História Desaparecer - Capítulo 1


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Palavras 920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiro: Não quero romantizar o assunto tratado.
Second: O Adrien é o protagonista da porra toda. A Marinette vai brotar apenas no segundo capítulo, não se preoupem, ela tem destaque.
Terceiro: Se você é sensível, não leia.

Capítulo 1 - Prólogo


[LEIA AS NOTAS INICIAIS]

Viva! Depois de duas horas de terror a maldita sessão de fotos acabou. Só queles flashes da câmera me deixaram tonto.

Infelizmente vou ter que voltar para a minha querida casa(ou mansão). Lá definitivamente é o pior lugar para mim. Eu não considero mais meu lar. É apenas casa. Se é que me entendem.

 – Por que demorou tanto para vim? – Meu motorista pergunta. Para que tantas perguntas?

–Você não vai fazer nada depois então não precisa se adiantar. – Falei, sempre com o meu olhar neutro de sempre.

Eu não sei por que todos querem tanto saber sobre mim. Qual é o problema de eu não querer falar como foi a maldita sessão de fotos?  Basta um "Aham" como todo adolescente faz e pronto!

Eu tinha 5 anos quando minha mãe morreu. A família inteira caiu. Meu pai nunca mais brincou comigo e vive trancado em seu escritório. Meu irmão Félix virou praticamente um delinquente.

E eu? Bem... Eu virei um completo ignorante antipático reclamão. Acredito que eu, de todo caso, foi o que mais sofri.

Não sei como a morte dela afetou todo mundo. Eu queria ter um motivo mais plausível para ser assim, como ser estuprado ou algo do tipo mas não.


- x -


– Finalmente chegou. E aí, como foi as fotos? – Félix me recebe praticamente jogado no grande sofá.

– Quando lançarem a revista você vai ver! – Falei e corri até meu quarto e tranquei a porta. Eu não queria ninguém no meu ouvido, a não ser eu mesmo.

Mas eu odiava meu quarto. Como um "jovenzinho popular rico", eu tinha basicamente tudo nele. Mas nada me agradava. A única coisa que eu fazia era tocar aquele piano, que era da minha mãe.

Sentei no banquinho e comecei a tocar as teclas. Isso foi um erro, que faço todos os dias. Tocar aquele maldito piano me lembrava do meu único motivo para ter um mínimo de felicidade.

E eu me derramei em lágrimas. Eu já estava acostumado com essas crises. Eu deveria jogar aquele piano fora.

Eu não consigo parar de chorar!

A minha mente toma conta de mim.

Não vale a pena.

Ela já era.

Ela nunca vai voltar.

Corri até o banheiro. Peguei o meu barbeador e o quebrei, retirando a lâmina. Eu não sei por que compravam barbeadores sendo que o único pelo que tenho é o meu cabelo.

Eu não tinha amigos. Se tivesse, provavelmente seria a minha lâmina.

Puxei a manga do meu moletom para cima. Eu não importava se estava frio ou calor, eu usava moletom. É basicamente o meu refúgio.

Cravei a lâmina no meu pulso. Ninguém veria mesmo. Ninguém se importava comigo. Ao passar a lâmina também pude ver outras cicatrizes. Isso era um vício mais perigoso do que usar drogas!

Ótimo, agora engula o choro e desça.

Sai do quarto ainda limpando as lágrimas. 

Passei pelo escritório do meu pai ainda fechado. No caminho até a sala de jantar vi Nathalie levando o seu almoço.

Uma mesa de mais de dois metros com cerca de 20 cadeiras, com apenas eu e Félix sentados. Um em cada ponta.

O prato era porco recheado. Eu odeio isso. Sequer belisquei na comida.

– Você... - Félix falava enquanto comia um pé do porco – ...Não vai comer? Lembra que... Tem consulta, certo?

– Não estou com fome. E sim, eu lembro. Vou tomar o remédio. – Me levantei e o deixei com a sua lambança na comida.

Eu nunca tomei de verdade um antidepressivo. Entre os efeitos colaterais está basicamente morte súbita. Apenas arranquei uma comprimido da cartela e joguei no lixo.

Eu sei, não deveria fazer isso. Meu corpo não quer. Mas a minha mente quer. E minha mente controla meu corpo.

– Já, agora vamos. – Falei ao meu irmão que me esperava jogado no sofá.

x -

Estou na sala de espera. Não, Félix não está comigo. Sou apenas eu e uma senhora com uma criança chorando.

Queria entender para quê tanto escândalo. Eu estava quase calando aquele choro mas por sorte fui chamado.

Caminhei até a sala do Mestre Fu. Eu era o único que o chamava assim. Talvez seja por que nas minhas terapias eu tenha aprendido a falar Chinês. Sim, ele era da China. 

A sala dele era toda colorida. As paredes possuem tantas cores que parecem que apenas pegaram um balde de tinta e jogaram aleatoriamente. O chão era de madeira, carvalho puro. Tinha uma prateleira cheia de livros, eu já li alguns. Sua mesa também tinha livros, estes eu nunca li. Também tinha doces, toda vez que eu ia era um doce diferente. Alguns brinquedos espalhados pelo chão e pôsteres chineses.

– Bom dia Adrien. Bala de goma?– Era o doce do dia.

Peguei duas balinhas de goma e sentei na cadeira. Juntei minhas pernas ao corpo e apoiei minha mandíbula nos joelhos.

– Não quer tirar seu moletom? Está um dia bem quente.

Neguei enquanto mastigava uma bala de goma.

– Tudo bem. Algum problema?

– Se eu não tivesse, não estaria aqui. – Joguei a embalagem da bala de goma no chão.

Ele apenas fez uma anotação. O silêncio era tão grande que pude sentir cada rabiscada da caneta.

– E seu irmão? –  Ele fez um olhar esperançoso.

– O mesmo idiota. Pensei que era para falar sobre mim, não sobre os outros.

– Adrien, entenda, eu pergunto por que você precisa melhorar a sua relação com os outros. Você mudou de escola de novo, certo? E por que seria?

– Você sabe.

– Não é que eles te odeiem, você que é inseguro demais para ter uma amizade. Você tem medo de ter amigos. Suas aulas começam amanhã, não é? Pense no que eu lhe disse.

– Okay, Mestre.

– E seu pai?

– É sério?


Con.. Tinua?



Notas Finais


É isto.


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