História Desamor - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Sakura Uchiha, Sasuke Uchiha, Sasusaku
Visualizações 64
Palavras 986
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - I


Mãos frias envolveram seu pescoço assim que ele abriu a porta de seu apartamento naquela noite de outono em Tokyo e antes que pudesse registrar, sentiu o calor dos lábios de sua amiga de infância e companheira de equipe sobre os seus.

O noivado. Claro.

Ele piscou.

"O que está fazendo?"

Ele enrijeceu a postura e Sakura recuou por centímetros ainda com os braços em torno de si.

"Você não quer?" Ela perguntou confusa. Ele havia olhado para ela a noite toda. Durante aquela maldita noite que o irmão dele havia anunciado noivado com Izumi.

"Não é isso... Eu..." Ela tomou seus lábios novamente antes que ele pudesse terminar.

Sasuke não a afastou.

Ao invés disso, permitiu que as mãos urgentes dela percorressem seu corpo. Suas camisas ficaram pelo caminho até que ela se deitasse sobre ele em cima da cama.

Seus quadris balançavam em um só ritmo e a respiração dela  podia ser sentida contra seu pescoço enquanto ele deslizava as mãos sob suas costas, colidindo com o fecho do sutiã. Ele nunca havia estado com uma mulher e percebeu pela imprecisão do toque dela que ela era tão experiente quanto ele.

Sasuke olhou para ela e tentou buscar um pouco de sanidade em sua mente nublada pelo prazer torpe de tê-la em seus braços.

"Sakura, isso é errado".

Ela o beijou novamente. Durante aqueles pequenos segundos os dois julgaram poder ignorar que não deviam permitir que aquilo acontecesse. Ele estava quase acreditando que poderia, quando a cabeça dela descansou em seu ombro e ele sentiu lágrimas pinicarem sua pele. Ele a abraçou. A abraçou e a sentiu tremer entre soluços, até adormecer sob seu peito que dilacerava.

E assim Sakura passou a visitar seu quarto noite após noite.  Rapidamente os dias se tornaram semanas e as semanas meses. Os beijos e toques que partilhavam passaram a explorar cada vez um novo lugar até que ele finalmente a sentiu tremer entre suas pernas. Naquela noite, quando não mais havia qualquer distância entre seus corpos, pode fingir que aquele momento se estendia a seus sentimentos também.

Durante os cinco anos que se seguiram, ele em muitos momentos se viu admitindo que aquilo tinha que acabar. Seus toques se tornavam frios, e sua presença distante, os encontros mais raros. Seu peito se contorcia com a ausência dela que gritava por toda a sua casa, apesar disso, ele resistia ao ímpeto de negar a mentira que não havia tempo para ela em sua agenda de compromissos lotada. E assim chegava a acreditar que não voltaria atrás. Não poderia viver esperando por algo que nunca viria.

Quando ele achava que ela finalmente estava perdendo o caminho que costumeiramente fazia até ele, ela aparecia em sua porta. Um olhar afetuoso, uma carícia despropositada e ele sabia que levantaria cedo no dia seguinte só para vê-la se espalhar na cama e tomar todo o espaço.

Ela fazia isso melhor que ninguém. Seu apartamento estava impregnado com a presença dela. Ela era expansiva, seu cheiro estava em seu travesseiro, suas peças espalhadas pela casa. Havia uma gaveta reservada só para coisas que ela esquecia.

Ao acordar, ela deslizava para fora dos lençóis e lhe oferecia um sorriso ameno. Servia-se do café que ele fazia, conversava alguma trivialidade e ia trabalhar. Voltava em um par de dias com os olhos verdes e doces que ele intimamente ressentia por mascarar o fato que Haruno Sakura era uma egoísta.

Todos os dias ela fingia estar alheia ao fato de que deveriam se manter longe um do outro, todo dia ela provava seu desamor ao tortura-lo com sua presença desinteressada e com seu maldito coração partido, disposta a provar que ele era um remendo. Algo sem importância usado para preencher as lacunas existentes, mas apenas provisoriamente.

As vezes seu orgulho inflava e ele ia até ela para dominá-la, convencendo-se que estava tão atrás de uma relação puramente carnal quanto ela. Tocava seu corpo quando ela não esperava, suas mãos afundavam-se em seus seios na sala dos amigos que ela tanto tentava privar daquele segredo, e em outros momentos seus dedos brincavam entre suas pernas no intervalo entre seus expedientes. Ele apreciava fazer com que ela pedisse por ele nas horas mais inadequadas. Eram as únicas que o faziam acreditar que tinha algum controle da situação.

Seus olhos doces e sua postura companheira rapidamente continham a fúria que tinha em si. Ela não tinha culpa por não amá-lo. Não tinha culpa por seus suspiros contidos, nem de seus olhos vagarem sobre ele como se sempre estivesse procurando algo mais. Alguém mais.  Amaldiçoava-se por não ser o bastante, por nunca ter sido capaz de ser, mas também a amaldiçoava quando os lábios dela se contorciam em um riso modesto, ladino e condescendentre, como um pedido de desculpas por não vê-lo como ele queria.

 Em dias assim ela fazia parecer que o deixaria ir se assim ele quisesse.

Ele nunca permitia.

Tomava-a para si e quando seus corpos estavam entrelaçados e ela murmurava seu nome, ele quase podia sentir como se aquilo fosse o suficiente. Quase. Era ele quem se deleitava com o prazer que só existia entre as pernas dela, era entre seus dedos que o corpo dela se contorcia.  Por cinco anos foi pra ele que ela ia nas noites que a vida parecia mais dolorosa, e era ao lado dele que por quase meia década ela acordou com sua preguiça matinal prendendo-o na cama por incontáveis horas com suas carícias e conversas intermináveis sempre que possível.

Por cinco anos.

Até aquele dia.

O dia em que Itachi voltou sem a aliança na mão esquerda.

Naquele dia, o sorriso que Sakura deu ao seu lado ao encarar o mais velho já denunciava que ela desapareceria de sua porta com a mesma facilidade com que havia batido à procura de conforto tantos anos atrás. Ela apenas o afastaria de sua vida como quem varre um folha de outono.


Notas Finais


Do nada eu quis escrever um UA sobre uma relação com sentimento unilateral entre eles e distribuir minha tristeza com o mundo.
Inicialmente iria ser a Sakura mas resolvi inverter as coisas pq é sempre a Sakura a sofrer.
Desculpa se algum fan de SS leu isso.
Penso que será uma Two shots se for pra frente, então creio que será jogo rápido


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