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História Depois do Fim - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Bom dia 😊❤

Mais um capítulo fresquinho 😉

Boa leitura ❣

(Créditos ao Artista )

Capítulo 3 - Um Novo Rumo


Fanfic / Fanfiction Depois do Fim - Capítulo 3 - Um Novo Rumo

Shaka dormiu bem o restante da noite, acordou se sentindo leve, Misty o enfermeiro entrou no quarto para saber se ele estava bem.

  — Daqui a pouco o médico virá pra te ver.

  — Andrei, não foi embora ainda?

  — O doutor Petran, já foi faz duas horas.

Shaka não gostou do tom do enfermeiro, desde que chegou ao hospital, eles não se deram muito bem. O outro médico deu alta para Shaka, o Virginiano pegou um táxi e foi pra casa, finalmente estava em casa, Shaka foi pro seu quarto e se jogou na cama.

  — Oi dona cama, eu estava com saudades. 

Shaka tirou toda roupa e foi tomar um banho demorado, enquanto se banhava, ficou pensando em tudo, ainda não tinha esquecido o que aconteceu na casa de Milo, nunca devia ter aceito a proposta de Shaina, deveria ter ficado onde estava, mas foi teimoso e se deu mal, Shaka chamava a si mesmo de burro, Shiva tinha razão, Milo é um problema, Shaka não contou ao primo que tinha recebido uma proposta de trabalho, antes de Shaina prucura-lo, se tivesse contado, Shiva ia xinga-lo, mas estaria na sua razão, Shaka tinha que admitir, Milo está impregnado nele, precisa retira-lo só não sabe como.

Shaka saiu do banho, vestiu um short e um saree azul com detalhes dourados, era assim que gostava de ficar quando estava em casa, juntou algumas almofadas no chão, ascendeu um incenso com aroma de alecrim, que é bom para clarear a mente e ajuda na criatividade, ele sentou em posição de lótus e começa começa a ressitar o mantra Lan cento e oito vezes, depois começou sua oração com o Japamala, usando o polegar para puxar cada uma das cento e oito contas, cada vez que o mantra e o nome da divindade é mentalizado e pronunciado ele puxava uma conta, Shaka é rigoso consigo mesmo, suas orações são sagradas, mesmo quando está em uma rotina de trabalho sempre da um jeito de se dedicar a suas orações, isso levou a manhã toda,  depois que terminou, foi preparar alguma coisa pra comer, preparou masala dosa, crepe fermentado feito com massa de arroz, lentilhas pretas, recheado com batata cozida e cebola frita, forrou o chão da saca e comeu ali, depois ele se arrependeu de ter feito comida, não comeu nada, só de pensar no seu problema perdeu a fome, ele chorou por estar desperdiçando comida, aquilo era pecado.

Andrei chegou em casa exausto, Bibi, a cadela de estimação que é de uma raça de cães pastores romeno, veio toda cheia de saudades pulando com a bolinha na boca querendo brincar, Andrei fez carinho nela.

   — Oi lindeza, eu também tava com saudades.

Andrei brinca um pouco com ela, depois vai para o quarto, como já tinha tomado banho no hospital antes de sair, só trocou de roupa, colocou apenas uma calça de malha leve, prendeu os cabelos, preparou o desjejum, enquanto comia lia o jornal, depois de comer, brincou um pouco com Bibi, depois foi dormir um pouco. Quando Andrei acordou já se passava das duas da tarde, ele preparou o almoço, Andrei não comia e nem preparava comida típica de seu país, era uma raridade, geralmente preparava comida americana mesmo ou outro prato que tivesse vontade, ele preparou bolo de carne, arroz e salada.

Bibi ficou fazendo manha pra ganhar um pedacinho, Andrei colocou um pouco pra ela, que ficou toda feliz, depois de comer Andrei foi malhar um pouco, ele tinha alguns aparelhos em casa, ele não faz dieta, mas sempre gostou de manter a forma, afinal de contas como médico precisa dar exemplo.

Shaka se via dentro de uma caixa fechada, as horas não passava, ele não tinha ânimo pra nada, quando chegou do hospital parecia bem, mas depois o tormento voltou,  no cair da noite quando foi fazer sua oração de agradecimento, ele não conseguia se concentrar, ele se xingava e pedia perdão a Bramá. E a situação só piorou, Shaka foi dar uma olhada nas redes sociais, e tinha uma notícia que deixou ele desesperado, uma fonte anônima informou que Milo foi internado, mas já passa bem, mesmo assim isso preocupou o Virginiano que queria ligar pra Shaina pra saber se ele estava realmente bem, Shiva toma o celular da mão dele.

  — Nahin, Shaka, pare de se humilhar, aquele sankat já tem alguém cuidando dele, você precisa se tocar disso e cuidar da sua vida.

  — Eu preciso saber se ele realmente está bem, se não, nem vou dormir.

  — Então passe a noite acordado seu bandal, mas não ligue pra ele, tenha brilho na cara Shaka, are, Vishnu deve está chorando de tanta decepção, Shaka.

Shaka fica emburrado.

  — Você tem razão, preciso parar de ser tão trouxa, mais uma vez estou aqui de coração partido, enquanto ele segue a vida dele sem pensar em mim.

  — Sateek, não pode deixar sua vida passar, enterre o sankat e vá viver.

Shiva tinha total razão, mas Shaka continuou com seu sofrimento, passou a noite toda ouvindo is this the love, no dia seguinte, Shaina ligou pra ele, avisando para comparecer no escritório do advogado para receber o cheque, Shaka foi, ela estava lá, Shaka quis perguntar sobre Milo, mas se segurou.

  — Shaka eu lamento muito, você é um ótimo profissional, Milo perdeu muito deixando você ir.

  — Não me procure mais Shaina.

  — Não seja rude comigo, eu só tentei ajudar.

  — Se ajudar isso sim,  você devia ter pensando antes de ter feito a proposta, mas não posso jogar tudo em você, também tenho culpa, mas para seu bem sua naag, não me procure mais.

Shaka sai do escritório tremendo, vai pra casa e faz uma faxina em tudo pra tentar desestressar, se tivesse tinta tinha pintado o apartamento todo e talvez até o prédio, a noite foi ao cinema com Shiva e o namorado, Shaka se sentiu desconfortável, estava segurando vela, eles iam jantar depois do filme, mas Shaka preferiu ir pra casa e deixar os pombinhos curtir a noite.

Andrei chegou em casa, foi correr um pouco, Bibi foi junto, mais tarde ele foi  ao cinema junto com Misty o enfermeiro, ele ficou surpreso em ver Shaka, o loiro estava sentado duas fileiras pra frente, Andrei não sabia se prestava atenção em Shaka ou no filme, depois do filme Andrei pensou em cumprimentar Shaka, mas acabou encontrando uns colegas, quando Andrei conseguiu se livrar deles, Shaka já tinha ido embora. Andrei ficou frustrado, ele leva Misty pra casa, o enfermeiro esperava ter a companhia do médico, mas pensou errado, Andrei deixou ele em casa e foi embora, Andrei chegou em casa abriu uma cerveja, bebeu um pouco, ficou pensando em Shaka, Andrei gostou muito da conversa que tiveram no hospital, depois disso Andrei se pegava pensando no rapaz toda hora, ficou feliz por ter visto ele novamente, só lamentou não ter conversado com ele, Andrei sentiu que perdeu a oportunidade, talvez aquela tenha sido a única. 

Duas semanas se passaram, Shaka ainda pensava em Milo, mas estava se esforçando pra seguir com sua vida, conseguia se concentrar melhor em suas orações, se alimentava melhor, teve algumas propostas de emprego até boas, ele estava estudando elas.

  — A geladeira está com fome, precisamos fazer compras. Brincou Shiva.

  — Eu sei, já fiz a lista, quer ir comigo? 

  — Vou só se deixar eu comprar um doce, mãe. 

  — Tá muito engraçadinho ultimamente, vamos logo, ir de sábado no mercado só é bom na parte da manhã, depois fica sempre cheio daquele povo pegajoso e sem modos.

Shaka e Shiva foram ao supermercado, Shiva deixava Shaka escolher a maioria das coisas, o loiro era muito exigente e muitas das vezes trocava as coisas que o primo pegava, então Shiva passou a deixar por conta do loiro chato. O carrinho de Shaka bate em outro carrinho, ele ia falar alguma coisa, mas fecha a boca quando vê que se tratava de Andrei.

  — Shaka? Que surpresa.

  — Eu que o diga, está me seguindo?

Andrei ri.

  — Eu moro aqui perto.

  — Sério, onde?

Quando Andrei fala onde morava, Shaka pensa como o mundo é pequeno.

  — Eu nunca te vi antes, já tem muito tempo que moro por esses lados.

  — Eu também, que coincidência não é? 

  — Não acredito em coincidência, mas enfim, está de folga?

  — Sim, e hoje fiquei pensando em fazer um prato diferente, mas estou em dúvida. 

Shaka ficou mais surpreso ainda.

  — Vaah, você cozinha?

  — Sim, eu fiz curso de culinária o ano passado, agora quero preparar tudo que posso.

  — Cozinhar é muito bom, eu amo.

  — Que bom, então me ajuda a decidir, eu não sei se levo rigatoni ou conchiglione.

  — Prefiro conchiglione.

  — Então será esse, acho que vou prepara-lo com molho de cream cheese, espinafre e frango, o que acha?

  — Acho que vai ficar uma delícia. 

Andrei fica um pouco nervoso, mas não podia deixar a oportunidade escapar.

  — Shaka.

  — Sim.

  — Gostaria de comer comigo... Vai ser o jurado, eu cozinho e você julga.

Shaka não esperava por essa.

  — Andrei... Por que está me convidando?

  — Eu só quero conversar um pouco mais.

  — Entendi, mas eu não sei...

  — Tudo bem, eu vou te passar meu número se caso mudar de ideia é só me ligar que te passo o endereço. 

  — Está bem.

A volta pra casa foi silenciosa, Shaka ficou pensando no convite inesperado, uma voz dizia pra ele aceitar, outra dizia pra ele não ir, dizia pra ele ficar em casa ouvindo a música dele, então Shaka se lembra como se sentiu bem quando conversou com Andrei, e no supermercado ficou feliz em vê-lo, Andrei lhe causava uma sensação boa. Andrei estava em casa malhando quando seu celular toca, era Shaka, ele abre um sorrisão. 

  — Bibi, hoje teremos um convidado ilustre, se comporte e faça de tudo para ele ter uma ótima impressão da gente.

Shiva tinha terminado sua meditação, foi até a cozinha e vê Shaka preparando algo.

  — O que está fazendo?

  — Modaks.

  — Vai deixar pronto para amanhã? 

  — Nahin, vou levar para um jantar.

  — Shaka, não pode fazer isso, modaks são especiais, o senhor Ganesha vai entender isso como desobediência.

  — O senhor Ganesha vai entender, modaks podem ser servidos á um trabalhador esforçado como um ato de retribuição, e nesse caso senhor Ganesha se agrada e permite.

  — Isso é verdade, mas tem certeza que a pessoa é merecedora?

  — Haan.

  — Eu conheço? 

  — Bas, Shiva, ta pergunta de mais.

  — Are, are, tudo bem, mas deixa uns pra mim e vá com calma nesse encontro.

  — Não se preocupe com isso.

Shaka ficou olhando pra cama com várias roupas em cima, não sabia o que vestir, mas a hora estava passando, Shaka detesta atrasos e detesta se atrasar, então coloca uma calça preta colada e escolhe uma túnica no mesmo tom, que vai até o joelho com fendas na laterais, a túnica tinha gola em v com detalhes prateados, Shaka passa uma base de leve, joga um pouco dos cabelos em um dos ombros pra dar um charme, calçou um mojari marrom bem escuro, colou duas pulseiras de ouro bem fininhas no pulso esquerdo anel no dedo mindinho e outro no polegar, no pulso direito colocou uma pulseira artesanal de madeira e anel no dedo indicador, pegou sua Colônia favorita de jasmim, aplica nos pulsos e atrás da orelha, Shaka sempre foi muito vaidoso, estar bem produzido era muito importa pra ele.

Andrei preparou o jantar com muito gosto, olhava no relógio toda hora, não via a hora de Shaka chegar, quando a campainha toca, Andrei corre para abrir, e fica sem fala quando vê Shaka, o loiro estava lindo, não que não fosse, mas sempre que Andrei via ele parece que Shaka ficava mais bonito. O Uniforme de médico caia muito bem em Andrei, mas Shaka tinha que admitir, Andrei ficava lindo de qualquer jeito, ele estava vestido com jeans, uma camisa aberta mostrando seu peito forte e firme, estava calçado com sapato social estilo esporte fino, combinou muito bem com o Romeno. 

Andrei convidou Shaka a entrar, assim que Shaka entrou Bibi veio ao encontro dele querendo brincar, o Virginiano achou ela linda, fez carinho na cadela, Andrei ficou feliz que eles se deram bem.

  — Essa é a Bibi minha parceira.

  — Ela é linda. 

Bibi quase derrubou a travessa que Shaka segurava.

   — Me desculpe, Bibi é terrível, acho que ela tá curiosa pra saber o que você trouxe.

  — Acho que vocês dois vão gostar do que tem aqui.

  — Não precisava se incomodar.

  — Não é incômodo nem um, é um costume da minha família levar algo quando vai a casa de alguém. 

  — Por falar em costume, eu andei pesquisando e resolvi te fazer uma surpresa.

   — Pra mim?

  — Sim, mas antes quero te mostrar a casa.

A casa de Andrei era um charme, bem cuidada e tinha um toque romeno, também tinha um quintal grande, Andrei tinha uma horta com produtos orgânicos, Shaka amou. Na hora do jantar Andrei mostrou a surpresa e Shaka adorou, Andrei não queria servir nada alcoólico, queria fazer algo para Shaka se sentir bem vindo, então pesquisou sobre bebidas indianas, e encontrou um refresco leve que ia combinar muito bem com o prato que ia servir.

  — Você acertou em cheio, eu adoro lassi de água de rosas, não devia ter se incomodado.

  — Imagina, eu fiz de coração, espero que goste.

  — Vou gostar sim.

Andrei serviu o jantar e recebeu muitos elogios, o conchiglione estava divino e o Lassi também. 

  — Você gostou mesmo.

  — Haan, se Bramá estivesse aqui, diria pra você escolher o que quisesse que ele te daria por você ter feito algo tão bom.

  — Acho que eu sei o que eu pediria.

  — E o que seria?

  — Pra você vim jantar de novo comigo.

Shaka fica desconcertado e muda de assunto. 

  — Qual é a raça da Bibi?

Andrei entendeu, não queria forçar nada.

  — Ela é da raça dos pastores romeno Mioritico.

  — Tem dessa raça aqui na América?

  — Tem, mas não muitos, ela eu resgatei da rua, estava em condições de cortar o coração, achei que não ia sobreviver, mas agora acho que vai viver mais do que eu.

Shaka sorri.

  — Adoro animais, mas no nosso apartamento não posso ter.

  — Nosso?

  — Haan, divido o ap com meu primo Shiva, você o conheceu.

  — Ah, sim, me lembro dele.

Andrei ficou aliviado, pensou que poderia ser um namorado ou namorada.

  — Então, Shiva uma vez trouxe um coelho, mas a síndica aquela gadhe descobriu, dai tivemos que doa-lo

  — Será que depois você pode me ensinar algumas palavras, quero poder entender melhor, fico cada vez mais interessado no seu idioma e em... Claro se você quiser.

  — Ensino sim.

Os modaks foram servidos como sobremesa, enquanto comiam, Shaka explicava a importância do modak.

  — Eles são especiais? 

  — Isso mesmo, o modak é o doce favorito do senhor Ganesha, não é qualquer um que pode comer, e é sempre servido aos domingos como recompensa ao trabalhador que se esforçou todos os dias para trazer honra e prosperidade pra sua casa.

  — Isso é muito bonito, mas eu deveria come-los?

  — Nahin, no entanto é um homem que trabalha e é dedicado, tem bondade em você, e por isso o senhor Ganesha permite.

  — Estou honrado.

Tudo que Shaka falava e o modo como falava deixava Andrei encantado, depois do jantar Shaka ajudou Andrei lavar a louça, o doutor não queria que Shaka fizesse isso, mas o Virgiano foi colocando o avental e lavando, Andrei adorou Shaka vestido com seu avental, depois Shaka ensinou algumas palavras para Andrei. Estava ficando tarde, Shaka resolve ir embora, Andrei o acompanha até o carro.

   — Muito obrigado, eu gostei de tudo.

  — Eu que agradeço, adorei ter sua companhia. 

Andrei abre a porta do carro, Shaka ficou encantado com o cavalheirismo. 

  — Dirija com cuidado e tenha uma boa noite.

  — Já estou tendo. Disse Shaka.

Os dois ficaram se olhando, o momento estava perfeito para um beijo, mas Shaka liga o carro acena e vai embora. Andrei entra em casa pisando nas nuvens, que noite maravilhosa, saiu muito melhor do que ele imaginou.


Notas Finais


Shaka ainda tá na sofrencia, mas começando a dar os primeiros passo em novo rumo.

Andrei é um amor, já está gostando do loiro, Shaka ta fugindo um pouco, mas tá gostando, se Andrei fizer a jogada certa consegue fisgar😉

Lassi é uma bebida feita com águas de rosas e iogurte, é super leve e tem muitos benefícios, essa bebida é muito popular na Índia.

Saree ou Sari é em uma longa peça de pano com mais ou menos 6 metros de comprimento, tipicamente amarrada na cintura com uma das pontas disposta sobre um ombro.

conchiglione é um tipo de macarrão que tem o formato de uma concha, eu amo😋

Mojari são sapatos indianos, geralmente são unissex.

Vishnu é o deus protetor do signo de virgem

Bandal: trouxa
Sateek: exato
Naag: víbora
Vaah: nossa
Bas: já chega


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