História Desastre Iminente - Bughead - Capítulo 69


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Categorias Brian Ray "Skeet" Ulrich, Camila Mendes, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Dilton Doiley, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Jason Blossom, Joaquin, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Betty, Bughead, Colesprouse, Hot, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Romance, Sprousehart, Varchie
Visualizações 88
Palavras 1.801
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


MARATONA DE 200 FAVORITOSSS!
Obrigada meu amores ❤❤❤

1/10 👑

Capítulo 69 - Esquecer II


Carissa estendeu a mão e a cumprimentei. Coloquei um cigarro entre os dentes e acendi o isqueiro.

— Acho que não — falei, enfiando o maço quase vazio no bolso da frente da camisa.

— Você não era muito velho — ela sorriu.

Reggie apontou para ela.

— Ela acabou de se separar do Seth Jacobs. Foi meio feio. Lembra do Seth?

Balancei a cabeça, já cansado do joguinho dele.

Carissa pegou o copo cheio de tequila na minha frente e o virou, depois veio sentar ao meu lado.

— Ouvi dizer que você também passou por uns momentos difíceis recentemente. Talvez a gente possa fazer companhia um para o outro essa noite.

Pelos olhos dela, pude ver que estava bêbada... e solitária.

— Não estou procurando uma babá — falei, dando uma tragada no cigarro.

— Bom, talvez apenas uma amiga? A noite foi longa. Eu vim aqui sozinha, porque todas as minhas amigas são casadas, entende? — Ela deu uma risadinha nervosa.

— Na verdade não.

Ela olhou para baixo, e senti uma pontada de culpa. Eu estava sendo um babaca, e ela não tinha feito nada para merecer isso.

— Ei, desculpa — falei. — É que eu não queria estar aqui.

Carissa deu de ombros.

— Eu também não, mas não queria ficar sozinha.

A banda parou de tocar e o vocalista começou a contagem regressiva. Carissa olhou ao redor, depois de volta para mim, com o olhar alterado. Sua linha de visão baixou para os meus lábios e então a galera ali reunida gritou em uníssono:

— FELIZ ANO NOVO!

A banda tocou uma versão tosca de “Auld Lang Syne”, e Carissa colou os lábios nos meus. Minha boca se moveu de encontro à dela por um instante, mas seus lábios eram tão estranhos, tão diferentes do que eu estava acostumado, que só tornaram a lembrança da Betty mais vívida e a compreensão de que ela se fora mais dolorosa.

Eu me afastei e limpei a boca com a manga da camisa.

— Me desculpa — disse ela, observando-me sair da mesa.

Fui abrindo caminho em meio à multidão em direção ao banheiro e me tranquei na única cabine. Peguei meu celular e fiquei segurando-o, com a visão turva e o gosto podre de tequila na língua.

É provável que a Betty também esteja bêbada, pensei. Ela não vai se importar se eu ligar. É véspera de Ano Novo. Talvez ela até esteja esperando que eu ligue.

Fui rolando os nomes na minha lista de contatos, parando em “Beija-Flor”. Virei o pulso, vendo o mesmo nome tatuado na minha pele. Se a Betty quisesse falar comigo, teria me ligado. Minha chance tinha vindo e ido embora, e falei para ela, na casa do meu pai, que a deixaria seguir em frente. Bêbado ou não, ligar para ela seria egoísta.

Alguém bateu na porta.

— Jug? — Era Archie. — Está tudo bem?

Destranquei a porta e saí, com o celular ainda na mão.

— Você ligou pra ela?

Balancei a cabeça, então olhei para a parede de azulejos do outro lado do banheiro. Dei alguns passos para trás e lancei meu telefone contra a parede, vendo-o se estilhaçar em um milhão de pedaços que se espalharam pelo chão. Algum pobre coitado que estava em pé no mictório deu um pulo, seus ombros indo parar nas orelhas.

— Não — falei. — E não vou ligar.

Archie me acompanhou de volta à mesa sem dizer uma palavra. Carissa tinha ido embora, e três novas doses esperavam por nós.

— Achei que ela podia te distrair dos problemas, Jug, desculpa. Comer uma mina bem gata sempre melhora meu humor quando estou me sentindo como você — disse Reggie.

— Então você nunca se sentiu como eu — retruquei, virando a tequila até o fundo da garganta. Levantei-me rapidamente, me segurando na beirada da mesa para me equilibrar. — Hora de ir pra casa desmaiar, meninos.

— Tem certeza? — meu irmão perguntou, parecendo levemente desapontado.

Depois que o Reggie conseguiu a atenção da Cami por tempo suficiente para se despedir, fomos até o Intrepid. Antes de dar partida no carro, ele olhou para mim.

— Você acha que algum dia ela vai te aceitar de volta?

— Não.

— Então talvez esteja na hora de aceitar isso. A menos que você não queira a Betty na sua vida de jeito nenhum.

— Estou tentando.

— Quero dizer quando as aulas começarem. Finja que as coisas voltaram a ser como eram antes de você ver ela pelada.

— Cala a boca, Reggie.

Ele ligou o motor e deu ré.

— Eu estava aqui pensando — disse ele, girando o volante e então engatando a primeira — que você também era feliz quando vocês dois eram só amigos. Talvez você possa voltar àquele ponto. Talvez você esteja tão deprimido por achar que não consegue fazer isso.

— Talvez — falei, com o olhar fixo para fora da janela.

 

O primeiro dia de aula na primavera finalmente chegou. Eu não consegui dormir a noite toda, tanto temendo quanto esperando ansiosamente ver Betty de novo. Apesar da minha noite insone, eu estava determinado a ser todo sorrisos, sem demonstrar quanto eu tinha sofrido, nem a Betty nem a mais ninguém.

Na hora do almoço, meu coração quase pulou fora do peito quando a vi. Ela parecia diferente, mas a mesma. A diferença estava no fato de que ela parecia uma estranha. Eu não podia simplesmente ir até ela e beijá-la ou tocá-la como antes. Seus grandes olhos piscaram uma vez quando ela me viu, e sorri e dei uma piscadela em resposta, sentando-me na ponta da nossa mesa de costume. Os jogadores de futebol americano estavam ocupados reclamando por terem perdido para o time da Estadual, então tentei aliviar a angústia deles contando algumas das minhas experiências mais pitorescas das férias, como observar o Reggie salivar pela Cami e a vez em que o Intrepid dele quebrou e quase fomos presos por embriaguez pública enquanto caminhávamos até em casa.

De canto de olho, vi Kevin abraçar Betty e por um instante me perguntei se ela queria que eu me retirasse dali ou se estava incomodada.

Qualquer que fosse a resposta, eu odiava não saber.

Jogando a última garfada de algo frito e nojento para dentro da boca, recolhi minha bandeja e parei atrás da Betty, repousando as mãos em seus ombros.

— Como vão as aulas, Archie? — perguntei, determinado a fazer com que minha voz soasse totalmente casual.

Ele fez uma careta.

— O primeiro dia é um saco. Horas de planos de estudos e regras. Nem sei por que vim na primeira semana. E você?

— Hum... faz parte do jogo. E você, Flor? — Tentei não permitir que a tensão nos meus ombros afetasse minhas mãos.

— A mesma coisa. — A voz dela estava fraca, distante.

— Suas férias foram boas? — perguntei, brincando de embalá-la de um lado para o outro.

— Muito boas.

É, aquilo era esquisito pra caralho.

— Legal. Tenho aula agora. Até mais.

Saí do refeitório rapidinho, pegando o maço de Marlboro no bolso antes mesmo de empurrar as portas de metal.

As próximas duas aulas foram uma tortura. O único lugar em que eu me sentia tranquilo era o meu quarto, longe do campus, longe de tudo que me lembrava de que eu estava solitário, longe do resto do mundo, que continuava a girar, cagando e andando para o fato de que eu sentia tamanha dor que chegava a ser palpável. Archie ficava me dizendo que depois de um tempo não seria mais tão ruim, mas não parecia haver nenhuma trégua.

Encontrei meu primo no estacionamento do Morgan Hall, tentando não ficar encarando a entrada. Archie parecia tenso e não falou muito durante o trajeto até o apartamento.

Quando ele parou no estacionamento do prédio, soltou um suspiro. Fiquei debatendo internamente se perguntava ou não se ele e Veronica estavam com problemas, mas achei que não conseguiria lidar com as merdas dele e as minhas.

Peguei minha mochila no banco de trás e saí do carro, parando apenas para abrir a porta do apartamento.

— Ei — disse ele, fechando a porta atrás de si. — Tá tudo bem?

— Tá — respondi do corredor, sem me virar.

— Foi meio estranho no refeitório.

— Acho que sim — falei, dando mais um passo.

— Então, hum... Acho que preciso te contar uma coisa que eu ouvi. Quer dizer... Droga, Jug, eu não sei se devo te contar ou não. Não sei se vai melhorar ou piorar as coisas.

Eu me virei.

— Ouviu de quem?

— A Veronica e a Betty estavam conversando. E... eu ouvi que a Betty está infeliz.

Fiquei parado em silêncio, tentando manter a respiração regular.

— Você ouviu o que eu disse? — Archie perguntou, juntando as sobrancelhas.

— O que isso quer dizer? — perguntei, jogando as mãos para cima. — Que ela está infeliz sem mim? Porque não somos mais amigos? Ou o quê?

Ele assentiu.

— Definitivamente foi uma má ideia.

— Me fala! — berrei, sentindo meu corpo tremer. — Eu não... eu não aguento continuar assim! — Arremessei minhas chaves pelo corredor, ouvindo um som alto e agudo quando elas bateram de encontro à parede. — Ela mal notou minha presença hoje, e você está dizendo que ela me quer de volta? Como amigo? Do jeito que era antes de Las Vegas? Ou ela só está infeliz de modo geral?

— Eu não sei.

Deixei minha mochila cair no chão e a chutei na direção dele.

— Por que você está fazendo isso comigo, cara? Você acha que eu não estou sofrendo o bastante? Porque eu juro, eu não aguento mais.

— Me desculpa, Jug. Eu só pensei que eu ia querer saber... se fosse comigo.

— Você não é que nem eu! Só... porra, deixa isso quieto, Archie. Deixa toda essa merda quieta.

Bati com tudo minha porta e sentei na cama, descansando a cabeça entre as mãos.

Ele abriu uma fresta.

— Não estou tentando piorar as coisas, se é isso que você está pensando. Mas eu sabia que, se você descobrisse depois, teria acabado comigo por não ter te contado. É só isso que estou dizendo.

Assenti uma vez.

— Tudo bem.

— Você acha... Você acha que, caso se concentrasse em todas as merdas que teve que aguentar com ela, as coisas seriam mais fáceis?

Suspirei.

— Eu já tentei fazer isso. Sempre acabo voltando ao mesmo pensamento.

— Que seria...?

— Agora que acabou, eu gostaria de ter todas as coisas ruins de volta... só para ter as boas também.

Ele ficou com o olhar vago pelo quarto, tentando pensar em algo mais que pudesse me consolar, mas estava claro que não tinha mais conselhos a dar. O celular dele bipou.

— É o Reggie — ele disse, lendo o nome na tela do celular. Seus olhos se iluminaram. — Quer ir tomar umas com ele no Red? Ele sai às cinco hoje. O carro dele quebrou e ele quer uma carona para ir ver a Cami. Você devia ir, cara. Vai com o meu carro.

— Tudo bem. Diz pra ele que estou a caminho.

Funguei e limpei o nariz antes de me levantar.


Notas Finais


Olha mais merda vindo ai, gennnnte


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