História Depois daquela viagem. (REESCREVENDO) - Capítulo 7


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Categorias Alexandra Daddario, Dakota Johnson, Henry Cavill, Jamie Dornan
Personagens Alexandra Daddario, Dakota Johnson, Henry Cavill, Jamie Dornan
Tags Alexandra Daddario, Dakota Johnson, Henry Cavill, Jamie Dornan
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Palavras 5.535
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Hentai, Literatura Feminina, Magia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura meus amores *-----------*
Espero que gostem rsrs
A fic já ta quase chegando no fim :(
Cap ficou grandinho, maaaaas ta aí rsrs

Capítulo 7 - Capítulo Seis.


Fanfic / Fanfiction Depois daquela viagem. (REESCREVENDO) - Capítulo 7 - Capítulo Seis.

Henry e Zendaya deram muita sorte por conseguirem as entradas no Vinsky, uma garota estava tentando vender desesperada as entradas que ela e o namorado compraram porque aparentemente ela estava internada no hospital com uma terrível intoxicação alimentar, venderam mais caro do que compraram e o que estava fadado a ser um fracasso na venda deu certo pelo desespero de Henry e Zendaya de conseguir entradas para acabarem logo com esse terrível transtorno.

Zendaya se arrumou enquanto Henry ainda estava no banho, ela colocou um terno muito bonito que ele tinha, não vestiu o paletó por conta do calor e a camisa social ela fez questão de deixar dobrada até os cotovelos. Apesar de achar ele um engomadinho ela gostava de como essas roupas sociais caíam no corpo dele, lhe dava um ar sexy e ela realmente gostava muito disso.

Ele saiu do banho e ela já estava pronta, sentada na cama e mexendo em seu notebook, respondia os tantos e-mails e mensagens no facebook de parabéns, sentiu falta das felicitações vinda dos pais enquanto ao mesmo tempo agradecia por eles não terem ligado, seria torturante ela mesma não poder falar com eles. Ver Henry desfilando com o corpo dela nu já não era mais estranho, ele ficou com o corpo dela por várias situações constrangedoras durante aquele dia e ela com o dele, a última coisa que ela sentiria seria vergonha.

Ela reprimiu o riso ao ver com uma lingerie muito sensual, a calcinha era muito indecente, apenas um fio fino se encontrava perdido entre as nádegas e ao se encarar daquele ângulo ela sentiu-se orgulhosa do próprio corpo, ela era gostosa e isso ninguém poderia discordar. Henry se encarava no espelho e ela novamente reprimiu o riso por reparar que ele provavelmente era uma mulher dez vezes melhor do que ela.

-Você não vai aguentar ficar com isso por muito tempo. –Ela disse chamando a atenção dele que estava colocando um dos vestidos novos que tinha comprado.

-Ah, você que é fresca. –Ele falou e a chamou pra puxar o Zíper do vestido pra cima, ela foi.

-Eu aposto cinquenta pratas que você vai começar a odiar essa calcinha até o meio da noite.

-Eu aposto cem pratas que eu aguento ficar com ela a noite toda. –Ele disse estendendo a mão.

-Se não aguentar então vai ter que me pagar duzentas. –Ela insistiu e ele riu pelo nariz enquanto apertava a mão dela.

-Fechado, me deve cem pratas. –Ele disse e ela gargalhou.

-O Uber vai chegar em dez minutos, acho que devemos ir descendo. –Zendaya falou checando o celular.

-Estou quase. –Ele disse enquanto terminava de passar o batom. –Pode passar delineador em mim? –Perguntou a fitando. –Você fica bonita com aquele negocio puxadinho. –Ele falou coçando a nuca e ela corou.

-Olho de gatinho, se chama olho de gatinho. –Falou tomando o delineador da mão dele, Henry havia comprado muita maquiagem pra ela.

-Olho de gatinho, vou tentar me lembrar disso quando eu voltar para o meu corpo. –Ele sorriu travesso e Zendaya revirou os olhos.

-Pronto, vamos seu metrossexual do caralho. –Ela falou rindo e o deixou para trás.

Henry correu até o elevador e eles seguiram até o seu caminho. O Uber já havia chegado quando eles desceram, ao menos eram mais rápidos e espertos que os táxis. O Uber pegou vários atalhos para evitar o terrível transito de turistas e em menos de dez minutos eles já estavam na fila para entrarem no Vinsky. Zendaya estava nervosa e preocupada, Henry notou.

-O que te aflige? –Perguntou curioso.

-Sei lá, não é loucura? Tipo, se você o encontrar vai olhar pra ele e dizer o que? “Ah, oi Noah. Hoje de madrugada você me fez uma poção de desejos e eu fiz um pedido terrível, ainda é meu aniversário será que você pode me conceder outro pedido? “ –Ela falou e Henry riu por conta do absurdo que era aquilo.

-Realmente. Eu não sei, parece loucura. Mas é a única explicação. –Ele respirou fundo.

-E se o Vinsky decidiu pegar um cara pra ajudar porque a casa anda muito cheia? Ele pode não ser um cara contratado, talvez ele seja apenas um cara que vem por fora. –Ela estava claramente muito nervosa, Henry segurou a mão dela.

-Olha, vai dar tudo certo. A gente inventa alguma coisa, sei lá se ele estiver aí eu digo que quero mais uma dose do que ele preparou e faço outro pedido. –Henry disse apertando a mão dela, reconfortando-a.

-Mas e se só funcionar comigo pedindo? –Ela perguntou desesperada.

-Nós pedimos duas doses. –Ele deu de ombros.

-Henry nosso voo sai amanhã às duas da tarde, e se não der certo?

-A gente pega o telefone desse Noah e combina de encontrar com ele, podemos meter o louco nele e assim ele concerta as coisas. –Ele deu de ombros. –Olha tenta não pirar okay? Vai dar tudo certo. Você confia em mim? –Ele perguntou fitando-a nos olhos, ela concordou com a cabeça. –Ótimo, fica tranquila.

-E se... –Ela começou a falar, mas ficou com medo de continuar.

-E se... –Ele encorajou-a a falar.

-Já parou pra pensar que talvez o feitiço só se quebre quando acontecer o que eu pedi? –Ela corou e abaixou o olhar, ouviu-o respirando fundo.

Só não respondeu por que chegou a vez deles entrarem. Ambos foram diretamente para o bar, sentaram-se nos banquinhos vermelhos e ficaram procurando curiosos pela figura masculina, nada, as únicas pessoas atrás do balcão eram todas do sexo feminino e algumas delas encararam o corpo de Henry de forma bem descarada.

-E aí o que eu posso oferecer para você? –Uma das garotas do outro lado do balcão falou para Zendaya, não economizou nas indiscretas tentativas de chamar a atenção daquele homem tão bonito.

-Uma cerveja pra mim e gostaria de perguntar uma coisa. –Quem falou foi Henry, a garota fitou “Zendaya” com uma expressão meio irritada. –Por um acaso tem um barman chamado Noah trabalhando hoje? –Henry prosseguiu enquanto ignorava a cara de bosta que a garota fazia para o corpo de Zendaya.

-Garota não temos nenhum funcionário chamado Noah aqui. –Ela respondeu e colocou a cerveja de frente a Henry, abriu a garrafinha de forma irritada.

-Nem os seguranças? –Henry insistiu.

-Estou aqui desde que as portas abriram, se algum Noah trabalhasse aqui pode acreditar que eu saberia. Se me dá licença. –Pediu e voltou a fitar Zendaya que parecia que iria surtar. –O que vai querer garanhão?

-O mesmo que ela. –Pediu e engoliu em seco enquanto fitava Henry.

A cerveja chegou rápida e foi aberta de forma bem sensual, Zendaya ignorou todo o esforço da garota e se virou para Henry com todo o seu desespero reunido no olhar.

-O que vamos fazer? –Ela perguntou desesperada.

-Calma Daya. Vamos relaxar e curtir a noite de forma normal. –Ele falou, mas no fundo também tentava manter a calma, só se esforçava tanto porque sabia que se ele mostrasse o quanto estava surtando era perigoso Zendaya enlouquecer pra valer. Ao menos algum deles precisava ter a situação sobre controle.

Continuaram no bar bebendo uma cerveja atrás da outra. No começo em completo silencio e apenas observando o movimento do lugar, no fundo ambos procurando por Noah. Zendaya procurava o rosto exato dele e Henry procurava por qualquer cara que estivesse com o uniforme que não era o de segurança. Já estavam ficando tontos e foi então que Zendaya quebrou o silencio.

-Meu aniversário já acabou á meia hora atrás. –Falou soando desapontada, sua expressão declarava isso melhor ainda.

-Okay. –Foi à única coisa que Henry disse.

-Henry, aquela garota de vermelho tá me encarando já faz um tempão. –Ela disse apontando pra garota com o olhar. –Vai ficar bravo comigo se eu me aproveitar do seu corpo pra dar uns beijos nela? –Zendaya perguntou falando um pouco lentamente demais, começou a rir e se levantou para chegar mais perto de Henry.

-Não, tudo bem. Ela é realmente muito bonita. –Ele falou e deu um longo gole na cerveja.

-Se você se interessar por alguém eu acho que tudo bem. Só use camisinha se caso chegar a trepar, não me deixe engravidar de ninguém. –Ela falou e começou a rir, Henry franziu o cenho e fez careta.

-Não é porque você é bissexual que eu também sou, nem pensar que eu vou beijar algum homem e nem muito menos transar, isso é nojento. –Ele falou ainda preso na mesma careta, Zendaya riu mais ainda.

-Me deseje sorte. –Ela falou dando seu melhor sorriso.

-Tente parecer menos bêbada e mais sexy, não vai precisar de muito depois disso. –Henry disse e ela piscou para ele.

Naquele momento Henry ficou observando-a dançar com a garota do vestido vermelho, Zendaya pareceu feliz e não foi nada difícil conseguir dar um beijo na mulher. Ele balançou a cabeça negativamente e começou a rir sozinho. Assim como Zendaya havia o alertado aquela calcinha estava o incomodando terrivelmente e ele só estava tentando adiar tirar ela pra não perder duzentas pratas. De repente começou a tocar uma música que era antiga e tinha um ritmo muito parecido com a famosa lambada e Henry começou a rir com a forma sensual que Zendaya dançou no corpo dele, a garota que estava com ela deixou transparecer o quanto estava excitada com aquela dança e ele logo percebeu onde aquilo iria dar, no breve momento que Zendaya o fitou ele a recordou de usar camisinha e ela concordou com a cabeça enquanto sumia com a mulher.

Henry se virou novamente para o balcão e pediu mais uma cerveja, apreciou-a com calma e naquele instante ele se sentiu tão terrivelmente sozinho que ficou ansioso. Não tinha Jamie para compartilhar garotas e nem para lhe fazer companhia na bebedeira, e não tinha Zendaya que á essa altura era capaz de estar no banheiro fodendo com a gostosa de vestido vermelho. Ele ficou triste com isso e por um momento veio a sua cabeça que era assim que Zendaya deveria se sentir quando eles sumiam. Pensou nas tantas vezes em que ele e Jamie haviam a abandonado e no quanto aquilo fora injusto com ela que só procurava companhia para não ficar sozinha. Sentiu-se muito triste com isso e acima de tudo ele sentiu pena de Zendaya, arrependeu-se das tantas oportunidades que ele teve de conhece-la melhor para notar o quanto ela era uma garota incrível. Suspirou triste e terminou a cerveja, levou um susto quando sentiu uma mão agarrando seu braço.

-Vamos dar o fora daqui. –Era Zendaya que tinha um rosto muito vermelho.

-O que? –Ele perguntou sem entender.

-Anda logo, te explico no caminho. –Ela continuou e ambos saíram correndo dali.

Só quando tomaram certa distancia foi que Zendaya começou a rir descontroladamente. Henry curioso se sentiu contagiado por aquelas gargalhadas todas e riu junto com ela sem nem ao menos saber o porquê estava rindo. Eles foram caminhando sem rumo e quando deram conta estavam descalços e andando sobre a fofa areia da praia. A lua cheia refletia no mar, a noite estava até parecendo um quadro pintado à mão de tão linda que estava.

-Te devo duzentas pratas. –Henry quebrou o silencio após cessarem as risadas. Ele estava tirando a calcinha e Zendaya novamente voltou a rir.

-Eu sabia, essas calcinhas são horríveis. –Ela falou em meio a risadas e observou Henry jogando a calcinha sobre a areia.

-Não polua o meio ambiente. –Ela disse pegando a calcinha. –E eu também gostei dessa. –Completou em meio a risos e guardou na bolsa que Henry carregava no ombro.

-Vai me contar o motivo de termos saído do Vinsky como se fossemos dois meliantes? –Ele perguntou e ela novamente começou a gargalhar.

Sentaram-se em uma pedra que pertencia á um quiosque, ela ficou balançando as pernas de forma infantil e ele permaneceu esperando-a parar de rir para finalmente contar.

-Eu fui com aquela garota para o banheiro. –Ela começou a falar, reprimia o riso. –E quando eu enfiei, eu meio que gozei na hora sabe. –Ela falou e começou a rir de novo. –Eu não aguentei nem três segundos direitos. A garota ficou horrorizada e começou a me xingar em outras línguas. –Agora Henry ria junto com ela.

-Caralho Zendaya, como você conseguiu isso tão rápido? Se eu fosse aquela garota eu também ficaria puta de raiva. Se bem que, sendo sincero eu nunca me preocupei em saber se uma garota tinha gozado ou não. –Ele comentou sentindo-se envergonhado por admitir aquilo.

-Henry, estamos falando de três segundos, mesmo que você se preocupe só com o seu orgasmo eu acredito que consegue segurar por bem mais que três segundos. –Ela disse ainda em meio a risos, e ele novamente voltou a rir.

-O máximo que aguentei até hoje foram sete segundos. –Ele brincou enquanto dava de ombros, ela gargalhou.

-Melhor do que três segundos. Se bem que pode até ter sido menos que isso, eu literalmente enfiei e gozei. –Henry riu alto pela forma como ela falava.

-Se lembrou de usar camisinha né? Não quero descobrir que contraí alguma doença por causa de míseros três segundos. Se for pra pegar alguma coisa tem que ser pelo menos em meio á uma foda catastrófica. –Ele falou erguendo as sobrancelhas e ela explodiu em mais gargalhadas.

-E o que seria uma transa catastrófica? –Ela perguntou enquanto se recompunha das risadas.

-Eu só posso mostrar na pratica, mas é altamente perigoso. –Ele brincou e ganhou um soco leve no braço.

-Não obrigada, prefiro apenas imaginar que deva ser algo bem hard core. E sim eu usei camisinha. –Ela sorriu travessa. –E acho que ela própria me ajudou a gozar mais rápido, fico muito apertada. –Ele riu pelo nariz.

-E como se sentiu? –Ele perguntou curioso e ela corou.

-Bom, confesso que agora entendo porque alguns homens gozam tão rápido. Vaginas são incríveis. –Ela suspirou  e ele deu risada.

-É porque você ainda não experimentou meter na... –Ela o interrompeu fazendo cara de nojo.

-Se for falar o que eu estou pensando nem precisa continuar. –Ele gargalhou mais ainda.

-Eu ia falar na boca, mas prevejo que você imaginou bunda. –Ele deu de ombros e ela corou novamente.

-Idiota. –Falou entredentes e respirou fundo. –Estou ainda inconformada com os três segundos. –Zendaya voltou a rir e escondeu o rosto entre as mãos.

-Não precisa ficar inconformada Zen, é que foi sua primeira vez.  A minha foi tipo isso, se bem que na verdade foi bem mais constrangedor. Engraçado que também aconteceu num banheiro. –Ele comentou fitando o mar, Zendaya abriu um largo sorriso ao perceber que finalmente estava conseguindo ter uma conversa com ele, finalmente estava conhecendo mais do engomadinho e fechado Henry Cavill.

-Me conta. –Ela pediu e se sentou de um jeito que ficava de frente pra ele, Henry corou e ela achou aquilo fofo.

-Definitivamente eu não vou te contar isso, você conhece as pessoas envolvidas. –Ela ainda estava corado.

-Henry, vamos lá, não me deixe entediada. –Ela pediu enquanto fingia abrir a boca de sono, ele arqueou as sobrancelhas.

-Promete não rir? –Ele perguntou.

-Não. –Ela respondeu sincera e ele que começou a gargalhar. –Não posso prometer o que eu tenho certeza que não vou cumprir. –Ela deu de ombros.

-Bom, eu não era tão interessante quando era adolescente, e sei que você se lembra disso, eu era gordinho e bem sem graça. –Ele falou e Zendaya concordou em meio a uma risadinha travessa. –Tinha uma garota estranha na minha sala, você se lembra daquela menina meio gótica? –Ele a fitou e Zendaya arregalou os olhos.

-Paty trevosa? –Perguntou ainda com os olhos arregalados, Henry concordou com a cabeça e ela explodiu numa risada que fora deliciosa, ele nem conseguiu ficar com raiva dela por ela estar rindo dele. –VOCÊ PERDEU A VIRGINDADE COM A PATY TREVOSA?-Ela perguntou de forma escandalosa.

-É, pois é. –Henry concordou rindo. –Ela veio até mim na hora do intervalo, lembra aquele dia que caiu uma chuva muito forte e ninguém conseguia ir aos banheiros da ala D porque ainda não tinham providenciado os toldos? –Ele perguntou e ela concordou com a cabeça. –Ela me puxou sem dizer nada e eu a segui, saímos correndo na chuva entramos no banheiro. A Paty começou a tirar a roupa e como eu era um garoto tarado...-Zendaya o interrompeu.

-Era? Oi? Estamos falando da mesma pessoa? –Perguntou travessa e Henry riu enquanto revirava os olhos.

-Continuando. Como eu sou um garoto tarado, eu fiquei de pau duro na hora. Acredite na adolescência ás ereções acontecem o tempo todo e muito rápido. E ela perguntou se eu era virgem, eu disse que sim e ela me empurrou até uma das divisórias, me fez sentar e puxou minha calça. Ela olhou pra mim e disse assim “Henry querido, isso faz parte de um pacto que fiz, preciso tirar a pureza de alguém. Você concorda participar disso?” E eu apenas concordei de imediato, óbvio. –Ele riu. –Paty trevosa sentou no meu pau com tudo e eu gozei. –Ambos começaram a rir juntos, Zendaya era quem mais estava se divertindo. –Isso não é tão comum assim de acontecer, pra um garoto como eu que passava o dia se masturbando era pra ter aguentado umas boas bombadas sem passar vergonha. –Ele respirou fundo.

-Talvez fizesse parte do pacto. –Zendaya disse dando de ombros.

-É, uma boa desculpa para não ferir minha masculinidade. Se um dia eu contar essa historia pra alguém vou usar sua ideia.

-Agora eu entendi porque você apareceu todo molhado de chuva naquele dia. Sorte a sua que foi liberado, poderia ter pegado uma pneumonia. –Zendaya cruzou as duas pernas e ficou mexendo em algumas pedras.

-Pneumonia? Isso era o de menos Daya, já pensou em algo como possessão? –Ele brincou e ela novamente gargalhou alto. –Paty nunca mais falou comigo. A última vez que eu a vi ela estava trabalhando da conveniência do Forks. Continua do mesmo jeito. Acho que ela nem me reconheceu. –Ele riu e cerrou os olhos, levou as mãos até os seios de Zendaya, estavam completamente doloridos.

-O que foi? –Ela perguntou percebendo.

-Tô todo dolorido. –Falou e respirou fundo. –Principalmente aqui. –Apontou para os seios. –Ela riu pelo nariz.

-É porque eu estou perto de “ficar mocinha”. –Ela disse fazendo sinal de aspas e ele fez uma expressão de desespero.

-Ah não brinca. EEEEW. –Falou com cara de nojo.

-Ah, pelo amor de Deus seu fresco. É só um pouco de sangue e... não sofra antecipadamente nós nem sabemos se você ainda estará aí e eu aqui. –Ela deu de ombros.

-Será que é por isso que eu ando tão sentimental esses dias? –Perguntou a fitando nos olhos e Zendaya gargalhou.

-Tá mesmo. Você inclusive falou que gosta das minhas sardinhas. Pode ter certeza que é tudo causa da TPM. Espere só até chorar sem motivo nenhum. –Ambos riram.

-Acho que foi bom isso ter acontecido. De certa forma. –Ele falou dando de ombros.

-Eu detestei. –Ela respondeu sincera e ele gargalhou.

-Não, é sério. Foi meio que um aprendizado para mim, acho que eu precisava notar algumas coisas. –Ele sorriu a fitando. –Me conta sobre você agora. Como foi a sua primeira vez? Sempre ouço as mulheres dizendo o quanto é horrível e o quanto dói e bla bla bla. Mas nunca tirei a virgindade de ninguém pra ter certeza. –Falou travesso e quando a fitou notou que a postura de Zendaya havia mudado, ela estava tensa e fitava os pés. –Daya, tudo bem? –Ele perguntou repousando a mão no ombro dela e nesse momento ela o fitou com meio sorriso tímido.

-Ah... não sei se quero falar sobre isso. –Ela disse não querendo lembrar da primeira vez, mas a bebida em sua cabeça com certeza a faria soltar a língua.

-Vamos lá, eu te contei a minha e olha que foi algo vergonhoso. –Ele falou rindo, mas no fundo estava preocupado.

-Eu nunca contei isso pra ninguém... Na verdade Jamie é o único que sabe e se não fosse por ele eu acho que eu enlouqueceria. –Ela engoliu em seco e respirou fundo.

-Okay, agora você me deixou preocupado. –Henry disse respirando fundo. –Tudo bem se não quiser contar. –Ele se aproximou um pouco mais dela e pegou sua mão, segurou-a com força.

-Se lembra do Rilley Anderson? –Ela perguntou após longos minutos presa em um silencio torturante, sua mente revivendo tudo aquilo

-O garoto metido da sala sete. Eu sempre detestei aquele garoto arrogante. –Henry falou bufando, já estava sentindo muito raiva antes mesmo de saber o que viria a seguir.

-Eu me apaixonei por ele, igual mais da metade das garotas daquela escola. –Ela riu pelo nariz. –Nós somos muito patéticas quando nos apaixonamos. –Ela revirou os olhos e ele notou que estavam marejados, apenas continuou dando a atenção a ela. –Ele resolveu me dar bola e eu fiquei achando que eu deveria ser a garota mais incrível da escola por ser escolhida por Rilley Anderson. –Ambos riram pelo nariz.

-Eu sempre o achei babaca. –Henry disse dando de ombros.

-Ele ficou me provocando com palavras e com quase beijos e aquilo foi me deixando doida, caramba além de BV eu ainda era virgem, garotas de quinze anos costumam achar que sexo é a coisa mais incrível do mundo adulto, e bom, a novidade é que não é. A coisa mais incrível do mundo adulto é quando você encontra alguém que respeite quando você não está bem e que te reconforte quando você precisa. –Ela suspirou e Henry notou uma lágrima caindo, ela rapidamente secou.

-E... –Ele a incentivou a continuar já que novamente ela ficou em silencio.

-Ele me convidou para aquela festa na casa dela, o aniversário de dezoito anos que prometia ter várias bebidas e muita bagunça. –Ela riu brevemente e balançou a cabeça negativamente.

-Eu lembro disso, Jamie ficou puto porque não queria que você fosse. Fiquei ouvindo ele resmungando sobre isso a noite todinha. –Henry riu pelo nariz e Zendaya sorriu por um minuto, mas o aperto no peito era forte.

-Ele tentou me impedir, falou várias coisas das quais eu deveria ter escutado. Mas adivinha? Eu fui e ainda menti para os meus pais que eu iria fazer trabalho e dormir na casa da Katie. –Ela sorriu triste, Henry ainda segurava a mão dela e estava com medo de onde aquela historia acabaria. Ela ficou em silencio novamente e aquilo o estava matando.

-E... –Henry insistiu.

-Ele me fez beber além da conta e me levou pro quarto dele. –Ela engoliu em seco, Henry travou o maxilar e apertou os olhos. –Eu queria que tivesse sido especial sabe. Toda garota sonha que a primeira vez vai ser algo mágico. –Ela secou as lágrimas que insistiam em escorrer de seus olhos, nessa altura Henry já não tinha mais tanta certeza se queria continuar ouvindo aquela historia. –Ele ignorou todos os meus pedidos de “eu não quero Rilley” –Ela fez o sinal de aspas. –E meteu mesmo assim. –Ela suspirou e abaixou o olhar, Henry sentiu muita raiva naquele momento.

-Daya eu... –Ele tentou falar, mas ela o interrompeu.

-Sabe, o pior não foi ele ter feito isso, o pior não foi quando ele chamou o Jordan e o Joshua pra ver. O pior não foi quando eles resolveram participar também. –Ela soluçou e agora Henry a abraçava com certa força, queria que aquilo fosse mentira. –O pior não foi me sentir suja, o pior não foi vomitar em mim mesma enquanto eles faziam aquilo. –Ela fechou os olhos e engoliu em seco. –O pior não foi descobrir que era tudo parte de uma aposta que Rilley tinha perdido e por isso iria ter que foder com a garota mais estranha da escola. O pior foi quando Jamie me encontrou no caminho de casa, o olhar que ele lançou sobre mim, DEUS! –Ela respirou fundo. –Aquele olhar me machucou mais do que tudo Henry, é estranho falar isso em voz alta. –Ela fitou Henry nos olhos, ele estava completamente tenso. –Ele me olhou tão decepcionado, era como se ele soubesse de tudo só de me olhar sabe. Foi assustador aquele olhar e eu vi isso nos olhos dele hoje e isso mexeu comigo. –Ela suspirou longamente.

-Ao menos agora eu sei o real motivo de ter ajudado ele a quebrar a cara do Rilley, sinto que não fui expulso da escola á toa.  –Ele tentou anima-la um pouco ao dizer isso, resolveu porque ela riu pelo nariz. –Jamie nunca me disse. –Ele suspirou.

-Eu o fiz prometer que seria um assunto só nosso, foi muito constrangedor ter de contar tudo para ele. Mas ao mesmo tempo foi libertador e ele me ajudou a superar tudo. Hoje é só uma pagina virada, aprendi a conviver com isso, mas me trouxe certos traumas. –Ela mordeu o próprio lábio. –Acho que por isso eu desenvolvi essa bissexualidade. Eu nunca consegui transar com nenhum cara. –Admitiu enquanto secava o rosto, já não chorava mais.

-Não é pra menos. Sinto muito que isso tenha acontecido com você Daya. –Ela a apertou mais contra si. Agora entendia o porquê de Jamie o fazer prometer ficar longe de Zendaya. -Eu sinto muito mesmo que isso tenha acontecido. –Henry repetiu e acariciou o braço dela. –Eu entendo agora o porquê Jamie se preocupa tanto com você, mas... –Ele respirou fundo. –Isso não justifica ele ter feito isso. –Apontou para o rosto dela que estava cheio de machucados variados. –Ele precisa entender que agora você é mulher o suficiente pra não cair na laia de qualquer um, você é mais forte do que ele enxerga, mais do que eu próprio percebia. E ele precisa entender que apesar de eu ser bem galinha, eu admito...-Ambos riram. –Eu nunca machucaria uma mulher, ele é meu melhor amigo e sabe disso melhor do que qualquer um, foram várias transas simultâneas. –Ele falou para provoca-la, só pra vê-la corando e foi o que aconteceu.

-ME POUPE DOS DETALHES. –Ela pediu num grito e ele explodiu em gargalhadas, estava conseguindo distrai-la com sucesso.

-O que eu realmente quero dizer é que ele deveria saber que eu nunca te machucaria e nem muito menos a magoaria. –Ele falou sincero.

-Na verdade você nunca faria nada comigo porque eu estou longe de fazer seu estilo. –Ela disse rindo e se afastou um pouco dele, Henry respirou fundo.

-Daya, isso é meio que mentira. Confesso que eu não te dava atenção, mas isso foi antes de te conhecer de verdade, foi antes de me apaixonar por aquela merda de calcinha de unicórnios. –Ele confessou e ela ficou parada fitando o mar, queria ouvi-lo repetindo aquilo e ao mesmo tempo achou que estava ouvindo demais, as borboletas começaram a dançar na boca de seu estômago enquanto seu coração se acelerava um pouco.

-Pensei que você havia falado que minhas calcinhas são de vovó. –Ela brincou para disfarçar a tensão e ambos riram.

-Mas são. –Ele umedeceu os lábios. –Mas você fica fofa e sexy com elas e eu não queria admitir isso porque isso é coisa de gente apaixonada. –Ele respirou fundo e ela engoliu em seco, pensou que fez bem por não se iludir. Henry puxou o rosto dela e a fitou nos olhos e naquele momento eles se viram como realmente eram. –Só que, MERDA. Eu estou fodidamente apaixonado. –Ele sussurrou e Zendaya sentiu seu corpo todo se arrepiando, as boletas mexendo com mais intensidade.

Ela fechou os olhos porque ele estava se aproximando, a respiração quente tocando o rosto dela, o hálito de cerveja e de repente sentiu os lábios macios se encontrando com os dela, quente e macios, aquele selinho demorado fez um choque percorrer o corpo de ambos, um choque estranho, como se tivessem colocado a mão molhada em algum lugar elétrico. Aquilo foi tão forte que assustou ambos e eles separaram os lábios.

-Caramba o que foi isso. –Ela perguntou e deu um grito, ficou de pé num pulo. –CARALHO.

Henry percebeu o que tinha acontecido e também se levantou, encarou suas mãos por um tempo e tocou o próprio rosto, sentiu dos nos ao tocar os machucados da briga. Zendaya dançou de um jeito engraçado e se jogou nos braços dele, dando-lhe um abraço apertado, Henry a girou no ar.

-Eu nunca me senti tão feliz com meu corpo como agora. –Ela falou em meio a risos.

-Isso é surreal. –Ele falou ainda não acreditando.

Colocou-a no chão, mas não deixou que ela se afastasse do corpo dele. Ele sorriu e segurou o rosto dela entre as mãos, Zendaya corou e começou a respirar ofegante, levou as mãos na cintura dele e instintivamente exerceu certa pressão ali.

-Daya eu acho que você provavelmente mereça alguém bem melhor do que eu, mas... Mas eu não quero que você arrume alguém além de mim. –Confessou num sussurro e novamente a beijou, mas dessa vez não fora um mísero selinho, dessa vez fora um beijo bem intenso, as línguas se conhecendo e disputando lugar numa briga sensual. Zendaya interrompeu o beijo e respirou fundo, ele notou que ela parecia tensa.

-Henry eu... –Ela o encarou e umedeceu os lábios. –Eu quero fazer isso, quero muito. Mas... –Ela engoliu em seco. –Acho que primeiro eu vou precisar de um tempo para pensar e...

-Nós podemos começar isso devagar. Sei que é muito cedo. –Ele sorriu compreensivo, entendia perfeitamente, esse dia havia se parecido mais com um mês inteiro, ele mesmo queria um descanso.

-Vou pegar outro voo amanhã e... –Ela sorriu. –Não conte nada disso pra Jamie, finge que você não sabe de nada.

-Okay.

-Vou descansar um pouco e quando eu voltar quem sabe à gente se esbarra e...

- Quem sabe eu te encontre na empresa e presto mais atenção em você do que no decote da secretaria gostosa do Jamie. –Ele fez uma careta engraçada, levou um tapa no braço e reclamou.

-Não pode ficar chamando as mulheres de gostosas quando acaba de se declarar para uma pessoa, ainda mais quando é uma pessoa incrível como eu. –Falou emburrada e ele riu a abraçando, beijou a testa dela.

-Vamos apenas começar de novo, leve o tempo que precisar. –Ele respirou fundo sentindo o perfume gostoso que o cabelo dela tinha.

-Obrigada por tudo isso. –Ela falou sorrindo contra o peito dele, também sentindo o cheiro bom que suas roupas e pele tinham.

Voltaram abraçados para o hotel, a felicidade era tanta que eles não conseguiam se desgrudar, sentiam-se um parte do outro de certa forma. Quando entraram no quarto Henry foi direto ao banheiro, Zendaya notou um bilhete perto da TV, notou também que Vicky já havia pegado as malas dela. Abriu o papel que tinha o nome dela encima.

“Zen minha querida amiga, eu sinto muito pelo que Jamie fez hoje e acredite estou o odiando terrivelmente por isso. Decidi ir embora para castiga-lo e conto com a sua ajuda pra isso. Eu conversei com ele e disse que eu só iria retomar o nosso namoro quando ele se desculpasse sinceramente com você, e depois disso vocês dois teriam de ir até minha casa para um almoço em família onde Jamie terá de me pedir em namoro ao meu pai.”

Zendaya parou de ler para gargalhar, pouco se importando se estava rindo alto demais a ponto de incomodar outros hospedes. Ah como ela amava Vicky, era realmente a melhor amiga que alguém poderia ter, voltou a ler.

“Mas indo direto ao ponto eu venho encarecidamente pedir, ou melhor, implorar para que você dificulte a vida dele para que ele tenha mais tempo para pensar nos seus atos e perceber que o mundo não gira da forma que ele quer. Ajude-me minha querida amiga a tortura-lo, para que ele sinta a minha e a sua falta. Eu te amo Zendaya e fico feliz que você e Henry estejam se entendendo, eu sei o quanto você sempre o quis e eu sei o que é querer muito um homem. Enfim, por favor, me ligue assim que possível para fofocarmos. Eu amo você minha querida, muito mesmo tá? Nunca se esqueça disso.”

Zendaya sorriu e apertou a carta contra seu peito como se assim estivesse abraçando Vicky. Guardou-a na mala e revezou entre arrumar suas coisas e ligar o notebook para tentar trocar sua passagem, já tinha um lugar em mente e era esse o lugar que ela mais precisava nesse momento.

Henry saiu do banheiro com a toalha branca enrolada na cintura, os cabelos bagunçados e com água escorrendo no abdômen, Zendaya travou e engoliu em seco sem conseguir desviar os olhos do corpo dele. Naquele instante ela percebeu que não se recordava mais de como Henry era quando estava nu. Ele a encarou de forma travessa e foi se aproximando dela, também percebeu que não se recordava nada do corpo dela, isso o fez parar e se sentir um pouco envergonhado, não tinha mais aquela intimidade de corpos rolando.

-Ah...eu...eu...-Ela engoliu em seco de novo e correu para o banheiro.

Henry riu daquilo e se jogou na cama por pelo menos alguns minutos, mal podia acreditar que tudo havia acabado. Nunca sentiu-se tão feliz em toda a sua vida.



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