História Depois do Efeito - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Distopia, Ficção Cientifica
Visualizações 17
Palavras 3.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Literatura Feminina, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom dia, boa tarde, boa noite, a todos vocês.
Hoje trago a todo público do spirit mais um capítulo de Depois do efeito, uma história entre Anastasia, uma garota que está em conflito com ela mesma, e precisa de ajuda, e Cara, uma garota que salvará Anastasia de uma enrascada.

Espero que curtam bastante, e para ficar melhor escutem, My Friends, do cantor Bohnes. Se acharem necessário :)

Ps: Leiam as notas finais.
Ps²: Já agradeço aos novos leitores de DDe
Ps³: Entrem no LINK, é uma coisa importante!

Capítulo 11 - Sessão dois: Capítulo Um


Fanfic / Fanfiction Depois do Efeito - Capítulo 11 - Sessão dois: Capítulo Um

   O sol era forte, batendo sobre nossas cabeças cansadas. Desde que havia acordado do meu sono profundo, não tinha visto o sol naquele lugar, parecia que ele se escondia atrás das intermináveis nuvens nubladas, ou da névoa branca insignificantemente visível. A enorme bola de fogo estava no auge dos entardecer, deixando seus últimos raios passearem por toda a clareira, iluminando todos os jovens, que estavam cansados da longa caminhada que estávamos. Se passaram mais de trinta minutos, e ninguém mais aguentava andar, Alexandre estava tão determinado de chegar ao grupo do sul que nem prestava atenção nas suplicações de seu povo.

   Observei todos com mais atenção, analisando Hailey alguns centímetros a minha frente, segurando uma garrafa d'água, que havíamos pegado no instituto; Cara, estava marchando bem distante dos outros, focando no chão empoeirado e sujo, batendo seus pés nas variadas pedras; Jason, estava com seus olhos alternados, olhava os galhos das árvores e entre as árvores, esperando algo diferente se movimentar, o que não foi o caso.

   Percorri uma longa distância da onde estava até Alexandre, que estava mais afrente de todos os jovens. Suas costas estavam cobertas por sua mochila militar, tendo algumas coisas essencial para nossa sobrevivência, como comida, drogas medicinais, entre outras coisas.

- Como você está? - o surpreendi com minha voz repentina. Alex, em nenhum momento se virou para me olhar, estava interessado em nos levar sã e salvo ao grupo do sul, sem mortes.

- Estou bem.

- Não engane você mesmo, Alexandre - o moreno suspirou fundo, virando seu rosto para me encarar, exibindo seus olhos banhados pelas lágrimas.

- O que quer que eu diga, Stacy?

- Desabafe - sorri fraco, o aconchegante em nosso diálogo.

- Eu amo Rose, e não esperava ela... morrer, não desse jeito. No dia que nos casamos, eu prometi para ela que a salvaria dessa nosso mundo. Mas, vejo que fui incapaz de fazer isso.

- Alexandre, você não a matou. Não se cobre tanto, meu irmão.

    O interrompi de continuar andar, dando um abraço no homem muito mais alto que eu. Sentia suas lágrimas em meus ombros. Alexandre, chorava como uma verdadeira criança, e por mais que quisesse essa sua dor para mim, apenas ele tinha que resolver. Mas dessa vez, é a minha chance de salva-lo.

- Vai ficar tudo bem.

- Estou com medo, Stacy. Tenho medo de não ter feito o meu máximo.

- Alexandre, você foi o melhor. Rose se sacrificou por todos nós, para nos deixar livres, e vivos. Ela é a verdadeira heroína - sussurrei no pé de seu ouvido. Minha voz estava embarcada nas lágrimas que iriam cair a qualquer momento, mas, tinha que ser firme, por Alexandre, por Rose, e por mim.

   Alexandre se afastou, concordando, dando um sorriso confiante, com as lágrimas secas em suas bochechas. Continuamos a marchar até o destino que iria nos salvar, que teria uma chance de vidas normais. O grupo do sul, era a nossa única possibilidade agora.

- O que acha de descansarmos? - questionei.

- Estamos quase chegando. Por que parar agora?

- Alexandre, não seja ansioso. Muitos estão reclamando de dores, e aqui é um ótimo lugar para ficar - apreciei a bela cascata, com um pequeno espaço que poderia colocar nossas barracas. Alexandre analisou, e imediatamente se virou para os jovens, fazendo-os parar.

- Jovens da Rebelião, iremos acampar aqui mesmo. Fazem grupo de quatro pessoas e peguem uma barraca com quem as segura - Alexandre ordenou, gerando um coro de suspiros aliviados.

- Alexandre! estamos quase chegando. Não podemos perder mais nenhum minuto! - Jason vociferou ao meu lado, zangado mais uma vez do dia.

- Jason, muitos estão cansados. Você deseja um combate onde seus parceiros de campo já estão todo derrotados? - Jason se calou, suspirando fundo, andando calmamente para o mais perto possível das cascata, com sua barraca em mãos.

- Ele ainda está irritado, e tenho medo disso - Alexandre murmurou, cruzando seus braços acima do peito, mirando seus olhos a todos que ajeitavam suas barracas. 

- Por que?

- Jason, é um homem improvável. Me pergunto o que deve estar se passado em sua mente, agora mesmo?

- Pelo que percebo, ele era muito apegado a Rose.

- Todos nós devemos muito a ela. Rose, que teve a inteligência para tudo isso, e se não fosse ela, nunca saberia o que estava acontecendo no M.A.L

- Mas você trabalhava lá, como não sabia?

- Eu era uma parte externa. Apenas sabia o que eles queriam que eu soubesse.

   Alexandre se calou, encarando a ruiva alguns passos a nossa frente. Hailey, se aproximou, com um largo sorriso estampado em seu rosto.

- Olá, doutor Alexandre.

- Senhorita Patel - Alexandre a referenciou, com a cabeça, se afastando de nós duas, andando para ajudar aqueles que não sabiam ajeitar suas cabanas.

- Como doutor Alexandre está? 

- Como uma montanha russa, indescritível. Mas o que está fazendo aqui?

- Estava pensando em você ser minha parceira de cabana, o que acha?

- Por mim tudo bem. Está tudo arrumado?

- Sim. Irei me deitar, me acompanha?

- Claro, preciso de uma boa cama e um belo sono - sorri, sendo seguida pela risada fraca da ruiva, que concordou.

   Caminhávamos entre as barracas já prontas, avistando muitas pessoas nelas; outras estavam sentadas por ali e por lá, conversando com seus amigos; outros, estavam sentados sozinhos, pensando em sua vida, entre elas, Cara, estava sentada em um canto, com a cabeça baixa e com os braços cruzando suas pernas.

- O que foi, Cara? - a garota, dos cabelos tão escuros, ergueu sua cabeça, exibindo suas lindas pérolas azuis.

- Ana... - limpou rapidamente algumas lágrimas que caiam - não... não foi nada - me agachei, ficando alguns centímetros a sua frente.

- O que acha de irmos dá uma caminhada? sabe, para refrescar - sugeri, sorrindo confiante a mais nova, que assentiu.

    Cara se elevou, ficando ao meu lado. Pude notar Hailey, entrando na barraca, depois de me fuzilar. Caminhávamos sem direção, seguindo o rumo da floresta. O som dos pássaros, prestes a dormir, ainda estava na brisa da clareira, podendo notar vários ninhos, onde alguns passarinhos deveriam estar se alimentando da caçada de seus pais.

   Poderia ficar ali por horas, escutando os pássaros, sem ruídos, sem conflitos, sem pessoas, apenas eu, tomando algum tipo de bebida quente, assistindo as estrelas cintilantes.

- Está uma noite muito bonita, não acha? - apreciei o céu sendo iluminado por variadas estrelas, sem destino algum.

- Sim, está mesmo - fungou, suspirando fundo - Você... não está com medo? - a olhei, analisando seu semblante medroso. Sorri terna, dizendo:

- Sinceramente, estou morrendo de medo. Mas sabe, o perigo é fato, o medo, é psicológico - seus olhos estavam curiosos, esperando algo a mais, alguma revelação. Então sorriu, confiante.

- Você dizendo parece ser fácil.

- Mas não é tão fácil quanto parece, Cara. Presenciei uma morte, estava pronta para morrer por essa pessoa... mas, paralisei, sentindo gelos cobrindo meu pé. Quando teve o enterro de Rose, achei que não tinha o direito para chorar, pois aquela mulher, quem era ela para mim? a não ser uma colaboradora, que diz minha amiga.

- Ana, não pense assim - Cara segurou minha mão esquerda, agarrando em meus dedos, como um criança medrosa, querendo proteção de algum adulto responsável.

- Mas, quando estávamos andando, eu chorei, não por ela, e sim por mim. Cara, acordei a algumas semanas, não sabia nem mesmo o meu nome, e então... que sentimento poderia dar a alguém?

- O amor. Anastasia, você se apresentou, como uma pessoa normal, saiba que você é normal. Todos nós, somos normais - sorriu docemente.

- Agora eu sei, tampinha - a abracei de lado, seguindo pela estrada da floresta, sentindo nossos corações e a brisa.

   O silêncio era primordial, nenhuma de nós duas queria pronunciar algo, pelo simples fato de estarmos no momento de calarmos e escutarmos o que a natureza tem a dizer. Cara, muitas vezes me encara, e podia sentir isso, sabia que ela me analisava, pelo simples fato de querer saber o que estava pensando.

- Você está vendo aquilo? - questionei, apontando bem ao longe um colina, e algumas luzes logo em baixo. Cara assentiu, correndo até a ponta. Ainda temia, mesmo que não fosse aquele penhasco dos meus sonhos, poderia cair e morrer, esse medo ainda era presente em minha cabeça.

- Cidades independentes... - sussurrou. Me aproximei, ficando curiosa sobre tudo isso.

- O que são cidades independentes? - avistei um pequena vila, com pequenos sobrados e uma grande fonte centralizada na cidade.

- São cidades livres dos governo. Não existem governantes nessa pequena vila, tudo é resolvido democraticamente. São uma população muito religiosa, sendo fanáticos por seu Deus, são poucos, mas é como se fosse uma família - Cara revelou, maravilhada com a paisagem - Vivi numa das cidades independentes junto com a minha tia. Todos me tratavam com um ser comum, até que... me conheceram verdadeiramente.

- O que acha de irmos até lá? - perguntei, super excitada com a adrenalina que estava sendo proporcionada a mim.

- E se nos descobrirem?

- Passaremos despercebidas.

- Não acho uma boa ideia, Ana.

- Fique tranquila - pousei minha mão sobre seu ombro, fazendo um afego para acalma-la - Ficaremos bem.

- Se você diz...

    Nos erguemos, descendo a colina abaixo, observando cada casa com suas pequenas luzes apagadas. Andávamos sossegada pelas ruas de  paralelepípedos, nenhuma voz ou algo do tipo. Cara andava calmamente, com um certo medo de algo acontecer com nós duas. Mas minha curiosidade me afligia a todo custo, gritando em minha cabeça para darmos uma olhada, enquanto todos estavam dormindo.

- Você está escutando sussurros? - a morena perguntei, se aproximando mais ainda ao meu corpo. Captei os ruídos que Cara disse.

- Sim. Vamos lá.

- Ana, você disse para passarmos despercebidas.

- Eu apenas quero ver, Cara. Sossegue.

   Andamos até os murmuro que escutávamos, encontrando um casal, ambos conversavam aflitos e rápidos, pareciam preocupados.

- Você o achou? 

- Ainda não, Raven, mas e você?

- Não. Espero que Milan esteja bem longe daqui - a mulher, dos cabelos castanhos claros disse. 

   O homem concordou, abraçando sua, pelo o que perecia, esposa. Alguns homens passaram por trás de nós, fazendo eu e Cara nos esconder em uma caçamba de lixo.

- Olha quem vemos aqui - uma voz masculina disse.

- Jeremy! - a mulher gritou, assustada.

- Raven e Mick, cadê aquele filho de satã? - escutávamos gritos da mulher. Talvez, o homem deve ter agarrado nos braços da mulher.

- Solte-a, Jeremy - o som masculino da voz do esposo era alta, como uma ordem.

- Oras, Mick, sua esposa deve pagar pelo o que ela fez. Quem mandou ela fazer um filho do satã?

- Não, Jeremy! Eu te suplico - Mick implorou, se ajoelhando no chão, com suas mãos juntas e com seus olhos embarcados para não matarem sua esposa

- Suplicar? Deveria ter escolhido alguém como minha irmã para se casar, invés disso, se casou com essa fanática pelo diabo - analisava tudo que acontecia por um brecha entre a caçamba de lixo e aleatórios caixas de papelão.

- Não foi culpa dela... - sussurrou.

- Não. Está certo. Talvez seja você, o portador do diabo, impregnando o corpo dessa mulher. Como pude pensar em permitir você se casar com Rebecca? - o homem, tão loiro quanto um raio do sol, apanhou sua pistola, atirando na cabeça do sujeito, fazendo o corpo sem vida cair no chão sujo - Agora, levem essa filha de satã ao altar. Senhora Ackles deve estar nos esperando com a criança.

   Após a fala de Jeremy, o trio, junto com a mulher, caminharem para longe.

- Devemos segui-los - disse a Cara, nos levantando e avistando as costas musculosas dos três homens.

- Você está louca! Não devemos.

- Por que?

- Eles era fazer um sacrifício.

- Sacrifício?

- Aconteceu isso comigo, quando a vila descobriu que tinha esse meu dom. Disseram que eu e minha tia tínhamos pacto com o diabo, e deveremos se juntar ao senhor das trevas. Por isso fugi.

- Então, irão matar...

- Irão matar a criança e quem a criou.

    Olhei para o grupo que já tomava uma certa distância, e depois examinei o semblante de Cara.

- Por favor, não faça isso.

- Isso poderá me matar, mas já deveria ter morrido a muito tempo. O que custa tentar? 

    Corri para tentar alcançar o grupo, avistando eles entraram a uma pequena estrada na floresta. Caminhava na trilha, alguns passos atrás dos rapazes e da garota, olhando, bem ao longe, um enorme altar, composto por cinco pessoas. Os garotos jogaram a mãe desesperada por seu filho, que estava amarrado a um tronco de árvore. 

- Estão todos presente, James? - pude escutar um guarda perguntando ao outro, e o mesmo assentiu.

- Sim, senhor Jeremy.

- Podemos começar, senhora Ackles - Jeremy, disse a senhora de idade, sentada numa poltrona no meio do altar.

   A idosa se ergueu, mexia em alguns aparelhos sobre a pequena mesa, pegando uma faca de caça e um terço na outra. A mulher sibilava palavras indescritíveis a mim, andando até a mãe, que gritava desesperada, enquanto seu filho implorava para parar.

- Por todos aqueles que morreram por seu filho criado pelo demônio. Eu creio e acredito - disse, sendo acompanhada por seus fies - Você não entrara na nossa mente, filha de satã.

   A idosa, por fim, cortou a garganta da mãe, deixando seu corpo sem vida. O homem, que a segurava, a soltou, caindo sobre o altar.

- Traga-me a criança.

   Tiraram a criança, dos cabelos castanhos claros, do tronco, levando ele até a senhora de idade. A criança deveria ter seus seis anos de idade, não era muito grande. Mas parecia ser tão esperto, e docemente feliz.

- Segure-o - Jeremy ordenou, fazendo um dos guardas segurar fortemente a criança.

- Por favor, eu não quero morrer. Papai! - o menino gritava, suplicava, mas ninguém ligava.

   Engoli a seco, imaginando Rose ali. Doce Rose. Fechei meus olhos, focando em proteger aquela criança daquela mulher tenebrosa. Quando os abri, a água urgente era presente, mas não poderia usa-lo, o que a água poderia fazer? Precisava de algo forte, mais poderoso.

- Vamos, merda. Preciso de você agora - insultei, me focando em minha raiva na mulher.

   Quando abri novamente, a chama intensa estava presa entre meus dedos, me deixando aliviada. Me ergui entre os arbusto que estava escondida, chamando atenção das pessoas por ali.

- Quem é ela? - uma das pessoas perguntou.

- Olhem! Ela também tem um dom demoníaco.

- Meu nome é Anastasia, e se não me darem a criança imediatamente você serão aniquilados - sorri maligna a todos, me divertindo com suas expressões assustadas.

- Pegue-na - um dos homens sobre o alto gritou.

    Três guardas se aproximaram, querendo me atacar. Minha raiva era exposta, mirando meu fogo num dos rosto dos homens, o cegando, todavia outro me acalçava, mas o peguei, fazendo ele se virar de costa para mim, deixando minha chama sobre seu pescoço, o torturando, enquanto o último tentava atirar em mim, atacando seu parceiro de combate. Os treinos de Jason até fizeram bem para mim. Usava um dos guardas como meu escudo, até que mirei uma bola no que atirava, acertando um dos seus olhos. E por fim, matei todos, me deixando orgulhosa. Mas sete homens se juntarem, me bloqueando de fugir, o que eu não queria fazer. Acertei todos com inúmeras bolas de fogos, matando cada um deles.

- Senhora Ackles, o que fazemos? Esse garota é muito forte - Jeremy disse a senhora, que concordava.

- Deus salvará todos nós. Eu creio e acredito - sussurrou de volta.

- Vamos! Eu quero aquela criança. Agora! - esbravejei, irritada com a demora.

   Observei a senhora, com um pele morena e dos cabelos tão cinzas quanto a lua que estava sobre minha cabeça. A mulher descia devagar os degraus, tirando cada pedaço de sua roupa.

- Você também é um adorada filha de satã, não é, minha querida? - a senhora caminhava calmamente, sem pressa - Eu também um dia fui. Mas hoje, uso esse infeliz dom para meu tão adorado Deus, pois não sou eu que controlo meu corpo, é meu amado. Me perdoe, senhor todo poderoso, mas terei que usar meu infeliz dom.

   Quando notei, a mulher deixava seu corpo mole, se transformando numa cobra venenosa, rastejando na terra suja. O réptil era veloz, e fiquei ali por longos minutos, recordando de Jackson se transformar no rude felino, me deixando paralisada e incapaz de lutar. E foi assim que fiquei, congelada. Sentia o corpo da cobra passeando sobre meu corpo, até chegar em meu pescoço e movimentar sua língua sobre o membro. Escutava aquela chiado do réptil, lembrando das memórias que só Jackson me fez passar. Foi minha culpa, era a minha culpe de Rose está morta, e por causa disso, morrei também.

- Solte ela! - captei a voz tão familiar de Jason.

   Me virei, olhando Jason com Cara, que estava assustada. Os olhos do moreno estavam pegando fogo, com suas mãos erguidas, movimentando o animal no ar, jogando a senhora para um canto. Jeremy correu para me matar, mas Jason correu para me proteger, sendo o escudo do soco de Jeremy, que deu um soco no peito de Jason. O moreno retirou o braço do loiro, o torcendo, deixando a pele mais vermelha do que sangue. Pude escutar o braço de Jeremy sendo quebrado por Jason, que caminhou até a senhora, que já estava com seu corpo humano intacto, nua. Pegou a senhora de idade pelo pescoço, com sua força incomum encostou a senhora no tronco da parede, a sufocando.

- Nos encontramos no inferno, sua velha repugnante - cuspiu no rosto da senhora, a matando.

   Cara andou até mim, me abraçando aconchegante.

- Anastasia, fique tão preocupada com o que poderia acontecer com você, por isso que chamei Jason.

- Me desculpe, Cara. Devia ter te escutado.

- Está tudo bem - sorriu amigável. Jason caminhou até o mais próximo possível de nós duas, com seu semblante sério.

- Como está, Anastasia?

- Estou bem, Jason, obrigada.

- A onde está a criança, Ana? - Cara questionei, me tirando do desvaneio.

    Assustada, corri até o andar, encontrando a criança jogada no chão, morta. Seu pescoço estava cortado, deixando uma boa quantia de sangue sair de seu sistema, dando nervoso em todos meu corpo. Me virei, fechando meus olhos para não olhar aquela coitada criança, que não deveria ter uma morte tão horrível quanto ver sua mãe e seu pai morto.

- Devemos ir. Logo, logo amanhecerá o dia e vocês não dormiram nada - Jason se aproximou, pousando sua mão em meu ombro, me fazendo abrir os olhos e analisar seus olhos tão castanhos.

- Jason está certo, Ana - Cara comentou, abraçando meu braço direito - Vamos.

    Segui Jason e Cara, descendo o altar, e dando uma última olhada no alto do altar, encontrando os corpos jogados e sem uma gota de vida. A lembrança daquela mulher, passeando por meu corpo veio a tona. Como pude paralisar no meio de um conflito? Como pude me deixar enfraquecer, apenas por me recordar do jeito que Jackson me atacou? Mas meu eu interior sabia que não era minha cula, não era por minha causa, era o meu cérebro me dizendo que deveria ter feito algo em relação a Rose, e se não pude proteger Rose, como puderia proteger aquela criança?


Notas Finais


Bom dia, boa tarde, boa noite, a todos vocês.
Quem diria que terei um grupo fanático nisso tudo?
SUPRESA! teve!
Sinto muito se alguém for religioso e se ofendeu, não foi minha intensão.
Eu até sou religiosa, mas pensei em fazer uma nova religião que pudesse odiar os danificados, para ficar um pouco... interessante :)
Finalmente! Sessão Dois!
O que acharam do primeiro capítulo da sessão dois? Desejo muitos comentários!
-x-
Muito obrigado por dá uma visualizada nas notas finais :)
Até a próxima
Ps: Sinto muito se tiver algum erro de ortografia ou de escrita
LINK: https://www.spiritfanfiction.com/jornais/depois-do-efeito-anastasia-fitzgerald-13610133


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