História Depois do Horizonte - Capítulo 2


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Notas do Autor


Finge que não sumi pela terceira vez

Capítulo 2 - Invasão


 

Yoohyeon tinha se mantido no seu quarto, enquanto sua irmã e seu pai saudavam a família chinesa que havia chego.

 

Escutou que sua prima tinha decidido dar uma volta pelo Reino, pode ouvir seu pai dizer que deveria o fazer no dia seguinte, mas como sempre, a teimosa decidiu seguir sua vontade e vagou pelas ruas sozinha.

 

Em um susto, pode ouvir um barulho, era vidro se quebrando, não demorou muito para que gritos de vocais masculinos fossem presentes.

 

Era uma invasão.

 

Olhou pela sua janela e viu que todos os guardas que vigiavam sua casa estavam sendo brutalmente assassinados.

 

Aqueles homens eram rápidos, atacavam justamente os pontos fracos do sistema de defesa, como se soubessem onde haviam falhas.

 

Com medo, abriu a porta de seu quarto, desceu o primeiro lance de escadas e pode ver que estavam tentando entrar ao salão principal.

 

A janela ao lado do portão foi quebrada, sucessivamente de outra janela, outra e outra, até que toda a sala estivesse tomada por cacos de vidro no chão.

 

Sua irmã gritou, naquele momento, não sabia se corria para seu quarto ou se iria para a sala.

 

Optou por apenas esperar atrás do pilar entre as escadas.

 

Alguém com roupas mais volumosas e com uma espada na mão adentrou e mais duas pessoas com mesmo nível a seguiam.

 

-Mas que lugar deprimente... -Disse a silhueta olhando ao redor -Aposto que metade disso aqui foi pago com dinheiro do povo.

 

O rei estava a frente de Bora, ao seu lado o Comodoro chinês encarava os invasores com os punhos cerrados.

 

Arregalou os olhos quando reparou que nos ombros da pirata mais baixa estava Handong, sua filha, completamente desmaiada.

 

-O que vocês fizeram com minha filha? -Ele gritou e ameaçou avançar, porém foi impedido pela majestade o rei.

 

-Não me culpe Comodoro, eu tava na minha cela, admirando o luar quando sua filha apareceu me insultando! -Yubin ajeitava o corpo em seus ombros dando pequenos pulos.

 

A capitã pirata não queria perder muito tempo naquele lugar, mas não podia prender seus instintos.

 

-Me pergunto se os outros que moram nessa terra tem o mesmo luxo... que lugarzinho injusto... -Saindo das sombras, Siyeon se revelava, estava atraída por um calice, na estante principal da sala.

 

Minji dava voltas pelo comodo, chutando alguns armarios e portas, procurango algo, mais precisamente, alguém.

 

Quando olhou pela escada e seus olhos encontraram os de Yoohyeon, subiu com toda a sua velocidade aqueles degraus.

 

-Não tenha medo, eu não vou te machucar agora... 

 

Correu até seu quarto e o trancou, por um momento chegou a pensar que realmente estava segura.

 

-Idiota...

 

Em uma fração de segundos, a tranca já não impedia a pirata, ela tinha atirado contra a porta.

 

Chutando a madeira, sorriu para Yoohyeon, e com sua voz aveludada junto de um sorriso sutil, fez Kim ter sua última memória da noite.

 

-Tenha bons sonhos.

 

Com o cotovelo acertou a parte inferior da cabeça da majestade, causando seu desmaio.

 

Carregou o seu corpo em estilo noiva, não pode evitar de admirar por um breve instante sua beleza e carisma.

 

-Eu vim fazer uma proposta majestade, você a partir de hoje irá tratar piratas como cidadãos, você está mandando frotas cada vez mais intensas a lugares de predominancia pirata e agora matando nossos homens, ou essas atividades pararão ou nós começaremos um contra-ataque!

 

-Não deixaria meu povo a mercê de piratas, não haverá acordo! -Disse com convicção e pode ouvir alguns marujos murmurarem e tirem.

 

-Pois que agora a vingança pirata comece... de acordo com o código pirata, eu tenho total direito de iniciar uma guerra agora. Como promessa de que eu realmente vou causar o terror por aqui, eu vou levar sua filha como prestação. 

 

Minji descia as escadas com Yoohyeon em seus braços..

 

O senhor Kim pensou em relutar mas sabia que seria inútil.

 

-O que vocês estão fazendo aí parados? Vamos matem a filha mais velha! -Disse Siyeon para seu homens.

 

Yubin sinalizou que era hora de retornar para o navio, já tinham o que queriam.

 

-Arrevoir! -Gritou Lee.

 

Naquele momento, alguns marujos terminaram seus serviços.

 

Do lado de fora, era possível ver alguns piratas quebrando casas, queimando cabanas, chutando pessoas e roubando alguns itens que lhes interessavam.

 

-Escuta, não tava nos nossos planos uma segunda refém! -Dizia Minji se esquivando de um ataque.

 

As três capitães estavam agora no centro da cidade, alguns homens do rei as perseguiam mas os cavalos estavam correndo soltos após um pirata os soltar.

 

-Ah mas ela parece ser uma dama chinesa, a cabeça dela vale mais que a minha! -Comentou Yubin sacando a espada.

 

-Acelerem, temos muito o que fazer, não podemos ficar muito atrás! -Siyeon disse acelerando a abertura de suas pernas para correr.

 

-Não é você que tá com uma mulher nas costas! -Reclamava JiU.

 

Na água haviam cinco navios, o de Siyeon, Lâmina branca, era o que estava mais próximo da Costa.

 

-Nós três ficamos no Lâmina branca, no Anjo caído ou no Coração Partido? -Perguntou Yubin quando estavam se aproximando dos botes.

 

-Lamina branca, vou te explicar todo o plano depois já que você ficou presa por um tempo e perdeu algumas partes... -Explicava Kim enquanto jogava o corpo de Yoohyeon na canoa -Mulher pesada...

 

Assim que subiram nos botes, olharam para trás, haviam algumas forças armadas na bahia, estavam atirando e um dos tiros acertou um dos marujos.

 

Siyeon os ordenou para remar mais rápido, Yubin pegou a arma da mais velha e atirou com precisão, acertou dois homens em três tiros.

 

O objetivo real do sequestro era fazer com que o rei enviasse pelo menos cinco navios atrás deles, os trancariam em uma armadilha e tomariam os navios.

 

Esta seria a primeira parte do contra-ataque, a segunda não estava nas mãos da Trindade pirata, estava nas mãos do Rei pirata.

 

Subindo os navios, Siyeon pensou se deveria deixar as damas na prisão ou na sua cabine.

 

Sabia que sequer tentariam fugir, mas temia que algum dos homens fizessem algo com elas.

 

-Siyeon, não seria melhor deixar essas duas trancadas no subsolo do compartimento? Você sabe como os homens reagem quando uma virgem entra no navio... -Disse a mais velha preocupada.

 

-Vou deixar as duas no porão da minha cabine é melhor assim.

 

A todo pano, seguiram em direção sul.

 

Durante a madrugada, Yoohyeon pode acordar, percebeu que estava em um lugar escuro e o barulho do mar era alto.

 

Seu coração acelerou, viu uma baixa iluminação vindo de uma porta no teto de onde estava.

 

Até tentou abrir, mas estava trancada, lembrou que em seu cabelo havia uma presilha. Com dificuldade abriu os dentes e conseguiu encaixar a haste na tranca.

 

Se lembrou de algo que leu em um livro, precisava de um suporte para encontrar o segredo do cadeado.

 

Quebrando um pingente de seu amuleto, que ficava em seu colar, conseguiu encaixar e destrancar aquela porta, depois de quase vinte minutos tentando.

 

Pegou impulso e saiu daquele quartinho escuro, a luz da lua passava entre as janelas da cabine.

 

Seus olhos não acreditavam, estava realmente em alto mar.

 

Viu que naquele lugar, mais duas pessoas estavam dormindo, lembrou, eram as capitães que invadiram sua casa.

 

Caminhou um pouco mais, por sua sorte aquela porta estava aberta.

 

Assim que a abriu, seus olhos brilharam, pode ver as estrelas como nunca antes, o mar contra a luz da lua a chocava.

 

Passou tanto tempo imaginando o que haveria além de sua janela, e quando se deparou com tal visão era a prova de que havia se apaixonado pelo mar.

 

Nunca tinha visto tamanha beleza, a natureza possuía uma forma única através da água.

 

Caminhou mais a frente e se permitiu sorrir, verdadeiramente, pela primeira vez em meses.

 

-Achei que tinha trancado o porão..



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