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História Depois que te conheci - Capítulo 3


Escrita por: luzinanda

Notas do Autor


Boa leitura para todxs 🦋

Capítulo 3 - Lonely eyes


Olhos solitários
Ela tinha aqueles olhos solitários
Eu só sei porque eu os tenho também
Olhos solitários
Não, você não precisa se esconder
As coisas que você sente por dentro, eu também sinto
Porque estou sozinho como você


Eren havia mandando um "olá" um dia depois da troca de contatos e Levi, mesmo inseguro, respondeu com um "oi" simples. Uma resposta que considerou boa o suficiente.

Isso se a mensagem tivesse sido enviada. O Ackerman se viu bufando em cima do próprio almoço após verificar novamente o telefone e constatar que o ícone de enviado ainda não tinha aparecido ao lado da sua resposta. Seus dados móveis estavam ligados e seu plano pago, porém mesmo com sinal suficiente, a internet simplesmente não funcionava.

Isso estava lhe matando, ele só queria responder a maldita mensagem e esquecer o assunto pelo resto da semana. Mas isso se tornava impossível quando a maldita operadora não conseguia cumprir com o mínimo.

– Você está a semana toda emburrado. – Isabel ignorou completamente o olhar assassino que recebeu ao cutucar Levi com seu garfo sujo de espaguete. – Não adianta me olhar assim, desembucha, porque parece tão ansioso?

– Não é da sua conta. – Murmurou, sua resposta gerando um olhar contemplativo de Armin e um arregalar de olhos de Farlan.

– Aconteceu alguma coisa? – Armin perguntou preocupado, as sobrancelhas juntas. Em um dia normal, Levi ignoraria Isabel e continuaria com sua discussão interna e suas caras e bocas – que ele jurava não fazer –.

– Até você? – Armin suprimiu a vontade de rir da forma como as bochechas de Levi se estufaram, foi necessário algum esforço para se controlar. 

– Não é nada que possamos ajudar? – Farlan foi quem perguntou dessa vez, parecendo minimamente mais corajoso agora que Levi parecia dar algum espaço.

O de cabelos escuros olhou para Farlan, olhos cinzentos nem um pouco impressionados, a boca se abriu e então fechou, em silêncio, como se estivesse pensando se valia mesmo a pena dar uma resposta.

O loiro tremeu quando Levi apoiou o rosto nas mãos, lhe encarando com as sobrancelhas levemente franzidas. O cara podia ser pequeno, mas tinha uma aura ameaçadora que prometia chutar sua bunda a qualquer momento.

– Meu plano de telefone não quer funcionar. – Isabel abriu a boca, mas Levi continuou a falar, interrompendo qualquer fala óbvia da garota falante. – E eu paguei a conta.

– Não é seu celular? – Armin apontou para o aparelho nem um pouco novo. – Talvez esteja na hora de comprar outro.

– Não, porque quando é wi-fi, essa merda funciona. – Bufou, impaciente. – É a operadora que não faz o que deve.

– Eu nunca o ouvi falar tanto. – Farlan sussurrou para Isabel, seus olhos presos em Levi que o encarava em meio ao assunto.

– Uh, estou impressionada. – Sussurrou de volta, sorrindo e levantando um polegar quando foi encarada pelos olhos cinzentos. 

– Esquisita. – Levi acabou dizendo, voltando então sua atenção de volta para Armin. – Porque estamos andando com eles?

Armin riu, dando de ombros, nem ele tinha a resposta para isso.

– Não adianta reclamar, nós quatro sabemos que você gosta um pouquinho da gente. – Isabel disse, um bico mimado no rosto.

Farlan concordou, movimentando a cabeça enquanto Armin continuava a rir.

E Isabel não estava exagerando, durante a semana os quatro andavam juntos até às salas de aula, se separando apenas nos corredores correspondentes, almoçavam juntos e até mesmo iam embora juntos, Levi tinha parado de mandar Isabel se calar e desistiu de afastar Farlan e sua mania pegajosa de sempre encostar ao conversar, o corvo permanecia silencioso, porém obviamente estava mais confortável que antes com as adições em seu minúsculo círculo de amigos.

– "Eu dou o braço e eles querem o corpo todo, o pior é que não posso contrariar, receber caronas dos carros de aplicativo que esses dois pedem, ajuda muito, além de não ter tempo para pensar em certas merdas quando Isabel tá sempre gritando nos meus ouvidos."  – Pensou, revirando os olhos e se recusando a dar qualquer resposta para a ruiva.

Nunca admitiria nada.

Após as aulas, ele e Armin dividiram o turno no trabalho, passando as horas correspondentes atrás do balcão servindo café, Isabel já tinha passado ali, acompanhada de Farlan assim como o senhor Krueger, que estava nos fundos conversando baixinho com a mesma senhora de sempre.

A rotina era a mesma e conforme a noite chegou, o movimento também diminuiu, dando tempo para os dois universitários mexer no celular e conversar distraidamente, Armin até mesmo estava com um de seus livros de programação, lendo e fazendo anotações ao mesmo tempo.

– Conseguiu resolver a situação com a operadora? – Armin perguntou ao fazer uma pausa, estalando os dedos. 

– Não, eu liguei e eles disseram que tudo está funcionando corretamente. – Abriu uma rede social qualquer, mostrando para o loiro. – Mas nada funciona, simplesmente diz que não têm internet.

– Isso é estranho…

– Meu plano é o mais barato, é claro que eles não vão resolver. – Estalou a língua.

– Não estou surpreso. – Armin puxou o próprio telefone. – Meu plano é um pouco diferente do seu, mas funciona.

– Essa porcaria. – Suspirou, bloqueando a tela e colocando o telefone no bolso de trás, porém antes que soltasse, sentiu o aparelho vibrando. 

Puxou de volta, encarando a tela em confusão, uma mensagem da operadora lhe parabenizando surgiu com várias outras, explicando coisas como bônus de internet e ligação.

Uma delas dizia que o plano premium anual tinha sido contratado com sucesso, ainda confuso, Levi deslizou o dedo na tela, só para descobrir que agora sua internet estava funcionando.

– Que merda está… – Sua voz morreu quando viu que Eren estava digitando, provavelmente para responder ao seu cumprimento atrasado.

[Eren 20:12]: Sua internet funcionou?

[Eren 20:12]: Agora posso falar com você.

A figurinha da Gretchen rindo fez Levi bufar, segurando a própria risada desacreditada, Eren tinha contratado um plano para ele? Inacreditável.

– Não acredito que ele fez isso. – Sussurrou, sendo infelizmente escutado por Armin, que levantou o pescoço, lendo sua conversa por cima do ombro.

– Eren? – As sobrancelhas loiras estavam juntas novamente. – O Jaeger? Quando vocês trocaram contato?

– Não é da sua conta.

– Claro que é. – Em um movimento rápido, Armin agarrou o telefone do amigo, lendo tudo que podia antes do aparelho ser resgatado. – Um plano anual? Caramba, isso é caro. – Riu abertamente quando Levi fechou a cara. – Você tem um sugar daddy?

– Você é impossível, sabia? – Virou o rosto, escondendo o leve rubor em suas bochechas. – Ele me deu uma carona um dia, disse que gostaria de sair… comigo.

Armin piscou, totalmente surpreso com a informação. Até o momento, estava apenas provocando Levi, mas a confirmação de que Eren Jaeger estava mesmo interessado mudou tudo.

– Você aceitou. – Acusou, sorrindo quando Levi voltou a lhe encarar apenas para fazer careta. – Isso é bom.

– O que?

– Você finalmente conseguiu um velho, já que só tem quedas por homens de terceira idade. – Recebeu um tapa dolorido no braço, mas não parou de falar, segurando a pele dolorida. – Como o senhor Smith, por exemplo, sinceramente Levi, ter uma queda pelo professor velho e hetero? Ele ainda é pai do Farlan.

– Eu não sabia. – Cruzou os braços. – E eu não acho mais ele tão bonito assim, as sobrancelhas são…

Entortou o nariz, contrariado com os próprios gostos estranhos.

– Claro que não gosta, tomou um chá do Eren a ponto de concordar em sair com ele. 

– Armin, desde quando você é sem vergonha assim? – Nesse ponto, Levi já tinha desistido do amigo loiro, pois quando queria Armin podia ser insuportável. – E você é hétero, não sabe como funciona, quem disse que não fui eu quem-

– Você não me engana, Levi, nem adianta. – Levantou o nariz em desafio. – E eu já comi um cu, sei muito bem como funciona.

– Informação demais, porra! – A cara mortificada pareceu deixar o loiro satisfeito, pois se calou após dar de ombros. – E eu não sou passivo.

– Claro, aham, você não é. – Eles se encararam novamente, se desafiando, porém Levi precisou quebrar o momento, seu celular vibrando em cima do balcão.

[Eren 20:29]: Você está bem?

[Levi A. 20:30]: Contratou um plano para mim? Sério?

[Eren 20:30]: Sim

A figurinha de um bebê piscando adoravelmente surgiu em sua tela.

[Levi A. 20:31]: Porquê está fazendo isso?

[Eren 20:31]: Eu quero falar com você, não é grande coisa.

Eren enviou mais figurinhas fofas, algumas de bebês, outras de gatinhos.

[Levi A. 20:31]: Você não deveria ter feito isso.

[Eren 20:32]: Me desculpe.

A figurinha de um bebê fazendo bico arrancou um sorriso involuntário de seu rosto, era impossível ficar com raiva de Eren quando ele enviava tantas figurinhas fofas. É como se o Jaeger já soubesse o que poderia lhe derreter.

[Eren 20:34]: Você está livre neste fim de semana?

[Levi A. 20:34]: Vou trabalhar durante a manhã, só.

[Eren 20:34]: Quer sair? Podemos ir jantar em algum lugar.

[Levi A. 20:35]: Parece legal, pode ser.

[Eren 20:35]: Bom, te pego às sete então, eu já sei onde você mora.

[Levi A. 20:36]: Eu deveria me preocupar com isso?

[Eren 20:36]: Talvez, tudo depende da quantidade de roupas que usa para dormir.

[Levi A. 20:36]: Nada que seja da sua conta.

[Eren 20:36]: Nunca achei que você facilitaria mesmo.

Enviou mais figurinhas, fazendo Levi balançar a cabeça desacreditado. Os detalhes logo foram acertados e em algum momento, a conversa terminou, pois o mais velho precisou atender alguém que chegou em sua casa.

Levi não percebeu que estava sorrindo durante todo o tempo que falou com o Jaeger.

O celular voltou a vibrar e sorrindo ainda mais, Levi desbloqueou a tela, ficando surpreso ao perceber que a mensagem era de Mike, seu sorriso morrendo lentamente enquanto digitava a resposta.

[Mike 20:55]: Você sai às nove, não é? Vem aqui depois do trabalho.

[Levi A. 20:56]: Ok.

&&&

Eren encarou o telefone com um sorriso pequeno no canto dos lábios. Mesmo com todas as figurinhas e tentativas de ser mais agradável e até engraçado, Levi não mostrou nenhuma diferença em seu modo de agir, até mesmo digitando o mais baixo mostrou uma personalidade um tanto peculiar, com respostas curtas e grosseiras. Podia imaginar o bico fofo nos lábios e o olhar profundo e distante nos olhos azuis enquanto mexe no celular. Um olhar que Eren reconheceu, algo que a muito tempo, só tinha visto em si mesmo.

Ele é interessante, com certeza.

Na noite em que se conheceram, Eren não estava em seu melhor dia. Tinha acabado de sair de uma briga pesada com um de seus melhores amigos, Jean, após ser flagrado com Marco em seu próprio escritório.

Normalmente Eren não se abalaria, ele nunca foi do tipo envergonhado, mas a reação e expressão de Jean ao vê-lo dentro do assistente fofo e sardento foi explicação o suficiente para a explosão que se seguiu.

Ele nunca tinha percebido antes que Jean era apaixonado por Marco, talvez amigos, pois os dois estavam sempre conversando e rindo quando comiam juntos no horário de almoço, no entanto nunca tinha percebido nada além disso entre os dois, principalmente por conta da religião e estilo de vida de Jean.

O Kirsten foi criado sob regras difíceis, com uma família muçulmana e completamente tradicional, Jean durante a adolescência mal tocou em pessoas do gênero feminino, não olhou em seus olhos ou as teve em seu círculo de amizade íntimo, até mesmo com Sasha, a amiga que sempre esteve com eles em seus tempos de ensino médio, Jean não construiu qualquer conexão mais profunda, tudo por conta dos costumes diferentes de sua família oriental.

Isso não era encarado como um problema por Eren até aquele dia, Jean parecia feliz, já prometido para uma noiva mais nova e preparada para isso no país de origem de sua família, trabalhando em um cargo alto na empresa de um de seus melhores amigos e cercado de tudo que sempre almejou na adolescência.

Descobrir que seu melhor amigo era inibido a vida toda, que estava não por vontade, mas trancado dentro do armário do preconceito e repreensão por conta de costumes antiquados e que ele, Eren Jaeger, era o potencializador de todo esse sofrimento, cavou profundamente uma culpa que lhe fez entrar no primeiro lugar barulhento que vendia álcool que achou.

Já estava tonto o suficiente para rir depois de receber um soco nem um pouco fraco do homem baixinho de cabelos pretos, talvez se estivesse sóbrio, teria entrado em uma briga e foda-se se isso não seria sexy para caralho.

Foi impossível não se interessar pelo mais novo. Olhos azuis caídos, bochechas coradas pelo esforço da dança nem um pouco decente que fazia bem na sua frente – sem perceber –, boca desenhada que formou um adorável bico quando percebeu que tinha batido em alguém que só queria ajudar.

Eren nunca admitiria que já estava interessado ali, era melhor não arriscar outro golpe.

E então veio a noite de completo descontrole e aquela foi uma fuga com o melhor desfecho imaginado. Eren nunca pensaria que ficaria tão louco por alguém em um momento que só queria esquecer, Levi conseguiu muito mais dele do que isso, ele lhe levou em um orgasmo intenso que deixou seus dedos dos pés torcidos e uma leve câimbra em uma de suas pernas.

E por alguns dias, realmente pensou em procurar o baixinho com um punho poderoso e olhar estoico, talvez repetir a dose e manter um contato como aquele para algo fixo como Marco era antes de descobrir tudo.

Mas quando não achou nada relacionado a Levi – não poderia esquecer esse nome –, acabou deixando o assunto de lado, isso até Isabel, sua linda afilhada de dezessete anos, lhe arrastar até a cafeteria onde o amigo de faculdade trabalha, este que era ninguém mais do que Levi, um universitário fofo de dezoito anos.

E foda-se, ele estava velho para isso, era drama demais. Enquanto Levi parecia completamente alheio e tranquilo com tudo aquilo, Eren estava surtando por dentro, pequenas gotas de suor escorreram de suas têmporas quando descobriu ter transado com alguém tantos anos mais novo.

Ele nem tinha pique para isso, fios brancos já estavam querendo nascer, sua perna direita estava sempre com câimbras e seu tanquinho de vinte anos ameaçando sumir.

O que um universitário com uma vida inteira para construir pela frente ia querer com alguém como ele? 

Seus próprios pensamentos foram como um balde de água fria, pois pior do que ter uma noite inesquecível e não ter contato com a outra parte disso, é saber exatamente onde tal pessoa está e não se atrever a se aproximar.

Ele achou que conseguiria manter essa convicção, isso até estar sozinho com Levi em seu carro e perceber um brilho de interesse por trás dos olhos opacos.

Quando sua campainha tocou, Eren não disfarçou o sorriso satisfeito de seu rosto, este sumindo só quando percebeu quem estava em sua porta.

– Zeke? – Eren não estava realmente surpreso, Zeke vinha ligando nas últimas semanas para relatar todos os seus problemas, porém mesmo assim não era como se estivesse esperando que algo do tipo acontecesse com seu próprio irmão. – O que faz aqui? Você mora no outro lado da cidade.

Olhou para o chão, ao lado dos pés do loiro, percebendo algumas malas bem ali.

– Morava. – Suspirou o mais velho. – Meu chefe me demitiu e Pieck me fez assinar os papéis do divórcio, eu… não tenho para onde ir.

Encarou os olhos verdes do irmão, havia tristeza e muita mágoa nas piscinas tão parecidas com as próprias e mesmo que ele e Zeke estivessem distantes a muitos anos, nunca negaria apoio, principalmente em um momento como aquele.

– Claro que você tem para onde ir. – Sorriu na tentativa de confortar o mais velho. – Entra, tem alguns quartos extras, pode escolher um para você.

Pegou duas das malas, arrastando para dentro enquanto Zeke lhe seguia. Eren sentia os olhos dele queimando suas costas enquanto andava pelo apartamento.

– É um belo lugar. – Assoviou, olhando para a decoração em tons de bege, marrom e cinza, o chão feito em madeira corrida e os enormes sofás cinza claro em volta da mesinha de madeira de centro, na lateral duas enormes estantes com livros e action figures que colecionava. – Vovô te deu uma vida boa, não é? Quem diria que o filho do meio herdaria tudo.

– Zeke. – Eren não queria soar repreensivo, principalmente quando entendia que o irmão só estava descontando a frustração na primeira pessoa que encontrou, porém não aceitaria escutar algo como aquilo, visto que o próprio Zeke havia aberto mão de sua parte e dado para Eren. – O que aconteceu? Você sempre foi um bom contador.

– Eu trabalhava para a família Galliard, o homem com quem Pieck está se envolvendo agora é um deles, então eles me demitiram por pedido dos dois. – Suspirou, olhando para as mãos. – Minha vida desabou na minha frente e eu...não pude fazer nada, eu fracassei. – Apertou os olhos, tentando inutilmente segurar as lágrimas que insistiam em descer. – Oito anos de casamento jogados fora, tudo porque eu não me sentia pronto, talvez eu nunca esteja, filhos são… muita responsabilidade.

– Você não fracassou. – A mão de Eren descansou nas costas de Zeke, iniciando um carinho fraternal, a voz soando macia. – Relacionamentos podem acabar, as pessoas são imprevisíveis, você deu o seu melhor e a fez feliz o máximo que pôde.

– E o que você sabe sobre isso? – Estalou a língua. – Foi você quem pediu o divórcio, não é? Ficou solteiro por escolha, herdou tudo que podia depois de se formar, o pai te ama e a sua mãe também, você não sabe o que é fracassar, Eren.

– Está enganado. – Sua voz soou baixa, quase quebrada e com um puxão firme em seus pulmões, se forçou a se acalmar, aquele não era o momento. – Vou colocar você à frente da contabilidade dos hotéis, contratarei uma assistente. Você é meu irmão, não vai ficar desamparado. 

– E isso muda seus privilégios? – A pergunta de Zeke foi baixa, a voz tão frágil quanto sua postura e com um suspiro, Eren apenas saiu, dando as costas enquanto o loiro seguiu pelo corredor, procurando o próprio quarto.

Talvez se ele tivesse mantido contato, tivesse sido um irmão mais interessado, mais presente, talvez Zeke não estivesse tão quebrado agora. Em tudo que aconteceu, Eren tinha sua própria parcela de culpa.

O irmão não deveria ter sido isolado.

Seu telefone tocou, anunciando a ligação de um contato já recorrente, Eren não precisou olhar o visor para saber quem era, o toque personalizado foi o suficiente.

– Neto. – Cumprimentou a voz cansada e rouca, fazendo Eren anuir em resposta. – Que voz de merda é essa? Hum? 

– Não é nada, avô.

– Sei. – Desconfiado, o mais velho então respirou fundo. – Você vai me contar sobre isso enquanto me leva no estúdio de tatuagem.

– Estúdio de tatuagem?

– Sim, quero uma igual a que você tem no braço. – Falou divertido. – Agora vem aqui embaixo, tô te esperando do lado do seu carro.

E sem esperar por respostas, desligou.

Balançando a cabeça, Eren não enrolou em pegar suas chaves e carteira, descendo de elevador em direção ao estacionamento, onde encontrou seu avô encostado em seu carro, os braços cruzados e um óculos sobre o rosto enrugado, o cabelo grisalho penteado para o lado.

– Eren Neto Krueger Jaeger! – O velho saudou, parecendo mais debochado do que repreendendo o neto de fato. – Eu estou velho, não deveria me deixar esperando tanto tempo em pé, minha coluna não é mais a mesma, garoto.

– Vô. – Riu da careta que o velho fez. – E você deve lembrar que eu não sou mais um garoto desocupado, sabe que normalmente estou trabalhando nesse horário. – Destrancou o carro, entrando no lado do motorista enquanto o mais velho entrava no passageiro. – Desde que passou toda a responsabilidade para mim, só faço trabalhar. 

– Boa sorte com isso. – Riu abertamente. – Eu acho que morreria se passasse mais um minuto dentro de um escritório. Agora a vida é bela.

– Quando me pediu para marcar horário no estúdio onde me tatuei, eu não acreditei que teria coragem. – Já tinha sido avisado com antecedência e por esse mesmo motivo estava em casa, esperando o avô. – Não desci antes pois Zeke chegou lá em casa.

– Eu pedi? – O avô de Eren juntou as sobrancelhas, não lembrando de já ter marcado a ida com o neto. – Zeke? Não gosto dele.

– Ele é seu neto.

– Tecnicamente não é. – Deu de ombros, sendo teimoso e arrancando um suspiro de Eren.

Eren Krueger é o avô materno de Eren e seu irmão mais novo, pai de Carla Krueger e vovô coruja com seu neto mais velho, Eren. Zeke já existia em suas vidas quando Carla se casou com Grisha e Eren avô nunca explicou o motivo de sua indiferença e implicância com Zeke, que sempre aceitou o tratamento sem muita explicação.

Eren sempre sentiu que havia algo a mais, mas nunca conseguiu uma resposta para isso.

A tatuagem foi feita rapidamente e algumas horas se passaram, logo Eren dirigia em direção a casa da família, seu avô estava distraído analisando o desenho em sua pele do braço para notar inicialmente para onde estavam indo.

– Hum? – Krueger disse de repente, se ajeitando no banco. – Porquê estamos indo para a casa do velho Grisha? 

– Ele é mais novo que você, vô. – Foi ignorado. – Mamãe marcou um jantar em família, algo assim, ela me pediu para convencer você a ir.

– Eu não quero.

– Tarde demais. – Mostrou a língua, recebendo um beliscão no braço.

– Você está ficando velho e perdendo o respeito, é? Ainda sou seu avô, neto. 

– É, é, aham… – Não deu muita atenção, continuando a dirigir calmamente.

– Eren, me leva de volta para casa, pelo amor de Deus.

– Não.

– Filho da puta desrespeitoso. – Resmungou, cruzando os braços. – É para isso que te criei? Cresceu e ficou mal agradecido, tratando seu avô como nada, me obrigando a conviver com essa gente insuportável.

Eren cantarolou, ignorando completamente os murmúrios dramáticos do avô, já conhecia a figura o suficiente para saber que aquilo era só drama.

Chegando no casarão dos Jaegers, ambos os Erens foram recebidos por uma Carla sorridente e animada, os olhos cor de mel, exatamente iguais ao do pai idoso, brilharam ao visualizá-los.

– Meu menino. – Apertou as bochechas do filho. – Você emagreceu? Não tem comido? O divórcio não te fez bem, olha esses bracinhos murchos.

– Certeza que o motivo de ter se divorciado foi outra coisa, mais murcha que o braço. – O velho decretou, rindo da expressão de descrença do neto.

– Pelo amor de Deus, pai. – Carla revirou os olhos, segurando então na mão enrugada do mais velho. – Oh minha santíssima, isso é uma tatuagem? Pai, sua pele é frágil, você não pode fazer isso!

Enquanto sua mãe sufocava seu avô sendo uma filha coruja, Eren se esgueirou casa adentro, encontrando então seu pai na sala de estar, sentado na velha poltrona, um sorriso nos lábios grossos, Zeke no sofá ao lado e Berthold, seu irmão mais novo, de frente para os dois, no sofá maior.

Sentou-se ao lado do adolescente de cabelos escuros e olhos verdes.

– Ei cara! – Tentou soar juvenil, mas Bert apenas lhe olhou esquisito. – Como está indo a faculdade?

– Bem. – O mais jovem deu de ombros, distante.

Eren sorriu sem graça, Berthold sempre era difícil de conversar, sendo muito reservado e tímido, o garoto preferia se manter à margem das conversas sempre exageradas da família.

– Eren! – Grisha chamou. – Zeke me contou que ofereceu uma vaga importante para ele. – Sorriu orgulhoso. – Gosto de ver isso, meus filhos trabalhando juntos.

– Não é nada demais, pai. – E realmente não era, Grisha e Carla eram bons pais, atenciosos e gentis, ambos fizeram o melhor para criar filhos decentes e Eren nunca daria o desgosto de dar as costas para o seu irmão mais velho.

– Não seja falso, mano, todos sabemos que você adora ser o centro das atenções. – Zeke jogou, sorrindo maldoso. – Não é mesmo, Bert? 

– Er… – Berthold se mexeu desconfortavelmente em seu lugar. 

– Desnecessário, Zeke. – Eren disse sério, revirando os olhos e se virando para Bert, disposto a ignorar o irmão implicante. – Não ligue para ele, sempre foi chato assim.

– Certo.

– E então? Mamãe disse que você andou compondo. – Os olhos verdes do mais novo brilharam com a menção de música. – Em qual instrumento está fazendo desta vez?

– Violão. – Sorriu timidamente. – Talvez eu também faça uma letra.

– Sério? – Sorriu animado para o irmão, que se iluminou com o interesse. – Você vai ter que me mostrar isso quando ficar pronto, Bert, tenho certeza que vai ficar incrível.

– Você acha?

– Claro que sim, você é ótimo e esforçado. – Bagunçou os fios curtos, se virando então para a mãe que entrava na sala.

– Vamos comer, meninos, a mesa já está posta, o avô de vocês me ajudou. – Carla riu quando o velho resmungou da sala de jantar, os olhos cor de mel presos em Eren e Bert, um sentimento de culpa se plantando no peito da mulher de meia idade.

Berthold era tão tímido e inseguro, mal falando com eles mesmo morando no mesmo teto, era bom ver que Eren conseguia tirá-lo de sua concha, mesmo que um pouco. Talvez precisasse se esforçar mais como mãe, se interessar mais nos gostos do garoto de dezessete anos, alguma coisa ela poderia fazer, certo?

Suspirou, sorrindo quando Eren lhe abraçou.

Sentia saudades de quando todos eram apenas crianças, inocentes e sem conhecer as dores do mundo.

– Querida? – Grisha segurou na cintura fina, olhando preocupado para a expressão distante da esposa. – No que está pensando, hum?

Beijou de leve os lábios rosados de Carla, que riu baixinho.

– Em como nossos filhos cresceram rápido demais. – Olhou para Eren. – De como eles eram inocentes, antes de tudo aquilo acontecer.

– Eles estão bem agora. – Olhou na mesma direção. – Ele está bem agora, nós fizemos o que podíamos e hoje, temos sorte.

– Eu sei. – Suspirou, ficando então na ponta dos pés para beijar os lábios do marido novamente. 

– Nojento! – Eren avô gritou de seu lugar na mesa, o rosto contorcido em nojo. – É por isso que não gosto de vir aqui, vocês me obrigam a assistir esse tipo de coisa, Urgh.

– Deixa de ser implicante, vô. – Eren riu, sentando-se ao lado do velho. – Eles são fofos.

– Ele está com inveja pois está velho e ninguém mais quer ele. – Zeke cutucou, sentando-se de frente para Eren.

O velho encarou o loiro, levantando as sobrancelhas e então virando o rosto, focando em Bert que se sentou também.

– Querido, como está indo a faculdade? Suas notas são melhores do que dos irresponsáveis dos seus irmãos.

– Acho que estou indo bem. – Bert respondeu baixinho.

– Que modesto, meu melhor neto, com certeza o único que puxou minhas qualidades. – Piscou um dos olhos dourados. – Calmo, tímido, paciente, é, me puxou.

– Aham, todos acreditamos nisso. – Carla rolou os olhos, se sentando também.

Enquanto se serviam, ninguém ousou contrariar o velho teimoso, pois quando começava a discutir, não parava mais.

O Jantar terminou e com abraços e carinhos por parte de Carla nos três filhos – Zeke a chamava de mãe desde que fora criado por ela –, se despediram, Bert iria dormir na casa de amigos e Eren e Zeke iriam embora.

O vovô Krueger por mais que reclamasse, decidiu ficar por ali, assistindo televisão sentado na poltrona de Grisha, que tinha o maxilar trincado e um sorriso forçado no rosto.

Eren puxou o celular logo que chegou em casa, enviando mensagens para Levi, perguntando como ele estava e se já tinha saído do trabalho, Zeke estava logo atrás, distraído no próprio celular.

Seguiria direto para o quarto, onde tomaria um banho em seu banheiro e relaxaria antes de dormir, porém Zeke foi mais rápido, segurando em seu braço.

– Antes de você chegar lá na casa do pai, recebi uma ligação da minha advogada. – Explicou. – Historia disse que a irmã se mudou para cá recentemente e precisa de um emprego.

– Historia? A Reiss? – Perguntou surpreso. – Ela está de volta na cidade?

– Ela mesma, sim. – Deu de ombros. – É ela quem está cuidando dos meus papéis de divórcio. – Mordeu os lábios, desviando os olhos de Eren. – Talvez a irmã dela possa ser minha assistente? Seria bom ajudar…

– Tudo bem. – Puxou o celular outra vez, agora enviando mensagens para um contato diferente.

Historia não demorou a responder, explicando que estava a poucas semanas de volta e que ainda estava se ajustando à nova casa que dividia com a esposa, Ymir.

A loira explicou que a irmã estava recém divorciada e que precisava de um tempo e por isso, as três se mudaram para a cidade natal.

Acabaram marcando então de se encontrarem no dia seguinte para um almoço entre amigos, onde conversariam sobre os anos separados.

Historia e Ymir eram amigas de infância, estudavam na mesma sala que Eren, embora não fossem do grupinho da bagunça, sempre acabavam almoçando ou indo embora juntos.

E enquanto falava com a advogada, Eren sentiu o cansaço chegando, guardou o celular, percebendo que até o momento Levi não tinha lhe respondido e dando de ombros, relaxou em seu colchão macio, dormindo quase que automaticamente.

&&&

– Seu cabelo está enorme! – História exclamou animada. – Eu nunca imaginei que você seria o quarentão cabeludo.

– Nós ainda temos trinta, His, não faça isso com a minha autoestima. – Brincou, balançando a cabeça.

– Ela jura que estamos perto dos quarenta e mais longe dos vinte agora. – Ymir disse, entortando o nariz. 

Depois de trabalhar praticamente sozinho, pois Marco, seu assistente, não pôde ir trabalhar naquele dia, Eren agradecia por ter um momento para relaxar no meio do dia estressante, principalmente quando isso incluía ver suas amigas de infância e adolescência.

– E vocês estão se adaptando bem a cidade? Ficaram tanto tempo longe. – Sorriu para a quarta integrante da mesa, Frieda Reiss, irmã mais velha de História. 

– Eu estou procurando uma academia agora, mas só para treinamento, ainda não decidi se quero voltar a lutar. – Ymir olhou para Historia, que sorriu. – Minha mulher não gosta que eu me machuque.

– Eu prefiro que ela descanse um pouco depois da última luta. – Sorriu sem graça. – Não foi fácil assistir você sangrando no ringue.

– Esposa feliz, casamento feliz. – Ymir brincou, arrancando risadas da mesa e um tapa fraco de Historia em seu braço.

– E você, Frieda não é? Sempre morou em outra cidade com sua família, como se sente com a mudança? – Eren foi educado, tentando incluir a mulher claramente deslocada na conversa, Frieda sorriu agradecida, olhando para Eren antes de falar.

– Bem, sinto que agora posso… seguir com a minha vida. – Não passou despercebida a forma como Frieda estava olhando, Eren reconhecia um flerte de longe e coçando a garganta, voltou a olhar para Ymir.

– A academia da minha mãe tem treinadores muito bons. – Sugeriu, recebendo um aceno da sardenta. – Você seria uma adição e tanto.

– É uma boa mesmo. – Deu de ombros. – Passarei lá mais tarde.

– Zeke disse que estava precisando de uma assistente. – Historia pontuou, claramente incomodada com o assunto anterior. – Você acha que poderia ajudar Frieda? Infelizmente eu ainda estou me adaptando ao escritório novo e não posso ajudar…

– Não se preocupe, a vaga é dela. – Sorriu para as duas Reiss. – Só me dêem uma semana para ajustar tudo.

– Você é administrador da empresa de seus pais? – Frieda perguntou.

– Não. – Quem respondeu foi Ymir. – Ele é dono.

– Dono? – Os olhos azuis da mulher de cabelos escuros se arregalaram. – De todos os hotéis?

– Sim. – Eren se moveu desconfortável, principalmente quando Frieda lhe fitou intensamente. 

– Eu serei sua assistente?

– Não. – Sorriu sem graça. – Eu já tenho o meu, será de Zeke, meu irmão.

– Então. – Historia começou, olhando de Eren para Frieda. – Eu e Ymir temos um compromisso agora.

– Temos?

– Sim! – Beliscou a esposa. – Espero que vocês não se importem com isso, comam a sobremesa sem nós. – Levantou, puxando Ymir para que fizesse o mesmo. – Foi bom rever você, Eren.

– Igualmente. – Eren olhou sem graça para Frieda, que não saiu de seu lugar. – Vocês não querem que eu as leve onde precisa…?

– Não, nós temos um carro, não se preocupe. – E com um aceno, Eren assistiu Historia e Ymir sairem do restaurante, deixando-o sozinho com Frieda. 

As intenções das irmãs estavam bem claras agora e enquanto olha para a mulher mais velha, Eren não pôde deixar de pensar que não era ruim.

Frieda é bem o seu tipo, baixinha, bem magra, cabelos escuros e olhos claros, bonita, sem dúvidas.

– Então, His me contou que também é divorciado. – Frieda começou. 

– Sim… – Sorriu sem graça, esse não era um assunto que Eren gostaria de discutir com qualquer um. – Como tem se sentido com toda essa mudança?

– Temos algo em comum, então. – Sorriu colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. – Ainda é tudo muito novo para mim, sinto que preciso de um tempo, sabe? Conhecer pessoas novas, ter novas experiências.

– Oh, eu entendo, mudanças sempre são difíceis. – Se inclinou na mesa, apoiando os braços nela. – Mas se precisar de qualquer coisa, não hesite em ligar, Historia é uma grande amiga e você é irmã dela, então também é minha amiga.

– É gentil da sua parte, Eren. – Corou agradavelmente, o que era uma boa visão, porém não despertava nada além em Eren. – Você também é muito bonito, seus olhos são… incríveis.

– Obrigado, você é linda, se me permite dizer. – Desviou o olhar, levemente constrangido com os flertes, quase desconfortável. – Eu preciso voltar ao trabalho, Frieda, precisa de uma carona?

– Se não for incomodar. – Juntou os dedos sobre a mesa enquanto Eren puxava seu cartão, encaixando-o na comanda antes de entregar ao garçom, que logo devolveu o objeto junto da nota fiscal. – Você pagou sozinho…

– Não se preocupe com isso. – Levantou, esperando que Frieda fizesse o mesmo, logo os dois estavam saindo do ambiente moderno e cheirando a comida fresca.

– É gentil da sua parte. – Sorriu para Eren, seguindo quase colada no corpo grande do moreno enquanto iam em direção ao carro no estacionamento.

Antes que entrassem no veículo, Frieda deu a volta, pairando uma mão sobre o peito duro do Jaeger.

– Eren. – Sua voz caiu várias oitavas e Eren percebeu que algo estava acontecendo, seus olhos estudaram a mulher corada a sua frente, bonita demais para afasta-la.

– Sim? – Sua voz rouca causou óbvios arrepios em Frieda, o que foi agradável de ver. – O que você quer, Reiss?

Piscando, Frieda lambeu os lábios lentamente antes de se aproximar, ficando então na ponta das pés e encostando a boca contra a de Eren.

Correspondeu, segurando com leveza a cintura dela. Não havia luxúria nem pressa de sua parte, por mais ansioso que fosse o beijo de Frieda, algo parecia não encaixar, a boca era macia, mas os dois não estavam no mesmo ritmo, nem quando suas línguas se encontraram, não havia nada. Não muito tempo depois, Eren cortou o ósculo, se afastando devagar.

Não encaixou, nem deixou sua barriga tremendo e seu pulso acelerado, era quase desconfortável a falta de química entre os dois e com um sorriso de desculpas, Eren começou a falar:

– Acho que seremos melhores apenas como amigos, certo? – Frieda concordou com a cabeça, os olhos no chão. – Peço desculpas pela minha impulsividade.

– Não é… – Olhou então para cima, encarando Eren. – Tudo bem, podemos ir?

– Certo. – Eren coçou a garganta antes de entrar no carro, Frieda parecia bem e com certeza tinha entendido. – Anote seu número, passarei para que Zeke lhe avise sobre o primeiro dia de trabalho. – Estendeu o celular já desbloqueado, observando enquanto Frieda anotava o número ali.

– Posso ter o seu? – Ela perguntou timidamente, Eren então sorriu.

– Claro, vou te falar e você anota. – Deu partida no carro, seus olhos hora ou outra parando em Frieda, que lhe encarava de volta, olhos azuis mais brilhantes que antes.

Quando olhou para o seu celular, mais tarde naquele dia, Levi finalmente tinha lhe respondido.

Sorriu enquanto entravam em um assunto agradável sobre o curso que o mais novo cursava, mal percebendo o tempo passar.


Não quero ser rude
Há coisas em mim que vejo em você



Notas Finais


Mais personagens surgiram aqui, hein, o que acharam? Alguns assuntos surgiram (espero eu que sutilmente) quem pescou tudo que foi jogado no ar? Desde o primeiro capítulo venho trazendo casa personagem com seu plot quase explícito, então temos muito que trabalhar ainda.

Próxima capítulo acontece o "encontro" do Levi com Eren.
Até mais.


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