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História Depois de você. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Boa noite mina!

Então, eu estava de boa aqui em casa e senti a nescessidade de escrever essa história para vocês. Imagino ela com poucos capítulos, mas vai que a imaginação fica fértil?
🤣🤣
O primeiro cap vai ser narrado pela Sakura.
E de suma importância que ela narra ele, pois é esse cap que vai guiar toda a história da fic.

Também vou trazer a Sakura mais "humana", em relação ao corpo e problemas do dia a dia.

Espero realmente que gostem e o comentário de vocês ser a muito importante. Quero muito continuar essa fic e nescessito do feedback de vocês, ok?

Então... não leitura ♡

Capítulo 1 - Como chegou ao fim.


Fanfic / Fanfiction Depois de você. - Capítulo 1 - Como chegou ao fim.

                                                  By.: Jasminery


Olá, meu nome é Sakura Haruno. Tenho 26 e a um ano atrás terminei um relacionamento de 10 anos. Sim, 10 anos! Desse relacionamento, nasceram meus dois meninos, Takeshi de 7 anos e Hiro de apenas 2 anos. Ao contrário do que você pode imaginar, meu relacionamento com Sai não acabou porque o amor acabou, ou por que fui traída ou simplesmente abandonada. Longe disso! Eu o amava e o amo até hoje, e acredito que ele também tenha me amado, de um jeito bem torto, mas amou. Porém um relacionamento não vive apenas do amor entre duas pessoas, mas também de confiança, amizade, companheirismo, respeito e muito mais... e todas essa coisas todas faltavam entre agente. 

Eu acho até que posso dizer que vivia em um tipo de relacionamento abusivo. Essa palavra está na moda, não é?! Pois é, nunca pensei que usaria ela em algo relacionado a mim. 

Mas enfim, eu realmente tentei. Não uma ou duas vezes, mas por dois ou três anos. Eu dava tudo de mim ao homem que eu amava, ao homem que eu pertencia dês dos meus 15 anos. Sai foi meu primeiro namorado, meu primeiro homem na cama, meu primeiro melhor amigo, meu primeiro tudo. 

Estive com ele dês dos meus 15 anos, por longos 10 anos.... céus, eu estive com ele a minha vida toda. 

Então por isso, já devem imaginar o quanto eu fiquei perturbada esses últimos anos até tudo finalmente chegar ao final, né?! 

Ver meu relacionamento morrer aos poucos, sem forças para dar um basta, olhando para os meus dois filhos e pensando neles. Eu cresci sem pai, e minha mãe, bom... digamos que eu me criei sozinha. Aos 16 anos abandonei a escola e fui trabalhar pra juntar dinheiro e aos 17 anos eu e Sai fomos morar juntos nos casamos oficialmente quando fiz 18 anos. E só pra constar, eu tinha a emancipação des dos 16. 

Tudo o que eu queria era uma família. Tudo o que eu mais queria era ser feliz. E ver que o meu conto de fadas estava chegando ao fim, doeu. Doeu de uma maneira que eu não sei explicar. E nesse tempo em que eu via todo o meu esforço ir por água a baixo, eu olhava os meus filhos e pensava em tentar mais uma vez, por eles. Eu não queria que a história se repetisse. Eu não queria que eles vivessem sem o pai. 

Meu ex marido os amava, mas eu nunca pude fazer aqueles textos no Facebook no dia dos pais falando o quão bom ele era pros meninos. Pois ele não era! Sai nunca quis ser pai e mesmo aceitando os meninos e os assumindo, eu via em seus olhos que aquilo não era a praia dele. Ele perdia a paciência fácil e as vezes até ignorava os meninos. Suas séries e seu vídeo game eram bem mais importantes. Se alguém fizesse pelos meninos, pra ele era ótimo, pois não se sentia na obrigação de ter que fazer também. Sai dava carinha a eles quando queria, e qusndo isso acontecia, nas raras ocasiões, ai sim eu o via como pai. E por esse motivo, mais medo eu tinha de uma separação. Porque se morando junto ao pai os meninos não o tinham, imagina longe? Eu sei como é ser desprezada por um pai, não queria isso pra eles.

E o medo de me arrepender depois? Perceber que o amava e que fui burra em acabar com tudo? Mas se eu estava tão infeliz ao lado dele, o melhor não seria terminar e me dar a chance de tentar ser feliz? Sabe aquela frase "ruim com ele, pior sem ele"? Ela vivia rondando em minha mente nessa época. Eu sabia que estava errada em pensar assim, mas convença minha mente do contrário.

Eu também me perguntava se esse medo todo que eu sentia era por amar mesmo ele, ou se era apenas pelos meninos ou simplesmente por costume. 

Oras, estávamos juntos a tanto tempo. Desde quando eu tinha  acabado de virar uma adolescente que ainda cheirava a talco de neném. 

Passei minha vida ao lado dele e pensar que do nada eu iria acordar sem ele ao meu lado, me assustava, me assustava muito. Então era amor ou apenas o costume de ter aquele alguém ao meu lado?!

Eu o amava tanto!

Eu apenas pedia para que ele me tratasse como esposa. Eu sei que ele nunca quis casar no papel, nunca quis filhos, mas eu não fiz nada sozinha. 

Ele dizia que não queria casar mas me pediu em noivado, me levou pra morar com ele e quando descobriu a gravidez, ele quis me dar seu sobrenome. 

Céus, agora que penso, será que ele quis casar mesmo? Ou simplesmente fez por pura pressão por ter que "fazer o certo"? Acho que a segunda opção. Lembro-me que antes de entrar-mos o salão onde a cerimônia ia ser realizada, o vi tomando um copo cheio de 51. A única cachaça disponível no momento. Sim minha gente, acho que ele só conseguiria casar estando alto pelo álcool. Como eu fui burra, estava tão feliz e apaixonada que não me importei com isso no momento. 

Ah... mas não foi apenas isso que fez com que eu tomasse a decisão de acabar com tudo. Depois que eu engravidei, minha sogra se transformou em outra pessoa. De anjo a demonio num estalar de olhos.

Ela se intrometia em nossa relação e Sai apenas aceitava. Brigavanos sempre e ele não me defendia e por muitas vezes, apenas para manter o bom relacionamento eu pedi desculpas, mesmo achando que não estava errada ou que não tivesse nescessidade. Mas no meu último ano de casada, as coisas só pioraram. Minha ex sogra enchia a cabeça dele de merdas "sutis" contra mim e foi aí que eu percebi que ele era extremamente influenciável pela mãe.

Eu sempre fui meia esporrenta sabe? Nunca levei desaforo para casa, mas nunca fui de humilhar ninguém. E ele nunca reclamou desse meu jeito, porém só foi eu escutar da minha sogra em uma discussão com ela que eu gostava de humilhar os outros e que arrumava confusão sem nescessidade que ele passou a usar isso contra mim também. Um dia eu cheguei em casa reclamando que não consegui resolver um problema com o plano de saúde dos meninos e eu estava tão irritada com isso que falei alguns palavrões e ele apenas falou: espero que você não tenha falado assim com o atendente, porque não se fala assim com ninguém Sakura."

Oi?

Eu não levava desaforo para casa, mas eu só fazia isso quando as pessoas pisavam no meu calo e eu tinha total consciência que o atendente não tinha nada haver com o sistema falho do plano. E isso me magoou muito, sabe?!

Logo depois comecei a perceber que a família dele sabia mais sobre a vida dele que eu mesma. Ele até tomou a decisão de nos mudarmos de cidade sozinho, sem nem perguntar o que eu achava e quando eu o questionei, ele me contou que conversou com os pais dele e chegaram a conclusão que se mudar para uma outra cidade seria melhor pros nossos filhos.

Mas EU era a esposa, tinha que ser uma decisão nossa né?! 

Então ele, que já não era muito de conversar, passou a conversar menos ainda. E eu passei a me calar também. 

Não me sentia mais sua esposa. Apenas mãe dos filhos dele. Não me sentia mais importante ou desejada. Por mais que quando se falava em sexo, opa, ele nunca deixava a desejar. E esse era o único momento em que eu me sentia uma mulher amada e desejada. Eu era gostosa aos olhos dele e ele nunca deixou de me falar isso, mesmo depois de duas gestações. Mas era só isso.

Eu nunca fui pra ele a "mulher incrível que era só dele".

Um dia o perguntei sobre minhas qualidades e ele apenas não soube me dizer nada. Disse que não era assim, que era algo que se falava em um determinado momento e não era aquele. Run... eu nunca soube se tinha algo que ele se orgulhava em mim.

Então eu comecei a me fechar mais e mais. Comecei a perceber tudo o que estava errado. As pequenas mentiras, as pequenas ignorâncias, os pequenos "foda-se" que ele me dava. 

Percebi que éramos ótimos quando conversávamos de banalidades como dois grandes amigos, mas que éramos péssimos como casal.

E eu mudei tanto por ele.

Aquela garota inocente, feliz, animada e boa se perdeu com o tempo. Acabei de tornando fria, impaciente, cínica e debochada.

Antes eu amava sair e me divertir, mas ele nunca gostou, então passei a viver trancada dentro de casa. Eu amava dançar, mas a última vez que dancei, foi quando completamos 1 ano de namoro e eu fui para uma festa de uma prima minha em outra cidade sem ele. 

Por causa disso, eu nunca fui a uma boate, acreditam? Não sabia o que era encher a cara e nem como era ver o nascer do sol na praia, depois de uma noite de diversão. 

Perdi todos os meus amigos para me tornar amiga dos amigos dele. Vivi para ele e meus filhos, até me perder na mais profunda escuridão. Na mais profunda escuridão que habitava dentro de mim.

Até que um dia eu finalmente disse:




- Chega!


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Até a próxima 😘


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