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História Depois daquela noite - Capítulo 125


Escrita por: AmigaDaPaz

Notas do Autor


Obrigada @Lindsay2013 @day25ane @DoceChuva @AlineKookie31 por terem conversado comigo sobre a questão que pedi ajuda nas notas finais do capítulo anterior. Eu já tomei a decisão sobre o que fazer e breve vocês poderão ler isso.
Por enquanto, fiquem com esse capítulo que me deu certo trabalho, mas que, no final se tornou recompensador, pois ficou de jeitinho que imaginei que ficaria.
Boa leitura!

Capítulo 125 - Parte 125


Fanfic / Fanfiction Depois daquela noite - Capítulo 125 - Parte 125

 

DEPOIS DAQUELA NOITE

PARTE 125

 

NÃO souberam dizer se foi por causa da bebida ou da tensão que fora crescendo entre ambos desde que começaram a conversar e trocar olhares nada inocentes. Mas, em determinado momento, encontravam-se fora da boate, especificamente dentro do veículo alugado pelo Tuan desde sua chegada à L.A. No painel digital do automóvel aparecia o endereço do apartamento que a Jones dividia com o melhor amigo, que ficava à uma distância de poucos quilômetros, mas devido ao trânsito caótico, eles iam demorar pelo menos uns vinte minutos até chegar.

— Tem certeza de que não prefere ir para um hotel? — ele quis saber, olhando-a de soslaio, quando pararam num dos sinais. O local onde ele tinha se hospedado era bem mais próximo e reservado, além de bastante confortável e um tanto luxuoso, preferia que fossem para lá. — Eles podem aparecer por e...

Ela concordou.

— Verdade.

Mark tinha razão, Etie e Lisa poderiam aparecer, mas não iriam atrapalhar, afinal, deviam isso a ela, que não os atrapalhou na noite anterior. De todos os modos, apreciava a preocupação e o cuidado dele com aquilo. Um bom sinal de que não era desleixado ou mesmo exibicionista. Seria horrível se ele fosse do tipo que não estava nem aí, que apenas quisesse foder e depois ir embora sem qualquer consideração com quem quer que visse ou ouvisse alguma coisa. Ela com certeza não ia sentir-se atraída o suficiente para levá-lo para o seu local de descanso, como estava naquele momento.

— Seria bastante constrangedor sermos interrompidos por nossos amigos.

De novo, ela não tinha como discordar, entretanto, acreditava que ele não precisava se preocupar tanto, por isso, disse tranquila:

— Meu quarto tem tranca na porta.

— Certo. — ele sorriu safado, acelerando quando o sinal ficou verde, a mente também ligeira, cheia de ideias maliciosas sobre a bela mulher ao seu lado.

Audrey sorriu de volta, questionando-se como seria tomar aqueles lábios e mordiscá-los com os dentes. Era meio louco que eles ainda não tivessem se beijado, depois de terem passado boa parte da noite mirando a boca um do outro! Ela não se lembrava de ter tido aquele tipo de preliminar tão longa e interessante, e também tão lerda. Oh, mas tudo ao seu tempo. Ela sabia que, quando acontecesse seria incrível. Então iria esperar mais um pouco, sem problemas.

 

— QUER beber alguma coisa? — ela perguntou quando adentraram à sala do apartamento, depois de quase meia hora no trânsito barulhento e reluzente de tantas luzes dos prédios, carros e inúmeros semáforos. Talvez também por causa do álcool em seu sistema estava sentindo-se meio tonta.

— Obrigado. — ele recusou educadamente, olhando ao redor, achando o lugar pequeno se comparado ao apartamento no qual vivia em New York. — Estou bem.

— Por favor, não repare na bagunça.

Não havia nada bagunçado demais que pudesse incomodar Mark de alguma forma, então apenas deu de ombros e sorriu.

Decidida e um tanto impaciente, o segurou pela mão e o levou até o quarto, chegando lá, o mandou ficar à vontade, apontando para a cama. Ele aceitou, tirando a jaqueta, olhando Audrey por todo o trajeto dela para dentro do banheiro.

— Oi. — cumprimentou o ursinho de pelúcia encostado num dos travesseiros da cama, que parecia ser bastante confortável, assim como o quarto, de modo geral, que não era tão espaçoso, mas encontrava-se limpo e arrumado.

Devagar, deixou a jaqueta no respaldar de uma pequena poltrona no canto perto do roupeiro, depois tirou os sapatos e meias, colocando-os ao pé da cama, onde se acomodou na beira.

Afastando-se um pouco mais no colchão, fixou a mirada na mesinha de cabeceira, onde além de um abajur havia um vidrinho de colírio, uma caderneta de anotações com uma caneta presa ao lado e um porta retrato com a imagem de duas pessoas, uma delas com certeza, era Audrey bem mais nova, talvez uns dez ou onze anos, no colo de um homem que o Tuan estranhou, achando que já o tinha visto em algum lugar. Mas onde? Naquele momento ele não pôde ligar o rosto à pessoa, mas dali algumas semanas ele o faria e se surpreenderia negativamente.

 

NO banheiro, Audrey checou a maquiagem e também a lingerie, um conjunto preto simples que não era muito sensual, mas também não era nada desleixado. Sorriu para o próprio reflexo no espelho. Enfim, depois de mais anos do que gostava de se lembrar, teria uma relação intima com um homem interessante. Talvez estivesse com altas expectativas e pudesse se frustrar de alguma forma, mas decidiu ser otimista de que tudo seria bom. Ela merecia ter aquele tipo de alegria e o Tuan parecia ser o cara certo para lhe proporcionar aquilo. Claro, ela também estava positiva de que poderia fazê-lo sentir-se bem de volta.

— Vejo que você já conheceu meu companheiro. — brincou quando voltou ao quarto e se deparou com Mark segurando o coelhinho de pelúcia que tinha ganhado do melhor amigo na última páscoa, junto com uma cesta cheia de bombons e doces de chocolate.

— Sinto inveja dele, por dividir a cama com você. — ele disse sapeca.

Como ele pode ser tão maliciosamente doce?

Ela não resistiu, se aproximou e segurando-o pelos ombros, grudou os lábios aos dele. De início, nenhum dos dois avançou, foi apenas um roçar de lábios, mas em determinado momento, ele a fez se sentar, então segurou-a pelo nuca com uma das mãos, fazendo com que as bocas fundissem-se mais e mais.

— Eu estava me perguntando quando iriamos nos beijar. — ela disse quando fizeram uma pausa, mantendo os rostos a poucos centímetros de distância.

Ele acenou que sim com a cabeça, pois também havia se perguntado, em algumas pausa da conversa na boate, quando iria acontecer.

— Achou que demorou demais?

Sim, ela esperava que eles se beijassem ainda na boate, ou dentro do carro, ou quem sabe no elevador...

— A espera valeu a pena.

— Não tenho como discordar. — sorrindo, ele a beijou de novo, não só nos lábios, mas no lóbulo da orelha, no pescoço, vale entre os seios e foi descendo cada vez mais...

 

AUDREY estava quase delirando com os lábios e as mãos de Mark em todo lugar em si. A luz acesa a deixava ver claramente o quão bonito ele era. Não havia dúvidas de que, ela poderia facilmente se viciar em apenas olhá-lo, mas era muito melhor ser olhada, como ele fez depois de ajudá-la a se livrar da camiseta. A mirada fixa nos seios a deixou saber que aquele homem não só aprovava a lingerie como se sentia tentado a tirá-la. E, querendo que ele fizesse justamente isso, falou:

— O fecho é na frente.

Ele sorriu ante a informação e não perdeu tempo em comprovar, destravando e abrindo a peça, fazendo a mulher sentir um arrepio gostoso por conta do frio que atingiu os mamilos, intumescendo-os, mas também e principalmente pela forma como Mark lambeu os próprios lábios antes de aproximá-los.

Enquanto a boca ocupava-se de um dos seios, a mão direita, especificamente os dedos, davam atenção ao outro, ora apertando-os, ora meio que puxando.

Oh, ele sabe mesmo o que está fazendo. Audrey sorriu e se permitiu gemer em aprovação, e o som apenas estimulou o Tuan a continuar com as carícias demoradas, o que não era problema, afinal, eles não estavam com pressa.

 

GENTILMENTE, Mark fez com que Audrey se deitasse de costas, então colocou-se por cima, tomando o cuidado de sustentar o peso do próprio corpo com os braços estendidos, as mãos fincadas no colchão.

— Devemos continuar?

O jeito como ele a olhou era quase inseguro, isso a deixou em alerta.

— Você está em dúvida?

— Não. Só quero ter certeza de que nós dois estamos certos de que queremos prosseguir.

Outra vez ela se sentiu tocada pela forma como ele demostrava respeito e cuidado. Concluiu que, as mulheres não sofreriam tanto, caso todos os homens de suas vidas tivessem aquele tipo de consideração. Naquele momento, Audrey se sentiu agradecida e ainda mais atraída por Mark Tuan.

— Pode parecer clichê, — o acariciou na mandíbula. — mas eu nunca tive tanta certeza de algo na minha vida como agora.

Sorrindo, ele beijou-a no queixo, murmurando que, iria se esforçar para que ela não se arrependesse. Por um instante foi como se estivesse prometendo algo além de um prazeroso ato sexual, porém, ela não quis ir por aquele caminho... seria esperar demais. Como eles poderiam funcionar? Tinham vidas distintas e distantes e...

O que importava era o agora.

O que importava era aquela noite.

O depois poderia esperar.

 

EM determinado momento, Mark fez uma pausa para livrar-se da própria camisa, deixando à mostra a pele pálida e o abdome magro. Audrey não conseguiu desviar os olhos. Definitivamente, ele não era um homem cheio de músculos e pele bronzeada, no entanto, era bonito do jeito dele, ela não possuía qualquer reclamação sobre o que tinha visto até então, e alguma coisa lhe dizia que não ia se decepcionar com nada mais.

Após afrouxar o botão da própria calça, mas sem baixar o zíper, ele se ocupou de livrar a linda garota das vestimentas que ainda a cobriam. Ela o ajudou, remexendo os quadris para facilitar a descida da calça jeans escura junto com a calcinha. Ele tomou alguns segundos, para olhá-la, aprovando a nudez. Sim, ela era tão linda como ele havia cogitado que fosse, aliás, era mais. Sorriu.

Aquela aprovação a deixou quente, tão sedente ao ponto de se remexer inquieta.

— Calma. — ele riu.

— Não seja lerdo.

— Nunca.

Outra vez por cima, o Tuan fincou as mãos, uma em cada lado da cabeça de Audrey, mantendo a própria cabeça puxada para trás para que pudessem ver claramente o rosto um do outro. Sorriram. Foi por poucos segundos, mas pareceu uma eternidade, aquela troca de olhares, então ele se esfregou nela, deixando-a sentir o quão estava duro. Ela fechou os olhos e gemeu em aprovação, querendo mais e mais. E Mark não se fez de rogado, se esforçou para conceder aquele querer que, ainda bem, era o mesmo dele próprio.

 

— NÓS... — o arfar masculino saiu abafado por conta dos lábios presos no beijo afoito. — Precisamos de camisinha.

Audrey escutou, mas não entendeu, murmurando perdida um “hm?”, sem desgrudar as bocas que seguiam duelando.

Lutando por um espaço, Mark concluiu que, nunca tivera uma boca tão possessiva dominando a sua daquela forma. Era inédito. E gostoso. Porém, eles precisavam ser cuidadosos, dessa forma, conseguiu uma brecha e fôlego para dizer:

— Preservativo.

Ela demorou alguns segundos para entender, mas quando o fez, à medida que estabilizava a respiração, acenou positivamente com a cabeça. Oh céus, mais um pouco e ela se entregaria sem qualquer proteção! Sentiu-se envergonhada e até puxou o cobertor para cima de si, sem desgrudar os olhos de Mark que rapidamente resgatava de dentro do bolso da calça três pacotinhos metálicos.

— Ajuda? — ofereceu uma das embalagens a ela, que franziu o cenho, sem entender. — Tudo bem. — riu. — Eu faço isso. — rasgou com o dente a lateral do invólucro.

Audrey sentiu-se idiota, fechou os olhos.

— Ei. — acariciou-a na bochecha esquerda. — Você pode abrir os olhos para mim?

A maneira como ele perguntou, baixo, carinhoso e rouco fez algo se quebrar dentro dela, resistência, então fez o que foi pedido, e deparou-se com um sorriso encantador.

— Isso. — baixou a mão para o pescoço e depois desceu lentamente pelo vale entre os seios. — Eu gosto de te olhar. — manteve o contato visual, enquanto a mão ia cada vez mais para baixo, até parar no meio das pernas, onde pôde sentir o inchaço no lugar que logo mais estaria dentro. — Você já está pronta?

— Si-sim.

Com mais um sorriso maravilhoso, concordou:

— Eu sinto.

 

AUDREY não foi capaz de conter o grunhido de quase dor ao sentir o cumprimento espesso e duro empurrando-se para dentro de si. Talvez ela não estivesse suficientemente lubrificada ou somente ansiosa demais pela penetração. De todos os modos, não era insuportável.

Segurando-a pelos quadris, Mark perguntou se a estava machucando, em resposta, veio um arfar entrecortado que o instigou a continuar, o que ele fez, empurrando mais fundo, duro.

— Assim? — quando fez a pergunta, os lábios dele estavam próximos aos dela, assim como o peitoral, pressionando os seios, os braços dobrados nas laterais da cabeça, deu mais um empurrão. — Hm?

Ela sorriu, beijando-o nos lábios ao mesmo tempo em que murmura que sim, repetidas vezes, empurrando os quadris para cima.

Empolgado, Mark levantou-se, fincou as mãos nos quadris femininos e caprichou nas estocadas, não desviando um momento sequer os olhos do rosto de Audrey que, de tempos em tempos fechava os olhos e gemia. Somente uma vez ele quebrou o contato visual, quando diminuiu as arremetidas e com os dedos da mão direita, acariciou o clitóris, fazendo com que a mulher debaixo de si se contorcesse, soltando palavras desconexas. Ele quase riu da forma como ela parecia tão entregue. Ficou fascinado pela forma como seus corpos estavam unidos. Olhando-a novamente nos olhos, se permitiu entregar-se também ao orgasmo, grunhindo ao sentir o quase agonizante aperto em volta do pênis.

 

NÃO foi preciso usar a tranca na porta do quarto, pois quando Etie e Lisa chegaram ao apartamento, Mark já tinha saído e Audrey estava de banho tomado, cansada o suficiente para dormir, mas ainda cheia de ânimo pelo que tinha acontecido. Duas vezes. A primeira vez foi muito rápida, eles chegaram ao ápice praticamente logo nas primeiras estocadas, mas na segunda vez... Bem, eles usaram outras posições e todas foram ótimas, especialmente aquelas em que ela pôde comandar as estocadas. Sinceramente, não se lembrava da última vez que tinha gostado tanto de estar com alguém o suficiente para querer um bônus. Aliás, será que iria rolar?

Sim, iria.

Tantas e tantas vezes...

 

— ESTAMOS de muito bom humor hoje. — Lisa sorriu pelo estado de ânimo de Mark que mesmo ante a perspectiva de uma reunião demorada com possíveis novos sócios — alguns deles até ex-colegas de pós-graduação do Tuan com os quais ele não tinha muito contato, pelo menos não ao ponto de chamá-los de amigos — parecia contente de uma forma que fazia tempo ela não presenciava.

— Noite bem dormida. — ele piscou.

Ela entendeu. Sentiu-se daquele mesmo jeito depois da primeira noite que ‘dormiu’ com Etie. Logicamente, nunca iria perguntar, mas estava se questionando com quem o chefe estivera na noite anterior... Talvez alguma garota da boate? Era possível, afinal, Mark era um homem bonito, tinha bom papo e era charmoso de modo natural, certamente não teria dificuldades em conseguir uma parceira para um pouco de diversão noturna.

— Por um acaso, você tem o número de telefone da Audrey?

O questionamento fez a Hill sorrir, pois algo lhe dizia que acabara de descobrir com quem o Tuan arranjara tanto bom humor.

— Não, mas posso conseguir com o Etie.

— Agradeço.

Dali por diante, se concentraram em se preparar para a reunião que levou quase a manhã inteira, e quando teve fim, eles agradeceram o convite para almoçarem com os participantes da conversa de negócios, dispensando educadamente, afinal, ambos já tinham planos. Enquanto Lisa iria com Etie fazer um passeio por uma das locações cinematográficas mais requisitadas de Los Angeles, lugar onde algumas das cenas mais interessantes de sua série favorita foram gravadas, Mark chamou Audrey para dividirem petiscos e bebidas numa tenda japonesa, não muito longe do hotel onde ele se hospedara.

— Obrigado.

Ela franziu o cenho.

— De nada...?

— Por não ter perguntado sobre minha ex.

— Por que eu perguntaria? — deu de ombros como se não se importasse, e sendo bem sincera, falar sobre qualquer outra mulher que estivera presente amorosamente ou mesmo só sexualmente na vida de Mark, não era o que ela queria, nunca. — Não é da minha conta.

— Interessante, sua maneira de pensar. — olhou-a como se analisando-a, ela não gostou daquilo, mas deixou passar.

— Evita um monte de estresse.

— Acredito em você.

— Olha, só não quero que isso vire uma questão.

— Como?

— Se falar de relacionamentos anteriores nos deixar desconfortáveis de alguma forma, vamos evitar.

— Sim, vamos. — ele tomou mais um gole.

— E por falar em ir...

— Alguma sugestão?

Ela sorriu.

— Que tal Las Vegas?

— O que há de bom por lá?

— Uma quantidade significativa de coisas.

Ele sorriu.

— O seu sorriso me convenceu.

 

ANTES de seguirem viagem para Las Vegas, foram ao hotel, pois Mark argumentara precisar de um bom banho e roupas mais confortáveis que aquelas sociais. Audrey aceitou o convite, esperando que também fosse chamada para dividir o chuveiro, ou quem sabe a banheira. Aquela cama também não parecia um lugar ruim...

Sorriu para si mesma, achando-se safada demais, pois não fazia nem dez horas direito que tinha transado feito uma esfomeada!

— Você tem uma vista bonita daqui. — disse olhando pela porta de acesso à varanda, estavam no vigésimo quinto andar, e, o que se mostrava era uma visão panorâmica da cidade, de fato muito bonita de olhar.

— Realmente. — não teve como discordar, pois aquela mulher de costas era mesmo encantadora, assim como de frente. Toda bonita e naturalmente sexy. Qualquer homem com sangue nas veias poderia se sentir atraído e como ele próprio já tivera uma boa comprovação de como ela era gostosa, não sentia vergonha em admitir a si mesmo que a queria de novo e de novo.

Ela virou-se para encará-lo.

— Se quisermos escapar do trânsito caótico do final da tarde, você deve agilizar o banho.

Ele se aproximou.

— Podemos ir amanhã.

— Você tem outros planos para hoje?

— Talvez — deu de ombros, olhando em direção à cama bem no meio do quarto, com certeza insinuando que tipos de planos poderiam pôr em prática ali. — ficar por aqui, não parece ruim.

Ela se aproximou, sorrindo.

— Você pode falar com todas as letras, Mark, não vou ficar chocada.

Então ela o estava instigando a falar sem pudor e se comportar como um sem vergonha? Ótimo. Ele faria do jeito que ela queria.

Agarrou-a pela cintura.

— Podemos ficar aqui, fodendo a tarde inteira.

Havia um pouco de exagero naquilo, ela sabia, porque onde raios eles iriam conseguir pique para transar por tantas horas seguidas? Mas entrou no jogo:

— É uma possibilidade fascinante.

— Não é?

— Mas ainda quero passear de carro por Las Vegas. — piscou de modo charmoso.

— Eu te disse, podemos fazer isso amanhã.

— Fale por si mesmo. — o acariciou no queixo. — Amanhã eu tenho um compromisso. — na verdade, ela não tinha, mas não queria que Mark tivesse tanto poder de decisão sobre si.

— Sendo assim, — começou a livrá-la da jaqueta. — Vamos ser rápidos por aqui.

— Não me importo com o tempo que demore, — se empurrou de volta contra ele. — contato que seja gostoso.

O modo como aquilo foi dito sem qualquer pudor, aliado ao passar de língua pelo lábio inferior fez o pau se animar.

— Gostoso, hm? — apertou-a nas nádegas, fazendo-a emitir um arfar meio risonho.

— Toque-me. — apressada, baixou a zíper da própria calça jeans e guiou a mão direita masculina para dentro da calcinha.

— Molhada. — sorriu, mordiscando-a no queixo, mexendo lentamente os dedos.

— Assim. — deixou a cabeça pender para trás. — Continue. — murmurou sedenta.

— Quer que eu te faça gozar assim ou...?

— Faça como quiser, mas faça.

— Seu desejo é uma ordem.

Ela choramingou quando ele retirou a mão, mas sorriu quando foi suspendida nos braços e levada até a cama, onde foi colocada no meio do colchão espaçoso e confortável.

Mark não ia fazer o que parecia, ia? Encheu-se de expectativa, vendo-o livrá-la das botas e meias, também das calças, deixando-a apenas de camiseta e calcinha, ambas brancas.

Passando as mãos e os lábios, ele foi subindo desde a panturrilha esquerda até chegar à parte interna da coxa, que mordiscou antes de lamber. Audrey sentiu como se pudesse explodir de antecipação, mas foi muito rápido, nem deu para ficar inquieta, pois lá estavam os dedos e a língua judiando do clitóris de uma forma definitivamente gostosa.

 

— VOCÊ ainda está comigo? — ele mordiscou-a na lateral direita do pescoço, adorando o cheio do perfume floral misturado ao suor de sexo. Ela era deliciosa! — Hm?

Ela sequer abriu os olhos ao murmurar:

— Não sei onde estou, nem quem sou.

A resposta o fez rir.

— Recomponha-se, senhorita Jones.

— Não quero. — manhosa, enrolou-se no lençol, tentando se cobrir.

— Ei. — segurou o pano, impedindo-a de tampar a nudez que ele estava aprendendo a apreciar e nunca se cansar de olhar. — Preciso que você volte à consciência agora.

— Por quê? Podemos ficar aqui, debaixo das cobertas, tirar uma soneca.

— Ainda vamos para Las Vegas, lembra?

— É verdade.

— Além disso... — massageou o pênis por cima da calça. — Eu preciso de um pouco de atenção.

— Certo. — ela sentou-se, apertando um pouco mais o nó que prendia os cabelos.

Com certeza Mark sabia que ia ser ótimo ter aquela boca habilidosa engolindo-o, mas ele estava com pressa, queria sentir o aperto da vagina, então, resgatou de dentro da mesinha de cabeceira um pacote de preservativo.

Audrey riu do jeito meio afobado dele.

— Parece que estamos com pressa.

Ele acenou que sim ante ao comentário, e continuou se livrando das vestimentas até estar totalmente nu a não ser pelo membro ereto protegido pelo látex.

— Las Vegas nos espera, baby. — piscou divertido quando se sentou no colchão com as costas apoiadas na cabaceira da cama. — Vem.

Sem demora, Audrey obedeceu, encaixando-se lentamente sobre ele, adorando a forma como as mãos masculinas cravaram-se nos quadris, ajudando-a a se afundar mais e mais.

Ambos gemeram, e foi apenas o começo de uma tarde que, iriam se lembrar para sempre.

 

FORAM exatas quatro horas de viagem de carro para percorrer todos os 269,3 km desde Los Angeles até Las Vegas. Poderiam ter ido de avião, teria sido mais rápido, com certeza, mas aí, eles não teriam apreciado a paisagem ao longo do caminho da via I-15N, e não teriam conversado à vontade, enquanto ouviam música pelo rádio via satélite do veículo.

Mark riu quando Audrey cantou a plenos pulmões o refrão de billionarie*.

— O que foi? — se pôs encabulada pelo risinho debochado dele. — Saiba que, se minha vida virasse um filme, essa música com certeza faria parte da trilha sonora.

— Então você é do tipo que sonha em ser muito rica e famosa?

— Como assim ‘é do tipo?’

Ele deu de ombros, baixando o volume do som.

— Maneira de falar.

— Vai me dizer que você também não sonha com isso?

— Sinceramente, não.

— Claro, pois você já é muito rico e famoso.

Mark olhou-a de soslaio rapidamente antes de voltar a prestar atenção no trânsito à frente.

— Defina muito rico e famoso.

— Qual é, você é um CEO, dono da própria empresa, e já apareceu em entrevistas em sites e revistas da área econômica.

Levantando uma das sobrancelhas, estalou meio convencido:

— Parece que alguém andou pesquisando.

— Considere como dever de casa.

— Qual é, Audrey. — falou de modo provocativo, olhando-a de novo. — Confesse que andou me stalkeando.

— Eu nem precisei.

— Explique melhor.

— Como queira, senhor Tuan.

A forma como ela falou, o faz rir.

Ela acabou rindo junto.

E foi um momento quase mágico, onde ambos tiveram uma pequena, mas importante mostra de que poderiam se divertir sem necessariamente ter sexo envolvido.

— Então...?

— O Etie é meio tagarela, e não nega que é seu fã, então só precisei começar a conversa e ele já foi dizendo tudo.

Sim, aquilo tinha fundamento, pois o amigo francês era mesmo do tipo que gostava de conversar sobre o quê ou quem quer que fosse. Dessa forma, ele nunca ficava sem assunto e quase sempre dominava as conversas.

— Será que funcionará comigo?

— Você o questionará sobre mim?

— Talvez.

— Pra quê?

— O que foi, não posso?

— Pode, claro que sim.

— Então?

— Pergunte agora. Aproveite que estou de bom humor e disposta a conversar.

— Certo. Diga-me uma coisa.

Ela esperou, curiosa pelo que viria, e acabou se surpreendendo com a questão:

— Quando fomos apresentados naquela primeira vez, você se interessou por mim?

A pergunta direta a deixou desconcertada.

— Você estava com a sua namorada.

— Não foi isso que perguntei.

Certo. Ele tinha um ponto, mas Audrey não ia ceder facilmente. Pigarreou, mexendo nos botões de comando do rádio, buscando uma nova estação até parar numa que dava notícias sobre a previsão metodológica para aquela noite: quente, com possibilidade de rápidas pancadas de chuva no início da madrugada.

— Então? — incentivou-a, olhando-a um pouco mais demoradamente do que das outras vezes, aproveitando a parada num semáforo.

— Posso dizer que fiquei curiosa.

— Curiosa como?

— Não posso dizer que fiquei cheia de vontade de transar com você logo de cara, mas eu te achei... — pausou calculadamente, procurando pelo termo mais adequado. —  Interessante. — deu de ombros: — Não sei.

— Como assim, não sabe?

Audrey não pensou antes de responder:

— Gostei de você.

A resposta de Mark também saiu automática:

— Também gostei de você.

Que diabos? Agora eles estavam assim, fazendo declaraçõezinhas?

— Ahñ?

— Seus olhos... — murmurou, confessando: — Eles me fascinaram.

Entre tocada e constrangida, ela sorriu.

— Espero que meus olhos não tenham causado nenhum tipo de incômodo na sua namorada.

— Ela não falou nada na época. — colocando o carro novamente em movimento, falou com o máximo de calma, como se fosse uma trivialidade, quando na verdade, era um assunto incômodo, que poucas horas antes ele concordara com Audrey que não iriam abordar. — Acho que ela não prestou atenção.

— Duvido. Uma mulher sempre presta atenção nesse tipo de coisa.

— Se você diz.

— É um fato comprovado até cientificamente.

— Ok, mas não é como se eu tivesse passado muito tempo te olhando, pra causar algum tipo de incômodo nela. Eu sei respeitar as pessoas.

— Não duvido disso.

— Então qual é o ponto?

— Provavelmente, ela percebeu seu fascínio pelos meus olhos, mas decidiu guardar para si mesma, não querendo começar uma briga.

Fazia sentido. Bonah era educada demais para se rebaixar em qualquer situação.

Agora foi ele quem deu de ombros.

— Pode ser, mas hoje não é mais relevante, desde que não estamos mais juntos.

— Menos mal.

— Ahñ?

A resposta veio baixa:

— Eu detestaria ser a outra.

— Não seria. — concedeu num tom firme, seguro e definitivo que não deu margem para qualquer dúvida que por ventura pudesse querer surgir: — Não sou esse tipo de cara.

E nada mais precisou ser dito sobre aquele assunto, pois estava mais do que claro que ambos concordavam que, para funcionarem, mesmo para somente diversão e sexo, deveriam ser exclusivos um do outro. E não era ruim, na verdade, era ótimo ter a certeza de que, quando estavam juntos, de fato estavam, sem qualquer amarra sentimental com outras pessoas, preocupações de possivelmente  serem descobertos ou a consciência suja de estarem sendo imorais.

 

SLOTZILLA, o caça-níqueis de 12 andares foi a primeira — e um tanto estranha —atração que viram ao entrar na cidade.

— Está suspenso a 77 pés de altura. — Audrey informou apontando para o lado direito. — Está vendo ali? É o cabo de segurança de 850 pés.

Mark sentiu-se meio tonto por conta de todo aquele colorido e altura.

— Você já andou?

— Sim, por todo o cumprimento do dossel.

— Sério?

— Sério. — ela riu da surpresa dele. — Foi uma viagem de 55/56 quilômetros por hora.

— Não é tão rápido como pensei que fosse.

— Não, mas altura faz parecer que é.

— Quer ir de novo?

— Outra hora.

— Certo. — ele sorriu aliviado, tendo em vista que não queria ter tal experiência.

Por pouco mais de vinte minutos, caminharam entre as centenas de pessoas, a maioria turistas, tiraram fotos e se divertiram ao deparar-se com atrações tão peculiares. Porém, quando o Sol estava se pondo, fizeram uma pausa para ir ao banheiro e fazer uma refeição num bufê chinês, Mapo Tofu: tofu ao molho vermelho com carne bovina moída, brotos de alho e óleo de pimenta.

Mal tinham acabado de começar a comer quando um homem bastante alto, bem vestido e simpático se aproximou.

— Boa noite, eu sou representante de uma agência de modelagem. Por favor, senhorita...

— Jones. — Audrey respondeu educada.

— Muito gosto em vê-la, senhorita Jones. Por favor. — estendeu o cartão, que foi prontamente aceito. — Entre em contato quando possível, nossa agência certamente terá uma proposta que a agradará.

— Aposto que sim. — ela resmungou, rasgando o cartão quando o homem enfim se despediu e se afastou. — O que foi? — não gostou da forma como Mark a olhava.

— Nada. — ele deu de ombros, entendendo que havia uma questão séria por trás daquela antipatia, mas não ousou perguntar.

— Você deve achar que sou louca, de desperdiçar a chance de me tornar muito rica e famosa.

— É você quem está dizendo. — falou defensivo. — Você se acha louca por isso?

— Louca eu fui quando me meti nisso quando era apenas uma garotinha de treze anos.

Apesar de ter falado um pouco mais baixo, deu pra entender perfeitamente bem, a informação o deixou em alerta de que se tratava de um assunto pesado e possivelmente traumático.

— Sinto muito.

— Já passou. — ela deu de ombros como se realmente tivesse passado, quando na verdade, aquela experiência vivida uma década atrás ainda tinha potencial para perturbá-la com desconfianças e pesadelos. — E por falar em passar. — desbloqueou a tela do celular para ver a hora. — Vamos voltar ainda hoje para Los Angeles? Dirigir de volta pode ser cansativo. Acho melhor pegarmos um ônibus.

— Ou podemos ficar por aqui.

— É. — ela sorriu. — Podemos.

 

TORRE Eiffel, gôndola ao longo dos canais de Veneza, Empire State Building, foram apenas alguns dos monumentos e edifícios exagerados que viram ao longo do passeio pela paisagem urbana da cidade até alcançarem a brega e hilariante Capela Viva Las Vegas, onde muitas pessoas tinham se casado por impulso e às vezes até com estranhos!

— Parece absurdo, mas existe mesmo. — Mark riu ao ver o imitador do Elvis Presley conduzindo a cerimônia de casamento de um jovem casal.

— Quão apaixonada ou fora de si a pessoa deve estar para fazer algo assim? — Audrey questionou retórica. — Nem comece a ter ideias, ouviu, senhor Tuan? — brincou, fazendo-o rir. — Não é porque aceitei passar a noite com você aqui, que aceitei também me tornar sua esposa.

— Ah, que droga, você me pegou.

Riram divertidos.

Estavam certos de que não iam mesmo trocar alianças e sair dali com uma certidão de casamento, no entanto, a questão era, iriam seguir o ditado: ‘o que acontece em Vegas, permanece em Vegas’?

 


Notas Finais


*canção de Travie McCoy e Bruno Mars


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