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História Depois de Você - Capítulo 17


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, gente...

Mais um capítulo pra vocês cheio de revelações e muito, muito amor. Eu disse que era só uma fase e que o Naruto, com o tempo, ia mudar ❤❤❤.

Espero que gostem.

Beijos e ótima leitura.

Capítulo 17 - Capítulo 16


Fanfic / Fanfiction Depois de Você - Capítulo 17 - Capítulo 16

Depois de Você

Capítulo 16 


Amar

É quando não dá mais pra disfarçar

Tudo muda de valor

Tudo faz lembrar você

Amar

É a lua ser a luz do seu olhar

Luz que debruçou em mim

Prata que caiu no mar


Suspirar sem perceber

Respirar o ar que é você

Acordar sorrindo

Ter o dia todo pra te ver…


Roupa Nova 




Se você imaginou que eu beijaria Hinata ao me declarar para ela, desculpe decepcioná-lo. Não era que eu não o quisesse, eu queria e muito. Mas, no fundo, eu ainda tinha medo.

Talvez fosse besteira da minha parte ter medo de um simples beijo, mas a verdade era que, por mais que tudo em mim, desejasse muito aquele momento, ao olhar para Hinata ali em meus braços, eu senti que ela não estava preparada. Eu não iria forçá-la. Então, reuni todas as forças que tinha, apertei-a contra o meu corpo por um instante e depois beijei-lhe a testa. Eu esperaria pelo momento certo.

Hinata chegou a tremer em meus braços e eu senti isso. Senti sua respiração descompassada, seu coração disparado e vi que ela ainda tinha reservas.

— Calma, não precisa ter medo de mim — sussurrei, aspirando o seu cheiro.

Senti suas lágrimas molharem a minha camisa e tive certeza: esperar foi a melhor decisão.

— Eu nunca vou te forçar a nada, ouviu bem? — disse, confortando-a com carinho.

Eu a entendia. Hinata passou por um trauma muito grande quando o ex noivo tentou estuprá-la. E por mais que ela sorrisse e levasse a vida normalmente, era diferente ao se tratar de um novo relacionamento.

— Me desculpa — pediu chorando.

E as lembranças daquela noite em que eu a encontrei sob o domínio do ex noivo, toda machucada e vulnerável, me fizeram querer protegê-la com todas as minhas forças.

— Eu sei, eu entendo. Não chore — disse, limpando seu rosto.

Apesar de ser uma mulher forte e ter suportado todas as minhas grosserias, ela ainda era uma menina aos meus olhos. Uma menina tão doce que eu magoei tantas vezes. Como eu me arrependia… 

— Venha, vamos para casa — falei, enquanto a levava de volta para a sorveteria.


Era sete e dezoito quando parei com o carro em frente à sua casa. Apesar do momento mais tenso que tivemos um pouco antes, o sorriso lindo que eu aprendi a amar estava ali em seu rosto.

— Muito obrigada pelo passeio, Naruto. Esse foi um dos melhores dias da minha vida — disse com os olhos brilhantes.

Vê-la tão feliz naquele momento, me deixou radiante por dentro. Eu estava vivendo de novo.

— Um dos melhores com certeza, pois saiba, senhorita, que ainda terão outros melhores ainda — falei, dando-lhe o meu melhor sorriso.

Ela abriu a boca surpresa e logo me retribuiu o sorriso, mas foi o seu rosto corado que me chamou a atenção.

— Deixa eu entrar, meus pais devem estar preocupados — disse e destravou o cinto de segurança.

Dei um jeito de sair primeiro que ela e correr para lhe abrir a porta. Hinata sorriu ao me ver de mão estendida para ajudá-la. Caminhamos até o portão e ela tocou o interfone.

— Sou eu — disse assim que atenderam.

Um tempo depois, a mesma adolescente de mais cedo, veio junto a uma elegante senhora nos receber.

— Boa noite — disse a Senhora Hyuuga, me cumprimentando com toda gentileza.

— Naruto, essa é minha mãe, Hana Hyuuga — falou Hinata a apresentando a mim.

— Muito prazer, senhora — disse e me curvei.

A mãe de Hinata parecia bastante com ela.

— Me desculpe não ter podido conhecê-lo mais cedo, Senhor Uzumaki. Precisei sair com meu sobrinho para resolver algumas pendências.

— Não tem problema, Senhora Hyuuga. Fico feliz em estar conhecendo-a — respondi com cortesia.

Ela olhou de mim para a filha e logo nos deu privacidade.

— Hanabi, vamos, preciso de ajuda com o jantar — falou, chamando a filha mais nova que me encarava com um sorriso suspeito.

— Mas a senhora já fez quase tudo — respondeu a menina sem rodeios.

Hinata parecia constrangida com a situação.

— Sem reclamações, Hanabi — disse a olhando séria. — Boa noite, Senhor Uzumaki, foi um prazer conhecê-lo. Volte mais vezes — disse, segurando no braço da filha mais nova que saiu protestando.

— Mas eu queria ficar, mamãe.

— Deixe sua irmã e o Senhor Uzumaki conversarem.

Ao meu lado, Hinata morria de vergonha.

— M-Me desculpe, Na-Naruto. Hanabi é meio impulsiva — falou, se desculpando.

Sua mãe e sua irmã seguiram para dentro, enquanto as olhávamos.

— Está tudo bem, minha mãe faria a mesma coisa — disse para acalmá-la.

De repente, eu fiquei um pouco sem jeito de me despedir de Hinata. Como eu disse, a única namorada que tive foi a Sakura e eu não sabia como agir naquela situação.

Enfiei as mãos nos bolsos da calça e tomei coragem para dizer algo:

— É… Obrigado pelo dia. Sua companhia foi especial para mim — disse, enquanto me balançava.

Hinata assentiu e sorriu com doçura. Foi então que eu tomei uma atitude:

— Então tá! Até segunda, Hinata — falei e olhei em seu rosto.

Hinata me olhou e também se despediu:

— Até segunda, Naruto.

Tirei uma mão do bolso e segurei sua mão direita como se fosse cumprimentá-la.

— Tchau — disse e a puxei para mim, beijando no cantinho da sua boca.

Foi uma tentação muito grande, mas eu resisti.

Soltei-a devagar e caminhei lentamente para o carro. Hinata entrou, fechou o portão e eu buzinei me despedindo. Meu coração quase parou de bater.

Liguei o rádio do carro e fui embora cantando. Eu parecia um adolescente de tanta euforia.


No dia seguinte, quando cheguei para o meu plantão, meu sorriso era visível a quilômetros de distância. Shikamaru notou meu estado de ânimo e tive que contar para ele tudo o que aconteceu no sábado entre mim e Hinata. Ele riu de algumas coisas, principalmente de quando eu disse que saí para tomar sorvete com ela.

— Quer dizer que o sargento rabugento arrumou uma namorada, é? — perguntou e caiu na gargalhada.

— Ora, seu idiota, eu nunca fui rabugento — rebati nervoso enquanto ele ria.

— Só por alguns meses, sargento. Acredite, a babá é uma santa por ter te aturado. Eu já teria te mandado para o inferno há muito tempo — falou com deboche.

Parando para pensar, eu realmente tinha sido um babaca com Hinata. Tive que ouvir as piadinhas do Shikamaru calado.

Aquele foi o plantão mais longo da minha vida. Eu estava louco para chegar em casa, mas parecia que o tempo não cooperava comigo. E quando deu sete horas da manhã e finalmente fomos liberados, eu corri o mais rápido que pude em direção a minha casa.

Quando o carro enfim parou na garagem, eu mal me reconhecia. Estava ansioso e com um sorriso imenso no rosto.

Caminhei até a porta, apressado, e a abri um pouco aflito. Inspirei o ar assim que entrei em minha casa e logo o perfume doce de Hinata veio até mim.

— Bom dia! — disse ela vindo me receber.

Meu coração disparou em meu peito.

— Bom dia! — respondi e caminhei até ela a abraçando.

Dei um beijo em minha filha que estava em seu colo e também um beijo na testa de Hinata.

— A Senhora Mebuki acabou de trazê-la. Parece que essa garotinha acordou bem cedo hoje — falou, me entregando minha filha.

— Coisa mais linda do papai! — exclamei ao pegá-la no colo.

Fomos para a cozinha, onde Hinata preparava o café. Ficaria um pouco com elas e depois iria para a cama.

Hinata e eu conversamos sobre o nosso domingo enquanto ela dava um mingau a Sayuri.

— Meu domingo foi mais ou menos. Tivemos algumas ocorrências e, no mais, foram apenas rondas — contei enquanto ela me olhava.

Depois que terminei o café, me despedi de Hinata e de minha filha, e fui para o quarto dormir um pouco.

Tomei um banho, vesti uma roupa leve e não demorou para pegar no sono. E adivinha? Sonhei novamente com Hinata.

Acordei ofegante e todo sujo de gozo.

— Puta que pariu! — exclamei indo até o banheiro.

E mais uma vez eu gozava dormindo ao sonhar com Hinata. Precisava resolver aquilo urgentemente.


Os dias se passaram e meu relacionamento com Hinata estava cada vez melhor. Ela já tinha mais confiança ao ser abraçada, mas o tão esperado beijo eu ainda não havia dado.

Quando contei ao Itachi que estava tentando um relacionamento com Hinata, ele ficou muito contente. Itachi me disse que eu finalmente havia superado o luto, mas quando contei a ele sobre o medo de Hinata e o que ela passou com o ex noivo, ele concordou plenamente com a minha decisão de esperar pelo tempo dela.

— No momento certo ela vai estar preparada para seguir em frente. Dê tempo a ela, cada um tem sua forma de lidar com os problemas internos — disse sério quando lhe contei.

Uma semana havia se passado desde o nosso encontro e a cada novo dia ao lado de Hinata era uma nova descoberta em minha vida.

Descobri que amava o seu perfume e que ele me acalmava. Sempre que eu chegava em casa, a primeira coisa que eu fazia era abraçá-la apenas para sentir o seu cheiro.

Outra descoberta que fiz foi que Hinata tinha alguns gostos semelhantes aos meus. Um deles era cuidar do jardim. Quando eu estava em casa de folga, adorava tirar um tempo para cuidar das minhas plantas. E qual não foi a minha surpresa ao ver que Hinata também tinha os mesmos hábitos.


Era sexta-feira e eu estava quase saindo para trabalhar como de costume. Hinata chegou às quinze para sete, mas percebi que ela parecia um pouco nervosa. Não perguntei nada a ela, dei-lhe um beijo no rosto, beijei minha filha e segui para o trabalho. No entanto, durante todo aquele dia fiquei preocupado.

O final de semana passou e aquela preocupação com Hinata persistiu até na segunda-feira. Fazia quinze dias desde que eu havia me declarado para ela e até o momento seguimos no ritmo dela. Eu estava decidido a esperar pelo tempo de Hinata e assim permanecia tranquilo. Só fui ficar sossegado quando a vi chegando. Ela estava mais serena, o que deixou aliviado.

Naquela tarde, eu tinha marcado com o Shikamaru de sair um pouco para jogar futebol com os amigos. Prometi a Hinata que chegaria até sete e meia da noite, e, depois, eu queria dar um passeio com ela e a Sayuri.

O jogo com os rapazes foi muito divertido, fazia tempo que eu não saía e me divertia com os amigos. E, para a minha surpresa, eu estava muito enferrujado. Meu time perdeu feio.

Voltei para casa antes das sete e mesmo todo dolorido, estava ansioso para o meu passeio com Hinata. Eu queria levá-la ao parque e aproveitar a noite com ela e com minha filha.

Enquanto eu me arrumava, Hinata e Sayuri já estavam prontas na sala me esperando. E quando eu as vi, meu coração se encheu de alegria.

— Vamos? — chamei-a levando o carrinho da Sayuri comigo.


Naquela noite, eu estava mais ansioso do que de costume. Hinata estava tão linda de vestido branco que ela mais parecia um anjo. Tudo nela era perfeito.

Assim que chegamos, desci do carro e ajeitei o carrinho da Sayuri. Peguei minha filha da cadeirinha e a coloquei em seu carrinho. Nossa noite estava apenas começando.

O parque não estava cheio, mas havia gente o bastante aproveitando a noite. Comprei algodão-doce para Hinata, ganhei um urso no jogo de argolas e no tiro ao alvo um sapo de pelúcia enorme.

— Para você — disse o entregando para Hinata.

Seus olhos brilharam ao ganhar o presente.

— É lindo, Naruto! Obrigada — agradeceu enquanto abraçava a pelúcia.

Continuamos andando e decidi pararmos para comer alguma coisa.

Deixei Hinata com Sayuri sentada num banco enquanto eu ia até uma das barraquinhas comprar um bom lanche. E depois de comermos e aproveitarmos bastante o passeio, Sayuri dormiu e decidimos ir embora.

Segui em direção a casa de Hinata. Queria levá-la primeiro, pois já era quase nove horas da noite.

Quinze minutos depois e já estávamos em frente a sua casa.

— Chegamos, senhorita — falei sorrindo para ela.

Sayuri dormia tranquila e eu estava muito feliz depois de tanto tempo.

Hinata e eu descemos do carro, e eu a levei até o portão.

— Pronto, está entregue sã e salva — disse e coloquei uma mecha do seu cabelo atrás da sua orelha.

Hinata sorriu para mim e meu coração disparou.

— Naruto, muito obrigada. Você tem feito dos meus dias os mais felizes e eu me sinta segura ao seu lado — confessou me olhando nos olhos.

— Pois eu é que agradeço, você não sabe o quanto me fez bem desde que chegou em minha vida — declarei e a puxei para mais perto. — Hinata, eu me apaixonei por você há muito tempo, eu só demorei um pouco para perceber isso.

Ela me olhou com os olhos marejados e, então, me disse o que eu tanto esperei para ouvir dela:

— Pois saiba que você me conquistou, Naruto. Eu também me apaixonei por você — sussurrou com doçura.

Naquele momento, eu não vi mais nada. O tempo parou à nossa volta e tudo o que existia era apenas eu e ela.

— Hinata — sussurrei de volta.

Hinata fechou os olhos e ali eu tive certeza: ela estava preparada para me receber em sua vida.

Segurei em seu rosto com o máximo de delicadeza e, fechando meus olhos, colei nossos lábios num beijo.

Nem em todos os meus sonhos eu poderia imaginar um momento tão perfeito quanto aquele. Hinata tinha um sabor tão viciante que eu me perdi totalmente em seus lábios. Juntei nossos corpos e senti a textura de sua pele macia enquanto acariciava suas costas. Enfiei a mão em seus cabelos e segurei em sua nuca. Ela se entregou a mim por inteiro.

Fui parando o beijo aos poucos e suguei seus lábios com desejo. Encostei minha testa na dela e fiquei assim até nos acalmarmos.

— Obrigado — sussurrei só para que ela ouvisse.

— Obrigada você, Naruto — sussurrou de volta e me abraçou.

Ficamos ali abraçados por um bom tempo até que nos despedimos num beijo. Hinata pegou o seu presente e sorrindo para mim, entrou pelo portão adentro.

Segui para casa me sentindo leve. Minha filha continuava dormindo tranquilamente e, pela primeira vez depois de muito tempo, eu fiz uma oração:



— Deus, muito obrigado por ter me enviado Hinata. O Senhor levou minha Sakura, mas mandou um anjo para cuidar de mim quando eu mais precisei.

Foi ali que eu percebi: eu havia vencido minha noite mais tenebrosa. Um novo tempo se iniciava em minha vida.


Notas Finais


Amores, obrigada de coração. Vocês são maravilhosos.

Se quiserem deixar aquele comentário prometo responder a todos, viu?

Abraços
Danielle


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