História Depois do assalto - Capítulo 18


Escrita por:

Postado
Categorias La Casa de Papel
Personagens Rio, Tókyo
Tags Assalto, Berlim, Casa, Continuação, Papel, Professor, Rio, Romance, Serie, Tokio, Tokyo, Tóquio
Visualizações 130
Palavras 1.923
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não, eu não esqueci de vocês <3
Muito menos da Tóquio e do Rio <3
Depois do último capítulo, eu quis ficar uma semana sem postar pra dar tempo de vocês se atualizarem na fic porque vi que tinha bastante gente atrasada (olá fim de semestre). E minha ideia deu certo, exceto pelo fato de que meu computador pifou justo quando eu tava escrevendo um capítulo novo. To aqui sem ele, emprestando um notebook em plena madrugada pra postar capítulo novo.

Eu tinha muitas coisas planejadas pra esse capítulo, mas, peço desculpas desde já, tive que escrever correndo pra pelo menos postar alguma coisa pra vocês. Não esperem muito :(

Capítulo 18 - Show


Fanfic / Fanfiction Depois do assalto - Capítulo 18 - Show

- O que você tá assistindo? – Rio questionou ao entrar na sala com o cabelo todo bagunçado da soneca que acabara de tirar naquela tarde.

A pergunta dele fez Tóquio trocar de canal discretamente do sofá, saindo do programa que mostrava relatos de partos, no canal Discovery Home and Health.

- Nada de útil – ela respondeu, passeando pelos canais – Um dos russos passou aqui. Deixou aquele pacote ali pra você.

Rio olhou para a encomenda na mesa e abriu, animado.

- O jogo que eu comprei na pré-venda!

Tóquio revirou os olhos, embora achasse graça. Gostava de vê-lo animado.

- O que foi? – Ele perguntou, e então sorriu – Você sabe que pode jogar comigo.

- Não é isso – Ela respondeu, lembrando a quantidade de vezes que ele a convenceu a jogar videogame. Para sua própria surpresa, até que era boa. E gostava. – É que eu to entediada, sinto falta de... emoção.

- Você quer emoção? – Ele riu – Que tal uma ligação por vídeo com a minha mãe? Ela ainda não sabe que vamos ter uma menina.

Tóquio ergueu as sobrancelhas.

- Você me entendeu.

- É, eu sei, você não aguenta ficar parada. Posso te dar um pouco de ação, se quiser. Sabe que é só pedir – Ele mostrou as covinhas por alguns segundos – Ou então posso comprar uma ilha só pra você botar fogo – Rio tentou fazê-la rir, mas murchou ao perceber que havia fracassado.

Ele abriu o jogo colocando o CD do jogo no console, na TV, então andou até o sofá e empurrou os ombros dela levemente para a frente, de modo que ele pudesse sentar atrás dela. Colocou as pernas uma de cada lado de Tóquio, deixando que ela descansasse as costas em seu peito.

- Isso aqui já não é emoção suficiente? – Rio disse de uma forma carinhosa, colocando as mãos na barriga dela de 25 semanas. Tóquio não respondeu e ele ficou imaginando com que expressão ela deveria estar naquele momento. – Sabe o que eu acho na verdade? Que você tá tentando me distrair da aposta. Quando vai ligar para o seu pai? Já tem duas semanas que tá me enrolando.

- De repente ligar pra sua mãe me pareceu uma boa ideia – Tóquio argumentou, séria, desconversando descaradamente.

Rio suspirou. Não precisava estar olhando para o rosto dela nesse momento para dizer que ela esboçava uma expressão de indiferença para disfarçar qualquer dor presente lá no fundo.

- Eu vou estar com você quando ligar, você não precisa fazer isso sozinha – Rio tentou tranquilizá-la, massageando os ombros dela devagar.

Tóquio não respondeu de novo. E mais uma vez, Rio suspirou. Tudo bem, ele não esqueceria, aos poucos convenceria ela.

- Não chegou mais nada pra mim? – Rio questionou, mudando de assunto.

- Um pacote grande, ele deixou lá fora. O que é que tá esperando?

- Comprei um telescópio.

Tóquio levantou as sobrancelhas, ao mesmo tempo em que deitou a cabeça no ombro dele, com o rosto pra cima, em uma tentativa de esticar as costas doloridas.

Um longo silêncio se seguiu com os dois perdidos em pensamentos, só sentados, encostados um no outro. Tóquio não questionou sobre o telescópio. Imaginava se seria mais uma coisa que Rio havia feito por ela. E agora, então, ela poderia pedir a ele para que lhe mostrasse qual fora a estrela que batizou de Boston.

Embora tentasse não pensar muito nisso, Tóquio se perguntava como seria aquela casa dali a alguns meses. Agora, tão em silêncio, eles só conseguiam ouvir o barulho das ondas do mar na areia da ilha. Será que se tornaria uma loucura? Só com choro alto, gritos agudos e noites mal dormidas? Ela encarou o corredor vazio que dava para a sala, tentando visualizar, mas não conseguia. Aquela realidade ainda era surreal demais para ela, de alguma forma. Mas também não a assustava mais como antes.

- Você já pensou em algum nome? – Rio indagou curioso, e quando se deu por si, estava acariciando o cabelo dela distraído.

- Não – Tóquio respondeu, se dando conta de que nem havia pensado nisso.

- E se pegássemos um mapa e traçássemos uma linha reta do Rio de Janeiro até Tóquio para ver qual cidade fica bem no meio do caminho?

- Achei que não gostasse de nome de cidades – Tóquio argumentou alfinetando-o enquanto recordava uma conversa que tiveram durante o assalto, quando ele confessou que queria aceitar o acordo com a polícia.

- Eu não quis dizer aquilo, só não sabia que merda fazer – Ele se explicou, em tom de desculpa.

- A metade do caminho entre Rio e Tóquio, é Nairóbi – Tóquio respondeu.

Rio expirou em frustração e seus ombros caíram.

- Porra. Parecia uma ideia tão boa.

Tóquio riu, achando graça.

- Meu menino bom – ela colocou a mão para trás, na bochecha dele, dando dois tapinhas.

- Nenhuma sugestão? – Rio perguntou, um tanto desanimado.

Tóquio deu de ombros, parecendo nem pensar no assunto. Foi quando Rio lembrou de seu sonho. Os três passando férias em...

- Sydney – Ele sugeriu, se animando novamente.

- Não sei – ela respondeu – Tem que ser um nome foda.

- Sydney é um nome foda – Rio tentou argumentar, fracassadamente.

- Entramos pra história da Espanha. Do mundo. Ela merece um nome decente.

Rio agradeceu que nesse momento Tóquio não podia ver seu rosto, porque seu queixo caiu. Para quaisquer outros pais, aquele momento podia ser normal. Escolher o nome do bebê. Mas ver Tóquio se envolvendo naquilo, dando opinião, e lutando para ter algum nome que gostasse... Isso sim era história.

- Espanha? – Rio sugeriu, antes que ela percebesse a comoção dele – É simples. Onde a gente se conheceu. E “fez história” – Ele disse, citando-a.

- É um país, não uma cidade – Ela deu de ombros de novo.

- Madri? Barcelona? – Ele continuou.

- Não. Um nome foda, porra – Ela repetiu.

- Tipo o que? Metralhadora? – Ele perguntou, zoando, mas com expressão séria.

Ela virou a cabeça de lado para olhá-lo. Rio estava esperando um soco de uma Tóquio mau humorada, mas depois de dois segundos se encarando, pôde ouvir o som do riso dela. Era tão raro vê-la gargalhando, que quando o fazia, Rio sentia vontade de roubar o som e guardar em um potinho para ouvir sempre que quisesse.

Quando a sessão de riso acabou, Rio sugeriu talvez dar um nome normal, que não fosse de cidade. Tóquio não gostou muito, mas não vetou a ideia. No fim, chegaram à conclusão de que talvez fosse legal dar um nome normal, como ambos tinham – os verdadeiros, e os falsos dos novos passaportes – e um segundo nome que então seria de cidade.

- Se fosse menino, eu votaria em Salvador – Tóquio soltou, em um dado momento.

- O nome falso do professor? – Rio fez uma careta, claramente não gostava da ideia.

- É, porra. Uma maneira de homenagear meu anjo da guarda. Se não fosse ele, estaria presa em uma cela de merda desde o começo e nem teria te conhecido.

- Se o próximo for menino, podemos pensar nesse nome.

- Que próximo?! – Tóquio rugiu, e assim que Rio percebeu seu pré-surto, fugiu da pergunta pela tangente.

- Próximo assalto – ele respondeu, dando um de seus sorrisos inocentes.

Tóquio, ainda olhando feio para ele, decidiu deixar baixo o assunto, era melhor não falar sobre isso.

Escolheram um filme de ação para assistir depois que Tóquio disse que não estava afim de jogar videogame, mas perto dos 28 minutos assistindo, Rio percebeu que ela continuava inquieta.

- Tá tudo bem? – Ele questionou, pausando o filme.

- Só não aguento mais ficar parada – ela resmungou.

- Quer caminhar na ilha? Dar uns tiros na água? Chamar a galera pra jantar aqui?

- Fui caminhar na areia enquanto você dormia. E prometi que nunca mais ia pegar em uma arma depois do assalto, merda, lembra?

Embora Rio não tivesse dito nada, Tóquio conseguia sentir o olhar de julgamento dele na parte de trás da sua cabeça.

- Só em caso de necessidade – ela corrigiu, lembrando as duas ou três vezes em que havia trocado tiros com os policiais nos últimos quase dois anos, após o assalto.

- E o jantar?

- Estão todos indo no show do festival, na cidade – ela reclamou.

- Ah – Agora entendi.

Rio recordou o convite que Nairóbi fez para irem em um parque de diversões. Mas Tóquio, claro, não poderia ir nos brinquedos como fora no ano anterior. E quanto ao show lotado do festival, fez o casal discutir quanto a ela ficar muito tempo de pé. Tóquio havia teimado que não tinha problema nenhum, mas claro, Rio discordou.

- Será que nunca mais vamos fazer essas coisas? – Tóquio questionou baixo, com uma tristeza na voz quase como se tivesse de luto. – To me sentindo uma velha inválida.

- Claro que vamos – Rio tranquilizou-a. – Essa peixinha aqui vai ser nossa companheira de aventuras. E de velha você não tem nada. Mal posso esperar pra contar pra ela as loucuras em que a mãe dela já se meteu – Ele sorriu, fazendo Tóquio sentir cócegas em sua própria nuca – Minha pantera negra – Rio cheirou o cabelo dela, fechando os olhos.

Tóquio retribuiu o sorriso, mesmo virada para frente. Então descansou o corpo todo no dele, também fechando os olhos, quase como se estivesse relaxando em um banho de sol. Rio era o sol dela. Ele podia ter nascido ontem em relação à muitas coisas, mas, de alguma forma, parecia sempre saber o que dizer.

Rio deu um beijo rápido na nuca dela, pensando, e então levantou, desligando a TV. Queria ocupá-la, distraí-la. Se posicionou na frente do sofá em uma pose de peito estufado e colocou o controle na frente da boca, fazendo menção de usá-lo como microfone. Para a surpresa de Tóquio, ele começou a cantar como se estivessem em um show.
 

♪ “Recuerdo aquel día como si fuera hoy / Lembro-me daquele dia como se fosse hoje

No hay nada como ella y siquiera me encontro / Não há nada como ela, nem se quer me achou

Recuerdo todavía la vez que la besé / Ainda me lembro da vez que a beijei

Fue mi primer amor y ahora escribo su canción / Foi meu primeiro amor e agora escrevo sua canção”

 

Tóquio sentou, endireitando as costas e assistindo curiosa. Não lembrava de ter visto Rio cantar antes.

 

“Hay algo más inexplicable como su mirada / Há algo mais, inexplicável como o seu olhar

Inigualable como la manera en que me cela / Inigualável como a maneira em que cuida de mim

Y trata de disimular que no está mal / E trata de dissimular que não está mal

Voy a cuidarte por la noches / Vou cuidar de ti pelas noites

voy amarte sin reproches / Vou amá-la sem censuras” ♫

 

Rio pôde perceber logo no começo que sua ideia havia dado certo. Fizera o sorriso de Tóquio aumentar a cada nova frase da canção. Claro que ele se sentia um horror cantando, mas me submeteria à pior das humilhações se fosse preciso, só para fazê-la sorrir.

No final da canção, Tóquio gargalhou mais uma vez naquele dia, zoando-o, e bateu palma, esquecendo totalmente de quaisquer coisas que a haviam deixado de mau humor mais cedo. Esses momentos simples a faziam ter a certeza de que havia tomado a decisão certa. Aquela era a vida que ela queria.

E Rio, também ganhou o dia quando ouviu as palavras que saíram da boca da namorada:

- Nem preciso ir no outro pra dizer que gostei mais desse show.


Notas Finais


Música citada no capítulo: No hay nadie más - Sebastián Yatra

Espero que tenham gostado <3

Tava com saudade de vocês ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...