História Depois do Recomeço - Negan segunda temporada de Depois do - Capítulo 49


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Categorias The Walking Dead
Personagens Negan, Personagens Originais
Tags Bellamy, Bellamy Blake, Carl Grimes, Daryl Dixon, Hot, Jeffrey Dean Morgan, Negan, Sexo, Smut, The Walking Dead, Twd
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Palavras 3.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 49 - Capítulo 48


Era uma alegria ver as crianças brincando no jardim como agora. Nina estava deitada em uma manta no gramado, praticamente engolindo o seu pezinho e Nick brincando com um trem no gramado.

Ele tinha o desmontado e montado sozinho essa tarde. Ele era tão esperto para a idade dele que me deixava vibrando de orgulho. Ele amava o jardim e suas borboletas, e de vez em quando suas risadinhas se dirigiam para mim. Não posso deixar de sorrir.

E tinha essa pequena garotinha gordinha e com bochechas vermelhas. Dobrei minhas pernas e me inclinei sobre ela, beijando sua testa. Seu cabelo é escuro, assim como o de Negan, e os olhos verdes e mais claros nas bordas - um capricho da natureza que lhe convém bem. Ela brinca, alheia de tudo, os braços se agarrando sua pequena perna, gorgolejando, e som me leva a rir também. 

- Consegui, mamãe! - Nick me chamou, alegre, mostrando o trilho do trem que ele montou.

Ele não tinha quase nada da minha aparência. Cabelo preto, pele bronzeada e características faciais, até algumas características no comportamento - ele era Negan por inteiro. Os olhos dele. Eles não eram claros como os meus, mas escuros, quase negros. Os olhos de seu pai. Eu os amo, mais do que a minha própria vida.

Um banho e um chá foi tudo o que Nick precisou para dormir. Agora eu tinha essa bonequinha agarrada a mim, babando na minha blusa depois de mamar.

Ela parecia um anjo enquanto dormia, cílios tão longos que faziam sombras nas bochechas cor-de-rosa. Como sempre após o banho, seus cabelos escuros ficavam enrolados nas pontas, meu coração doendo quando penso em Negan.

Depois daquela discussão, a única coisa que ele falou comigo era que estava saindo por dois dias. Quando ele se despediu das crianças e eu vi os caminhões saindo, meu peito foi esmagado. Eu não devia tê-lo deixando sair com nós brigados um com o outro, principalmente porque ele poderia não voltar. Só o pensamento me atingiu como um soco, e eu sabia que não ia dormir essa noite, porque era hoje que ele ia voltar. 

Deitei Nina no berço e desci para buscar Nick, que dormia no colchão que estava no chão, em frente a lareira acesa. Ele tinha me feito por um colchão e mantas ali para que construísse uma tenda. Mesmo com a bagunça, eu não consegui dizer não a ele. O papai ia deixar, ele iria argumentar de volta. 

Ele deu um suspiro quando o deitei na cama e virou de lado, os joelhos se aproximando do peito. Suspirei e cobri Nick com um cobertor de lã macio, depois puxei um segundo cobertor maior para garantir que não tenha frio e me deitei na cama, próximo a ele quando ele se mexeu e abriu um poucos os olhos. 

- Shhh... a mamãe está aqui - beijei seus cabelos e o abracei contra mim, acariciando seu couro cabeludo até que caísse no sono mais uma vez. 

Quando Negan retornou naquela noite, ele estava em silêncio. Seus passos foram pesados ​​quando ele entrou na sala e fechou a porta com um simples clique. Ele não me notou ali, sentada na poltrona junto ao fogo da lareira. Eu deveria estar com raiva dele. Mas não posso. Ele parecia absorto, a mente tão longe e seus movimentos mecânicos. 

Ele tirou seu casaco e o deixou sobre a cadeira, depois atravessou a sala. Então me viu. O ar entre nós era tenso, cheio de coisas que não são ditas. Eu queria me desculpar... mas apenas um olhar para ele me diz que essa desculpa não era bem-vinda. 

Eu me endireitei na poltrona, dividida entre desculpar-me ou dizer outra coisa. Algo, qualquer coisa para quebrar o silêncio. 

Negan me poupou de tomar uma decisão, uma mão deslizando no bolso da calça. Nossos olhos se encontraram com um batimento cardíaco - e eu queria chorar.  Seus olhos estavam cansados. Em branco. 

- Lydia mandou pra você - ele avisa com uma voz vazia quando me entrega um chaveiro. A palavra família estava gravada nele, me deixando com um nó ainda maior na garganta.

Eu nem sei como consertar as coisas. Como provar para ele que não quis dizer o que eu disse? Mas isso importa? Eu queria machucá-lo. E isso não é algo que você faz para a pessoa que você ama. 

As lágrimas se juntaram em meus olhos, mas Negan não percebeu, arrastando-se como se o mundo pesasse em suas costas. No caminho para o sofá, ele desabotoou o cinto com as facas e observei com um coração pesado que suas mãos estavam tremendo.

Que tipo de pessoa eu era que, em vez de apoiá-lo, consegui drenar a última energia que ele tinha? Dói vê-lo assim, embora ele também não seja inocente em tudo isso. Ele poderia ter conversado desde o início, como ele exigiu de mim também.

Mas tudo isso não importava. O dano foi feito, e isso não mudaria nada no passado. Preciso olhar para a frente, para nós. Ser seu apoio e provar para ele que nem tudo está perdido.

Incerta do que fazer em seu estado agora, mas incapaz ficar sentada sem tomar uma atitude, tomei uma decisão. Atravessei a sala, assim quando ele se senta no sofá com um gemido. 

A tensão de um tipo ruim e desesperada pairava entre nós quando eu afundei em meus joelhos na frente dele para que meus dedos trêmulos abrissem os fechos de suas botas. Nossos olhos se encontraram e ele abriu a boca para falar, os olhos ardendo, o olhar de alguém que estava machucado. Ele poderia dizer tanto naquele momento para expressar sua dor e desapontamento, mas tudo o que foi falado não teve a ver com o que aconteceu. 

- Não precisa fazer isso. 

Ele era teimoso, empurrando-me com palavras, já que ele não tinha força para fazê-lo fisicamente. Há uma contração de sua mão quando ele tenta, sim. Mas então seus olhos escuros caem sobre minha mão, na nossa aliança. Isso o impede de fechar a distância, puxando sua mão para trás como se estivesse sido queimado.
Meu coração estava triste, e eu queria dizer a ele tanta coisa.

Que me perdoe. 

Mas as palavras estavam presas na garganta e, em vez disso, me concentrei em suas botas, desfazendo os laços e fivelas.

Negan não me impediu, mas também não houve comentários sobre isso enquanto eu tirava suas botas e assim que eu terminei, nenhuma palavra de agradecimento vindo de seus lábios.

Apenas um suspiro, uma respiração esfarrapada enquanto ele se recostava melhor no sofá. Os olhos escuros, de um modo estranho, se agitam e ele respirou profundamente.

Ele parecia ainda mais cansando do que antes, sua pele com um brilho suado, pálida e manchada em alguns lugares, como o mármore. Doente. Eu não sei o que isso significa, mas estou preocupada, e subo silenciosamente no sofá ao seu lado.

Ele cheira a suor e terra. E sangue.

- Você está bem? - minha mão voa para sua testa suada e sua pele queima na minha. Ele estava ardendo em febre.

Meu coração parou quando eu corri meu olhar por seu corpo, mas só agora que estava perto o bastante vi a mancha carmesim em sua camiseta preta. Sangue.

Isso... não.

Negan tombou a cabeça para me olhar e meus dedos trêmulos subiram a barra de sua camisa. O que vejo me petrifica, tira todo o ar dos meus pulmões.

Uma mordia em sua barriga, no lado esquerdo do abdômen, rasgando sua pele.

Não... não... não, por favor, não...

- Não... - eu não consigo ouvir minha própria voz quando eu toco perto da mordida, meus dedos se manchando com o sangue viscoso. Isso não está acontecendo...

- Está tudo bem - sua mão segura a minha quando ele me tranquiliza.

Ele está ainda mais pálido e seus olhos baixos. Ele engole com dificuldade, e eu pisco para focar em seu rosto por entre as lágrimas.

- Não! - eu seguro seu rosto - Você não pode... Negan, por favor - eu implorei. Ele suspirou e tocou meu rosto, sua mão ensanguentada e fria sobre minha pele.

- Você tem que cuidar das crianças - ele pediu - Você já faz isso bem sem mim, não é? - ele sorriu devagar, cansado e sua mão caiu do meu rosto - Já vai acabar - ele me tranquiliza, apertando minha mão.

- Não! Você não pode morrer, não agora... por favor...

Eu me sentei na cama, puxando o ar com força. O choro rompeu minha garganta no mesmo momento que eu entendi que era tudo um sonho.

Um sonho, não. Um pesadelo.

Apertei os olhos com as lembranças que desencadeiam uma memória que gostaria de esquecer, falhando quando as imagens escuras entram em minha mente, tornando-se cada vez mais vívidas.

Eu estava tremendo tão violentamente que meus dentes batiam juntos. Eu não consigui me acalmar, olhando minhas mãos limpas e sem vestígios de sangue, me garantindo que foi um pesadelo. Mas a cama vazia ao meu lado me fez soluçar alto. Ele ainda estava lá fora.

Sai do quarto, ainda cambaleado e chorando, meu peito dolorido ainda pensando no que sonhei. As crianças ainda dormiam e quando desci o primeiro degrau da escada, eu parei.

Lá estava ele. Deitado no colchão em frente à lareira acesa, o fogo cintilando em sua pele enquanto dormia, coberto por uma edredom. Eu estremeci, segurando no corrimão enquanto descia com a ânsia de chegar até ele o mais rápido possível. 

Me ajoelhei ao seu lado e um soluço estrangulado saiu dos meus lábios quando minhas mãos trêmulas o tocaram e ele acordou no mesmo momento, os olhos surpresos, se sentando prontamente, arregalados pelo meu estado. 

- Emma? O que aconteceu? - ele me tocou no rosto. Eu levantei sua camisa, não encontrando nada, mas mesmo assim, eu quebro em choro, agarrando-o pelo pescoço.

Negan me abraça e eu desabo. Fazia anos que eu não sentia um medo tão aterrador. Ele me pergunta o que aconteceu, se as crianças estão bem, se eu estou machucada... mas eu simplesmente não conseguia responder. 

- Eu sonhei... sonhei que você havia sido mordido. Foi tão real, foi tão... - eu finalmente consegui dizer depois de algumas respirações profundas, minhas mãos trêmulas curvando em seu peito. Suas mãos esfregavam minhas costas, e isso me fazia querer chorar mais ainda.

- Querida... - ele sussurrou e é o mesmo tom terno que eu ouvi desejava ouvir, uma sensação de calor e esperança que me preenchia - Está tudo bem, não tem ninguém machucado.

Quando eu o olhei, seu rosto confirmou isso, mesmo não sendo necessário. Sua pele corada e seus olhos vívidos me observavam com cuidado.

- Me desculpa - pedi. Eu precisava arrancar essa dor no o peito, a dor da distância. Ele limpou meu rosto, afastando meus cabelos, cuidando de mim como sempre. 

- Está tudo bem - ele garante, mas eu não parei. Ele precisava saber.

- Eu não devia ter dito aquelas coisas, eu fui tão egoísta, eu...

- Shh... você não foi. Eu precisava ouvir aquilo do mesmo jeito que você precisava falar - há um desejo no seu olhar, uma dor que nunca vi antes. Neste momento, não importa para mim o que tenha acontecido. 

Antes que eu argumentasse, ele me beijou. Sob camadas de sal e lágrimas, havia o sabor que eu amava, uma proteção e segurança que eu senti tanta falta.

- Eu te amo - eu sussurrei contra seus lábios, e ele também estava chorando agora. 

É igualmente apaixonante e terrível ver um homem como ele reduzido a uma bagunça tremendo como estava agora, meu coração doendo diante cena. Ele repete o quanto me ama, me abraçando contra si, como se eu fosse sua âncora.

- Vem cá - Negan disse em um tom mais alto do que o meu coração batendo, e depois me puxou para baixo, a cabeça descansando em seu peito e uma mão grande esticada nas minhas costas para me manter perto, nos cobrindo em seguida.

Eu jamais poderia perdê-lo. Negan era uma parte de mim, metade do meu coração e ninguém vivia apenas com uma metade. 

Durante muito tempo, apenas ficamos ali, ouvindo o crepitar da lenha na lareira. Quando Negan me colocou de costas na cama, ficando por cima de mim, eu sabia que ele tinha muito a falar.

- Eu sei que estou distante - ele sussurrou, com a culpa escrachada em seu rosto - Tudo vai melhorar, eu prometo.

Eu neguei, passando a mão em seus ombros, não contendo um suspiro. 

- Não. Eu entendo que está fazendo por nós, eu não devia ter explodido daquela forma - eu fechei os olhos, envergonhada ao lembrar de como fui injusta. 

Senti suas mãos limpando as lágrimas remanescentes do meu rosto, mas não abri os olhos. Eu não ia conseguir encará-lo. Quando Negan tirou um pouco de seu peso de cima de mim, eu percebi que estava tremendo.

- Querida, olhe para mim - ele pediu, e eu abri os olhos. Nossos narizes estavam quase se tocando, seu hálito quente se espalhando por todo o meu rosto - Eu já resolvi isso.

Ele apertou seus lábios nos meus, para selar sua declaração. Ele me beijou, os lábios firmes e quente, como eu nunca senti.

Eu me lembrei do motivo pelo qual me apaixonei por ele, porque no fundo, sob aquela casca dura havia um homem cuidadoso, e tive muita sorte em encontrá-lo.

Eu levantei meus braços trêmulos para envolvê-los em torno do seu pescoço, puxando-o para mais perto.

- Eu sei - eu digo baixinho, enquanto ele beija a minha garganta e faz seu caminho para o meu ouvido. Cada nervo meu está zumbindo, parte pelo que aconteceu a minutos atrás, parte pela saudade de seu toque.

- Isso nunca vai voltar a acontecer, minha prioridade são vocês, sempre - ele parou, esfregando delicadamente seu rosto contra o meu.

Sua mão entrou debaixo da minha blusa, e eu suspirei por seu toque quente.

- Senti sua falta - confessei, passando as mãos no seu cabelo.

- Eu também, baby - ele levantou minha blusa, exibindo meus seios desnudos, rodando a língua sobre eles, arrancando um gemido lamuriento meu - Eu preciso de você... nunca me deixe - ele sussurra, encontrando minha boca e mergulhando sua língua.

Eu também preciso dele. Cada célula do meu corpo ama esse homem. Consegui ouvir o barulho de suas calças de moletom sendo abaixadas, me deixando quente pela absurda saudade.

- Negan - eu sussurro, movendo os quadris para cima, para tentar obter algum atrito quando eu sinto sua ereção contra a minha coxa.

- Shhh... estou aqui - ele tirou sua camisa e me beijou novamente, movendo sua mão para dentro do meu shorts de pijama. 

A sensação de seus dedos contra minha umidade quente fez meu corpo tremer. Ele pressionou seus lábios no lado do meu rosto enquanto eu gemia quando ele começou a esfregar meu clitóris.

- Vamos tirar isso - Negan puxou meu shorts e calcinha para baixo, jogando-os para o lado, enquanto eu tirei minha blusa. Ele pairou em cima de mim de novo e seus dedos voltaram a deslizar na minha intimidade.

Ele não era doce, era necessitado e reivindicador, mas no beijo, na forma como ele me tocou eu podia sentir ele tentando compensar a loucura pela qual passamos.

Minhas costas arquearam quando seus dedos encontraram o ponto certo dentro de mim e eu me contrai, explodindo num orgasmo quente. Ele saiu de cima de mim só para se livrar das calças.

Negan me cobriu com seu corpo e me penetrou lentamente enquanto meu corpo se contorcia de prazer. Espalmei minhas mãos nas suas costas e enrolei minhas pernas na sua cintura.

Fechei os olhos, pensando no sentimento que havia entre nós. Amor. Isso foi o que nos guiou e nos deu forças para chegar até aqui.

- Você é o que me trouxe de volta à vida - sua voz rouca tomou meus ouvidos - Olhe para mim, meu anjo — eu abri meus olhos, sentindo-os molhados e encontrando os olhos dele da mesma forma - Você é a mulher da minha vida - ele disse num sussurro quase sem fôlego, seu rosto suado colado ao meu - Você é meu tudo.

Meu coração disparou pela declaração. Negan sorriu, o primeiro sorriso da noite, fazendo eu quase entrar em colapso. Segurei seu rosto e o beijei, com toda vontade e amor que eu tinha.

- Você é meu tudo - eu repeti, colado a sua boca.

Pressionei minha cabeça contra o colchão a medida que as estocadas ritmadas do seu pau contra meu sexo aumentavam, me desfazendo em pedaços. Dessa vez era diferente, havia tanto amor que tornava o ar denso.

O pulsar incessante de sua ereção dentro de mim me levou ao limite eu gozei, empurrada para o êxtase junto com ele, numa bagunça de gemidos luxuriosos. Seu corpo desabou sobre o meu, me prendendo ao colchão de uma maneira confortante.

Enterrei uma mão em seus cabelos, enquanto a outra acariciava suas costas suadas de prazer. Era como se existisse só nós dois, mesmo sabendo que amanhã seria um novo dia com novas coisas e talvez problemas, mas nada que não pudéssemos lidar.

Negan saiu de cima de mim, me puxando contra seu peito e colocou a mão em minha nuca, por baixo do meu cabelo. Ficamos em silêncio, o único som que se ouvia era da nossa respiração e o crepitar da lenha enquanto seus dedos acarinhavam meu couro cabeludo. Eu estava quase dormindo quando sua voz me despertou.

- Eu estive no Santuário - sua voz estava mais rouca do que de costume, carregada demais - Trouxe Fat Joe e os outros caras que trabalhavam para mim naqueles tempos. 

As palavras me surpreenderam e eu  levantei minha cabeça, olhando seu rosto. 

- Antes era só eu mandar e qualquer um me obedecia por medo, mas agora... agora não é mais assim. Eu tenho que dialogar e muitas das pessoas daqui não querem ir para fora, são difíceis de lidar. Tanto que foi complicado negociar com eles - ele me explicou.

- E o que trazer seus antigos Salvadores para cá muda?

- Eles são fiéis ainda, você precisava ver - ele riu, mas logo sua expressão mudou, mais contida - Eles vão fazer o trabalho pesado e eu vou ter mais tempo para vocês. Vai ser como no Santuário, mas sem ameaças. 

- Eles concordaram? Assim, de cara? - eu não conseguia entender o porquê.

- Sim... eles tem família, alguém por quem lutar, manter seguros... Eles querem o melhor para suas famílias e a melhor comunidade é a nossa.

Eu o olhei, por um longo tempo, tentando lê-lo. Ele achou uma solução para passar mais tempo conosco, trouxe mais pessoas para cá, pessoas que estavam dispostas a se arriscar. Eu não entendia como ele fazia essas coisas. 

- Você não precisa ficar com o pé atrás - ele se pronunciou, esfregando com o polegar o espaço entre minhas sobrancelhas - Eu não obriguei ninguém a vir comigo.

Eu não tinha dúvidas. Negan, apesar de tudo, foi quem manteve aquelas pessoas seguras, apesar do sistema louco que tinha, elas ainda eram gratas.

- Eu confio em você - eu cobri sua boca com a minha, apenas selando nossos lábios.

Deitei de volta em seu peito, não esperando que ele falasse nada, e ele não o fez. Nós nos amávamos. E com amor, não há nada que não pudéssemos ultrapassar.


Desculpa pelo sustinho, quem achou que era real? ��

 



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