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História Depravity - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá, pessoal, alguns dias se passaram e cá estamos nós para postar mais um capítulo para vocês, e acredito que as postagens serão assim; um novo a cada oito dias.
Bom, gostaríamos também de agradecer aos comentários e os favoritos que tivemos no primeiro capítulo, assim como lhes convidar a ler este segundo no qual teremos mais uma peça deste interessante tabuleiro a se formar diante de vocês.

Boa leitura

Capítulo 2 - Incubus


Fanfic / Fanfiction Depravity - Capítulo 2 - Incubus

Em nome da rosa, em nome da cruz:
misterioso pacto.
Escuridão rasgada em câmaras escuras, o vermelho sela a boca.
Na embriaguez das sensações, sussurros extasiados
as horas permanecem as mesmas.”

Opus Magnum

 

 

O tédio havia-o consumido e estendido suas teias peçonhentas ao redor de cada uma daquelas paredes que o aprisionavam há dias. Uma armadilha, ou melhor dizendo; prisão de luxo na qual se via.

Ao seu alcance tinha de tudo o que seu corpo em forma humana pudesse carecer; comida, água, conforto, tecnologia, todavia, não tinha emoção, não havia prazer ou, como gostava, depravação alguma ali. Estava preso em outro tipo de masmorra que não a infernal na qual esteve enclausurado por séculos e mais séculos sendo torturado física, mental e emocionalmente, de maneira ocasional ao bel prazer de seus criativos e prestativos carcereiros.

Demônios de outras espécies que não a sua própria.

Uruha, como agora era conhecido e desde sempre fez jus a tal alcunha, no momento trazia um semblante entediado em seu rosto de traços orientais atualmente, cujos olhos de pálpebras únicas mostravam certa arrogância e desdém em seu modo caído de ser — para alguns até mesmo sonolentos em seu olhar, confundindo-os, pois comparavam-nos à embriaguez ocasional. Suas íris eram pálidas como o brilho cinzento de uma lua cheia, eram sedutores. Seus cabelos de um louro amarelo e bem claro findavam pouco abaixo de seu queixo — no meio do pescoço —, cujo corpo de medidas esculturais causava inveja a qualquer pessoa atraente. Seu sorriso de dentes infantis contrastava com os lábios carnudos de formato pecaminoso que exigiam serem mordidos, marcados e chupados. As mãos suaves de gestos sensuais acompanhavam todo o conjunto que exalava apenas uma ordem; desejem-me, algo tão intrínseco em seu charme milenar que nada além de desejo e luxúria seriam aceitos, afinal, era um Incubus.

Incubus, palavra que vem do termo em latim “incubare” que significa “deitar-se sobre”, ou como alguns também dizem “aquele que está acima”, cuja palavra em latim que dá nome à sua versão feminina a succubus, vem também do latim “succuba” que significa prostituta.

Criatura demoníaca de forma masculina que invade o sonho das mulheres — ou homens que gostem de outros homens —, assumindo a forma física que melhor lhes atrai física e sexualmente para se alimentar, manchando suas almas enquanto lhes sugam sua energia vital sem a qual não vivem ao ter relações sexuais com suas vítimas durante o sono. Mas, também, segundo as lendas — que acreditem ou não, possuem seu ponto de verdade sim —, as engravidam dando origem a seres mestiços cujos poderes, destinos e a procedência, de certa forma, é incógnita. Isso porque os incubus são naturalmente inférteis, entretanto, fertilizam as suas vítimas através do sêmen coletado pelas succubus — suas irmãs do sexo feminino, cuja função é a mesma, porém, atacam homens ou mulheres que desejem outra dama sexualmente, roubando-lhes energia de suas almas —, lhes dado para tal finalidade.

Antigamente dizia-se que as bruxas deitavam-se com estes seres tornando-se instrumentos malignos, isso segundo o “O Martelo das Bruxas”, o tão conhecido e enigmático Malleus Maleficarum, entretanto, o belo incubus sentado sobre o opulento sofá de três lugares situado na sala ampla de um apartamento na cobertura de um dos edifícios mais caro da cidade, não lembra-se de tal época ou a havia vivido, apenas sabia de sua ocorrência e as atrocidades cometidas pela humanidade uns aos outros, através dos relatos de seu benfeitor e atual carcereiro.

Um demônio de casta altíssima que atualmente atende pelo simples nome de Shiroyama Yuu.

Uma figura desde sempre enigmática, de poucas palavras, olhos ferozes cujas íris mudavam de cor entre tons de azul e o preto, às vezes, um azul tão pálido que parecia cinzento, a depender de seu humor. E foi o preto de sua natureza demoníaca que viu antes de ele o trancar ali há uma semana com a ajuda de uma poderosa bruxa após uma de suas tripulias.

Uruha sentia-se irritado e nenhum daqueles canais de TV exclusivamente de conteúdo adulto, o entretinha mais. Já havia feito coisas piores e mais depravadas do que via ali naquelas imagens em festas na época da Roma Antiga em celebrações para o deus Baco. Através daquela tela de tamanho obsceno de grande havia visto cenas de sadomasoquismo que julgava baratas e sem um pingo de classe, gemidos falsos de mulheres cujos orifícios deveriam estar lambuzados com anestésicos para não sentirem as dores das penetrações de homens bem-dotados — às vezes, nem tanto — e, ainda assim, fingem sentir algo.

Sabia disso por já ter sido dono de uma empresa de filmes pornôs e havia até mesmo atuado em alguns assumindo formas diversas, até mesmo algumas femininas para se divertir e saber como era. Pensar no assunto trouxe um riso divertido carregado de zombaria nostálgica a seus lábios ao se lembrar de quando se transmutou em um cavalo e transou com uma das atrizes durante a gravação de um filme do gênero décadas atrás, enquanto em sua mente lhe mostrava imagens sórdidas de sua persona humana por quem ela na época sentia enorme atração, penetrando-a ao invés do animal, causando gemidos e urros sinceros de prazer carnal.

Nem mesmo Loki em suas peripécias para impedir a consumação do contrato da a construção da muralha ao redor de Asgard, imaginaria isso, embora fosse engraçado e uma divertido alusão à primeira parte do Edda de Snorri escrito na Idade Média que conta um pouco da mitologia nórdica cuja primeira intitulada Gylfaginning, que conta este, entre outros relatos desde diabrete e “caluniador dos deuses”.

Bons dias aqueles, foi o que pensou com certa melancolia ao ter atualmente apenas suas mãos para se aliviar. Havia sido privado até mesmo de sexo com outros mortais, ou imortais, até seu “chefe” voltar com sua sentença.

Um alarde idiota por uma causa ainda mais banal; estava se divertindo, oras, qual o problema? Ok, suas vítimas morreram, mas e daí? Humanos são e sempre foram gado e serviam apenas de alimento e diversão, por isso não entendia tamanha comoção sobre sua pessoa e suas atividades.

Afinal, havia feito o que sua natureza lhe pedia e não havia nada de mais digno e melhor do que fazê-lo seguindo os passos do digníssimo Marquês de Sade “A primeira lei que a natureza me impõe é gozar as custas seja do quem for”, e tal afirmação a seu ver nunca foi mais justa e sábia em toda a sua longa vida.

Suspirou, entediado, com um dos cotovelos apoiados sobre o apoio do sofá e o queixo sobre sua mão, os gemidos sem graça da mulher não faziam seu pau subir, quiçá dar sinal algum de vida, então desligou a TV. Sua vontade era de fundir-se às trevas e esgueirar-se através dela atrás de um pouquinho de diversão que fosse, mas até seu poder de desdobramento — habilidade na qual poderia desvincular seu espírito do corpo e atacar as pessoas em seus sonhos, obtendo delas diversão e alimento, quando não poderia ir em corpo físico fazê-lo —, não podia utilizá-lo graças ao sortilégio potente da bruxa maldita que a mando de Yuu selou o local e a ele lá dentro em conjunto.

Ergueu-se, irritado, e foi até a sacada para observar a noite e sentir como se parte de suas baterias estivessem sendo recarregadas. Olhou para os outros prédios ao redor e viu no mais próximo o que seria uma moça passando por um cômodo qualquer, provavelmente moradora do apartamento em questão, o que trouxe um sorriso sacana e uma ideia engraçada.

Debruçou-se sobre limite envidraçado e observou cuidadosamente o local em busca dela, encontrando-a na sala. Focou os olhos nela e tentou à distância em que estava a influenciar de alguma maneira. Não se sentia fraco apesar ter comido há dias, por isso acreditou que daria trabalho, mesmo assim valia a pena a diversão. Manteve-se concentrado em sua figura tentando lhe passar alguma mensagem libidinosa em sua mente, diretamente, e a viu se mover sobre o sofá, ou seja, ela o sentiu. Mais confiante seguiu em seu objetivo e a fez desligar o aparelho para poder vislumbrar seu reflexo na tela de tamanho exagerado do aparelho de televisão, ela assim o fez. Em seguida a viu se apalpar e tocar em certos locais, não lia exatamente seus pensamentos, mas induzia bastante coisa. Cenas despudoradas de sexo selvagem com um rapaz, em seguida uma moça e mais outro homem.

Ah, ela sonha com dupla penetração…”, constatou com divertimento e mandou as mensagens bem vivas e nítidas. Homens bem-dotados e uma mulher cuja depilação era a mesma das atrizes de pornô sueco; linda, rosada, fechadinha e doida para ser chupada.

O incubus mordeu o lábio inferior, satisfeito, seu sexo se enrijecendo sob suas vestes sendo colocado para fora em seguida para ser tocado por suas mãos na ausência de uma alternativa melhor e mais prazerosa.

Sabia que ela gemia de modo arrastado e pela posição se estimulava em dois orifícios, enquanto bombeava a si próprio sem se importar com a presença austera que se fez presente na sala, vindo em sua direção enquanto o olhava em sua tarefa de prazer solitário.

Estava perto de seu ápice e gozou sujando suas mãos e a parede de vidro, pouco depois da moça tê-lo feito na casa dela. Virou-se ao demônio com um sorriso desafiador em seus lábios, vendo nos olhos dele um vazio azulado quase cor de anil.

Uruha não subiu suas calças, retirando-as por completo ao erguer as pernas e lhe chutar para saírem de seu caminho, e seguiu até aquele que não mostrava qualquer tipo de emoção. Parado à sua frente, levou os dedos lambuzados aos lábios e os sugou num convite transparente de que caso quisesse estava pronto para outra, os retirando da boca para fazer com que Yuu os cheirasse, levando um tapa.

— Recomponha-se, nós vamos sair — decretou de forma séria.

— Hum… vamos a onde? Motel, casa de swing, suruba? Estou doido pra foder no meio de várias pessoas com elas me apalpado e idolatrando, Aoi — respondeu sem medo ou respeito pela casta a qual ele pertencia, usando o nome pelo qual por muito tempo foi o único que soube e o chamou.

— Não interessa, apenas faça o que lhe mandei, Uruha. Obedeça — ciciou e isso o fez sorrir anasalado, erguendo as mãos em sinal de derrota fingida, imersos em soberba, antes de seguir à parte interna do triplex no qual estava a fim de seu ritual de beleza diário e se arrumar para seja lá o que seu chefe tivesse em mente.

Independente de ser bom ou não, estaria impecavelmente vestido e mais belo do que tudo e todos aonde quer que fosse, afinal, era Uruha.

Um ser milenar que viveu desde a antiga Suméria, cujos meros e irrisórios mortais tinham o privilégio de contemplar ao longo dos séculos sua estonteante beleza, não importando a época da história humana ou sua forma física usada, uma vez que após ser transformado no que era espalhava sua beleza e os ludibriava suas vítimas encaminhando-as à morte através de seus quase infinitos encantos.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo desde já agradecemos pelos futuros comentários, o feedback é bem importante e nos mostra se estamos ou não no caminho certo, assim como compartilhamentos e favoritos na visibilidade do projeto; perdão os erros de português, concordância, ortografia, entre outros encontrados pelo caminho, um beijo, até o próximo e tchau (/^▽^)/


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