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História Depois do "Final feliz" - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá meus amores! Venho apresentar-lhes algo um tanto quanto diferente. Essa one se trata de uma continuação, ao meu ponto de vista, sobre o filme Enrolados da disney, que nada mais é que uma releitura do conto original da Rapunzel criado pelos Irmãos Grimm! Essa história era para ser postada como um desafio lançado pela @Caverna_Ryuchi, porém ocorreram mudanças de planos e eu decidi postar mesmo assim. Eu agradeço a todos daquele covil maravilhoso e em especial as mentoras dele, que me incentivaram a iniciar minha escrita e deixar um pedacinho meu aqui neste site. Logicamente que eu não poderia me esquecer de agradecer as meninas que sempre me ajudam em minhas loucuras diárias! rsrs @Julie_Diaal e @SenjuLyne144 Valeu meninas ♥️ Sem mais, boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Depois do "Final feliz" - Capítulo 1 - Capítulo Único

“Teria sido muito fácil se as coisas permanecessem bem e felizes para sempre, como qualquer pessoa almejaria após encontrar a salvação e a luz do sol tão perto de si quanto as estrelas do luar...”

 

REINO DE CORONA – Alemanha, a três dias de viagem de Arendelle.

 

RAPUNZEL

 

Hoje era um dia como outro qualquer, exceto pelo episódio que sucederia a seguir, a minha nomeação como rainha de Corona. Eu estava radiante e ligeiramente nervosa, embora soubesse muito bem lidar com as pessoas a minha volta e ansiasse por proporcionar carinho e atenção a todas elas, ainda assim me encontrava num misto de nervosismo e ansiedade. Meus pais direcionaram-me uma tarefa de suma importância, que era a administração e comando de todo o reino, não seria uma atribuição nada fácil, mas compreendo que meus amados genitores precisavam se aposentar dos afazeres reais e dedicar-se especialmente um ao outro.

Como de costume, acordei primeiro que José que sempre resmungava algumas coisas, antes das tarefas diárias vencerem a batalha que era ficar na cama até tarde. Logo já me encontrava devidamente vestida para tomar café e ir para a cerimônia de coroação antes do almoço.

Me olhando no espelho passei a refletir no quão dura foi minha trajetória até chegar onde estou agora, ao lado de meus verdadeiros pais, vivendo como uma princesa em um lugar extremamente reconfortante e com pessoas maravilhosas e gentis, que me faziam a mulher mais feliz do mundo, além de estar casada com o homem pelo qual sou loucamente apaixonada desde o momento em que o vi subir na torre.

Senti seus braços fortes envoltos a minha cintura, com os olhos cerrados pela sonolência e aprofundando em seguida seu rosto na curva de meu pescoço, que me fez arquear-me para me inebriar ainda mais de seu toque e acolhimento. Me virei para o abraçar e depositar um beijo demorado em seus lábios, lhe desejando em seguida, um bom dia.

Ao tentar me desvencilhar sinto suas mãos me segurando com mais força, puxando-me para mais perto de si e me devolvendo outro longo e luxurioso beijo. Esse homem me fascinava, ele era perfeito e sedutor sempre que queria, me enlouquecia e me entorpecia a todo momento que nos encontrávamos a sós, além de me provocar constantemente com aquele olhar que eu sabia claramente desvendar.

Outra vez me encontrei rendida aos seus braços, ele rapidamente desamarrou meu vestido e o jogou de encontro ao chão, colando os nossos corpos em uma perfeita sincronia e excitação, nos derramamos na cama e nos amamos com toda voracidade, libido e conexão que só nós dois tínhamos.

Certamente precisei de um novo banho e ele também, mas dessa vez sem entretimentos, porque precisávamos ir tomar café com meus pais e alguns parentes que vieram presenciar a cerimônia. Nos vestimos e descemos a uma das salas onde todos se encontravam já a nossa espera, o que me fez lançar um olhar reprovador a ele por ter nos atrasado, o mesmo em seguida me lançou aquele costumeiro sorriso de canto sacana, que me fez revirar os olhos e rir do meu próprio constrangimento com as atitudes do moreno.

Após os cumprimentos e as apresentações formais de nossos parentes, comemos todos sentados à mesa. Aos poucos fui conhecendo e me familiarizando um a um. Rimos de algumas histórias que meus pais vivenciaram na infância e nos despedimos de todos os presentes após um tempo, para nos prepararmos para o coroamento.

A passos largos e mãos trêmulas vou me direcionando para a sacada principal do castelo, o vasto e longo corredor de acesso me dava a visão final do sol irradiando porta afora, os sons das vozes ecoando já preenchiam o local e me vi inquietavam com o tão esperado momento em que meus pais passariam tamanha responsabilidade para os meus ombros. Me surpreendi ao sentir minhas mãos serem envolvidas pelas de José, um aconchego caloroso me tomou e aquela sensação de não estar sozinha me preencheu e me encorajou a seguir adiante. Quando chegamos a sacada, meu pai Frederic proferiu algumas palavras e passou à minha mãe. Com mais algumas considerações fui formalmente proclamada a segunda rainha do Reino de Corona.

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O entardecer chegou, mesmo o reino ainda estando em festa eu me deparava com os pés cansados de tantas horas em pé cumprimentando as pessoas no decorrer do dia. Logo, fui aos meus aposentos tomar um relaxante banho e descansar alguns minutos.

Meu pai havia saído com meu esposo para lhe mostrar a nova administração da guarda real e os novos soldados recrutados para as tarefas diárias que seriam implantadas, enquanto isso, eu me encontrava na sala debruçada nos estofados conversando com minha mãe e tomando chá.

Após um período curto de tempo conversando, uma leve sensação de desconforto me invadiu novamente, essa não seria a primeira vez, já havia sentido a mesma impressão há uns dias atrás, mas preferi por ora ignorar tamanho incômodo e foquei-me nos assuntos que tratava com minha genetriz.

Antes do José chegar, decidi que o esperaria em meu quarto enquanto lia um livro sentada à beira da cama. Dessa vez, a mesma sensação tomou-me de maneira mais forte, eu sentia que alguém me vigiava e que estava cada vez mais próximo. Pela falta de luminosidade do quarto, não me era permitido focalizar em toda a extensão a minha volta, mas no fundo sentia que havia alguém ali. Ao levantar-me para acender a luz manual que era sem dúvidas mais carregada que a do abajur que estava aceso, senti uma mão me puxar e tampar minha boca com um pano cujo odor era forte, antes que eu pudesse repelir-me de seus toques só pude alcançar a escuridão.

 

JOSÉ BEZERRA

 

            Quando a notícia de que Rapunzel havia sido sequestrada chegou aos nossos ouvidos, eu me desesperei, não fazia ideia de que em meio a paz que nos encontrávamos, algo assim pudesse acontecer. Me senti culpado pelo ocorrido, era evidente que mesmo que os pais dela fossem gratos por eu tê-la trazido de volta aos seus braços, ainda assim muitas pessoas me olhavam de forma estranha, preconceituosa e com desdém.

De fato, eu não possuía um bom histórico familiar ou social, mas havia mudado muito. Eu não era mais o homem ganancioso por dinheiro e boa vida, por numerosas mulheres e bons lugares para desfrutar, pelo contrário, eu encontrei Rapunzel, mas ela foi quem me salvou. Não cabe em meu peito tamanha gratidão por ela ter me escolhido, me acolhido, por acreditar em mim e ver a essência por trás de meu passado obscuro, no entanto, o desprezo no olhar das pessoas, que eu tinha plena convicção que me julgavam culpado pelo que ocorreu a ela, me atingia em cheio como uma adaga lançada ao meu peito. Eu jamais faria mal algum àquela que eu mais amo.

Em meio aos meus devaneios, corri para o castelo na esperança de que tudo aquilo fosse apenas uma brincadeira de mau gosto, mas não, eu realmente a havia perdido. Sentado na cama com meus cotovelos apoiados nos joelhos, buscava raciocinar em como isso poderia ter acontecido, foi quando um momento de lucidez me invadiu e decidi que iria ao lugar onde possivelmente me daria alguma resposta, a prisão do reino, onde os irmãos Stabbington estavam.

Quando cheguei ao local, minhas suspeitas se confirmaram, eles tinham sido liberados. Fui direto a sala do departamento buscar satisfações por tê-los absolvido antes do prazo determinado.

- Príncipe Bezerra, a que devo sua visita aqui? – Diz o chefe da guarda.

- Preciso saber quando liberaram os irmãos Stabbin e quem estava no turno quando isso ocorreu?

- Bom, perdão, mas devo admitir que era eu mesmo que estava aqui. Eles foram liberados há duas semanas quando uma mulher, que se nomeou defensora de ambos, me apresentou uma declaração de absolvição dos mesmos. Senhor...

- Declaração esta que logicamente era falsa – O interrompo de maneira acirrada, mas antes que pudéssemos prolongar a discussão a porta se abre estrondosamente, com um Frederic desesperado.

- José? Ligaram pedindo um resgate pela Rapunzel e marcando um ponto de encontro em três dias.

- Sim, e o que pediram em troca?

- Cem mil Peças de Ouro e... – O rei hesitou um pouco – E sua cabeça Flynn – Disse cabisbaixo.

- Certo, irei a esse encontro e darei o que esses sequestradores querem. – Digo confiante.

- Desculpe alteza, mas o que pretende fazer? Não está pensando em ser realmente uma moeda de troca, não é? Quem garante que devolverão a rainha após receberem suas respectivas recompensas. – Declarou o chefe da guarda.

- Não precisa fazer isso, daremos um jeito neles quando fomos encontrá-los. – Disse o rei se pronunciando.

- Não se preocupem, eu irei me entregar a eles, teoricamente, mas não se safarão ilesos desse sequestro.

Após alguns instantes em que tanto meu sogro quanto o chefe da guarda se entreolharam de maneira confusa, eu me pronunciei novamente explicando o plano que tinha em mente, para salvar Rapunzel e a trazer de volta em segurança. Carecíamos apenas de pontuar algumas estratégias, informar os soldados, mantê-los a seus postos e nos preestabelecer dentro do pouco tempo que tínhamos.

 

RAPUNZEL

 

Acordei assustada, ainda sentindo fortes pontadas na cabeça em razão do produto que me forçou a adormecer. Ainda assim eu via tudo a minha volta um completo turvamento, o que aparentemente era devido um capuz que me foi colocado. Além de acorrentarem-me as mãos e os pés em um local cuja superfície era fria e úmida, o que também me causava um grande frio.

Comecei a ouvir vozes que eu sabia exatamente de quem se tratava, meu coração disparou. Aos poucos o som foi se intensificando e o pano que me envolvia a face foi retirado bruscamente, meus olhos ardiam e eu já não podia dizer se era pela claridade da lanterna, que me foi direcionada propositalmente para me prejudicar ou pelo desespero em saber que se tratavam dos valentões que curiosamente deveriam estar presos. Quando minha visão turva começou a suavizar, os vi parados na minha frente com um sorriso sádico nos lábios como forma de uma recepção nada calorosa.

- O que está acontecendo aqui? – Digo de maneira assustada.

- Se acalme ‘vossa majestade’, só estamos seguindo ordens.

- Como assim? Ordens de quem? – Me exalto já perdendo a paciência com tamanha alegoria nas palavras desses brutamontes.

- Bom, não podemos fornecer esta informação, quando chegar a hora você saberá toda a verdade.

- Quantas horas permaneci desacordada?

- Por seis horas. – Disseram em uníssono.

- Preciso de água, tenho cede. – Admiti receosa.

Um dos irmãos Stabbington saiu e o outro permaneceu me observando e rindo de algo que para mim ainda era um enigma. Foi quando, antes mesmo que eu percebesse, me foi lançado um balde de água que fez meu corpo todo tremer ainda mais de frio.

- Desculpe alteza, esqueci de pedir que abrisse a boca. – Ambos deram altas gargalhadas sarcásticas e iam se direcionando a porta de saída quando os chamei:

- Esperem! Se não me soltarem eu juro que irão se arrepender. E digo mais, não serão apenas presos, mas sofrerão as consequências por ter me mantido nesse cativeiro para morrer de frio! – Dirijo-me a eles com uma raiva e fúria jamais tidas antes.

Quando, novamente fui pega desprevenida com um tapa em minha face, que consequentemente me fez vergar para o lado com o impacto e dor que me inundou. Senti o gosto de sangue amargo e ferroso em minha boca, parte dele escorria para fora, na medida em que eu desmoronava e rendia-me ao choro incessante que ecoou pelo cômodo. No momento que ergui meu rosto alguns minutos depois, me vi sozinha novamente, onde cedi outra vez aos soluços que doíam em meu peito, foi então que adormeci.   

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Um tempo depois, me acordaram com outro balde de água que me fez recobrar os sentidos subitamente. Ao olhar os arredores, assustada, ouço uma voz diferente na sala:

- Rapazes, não é assim que se acorda uma dama. – Diz a morena de longos cabelos ondulados posicionada a minha frente.

- Quem é você? Por que eu estou aqui? Por acaso as ordens lançadas para eles vieram de você?

- De te capturar e manter-te aqui sim, mas as atrocidades que esses pobres rapazes sem classe fizeram não, nunca ordenaria tamanha barbárie. – A mulher a minha frente dizia com grande ironia em sua voz.

- O que quer de mim afinal?

- Vingança! Por acaso sabe quem eu sou? – Ela diz na medida em que os rapazes vão saindo do lugar, nos deixando a sós.

Maneei a cabeça negativamente esperando uma explicação de sua parte.

- Sou Mabhel, filha legítima da mulher que o seu amado marido matou – Proferiu. – E venho em nome de minha mãe buscar retaliação!

- Mentira, Gothel não tinha filhas, ela vivia comigo na torre.

- Jovem tola! Ela apenas ia te visitar todas as manhãs para verificar se estava na torre conforme ela deixou, mas todos os dias minha mãe voltava para casa junto a mim, vivíamos somente nós duas, pois meu pai, um mero camponês, foi morto em combate, segundo mamãe, por conta disso vivíamos uma com a outra em uma humilde casa mais distante dessa floresta. Mas por consequência do maldito Flynn Rider hoje vivo sem ela. Sabe o que é estar sozinha Rapunzel? Sabe essa sensação que você sentiu nessas últimas horas? Eu senti também quando a perdi. – Cuspiu em mim essas palavras com uma raiva indecifrável nos olhos.

- Gothel me manteve presa por anos, me escondendo de minha verdadeira família, das pessoas que me amavam apenas para usar os meus poderes e me trancar pelo resto dos meus dias. Eu sempre vivi sozinha sem ninguém, sonhando com o dia em que eu colocaria meus pés na grama verde do vasto campo em que se encontrava a torre que eu vivia, ansiando o dia que ela me deixaria ver pessoas e cores diferentes das quais existiam nas quatro decoráveis paredes que eu presenciava todas as manhãs quando acordava. Não me venha falar de solidão, porque você não faz ideia do que eu já passei. Ninguém teve culpa pela morte de sua mãe. Ela pereceu naturalmente, sem arrancarmos um único fio de seu cabelo, Gothel viveu por décadas de anos a mais que qualquer pessoa comum, as minhas custas, a única coisa que José fez foi cortar o meu cabelo, de fato a morte dela foi pura consequência de seus próprios atos.

- Não me importa! Ele pagará caro por isso e como segunda recompensa terei uma alta quantia em dinheiro para dar o fora daqui. Enquanto isso, desfrute de sua estadia ‘majestade’, pois teremos um encontro com seu esposo em dois dias.

Dito isso, Mabhel se retirou do local me deixando só, com apenas meio copo com água e restos de pães em uma vasilha suja.

 

JOSÉ BEZERRA

 

Chegando ao ponto de encontro na hora marcada foi possível avistar os sequestradores me esperando a postos. O entorno estava calmo, a brisa gélida nos envolvia simultaneamente com um silêncio propagador. Eu estava nervoso por incrível que pareça, mas não por estar na frente de dois criminosos dos quais já trabalhei em conjunto, mas porque por trás daqueles dois muros humanos estava o ser mais importante para mim, e sua vida dependia do sucesso do meu plano.

- E aí traidor? Preparado para ver pela última vez a luz do sol? – Riam em conjunto.

- Onde está Rapunzel? – Os cortei ignorando as afrontas.

- Primeiro passe a mochila e dessa vez não banque o esperto que eu arranco a cabeça da sua querida esposa.

Quando joguei a bolsa no chão, um deles foi verificá-la e após assentir, o outro trouxe minha amada para a visão de meus olhos. No momento em que a mirei fiquei pávido com o estado em que ela se encontrava, não imaginava que eles teriam a audácia de maltratá-la tanto mesmo sabendo que daríamos o resgate. Presenciar aquela cena me comprimiu por dentro e não pensei duas vezes antes de me aproximar e dar-lhe um soco em seu rosto, no qual me revidou e travamos uma breve luta antes de sermos interrompidos por uma voz feminina desconhecida:

- Chega Stabbin, eu o quero consciente enquanto falo com ele. – Disse a mulher misteriosa reaparecendo por detrás de Rapunzel.

- Quem é você?

- A mentora desse grande e memorável encontro, ora! – Desdenhou

- Se vocês sabiam que eu viria porque maltratá-la? – Rosnei tentando me conter para não avançar na mulher audaciosa a minha frente.

- Jose, não se preocupe comigo, eu estou bem. Essa mulher se chama Mabhel e é a suposta filha de Gothel, ela está querendo buscar vingança pela morte não planejada da mãe dela. Não se deixe enganar e não confie neles. Eles querem te matar!

- Cale-se sua insolente! A morena disse na medida em que esbofeteava a face de Rapunzel.

Esse golpe foi o suficiente para que o fiasco de sanidade que me mantinha calmo fosse por água abaixo. Me reergui do chão empunhando as duas adagas que eu carregava na cintura e me coloquei em posição de combate. Os irmãos vieram de encontro a mim para deter-me e lutamos em uma disputa acirrada. Enquanto eu tentada desviar de seus ataques duplos, desferia alguns golpes que eram com sucesso desviados pelos dois, quando por sorte consegui acertar um deles com um corte profundo na barriga o imobilizando por alguns instantes.

Em contrapartida joguei para o alto uma de minhas adagas, no qual o corcel, Maximus, pegou com o focinho e soltou as amarras de Rapunzel, que após puxar do colete do cavalo a costumeira frigideira já utilizada antes em batalha, se colocou em posição de luta junto comigo.

Enquanto ela tentava imobilizar e vencer a odiosa sucessora da bruxa má, eu desferi uma joelhada na boca do estômago do outro irmão Stabbin, e antes mesmo que ele pudesse me revidar lancei um soco em sua face, o nocauteando e o deixando inconsciente no chão. No entanto, o primeiro que golpeei havia se levantado e eu sabia perfeitamente que se aquilo se prolongasse, nenhum de nós sairíamos vivos, em especial minha pequena e amada esposa. Logo, coloquei em prática meu segundo plano de combate, ergui minhas mãos e fiz sinal para que o restante da equipe de guerreiros da guarda real se colocassem a postos, sobressaindo estrategicamente das profundezas da mata.

Com um olhar pasmo de ambos os sequestradores, senti a confiança de que eles realmente estavam cercados e mesmo que eu me ferisse, eles não seriam páreos para os inúmeros soldados que estavam em posição de contra-atacar a qualquer momento.

Contudo, a cena que seguiu adiante me paralisou e foi como se uma visão turva e embaraçosa, mas clara, viesse em minha mente. Mabhel aproveitou-se que Rapunzel não a notara para tentar acertar-lhe o peito, sem mesmo perceber corri em sua direção me jogando em sua frente na tentativa de evitar a ação que viria a seguir. Com a força do impacto da lâmina afiada rasgando-me por dentro, me joguei de joelhos no chão, sentindo a minha visão nublada, mas buscando resistência em manter-me consciente.

A única imagem que eu vi foram os Stabbington correrem junto a morena e um grupo razoável de soldados os seguindo rumo adentro a floresta. Por outro lado, ouvia ao longe a tão doce voz da minha amada esposa, chorando e pedindo-me que permanecesse ali com ela, que resistisse ao sono que vinha em relutância, mas era inútil, eu sentia como se aquela meiga e tão fascinante voz se afastasse e sua visão se esvaísse em minha frente.

 

RAPUNZEL

 

Desespero, esse era o sentimento que perdurava em mim, o medo de perdê-lo. Eu não pensava mais em nada a minha volta, apenas em correr para acudi-lo enquanto se desmanchava ao chão. Não só meus ombros, como também meu corpo todo tremia pelo choro incontido que jorrava de minha face.

Enquanto procurava acalmar meus ânimos, fui invadida por lembranças de quando Jose havia sido pego com um golpe da mesma forma que fora agora, e conforme meus anseios foram se esvaindo pude lembrar que a força de minhas lágrimas puderam-lhe curar naquele dia, foi então, que o coloquei no chão ereto, posicionei-me em sua frente, ergui seu colete e enxuguei minhas lagrimas as depositando próximo de seu ferimento e com a mesma canção no qual havíamos descoberto o amor me coloquei a cantar, divagando em lembranças e momentos dos mais prazerosos que tivemos juntos...

 

“... Vejo enfim a luz brilhar,

Já passou o nevoeiro.

Vejo enfim a luz brilhar,

Para o alto me conduz.

E ela pode transformar,

De uma vez o mundo inteiro.

 

Tudo é novo, pois agora eu vejo.

É você a luz...”

 

Debrucei-me em seu peito e esperei, precisava confiar que aquilo daria certo, foi então que o senti grunhir e se remexer, não contive a minha alegria e chorei me jogando em seus braços, depositei um beijo casto em seus lábios e o ajudei a levantar. Fomos em direção ao castelo.

Após chegarmos, os criados já vieram de encontro nos atender, levaram-nos ao quarto especial onde recebíamos os curandeiros e lá esperamos a vinda de um. Após pouco mais de trinta minutos o doutor se retirou do quarto nos dando algumas recomendações, para os meus recobrimentos de nutrientes que perdi no tempo em que me mantiveram no cativeiro e um elixir para ajudar na recuperação dos hematomas que ele sofreu.

Mais tarde meu pai chegou com a notícia de que haviam capturado os três sequestradores no fim de um dos vales que davam acesso a nova fronteira do país vizinho e, que sem direito a julgamento, os irmãos Stabbington seriam sentenciados a uma pena com o dobro de tempo estipulado da primeira vez que foram presos pelo roubo da coroa e outros crimes afins, quanto a Mabhel, receberia uma sentença de 20 anos por mandato de sequestro e formação de grupo armado.

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Novamente a paz se reestabeleceu em Corona, meus pais resolveram fazer, outra vez, uma grande festa, que perdurou por quase uma semana, em comemoração por meu retorno e principalmente por todos terem saído sãos e salvos dessa missão de resgate.

Quando o entardecer chegou, estávamos deitados na cama abraçados e fazendo cafune um no outro, quando o ouvi dizer:

- Eu te amo tanto que não consigo imaginar o que seria de mim se eu tivesse te perdido. – Admite receoso.

- Isso não iria acontecer, estava lá contigo. Eu é quem tive medo quando você se jogou sobre mim recebendo aquele golpe, não suportaria te perder. – Digo já sentindo meus olhos arderem com as lagrimas já se fazendo presente.

- Claro que eu não morreria, eu tenho a esposa mais genial desse reino que me salvaria sem sombra de dúvidas. – Gracejou.

- Engraçadinho. E se isso não funcionasse? Não podemos nos arriscar desse modo. – Assumi cabisbaixa.

- Não vamos pensar mais nisso, agora o importante é que não há mais a presença de ameaças, e vamos ficar bem, ouviu?  Eu nunca vou te deixar! – Confessou colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha e depositando um beijo em minha testa.

Devolvi seu beijo, porém dessa vez em sua boca e fui pedindo passagem com a língua, o que me foi concedido com sucesso. Nos beijamos de maneira calma e profunda, um beijo molhado e desejoso. Subi lentamente em seu colo e me aconcheguei mais com minhas pernas uma em cada lado e continuamos com nosso duelo de línguas que possuíam uma sincronia extremamente excitante, que já me bastava para levar-me a loucura.

Juntamente com o incessante beijo, ele foi acariciando minhas coxas e subindo por dentro de minha camisola até chegar ao meu farto quadril que se encontrava levemente empinado pela posição em que me encontrava, enquanto minhas mãos passeavam em seu peitoral exposto e com aroma amadeirado, do perfume que acabara de passar após o banho morno que tomamos.

José era quente e possuía um fogo inigualável, rapidamente puxou minha camisola abaixo expondo meus seios médios, enquanto me analisava de maneira sedenta eu me remexia em seu colo já sentido sua protuberância ativa e pronta para mim, assim como eu estava para ele. O mesmo me ajudou a terminar de retirar o tecido que me cobria, invertendo em seguida nossas posições para que ele pudesse se livrar das dele. Após alguns segundos ele voltou e jogou-se sobre mim trilhando beijos pelo meu colo, enquanto suas mãos brincavam com meus mamilos, o que de fato estava em excitando ainda mais.

Ainda com beijos foi descendo por meu ventre até chegar mais abaixo da minha virilha, onde beijou, lambeu e mordiscou de leve, fazendo-me arquear em antecipação. Ele era bom e brincava com sua língua em minha intimidade, enquanto chupava e lambia toda a região eu suspirava descompassada de tamanho prazer que meu marido me proporcionava. Num fiasco de lucidez que me restava eu me ergui e com um sorriso sacana disse que seria a minha vez agora.

Sentei na cama com ele de joelhos em frente a mim e o abocanhei com vontade, percorri com a língua toda sua extensão e o olhava de maneira provocante, o que o deixou maluco, ainda mais após eu circular a língua na cabeça de seu pênis enquanto o massageava de maneira ágil. Ele grunhia e suspirava tentando manter o controle, quando de repente o senti me puxar e deitar-me novamente, se posicionando entre minhas pernas sussurrou:

- Assim você me deixa loco amor, que boca mais maravilhosa. – Terminou lambendo o lóbulo da minha orelha.

Me olhando nos olhos, o retribui com um olhar desafiador, o que me foi correspondido com aquele costumeiro sorriso de canto, no entanto dessa vez muito mais travesso e safado. Dito isso me penetrou lentamente me levando aos céus por estar devidamente preenchida. Iniciando assim, seus movimentos que foram se intensificando e agilizando após alguns segundos, quanto mais ele estocava mais eu gemia seu nome “ah como ele me entorpecia”.

- Isso minha morena, geme para mim e chama meu nome...

- José.... Ôoo céus.... Isso... Haan...

Mais algumas estocadas e eu sabia que chegaríamos ao estopim, então pensei rápido e inverti nossas posições, ele sorriu abertamente porque adorava que eu comandasse nossa relação. Eu cavalgava com gosto, enquanto remexia, subia e descia, ele urrava de prazer. Estávamos quase chegando ao ápice juntos, quando o senti agarrar minha cintura e me sentar na cama, aprofundando e se enterrando ainda mais em mim, mantendo nossos movimentos rápidos e sincronizados. Nossos gemidos ecoavam pelo quarto, e eu agradecia por ele ser grande, caso contrário a casa toda ouviria nossos gemidos diários e constantes.

Mais algumas estocadas e fomos arrebatados pelo prazer e onda de excitação que nossos corpos emanaram. Caímos deitados na cama e só após nossas respirações se normalizarem que me permiti sair de cima dele e deitar ao seu lado exausta. Nossa pequena distância não se prolongou muito, pois logo fui envolvida por seu braço forte que me puxou para perto de seu peito, me aconchegando mais a si.

- Você é minha luz Rapunzel, eu não preciso de mais nada nessa vida.

- Certeza? Achei que ficaria feliz em receber alguém que veio do nosso amor, que veio para concretizá-lo. – Disse depositando minha mão em meu próprio ventre.

- Não brinca! Desde quando? – Me respondeu de maneira exaltada.

- Soube recentemente. – Sorri.

- Ah meu amor, não posso acreditar! Um filho! Eu não poderia estar mais feliz, sou um homem realizado e completo agora. – Admitiu radiante com os olhos brilhando por lagrimas que raramente eu via.

Nos abraçamos e permanecemos por longos minutos acolhidos no calor um do outro, quando o ouvi se pronunciar:

- Eu nunca imaginei que mesmo em meio a todos os pecados que já cometi na vida, eu teria outra oportunidade de fazer as coisas diferentes, de conhecer alguém tão bom para mim, e que me faz tão feliz como eu sou. As vezes penso que não mereço tamanha felicidade.

- Shiii, não diga essas coisas! Eu reconheci o seu valor e mais do que ninguém sei a sua verdadeira essência. Nunca divide do grande homem que és! Eu é que sou grata por você ter me encontrado, me resgatado daquela torre e acima de tudo por me mostrar o verdadeiro amor. Você é tudo para mim, José.

- Rapunzel, você é minha vida, minha luz. – Finalizou me beijando, abraçados adormecemos.

“.... Tantos dias sonhando acordado,

Tantos anos vivendo a vida em vão.

Tanto tempo e nunca enxergando,

As coisas do jeito que são.

Ela aqui é a luz das estrelas,

Com ela aqui vejo quem eu sou.

É ela que me faz sentir que sei para onde vou... “

Sem mais ameaças, com um reino para governar, ao lado das pessoas mais importantes para mim e com uma vida que estava crescendo em meu ventre, vivemos dessa vez, felizes para sempre.


Notas Finais


- Vale ressaltar, que Reino de Corona existe e é exatamente o Reino que os pais de Rapunzel constituíram o reino, portanto, pode parecer estranho o nome devido a todos os acontecimentos atuais que estamos presenciando, mas é uma informação real extraída de fontes e utilizada diretamente em minha história!

Deixem seus comentários e opiniões! Espero, de coração que tenham gostado. Beijinhos e até a próxima!


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