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História Depois daquela noite - Capítulo 124


Escrita por: AmigaDaPaz

Notas do Autor


POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS FINAIS

Capítulo 124 - Parte 124


Fanfic / Fanfiction Depois daquela noite - Capítulo 124 - Parte 124

DEPOIS DAQUELA NOITE

PARTE 124

 

— NÃO tenho muito tempo, então fale.

O modo impaciente com que Jinyoung falou fez Jaebum questionar-se por um instante se seria uma boa ideia tentar estabelecer uma conversa, tinha certeza de que não era, porém, dar meia volta e desistir também não, assim, sem perda de tempo falou:

— Você pode, por favor, me ajudar a ver a sua irmã? Preciso conversar com ela.

— Sobre?

— A gravidez.

— Pra quê?

— Eu posso ser o pai daquela criança e...

— Você não é o pai. — interrompeu com rudeza e com certa arrogância e até um tanto de orgulho, declarou: — O Jackson Wang é.

— Como você pode ter tanta certeza?

— A Sooyun disse.

— Ela não é confiável como um teste de DNA seria.

— Olha só quem está falando de confiança, — olhou com raiva pouco contida. — o cara que largou a noiva para transar com a prima da mesma. — declarou com desgosto. — Sinceramente, você deveria sentir vergonha de vir me pedir ajuda para qualquer coisa.

Ouvir aquilo fez o Im ter certeza de que realmente não foi uma boa ideia ter ido até a delegacia e estar ali no estacionamento, discutindo com o irmão de sua ex-noiva. Mas, ainda não era hora de sair, ele ainda tinha uma ou duas coisas a dizer, e iria.

— Vergonha é o ponto? — retrucou com pouca simpatia. — Então sua irmã também não fica muito atrás de mim, se essa criança for mesmo do tal Wang.

O Park não aguentou aquela petulância:

— Você foi o primeiro a começar a safadeza toda! — acusou dando um passo à frente, quase encostando-se ao outro. — O inferno está instalado e quente o suficiente, seu cretino. A Sooyun não precisa de você para piorar o que já está ruim. Vê se desaparece!

— Admito. — Jaebum falou com uma calma absurda, dando um passo pra trás, mantendo uma distância segura da possível agressão física que o outro prometia com aqueles olhares e palavras ferinas. — Eu posso ter sido o primeiro a quebrar a confiança, no entanto, com certeza não fui eu quem fez a Sooyun transar com outro homem. Certo?

— Agora eu vejo. — disse com escárnio. — Vejo que foi uma benção ela ter se envolvido com o Jackson, ele com certeza tem muito mais moral que você. — Jinyoung não sabia de onde estava tirando tanta segurança para falar sobre o amigo que o decepcionou, mas algo dentro de si dizia que estava certo em pensar daquele modo, dessa forma, disse sem titubear: — Ele não vai largá-la poucos dias antes do casamento por causa de outra mulher. Muito menos uma parente tão próxima. Aliás, onde você estava com a cabeça? — questionou-se, e outra vez raivoso gritou: — Logo a Choi Bonah!

Jaebum fechou os olhos. Que inferno!, todo mundo se achava no direito de julgar que, o relacionamento dele com Bonah era errado de todos os modos que olhassem, e talvez fosse, porém, desde que ninguém sabia o que de fato os unia, suas opiniões poucos importavam. E, ele não estava nem perto de se sentir disposto a se explicar quanto àquilo que já estava feito e não podia, e nem ele queria que fosse mudado.

— Escuta, não vim aqui pra escutar você falar como foi errado tudo que fiz com a sua irmã, pois isso eu já sei.

— Então vai embora, deixe-a em paz.

— Você pode garantir que ela também fará isso?

— O quê? — o Park olhou como se o Im tivesse perdido a mente por questionar aquilo.

Jaebum não gostou da forma como era olhado, mas não se intimidou:

— Pode me dar a certeza de que poderei viver em paz?

Esboçou um sorriso maldoso, pensando que, se dependesse de si, o Im só iria sofrer.

— Isso é problema seu.

— Estou cansado dessa merda toda. — falou entredentes. — Se eu não puder esclarecer as coisas pessoalmente com a Sooyun, você, ou alguém da sua família terá que se comprometer a garantir que o teste de paternidade seja feito.

— Pra quê tanta insistência?

— Preciso saber se essa criança é minha ou não.

— A criança é do Jackson Wang.

— E se não for?

— Qual é o seu problema? Você acha mesmo que minha irmã mentiria sobre algo assim?

— Não acho, tenho certeza, pois antes de rompermos o noivado, ela já estava grávida e não me disse nada, ela me deixou ir embora com planos de me fazer voltar com a notícia de que eu seria pai. Por sorte, ela não conseguiu fazer isso. Mas cá estou.

— Não fale como se você fosse a grande vítima. Por sua causa, ela e a criança estão internadas numa clínica, correndo risco!

Jaebum engoliu em seco e afastou-se por causa do susto de ouvir o grito e a declaração do Park, que o fez sentir um misto de vergonha, arrependimento e dor.

— Nunca tive a intenção de causar qualquer mal pra sua irmã.

— Não acredito nisso. E tenho certeza de que ninguém que saiba da história, acredite, afinal, você largou sua noiva para ficar com a prima e...

— E é com ela que pretendo ficar.

— Sinceramente, minha prima poderia conseguir algo bem melhor.

Em outra ocasião, o Im teria se ofendido, e revidado a ofensa, porém, encontrava-se cansado, só queria terminar aquele papo e cuidar da própria vida, que não estava um caos completo, mas bem perto.

— É por isso que estou te pedindo para me ajudar a ter certeza de que, amanhã ou depois a Sooyun não irá arrumar um jeito de ir atormentar a Bonah. Ela não merece.

Jinyoung também não tinha mais ânimo e paciência, ouvir Jaebum dando uma de bom moço no que dizia respeito a Bonah era uma piada de muito mau gosto, quando o estado atual de sua irmã provava o quão ruim o Im poderia ser. Assim, finalizou:

— Eu é que não mereço te ouvir por mais nem um mísero segundo. — deu as costas e começou a se afastar, mas parou quando Jaebum disse:

— Se o teste confirmar que sou o pai da criança, irei assumir a paternidade, ela será mantida com segurança financeira e paternal, mas sua irmã, você e sua família, devem saber que, aquele Im Jaebum que se encaixava perfeitamente nos moldes dos Park não existe mais. Na verdade, ele nunca existiu, ele só não sabia que caminho seguir.

Quando Jinyoung virou de frente, viu o Im dar as costas e caminhar resoluto em direção ao próprio carro estacionado ali perto. Xingou com vontade de correr até lá e o impedi-lo de sair, talvez até dar-lhe uma surra, mas refreou-se, tendo em vista que, poderia comprometer seu trabalho e sua vida de modo geral. Como ele mesmo pontuara, o inferno já estava instalado e quente o suficiente.

 

JUNMYEON sentiu um conhecido misto de alívio e ciúmes ao chegar à sala de espera hospitalar onde todos que se importavam com Lee Jibeom estavam. Ver Sojin chorosa nos braços de Jongin, o fez sentir-se ainda mais atrasado do que de fato estava. Educado, cumprimentou a todos, dando atenção especial ao senhor e a senhora Lee. Depois, trocou algumas palavras com Yixing, Victoria e Yugyeom e só então aproximou-se do amigo e da namorada.

— Notícias?

— Ele está passando por cirurgia agora. — Jongin respondeu sem encará-lo, ainda segurando Sojin, que estendeu a mão trêmula para que Junmyeon segurasse.

Os amigos trocaram um olhar meio pesado, eles não conseguiam disfarçar que era uma situação incômoda, afinal, ambos amavam aquela mulher, e apesar de nos últimos quinze anos terem dividindo a atenção dela entre ambos, agora, cada vez mais se complicava levar aquilo com naturalidade. Eles sabiam, um deles ia ter que dar-se por vencido e se retirar, antes que Sojin fizesse sua escolha. Mas qual deles faria isso? Jongin que não pretendia tão cedo deixar escapar Sojin de seus braços, depois de tanto tempo ser ter aquele privilégio? Ou Junmyeon que não pretendia soltar a mão daquela que desde sempre tomara de conta de seu coração?

Poucos passos distante dali, Yugyeom se perguntava quão terrível seria viver aquele tipo de conflito amoroso, e novamente sentiu-se sortudo por ele e Victoria manterem-se focados um no outro, ainda que de vez em quando ele sentisse certa insegurança quanto à amizade dela com Zhang Yixing.

Ah, por Deus! Ralhou mentalmente consigo mesmo. Há um rapaz entre a vida e a morte numa sala de cirurgia e eu prestando atenção em triângulos amorosos!

— Parece que ainda vai demorar um pouco. — o chinês comentou olhando para o relógio em seu pulso esquerdo. — Querem café? Estou indo à cafeteria. — apontou em direção ao corredor oposto.

Doido para sair daquele ambiente frio e triste, Yugyeom se ofereceu para ir junto.

— Você vai ficar bem? — ele questionou para Victoria, que assentiu, indo se aproximar dos melhores amigos que continuavam envoltos num silêncio doloroso.

— Vai ficar tudo bem. — ela disse para Sojin que não esboçou reação alguma. — Vai ficar tudo bem. — repetiu para os amigos.

Ambos sabiam, Victoria não estava falando apenas do estado de saúde de Jibeom, mas do romance delicado daquelas três pessoas. E, ela sabia, mais cedo ou mais tarde, aquele elo seria quebrado, e talvez para sempre. De certa forma, já estava se despedindo.

No final do corredor, Yixing deixou Yugyeom saber o quão importante era ele estar ali.

— Obrigado. Você tem sido ótimo com a Vic.

— Ela tem sido ótima comigo também.

— É assim que deve ser.

E foi aí, pela primeira vez desde que se sentira inseguro quanto a relação de sua namorada com o Zhang, o Kim permitiu-se cair em si de que tinha exagerado no ciúmes e na insegurança, pois, a forma como o outro falara, não dava margem para qualquer intenção ruim de se meter no relacionamento amoroso deles.

— E será. — prometeu seguro e feliz.

 

APROVEITANDO q ue o senhor Andrew levou Nathan para uma partida de beisebol, Bonah e a senhora KyungMi fizeram uma caminhada pelo bairro e na volta para casa, já no finalzinho da tarde, compraram cafés gelados e acomodaram-se na lateral direita da residência, a mesma lateral, onde cerca de duas semanas antes, o senhor Lee tivera sua primeira conversa com o filho caçula. A mais velha não gostava de lembrar do misto de emoções que lhe acometera na ocasião, por isso, instigou sua primogênita a falar.

— Como você tem passado? Vejo que de alguma forma sua rotina está se estabelecendo, mas eu gostaria de te ouvir.

A mais nova sorriu.

— Estou bem.

— Sabe que pode contar comigo para que o der e vier, não sabe?

— Eu sei. — e realmente sabia, pois sua mãe sempre fora uma espécie de confidente, e ainda que Bonah uma vez ou duas tivesse saído da linha, a senhora Byun nunca deixou de ampará-la com compreensão e respeito.

— Andrew está gostando da sua ajuda com toda aquela papelada, ele diz que você tem jeito pra coisa. — piscou divertida. — Não o deixe saber, mas ele tem planos de te arrumar um emprego efetivo no banco.

— Dependendo do salário, posso pensar.

— Pagando bem, que mal tem? Certo?

— Certo.

Riram.

Mais alguns goles de café depois, a senhora KyungMi retomou a conversa:

— E o Jaebum, como tem passado?

— Ocupado. Agora que é o novo presidente da empresa, ele tem tido muito trabalho.

— Imagino.

— Eu me preocupo, hoje de manhã quando conversamos deu pra perceber o cansaço na voz. Ele não quis fazer uma chamada de vídeo, com certeza não querendo que eu visse no rosto dele o quão pesado está sendo, mas não adiantou porque percebi pela forma como ele estava falando. Parecia meio doente.

— Deus queira que não, entretanto, se ele não se cuidar, ficar doente é uma possibilidade real.

— Ele prometeu que irá se cuidar.

— Mas você não parece certa de que ele fará isso. — olhou-a com curiosidade. — Por quê?

— Não é que eu não confie, eu apenas... — suspirou, confessando: — Eu queria poder fazer isso. Queria poder cuidar dele.

— E o que a está impedindo?

Era uma boa questão.

— Você pode pegar o próximo voo para Seul. Algo me diz que seria uma boa surpresa.

Bonah sorriu, com certeza Jaebum se surpreenderia com ela chegando sem avisar, porém, algo lhe dizia que, seria uma alegria breve demais, seguida de estresses, tendo em vista que ainda havia todo o drama com Sooyun, a criança que supostamente poderia ser uma nova integrante da família Im e...

— Filha. — KyungMi falou com cuidado. — É isso mesmo que você quer? Ficar esperando por Jaebum por sabe-se lá por quanto tempo? — indagou com genuína preocupação. — Entenda, não estou te aconselhando a sair voando pelo mundo atrás dele, porém, ficar aqui enquanto ele está lá, também não me parece positivo. Quero dizer, não parece estável. — quase acrescentou que não confiava no Im, mas refreou-se.

— Estabilidade é uma coisa que nunca tivemos. — achou graça. — As coisas entre nós sempre foram meio... — pensou por alguns instantes, até encontrar uma palavra que definisse como tudo se desenrolava entre ela e Jaebum. — loucas.

— Perdão a minha caretice, mas eu não consigo entender como isso funciona.

— Nem eu, mamãe.

— Como?

Deu de ombros.

— Jaebum e eu apenas tivemos essa coisa de não conseguirmos ficar longe um do outro. Quero dizer, mesmo quando estávamos separados por um mundo inteiro e todas estas questões morais das nossas famílias, continuamos pensando um no outro e desejando estar um com o outro.

— Uma vez eu ouvi alguém falar sobre isso. É o tipo de amor capaz de enlouquecer.

Bonah assentiu, tomando mais um gole de chá. Com certeza ela e Jaebum tinham potencial para enlouquecer um ao outro.

— Cuidado.

— A senhora já ouviu falar que, o inferno são os outros?

A mais velha acenou positivamente.

— Comigo e com Jaebum é desse jeito. Nós dois nos entendemos muito bem, mas ainda há coisas e pessoas que a gente precisa administrar, digamos assim, e agora tem a questão da distância, a tecnologia ajuda, mas não é mesma coisa. Há muita saudade.

— Vocês estão certos sobre esse tipo de relacionamento? Estão dispostos a lidar com a distância, seja lá por quanto tempo for?

Surpreendentemente, a até para si mesma, a resposta de Bonah foi segura:

— Sim.

 

POR questões familiares, a namorada de Joey não pôde acompanhá-lo, então Mark não se sentiu tão deslocado, afinal, conhecer a nova cunhada teria sido de alguma forma um quesito de comparação, tendo em vista que, ele próprio agora estava solteiro. E pensar que pouco mais de dois meses antes, ele estivera ali, com Bonah. Como as coisas tinham mudado em tão pouco tempo? Naquele momento, ele nem imaginava o quanto ainda ia ocorrer de mudanças.

— Você deve estar meio enferrujado. — o mais novo provocou. — Mas que tal uma passada na pista de skate?

— Se você chegar aos 28 com a minha energia, enferrujado não será um termo que poderá te definir, maninho.

— Se você diz. — Joey deu de ombros, ainda rindo de modo encrenqueiro, mas logo alinhou-se. — Feliz aniversário, bro. — cumprimentou com o exclusivo toque de mãos que ambos inventaram na adolescência. — É realmente bom ter você em casa. Aliás, você deve aparecer mais vezes. Viu como todos ficam animados? Até a mamãe.

Mark riu. Era maravilhoso estar em casa.

 

— QUEM era ele? — Kyungsoo quis saber assim que conseguiu ficar a sós com Dabin.

— Quem? — se fez de desentedia, sabendo muito bem a quem o amigo se referia.

— O homem que veio conversar com você.

— Ah, aquele homem. — tentou rir, buscando um maneira de disfarçar o incômodo, concedendo uma resposta nada segura e confiável: — Era só o responsável por um amigo.

— Amigo?

— É.

Do a olhou como se dissesse “é sério que você acha que vou acreditar nisso?”

— Se você não quer me contar, é só dizer, Dabin, não precisa ficar inventando mentiras.

Ela sentiu as orelhas esquentarem.

— Não estou mentindo.

— Quem é esse amigo? Até onde eu sei, sou o único amigo que você tem.

— Aish. — resmungou. — Por que você não usa uma placa com isso escrito?

Ele balançou a cabeça em negação.

Ela não gostou do modo como ele parecia genuinamente chateado. Era horrível magoar seu único amigo daquela forma, então, cedeu:

— Aquele homem era o manager do EXO-CBX.

— Quê?

— Você sabe, o meu grupo de Kpop favorito.

— O que ele queria com você?

Hesitou. Procurou por palavras que resumissem os acontecimentos das últimas semanas, apesar de querer contar tudo ao amigo, sentia vergonha e... ottoke!?

— Ele veio me aconselhar, — na verdade, aquele homem fora exigir que ela mantivesse distância de Baekhyun, aliás, que não mantivesse mais contato, que terminasse aquele ‘namorico’. — a não me aproximar do grupo.

— Que conselho estranho. Você é uma fã. — apenas um segundo de pausa foi o suficiente para que o rapaz entendesse: — Ah, ainda é por causa daquela polêmica das fotos e boatos?

— Também.

— Como assim também?

Dabin desviou os olhos, checou se a porta da dispensa estava fechada, não estava, encontrava-se entreaberta e pela fresta dava pra ver o movimentos dos outros funcionários, pensou que seria muito bom se um deles viesse atrapalhar a conversa que ela sabia que teria que continuar em algum momento.

— O que mais aconteceu, Dabin?

— Um dos integrantes do grupo me procurou. Ele foi até o apartamento e... — olhou e falou constrangida: — me levou para um encontro.

Kyungsoo se afastou como se tivesse levado um bofete bem no meio do rosto. Como assim, sua melhor amiga não o tinha deixado saber nada sobre aquilo? Será que a louca da Ma Bo sabia? Se soubesse, seria tão decepcionante!

— Eu sei, eu não deveria ter aceitado. É loucura, ele é um idol, eu sou uma simples garçonete. Nunca daria certo.

De repente, a surpresa e o sentimento de mágoa que acometera Do segundos antes, agora era substituída rapidamente por raiva:

— Por que você está se comparando? A questão não é ele ser um idol e você uma garçonete. Antes de tudo, você é uma fã do grupo que ele faz parte. Deveria ser algo platônico. Quero dizer, não deveria acontecer isso de encontros.

Dabin sentiu o coração ficar meio quentinho, pois o amigo estava soando como algo muito próximo do que ela imaginava que seria um irmão cuidadoso.

— Você tem razão. E não vai mais acontecer.

— Por que aquele homem veio te intimidar? Se ele fez isso, você sabe que é errado, não sabe? E sabe que vou te ajudar, não é?

— Eu sei. — sorriu grata, Kyungsoo não precisava perguntar aquilo tendo em vista que, desde que ambos se entendiam como gente, aquilo estava implícito e valia para ambos. — E não, não vou evitar estar com Byun Baekhyun porque o manager dele pediu, mas porque eu realmente não quero estar com ele.

Dabin não tinha como saber, porém, se suas palavras pudessem ser ouvidas pelo idol, haveria uma grande chance do surgimento de uma canção sobre um coração partido.

 

JACKSON encontrava-se preso num misto de chateação e cansaço. Tinha acabado de conversar com Lin e novamente ela pontuara muitas e sérias razões pelas quais ele não deveria ir visitar Sooyun. O lado racional concordou com tudo que a prima dissera, mas seu lado impulsivo e teimoso quis brigar. Se pudesse, chutaria a si mesmo por se estressar tão facilmente por algo, ou melhor, por alguém que estava longe de seu alcance, e, para o bem de todos, deveria continuar.

— Senhor, deseja mais alguma coisa?

A voz de Ma Dongmei o despertou dos pensamentos raivosos. Esforçando-se para melhorar a expressão, virou-se de frente, dando as costas para as vidraças. Sua secretária estava linda, apesar de obviamente cansada pelo dia cheio de reuniões. Sem dúvidas, ela merecia ir pra casa e obter um tempo de descanso. Sorriu, adorando a ideia que lhe assaltou a mente.

— Preciso que você me acompanhe durante o jantar.

Ela hesitou. Não queria pensar em comida. Só queria livrar-se dos saltos, tomar um banho quente e desligar-se do mundo até o dia seguinte. Todavia, se seu chefe estava requerendo sua atenção, tinha que ser cautelosa ao dispensar.

— É um jantar de negócios?

— Pode-se dizer que sim. — se aproximou. — Nossos negócios.

E assim, como num passe de mágica a resistência de Dongmei desmoronou.

— Como eu poderia dizer não a você?

— Pois é. — concordou convencido. — Como? — segurou-a pelo rosto e a beijou como fazia tempo não beijava: com fome.

 

ESTAVAM na cozinha preparando a sobremesa que degustariam depois do jantar, enquanto os pais se aprontavam no andar de cima, os irmãos conversavam sobre o dia, especialmente do garotinho.

— Temos um novo professor de matemática. Ele é o substituto da professora Marla que ficará afastada por causa do bebê que ainda nem nasceu.

— É assim mesmo, Nathan. — Bonah riu da evidente chateação do menor. — A sua professora precisará ficar um bom tempo cuidando do bebê depois que ele nascer, então você terá que ser paciente.

— Eu sei, e o professor substituto também deveria ser.

— Por que você diz isso?

— Por que ele é muito severo.

— Como?

— Ah noona, ele passou muitos deveres hoje. Eu nem consegui fazer tudo.

— Posso te ajudar com isso mais tarde.

— Está bem. — ele sorriu entre agradecido e aliviado. — A noona pode ajudar o Kevin também? Ele tem muitas dificuldades com matemática.

— Sério? — admirou-se. — Pensei que ele fosse uma espécie de gênio.

— Ele é, mas os números os perturbam, ele fica confuso. Ele é bom mesmo com línguas. Ele fala várias. Hoje ele passou um bom tempo cochichando em espanhol. Aí o professor substituto o repreendeu e passou mais deveres extras para ele fazer em casa e entregar na próxima aula.

— E quando será?

— Depois de amanhã.

— Certo. Amanhã, vocês dois me encontrem aqui no horário do lanche da tarde, eu vou ajudá-los a fazer os deveres.

— Obrigada, noona. Amanhã eu vou falar pra ele pedir da senhora Gon pra vir pra cá.

— De nada. — sorriu com amabilidade.

Por alguns instantes, se concentraram em terminar de modelar os bolinhos doces que logo seriam postos dentro do forno.

— Noona, quando você tiver um bebê, também vai se afastar do trabalho?

A pergunta fez a Choi se assustar. De que bebê seu irmãozinho estava falando?

— Não. — riu sem jeito. — Eu não pretendo ter um bebê, Nathan.

O garotinho assentiu meio amuado, então, ela apaziguou:

— Mas, em algum momento no futuro, eu pretendo adotar um menininho tão lindo como você. — piscou em cumplicidade, fazendo-o rir.

Escondida no corredor de acesso àquele cômodo, a senhora KyungMi sorriu encantada, tendo a certeza de que, quando sua filha fosse mãe, seria incrível.

 

— AINDA está chateada comigo? — Mark quis saber, assim que ficou a sós com Audrey quando Etie, Lisa e um funcionário da boate saíram da mesa para esbaldarem-se na pista de dança, que podia ser vista pela divisória de vidro que separava a área vip.

Ela sorriu, lembrando-se que, dois dias antes, o chamara de mau, por tê-la deixado de vela com o casal ‘estamos muito apaixonados e não nos envergonhamos de ser cafonas’.

— Um pouco.

— Quanto?

— Assim. — abarcou o copo de bebida.

— Foi tão ruim assim ficar perto deles?

— Não quero soar amarga ou invejosa, mas os casais melosos realmente me irritam.

Ele riu, relanceando a mirada para os amigos que de fato não faziam qualquer questão de esconder o quanto estavam apreciando estarem juntos.

Não querendo se estender no assunto de casais que se adoram, Audrey trocou de assunto:

— Etie me contou que hoje é seu aniversário.

— Na verdade, foi ontem. — corrigiu, afinal, seu aniversário sempre fora comemorado na data oriental, ou seja, um dia antes da data considerada no exterior. — Foi meu vigésimo oitavo. — agregou, contente, pois tinha noção de que a jovialidade de seu rosto não condizia com sua idade biológica, como ficou claro na tarde anterior quando, na pista de skate, ele fora confundido com um adolescente por algumas estudantes universitárias que lá estavam jogando charme para Joey, acreditando que o Tuan mais velho era um aluno ensino do médio. Nada mal.

— É uma boa idade para se estar numa boate.

— Perdão a indelicadeza, mas... — apurou a mirada, interessado: — Quantos anos você tem?

— Vinte e três, completados alguns dias depois da virada do ano. — estranhou a forma como era olhada. — Que foi?

— Nada. — balançou a cabeça, sorrindo. — Só estou pensando que é uma boa idade.

— Para se estar numa boate?

— Sim.

Sorriam, ambos gostando muito dos flertes.

— Hey Audrey! — o cumprimento animado veio de um rapaz cujos cabelos brancos reluziam à parca luz daquele canto da boate. — Vai tocar hoje? Posso pedir um remix especial?

— Desculpa, bro, hoje é minha folga.

— Poxa.

— Mas, semana que vem estarei por aqui todas as noites, então você poderá pedir quantos remix quiser.

Mark achou interessante a forma como ela falou com a rapaz, que retrucou sorrindo:

— Você é a melhor e... — tirou de dentro do casaco um pequeno vidro que parecia ser de perfume. — Uma das poucas merecedoras. — piscou para o Tuan: — Moderação hein?

— Da boa! — Audrey aprovou após tirar a tampa e cheirar o conteúdo. — Valeu, Ryo.

— Disponha. — o de cabelos brancos bateu continência e se foi, sumindo em meio aos dançantes.

— Que tal um gole? — ela quis saber, oferecendo a garrafinha. — Bebe. É casamigos da melhor qualidade. Pode confiar.

Casamigos?

— Tequila do George Clooney.

— O ator?

— Ele mesmo.

— Desde quando ele tem tequila? — pegou o frasco e cheirou.

— Desde quando começou a produzir. — deu de ombros. — Não sei ao certo a data, mas ele leva jeito. Prova. É boa.

Meio desconfiado, ele molhou os lábios.

— Fala sério.

Em resposta a reprovação, o Tuan virou o frasco, bebendo quase tudo, sentindo a garganta arder como se tivesse acabado de engolir um líquido em brasa. Tossiu.

— Eu te disse que é boa.

O sorriso de Audrey Jones naquele momento não deixou dúvidas de que, ela poderia ser um problema sem se esforçar, e Mark percebeu isso, porém, não deu importância, ao contrário, apegou-se àquele comichão que o impelia a fazer daquele problema uma solução.

A noite estava só começando...

 


Notas Finais


Queridos leitores, estou muito triste com toda a situação envolvendo Kris Wu. Decepcionada, na verdade, pois, apesar de não ser o tipo de fã que o acompanha direto (pelo menos não como faço com os membros do GOT7), eu sempre dou uma olhadinha nas coisas dele, e sempre gostei. Mas, depois que certas coisas começaram a surgir.... ;(

Sempre tenho tendência a acreditar e a ficar do lado das vítimas de qualquer tipo de abusos, no entanto, também acredito na justiça e nas investigações policiais, por isso, estou acompanhando tudo com muito cuidado.

Aqui na fanfic, Kris não é um dos principais, no entanto, ele tem uma importância relevante, por isso, tenho pensando com cuidado como irei/ou não continuar usando a figura dele aqui. Certamente, a personalidade dele em DDN não tem absolutamente nada a ver com a personalidade real dele, sendo um idol/artista ou pessoa física. Então, tomando isso em conta, creio que continuar usando a figura dele não causará problemas, porém, preciso saber as opiniões de vocês. Devo continuar escrevendo cenas usando a imagem do Kris? Caso vocês acreditem que é melhor tirá-lo da fanfic, farei isso de forma a não prejudicar o andamento da estória, podem confiar. E, se decidirem que tudo bem ele continuar, ele irá, e não terá qualquer menção de toda coisa suja que está a cada dia sendo revelada na mídia.

Conto com o apoio de vocês para me ajudarem a decidir sobre isso, quem preferir pode me mandar mensagem privada. Agradeço desde já. Por favor, fiquem todos bem <3


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