História Depois do assalto - Capítulo 5


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Rio, Tókyo
Tags Assalto, Berlim, Casa, Continuação, Papel, Professor, Rio, Romance, Serie, Tokio, Tokyo, Tóquio
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Palavras 2.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não importa como a Tóquio seja durona, acho que tem alguns momentos da série em que podemos ver alguns resquícios de sentimento dela, quando ela se abre. Como por exemplo, quando ela contou pro Rio sobre a porta mágica da mãe dela. Bom, é isso que tentei fazer hoje haha espero que tenha ficado bom. Se deixei vocês tristes com o capítulo de ontem, minha missão de hoje foi dar sorrisos a vocês, espero que tenha funcionado <3

Capítulo 5 - Deu tudo errado. Ou não.


Fanfic / Fanfiction Depois do assalto - Capítulo 5 - Deu tudo errado. Ou não.

- Rio... – Tóquio começou, calma, mas ele não a deixou falar.

- Então era isso que você queria buscar no continente quando disse que tinha coisas pra ver lá?

- Não, Rio. Não! – Ela levantou da cama, andando até ele. – Era o presente do Helsinki que eu queria ver, eu comentei com você.

- Conta outra merda, Tóquio. E logo agora... que eu achei... – a voz dele morreu, a decepção e a tristeza estampadas em seu rosto quando ele desviou o olhar.

Com as duas mãos, Tóquio virou o rosto dele para si, para ter certeza que ele estava prestando atenção nela.

- Rio, eu pedi para o amigo do professor trazer isso aí junto com os testes. Mas... eu não tive coragem – Ela explicou, falhando miseravelmente na tentativa de manter a voz dura, como sempre tentava fazer. A expressão de Rio, a olhando decepcionado, fazia seu coração doer.

Coragem ele sabia que era uma coisa que não faltava nela.

- Ainda assim essa merda tava em cima da pia, né? – Ele jogou os compridos em cima da cama, pegou seu travesseiro e um short, e desceu.

-*-*-*-*-

No outro dia, durante o almoço combinado no continente, Rio e Tóquio estavam sentados cada um em uma ponta da mesa retangular. Helsinki, Nairóbi, Denver, Monica, o Professor e Raquel estavam todos sentados no meio, entre os dois. Eles observavam atônitos e confusos o prato gigante de Tóquio, que comia desesperada como se não comesse há uma semana, e também Rio, que encarava o próprio prato de braços cruzados, com a cara fechada e a cabeça na lua. Os rostos de todos eles iam de uma ponta da mesa para a outra, em silêncio.

Tóquio e Rio não trocaram mais nenhuma palavra desde a noite anterior. Ela sabia que ele precisava de um tempo, e mais que isso, sabia que se fossem conversar, do jeito que ela era estourada, poderia acabar piorando as coisas.

Raquel decidiu cortar o momento constrangedor, pigarreando e puxando assunto com Monica - quem eles todos chamavam agora de Ágatha - sobre o pequeno Moscou. Raquel nunca poderia imaginar quase dois anos atrás, que um dia estaria almoçando com os assaltantes da Casa da Moeda Espanhola, o maior caso que trabalhara em sua vida inteira. Mal passavam tempo juntos, mesmo quando ela estava na ilha com o Professor, mas de alguma forma ela aprendera que não existe o bandido e o mocinho, e sim problemas pessoais diferentes, necessidades diferentes, e motivações diferentes. Não que ela apoiasse aquele assalto ou qualquer outro, mas tinha aprendido a perdoar, e acima de tudo, a não julgar. Ela mesma agora iria entrar para o mundo do crime sequestrando a própria filha, nem ela mesma acreditava. Às vezes queria desistir dessa ideia maluca, mas então imaginava sua filha debaixo da mão do ex-marido, apanhando. E sendo mãe, defender a própria filha era a primeira coisa na sua lista de prioridades.

Todos acabaram entrando na conversa, se distraindo do momento estranho há poucos minutos atrás.

- Você vai comer isso? – Tóquio perguntou para Helsinki, puxando o prato dele para perto de si, sem mesmo dar chance dele responder. Quando ela percebeu todos a encarando confusos enquanto comia uma asinha de frango com a mão, disse a primeira coisa que veio à cabeça – O que é que foi? Não tenho culpa se a gente sempre tem que ir nos mesmos restaurantes de merda dos amigos do professor onde ninguém vai reconhecer a gente. Tenho que aproveitar quando uma vez na vida decidimos ir em algum lugar novo onde ainda não enjoei da comida.

- Ninguém tá reclamando – Denver riu – Tem é que aproveitar a vida de rica mesmo – Ele pegou uma asinha de frango com a mão também, porém colocou as pernas em cima da mesa.

- Para com isso! - Monica deu um tapa no ombro dele, fazendo todos rirem. Com o tempo, ela acabou assumindo o papel de Moscou colocando limites nele.

Todos gargalharam, se divertindo como sempre que se reuniam, desde os tempos da casa antes do assalto.

Logo depois do almoço, quando alguns já tinham pago a conta e outros estavam na fila, Monica foi até Tóquio, que estava parada na frente do restaurante, na tentativa de iniciar uma conversa. Se tinha alguém que entendia o que ela estava passando, era alguém que recentemente tinha passado por uma gravidez.

- Oi – iniciou, e Tóquio só olhou para ela, sem responder. – Pensou no que eu te falei? Sobre conversar com alguém...

Tóquio respirou fundo, descruzando os braços como se baixasse a guarda. Talvez fosse realmente bom conversar com mais alguém... Mas não era boa nisso, nunca tinha tido amigos tão próximos antes de todos eles, a ponto de poder confiar sobre tudo. Antes de responder, ela deu uma olhada de longe para Rio, na fila, conversando com Denver sobre alguma coisa de videogame, enquanto segurava o filho do amigo no colo.

- Pensei... E se você abrir a boca pra falar alguma coisa do que eu te contar pra alguém, eu juro que eu te meto tanta porrada que nem seu próprio filho vai te reconhecer.

- Er... Tudo bem – Monica respondeu, sem jeito.

- Eu e Rio brigamos. Ele encontrou minha cartela com... Pílula abortiva.

As sobrancelhas de Monica se ergueram, quando ela entendeu o que Tóquio estava dizendo. Estava prestes a dizer que tinha passado por uma situação muito semelhante - embora Tóquio já soubesse -, quando as duas foram interrompidas por disparos.

Monica tapou os ouvidos, se abaixando e olhando na direção de seu filho tentando chegar até ele abaixada. A primeira reação de Tóquio foi procurar cobertura, sabia que não deveria nunca sair de casa sem arma, mas Rio sempre dizia a ela que era muito mais fácil serem reconhecidos se estivessem portando objetos suspeitos. Iria esfregar na cara dele que estava errado quando chegassem em casa mas, nesse momento, só queria conseguir estar viva para chegar em casa. Estar viva. Um pânico que ela nunca havia sentido em nenhum fogo cruzado antes a dominou.

- Tóquiooo – Ela ouviu Rio gritar seu nome, desesperado, enquanto ela corria atrás de um vaso gigante de planta na porta do restaurante. O vaso era maior e mais pesado que ela.

Assim que se acobertou, alguma coisa aconteceu porque os disparos aumentaram, e parece que mudaram de direção. O que era para fora do restaurante, agora era para dentro. Rio.

Tóquio aproveitou o fato de que o restaurante era em uma esquina, o que facilitou muito, e saiu pelo lado da rua perpendicular, se escondendo atrás de um carro. Isso a deu vantagem para ficar atrás dos policiais que estavam virados para dentro do restaurante. Ela agarrou um deles - que estava mais atrás - pelo pescoço e apertou como o Professor a ensinara na casa velha. Nunca tinha feito isso, mas com sorte funcionou. Assim que ele desmaiou, pegou a arma dele e voltou para trás do carro em um segundo, a tempo de atirar nos outros policiais antes que se virassem para ela. Conseguiu acertar o corpo de dois, que caíram, e os outros dois trocaram tiros com ela. Denver e Helsinki saíram pela porta do restaurante, aproveitando o fato de que os policiais estavam ambos voltados para Tóquio, e atiraram nos dois restantes.

Ela se manteve escondida por mais um minuto, para ter certeza de que não havia mais nenhum policial. Quando levantou, viu Rio correndo na direção dela e começou a fazer o mesmo, o abraçando quando se encontraram.

Ele enterrou o rosto no cabelo curto dela, sentindo seu cheiro. Só assim para seu coração se acalmar.

- Eu achei que eles tinham atirado em você! – Ele expirou, com alívio, apertando-a contra si.

- Que merda foi que aconteceu? – Ela perguntou, vendo por trás do ombro de Rio todos os outros se aproximando.

- Depois a gente conversa. – disse o Professor - Vamos sair daqui antes que apareça mais alguém. Com certeza a galera que testemunhou o tiroteio já ligou pra polícia chamar mais policiais.

Assim que Rio soltou Tóquio, ela empurrou Raquel.

- Foi você que entregou a gente, né! Falou pros seus amiguinhos que estaríamos aqui!

O Professor se colocou entre as duas.

- Tóquio, me escuta. Não foi isso que aconteceu. Vamos pra casa e a gente conversa lá – ele disse com firmeza, mais alto que o choro do bebê no colo de Denver.

-*-*-*-

Eles decidiram se separar até chegar no porto para pegar o barco deles com o amigo do Professor. Um grupo grande junto iria chamar muita atenção. Todos que estavam com casacos tiraram os mesmos e os três que tinham óculos de sol, colocaram. Tóquio, que andava com Monica e o bebê, - ordens do professor – estava confusa. Escaparam por pouco vendo policiais correndo contra a direção delas, indo até o restaurante. Pegaram pelo menos dois táxis até o barco, e quando chegaram Helsinki propôs eles esperarem um pouco em algum lugar do continente, com medo que os policiais vasculhariam as ilhas. Mas o Professor lembrou a todos que as ilhas estavam no nome de um dos russos há mais de 5 anos. Quando compraram as ilhas dele, não mudaram o nome nos documentos porque a polícia poderia desconfiar, algum dia, pela data.

No barco, foram todos para a parte debaixo. Estavam discutindo de forma que todos falando alto ao mesmo tempo, nervosos. A questão era que não poderiam mais andar naquela parte do continente por bastante tempo.

- Se não foi a Raquel que nos entregou, mas que merda foi que aconteceu? – Tóquio indagou, parecendo ser a única que não tinha entendido nada.

- A Raquel sacou a arma para ameaçar dois caras que estavam tentando assaltar o restaurante – o Professor começou a explicar, fazendo todos calarem a boca. – Eles entraram pela porta da outra rua, talvez por isso você e a Monica não tenham visto. Eles trocaram tiros, os caras estavam com medo. O policiais devem ter visto eles saindo pela porta porque começaram a atirar também.

- Nisso o imbecil do Rio berrou seu apelido, e claro que a polícia ouviu, olhou pra ele e reconheceu né. – Denver resmungou – Vocês dois vão ser a morte de todos nós!

- Eu disse pra nos chamarmos pelos nomes novos – Nairóbi reclamou.

- Eles me viram com vocês. – Raquel declarou – Agora sou considerada cúmplice de fato.

Rio pediu desculpa a todos, e de alguma forma o pequeno Moscou conseguiu tirar a irritação da maioria deles logo, quando começou a fazer gracinhas.

O homem que estava conduzindo o barco do Professor passou de ilha em ilha deixando eles, assim como foi na ida. Quando Rio e Tóquio chegaram na deles, mal conseguiam conversar, estavam um tanto assustados.

 

Mais tarde, quando Rio saiu do banho, encontrou Tóquio sentada na cabeceira da cama, com as pernas esticadas, perdida em pensamentos enquanto dedilhava com os dedos o pingente de seu Choker.

- Nem acredito que isso aconteceu – ele comentou, passando a toalha no cabelo molhado. Agora que tinha se acalmado e seu corpo relaxado, podia pensar com mais clareza.

- Eu matei dois policiais – ela comentou, sem tirar os olhos do chão – Acho que estou devendo uns 950 anos de prisão.

Rio sentou na cama, olhando para a toalha em suas próprias mãos.

- Foi culpa minha. Eu só... Fiquei preocupado, não sei o que faria se te perdesse.

Tóquio olhou para ele, dando um sorriso fraco. Claro que o que passou com a perda de seu ex-namorado passou pela sua cabeça, ao ouvir o que Rio falou. Mas ela empurrou o pensamento para longe. Ela não respondeu, e ele mudou de assunto.

- Eu vi seu maço de cigarros no lixo. E... Você não bebeu no almoço hoje. – Ele jogou as palavras no ar, sem saber direito o que estava tentando dizer.

- Acho que estou me acostumando com a ideia – Ela disse, causando nele uma enorme vontade de sorrir. Mas ele se conteve.

- O que fez você mudar de ideia?

- Algumas coisas – Ela respondeu simplesmente, olhando para as mãos. Quando olhou para ele, viu que ele a encarava, esperando ela continuar. - É seu, Rio. É uma coisa sua. Comigo. E eu amo tudo que é seu. Se um dia eu te perder... Eu não vou deixar isso acontecer, mas se um dia eu te perder... Eu ainda vou ter um pedacinho seu comigo.

Rio sorriu de orelha a orelha, daquele jeito que ela tanto amava nele.

- E que outras coisas?

- Quando o medo me atinge, eu imagino o sorriso dele... Igual o seu. E o medo passa – Ela continuou olhando nos olhos dele - E também... como hoje por exemplo, eu percebi que não estou protegendo só eu mesma. O pânico que eu senti... nunca senti nada assim antes.

- E o que mais? – Ele questionou, sem tirar o sorriso gigante do rosto.

- O jeito que a Nairóbi falou do filho dela pra mim dois anos atrás... Fez brotar aqui no fundo... Uma vontadezinha de algum dia... Talvez querer ter um filho. Eu matei minha mãe de desgosto e... Quero fazer pelo menos uma coisa certa na minha vida. Minha mãe ia gostar tanto de ter um neto...

Rio pegou a mão dela, entrelaçando somente as pontas dos dedos deles. Ficou fazendo carinho na parte de cima do polegar dela, com o dele.

- Rio... Eu não vou mentir. Eu to assustada pra porra. Mas eu acho que... Acho que eu quero fazer isso com você – ela admitiu. Quando as palavras saíram, ela percebeu que não fora tão difícil falar quanto imaginava.

Rio pegou-a pela cintura, puxando ela para seu colo de modo que ela ficasse com uma perna de cada lado dele.

- Vamos ter um bebê – Ele disse, e puxou o quadril dela para cima, a deixando de joelhos para que ele pudesse abraçá-la na altura de sua cintura.

- Vamos ter um bebê – ela repetiu, nervosa, passando os dedos pelo cabelo dele.

Quando Rio a soltou, seu sorriso ainda não tinha desaparecido de seu rosto.


Notas Finais


É pedir muito poder ver um momento desses na terceira parte da série? Hahahaha <3


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