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História Derivados - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


bom dia, boa tarde e boa noite
finalmente voltando a escrever

Bem vindos a Derivados :D

Capítulo 1 - Derivados do prólogo


2015

Tudo que eu menos quero agora é uma ligação. Acabei de arrumar a casa e dar banho no gato, passei a semana inteira trabalhando e me estressando com gente chata e ainda aguentando uma gravata me sufocando, depois de adiantar tudo que eu precisava e ter arrumado finalmente meu apartamento — mesmo que ele tenha um quarto só —, tenho um momento pra deitar no sofá e relaxar, ignorando o peso do gato no meu abdômen. Tudo que eu menos quero é uma ligação.

Tudo que bem que trabalhar numa produtora foi sempre meu sonho e o que eu estudei pra conseguir mas com quase 20 anos de carreira as coisas começam a ficar mais estressantes, principalmente com a mídia de hoje em dia. Cada dia que passa a cobrança sobre mim é maior, e eu sou o assistente á 10 anos. Eu desenvolvi uma puta ansiedade social a ponto de ter que trabalhar em casa em algumas semanas por simplesmente surtar assim que pego o elevador com umas 3 pessoas dentro. Nunca fui psicologicamente estável mas as coisas ultimamente estão ficando mais complicadas. Pensei que minha adolescência fosse ser a pior fase da minha vida, mas aos 43 vejo que estava errado. Percebo o quão mal estou quando meu cactus morreu sem água e percebi o sumiço do gato apenas quando ele voltou, uma semana depois. Me falta aquele negócio da motivação, que anda ficando cada vez mais complicada de conseguir.

Eu já fiz tanta coisa na minha vida, já passei por tantos altos e baixos pra agora, quando começo a ter uma vida estável, estar psicologicamente fodido. É muita falta de sorte mesmo.

Mas eu vou levando, as coisas-

Ah, não.

Meu celular está tocando.

Eu poderia muito bem apenas fingir que não ouvi, fingir que estou no banho e simplesmente não atender. Porém não gostaria de perder meu emprego agora, muito menos de levar uma advertência ou deixar meu chefe irritado. Logo, levanto do sofá – na verdade, eu rolei até o chão e depois levantei de lá – e pego o celular. Um número desconhecido. Estou acostumado com números desconhecidos, nem sempre tenho gravado o número das pessoas da empresa, apesar de preferir conversar por mensagem tenho que atender de qualquer forma. Não sei porque eles se recusam a mandar mensagem, mas ok, eu atendo o telefone.

— Alô?

Bom dia, posso falar com o senhor Min Yoongi? — Ok…

— Está falando com ele.

Estou ligando em nome de Jeon Jeongguk. Sou seu enfermeiro. — AQUELE Jeon Jeongguk? Não pode ser.

— Por qual motivo?

—:Sinto lhe informar mas o senhor Jeon faleceu nesta manhã devido a um câncer em seus pulmões, e fez um pedido para mim.

— Uhum. — Já me sento no sofá, meu coração se quebra um pouquinho.

Ele solicitou sua presença em seu velório que acontecerá hoje, às 18 horas. — No seu… velório? — Peço que confirme sua presença e, se possível e se for de sua preferência, diga algumas palavras a ele.

— Mas… por que ele não me procurou antes? Por que solicitou a minha presença apenas em seu enterro?

Perdão senhor, apenas encontrei o senhor recentemente, e o senhor Jeon já não estava em condições de receber visitas. Estávamos aguardando uma mínima melhora para chamar a todos, porém ele se foi antes que pudéssemos.

Eu vou, pode confirmar minha presença. — Já levanto do sofá indo até o quarto, pegando uma mochila e colocando uma muda de roupas e coisas necessárias para passar uma ou duas noites na capital, cidade vizinha da minha, local em que Jeongguk sempre viveu. — São… 16:43. Acho que consigo chegar aí lá por 18:10.

Está perfeito, senhor. Estaremos aguardando sua presença. — E então ele desligou. Não acredito que o Jeon morreu. Principalmente de um câncer diferente do que ele tinha quando nos conhecemos, 27 anos atrás. Nossa, nem parece que faz tanto tempo assim, esses eram bons tempos. Será que ele chamou todo mundo? Será que vamos nos reunir novamente? Bom, agora não tenho tempo para pensar nisso, tenho uma viagem pra fazer.

Fecho finalmente a mochila. Coloco uma calça jeans e um moletom preto, devido ao frio de outono, e saí em direção ao meu carro. Assim que coloco a mochila no banco traseiro e entro no carro, paro um pouco, finalmente caindo na real para onde estou indo.

Ligo o carro e começo minha viagem, logo chegando a rua principal e indo em direção a capital.

Quanto mais o carro anda, mais sou inundado de memórias. Memórias dos momentos mais especiais da minha vida. Memórias que compartilhei com 6 pessoas incríveis, que me mudaram pra melhor e me fizeram ser uma pessoa melhor.

Meus meninos (e menina) perdidos.



Notas Finais


Obrigada por lerem


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