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História Depois de Você - Capítulo 18


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Notas do Autor


Voltei!!!
Mais um capítulo pra vocês, viu? Agora faltam 6 capítulos pra terminar a história.

Espero que gostem 😊😊😊.

Beijos e ótima leitura.

Capítulo 18 - Capítulo 17


Fanfic / Fanfiction Depois de Você - Capítulo 18 - Capítulo 17

Depois de Você

Capítulo 17


 “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa



Sabe o que é felicidade? Pois é, eu descobri que poderia ser feliz de novo depois que conheci Hinata.

Já tinha quase oito meses que ela estava trabalhando em minha casa e minha vida mudou de forma assustadora. Às vezes, eu parava para pensar em minha vida e ficava me lembrando de tudo o que passei depois da morte da Sakura. Eu tinha me tornado um alcoólatra, depressivo, tinha dificuldade de aceitar a minha filha e cheguei ao ponto de desejar a morte. Mas depois de tudo isso, Hinata entrou em minha vida e mesmo não merecendo, mesmo que eu a tratasse mal, ela suportou tudo isso por amor a minha filha. Passei a ser mais grato depois de tudo, pois eu reconheci todos os meus erros e fazia de tudo para vê-la feliz a cada dia.

Por isso, quando eu tomei a decisão de pedir aos seus pais, permissão para namorá-la, eu pensei que fosse ter um colapso nervoso. Não era a minha primeira vez. Eu não era mais um garoto. Pelo contrário, eu já estava com quase 28 anos e ainda assim estava sendo uma novidade. Novidade essa que ainda me deixava muito nervoso.

Então, combinei com Hinata que, na noite de 30 de abril, iria “enfrentar”, se posso dizer assim, o vice-prefeito que, ao meu modo de ver, era um homem muito sério. Claro que já tínhamos conversado, já que, no dia em que levei Hinata para o piquenique, fui buscá-la em casa. Mas agora a situação era outra. Eu não estava indo como um mero “amigo” para conversar com os seus pais e dizer que iria levá-la a um piquenique com a minha filha. Eu estava indo como pretendente, como namorado e futuro marido, assim eu esperava, de Hinata. E isso estava me deixando meio desesperado.

— Tem certeza que essa roupa está boa? — perguntei a minha mãe pela décima vez enquanto tentava arrumar meu cabelo.

— Se você me perguntar de novo eu vou te dar um soco. Já falei que está ótimo, que coisa! — respondeu estressada.

Depois me perguntam de quem eu puxei o meu gênio forte!

Olhei mais uma vez no espelho e depois para a minha filha sentadinha em minha cama brincando com um ursinho. Minha mãe estava sentada ao seu lado rindo igual a uma boba.

— Talvez seja melhor levar a Sayuri comigo — disse receoso.

— Larga a mão de ser frouxo. Está com medo do vice-prefeito, é? — disse e gargalhou.

Cheguei a engasgar.

— É claro que não! Eu só queria levá-la para passear e para ver Hinata — falei nervoso, tentando fugir da verdade.

— Naruto, Naruto, você tem mais do seu pai do que pensa — disse e levantou vindo até mim. — Vai dar tudo certo, ouviu bem? Você é o sonho de muitos pais para suas filhas — completou e me deu um beijo no rosto.

Incrivelmente, as palavras da minha mãe me animaram. Caminhei até a cama, dei um beijo em minha filha e logo segui para o meu carro.

Gastei dez minutos da minha casa a casa de Hinata, mas meu coração parecia querer explodir. Minhas mãos suavam, minha garganta ficou seca e minha respiração pesada.

Olhei pela última vez no retrovisor do meu carro para ter certeza de que estava tudo certo com a minha aparência. Depois de me certificar de tudo, saí do carro em direção ao portão da casa de Hinata.

Apertei o interfone e quem atendeu foi sua irmã, a Hanabi:

— Quem é? — perguntou afobada.

— É o Naruto — disse e ouvi um grito.

HINATA, ELE CHEGOU!

Meu coração foi na boca e voltou.

Fiquei esperando o portão ser aberto e quem me recebeu foi o próprio Senhor Hyuuga.

— Boa noite, Senhor Uzumaki, queira entrar, sim — disse tranquilo.

Cumprimentei-o de volta e o segui casa adentro. Como o Itachi me disse, aquele era mais um passo importante em minha vida.


Ao chegarmos à sala, a Senhora Hyuuga e a Hanabi estavam sentadas e vieram me receber assim que me viram.

— Boa noite, Senhor Uzumaki. Como vai? — perguntou toda educada.

— Boa noite, senhora. Eu vou bem — respondi lhe dando um sorriso.

Hanabi apenas me olhou e sorriu largamente.

— Eu vou chamar a Hina e já volto — disse e correu para a escada indo em direção ao segundo andar.

O primo de Hinata também estava presente e enquanto Hinata não se juntava a nós, eu, o Senhor Hyuuga e esposa, e o rapaz, engatamos em uma boa conversa.

A bem da verdade era que eu estava nervoso à toa, o que constatei assim que conversamos um pouco. Mas quando Hinata desceu as escadas e meus olhos a encontraram, eu me senti um homem verdadeiramente sortudo.

Não estava preparado para aquele momento, pois Hinata estava tão linda que perdi totalmente a fala. Os longos cabelos estavam soltos e ela vestia um vestido lilás. No rosto, as bochechas coradas e um sorriso tímido, as mesmas características que fizeram eu me apaixonar por ela. Ali todo o meu temor foi embora, pois Hinata era definitivamente a melhor coisa que me aconteceu na vida. No entanto, todos perceberam a realidade: eu estava embasbacado e parecia um bobo a vendo se aproximar de mim.

E quando Hinata parou em minha frente, era como se só estivéssemos eu e ela ali naquele momento.

— Oi! — falou tímida e abaixou o rosto.

Meu sorriso era gigante.

— Oi! — respondi e coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da sua orelha.

Fomos tirados da nossa bolha por uma adolescente espevitada.

— Deixem o romance para depois, estou morrendo de fome — falou e o Senhor Hyuuga a olhou sério. — O que foi?

Os pais de Hinata sacudiram a cabeça em incredulidade e dali seguimos para a copa onde o jantar seria servido.

Não preciso dizer que foi Hinata quem preparou tudo. Eu já estava mais que acostumado com o tempero maravilhoso que ela tinha e pude perceber isso enquanto comia.

— Espero que esteja gostando, Senhor Uzumaki. Foi Hinata quem preparou tudo — falou sua mãe com orgulho.

— Ah, eu sabia. Hinata cozinha muito bem — respondi ganhando um sorriso de Hinata.

Depois de jantarmos, fomos eu, Hinata e seus pais para a sala onde finalmente eu faria o meu pedido. O nervosismo voltou como uma bola de neve.

— Bem, acredito que os senhores saibam que Hinata e eu estamos nos conhecendo melhor há algum tempo, e durante esse tempo eu percebi a pessoa incrível que ela é. Hinata é uma moça adorável, madura, bondosa e maravilhosa, e desde que temos nos conhecido, eu cheguei a conclusão de que quero muito conhecê-la melhor. Por isso, nós conversamos e decidimos nos dar uma chance. E como o homem que sou, venho aqui pedir permissão para namorar sua filha, Senhor e Senhora Hyuuga — falei sério e esperei pela resposta.

O Senhor Hyuuga olhou para a filha e se dirigiu a ela:

— É isso que você quer, minha filha? — perguntou e Hinata sussurrou um “sim”.

O senhor Hyuuga nos olhou e então respondeu:

— Se é o que os dois desejam, vocês têm minha permissão e de minha esposa.

Hinata apertou meu braço e sorriu emocionada.

O Senhor e a Senhora Hyuuga se levantaram e saíram da sala nos dando privacidade.

Eu não poderia estar mais feliz do que naquele dia, pois ali começava um novo tempo em minha vida e Hinata fazia parte dele.


Faltava quinze dias para o aniversário da minha filha e Hinata juntamente com minha mãe e minha sogra — sim eu ainda tinha muita consideração com a Dona Mebuki e sempre iria ter — decidiram fazer uma festinha.

Hinata estava toda empolgada, ela mesma faria o bolo e todos os docinhos do aniversário da Sayuri. Se eu estava feliz? Muito. Eu me sentia livre de verdade, me sentia inteiro novamente.

Sabe o que é chegar em casa pela manhã e ver as pessoas que você mais ama ali te esperando? Pois eu sei. Encontrar Hinata e minha filha era a melhor coisa da minha vida. E era ainda melhor quando eu estava de folga. Meus dias ao lado de Hinata eram incríveis.

Na semana do aniversário da Sayuri, eu convidei alguns poucos amigos para a festinha em minha casa. Shikamaru viria com a noiva, Itachi também viria juntamente com a esposa, Ino e o marido Sai também viriam e mais alguns amigos e as nossas famílias. Não convidamos muitas pessoas, apenas os mais íntimos.

Na sexta-feira, dia 15 de maio, às quatro da tarde meu quintal estava todo arrumado para a festinha. Sayuri estava toda linda com um vestidinho rosa choque que a própria Hinata comprou para ela. O que me fez chorar, já que ela o escolheu em homenagem a Sakura. Hinata era maravilhosa demais.

Durante toda a festa, minha filha passou de colo em colo. Meus pais estavam orgulhosos e os pais da Sakura também. Aliás, Mebuki e Kizashi se deram tão bem com Hinata que era como se ela fosse filha deles. O próprio Kizashi veio até mim num certo momento da festa e conversou tranquilamente.

— Sabe, Naruto, essa menina é uma boa pessoa. Eu conversei com ela por um bom tempo e pude ver o quanto ela ama você e a Sayuri — disse e bebeu um gole da sua cerveja.

Kizashi olhou para mim e pude ver que ele chorava.

— Eu nunca te agradeci por ter sido um ótimo marido para minha filha, e apesar de você não ser mais meu genro, eu ainda o considero muito, o tenho como um filho. E eu quero que você seja muito feliz, ouviu bem? Quero que você se case com essa moça e construa uma nova família. Quero que a Sayuri a chame de mamãe e tenha irmãos para brincar com ela. Eu quero que você, meu filho, viva plenamente — disse em lágrimas.

Eu também já chorava. Não era efeito da bebida que fez com que ele me dissesse tudo aquilo, até porque aquela era a segunda garrafa long neck que ele tomava. Mas eram palavras sinceras, palavras de um homem que sabia tudo o que eu tinha sofrido e também sofreu junto e que, no entanto, queria que eu fosse feliz de verdade.

— Deus te abençoe, meu filho, e muito obrigado por ter amado a minha Sakura.

Eu nunca me esqueceria daquela nossa conversa. Depois disso, Kizashi voltou para junto da esposa e a festa continuou até umas nove horas da noite.

Minha filha dormiu cansada e eu estava feliz com o rumo da nossa vida.

Dois dias depois da festinha da Sayuri, era o aniversário de 1 ano da morte de Sakura e eu me levantei cedo para poder ir juntamente com a minha filha até o cemitério prestar homenagens. Havia tristeza em meu coração? Sim, havia. Mas acima de tudo havia paz. Paz essa que eu alcancei depois de me perdoar. Sim, foi exatamente essas as palavras que o Itachi me disse em uma das minhas consultas ao longo daqueles meses de angústia.

“Naruto, você precisa se perdoar pela morte da Sakura. Você nunca foi culpado por isso. Sabe? As coisas acontecem sem que esperamos muitas vezes, mas, inevitavelmente, acontecem. E a morte da Sakura não foi algo premeditado. Aconteceu, foi uma triste fatalidade, não foi culpa sua. E enquanto você não entender isso e se perdoar de verdade, você não vai conseguir seguir em frente.”

Eu me perdoei. Me perdoei e entendi que até na morte existe um propósito. Sakura deu a vida pela nossa filha e esse foi o maior sacrifício que ela fez por amor. Ela se doou para que a Sayuri vivesse e me deixou o maior presente do mundo.

Enquanto eu me arrumava, a campainha tocou e fui atender do jeito que estava. Eu tinha dito a minha mãe que queria ir sozinho com a Sayuri ao cemitério e que por isso, Hinata só chegaria mais tarde. Mas qual não foi a minha surpresa ao abrir a porta e dar de cara com Hinata. Ela tinha um lindo buquê de flores em mão e me sorriu assim que seus olhos encontraram os meus.

— Bom dia, Naruto! — falou com doçura.

Caminhei até ela e a abracei.

— Bom dia, Hina. O que faz aqui tão cedo? — perguntei e a beijei.

Hinata levantou a cabeça e me olhando nos olhos respondeu:

— Eu sei que você queria ir sozinho com a Sayuri ao cemitério, mas se me permitir, eu gostaria muito de ir junto.

Olhei fundo em seus olhos e Hinata completou:

— Eu gostaria de prestar minhas sinceras homenagens à mulher que me permitiu ter uma família. Porque, para mim, você e a Sayuri são minha família, e eu não poderia deixar de agradecer por tê-los conhecido.

Eu fiquei emocionado ao ouvir aquelas palavras. Se fosse outra pessoa nem se importaria pelo fato de eu estar indo com a minha filha visitar o túmulo da minha ex esposa, mas Hinata era diferente, e era esse o motivo de ter me feito amá-la. Sim, eu descobri que a amava a partir do momento que não conseguia mais enxergar meu futuro longe dela.



Hinata era a pessoa mais doce e sensível que eu conheci na vida e eu não via a hora de fazer dela minha esposa. 

Porque parte da minha vida ela já fazia.


Notas Finais


Muito obrigada por tudo, viu, gente? Prometo responder a todos os comentários em breve.

Abraços
Danielle


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