e eu acabei fazendo companhia para ela. Eu estava nervoso. Ela pareceu perceber.

- Está tudo bem, TayTay? – Ela me perguntou.

Ela havia me dado o apelido de TayTay, geralmente aquele apelido me fazia sorrir, mas dessa vez não teve nenhum sorrido.

- Suzanna, se eu te disser uma coisa, promete não dizer para Finn? Que isso ficará só entre nós?

- Sim, querido.

- No ano novo, quando nós fomos a Vicentia, você disse no carro que Patrick estudou ali, o filho de vocês estudou ali e que vocês queriam que Finn estudasse ali.

Ela desviou o olhar da televisão e dirigiu toda sua atenção em mim.

- Eu não vou poder estudar em Vicentia.

- Porque não?

- Infelizmente lá não tem sistema para cotistas, e mesmo que eu trabalhe, eu jamais conseguiria pagar as mensalidades e o material.

- Nós podemos pag... – Ela começou a falar, mas eu a cortei.

- Não.

- Como não?

- Vocês já fizeram muito por mim, eu sou muito agradecido por tudo que vocês fizeram e ainda fazem por mim, mas eu não quero ser um fardo para você e o seu marido. E eu sei que Finn e eu daremos um jeito nisso.

Ela me lançou um olhar misto de pena e tristeza, eu não a culpava por isso, eu também me olharia assim caso fosse outra pessoa.

- Você precisa falar isso com Finley, Taylor.

Eu suspirei, ela estava certa, mais cedo ou mais tarde eu teria que falar aquilo com ele.

- Eu não sei se você vai aceitar meu conselho, mas geralmente pessoas mais velhas são mais sábias, então eu se fosse você, me escutaria. – Ela disse, sorrindo.

Eu ri.

- Eu quando tinha sua idade, era mais arrogante, orgulhosa. Isso foi a causa de várias discussões entre mim e Patrick. Um dia, nós tivemos uma briga feia, uma briga que eu comecei. Eu não pedi desculpas e quase perdi ele. Eu tive de ir até a cidade natal dele para pedir desculpas. Nós reatamos, meses depois ele me pediu em casamento e nós estamos casados há 19 anos, engravidei 3 meses depois que nós nos casamos. E ele me ajudou a ser a pessoa que eu sou hoje em dia.

Eu ia falar, mas ela me interrompeu.

- O que eu quero dizer é que, não se deve deixar o amor partir assim, sem lutar. Pode demorar um tempo, 1, 2, 3 meses, não importa o quanto, só não deixe ele partir da sua vida assim.

A porta abriu, Finn e Patrick chegaram com as sacolas.

- Querida, cheguei. – Disse Patrick, entrando na casa.

Me levantei e peguei algumas das sacolas para ajuda-los. Fui até a cozinha com Finn e comecei a guardar tudo o que foi comprado, frutas, mantimentos não perecíveis, legumes, sucos e carnes.

- Finn, eu preciso conversar contigo.

- Pode falar.

- Você sabe que a UOV não tem um sistema para cotistas, certo?

- Sim.

- Você sabe o que isso significa, certo?

Ele me olhou e balançou sua cabeça. Não, ele não sabia.

- Eu não poderei fazer minha inscrição lá.

Ele parou de guardar as coisas e me olhou seriamente.

- Eu posso pedir meus tios para pagar sua inscrição lá, eu...

- Finn, por favor, não. Sua tia já tentou me convencer, mas eu recusei.

- Porque? – Ele me olhou, seu olhar dizia tudo, ele se sentia traído.

Suspirei.

- Porque seus tios já fazem muito por mim, já fizeram e ainda fazem. Eu não quero ser um fardo para eles, espero que você entenda.

Ele respirou fundo.

- E onde você planeja estudar? – Ele disse, havia um misto de mágoa, tristeza e traição em sua voz.

- Eu não decidi isso ainda. Mas Blackthorn e Brokefield são as minhas duas opções mais prováveis.

- Eu poderia conversar com meus tios e me inscrever lá, eu...

- Finn, por favor, não torne isso mais difícil do que já é. Eu estou te dizendo isso porque achei que você deveria saber, porque não devemos esconder nada um do outro. E também, porque se eu for aceito em uma dessas cidades e você em Vicentia, nós teremos muito pouco tempo para nos ver e poucas vezes para nos ver.

Ele me abraçou.

- Vamos aproveitar esse tempo então. – Ele me disse.

- Amanhã à noite é o baile de formatura, e eu te prometo uma coisa...

Ele me apertou mais contra seu corpo.

- Amanhã, a noite será inesquecível. Eu prometo.

Já era noite. Eu dormiria aqui hoje. Subi para o banheiro e tomei um banho quente e rápido, rápido o suficiente para tirar a tensão do meu corpo, logo fui para o quarto de Finn. A primeira vez que dormi aqui ele dormiu na sala, a segunda vez, ele colocou um colchão no chão e dormiu nele, depois nós passamos a dormir na mesma cama.

Eu arrumei a cama e me deitei, logo me cobri.

Não demorou até que Finn entrasse no quarto e deitasse do meu lado, seus braços envolveram meu corpo. Nós iriamos ficar assim até dormir, de conchinha.

Não demorou até que o sono viesse, e me levasse junto com ele.

O baile é amanhã à noite, e honestamente, eu não sei o que esperar... criei tantas expectativas para esse dia, e estou ciente de que uma pode se concretizar ou simplesmente nenhuma delas se concretizar.

Finley me disse que essa noite será única. Isso só me deixou mais nervoso.

O que ele quis dizer com aquilo?

Eu não faço a mínima ideia, mas eu vou descobrir a noite.

Eu apaguei.

***

Olhei em volta e só então percebi que eu estava sozinho, Finn não estava ali na cama. Não vou negar que fiquei magoado porque eu estaria mentindo. Será que ele havia desistido de mim depois do que eu o disse na noite anterior? Não, ele não desistiria de mim tão fácil assim, mas é óbvio que ele está magoado comigo.

Talvez ele estivesse decepcionado, e mesmo se ele estivesse, eu não tiraria a razão dele. Se fosse o contrário, eu também ficaria...

Me levantei e fui direto até o banheiro. Lavei meu rosto e molhei meu cabelo, logo o penteando para trás. Ouvi um barulho, a porta do quarto havia sido aberta, movido pela curiosidade, sequei meu rosto e fui até o quarto. Finn estava lá com uma bandeja de café da manhã. Quando ele me viu, ele fez um beiço, chegava a ser fofo.

- Isso era para ser romântico. – Disse ele.

Eu ri. Ele realmente havia se dado o esforço de preparar um café da manhã para mim?

- Mas isso é romântico, Finn. – Falei, sorrindo.

Ele colocou a bandeja na cama e eu o beijei. Era sempre assim, do nada, ele nunca sabia o que esperar da minha parte. Uma vez ele me disse que gostava disso.

- Você é imprevisível, e eu gosto disso. Nunca sei o que esperar e isso me deixa na expectativa. – Ele me dissera uma vez.

- Eu sou uma caixinha de surpresas Finn.

Ele sorriu, aquele não era um sorriso comum, era um sorriso malicioso. E só então percebi onde ele queria chegar.

- O que você tem nessa caixinha para esse garoto aqui? – Ele me perguntou antes de me empurrar para o chão e me beijar. Eu retribui seus beijos e aceitei de bom grado seus toques e suas caricias. Senti algo duro roçando contra a minha calça.

Ele estava duro.

Aquele dia seria a minha primeira vez. Mesmo que eu não fosse mais um virgem – Não por escolha porque eu nunca escolhi passar por tudo aquilo que acontecera comigo – eu me preocupava. Eu sempre quis que minha primeira vez fosse especial, mas ela me foi roubada.

E mesmo que eu quisesse, eu ainda tinha receio quanto a isso. As memórias do que acontecia na minha casa, do que meu tio fazia comigo, ainda voltavam em minha cabeça em flashes. Perdi a conta das vezes que eu dormi e tive pesadelos com ele, das vezes que chorei a noite, das vezes que Finn teve que me consolar e me confortar.

Eu ainda tinha medo.

- Finn, Finn. – Falei entre o beijo.

- Sim?

- Não Finn, por favor.

Ele suspirou e se levantou.

- Eu ainda não estou pronto para isso. – Falei.

- Tudo bem, eu entendo. – Ele falou.

Eu o abracei.

Eu queria não ter que partir.

Queria não ter que nos separar.

Mas aquela decisão já fora tomada.

E por mais egoísta que fosse da minha parte, eu não voltaria atrás.

Me sentei na cama.

- Você que preparou? – Perguntei sorrindo.

Ele assentiu.

Eu estava surpreso, eu sabia que ele cozinhava, mas não sabia que tão bem assim. Ele preparou panquecas com melado e suco de laranja. Nós tomamos o café juntos.

Patrick e Suzanna haviam saído para trabalhar, Finn teria a casa só para ele. Nós nunca ficamos sozinhos aqui nesses 3 anos que se passaram, no mínimo, não desde a primeira vez que eu vim aqui. Eu tinha medo de que nós fizéssemos algo que não devêssemos, e mesmo se nós fizéssemos, seria consensual.

Eu quero.

Ele quer.

Mas o meu medo impede isso de acontecer.

Eu deveria deixar esse medo bobo de lado.

Eu tenho pouco tempo com ele, e esse pouco tempo precisa valer a pena.

E eu...

Eu estou disposto a perder esse medo.

Nós passamos a tarde inteira trocando afagos e caricias. Fazendo promessas de amor. E sempre evitando desperdiçar tempo que poderíamos estar juntos.

Eu sentia uma sensação ruim em meu peito, toda as vezes que pensava no fato que eu e ele iriamos nos afastar, eu sentia um nó na garganta, não conseguia falar nada, meus olhos ardiam. Um sinal de que as lágrimas estavam prontas para sair e eu abraçava Finn.

E ele entendia o que aquilo significava.

Era quase como um beijo de despedida.

Como se um de nós fosse partir para sempre e aquela fosse a última vez que nós fossemos nos ver.

E de fato era isso.

Já eram 17h, o baile começaria as 19h.

Finn e eu já estávamos preparados.

O black tie caiu bem nele, ele estava charmoso, mal parecia o Finn que eu conheci na delegacia. Patrick e Suzanna chegaram bem a tempo de vê-lo. Assim como eu, eles se surpreenderam ao ver o “novo Finn”. Eu vesti meu terno branco.

Eu sempre gostei de branco, mas o terno não ficou muito bem em mim. Era um terno muito grande para alguém muito pequeno, mas nessa altura do campeonato, teria de servir. Finn e eu parecíamos o Ying e o Yang, éramos completamente opostos, mas juntos tínhamos equilíbrio.

- Vocês estão ótimos! – Disse Suzanna, empolgada.

Patrick riu e foi até a estante, pegou uma máquina fotográfica cânon de lá, ele a entregou a Suzanna.

- Obrigado meu bem. – Ela o agradeceu e beijou sua bochecha.

Eu ri.

Eles eram um casal fofo.

O casal perfeito, eu diria. E se eu tivesse alguma meta de relacionamento, eu queria que fosse igual o relacionamento de Suzanna e Patrick.

- Sorriam para as fotos.

Finn e eu tiramos várias fotos de várias posições. Vez ou outra eu tinha que ficar nas pontas dos pés para beijá-lo na bochecha, ou a gente fazia careta, era quase como tirar foto em uma cabine fotográfica, só que sem a privacidade.

- Vou mandar revelar essas fotos em breve e entrego um álbum para vocês dois.

- Ok, Tia.

- Obrigado, Suzanna.

- De nada, querido. Agora é melhor vocês irem ou vocês irão perder o baile de vocês.

Patrick entregou algo para Finn, eu demorei a entender que era a chave do carro dele.

- Finn, eu estou confiando em você. Por favor, preste atenção no transito, e por favor, não beba nada que tenha álcool e dirija depois. – O tom de preocupação era facilmente detectável na voz de Patrick.

Já Suzanna veio conversar comigo.

- Taylor, eu estou confiando em você. Por favor, reconsidere aquilo que eu te falei, não deixe o amor ir embora assim, você deve agarrar o amor e não deve soltá-lo. Sei que você não quer, mas eu já conversei com o Patrick e nós estamos dispostos a pagar sua inscrição em Vicentia.

- Suzanna, mais uma vez eu agradeço, mas Finn e eu não vamos nos distanciar por completo. Todo final de semana eu vou visita-lo, e nós sempre iremos conversar pelo Skype.

- Mas não vai ser a mesma coisa. Mesmo próximos, vocês vão estar distantes. E 1 dia não é o suficiente para vocês matarem a saudade.

Eu suspirei, afinal ela estava certa.

- Eu vou dar um jeito, Suzanna. Pode ficar calma.

Um silencio desconfortante tomou conta do cômodo, não conseguia mais ouvir a conversa de Patrick e Finn. Eu consegui ouvir o barulho do carro ligando na garagem, era para lá que eles tinham ido. Patrick apareceu no arco da cozinha me chamando para ir porque Finn já estava me esperando.

- Vai lá querido, e divirta-se. – Disse ela, com um sorriso sincero.

Sai pela porta e era verdade, Finn estava lá no carro, buzinando impacientemente.

- Venha logo, ou nós vamos perder o baile! – Finn gritou.

Eu apressei meu passo e logo estava abrindo o portão da casa e entrando no carro. Finn não tardou a dirigir. Logo nós estávamos no Colégio.

***

Finn deu a volta no estacionamento, procurando por uma vaga livre. Um desafio, diante as circunstancias que nós nos encontramos. Uma vez que ele achou, não demorou a estacionar o Range Rover. Nós saímos do carro e ele trancou as portas e acionou o alarme.

- É sempre bom estar prevenido – Disse ele.

A música estava alta, mesmo fora da escola conseguia ouvir bem, até mesmo conseguia recitar a letra da música.

“The dog days are over The Horses are coming, so you’d better run.”

Eu sabia bem quem tinha escolhido aquela música, era a Jessie, ela já havia me dito que estava responsável pela playlist da festa. Ele pediu algumas sugestões para mim, Finn, Dalton e Eveline. Eu sugeri Florence and the Machine, Finn sugeriu Queen, Dalton e Eveline sugeriram a mesma coisa, Oasis. Ela levou nossas opiniões em conta.

Os corredores estavam cheios.

Isso quer dizer que a quadra de esportes deveria estar lotada.

O volume da música só aumentava, mal conseguia ouvir o que Finn estava dizendo. A esta altura, já estava tendo que gritar para conseguir falar com ele. Levei um susto quando senti uma mão me puxando. Era a Eveline.

- Eve! Que susto. – Coloquei a mão sobre meu coração, ele estava acelerado.

Ela riu. Ela gostava de fazer as pessoas terem mini infartos.

- Você está sentindo o bater do seu coração?

Eu balancei a cabeça em sinal de sim.

- De nada, querido.

- De nada? Pelo que eu deveria agradecer? – Falei indignado.

- Por eu lembrar que você ainda está vivo e pleno.

Bufei.

- Obrigada. – Falei.

Finn riu.

- Olá para você também Finn. – Disse Eve.

Nós três entramos na quadra juntos.

E eu estava certo, lá estava lotado.

Alguns garotos vieram e puxaram Finn. Nunca me dei bem com os amigos dele então fiquei com Eveline.

- Cadê a Jessie e o Dalton? – Perguntei.

- Eu não faço a mínima ideia meu querido, a Jessie deve estar na sala de áudio, Dalton deve estar mais bêbado que eu em noite de ano novo.

Rimos.

Eveline e eu fomos até a mesa com o ponche. Ela pegou e encheu dois copos. Me entregou um. Dependendo dela eu sairia daqui bêbado.

Uma vez ela me dissera que um dos objetivos dela era ver como seus amigos ficavam quando bêbados, se eles ficavam emotivos, “alegres”, agitados ou depressivos. Ela tentara me embebedar uma vez no seu aniversário, ela não conseguiu. Felizmente minha tolerância ao álcool é alta.

- É mais provável que você fique bêbada na primeira dose de vodca do que eu. – Falei para ela.

- Se você acha, quem sou eu para duvidar? Mas um dia eu ainda vou te ver bêbado, Taylor Reign.

Eu dei uma pequena golada no ponche, tomando cuidado para não deixar uma gota cair em meu terno, não queria manchá-lo.

Terminei de beber o ponche rapidamente, antes que ela começasse a me arrastar pelo colégio afora. Nós achamos Dalton perto do palco. Ela estava certa, o baile mal havia começado e Dalton já estava bêbado, dançando. Ele estava com sua namorada, Serena. Eveline não gostava de Serena então nós passamos direto, mas cumprimentamos ele e sua namorada.

Seguimos caminho até as escadas que levavam para a sala de áudio. Jessie estava ali.

- Jessie J! – Gritou Eveline.

A garota ao ouvir o grito, deu um pulo e olhou para trás furiosa.

- EVELINE! – Repreendeu Jessie.

- Quer me matar do coração?!

Eveline riu.

- Não, mas eu bem que queria.

As duas colaram seus lábios. Eu corei e desviei o olhar. Elas eram um casal, mas mantinham isso em segredo, apenas eu, Finn e Dalton sabíamos disso.

- É melhor pararmos ou o nosso querido TayTay vai virar um lustre de tanta vela que ele segura. – Eveline falou.

Eu segurei o riso. Uma vez que elas se separaram, Jessie veio até mim e me abraçou.

- Taylor, é tão bom ver você. – Ela disse, me abraçando apertado.

- É bom ver você também, Jessie.

- Aproveitando o baile? – Perguntou Eveline.

Jessie bufou e revirou os olhos.

- Eu estou presa em uma sala colocando música para um bando de adolescentes dançarem enquanto se embebedam, isso parece ser divertido?

- Eu estou tentando embebedar o Taylor, não sei quantos ponches já fiz ele beber e ele não fica bêbado. ELE NÃO FICA BEBADO PORRA! Isso parece ser divertido? – Foi a vez de Eveline retrucar.

Jessie olhou para Eveline, ela estava seria, era quase como se ela fosse dizer um “Garota, para que já está ficando chato” e Eveline parou.

Jessie colocou outra música, Boys da Charli XCX. Eveline por sua vez, desceu e foi buscar mais ponche para nós. Eu tive um tempo para conversar com Jessie a sós.

- Jessie, você já decidiu qual universidade você vai se ingressar?

Ela me olhou.

- Sinceramente Taylor, eu vou tentar ir para Brokefield, mas acho que não vou conseguir.

- Porque? – Perguntei.

Ela deu um sorriso ladino, havia tristeza naquele sorriso.

- Eveline e eu vamos ter que nos separar. Ela vai para Blackthorn.

Eu tentei consola-la.

- Brokefield não é muito longe de Blackthorn, são apenas 2 horas de viagem. Você poderia vê-la todo dia.

- Você tem razão. – Disse ela.

- Mas não vai ser a mesma coisa. – Continuou.

Eu suspirei.

- Finn vai para Vicentia. Eu vou para Brokefield.

- Vicentia?! Porra... Como vocês vão fazer?

- Eu não sei. Os tios dele se ofereceram para pagar minha inscrição e meus materiais em Vicentia, mas eu recusei, eles já fizeram muito por mim.

Ela levou a mão a boca.

- Mas eu poderei vê-lo todos finais de semana. Vamos nos ver por Skype. Não é a distância que vai nos separar.

- Mas não vai ser a mesma coisa, Taylor, eu quando penso em ficar longe de Eveline já sinto vontade de chorar. Parece que todo aquele equilíbrio, toda aquela paz, parece que tudo isso acaba. Eu estava reclamando que ficaria separada de Eveline, mas porra, o seu caso é pior!

- Eu sei.

- Pelo menos, vamos estar juntos. – Disse ela.

Eu sorri.

- Sim...

- Vai ficar em uma república ou vai alugar uma casa?

- Provavelmente vou ficar em uma república. É mais perto do campus.

Jessie ia falar alguma coisa, mas Eveline entrou na sala e nós mudamos de assunto. Será que ela ainda não tinha contado para Eve? Eu senti pena. Conhecendo Eveline, isso seria como deixar um copo de vidro cair no chão. Ele se espatifaria e quebraria em vários pedaços.

Eu bebi o ponche.

Queria ficar bêbado.

Esquecer.

Jessie trancou a sala e nós descemos até a quadra. Fomos dançar. Eu não estava bêbado, demoraria a chegar lá, mas estava aéreo. Sinal de que a bebida já começava a fazer efeito.

Estava tocando Gimme Gimme Gimme (A Man After Midnight) do grupo sueco Abba.

Isso foi o suficiente para que eu começasse a dançar.

Conforme a música ia tocando eu bebia.

Eveline, Jessie e eu cantávamos:

There’s not a soul out there

No one to hear my prayer

Pouco antes do refrão, quando eu vi Finn, caminhei a ele lentamente.

Gimme, gimme, gimme a man after midnight

Enlacei minhas mãos em seu pescoço.

Won’t somebody help me chase the shadows away.

Sussurrei no ouvido dele.

- Puta merda, Taylor, você está bêbado. – Ele disse, rindo.

Eu ignorei seu comentário e o beijei.

A música pareceu diminuir de volume, tudo o que eu conseguia me concentrar agora eram os lábios dele, o quão macio eles eram... O seu toque em meu corpo... uma sensação nova percorreu pelo meu corpo, eu queria mais, eu queria mais do seu toque, eu queria senti-lo dentro de mim.

- Finn, eu quero você, agora. – Gemi baixo em seu ouvido.

- Você não sabe o quanto eu esperei para ouvir essas palavras, Taylor Reign. – Ele sorriu.

- Porém tem que ser agora? Aqui?

- Eu quero tanto... – Sussurrei.

- Eu também, mas espera até o baile acabar.

Suspirei em sinal de frustração. Ele tinha razão, era muito arriscado fazer algo assim em um lugar daqueles nós corríamos vários riscos, como o de sermos pegos no ato, ou alguém espiar e filmar, alguém escutar nossos gemidos.

- Tudo bem. – Falei me recompondo, fui até Eveline e Jessie. Finn veio junto.

- Está na hora de anunciar o rei e rainha do baile. – Disse Jessie.

Eu tinha me esquecido totalmente disso. Mas já tinha votado. Dalton e Serena como rei e rainha.

- Eu não vou poder ficar aqui muito mais tempo, depois do anuncio, eu e Taylor iremos embora. – Disse Finn.

- Vocês vão mesmo perder toda essa divers... Céus, quem eu quero enganar? Isso aqui foi feito para divertir e embebedar adolescentes, então, vocês não vão perder muita coisa. – Falou Jessie.

Eveline me lançou um olhar, eu corei. Ela entendera o que iria acontecer.

- PUTA QUE PARIU! VOCÊS FINALMENTE VÃO TRANSAR! MEU DEUS!

- EVELINE! – Falei.

Finn riu.

Nós começamos a contagem dos votos, a maioria eram dos jogadores da Capital Cay Eagles: Fred e Tracey, Brian e Melissa. Porém a maioria dos votos foi para Dalton e Serena. Eveline não escondeu sua cara de decepção. Não é que ela não estivesse feliz pelo fato dos dois terem ganhado, pois ela estava, ela só não gostava de Serena. Ela a achava esnobe.

- E O REI E RAINHA DO BAILE ANUAL DE CAPITAL CAY EAGLES SÃO... DALTON CHRISTENSSEN E SERENA ROXFORD. – Anunciou Jessica.

Finn e eu não demoramos muito tempo ali. Assim que foi anunciado, ele e eu saímos dali correndo e fomos em direção ao Range Rover. Ele dirigiu até o motel mais próximo com urgência, ambos estávamos excitados e necessitados. Precisávamos resolver aquele “Probleminha”.

Finn fez o check-in no motel e ficamos com uma das melhores suítes. Pelo visto ele já tinha planejado aquilo antes mesmo de acontecer. Apressados a primeira coisa que nós fizemos foi tirar nossos ternos, não queríamos ter de rasga-lo em meio a toda aquela pressa. Uma vez feito, ele veio com tudo para cima de mim. Sua boca foi ao meu pescoço, voraz, vez ou outra dando algumas mordidas e chupões ali. Ele estava mesmo necessitado. Eu gemia baixo, nunca tinha imaginado que isso fosse tão bom.

Ele colou nossos lábios mais uma vez. Nossos lábios estavam em perfeita sincronia, quando sua língua pediu passagem não hesitei em permitir. Ele aprofundou nosso beijo, nós só nos separamos por causa da falta de ar.

Gentilmente, ele me deitou na cama. Eu ainda não estava nu, ainda estava de cueca. Senti sua língua transitar pelo meu corpo, indo do meu pescoço até o cos da minha cueca. Ele abaixou minha cueca lentamente, deixando meu membro exposto. Eu corei.

- Você está mesmo necessitado. – Disse ele, com um tom zombeteiro.

Gemi alto quando sua mão pegou no meu membro, fazendo um movimento de cima para baixo e sua língua passou pela minha glande. Eu movi meu quadril.

Eu queria mais...

Ele levou suas mãos até minhas bolas e as acariciou. Eu precisava daquilo. Sua boca já chegava até a base do meu membro.

Suspirei frustrado quando ele parou.

Ele me virou e levantou minha bunda, deixando minha entrada exposta. Sua boca se concentrava no meio das minhas nadegas, sua língua rodeava minha entrada, forçava passagem na minha entrada... Aquilo era constrangedor, mas deveras prazeroso.

Sua língua afundou no meu corpo, meus gemidos já estavam saindo desregulados. Eu parecia um daqueles atores de filme pornô.

Quando ele se afastou, suspirei em alivio.

Porém algo diferente fez pressão ali. Sua glande passeava por minhas nadegas, seu pré-gozo só serviu para deixar minha região mais melada. Ele havia parado na minha entrada.

- Finley – Gemi, quase como se dissesse “Por favor, entre”.

E assim ele o fez. Ele entrou dentro de mim em uma única estocada. Eu me debati debaixo dele em sinal de reprovação, doía, ardia. Era quase como se algo estivesse me rasgando por dentro. Eu respirei fundo, tentando relaxar, ele depositou beijos na minha nuca. Não vou negar que isso ajudou um pouco com o ardor e a dor.

Já não doía tanto, eu já conseguia senti-lo dentro de mim, ele era grosso.

- Pode se mexer. – Falei baixo.

Ele saiu de dentro de mim e voltou, mordi meu lábio com força para conter o gemido. Não demorou muito até que Finn acertasse um ponto em mim, quando ele o fez, eu o apertei dentro de mim. Ele gemeu alto e aumentou a força das suas estocadas. Suas bolas pesadas batiam em minhas nadegas e faziam um som alto.

Era estranho o fato de que uma coisa que um dia me causou tanto mal, poderia me causar tanto prazer.

Dessa vez, foi diferente.

Era consensual das duas partes.

E eu...

Eu queria mais.

Eu gemi seu nome e em resposta ele atingiu meu ponto mais uma vez.

- Geme meu nome de novo. – Ele pediu.

E eu o obedeci.

- F-Finle...AAAAAAAAAAAAAH

Gemi alto quando senti meu orgasmo chegar, breves espasmos tomaram conta do meu corpo. A única coisa que eu conseguia escutar era minha respiração ofegante, o bater acelerado do meu coração, levou um tempo até que os sons externos voltassem a minha mente, como as bolas dele batendo na minha bunda e seus gemidos. Não demorou até que ele também chegasse ao seu ápice e gozasse dentro de mim. Ele saiu de dentro de mim e deitou do meu lado, ele me abraçou.

Eu estava tão cansado...

Acabei adormecendo nos braços dele.

***

Já se passaram 3 meses desde o Baile e aquela noite.

E que noite!

Finley partiria para Vicentia hoje.

Eu estava o ajudando a fazer suas malas. Ele levaria apenas o essencial, pois ficaria na casa de seu primo, Andrei. Ele mal tinha ido e eu já estava morrendo de saudades.

- Calma, Taylor, eu não vou ficar lá para sempre. – Ele dizia.

Nós seguiríamos caminhos totalmente opostos. Eu iria para Brokefield e ele para Vicentia.

O dia passou rápido, já era a hora dele ir. Eu queria ir junto, mas não era possível, e era tarde demais para mudar minha escolha.

Um colega dele o levaria até Vicentia.

- FINLEY, VEM OU A GENTE VAI SE ATRASAR! – O garoto gritava do carro.

Eu abracei Finn apertado, não queria deixa-lo ir...

Ele me beijou.

Aquele beijo tinha um significado.

Era um beijo de despedida.

Ele correu até o carro, guardou suas malas e entrou. O garoto alto não demorou a dar partida com o carro.

Eu fiquei ali até eles sumirem da minha vista.

Era isso.

E eu não conseguia acreditar.

Ele partiu.

Ele realmente partiu.

Porque todos que eu amo partem da minha vida?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...