História Depressed Girl - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Mark, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Depressão, Girl, Maduh Jenner
Visualizações 10
Palavras 1.646
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Um


Olá, me chamo Maria Eduarda. Tenho 17 anos e moro atualmente em Seul, na Coreia do Sul. Vocês devem se perguntar o porquê de uma garota brasileira morar na Coreia, bom minha mãe ela é coreana, na verdade era. Minha mãe faleceu em um acidente de carro a uns dois meses e meu pai, bom ele me abandonou quando eu tinha 3 anos.

Apesar de ser brasileira, tenho traços parecidos com os da minha mãe e eu bom, me considero coreana. Estudo na Universidade Seul High School. A grande maioria dos meu colegas me chamam de “garota estranha” ou a “garota deprezona”, só pelo simples fato de eu estar sozinha e na maioria das vezes chorando pelos os cantos.

Muitos dos professores já tentaram falar comigo e me ajudar a procurar ajuda, porém, não é fácil. A depressão é uma doença que você não pode simplesmente esquecer do dia pra noite. Eu sempre fui a típica garota alegre, sorria para o mundo e era feliz. Só que a vida não é um mar de rosas. Decepções aparecem e às vezes, é algo para fortalecer a gente mesmo que essa decepção demore para ir embora.

Nesse exato momento, estou sentada no jardim da escola com meus inseparáveis fones de ouvido. Junto ao meu caderno de desenho, acabo por desenhar uma garotinha. Quando a música para, escuto risadas vindas em minha frente, em direção ao portão principal. Apesar de cobrir meu rosto com o capuz, vejo dois dos alunos mais bagunceiros da minha turma rindo da minha isolação.

Guardo rapidamente minhas coisas e levanto, saindo dali o mais rápido possível. Odiava quando eles riam de mim, só pelo simples fato de ter depressão e por não ter ninguém da minha família. E novamente eu estava por chorar naquele mesmo dia. Fui até a sacada da Universidade e sentei no chão mesmo. Levantei as mangas do meu casaco e tirei uma lâmina da bolsa. Olhava meu braço cheio de cicatrizes e as lágrimas aumentavam.

Fui até uma parte sem nenhuma cicatriz e passei a lâmina no braço, fazendo alguns cortes – não tão fundos – naquela pequena área. Senti o sangue escorrer por meu braço e eu pude relaxar, sentindo minhas lágrimas e sangue escorrerem em sincronia. Rapidamente limpei tudo e desliguei a música que tocava em meu celular.

Olhei as horas e vi que estava 5 minutos atrasada para a aula de filosofia. Desci matar essa aula, já que ninguém sentiria minha falta mesmo. Fui até a cantina vazia e comprei alguns salgadinhos e um refrigerante. Fui até uma parte escondida do enorme jardim e fiquei lá até dar a hora de irmos embora.

Fingia ouvir música e passei pelo grupinho de meninos da minha sala e pude ouvir eles zoarem e serem repreendidos por um deles. Apenas ignorei e segui meu caminho. Atravessei a rua sem olhar mesmo, já tinha aquele típico costume louco que algum dia poderia causar uma tragédia enorme.

Ouviu novamente aquelas mesmas vozes e revirou os olhos. Só poderia ser brincadeira ter que morar perto daqueles garotos. E novamente ouviu um deles cochichar e ser repreendido. Mas apesar de ele repreender, sempre acaba rindo junto com os amigos. Atravesso a rua novamente e pego as chaves de casa dentro da bolsa.

Olho de canto e vejo-os entrar na casa  – lê-se mansão– ao lado da minha. Quando eu era pequena e tinha acabado de me mudar mamãe e eu havíamos ido ver a casa ao lado e era realmente grande. Com certeza já deve estar completamente diferente desde que eu havia visto. Notei que olhava para a casa e entrei na minha. Fechei a porta e joguei minha bolsa no sofá.

Ouvi meu estômago roncar e eu direciono meus pés para irem até cozinha encontrar algo para comer. Buguei vendo que teria que ir ao mercado e comprar comida. Subi rapidamente e fui até meu quarto, no segundo andar da casa. Fui até a mesinha que ficava na janela aberta e eu tirei o capuz da cabeça. Abri uma das gavetas e peguei o dinheiro da pensão que eu recebia do governo.

Senti estar sendo observada e por descuido meu, olhei para a fora. Ou melhor, a janela em frente a minha. E lá estava os 7 garotos com a boca aberta. Fechei a cortina rapidamente e tranquei a gaveta. Coloquei o capuz de novo e desci. Peguei as chaves de casa e sai trancando a porta. Dei os primeiros passos e pude escutar meu nome ser chamado.

Olhei e vi aqueles garotos de novo. Acelerei meus passos, porém, um deles conseguiu bloquear meu caminho. Respirei fundo e engoli em seco.

– Não escutou a gente chamando? — perguntou calmamente.

– Não, — menti. – Estou com pressa, pode dar licença, por favor? — pedi, tentando me controlar.

– Não antes de conversarmos. — disse um deles atrás de mim.

– Olha sinceramente, vocês realmente querem conversar com a “garota depressiva” ou a “garota estranha” da sala de vocês? — perguntei, tentando não ser grossa.

– É disso que queremos falar.

– Vieram trazer mais apelidos “carinhosos” para mim?! Olha, já perdi meu tempo demais com vocês. Me dêem licença! — digo.

– Pra quê tanta grosseria? Só queríamos pedir desculpas! — disse Taehyung.

– E por quê, vocês fariam isso? — perguntei.

Silêncio.

– Foi o que eu pensei, desculpas aceitas. Só não venham com esse papo de novo. — digo e saio dali.

Um “Espera!” foi escutado, me fazendo parar no mesmo instante. Alguém correndo veio até mim e tentou levantar o capuz, levando um tapa em sua mão.

– Olha, de verdade... Queremos pedir desculpas. — disse.

– E eu já disse de verdade, estão desculpados! Agora me dê licença, Seokjin!

– Como sabe meu nome?

– Estudamos juntos na mesma universidade, na mesma turma, você queria o que? — pergunto cruzando os braços.

– E como eu não lembro de você? — perguntou.

– Simples, você estava concentrado demais naquelas piriguetes de quinta categoria. — digo.

– E por quê você se esconde?

– Olha Jin, eu realmente não quero falar sobre isso. Volte para seus amigos e vão atrás das piriguetes que vocês estão acostumados a pegar e esqueça da minha existência. Vai ser melhor assim. — digo por fim, saindo dali.

– Espera! Nós vamos nos ver ainda? — perguntou.

– Somos de mundos completamente diferentes Jin. E com certeza, seus amigos não irão querer perder a popularidade pelo simples fato de um deles estar conversando com a esquisita da universidade. — digo e viro a esquina.


(...)


Após ter chegado do mercado, fiz um pouco de arroz e kimchi. Lavei toda a louça depois de limpar o prato e fui para o meu quarto. Fechei a janela, mas antes olhei a casa a frente e pude vê los se divertindo junto com algumas garotas da Universidade. Sai da janela e fui até o guarda roupa. Peguei meu pijama e minha toalha, coloquei tudo bonitinho no banheiro e tirei a roupa jogando no cesto de roupa suja.


Olhei para meus braços, barriga e perna cheias de cicatrizes. Uma lágrima solitária desceu e eu rapidamente limpei ela. Liguei o chuveiro e entrou sentindo aquela água quentinha bater em minha pele, causando arrepios. Massageio o meu couro cabeludo e logo limpando em seguida com o shampoo e condicionador.


Termino meu banho e me seco na toalha, logo enrolando pelo o meu corpo. Olhei uma última vez no espelho e vi aquelas cicatrizes por meus braços. Olhei meu rosto e vi o quanto abatida eu estava. Suspirei e coloquei meu pijama e saí do banheiro. Sequei meus cabelos e o alisei, porque sabia que eu ia ficar com preguiça de manhã para alisar o mesmo.


Voltei ao banheiro e escovei os dentes. Desci e liguei a TV colocando na Netflix. Procurei qualquer coisa interessante até me deparar com o filme “The Duff”. Já tinha ouvido falar sobre aquele filme e de como muitas pessoas se identificaram com Bianca Piper – a protagonista, do filme.


(...)


Após o filme terminar fui ver que horas eram e me surpreendi por ainda ser 21:00. Enquanto passava os créditos do filme, percebi o quanto eu era uma Duff apesar de não ter “amigos”. Balancei a cabeça tirando tais pensamentos e desliguei a TV. Apaguei as luzes e subi para o meu quarto. Olhei para a janela e vi os meninos se despedindo das piriguetes. Revirei os olhos e continuei observando até um deles olhar para a minha janela e eu pular para fora da mesma.


Merda, Maria Eduarda!… pensei.


Escutei meu celular apitar três vezes e eu fui até ele. Peguei o mesmo e desbloqueio ele. Três mensagens de um número desconhecido. Franzi o cenho e fiquei pensando se abriria a mensagem ou não.



Desconhecido

[21:15]


Oi..

É o Jeon.. Jeon Jungkook.

Seu vizinho..


Me

[21:17]


Ahn.. Oi.

Como conseguiu meu número?


Desconhecido

[21:18]


bom, foi meio difícil.. mas eu consegui com uma das professoras.

por favor, não fique chateada com ela.

ela só quer poder te ajudar.. assim, como. eu também quero.


Me

[21:18]


e pq um dos populares querem me ajudar?

olha Jungkook, obrigada, mas não há nada e nem ninguém que possa me ajudar..

apaga o meu número que é melhor para você


Desconhecido

[21:19]


Citando Biollo?


Me

[21:19]


Achava que era a única que ouvia as músicas do Biollo…


Desconhecido

[21:19]


não rs, são poucos os jovens da nossa idade que escutam Biollo.

e pelo jeito, temos coisas em comum..


Me

[21:20]


bela tentativa Jungkook..

eu já disse, não há nada que possa me ajudar.

e melhor você continuar com a sua vida..

e eu, bom.. quem sabe tirar ela..


Desconhecido

[21:20]


NÃO!

nem pense em tirar sua vida!

essa tristeza vai passar..

ainda há esperança..

eu vou te ajudar..

podemos nos encontrar?

tipo, agora?


Me

[21:21]


não acho uma boa ideia..

o que seus amigos vão dizer?

acho melhor não


Desconhecido

[21:22]


por favor, Maduh!

é apenas uma volta pelo o quarteirão.


Me

[21:22]


está bem!

apenas uma volta no quarteirão..

eu vou trocar de roupa e te encontro aí fora..


Desconhecido

[21:22]


okay..



Desligo o celular e vou até o guarda roupa. Pego um moletom qualquer preto e meu casaco preto de capuz. Calcei meus All Star e peguei meu celular e as chaves de casa. Desci e tranquei a porta. Me deparei com Jungkook já do lado de fora e respirei fundo indo até ele.






Notas Finais


Continuo?



by MaduhJenner ♥


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