História Depressive Boy (Taehope) - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V)
Tags Depressão, Palhaço, Sequestro, Suícidio, Taehope, Terror, Tortura
Visualizações 14
Palavras 2.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Parte desse cap vem de Asunaaas2 que infelizmente saiu da plataforma, mas continuo sempre lembrando. <3
Consegui mandar o cap antes da meia-noite kkk

Créditos Asuna

Capítulo 23 - Adeus minha doce inocência


Fanfic / Fanfiction Depressive Boy (Taehope) - Capítulo 23 - Adeus minha doce inocência


♱♱♱♱


Ouço meu nome sendo pronunciado ao fundo, o chamado em forma de uma voz grave que vinha dos auto-falantes, quando percebo que aquilo tudo era na verdade um grande pesadelo, me sento em frente ao piano, já com lágrimas nos olhos e uma angústia dentro do peito, eu já sabia o que iria acontecer porque eu já tinha sonhado com aquilo, mas dessa vez era realidade.

-KIM TAEHYUNG.

Posiciono meus dedos sobre as teclas do grande piano e me preparo para o pior, já que eu já conhecia aquelas cortinas vermelhas, aqueles diabretes, aquele palhaço atrás da porta, aquilo tudo, eu já sabia o que iria acontecer, mas não queria aceitar, mas no fundo eu sabia que nada daquilo literalmente era uma mera peça de teatro.

-Como você já sabe, toque a música, conforme a partitura, cada erro que você cometer será uma açoitada em Jung Hoseok, não importa se você não sabe tocar.

Meu coração disparou quando eu comecei a ouvir os estalos e eu congelei, congelei com os gritos de socorro que ecoavam por todas as partes, eu congelei quando percebi quem era o autor das açoitadas e quem era que estava sendo açoitado, ele iria ficar em carne viva...

-Por favor, pare

-SÓ VOU PARAR QUANDO VOCÊ COMEÇAR A TOCAR CORRETAMENTE.

E os estalos continuaram, os gritos continuaram, lembrar de como ele estava e como ele poderia estar agora era agoniante, o pior era saber que eu estava congelado e eu não conseguia se quer mover um músculo, quem dirá entender a partitura.

Como se fosse um instinto selvagem dentro de mim, me motivei a tocar as teclas, mas não adiantou, ele continuou sendo açoitado, quando eu escutei oq saía do piano, percebi que aquilo não era música e o som da vaia de fundo do teatro começou a tocar pra mim, não sei se fiquei com vergonha, com medo, triste, nervoso...

Até que eu me concentrei nos graves e nos agudos, resolvo comparar as escalas com as teclas e me encontrei com a música, era uma melodia de Beethoven, uma ópera, então o som da orquestra começou ao fundo com o meu piano e os estalos cessaram, mesmo assim ainda podia ouvir os gemidos de Hoseok e os prantos dele, mas me concentrei no piano, cada tecla que eu errava, uma nova açoitada e uma nova lágrima escorria de meu rosto...

Chegou o momento em que eu já não errava mais, os graves e os agudos, o baixo e o alto, a partitura e o piano, até que Hoseok apenas suspirava atrás da porta que eu encarava com o coração na mão, com medo de saber o que havia lá.

A música termina, o piano é desligado e eu me afasto do instrumento com receio de ver pianos na minha frente, a cortina vermelha se abaixa e eu vejo Jimin se aproximando como um açougueiro todo sujo de sangue...

-Oh seu desgraçado, está usando Jimin para cometer crimes...

Jimin estava completamente sujo de sangue e o açoite na mão dele estava vermelho, ele apenas larga o açoite no chão e sai da minha frente, então tenho a visão de Jung Hoseok, ele estava lindo, parecia um pedaço de carne, preso em um gancho no açougue, mas mesmo assim ele mantinha um ar de anjo, sofrido, torturado, mas de anjo, eu não sabia se aquilo era comovente, ou se era igualmente aterrorizante.

-Se você soubesse tocar piano, ele estaria bem melhor que isso.

-Cala a boca.

Me aproximo de Jung e vejo que o mesmo estava desacordado, com as mãos algemadas sobre a cabeça e os olhos melancólicos...

-Você é um covarde.- Acabo gritando aos prantos olhando para Jimin que apenas mantinha o porte frio, como se estivesse fora de si.

Ele pegou o açoite sujo de sangue e parecia um robô, largou em um canto qualquer e do nada aparece com uma seringa e eu me lembro do sonho, logo após as cortinas vermelhas se fecharem, Hyunjae aparecia com remédio e me dopava.

-Ah não, dessa vez não.

Jimin ignorou e veio com tudo pra cima de mim, ele parecia um mutante, acabamos por lutar, dou um soco nele e ele revida com chutes, tentei segurar o braço dele, mas ele era forte, dou uma rasteira nele e ele me empurra rapidamente, logo sinto a dor no meu braço, ele me pegou por trás...

-Bons sonhos menininho.

Me ponho de joelhos e encaro Jimin, olho pra ele e percebo que ele estava com cordas, aquele não era Jimin, era uma marionete.

Jimin foi caminhando até um canto da sala e estaciona ali, parecendo um boneco, senta no chão e fica ali, sem vida, sem emoções, sem nada, era um boneco, aquilo era igualmente assustador.

Me aproximo dele, ele se vira pra mim e como um boneco falante ele fala.

-Me perdoa por isso, mas você precisa desse remédio para ver ele.

-Ele quem?

♱♱♱♱






































































































♱♱♱♱

Jimin aponta com os olhos para atrás de mim e uma tontura na minha cabeça se fez presente.

Me ponho de joelhos novamente, sentindo um enjoo e uma forte dor de cabeça, minha visão estava desfocada, via tudo embaçado, tento levantar a cabeça e só consigo ver a silhueta de um homem, logo sinto um chute na minha cabeça.

Agora eu sentia o movimento, parecia que eu estava dentro de uma van, muito grande, ainda estava enjoado e com ânsia de vômito.

Olho para o motorista e vejo os olhos azuis de Hyunjae imediatamente, sinto um frio muito grande, então percebo que o cinto de segurança estava amarrado em minhas mãos enquanto o palhaço dirigia a van sobre um grande matagal verde em direção a uma cabana, ver aquilo me deixou ainda mais tenso.

-Sabe Tae, não me odeie, não tenha raiva de mim, nem ódio, nem nada do tipo, não sou um bandido nojento, sou apenas alguém que o amor criou e destruiu.

Ouvindo aquelas palavras que tentavam justificar qualquer, eu apenas ficava confuso, mas também curioso com aquele ser ali presente, que parecia tão real, mas ao mesmo tempo apenas mais um fruto de minha imaginação...

-O o que vo você é?

Acabo por gaguejar, por causa do nervosismo, sinto a ansiedade dentro de mim e os olhos de Hyunjae perfurando minha alma através dos retrovisores do carro.

-Sou seus medos, seus pesadelos, sou tudo aquilo que te atormenta. Se estou vivo ou morto que é isso o que você pergunta, você logo vai descobrir.

Aquilo foi o suficiente pra me deixar mudo durante o resto do percurso, sinto o frear do carro e o estacionar da van na frente da cabana, logo Hyunjae desce do carro e abre a porta da van pra mim, chega no cinto amarrado na minha mão com uma faca e me desamarra, me empurrando pra frente.

A cabana era velha, suja e estragada, a porta dela parecia tão surreal quanto o palhaço que agora me empurrava em direção à porta e quando consigo ler o que estava escrito me assusto.

"Deixais toda esperança, vós que entrais"

Hyunjae apenas abre a porta e me enfia pra dentro da cabana com chutes e socos. Dentro da cabana, nada era colorido como a casa de Hyunjae nos meus sonhos, havia uma mesa de ferro no meio da sala, na parede haviam vários instrumentos de ferro, como facas, agulhas, barras de metal e algemas, ouço o chavear da porta atrás de mim e encaro o palhaço na minha frente.

-O que você vai fazer comigo?

-Espera pra ver.

Ele me empurra mais ainda pra cabana e me leva até a parte onde era aberta, parecia uma sala, pude ver um monociclo no centro da sala.

Logo sinto meus braços sendo puxados pra cima e as algemas nas minhas mãos.

-Aproveite o show.

Ao longo do salão, meus olhos captam algo claro, tipo um corpo branquelo e pálido, mas igualmente sujo de sangue quem eu suspeitei ser Jung Hoseok, comecei a tremer de medo, aquela altura do campeonato, eu já não sabia mais o que esperar e apenas chorava.

-Shh Tae, já chorou? Ainda nem comecei, ainda nem mostrei o palhaço louco dentro de mim.

-COMO VOCÊ CONSEGUE SER TÃO CRUEL?

-Você vai descobrir isso agora.

Sinto meus pés sendo algemados e minhas mãos presas na parede e então Hyunjae desaparece de minha visão e eu apenas podia ver Jung deitado no outro lado da sala, então ouço uma música de circo sendo tocada.

-Senhoras e senhores, para hoje, no circo dos horrores de Son Hyunjae, teremos meu assistente Kim Taehyung, minha marionete dançarina que agora vai brincar com o senhor palhaço.

Aquela música de circo era muito irritante, mas o palhaço fazendo malabares sobre o monociclo deixava claro que nada daquilo era uma brincadeira, pois cada movimento que ele fazia, deixava tudo ainda mais horripilante.

-Agora pequeno Tae, relaxe e aprecie o show, é hoje que você terá sua primeira vez, só que agora vai ser de verdade, isso não é incrível?

Ele começa a rir e eu começo a chorar.

Ele continua fazendo malabares com o monociclo indo pra cima e para baixo, até que ele parou sobre a parede e olha seus instrumentos de tortura, ele não pegou um açoite dessa vez, ele pegou uma cinta, com spykes pontudos, sardas em alto relevo que causam ainda mais danos na vítima. Quando eu vi aquilo, quando eu vi aquele palhaço se aproximando de mim com aquele cinto, eu comecei a gritar de desespero.

-POR FAVOR, EU IMPLORO, NÃO FAZ ISSO.

Ele apenas colocou o dedo na boca e fez um shh, limpando uma falsa lágrima do seu rosto de palhaço triste, ele pega uma mordaça e coloca na minha boca, só que dessa vez ele não me vendou, ele queria que eu visse cada coisa que ele fazia. Ele desce do monociclo e com a cinta dos spykes, ele começa a bater em mim.

Vermelho é a cor que eu via na minha frente.

Eu via sangue, sendo jorrado de minha pele sujando o chão, cada batida, minha pele era marcada com furos e arranhões causados pelos spykes, eu sentia aquele ferro perfurando minha pele e logo os meus gritos ecoavam pelos cantos da cabana, e ele foi batendo e batendo até o sangue parecer água escaldante sobre minha pele ardente e dormente, eu sentia tanta dor que meus nervos formigavam dentro do meu corpo, até que Hyunjae para de açoitar e deixa o cinto cair no chão.

-Olhe seu corpinho...

Baixo meu olhar e vejo as feridas abertas em todos meus braços, pernas e tórax, furos e arranhões vertendo sangue, meu corpo estava simplesmente intocável...

-Será que agora eu já devolvi ao mundo minha dor?- Ele gritava como se as paredes tivessem ouvidos...

-DEVOLVI SEU MUNDO INGRATO?- Falou olhando pra mim e eu apenas neguei com a cabeça...

-Claro que não pequeno Tae, ainda temos muito o que fazer, então não vamos perder tempo, agora eu quero que conte cada vez que eu entrar em você.

-Contar?

Em seguida, ele me aparece com uma barra de metal enorme e me olha com um sorriso sádico no rosto, fazendo eu me encolher com meu corpo como uma criança chorona, ele imediatamente começa bater em mim, logo sinto meus ossos formigarem dentro do meu corpo e dançando com a dor e depois disso ele simplesmente enfia a barra de metal em meu ânus sem aviso prévio, aquilo me gelou até a alma.

-CONTA SEU IDIOTA, EU MANDEI VOCÊ CONTAR.

Como castigo por não contar, ele me dá um soco na cara, mas pareceu pegar no corpo inteiro e então comecei a contar...

-um, dois, três...

Mas meu rosto começou a tremer com tudo aquilo, eu sentia minha boca salivar, minha cabeça doer e meu corpo parecia pegar fogo, eu estava com febre e com frio também, ao mesmo tempo que queimava, também congelava.

-Eu não deixei interromper contagem.

-trinta e um, trinta e dois...

Eu já cada vez que eu parava de contar, ele me dava um soco na cabeça e me fazia voltar a contar cada estocada que ele dava em mim com a barra de metal, parecia que ele não ia terminar nunca, até que chegou no número 200 e ele teve o orgasmo dele.

Ele remove a barra de metal de mim e eu sinto meu corpo inteiro amolecer, sinto ele tirar as algemas de mim e logo eu me vou ao chão, como se o divino estivesse atendendo minhas presses acabo por dormir...

-Tae, acorda Tae.

Ouço a doce voz de Jung Hoseok me chamando...

-Isso é um sonho?

-Quem dera fosse Tae, olha pra nós.

Abro meus olhos e consigo processar a imagem da cabana e de dois corpos vermelhos sobre o chão, novamente aquela história se repetindo.

Sinto a mão de Jung pegando a minha e meu coração batendo no peito com mais calma...

-Ele se foi?

-Sim ele se foi.

E então a primeira coisa que Jung faz é me abraçar e eu sinto o calor do seu abraço...

O que quer que seja tudo isso, vamos enfrentar juntos, agora temos um ao outro...

♱♱♱♱




















































































...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...