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História Depois daquela noite - Capítulo 22


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Notas do Autor


Olá amores, mais um capítulo com muito carinho, espero que apreciem.
Beijos!

Capítulo 22 - As verdades que não quero mais guardar


Fanfic / Fanfiction Depois daquela noite - Capítulo 22 - As verdades que não quero mais guardar

-Tudo bem? – Claude perguntou ainda parado na soleira, os braços cruzados sobre o peito. 

A presença dele, o esboço de um sorriso e o olhar carregado de preocupação fizeram seu coração acelerar.

-Sei o que houve entre vocês, nón sei os detalhes. – Ele disse um pouco acanhado. – E imagino que tenha todos os motivos do mundo para odiá-lo. – O semblante dele relaxou um pouco. – Mas apesar de ter sido doloroso pra você. – Ele encurtou a distância entre eles. – Fico... – Ele pareceu buscar a palavra apropriada. – Aliviado! –Ele disse por fim. – Muito aliviado que nón estejam mais juntos. – Ele concluiu e a olhou e Rosa apenas sorriu, sem palavras.

-Rosa. – Ele se aproximou ficando frente a ela. – Nón ligue pro que aquele idiota do Júlio disse. Ele nón te conhece. – Ele a olhou nos olhos. – Se ele realmente a conhecesse, nón diria aquelas coisas a seu respeito. – Ele deu um passo à frente, encurtando a distância entre eles, levando uma das mãos até os cabelos dela, colocando uma mecha atrás de sua orelha. 

A proximidade e a suavidade do toque a fizeram sentir-se em chamas.

- Nón ligue para o que aquele idiota diz. – Ele a olhou nos olhos. –Ele nón te conhece e... –Uma das mãos dele repousou no rosto dela e o toque a fez fechar os olhos, entregue, como se de repente, já não dominasse mais seu próprio corpo. – Nón te merece. – Ele se aproximou mais.

-Obrigada! Ela sussurrou, porque não sabia o que dizer. – Foi muita gentileza de sua parte me defender daquela forma. – Ela disse com sinceridade.

-Nón foi gentileza. Ele respondeu enquanto um sorriso se formava em seus lábios, e Rosa foi tomada por sentimentos tão contraditórios que não podia nomear no momento.

-Obrigada! Ela agradeceu mais uma vez, notando que sua voz estava presa, mal conseguia respirar com os lábios dele tão próximos aos dela. 

A mão que ainda pousava em seu rosto desceu para nuca e ela sentiu que ele a puxou, com extrema delicadeza, talvez um pouco vacilante.  E isso causou estranhamento, o homem à sua frente não costumava ser vacilante, exceto diante dela, foi aí que ela compreendeu que toda aquela hesitação poderia ser um indicativo de que sentia algo por ela.

E como se todos os momentos vividos com ele passassem diante dela, Rosa finalmente compreendeu o quanto Claude demonstrava seus sentimentos e que era ela quem sempre o mal interpretava. A constatação a fez abrir os olhos, assustada. 

Interpretando aquilo como mais uma rejeição da parte dela, Claude se afastou sem graça, colocando as mãos nos bolsos da calça  saindo.

Droga! 

Rosa se apoiou na pia, tentando processar o que quase aconteceu ali. Ele realmente iria beijá-la e mais uma vez ela mal interpretou suas atitudes. 

Ainda apoiada à pia, Rosa quase pulou ao ouvir a voz de Alabá atrás de si, que foi ver se estava tudo bem quando Claude passou por ela como um raio, na varanda da casa.

-Tudo bem, Rosa? Ela perguntou tentando entender o que estava acontecendo ali.

Rosa permanecia de costas, apoiada à pia, tentando controlar a respiração, enquanto sentia-se invadida por vários sentimentos. Se pudesse citar apenas um, sem dúvida seria frustração. Sentia frustrada pois, por mais insano que pudesse parecer, desejava aquele beijo com todas as forças.

-Tudo! – Ela se surpreendeu por sua voz ainda estar trêmula. – Não encontro o chá! – Ela se virou forçando um sorriso e, apesar do olhar desconfiado, Alabá sorriu e, abrindo o armário, perguntou.

-Camomila?

Rosa assentiu.

 -Eu já disse que acho que vocês combinam? Alabá cochichou para Rosa enquanto elas voltavam para junto de seus amigos. 

-Acho que chega de champanhe pra você! Rosa gracejou em resposta e Alabá apenas estreitou os olhos. 

-Até nisso vocês combinam! Ela rebateu e Rosa a olhou curiosa.

-Nisso o quê? Ela perguntou sentando-se perto de Claude.

-Em negar o óbvio! Alabá sussurrou só para ela ouvir e saiu, enquanto Claude olhava para a própria bebida, ainda desconcertado.

-Bem, acho que devemos ir. Alguém aqui precisa urgentemente de uma boa noite de sono, não é, Frazon? Claude disse ao ver o amigo jogado em uma das espreguiçadeiras, mas na verdade, queria sair dali por sentir-se desconfortável com a rejeição de Rosa. – Vamos, eu te levo! – Ele se dispôs.

-Roberta, Alabá, a noite foi maravilhosa, mas tenho que concordar! Rosa disse levantando-se.

-Por que vocês não dormem por aqui? Roberta os convidou.

-Eu aceito! Frazão disse olhando para Alabá cheio de segundas intenções.

-Nas suas condições é melhor mesmo, meu amigo! Roberta interveio, abraçando-o e todos os olhares se voltaram para Claude e Rosa.

-Eu não posso! – Ela se adiantou em dizer. – Não posso dormir fora assim, meu pai ficaria uma fera. – Ela disse e logo se arrependeu, diante do sorriso de Roberta.

-Obrigada pela noite! –Ela disse abraçando as amigas. – Eu vou pedir um táxi. – Ela disse alcançando o celular na bolsa.

-Eu te levo! Claude se apressou em dizer.

-Mas você mora do outro lado da cidade e...

-Nón tem problema, posso te levar com prazer! Ele insistiu e Rosa apenas acenou afirmativamente.

-Bom, eu vou cuidar do Frazão, ele vai ficar péssimo amanhã! Alabá gracejou e todos riram. – E acho que eu também! Ela confessou.

-Sérgio você fica! Roberta o convidou e ele aceitou prontamente com um sorriso, enquanto a abraçava.

-Boa noite para vocês.  Eles disseram para o casal e um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente. 


Rosa olhava para as mãos e Claude estava pensativo.


-Vamos, Rosa? Ele a chamou, finalmente se levantando.

-Claro! Ela respondeu totalmente desconcertada.

-Aproveitem a noite! Roberta disse sugestiva, Rosa sentiu as faces quentes e Claude sorriu envergonhado.


Eles fizeram quase todo o trajeto em silêncio, ouviram música e quando falavam, eram assuntos triviais.

Chegando à casa de Rosa, ela fez menção de se despedir ainda no carro, mas ele fez questão de levá-la até a porta.

-Dr. Claude, quero te agradecer por me trazer em casa. – Ela o olhou nos olhos. – Mas principalmente pela forma como me defendeu hoje. – Ela pareceu acanhada. – Quero que saiba que eu sequer imaginava que encontraria o Júlio ali e se não voltei para a mesa, foi porque quis evitar um escândalo com os americanos. – Ela sentiu a necessidade de explicar, mas viu que ele apenas sorriu.

-Nón precisa me agradecer, até porque nón fiz realmente nada. Mas quero te pedir duas coisas. – Ele a olhou nos olhos e ela assentiu. – Por favor me diga se ele continuar incomodando você, hã?! – Ele fez um movimento de soco no ar e sorriu, fazendo-a sorrir também.

-E a outra? – Ela perguntou num sussurro e ele deu um passo na direção dela.

-Nón me chame mais de doutor. – Ele tinha um sorriso, mas sua voz era suplicante. – Nunca mais! – Ele a olhou nos olhos. –Me chame de Claude! –Ele completou e sorriu de leve. –É como as pessoas que gosto me chamam. – Ele disse timidamente e ela o encarou surpresa.

-Você gosta? Ela perguntou incrédula e ele sorriu.

-Muito! – Ele respondeu e Rosa apenas assentiu, pois não conseguiu dizer nada.

-Vou deixar você descansar! Ele disse, esticando a mão para um cumprimento, mas quando ela pegou a mão dele. Claude a surpreendeu e a puxou, unindo seus corpos.

Num reflexo, ela levou as mãos ao peito dele, pois havia perdido o equilíbrio, as mãos de Claude pousaram na cintura dela. Durante alguns segundos, permaneceram na mesma posição, olhando-se nos olhos. Rosa pôde sentir a pele quente e firme sob suas mãos e notou que os batimentos de Claude estavam acelerados. Ele, por sua vez, sentia-se nervoso com o contato enquanto via as faces de Rosa ficarem vermelhas e seus olhos cintilarem. 

Novamente, aquele calor familiar tomou conta dos dois.

Droga o que é isso? 

Rosa se perguntava quando, apesar de saber que o mais sensato seria afastar, seu corpo simplesmente não a obedecia.

As mãos dele subiram lentamente pelas as costas dela, exercendo uma leve pressão, que aproximou ainda mais os corpos. As mãos dela subiram lentamente e repousaram no pescoço dele. Rosa sentiu seu cheiro fresco e amadeirado e todo seu corpo se arrepiou.

Vá pra casa! 

O cérebro dela alertou, mas ao invés disso, Rosa fechou os olhos e entreabriu a boca, ao sentir o hálito quente dele tocando seus lábios.

Claude se aproximou lentamente, como se tivesse medo que ela se afastasse, parecia temer ser rejeitado mais uma vez. Ela jamais imaginou que um homem como ele estivesse vacilante diante de uma mulher, muito menos diante dela.

O que está acontecendo? 

Ela se perguntou, conforme ele se aproximava, consciente do quanto ansiava por aquele beijo.

Mas Rosa não precisou esperar muito. Logo suas bocas estavam se tocando, se redescobrindo e ela arfou de prazer. Seu corpo parecia desmanchar-se nos braços dele e, se estivesse raciocinando, certamente acharia aquilo vergonhoso, mas naquele momento só achava maravilhoso.

O beijo começou doce e leve, se aprofundando aos poucos. Os braços de Claude a apertaram e seus corpos estavam colados um ao outro. Eles se afastaram um pouco, permanecendo com as testas coladas e os olhos fechados, era como se ele quisesse avaliar a reação dela.

-Rosa eu nón sei o que você faz comigo! Ele sussurrou.

-Porque? Foi tudo que ela conseguiu perguntar.

-Você me assusta, mas de um jeito bom! Ele completou e ela abriu os olhos e o fitou. –  Você me instiga, me encanta, me enlouquece e eu nón consigo parar de pensar em você. – Ele completou e, diante do olhar surpreso dela, sorriu e tomou seus lábios novamente.

Rosa gemeu enquanto ele mergulhava a língua entre seus lábios. Ele a trouxe mais pra perto, com uma das mãos em suas costas, enquanto a outra pousou em seu pescoço. O toque quente parecia queimar-lhe a pele. 

Ela levou as mãos à sua nuca, puxando-lhe levemente os cabelos e ele gemeu nos lábios dela. Ficaram assim enquanto o autocontrole de ambos se esvaía. 

Com medo de não conseguir mais parar, Rosa interrompeu o beijo. 

Ela não conseguia decifrar as emoções que tomavam conta dela. 

-Vou deixá-la descansar. – Ele disse depositando mais um beijo suave em seus lábios. – Só me diga uma coisa. – Ele disse com os lábios ainda bem próximos aos dela, enquanto Rosa apenas abriu os olhos e o fitou em expectativa. – Janta comigo amanhã? – Ele perguntou, ansioso pela resposta. – Um jantar de negócios? – Ela perguntou, tentando entender. – Nón! – Ele se aproximou para dar-lhe mais um beijo, mas seus lábios desviaram, pousando na curva de seu pescoço, fazendo-a fechar os olhos, deliciada.  – Um encontro! – Ele sussurrou no ouvido dela, causando um arrepio. 

-Eu não posso! – Ela se afastou e ele a olhou com tristeza. – Você tem namorada e isso não é certo. – Ela disse virando de costas para ele, pegando as chaves na bolsa quando sentiu o toque quente de uma de suas mãos em seu braço.

-Namorada? Ele perguntou com um sorriso na voz.

-Aquela que você trouxe da França! Ela respondeu sem conter a irritação e ele riu abertamente.

-Quem, a Eloise? Claude ainda sorria e Rosa se virou, fitando-o com seriedade. 

-Eloise é minha amiga, Rosa! – Ele disse calmamente. – Nos conhecemos desde crianças. – Ele a olhou nos olhos e sorriu ao ver o quanto estava surpresa.

-Mas eu pensei que... – A frase morreu nos lábios dela. – Você me evitou durante esses dias e eu quase enlouqueci quando a vi tão perto de você. – A voz dela estava trêmula e Rosa tinha lágrimas nos olhos. Claude tocou o rosto dela com carinho. – Você não sabe como eu sofri! – Ela se viu confessando e ele não pôde evitar que um sorriso de satisfação escapasse de seus lábios.

-Você está rindo? Ela perguntou ainda mais irritada.

-Eu estou feliz! – Ele respondeu e ela o olhou sem entender. – Feliz em saber que você sente algo por mim, porque eu nunca te esqueci! – Ele se aproximou mais. –  Nem por um segundo! – Ele confessou, enquanto uma de suas mãos que pousava nas costas dela, exerceu novamente aquela pressão suave e deliciosa, a qual o corpo dela atendia com prontidão.

-Eu também nunca te esqueci! – Rosa sussurrou para ele, seus olhos, assim como os dele, transbordavam de emoção. Claude sorriu e voltou a beijá-la com a mesma paixão, enquanto ele a empurrava contra a porta, comprimindo seu corpo com o dele.


Notas Finais


Finalmente né?!
Daqui pra frente, caminhamos à passos largos para o tão aguardado felizes para sempre! ❤️


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