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História Desafios da Adolescência - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Ser ou Não Ser


 

- Viu a cara, daquele cara? Parecia que ele nos odiava, isso que nem nos conhecia. - Disse Rivaille, para sua amiga, Chloé, enquanto ajeitava sua maquiagem na frente do espelho do banheiro.

- Qual é Levi, o dia mal começou e a primeira coisa que ouço é você reclamando, francamente.

Chloé estava parada na frente da porta do banheiro de braços cruzados, ela achava essa mania de “maquiagem” da mais alta irritante, ela acreditava que a vaidade da garota era demais, ao ponto do narcisismo.

Quando Levi terminou de se ajeitar, acenou para as duas saírem, encontrando Jana prestes a entrar no banheiro. As duas deram um educado “bom dia”, recebendo um aceno em confirmação da gótica.

Enquanto caminhavam para a segunda aula de filosofia, Chloé confidenciou:

- Ela é estranha, né?

Como todos, Chloé não tinha ideia do que se passava com Jana, ninguém sabia nada da vida da garota, ela não tinha amigos, as pessoas até a evitavam, Jana não ligava, ela acredita que as pessoas são incômodas.

A mais alta, discordou:

- Uh? Eu nunca notei, todos meio que parecem iguais.

Enquanto andavam, um garoto ruivo e acima do peso deu um empurrão com os ombros em Rivaille, jogando-a contra a parede, dizendo em seguida:

- Olha por onde anda! Rata.

Ficou indignada e com uma puta dor no ombro, porém, não se calou.

- Seu balofo de merda! Olha por onde anda Raito! - Bradou, Rivaille irritada.

Esse garoto nunca se deu bem com ela, eles se conheciam desde a infância, ele puxava o cabelo dela e arrancava as cabeças das bonecas dela, Rivaille, por sua vez, sempre foi briguenta, e não ficava quieta com as agressões do idiota ruivo. Ele amadureceu conforme cresciam, ela também, mas as brigas entre os dois nunca cessaram, inclusive, pioraram.

O garoto parou de andar, virando-se, somente para xingá-la:

- Me chamou do que?!

- A gordura invadiu seu tímpano de merda?! Retrucou.

Os dois foram se aproximando para brigar, sendo parados por Chloé. Os alunos que passavam pelo corredor não se importavam mais com as discussões acaloradas entre os dois, uma ocorrência comum, na verdade.

- A gente precisa ir pra sala, Levi. - Tentou.

- Isso, ouve a ruiva e foge com o rabo entre as pernas, camundonga.

- Eu só não acabo contigo aqui e agora, porque eu fiz as unhas, seu tetinha. - Um xingamento que gerou risadas entre os corredores e bochechas vermelhas no ruivo, que saiu de cena, em seguida.

As duas também voltaram ao caminho inicial, a sala de aula.

Chegando lá, só encontraram Jonathan, parecendo um cachorro abandonado pelo seu dono, no caso, Anderson.

- Johnny, cadê o Andy? Vocês vivem juntos. Questionou Chloé se sentando em frente ao garoto solitário.

Rivaille sentou-se ao lado da ruiva, ambas esperando por uma resposta do garoto.

Com um suspiro triste, Johnny falou:

- Por mais que não seja da conta de vocês, nós brigamos.

- Eu falei pro Andy que ele arranjava coisa melhor. Disse Rivaille, recebendo um olhar raivoso, em troca.

- Não tá ajudando, Levi. - Corrigiu, Chloé – Querido, eu acho que o melhor que você pode fazer é dar um tempo pra ele pensar.

Acenando com a cabeça em confirmação, Johnny disse:

- Eu sempre fodo tudo, eu não consigo controlar minha raiva e... às vezes... explodo. Eu só queria tratar ele bem, sabe? - Desabafou no final.

Por um momento, ficaram em silêncio pensando no que fazer. Rivaille, apesar de conhecer Andy pouco, conhecia bem a raiva do asiático, e não achava bom Anderson ficar com o mais alto; Chloé, não prestava muito atenção ao casal, mas sabia da natureza dos dois, e achava que os dois pareciam bem juntos, como todo o casal normal, brigavam, contudo, iriam se acertar em algum momento.

Soltando o ar que guardava, Chloé confortou-o:

- Johnny, em algum momento as coisas vão se acertar, e se não acertar, bola pra frente.

Nesse momento, a ruiva estava passando a mão nos ombros dele em sinal de conforto, enquanto pensavam em silêncio.

Os três pularam com o som da porta se abrindo, revelando Aimees, com calças largas e um casaco grande demais em sua pequena forma. A mais alta, Levi, foi a primeira a se levantar para fofocar com a mais nova, que caminhou ao seu lugar, no fundão.

- Fiquei sabendo que o tiozinho da mercearia aqui perto faleceu, sabe do que? Sentou-se no fundão, na frente de Aimees.

O único garoto dos quatro, que estava quase chorando com sua situação, deu um sorriso agradecendo à Chloé pelos concelhos, que nem foi tão útil assim.

- Acho que foi do coração, ele não tinha problema com bebido ou algo assim? - Comentou a morena inocentemente.

Antes que a mais alta pudesse falar alguma coisa, o sinal bateu, e cada um de seus colegas entraram pela porta indo em direção aos mesmos lugares de antes.

O tempo foi passando, e nada do professor de filosofia, ele mal chegou na escola e já estava atrasado. Não demorou muito para começarem a reclamar. O primeiro a abrir a boca foi Madra.

- Tomara que não venha, assim a gente solta mais cedo.

- Pensei que ia pedir que ele sofresse um acidente. Imagina, “papai do céu, desejo que meu professor faça uma curva errada e morra”. - Ironizou Anderson, que decidiu sentar-se ao lado de Jana, nesse dia.

- Credo garoto, vira essa boca pra lá. Jana, falou dando um soco fraco no ombro de Anderson.

- E você Jonathan, não vai falar nada? – Quando Madra não ouviu uma resposta, continuou – O que foi, tá de mal com o namoradinho?

O asiático levantou-se enfurecido, indo em direção ao fundo da sala para uma briga com Madra, o provocador, outro que não sabia segurar a língua., antes que chegasse lá, em um espaço de tempo de três segundos, o professor de filosofia chegou. Com a pasta na mão e olhos no garoto, Edel mandou:

- Matoso, senta, por favor. – Largando sua pasta em cima da mesa, sentando logo em seguida, continuou. – Desculpe o atraso, minha tartaruga ficou meio mal e eu tive que levar ela no veterinário.

- O que ela tinha? - Perguntou Jana, tentando evitar que a aula começasse.

- Nada que seja mais importante do que a aula. Alguma ideia do que podemos ter hoje? - Edel perguntou desinteressadamente. Ele nunca foi muito ansioso para dar aula.

- Pedofilia? - Arriscou, Jana.

- Pelo amor de Deus Jana, isso não tá em debate, é errado e pronto. - Aimees estava certa quando disse isso, isso é errado e ponto final.

- Vamos falar da tentativa da Jana, ótima atriz, de tentar fazer com que a aula não aconteça. Pensa que eu não percebi, Drácula? – Jonathan era um babaca.

Um estrondo foi ouvido na sala, todos se viraram ao mesmo tempo para ver, Edel, que tinha batido a mão na mesa.

- Ponto pro Matoso. Hoje vocês vão interpretar, vão sair da zona de conforto. O tema vai ser... – Esperava uma sugestão.

- Medieval? - Opinou, Aimees timidamente.

- Isso! Quero personagens, me digam ocupações da era medieval. - Ele estava mais animado, saiu da pose relaxada que estava e se inclinou com os cotovelos na mesa.

- Rainha. - Sugeriu Rivaille, pensando em si mesma.

- Sim, sim. Alguém anote, depois eu vou escolher quem vai ser o que.

A sala estava bem animada, não era todo dia que a aula era em grupo, ou ao menos divertida. Quem anotou foi Chloé, representante da turma, com uma caligrafia legível. Cada um falou uma ocupação, e enfim, Edel declarou:

- Madra, você vai ser o príncipe mimado.

- Isso vai ser fácil pra ele. - Mais uma vez, Johnny dando uma opinião que ninguém pediu.

Educadamente, Madra respondeu:

- Vai mesmo, eu sou um ótimo ator.

- Quando eu estiver falando, ninguém fala. – Ninguém deu um pio, então, Edel, seguiu falando – Matoso, o fazendeiro humilde; Bolkiah, feirante amigável; Maltês, coveiro pessimista; Printempo, bruxa má; Vendetta, princesa indefesa; Winch, empregada, sem falas. Alguma reclamação?

Ninguém se alarmou ao ver Rivaille levantar a mão, sendo ignorada pelo professor.

- Nenhuma, ótimo. Vai ser tudo improvisado, então não precisam ensaiar nada.

- Vai ser uma peça solo? - Perguntou Madra, o único que realmente gostava de atuar. No jardim de infância ele atuou como “João” em “João e o Pé de Feijão”, a peça foi aplaudida de pé, foi uma das poucas peças que seu pai foi, ele não sentiu nem um pouco de orgulho por seu filho, “uma perda de tempo” foi o que ele disse ao garotinho, isso não destruiu o sonho de Madra, só fez a vontade de se tornar um ator aumentar.

Parecia que alguma coisa tinha “acendido” na cabeça do mentor, ele precisava aprender a organizar as coisas melhor.

- Ah é... – bocejou – Duplas, mas como estão em número ímpar, vai ter um trio. Vendetta e Printempo; Matoso, Craiceáilte e Winch; Bolkiah e Maltês. Nessa ordem.

A sala ficou em silêncio esperando suas colegas começarem. As duas garotas levantaram-se, não preparadas para a apresentação; Aimees foi para a frente do quadro, na ponta esquerda da sala, Chloé, foi para a outra ponta pensar em como improvisar. Ambas estavam nervosas, se apresentar na frente da sala, mesmo que todos fossem “amigos”, era horrível, já era a segunda vez que a morena tinha que se apresentar primeiro. Enjoo, sentimento em comum no momento.

Quando o professor não viu uma iniciativa das garotas, ele mesmo criou uma situação para elas.

- Quero uma discussão, vocês duas estão discutindo sobre... Opinem, inúteis.

Ele não estava falando sério em relação ao insulto, foi só para dar uma quebrada no ambiente.

- As duas querem se casar com o mesmo príncipe, no caso, eu! - Madra já tinha entrado no personagem.

- Tá parecido com a Levi. – Disse Johnny enquanto encarava Anderson, ele nem estava prestando atenção na aula, mas tinha esperança que o adolescente fosse rir da sua piada, quando na verdade, ele nem deu um olhar ao asiático, estava muito distraído conversando com Jana. Jonathan não era machista, ele iria bater nela como se ela fosse um garoto.

- Esse papel seria perfeito pra mim, qual é Sid, ainda há tempo de pôr a protagonista em ação. - Uma coisa era verdade, ela ia ser perfeita como princesa patricinha, mas a atividade não era para ser feita de acordo com a personalidade de cada um, e sim o oposto. Rivaille estava com os braços na mesa e as mãos entrelaçadas, como se estivesse em uma entrevista, ela tentou.

- Eu vou te dar uma chance, se souber meu nome, você vai ser a princesa e irá ter falas. – Disse Edel. Era certo que ela não saberia, ela só se importa consigo mesma, ela nem se importou em aprender o nome do professor na primeira aula.

- É meio esquisito, mas é fácil, quatro palavrinhas Levi. - Torceu Jana com as mãos para cima.

- Não é Sidney? - Ela não se importava com o nome dele, mas queria ser uma princesa, nem que fosse em uma peça de escola.

- Madra vai ser a princesa... E meu nome é Edel. – Ainda bem que ele não se chateava facilmente. Seus alunos eram um porre. – Vendetta e Printempo vão brigar por causa do amor que sentem pelo príncipe. – Declarou, encerrando o assunto.

- Vai ser no improviso, mesmo? - Às vezes, quando estamos nervosos, fazemos perguntas estúpidas, esse era o caso de Aimees.

- Vocês parecem animais, sim Printempo, improvisado. – Não querendo mais nenhuma interrupção na sua aula, começou a contagem.

- 3... 2... 1... Ação.

- Ele tem que ser meu! Somos prometidos desde a infância! - Argumentou Chloé, entrando no personagem. A mão estava na testa, e tinha uma cara ranzinza, enquanto isso, Aimees continuava escondida em seu capuz, a timidez poderia servir para algo, ao menos.

- Eu... Não! Ele se apaixonou por mim primeiro! Eu sempre fui a primeira! – No começo ela parecia meio relutante ao atuar, a vergonha acabou no momento em que viu uma piscadinha de Jana, em sinal de confiança. Sua postura se ergueu, e ela parecia um pouco mais... “ameaçadora”, digamos.

Fingindo ter uma aliança no dedo anelar, Chloé refutou, enquanto mostrava a “aliança” para a cacheada:

- Então me diga o que é isso! No momento em que ele me deu, ele disse que o tamanho do diamante, era do tamanho do amor dele por mim! – Ela estava dedicada.

Um sorriso de escarnio podia ser visto nos lábios de Aimees, um sorriso bem estranho vendo o rosto fofo que a garota tinha. Sua voz saiu meio tremida, ainda pela ansiedade de atuar.

- Então... por quê é tão pequeno?

Chloé não conseguiu segurar a risada, parece que o feitiço voltou-se contra o feiticeiro, ela não esperava que ela fosse transformar a dita “aliança” com um “diamante pequeno”. Com a voz embargada pelas risadas, a garota respondeu:

- Pra combinar com o pinto dele.

A sala se encheu de risadas, até mesmo Edel, que estava observando tudo com a mesma cara de sonso, começou a gargalhar. Aimees não estava mais nervosa, a ansiedade foi esquecida por causa da sensação quente que ela tinha em seu estômago.

- 10 pelas risadas que rendeu. Podem se sentar, meninas.

Quando Aimees foi se sentar ao lado de Jana, a gótica ergueu a mão e deu um tapa na mão da morena, celebrando a nota que ela recebeu.

- Matoso, Craiceáilte e Winch, na frente da sala. Winch, você só precisa varrer o chão. Os outros dois, vão discutir a economia do reino. - Estavam todos um pouco ansiosos com a maneira que a garota ia reagir, sendo rebaixada à uma mera faxineira.

- Tudo bem. – Deu um sorriso confiante.

O mais velho estava desconfiado, mas prosseguiu com a aula.

Logo, a discussão do príncipe e do fazendeiro, começou.

- Meu senhor, eu preciso desse dinheiro. Como poderei continuar a cultivar com os impostos tão altos? – Questionou o “humilde fazendeiro”, no caso, Jonathan.

Com uma pose, “superior”, com ombros retos e cabeça erguida, olhando para o asiático como se ele fosse uma formiga, o “príncipe” declarou:

- Os impostos são altos porque eu preciso cuidar desse reino. Um ser tão miserável como você não sabe como é cuidar de terras tão vastas. Tudo o que eu conseguir, é lucro para o reino! – Sua voz estava forte, demonstrando muita certeza, no que dizia.

O “fazendeiro” estava se irritando, quase saindo de seu personagem. Com uma voz assustadoramente calma, ao ser chamado de “miserável”, Johnny replicou:

- Minhas terras não são tão grandes quanto as suas, meu senhor, mas eu também preciso de dinheiro para mantê-las.

Ele estava se divertindo, não era todo o dia que Jonathan, o atleta estrela, se rebaixava dessa forma, não importa se eles estavam atuando ou não, Madra queria mais disso.

- Escória! Nem ajoelhado aos meus pés tu pertences! Acha que é o único aqui que precisa desse dinheiro?! E quanto aos outros fazendeiros?! Seu egoísta, imprestável. – A pose de Madra não caiu, mas a de Jonathan, estava caindo.

Quando o asiático pensou em refutar de maneira grosseira, todos se viraram para ver... Rivaille... Dançando com a vassoura na mão. Parecia que a garota estava em um musical onde era a protagonista. Ela e Cinderela possuíam a mesma energia.

Passeando pela sala, fingindo conversar com pássaros, ela roubou a cena.

Jonathan estava irritado, Madra divertido, o resto... Estavam rindo.

O ambiente estava meio carregado conforme a discussão dos garotos prosseguia, e o alívio cômico da adolescente serviu como uma luva na cena.

- 9 pontos. Se a Winch não tivesse falado com os passarinhos, seriam 10 pontos. – Ele recebeu três olhares indignados – Eu avisei que não era para você ter falas. Próximos, Maltês e Bolkiah. Quero uma conversa amigável entre dois amigos de personalidades distintas.

Ambos levantaram- se andando lentamente até o quadro, Anderson com uma feição abatida e Jana... Só estava entediada mesmo, mais uma que não queria ter que se apresentar.

Ajeitando a postura e pondo um sorriso no rosto, Jana começou:

- Como está indo a família? Fiquei sabendo que a pequena Tati se acidentou, coitadinha.

Por conta da briga que teve com Jonathan, Anderson ficou com a expressão facial triste, ele nem queria ter ido para a aula se sentindo assim. Com uma expiração pesada, ele respondeu:

- Estão todos bem. Tati torceu o tornozelo... Fazer o quê...

O espaço ficou com uma energia tensa, todos perceberam que Anderson estava mal, no geral... Nem ligaram muito para os problemas do garoto, entretanto, não queriam que a sala ficasse com esse... “ar de término” entre os dois garotos.

Segurando um sorriso falso, ela continuou a conversa:

- Ao menos ela não quebrou nenhuma parte do corpo. Logo, logo ela poderá brincar de novo! – Tentava transparecer “alegria” pela maneira que agia.

- É, a única coisa boa que me aconteceu. – Anderson estava um pouco mais ativo, na sua mente, perturbada, ele tentava bloquear os pensamentos de seu namorado, e se concentrar no que ele devia fazer na aula. Se é para ser um coveiro pessimista, assim vai ser.

A mudança de atitude foi repentina. Jana até se animou.

- O que aconteceu? – ‘fingiu’ interesse.

- Antônio, aconteceu. O senhor Burgeois invadiu minha propriedade, onde minha família mora, para cobrar uma dívida que meu irmão, idiota, fez! – Parecendo estressado, continuou – Antônio não se preocupa com ninguém além dele mesmo!

Sorrindo calorosamente, Jana confortou-o:

- Querido, lembra-se de quando nós éramos crianças e Toni nos defendia dos valentões? Como pode dizer que ele só se preocupa com o próprio umbigo?

- El-

- Suficiente. – Declarou Edel, após, continuou – Nota... 9.

- E por que não 10? – Questionou a irada, gótica.

- Porque eu disse 9. Simples.

Revirando os olhos, indignada, ela dirigiu-se ao seu lugar, seguida por Anderson, que voltou a ficar cabisbaixo.

- Vocês foram bem nas apresentações. – Concluiu, impressionado – Agora... Quero que tirem fotos que representem a si mesmos.

Haviam olhares confusos pela sala.

A tímida, Aimees, levantou a mão, para em seguida perguntar:

- Senhor de Täjä, a aula de hoje não eram apenas apresentações teatrais?

Edel parecia que tinha ganhado na loteria com essa pergunta, seu sorriso era... “maldoso”, como se ele estivesse prestes a estragar a vida de alguém.

- Nah, isso era só para o meu divertimento. A atividade real consiste nas fotos e em como vocês se expressam.

Agora, os olhares eram de aversão.

- Não me entenda mal, mas... O senhor é ridículo. – Proferiu, Chloé.

Antes que pudessem reclamar mais, o alarme soou, fazendo com que levantassem de suas cadeiras ainda irritados. Era o intervalo, e antes que pudessem sair da sala, o homem pronunciou:

- Façam agora, no recreio, representem a si mesmos. – Vendo Jonathan começar a abrir o bico para uma queixa, ele interrompeu – Sem reclamações, se não ficam na média zero.

Por fim, seguiram para o intervalo, estressados com a audácia do professor, e uma atividade chata para fazerem, ao invés de passar o tempo livre para conversar.

Fazer o quê...

                                                                       ...

 



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