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História Depois de você - Capítulo 32


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Capítulo 32 - Capítulo trinta e um


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Os investigadores reviam as cenas do programa o qual havia sido gravado por Mohammed, que encontrava ao seu lado nervoso, tal como Zlatan e Katherine.

— É a Zahrah, olhem bem. Como não pensamos nisso? Zaid sempre foi apaixonado, obcecado por ela, até mesmo quis se casar com ela, mas ela não aceitou. Deve tê-la sequestrado para manter sob seu poder.

— Precisamos montar um esquema para ir até os Emirados Árabes Unidos e salvá-la.

— É ela. — Zlatan conclui furioso. — Como faremos para salvá-la das mãos desse doente? — Zlatan indaga nervoso.

O investigador o encara de forma séria.

— Vamos ter que acionar a Interpol!


...

— Senhor, todas as gravações expondo a senhorita Al-Mim já estão fora de circulação, além de todas as informações sobre seu casamento, imagens, absolutamente tudo foi retirado da mídia. — Naim Samir, assessor de imprensa do poderoso sheik e um dos membros do mais alto escalão de funcionários de Zaid o informa após ter sua entrada permitda em sua sala.

Zaid, que observava a paisagem do outro lado da janela de seu escritório, imediatamente se vira, encontrando os olhos negros de seu empregado com claro alívio, era óbvio que estava aliviado, havia conseguido fazer o que ele havia ordenado, afinal se isso não tivesse acontecido, sabia que seria o próximo a dar adeus a vida.

— Ótimo, Naim, fico tranquilo e feliz que tenha resolvido o problema, problema este que nem ao menos teria existido se eu não tivesse um bando de incompetentes trabalhando para mim. — Rosna zangado. — Somente ontem tivemos grandes falhas, como na segurança do Palácio e na minha privacidade. Nenhuma emissora do país tem autorização para fazer matérias sobre minha vida pessoal.

— Correto, senhor, por isso seus advogados já entraram com um processo contra a emissora por uso indevido de sua imagem.

— Espero que isso não volte a se repetir. O que me preocupa agora é se essas notícias se espalharam para outros países...— diz para si mesmo, pensativo. Era mais do que óbvio seu medo, que os pais de Zahrah vissem a matéria. Sabia que os dois estavam atualmente nos Estados Unidos, tentando a todo custo descobrirem o paradeiro da filha, mas ele não deixaria que isso acontecesse. Tinha um enorme apreço por Mohammed e sua esposa, porém há muito tempo deseja ter Zahrah somente para si e não deixaria que nada ficasse em seu caminho, nem mesmo a consideração pelo pai dela.

— Pelo que soubemos a notícia ficou apenas nos canais árabes, senhor, nenhum veículo internacional teve acesso, foi retirado do ar antes que isso acontecesse.

— Ótimo, já que está tudo resolvido pode ir embora, agora tenho outros problemas para resolver.

— Sim, senhor, com licença.

Zaid visualiza seu subordinado deixar seu escritório e imediatamente seu olhar vai para o exame presente em suas mãos.

Resultado: positivo.

O ódio era o único sentimento presente em seu corpo. Não poderia imaginar que Zahrah estivesse grávida, principalmente do jogador.

Quando ela havia desmaiado em sua frente, ele a levou para o enorme quarto do Palácio que em sua mente estava destinado para os dois quando se casassem e esperou que ela despertasse por conta própria. Como isso não havia ocorrido, ele chamou um médico para que pudesse intervir na situação.

O famoso doutor que trabalha há anos para a família de Zaid fez perguntas para ele e recolheu uma amostra do sangue de Zahrah para mandar para o laboratório para alguns exames. Pela manhã daquele dia Zaid recebeu o resultado e sua reação não foi outra se não quebrar tudo ao seu redor, a fúria dominando todo seu ser, pois agora que havia finalmente conseguido trazer Zahrah para perto de si havia um impecilho em sua frente, mas isso não ficaria assim.

— Senhor, a senhorita acordou. — Uma das funcionárias da casa, que estava responsável por estar a disposiçãode Zahrah para o que ela precisasse, avisa seu patrão, assim como ele havia solicitado.

— Ótimo, Ameerah, já vou ter com ela.

Ele recolhe o exame de sua mesa de madeira escura e deixa o escritório, caminhando pelos longos corredores daquele imponente Palácio.

Demora alguns minutos, porém logo ultrapassa a gigante porta do quarto, visualizando Zahrah sentada na cama, olhando para o nada.

— Que bom que acordou, meu amor, como se sente? — Indaga,se aproximando dela com cautela e sem nunca deixar de encará-la.

Ela o olha com o mais puro desdém.

— Como acha que estou? Estou longe da minha casa, dos meus pais, do meu país, do homem por quem sou apaixonada…. — demonstra seriedade em sua voz, arrancando uma carranca dele.

— Aquele país de perdições nunca foi o seu país, ao contrário, aqui é. Sua casa? Não precisa dela, posso ter dar quantos imóveis você quiser. Seus pais você os verá novamente, não se preocupe, mas não por agora, já quanto aquele jogador esqueça-o, pois não o verá novamente, você não nasceu para ser esposa de um mero jogador, Zahrah, nasceu para ser a futura sheihka dos Emirados Árabes Unidos, essa ideia não lhe fascina? Nossas famílias são poderosas, imagina a vida que poderíamos ter juntos? — Lhe sorri e ela nega com a cabeça.

— Está louco, você é louco, não quero nada com você, não sinto nada por você, só quero ir embora daqui.

— Eu sei que você pode me amar, Zahrah, mas enquanto isso não acontece não se preocupe que tenho amor suficiente para nós dois.

Zahrah só conseguia encará-lo e ver uma pessoa doente a sua frente, como alguém poderia tentar forçar outra pessoa a ficar com ela sem amor, sem a presença de sentimento algum? Lhe parecia um absurdo tudo aquilo e era.

— Mas agora quero conversar sobre outra coisa com você. — a olha com seriedade e ela o olha confusa, sem entender a que ele se referia — eu sei que está grávida.

Ela arregala os olhos, ele não deveria saber daquilo, não poderia ter descoberto, pois não sabia o que ele seria capaz de fazer com seu filho. Ante isso, tenta fingir.

— Eu? Grávida? É claro que não estou. — Tenta ao máximo passar verdade com seu fingimento.

Ele ri sem humor e logo joga o exame a sua frente, fazendo com que ela pegasse o mesmo com as mãos trêmulas.

— Não adianta mentir, eu já sei de tudo, a prova está aí.

— Não… — rapidamente ela se levanta da cama e se afasta dele.

— Como pôde engravidar daquele jogador, Zahrah? Ele não a merece. Poderíamos ter nossos próprios filhos, filhos esses pertencentes à realeza árabe. — Nega com cabeça — agora o que vamos fazer quanto a isso?

— Afaste-se de mim, no meu filho você não toca. — Grita.

— Não se preocupe que não farei nada por enquanto, deixarei que tenha uma gestação calma, agora quando esse bastardo nascer, irei entregá-lo para adoção e teremos nossos próprios filhos. Não irei criar filho de outro! — Rosna, a puxando para ele e segurando seu maxilar, fazendo com que ela o encare.

— Não...— sussurra.

— É claro que farei isso. Tem sorte por eu não fazê-la abortar essa coisa agora. — diz e a joga na cama. Zahrah cai sentada, chorando. — Em alguns minutos virão algumas mulheres de minha família para ver com você os detalhes finais do nosso casamento. Será o melhor dia de nossas vidas, meu amor.

Dizendo isso ele deposita um beijo na testa dela e logo deixa o quarto.

...

— Então quer dizer que ela foi sequestrada por esse tal de Zaid e levada à força para os Emirados Árabes? — Lucy, secretária e amiga de Zahrah, indaga incrédula a Zlatan e os pais de Zahrah. Havia ido encontrá-los para dar uma força e se colocar à disposição para o que precisassem e recebe essa bomba.

Zlatan se mantinha cabisbaixo em seu canto, sentia-se impotente por ver tudo acontecendo ao seu redor e não poder fazer nada. Havia ido treinar naquela manhã, pois estavam se aproximando alguns jogos importantes, porém foi com pouco ou nenhum entusiasmo. Era nítido para todos que Zlatan já não é mais o mesmo há tempos, desde que sua amada havia sido sequestrada. A notícia do sequestro de Zahrah Al-Mim já havia sido noticiado nos mais diversos veículos midiáticos dos Estados Unidos e muitas figuras públicas com quem a empresária possuía um relacionamento próximo se colocaram à disposição para qualquer coisa que a família precisasse. Cristiano Ronaldo e Florentino Pérez foram alguns deles.

— Sim, minha querida, aquele crápula levou minha filha. — Katherine diz inconsolável. Há dias não dormia e não se alimentava direito com o pensamento sobre o que ele estaria fazendo com Zahrah, se ela estava sendo tratada bem, se estava comendo ou dormindo direito, se o bebê estava bem, eram várias perguntas.

— Mas e agora? Como vão fazer para resgatá-la? — Pergunta curiosa.

— A polícia americana está em contato com a Interpol e a polícia árabe, irão criar um esquema de resgate. — Zlatan responde.

— Meu Deus, que tudo dê certo! — Ela diz, com as mãos juntas.

— O que me preocupa é o fato de ele ser alguém importantíssimo em seu país. Tenho o leve pressentimento que ele não irá sofrer nenhuma punição em relação a esse crime. — Mohammed diz. Conhecia muito bem as leis de seu país para saber daquilo.

— Bom, se a lei não fizer nada, preparessem porque provavelmente eu irei preso, pois irei fazer justiça com as próprias mãos. Posso ficar na prisão, mas ileso esse homem não sai. — Zlatan afirma com confiança presente nos olhos escuros.

...

A porta do quarto do Palácio onde Zahrah estava instalada se abre e uma comitiva de quatro mulheres trajadas em vestes típicas e visivelmente caras adentram o local, recebendo imediatamente a atenção da americana que encarava o céu através da janela .

Notando a feição curiosa e confusa da estrangeira, elas logo tratam de se apresentar.

— Sou Hana, mãe de Zaid, essas são Aisha, minha filha, e minhas noras Jamile e Daniela. Daniela é uma ex-diplomata brasileira, que trabalhava em um dos escritórios da embaixada do Brasil aqui nos Emirados Árabes, conheceu meu filho do meio Samir, se apaixonaram e em breve se casarão, já Jamile é casada com meu terceiro filho, Zyan — a mais velha diz com um largo sorriso presente nos lábios e Zahrah permanece quieta, não tinha nada para falar. ㅡ Meu filho Zaid disse que você precisava de ajuda com os preparativos do casamento e nos convidou para ajudar com tudo, fico muito contente por ajudar. ㅡ diz solícita ㅡ Quando meu filho disse que você já estava começando a fazer os preparativos do casamento me apressei em pedi-lo para falar com você para me deixar participar, afinal sou a mãe do noivo.

Zahrah escuta ela falar cheia de si, porém nada diz.

ㅡ Bom, podemos começar? Ainda há muito a ser visto para o casamento ㅡ Aysha sugere e as outras concordam, porém Zahrah as encara com pavor.

— Vocês têm noção de que eu não estou aqui de boa vontade, não é mesmo? Eu fui sequestrada, retirada do meu país e trazida para cá e agora estou sendo forçada a me casar com alguém que nem ao menos suporto olhar. — Diz na defensiva e elas a olham com um pouco de pena. Sabiam como Zaid agia, e não podiam fazer nada quanto a isso. Pensavam que quanto mais cedo Zahrah aceitasse aquilo tudo, melhor seria para ela.

A funcionária da casa traz alguns pratos típicos do país para que elas possam comer e todas sentam-se no confortável sofá do quarto a olhando.

ㅡ Eu queria dizer que tive uma ideia fantástica. ㅡ Hana diz de repente, ganhando a atenção de todas as outras presentes. ㅡ Daniela também se casará em breve e obviamente que estou à frente de toda organização. Pensei se não seria uma boa ideia realizar os dois casamentos juntos? ㅡ sugere fazendo com que tanto Zahrah quanto Daniela ficassem desconfortáveis com a insinuação.

ㅡ Que proposta incrível, sogra! ㅡ Jamile se pronuncia, levando Daniela a encará-la com irritação e Hana a olhá-la com satisfação.

ㅡ Pois eu não acho e acredito que Zahrah também não. ㅡ A brasileira se apressa em dizer levando sua futura sogra e cunhada a encará-la com brilho flamejante de raiva no olhar, contudo não se abateu.

ㅡ Posso saber o porquê? ㅡ A mais velha pergunta.

ㅡ Simples, o casamento é um dos dias mais importantes na vida de uma mulher, é o dia especial dela e ela é a estrela. Um casamento duplo não é o ideal pois não quero ofuscar o brilho de Zahrah e não quero ser ofuscada também, garanto que ela concorda comigo, não é Zahrah? ㅡ pergunta e a empresária as encara com raiva.

— Para começo de conversa eu nem ao menos pretendo me casar com Zaid. — Expõe.

— Enfim, no final a noiva é o centro das atenções, em um casamento duplo nós dividiríamos as atenções e para nós mulheres que somos vaidosas isso está fora de cogitação. — Daniela continua, Zahrah havia notado que a brasileira era realmente dura na queda, ao contrário das mulheres árabes que normalmente não costumavam bater de frente com as futuras sogras.

ㅡ Eu ainda acho uma boa ideia. ㅡ Hana é irredutível em sua opinião, porém ela não sabia que encontrou uma competidora à altura. Se ela é teimosa, sua futura nora é duas vezes mais.

ㅡ Minha querida sogra, não quero ser desrespeitosa, mas o casamento é meu e de seu filho, cabe a nós dois apenas decidir o que queremos ou não para o nosso dia especial. ㅡ Daniela explica deixando a futura sogra vermelha de raiva.

ㅡ Jamile me deixou ajudar com casamento dela e Zyan, na verdade deixou toda a organização em minhas mãos. ㅡ diz a fim de desestruturá-la, entretanto a noiva não era do tipo que buscava agradar ninguém.

ㅡ Bom, isso foi uma escolha dela, eu ao contrário, quero estar à frente de todos os detalhes do meu casamento. ㅡ friza o pronome possessivo e Jamile e Hana se entreolham em invisível desconforto e pareciam conversar através do olhar.

Zahrah não deu importância alguma para o que elas discutiam, apenas sabia que não se casaria com Zaid de maneira alguma. Não sabe o que fará, apenas reza para que um milare aconteça antes que isso possa chegar a ocorrer.



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