História Depraved Heart - Capítulo 22


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Visualizações 102
Palavras 1.907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello depravers, já estou avisando que o capítulo não está tão longo mas antes isso do que nada né? shuashuashshuas. O capítulo anterior teve bastante visualizações, obrigada pessoal, vocês arrasam *-* Tenham uma boa leitura, amorecos.

Capítulo 22 - Fim de Linha


Fanfic / Fanfiction Depraved Heart - Capítulo 22 - Fim de Linha

Addison Rhodes 

Justin e eu passamos uma boa parte do tempo limpando os móveis da sala de estar, ele também me ensinou a cozinhar duas receitas veganas, quiche light de palmito com creme de ricota e omeletes de forno e espaguete ao molho funghi. Eu não tinha a menor vocação para cozinhar, nenhuma das receitas que eu fiz ficaram boas, segundo Justin, o quiche ficou salgado e ficou com aparência estranha e o espaguete ficou com um gosto estranho. Ele me obrigou a provar as duas receitas e achei realmente que o espaguete ficou com um gosto meio estranho mas o meu quiche não ficou tão ruim quanto ele havia dito, se eu presenteasse o quiche a um mendigo ele iria ficar muito satisfeito em comer aquilo.

Meu corpo já estava exausto de tanto cozinhar e limpar, era horrível fazer tudo aquilo, Justin só estava me obrigando a fazer aquelas coisas para me castigar e para me irritar, ele sabia que eu odiava fazer trabalhos domésticos. Mas aqueles não eram os únicos motivos para ele me obrigar a fazer tudo aquilo, estava mais do que na cara que o Justin estava disposto a me transformar na mulher perfeita, ele queria que eu fosse um monte de coisa que eu não era. Ele queria que eu parasse de fumar, que eu comesse apenas verduras, que eu limpasse a casa dia e noite. 

Ele queria que eu fosse uma mulherzinha comum que limpava a casa e ficasse o dia inteiro com a barriga atrás do fogão. Eu odiava ele por me obrigar a fazer coisas que eu odiava, por tentar me controlar como uma bonequinha.

Ouvi o barulho da fechadura e poucos segundos depois Justin adentrou no quarto e me espantei mas continuei deitada na cama já que estava me sentindo cansada demais para me mover. Ele estava segurando uma coisa que parecia um aparelho para ouvir música, olhei para o rosto de Justin e notei que ele me olhava com uma cara de nojo, estava na cara que ele não gostou nada de me ver deitada na cama, ele odiava quando eu me deitava na cama e dormia durante a tarde.

— O que está fazendo deitada aí? — Perguntou ele estressado. — Pode levantar dessa cama senhorita, não são nem cinco horas da tarde ainda. 

Me ajeitei na cama e me sentei na mesma, obedecendo as ordens de Justin, caso eu não obedecesse ele iria começar a levantar a voz para mim e iria começar a me xingar de "preguiçosa" e iria falar coisas como "eu mando aqui". Justin se aproximou e se sentou próximo a mim, em cima da cama. 

— Você nunca irá me deixar Addie. — Os olhos de Justin brilharam. O olhar de Justin começou a me assustar, ele me olhou fixamente por alguns segundos como se quisesse desvendar os meus piores pecados. — Eu sei que o que estou fazendo com você é errado, mas procura me entender, eu fiz isso para você entender que eu posso ser o homem da sua vida. Eu te pedi uma chance naquele dia e você não quis me dar, você cometeu um erro Addie, você deveria ter me dado uma chance, para eu te provar que eu e você poderíamos dar certo. Já que você não me deu essa chance, eu tive que obrigar você a me dar essa chance, te mantendo aqui, pertinho de mim. — As costas das mãos dele deslizaram suavemente pela minha bochecha.

— Mas isso não pode durar para sempre, você sabe disso né, Justin? — Perguntei lembrando da minha vida fora daquela pousada, dos meus amigos e da minha família. — Fora desse lugar eu tenho uma vida, você tem uma vida, nada dura para sempre.

— Eu sei disso, Addie. Até lá você irá perceber que eu sou o homem da sua vida, o homem ideal para você. — Afirmou Justin sorrindo de leve, ele parecia ter certeza do que dizia. — Isso é para você. — Ele me entregou o aparelho que segurava na mão, o aparelho era bem pequeno, a cor do mesmo era cinza e o visor era muito pequeno. — Isso é um mp3 player para você ouvir suas músicas, eu peguei algumas músicas do seu celular e passei para esse aparelho, eu sei que é antigo mas não foi muito difícil de achar, eu comprei ontem quando fui no centro.

— O que foi fazer no centro? — Perguntei, franzi a testa, um pouco confusa. Justin já havia feito a compra no mercado e com certeza ele não foi no centro só para comprar um mp3 player para mim.

— Fui procurar o lugar ideal para nós vivermos e adivinha? eu achei. — Respondeu Justin todo empolgado. — Amanhã nós iremos sair dessa imundície, iremos para um hotel que fica num bairro próximo de Ontário, nós iremos ficar lá até eu conseguir uma casa para nós. 

Nunca na minha vida tinha ouvido tamanho absurdo, que porra se passava na cabeça do Justin? que tipo de intenções ele tinha com aquela loucura toda dele? ele estava mesmo considerando a idéia de comprar uma casa para eu viver junto com ele? que merda, eu estava perdida, eu iria passar a minha vida toda presa a Justin? 

— O que? hotel? — Perguntei horrorizada. — Casa? você irá comprar uma casa para nós? com que dinheiro?

— Fica tranquila, eu tenho minhas economias, eu juntei um dinheirinho para o caso de acontecer alguma emergência, e olha só, não é que aconteceu?

— Você não desiste né? — Perguntei meio desanimada, estava mais do que na cara que a resposta seria "sim".

— Realmente, eu sou muito persistente. Pessoas persistentes tendem a alcançar o sucesso mais depressa. — Ele deu um sorriso, sem mostrar os dentes. — Olha só, é melhor você dormir cedo, porque vamos sair dessa pousada amanhã bem cedo. Você pode até dormir um pouco no carro mas duvido que irá conseguir dormir por muito tempo iremos ficar horas dentro do carro. 

Justin se levantou da cama e caminhou até a porta, ele abriu a mesma e passou pelo lado de fora do quarto, me deixando a sós no mesmo.

                                                                                                                        °°°

Naquele momento eu estava sentada na cama com a minha cabeça apoiada na cabeceira. A única que coisa que me distraia do tédio era o mini mp3 player que o Justin havia me dado, havia bastante músicas no mp3 player mas não tinha todas as músicas que tinha no meu celular. A música don't cry do gun's n roses começou a tocar me deixando um pouco mais relaxada, era incrível o poder que a música tinha sobre mim. 

Já fazia algumas horas que o Justin havia me deixado sozinha, eu deduzi que ele havia saído, olhei para o relógio que estava dependurado no teto, o mesmo marcava nove horas da noite em ponto. Odiava ficar naquele quarto sem nada para fazer, a janela estava trancada com um cadeado e uma cortina escura me impedia de ver o vidro da janela, somente a parte da grade estava livre da cortina. 

Justin era incrivelmente maluco, ele gostava de coisas estranhas, como música clássica, ele era vegano e era viciado em faxina, acho que ele tinha toc ou algo assim. Sentia falta da minha casa e até dos sermões que minha mãe me dava, sentia falta dos meus amigos e até do Noah e de seus ataques. Eu não conseguia imaginar por quanto tempo eu ficaria naquela pousada, mas a vontade que eu tinha de ir embora era grande. Eu não conseguia imaginar o que se passava na cabeça do Justin mas eu tinha certeza que ele não iria conseguir me manter como a prisioneira dele por muito tempo, uma hora eu teria que sair daquele cafofo, viva ou morta.

Tirei os fones de ouvido assim que percebi um barulho de algo sendo quebrado, um barulho de chave entrando em contato com a fechadura soou bem alto, poderia ser o Justin. Minutos depois a porta foi aberta e o Justin adentrou na mesma, ele estava andando de modo estranho ele estava cambaleando, os olhos dele estavam vidrados e um pouco vermelhos, ele estava bêbado. 

Me levantei da cama e caminhei até o Justin, assim que fiquei parada na frente dele senti um cheiro forte de vinho, ele cabaleou um pouco mais até ficar mais perto de mim e me abraçou de um modo desajeitado, estranhei sua atitude já que ele parecia ser do tipo de pessoa que não gostava de ter muito contato humano.

— Eu te amo tanto Addie. — Falou Justin com sua boca próxima a meu ouvido. — Você tem que entender isso de uma vez por todas.

Retribui o abraço de Justin envolvendo meus braços ao redor de suas costas, olhei para o bolso traseiro de Justin, no mesmo tinha uma coisa que parecia uma arma. Levei meu braço cuidadosamente até a arma e consegui tirar o objeto do bolso de Justin, assim que o fiz notei que Justin nem sentiu falta do objeto. Tirei meus braços das costas de Justin e dei uns três passos agilizados para trás apontando a arma em direção a Justin. Ele me olhou com os olhos semicerrados sem entender nada, em seguida deu duas cambaleadas para trás quase caindo no chão. 

— Fim de linha para você, play boy. — Falei toda empolgada, eu finalmente tinha grandes chances de sair daquela pousada. — Me passa a chave do carro e da pousada.— Falei enquanto apontava o revólver em direção ao Justin, eu mantinha meu dedo indicador no gatilho.

— Que absurdo é esse Addie? — Perguntou Justin meio zonzo. — Não faça nada da qual irá se arrepender. — Disse ele enquanto balançava o dedo indicador para cima e para baixo. 

Justin começou a rir alto, comecei a achar estranho pois ele nunca ria, ele sempre estava com a cara fechada. Aquilo  deveria ser efeito da bebida alcoólica.

— Acha mesmo que eu vou te passar as chaves? — Perguntou ele com a voz meio grogue. — De jeito algum, queridinha. — Ele riu em seguida por alguns segundos e depois parou.

— Eu vou atirar em você, hein. Não estou de brincadeira. — Ameacei ele tentando assusta-ló mas não obtive sucesso, Justin começou a gargalhar alto novamente, não me levando a sério. — Eu estou louca para ir para casa e sou capaz de tudo para conseguir a minha liberdade de volta.

— Que isso Addie e os dias que passamos juntos? você não gostou dos dias que passamos juntos? hein sua cachorra? — Perguntou ele com a voz um pouco mais alterada.

— Quer dizer os dias que você me obrigou a passar com você né? foram um saco, você não parava de me obrigar a fazer coisas que eu não gostava, seu filho da puta. — Desabafei nervosa.

— Não vou te dar chave nenhuma, sua cachorra. — Falou ele com a voz mais fraca.

Eu apontei o revólver em direção a barriga de Justin e fechei os olhos e apertei o gatilho, assim que apertei o gatilho o revólver fez um barulho baixinho, abri os olhos novamente e apertei o gatilho novamente na mesma mira mas nada saiu da arma, aquela porra não estava carregada.

— Achou mesmo que a arma estava carregada, mon amour? você é mesmo bobinha. — Disse Justin com a voz meio arrastada enquanto atropeçava nos próprios pés.


Notas Finais


A Addison iria dar uma de espertinha para cima do Justin no capítulo 21 mas eu decidi enrolar até esse capítulo ( Só para ela sofrer mais um pouquinho ). O gif e o nome do capítulo já entregou um pouco o que iria acontecer nesse ep não é? eu não resisti. Obrigada a todos pela visualizações e voltem sempre *-*

Elenco: https://tomorrowsfic.tumblr.com/personagensdh
Nova fanfic: https://www.spiritfanfiction.com/historia/the-mistress-13008612


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