História Desafio Aceito! - Capítulo 1


Postado
Categorias EXO, SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Kim Jun-myeon (Suho)
Tags Amizade, Confusão, Desafio, Exo, Shinee
Visualizações 19
Palavras 3.870
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii

Estou muito feliz com essa parceria e espero que mais oportunidades assim surjam!

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único - Nunca jogue a chave pela janela!


Jinki andava pelo campus a procura de seu melhor amigo, seu passo era apressado enquanto caminhava  pelos corredores em direção a sala de aula. O sinal já havia soado e, só para variar, Onew estava atrasado. Ótimo, agora que não tinha jeito de reverter sua primeira impressão desastrosa mesmo.

Ao chegar na sala onde seria sua primeira aula, procurou pelo amigo e logo avistou seus cabelos loiros na fileira do canto, foi até ele.

 

— Por que você não me esperou? Nem me chamou. — Lee indagou ofegante, sua corrida até chegar na faculdade não foi pouca, e só para piorar, ainda teve de vir empurrando a bicicleta, já que se esperasse pelo próximo ônibus, atrasaria-se  mais uma hora.

 

Junmyeon o olhou como se ele tivesse dito um absurdo, e meio que tinha mesmo.

 

— Você mora a oito quadras da minha casa, não vou ficar acordando mais cedo só para ir acordar você! — rebateu. — Compre um despertador, cara.

 

Jinki o olhou com decepção. 

 

— Você não pode esperar que todas as pessoas sejam pontuais como você. Deveria dar uma força ao seu melhor amigo, Suho.

 

O outro apenas negou com a cabeça, nem responderia a isso.

Eram bem diferentes um do outro, Onew não era nenhum pouco responsável e vivia se metendo em confusão, já Suho tinha sempre a melhor conduta, era muito estudioso e estava sempre tirando o amigo das confusões em que ele entrava.

Conheciam-se desde o ensino fundamental, quando a família do Kim se mudou para o bairro onde Jinki morava. Junmyeon sempre quietinho, acabava não se defendendo quando os alunos mais velhos implicavam com ele, tanto por ser novato quanto por ser considerado "nerd", mas só até Lee Jinki chegar e defendê-lo. Com seu jeito bagunceiro e a menor preocupação do mundo em levar suspensão, já chegou irritado ao ver como aqueles garotos tratavam seu novo vizinho, foi deixando claro para todos que Suho era seu melhor amigo e que ninguém mais iria implicar com ele.

Depois desse dia, Junmyeon agradeceu ao colega por tê-lo ajudado e então passaram a ir juntos para o colégio, até virarem melhor amigos. E agora estavam ali, já na faculdade, e Jinki ainda era um irresponsável.

 

— É melhor você começar a ter mais responsabilidade, Onew — Suho disse, virando-se para o amigo. — Se ficar chegando atrasado sempre, vai se prejudicar.

 

Jinki concordou, sabia que o amigo tinha razão, mas o que ele podia fazer quando dormir era tão bom?

 

— É, preciso mesmo — disse, sem nem um pouco de convicção. 

 

Junmyeon sabia que o amigo não faria isso mesmo, Onew continuaria jogando por horas na madrugada e no dia seguinte teria que correr de novo; Era assim desde o ensino médio, acredite.

E claro, ele chegaria e copiaria os assuntos do caderno do amigo, faltando um minuto para o professor voltar da sala de cópias.

Jinki pelo menos era rápido, copiou três parágrafos inteiros, numa bagunça que só ele entendia, mas, pelo menos, o assunto estava ali, ou parte dele.

 

°

 

Junmyeon sentou-se à mesa com sua bandeja cheia de tudo o que não era saudável e Jinki sentou-se logo a sua frente, atento a conversa da mesa ao lado, onde Choi Minho — um dos veteranos — fazia a maior bagunça junto aos seus amigos.  Eles falavam sobre uma festa que iria ocorrer no sábado e como ela seria louca.

Onew queria muito ir à festa, mas primeiro precisava ser convidado e depois do vexame que foi seus quatro primeiros dias de aula, ninguém havia falado com ele ainda.

 

— Se a gente fosse a essa festa, seria nossa chance de nos enturmar — disse, olhando para Suho que devorava seu brownie.

— Não fomos convidados e não acho que eu gostaria de ir. — Deu de ombros. 

 

O Lee negou com a cabeça; o amigo parecia sempre estar ignorando as diversões!

 

— Fala sério! Quando a gente for convidado, você vai sim!

 

O Kim o olhou com a testa franzida, seus olhos semicerrados avaliaram o amigo.

 

— Como tem certeza que seremos convidados?

 

Jinki sorriu, e Suho conhecia esse sorriso, significava que o amigo havia tido mais uma de suas ideias que nunca davam certo. 

 

— Não… 

 

Tentou impedir, mas já era tarde demais. Onew, em um segundo, estava de pé na cadeira, chamando a atenção de todo mundo.

 

— E aí pessoal, meu nome é Lee Jinki e eu sou novo aqui. — Junmyeon afundou na cadeira, na verdade, queria sair correndo, mas sabia que isso só chamaria mais atenção. Céus, por que ele era amigo de um sem noção mesmo? Onew prosseguiu: — Só quero dizer que gosto muito de desafios e meu amigo aqui. — ele Apontou para Suho, que a essa altura já estava quase debaixo da mesa. — É muito inteligente e vocês podem pedir ajuda dele em qualquer trabalho, ele é um verdadeiro gênio!

 

Suho choramingou. Deus, o que ele fez pra merecer isso?

 

— Desce daí, seu idiota — tentou dizer, mas Jinki nem escutou.

— Enfim, é isso. Que bom poder conhecer vocês!

 

Pulando da cadeira, Onew sentou-se novamente e sorriu para o amigo, que o encarava num misto de raiva, vergonha alheia e talvez, só talvez, um pouquinho de desgosto. 

 

— Tenho certeza que agora todos sabem quem nós somos, vamos ser convidados.

 

Suho realmente queria saber se o amigo acreditava que tudo estava certo. Será que ele não tinha bom senso?

 

— Tá falando sério? — indagou, ainda sem acreditar muito que o amigo achava que sua ideia era genial.

 

Onew pegou uma das batatinhas da bandeja dele e assentiu. 

 

— Claro, mostrei como eu sou divertido e ainda fiz todo mundo saber como você é inteligente, cara!

 

Ele negou com a cabeça, chocado demais para dizer qualquer coisa.

É, Lee Jinki absolutamente não tinha jeito. 

 

°

 

Junmyeon organizava seus livros no armário quando seu melhor amigo parou ao seu lado. Onew estava com um grande sorriso e ele já sabia o que aquilo significava: vinha encrenca pela frente.

 

— Hey, Jun. não vai acreditar onde nós vamos no sábado! — disso todo animado, mostrando um pequeno papel verde bem chamativo.

— Você conseguiu mesmo? — Franziu a testa, vendo o convite na mão do amigo.

— Você vai, não é? — perguntou empolgado, ele negou com a cabeça. — Como assim não vai? Poxa cara, qual é! Você tem de ir.

— Não estou a fim de ir, mas espero que se divirta.

 

Lee negou com a cabeça, estava inconformado. E para a tristeza de Suho, sabia que o amigo não pararia de insistir.

 

[...]

 

Jinki estava animado com a festa, passou a tarde de quinta-feira inteira chateando o amigo sem parar, e na sexta só falava nisso também. Agora, que sábado finalmente havia chegado, Junmyeon estava achando muito estranho o "sumiço" do amigo — que não o incomodava desde manhã — mas, para falar a verdade, não estava achando tão ruim assim. Quando se tem um amigo que não cala a boca um minuto, às vezes, é bom um pouco de silêncio.

E estava tudo conforme o loiro havia planejado: já havia descansado bem durante a manhã, até às duas horas ficou à toa jogando videogame e comendo besteira, e agora estava focado estudando desde às duas e meia da tarde. Engenharia não era um curso fácil e ele não queria ter notas ruim de maneira alguma.

Jinki até ligou para perturbá-lo novamente sobre ir à festa, mas Junmyeon negou que iria, estava bem em casa.

 

°

 

Onew estava se sentindo deslocado, havia tentado puxar assunto algumas vezes, mas parecia que todos já estavam ocupados demais com seus amigos para lhe dar atenção. Desistindo de ficar em pé, foi até um dos sofás sujos da casa, o estofado estava cheio de latinhas e até algumas fatias de pizza grudadas no tecido escuro. Sentou-se e ficou bebendo seu refrigerante, enquanto observava algumas pessoas pularem na piscina, outras dançando ao som da música absurdamente alta que ecoava por todo lugar e alguns universitários bêbados pelos cantos. Pela primeira vez se arrependia de estar ali, a festa não estava como imaginou e, para completar, fora sozinho, não tinha ninguém para conversar.

Estava prestes a ir embora quando um dos rapazes do time de basquete o chamou. Jinki levantou-se do sofá e seguiu até onde o jogador estava, esse que assim que o garoto de cabelos castanhos parou ao seu lado, puxou-o para um cumprimento sufocante com alguns tapinhas nas costas que deixaram Jinki desconfortável.

 

— Você é o Lee Jinki, não é?

— Sim… — respondeu, afastando-se por precaução.

— A gente vai jogar verdade ou desafio, vamos lá! — convidou, com um tom bem animado.

 

Ele assentiu, seguindo o jogador até uma segunda sala que tinha na casa, provavelmente era a sala de jantar, mas não havia nenhum móvel lá. Algumas pessoas estavam na sala, o suficiente para deixar o cômodo barulhento e cheio.

 

Sentou-se onde tinha espaço e sorriu, achando que finalmente iria fazer amigos.

 

— Você disse que gosta de desafios — quem começou a falar foi Choi Minho, chamando a atenção de todos. O moreno estava virado para o Lee . — Então você vai ser o primeiro.

 

Ele concordou, gostava de desafios e não via problema algum em começar o jogo.

Algumas pessoas deram sugestões, bem fáceis até, estava confiante de que iria se sair bem e depois disso era certeza que fossem seus amigos. Porém Minho tomou a frente outra vez, ele e seus amigos riam de algumas coisa e então o moreno apontou para ele.

 

— Você terá que ir até a casa da senhora Horan. — Algumas reações surpresas foram ouvidas pela sala. Choi continuou: —   E como prova de que esteve lá, terá de trazer algo para nos mostrar.

 

Onew arregalou os olhos, isso era perigoso demais. A senhora Horan era a reitora da faculdade, se fosse pego seria expulso com certeza, sem contar que isso é crime!

As pessoas estavam cochichando entre si, já outras, falavam alto que ele não tinha coragem. Choi e seus amigos o encaravam, desafiando-o  com o olhar. Tinham sorrisos convencidos, e como Onew nunca gostou que duvidassem dele, ignorando o certo e o errado — Ignorando sua consciência que gritava para que não fizesse isso — Jinki se pôs de pé, para a surpresa de todos.

 

— Tudo bem, desafio aceito!

 

Foram em dois carros até a casa da reitoria. Chegando lá, o pessoal do time o ajudou a entrar por uma janela que acharam aberta — para a tristeza de Jinki, que, por sua vez, estava desesperadamente torcendo para que estivesse tudo trancado e que não tivesse jeito de adentrar a residência — e disseram que estariam esperando do lado de fora.

O Lee tomou coragem e decidiu que seguiria até o fim com aquele desafio, não voltaria atrás. O que foi a decisão mais estúpida de sua vida até agora, já que, ao ouvir o barulho dos carros sendo ligados, viu a turma ir embora, deixando-o sozinho e sem ter como sair.

 

— Aigoo!

 

°

 

Estava tudo tranquilo, Suho se deu um descanso e estava assistindo sua série favorita quando seu celular vibrou, indicando que havia uma nova mensagem.

 

Onew (19:05)

Cara, eu 'tô com problemas!

 

Junmyeon (19:05)

 Como assim?

 

Onew (19:05)

Digamos que eu estou preso na casa da Sra. Horan.

 

Suho até deixou o controle cair de sua mão, tamanha a surpresa ao ler aquilo. Como aquele garoto havia conseguido essa proeza?

 

 Junmyeon (19:06)

Na casa da Sra. Horan?!

Mas como você foi parar aí?!

 

Onew (19:06)

Quando eu estava na festa começaram aquela brincadeira de verdade ou desafio, sabe?

 

Junmyeon (19:07)

Não acredito que você está aí porque está cumprindo um desafio!

Fala sério Onew!

 

Onew (19:07)

Me ajuda, por favor. Os caras do time me deixaram aqui e eu preciso sair rápido!

Onew (19:07)

Ah! Traz uma escada, vou passar o endereço.

 

Suspirou derrotado. Era uma pessoa boa demais para deixar o amigo sozinho em uma encrenca dessa, ainda que tenha sido completa estupidez dele ter ido cumprir esse desafio.

 

°

 

E lá estava ele, olhando da esquina a casa em tons claros que pertencia a ninguém mais ninguém menos que a reitora da faculdade. Ótimo.

Já era errado o suficiente invadir a casa de alguém, agora invadir a casa da pessoa que poderia arruinar seu futuro já era demais para o pobre Suho aguentar, sua cabeça já doía só de pensar nas catástrofes que aquele plano idiota poderia acarretar.

Ao chegar próximo a residência, pegou o celular e mandou uma mensagem para Onew, minutos depois recebendo um: 

 

Onew (19:42)

Olhe para cima.

Cadê a escada?

 

O loiro olhou e viu seu amigo acenando feito doido da janela. Sinceramente? Suho queria dar meia volta e fingir que nem o conhecia.

 

Junmyeon (19:42)

Não tinha, vamos ter de pensar em alguma outra coisa.

 

Respondeu, indo dar a volta na casa e vendo a porta dos fundos fechada com uma cadeira pelo lado de fora. Mordeu os lábios, frustrado, se ele tentasse tirar a cadeira ia derrubar um vasinho de plantas e não correria esse risco, além de que, provavelmente a porta estaria trancada.

 

Junmyeon (19:43)

Vou procurar aqui fora pra ver se não tem nenhuma chave reserva, procura por aí.

 

Suho deu a volta na casa novamente, torcendo para que ninguém achasse suspeito e chamasse a polícia.

Olhou embaixo do tapete, nos vasinhos de planta que havia ali, até mesmo debaixo dos arbustos, mas não achou nada. 

 

— Qual é, todo mundo nos filmes esconde a chave em lugares assim — disse para si mesmo, irritado.

 

Resolveu dar a volta pelo outro lado e quando estava na lateral da casa, viu a pequena janela do porão. Avaliou a abertura pequena e respirou fundo. Bem, se ele tentasse talvez desse para passar.

Pegou o celular para avisar o amigo que descesse e fosse até o porão, mas ao pegar o aparelho, viu que a bateria havia acabado.

 

— Ótimo, era só o que faltava.

 

Decidiu então correr para avisar Onew da janela, mas só sentiu mais vontade ainda de gritar de frustração quando viu a janela fechada. Não iria arriscar chamar o amigo e acabar atraindo atenção dos vizinhos, e tinha medo de jogar uma pedrinha e quebrar a janela. Sendo assim, voltou até a pequena entrada e disse a si mesmo que Onew iria lhe pagar por tudo aquilo. Na verdade, estava chateado então cobraria por todos os favores mais absurdos e todas as confusões que já entrou para livrar o amigo.

Até que não foi tão difícil quanto parecia passar pela janelinha e Suho logo estava dentro da casa. Subiu as escadas em direção ao segundo andar, onde imaginava que o amigo estava, mas, ao chegar lá, quase gritou de susto quando Onew apareceu de repente, atrás de si.

 

— Que bom que acabou tudo bem! – O amigo o abraçou, finalmente respirando aliviado.

 

Junmyeon o olhou com cara feia, já descendo as escadas e guiando o melhor amigo até o porão. Todavia, como o azar parecia amá-los, ao passar, sem querer, ele havia deixado a janelinha bater e a mesma estava trancada, e pior, pelo lado de fora.

 

— Não acredito. — disse incrédulo. — Só pode ser mentira. Só pode ser mentira, Só…

— Fala sério, que tipo de janela fecha por fora? — Jinki disse, avaliando-a. Suho olhou para o amigo a ponto de bater nele.

— Isso não importa! Temos de achar outro jeito de sair daqui.

— O que você está esperando? Que estresse cara, vamos. — Onew saiu andando, indo até a porta da frente. E então parou ao lado da mesma, olhando para o amigo como se esperasse algo.

— Cara, qual seu problema? — Suho teve que perguntar, porque isso já era demais.

— Abre a porta, você está com a chave — disse como se fosse óbvio.

 

Suho o olhou confuso. Até parece que se ele tivesse a chave iria estar naquele sufoco. Jinki então se encostou na parede com a típica expressão "que merda".

 

— Porque você não pegou a chave quando eu joguei?

— Quê?

— Ah não cara… Eu joguei a chave pra você!

— Você bebeu aqui dentro? Porque não me deu chave nenhuma!

 

Onew então correu para as escadas, começando a subi-las, Suho veio logo atrás.

Foi então que ao abrir novamente a janela e apontar para baixo, Jinki mostrou ao amigo um pontinho prateado no meio da grama, brilhando sob a luz do poste.

 

— Eu achei a chave e tentei abrir a porta, mas não foi, aí pensei que talvez abrisse algo por fora. Sendo assim, te mandei uma mensagem, dizendo que joguei a chave para você pegar e que estaria esperando você abrir a porta.

 

Suho queria bater a cabeça na parede. Sério, tudo isso era demais pra ele!

 

— Porque não conferiu para ver se a mensagem havia ido? Meu celular descarregou! — disse desesperado, passando a mão pelo cabelos curtos. Agora os dois estavam presos! — E por que fechou a janela? Eu tentei falar com você, não vi a droga da chave lá.

— Fechei porque achei que já iria embora e não podia deixar a janela aberta.

 

É, fazia todo sentido, mas não os livrava da confusão em que estavam.

Ambos olharam para os lados a procura de algo, sem saber o que fazer. A situação estava péssima e tudo só piorou quando escutaram o barulho de um carro estacionando.

Os dois se entreolharam, entrando em modo desespero total. Estavam ferrados!

 

— Vamos pular. — Jinki disse, abrindo mais a janela.

— Quê? Você está louco?

— E você prefere que ela chame a polícia e que sejamos expulsos da faculdade? — Onew indagou, já colocando uma perna para fora. — Pula nos arbustos e torce para, no máximo, torcer o tornozelo. — Avaliou a altura. — É, acho que mais que isso não acontece.

 

Suho ainda estava em puro desespero e encarava o amigo como se ele fosse a pessoa mais louca do mundo.

Estava receoso, mas quando eles ouviram uma porta fechando, o modo desespero total foi ativado com mais intensidade e Onew pulou na pura adrenalina, sendo seguido por Suho, que só fechou os olhos e foi.

 

— Viu só, estamos bem — disse, parecendo ignorar completamente o amigo com uma careta de dor ao seu lado.

Junmyeon o olhou como se ele tivesse dito que iria se candidatar à presidência, era um absurdo.

 

— Estamos bem? — gemeu de dor ao tentar erguer o braço para o amigo ver. Estava doendo muito e ainda haviam alguns arranhões causados pelo arbusto. Seu braço estava vermelho e com pontinhos de sangue sobre as escoriações.

 

Jinki assentiu, embora mal conseguisse levantar, devido ao seu tornozelo torcido.

 

— Poderia ser pior.

 

Suho queria bater nele, de verdade dessa vez, mas apenas respirou fundo e resolveu ficar calmo. É, no fim nada demais havia acontecido mesmo. A dor em seu braço estava demais, contudo, se isso não interferisse em sua formação, ou o levasse para a cadeia, podia considerar que acabou razoavelmente.

Com a ajuda do loiro, Jinki se pôs de pé e ambos tiveram que segurar o grito de dor com os movimentos, mas mantiveram-se de pé, loucos para saírem dali o mais rápido possível.

Entretanto, já disse que a sorte não está do lado deles?

A Sra. Horan saiu da casa e enquanto os dois universitários olhavam para os lados desesperados, em busca de um lugar para se esconderem, Suho quase desmaiou de tanto nervosismo. Todavia, ela apenas jogou uma sacola de lixo fora — pelo que deu para ver — e não pareceu notar a presença de alguém na lateral da casa. O suspiro de alívio até doeu.

E o Kim gostaria que essa sensação tivesse durado mais, tanto que após conferirem que "a barra estava limpa" os dois foram andando aos poucos, tomando cuidado com os machucados e aliviados por estarem livres… se a luz de uma lanterna não os tivesse deixado confusos momentaneamente.

Os dois amigos olharam assustados para ele, tentando acostumar a visão aquela luz, só dava para perceber que  a expressão era bem séria e ele tinha um celular em mãos.

 

— Por favor, não chama a polícia! — Foi Onew quem implorou de imediato.

 

Mas era tarde demais, logo os dois universitários ouviram a sirene de uma viatura e as luzes vermelha e azul brilharam no final da rua. A tremedeira foi tanta que Jinki parecia nem estar sentindo a dor no pé mais e Junmyeon ainda choramingava pela dor no braço, mas com uma expressão de pânico bem maior no rosto.

 

— O que vocês estão fazendo aqui? — O desconhecido questionou, sua expressão era rígida. E sua voz grave só fez os dois amigos engolir em seco, mais uma vez.

 

Quando a luz finalmente fora tirada de seus rosto, os dois tremeram só em ver a farda do policial.

Suho gaguejou sem conseguir falar, assustado com sua prisão iminente.

 

— Estão perdidos? — O homem voltou a falar, vendo a expressão dos dois. — Vamos, me acompanhem.

 

Os universitários se entreolharam e só conseguiram pensar em uma única coisa quando ouviram a porta da casa ser aberta, e uma senhora Horan sair furiosa, até direcionar o olhar para os jovens e levantar o papel verde chamativo. OH MERDA!

 

— Caramba cara... — Onew o olhou desesperado, dizendo em um sussurro. — Esqueci o convite lá.

 

Okay, acho que os dois poderiam desmaiar agora. 

A senhora Horan se aproximou dos três e cumprimentou o policial, olhando em seguida com uma expressão assustadora para os adolescentes.

 

— Posso saber como isso foi parar na minha casa? — perguntou com a voz irritadiça. — Pensei que fossem aqueles sem futuro que só dão trabalho, mas vocês?!

 

Junmyeon abaixou a cabeça com vergonha. Lá se ia sua boa reputação.

 

— A culpa é toda minha, senhora. — Jinki se pronunciou, atraindo a atenção do amigo. — Eu me meti nessa confusão e, infelizmente, acabei arrastando o Suho também.

O loiro sorriu pequeno, aquele bagunceiro sempre — apesar de tudo — se mostrava um bom amigo. Talvez por isso ainda estavam ali, juntos como os melhores amigos que eram.

 

— Por favor, não nos denuncie. Faremos qualquer coisa para reparar nossa atitude vergonhosa. — Foi o Kim quem apelou.

— Por favor? — Jinki reforçou, fazendo uma carinha pidona.

 

A senhora Horan respirou fundo. Ah, se soubesse que lidar com adolescentes era tão complicado teria virado astronauta!

 

— Não vou prestar queixa por invasão, mas vão ter que me passar o nome de todos os envolvidos nessa "brincadeira"! — disse autoritária.

 

Os dois suspiraram.

 

°

Por fim, a Sra. Horan havia pedido desculpas ao policial pelo transtorno e não prestou queixa, o que garantiu o suspiro de alívio dos universitários e mil pedidos de desculpas, seguidos de frases como "a senhora é maravilhosa!", "Muito obrigada, você é um anjo!". Mas isso não amoleceu tanto assim o coração da reitora, e mesmo após dizerem quem teve a ideia absurda e terem sido suspensos, todos, inclusive eles. Suho e Onew ainda tiveram que se "voluntariar" para ajudar o professor de educação física na tarefa de arrumar a quadra todos os dias após o treino. Sem contar o frio na espinha toda vez que viam a reitora passar no corredor.

 

— Aí, é tão bom quando as coisas acabam bem. — Jinki disse, recuperando o fôlego. Eles haviam acabado de guardar todos os equipamentos do time e estavam sentados nas arquibancadas, descansando.

 

Junmyeon olhou para o amigo com os olhos semicerrados e a mensagem era clara: corra Onew, corra!

E foi o que o rapaz fez, mas sem deixar de gargalhar enquanto seu melhor amigo corria atrás de si com um sorriso no rosto também. Fazer o quê, eles eram dois bobos mesmo e talvez por isso eram melhores amigos. Sempre juntos em todas as encrencas.

 


Notas Finais


Obrigada a quem chegou até aqui. :)

Não esqueçam de seguir os dois projetos, tem muita fanfic ótima esperando por vocês. <3


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