História Desastre Iminente - Bughead - Capítulo 70


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Categorias Brian Ray "Skeet" Ulrich, Camila Mendes, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Dilton Doiley, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Jason Blossom, Joaquin, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Betty, Bughead, Colesprouse, Hot, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Romance, Sprousehart, Varchie
Visualizações 95
Palavras 1.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


2/10 👑

Capítulo 70 - Esquecer III


Em algum momento entre sair do apartamento e estacionar o Charger no estúdio de tatuagem em que o Reggie trabalhava, Archie havia alertado meu irmão sobre a merda que fora o meu dia — algo que Reggie acabou deixando óbvio quando insistiu em ir direto para o Red Door assim que sentou no banco do passageiro do Charger, em vez de querer ir para casa se trocar primeiro.

Quando chegamos, além de nós só havia a Cami, o dono e um cara reabastecendo o estoque do bar, mas era meio de semana — o auge da frequência da casa pelo pessoal das faculdades e noite da cerveja barata. Não demorou para que o salão se enchesse de gente.

Eu já estava alto na hora em que Lexi e suas amigas deram uma passada por lá, mas foi só quando a Toni chegou que me dei ao trabalho de erguer o olhar.

— Que relaxo, Jones.

— Nem — falei, tentando fazer com que meus lábios amortecidos formassem as palavras.

— Vamos dançar — ela choramingou, me dando um puxão no braço.

— Acho que eu não consigo — respondi, oscilante.

— Acho que você não devia — disse Reggie, se divertindo.

Toni comprou uma cerveja para mim e sentou na banqueta ao meu lado. Em dez minutos, ela estava acariciando minha camiseta e tocando de forma nada sutil meus braços, depois minhas mãos. Pouco antes de o bar fechar, ela havia desistido da banqueta para ficar de pé ao meu lado — ou melhor, praticamente montar na minha coxa.

— Então... eu não vi sua moto lá fora. Você veio com o Reggie?

— Não. Peguei o carro do Archie.

— Eu adoro aquele carro — ela arrulhou. — Você devia me deixar te levar pra casa.

— Você quer dirigir o Charger? — perguntei, enrolando a língua.

Olhei de relance para meu irmão, que estava abafando uma risada.

— Provavelmente não é uma má ideia, maninho. É só não esquecer a segurança... em todos os sentidos.

Toni me puxou para fora da banqueta e até o estacionamento. Ela estava usando um top tomara que caia de paetê, saia jeans e botas, mas não parecia se importar com  frio. Se é que estava frio — eu não saberia dizer.

Ele dava risadinhas, e joguei o braço em volta de seus ombros para manter o equilíbrio ao andar. Quando chegamos ao lado do passageiro do carro do Archie, ela ficou séria.

— Algumas coisas não mudam, hein, Jughead?

— Acho que não — falei, encarando seus lábios.

Toni envolveu meu pescoço com os braços e me puxou, não hesitando em enfiar a língua — úmida, macia e vagamente familiar — na minha boca.

Depois de alguns minutos brincando de apertar a bunda e trocar saliva, ela ergueu uma das pernas e a enganchou em mim. Agarrei sua coxa e forcei a pélvis na dela. A bunda dela bateu na porta do carro, e ela gemeu na minha boca.

Toni sempre gostou de sexo selvagem.

Sua língua desceu pelo meu pescoço, e foi então que me dei conta do frio, sentindo a calidez deixada por sua boca morna esfriar rapidamente com o ar do inverno.

Toni esticou a mão entre nós e pegou no meu pau, sorrindo ao perceber que eu estava exatamente onde ela queria que eu estivesse.

— Hummmm, Jug — ela murmurou, mordendo meu lábio.

— Beija-Flor. — A palavra saiu abafada com minha boca encostada na dela. Àquela altura da noite, era fácil fingir.

Toni deu uma risadinha.

— O quê? — De seu jeito típico, ela não exigiu uma explicação quando não respondi. — Vamos para o seu apartamento — disse, pegando as chaves da minha mão. — Minha colega de quarto está doente.

— Ah, é? — perguntei, puxando a maçaneta da porta. — Você quer mesmo dirigir o Charger?

— É melhor eu do que você — ela respondeu, me beijando uma última vez antes de ir até o lado do motorista.

Toni dirigia, ria e falava sobre as férias enquanto abria minha calça e enfiava a mão lá dentro. Ainda bem que eu estava bêbado, porque eu não transava desde o Dia de Ação de Graças. Se estivesse sóbrio, na hora em que chegássemos ao apartamento, ela teria que pegar um táxi e dar a noite por encerrada.

No meio do caminho até em casa, o pote vazio no meu criado-mudo me veio rapidamente à cabeça.

— Espera um pouco, espera um pouco — falei, apontando para a rua. — Para no Swift Mart. Precisamos comprar umas...

Ele enfiou a mão dentro da bolsa e tirou de lá uma pequena caixa de camisinhas.

— Deixa comigo.

Eu me reclinei e sorri. Ela realmente era o meu tipo de mulher.

Toni parou o carro na vaga do Archie, tendo ido o suficiente ao apartamento para saber. Ela veio correndo até o outro lado do carro, em passinhos pequenos, tentando se equilibrar em seus sapatos de salto agulha.

Eu me apoiei nela para subir as escadas, e ela riu com a boca encostada na minha quando finalmente percebi que a porta já estava destrancada e a empurrei para entrarmos.

No meio do beijo, fiquei paralisado. Betty estava parada no centro da sala, segurando o Totó.

— Beija-Flor — falei, perplexo.

— Achei! — disse Veronica, saindo do quarto do Archie.

— O que você está fazendo aqui? — perguntei.

A expressão dela se transformou de surpresa em raiva.

— Que bom ver que você voltou a ser você mesmo, Jughead.

— A gente já estava de saída — Veronica rosnou, então agarrou Betty pela mão e elas passaram por mim e por Toni.

Demorei um instante para reagir, mas desci as escadas, notando pela primeira vez o Honda da Veronica. Uma sequência de xingamentos passou pela minha cabeça.

Sem pensar, segurei o casaco da Betty.

— Aonde você está indo?

— Pra casa — ela retrucou, endireitando o casaco com raiva.

— O que você está fazendo aqui?

A neve acumulada era esmagada sob os pés da Veronica enquanto ela caminhava atrás da Betty, e de repente Archie estava ao meu lado, com os olhos cautelosos fixos na namorada.

Betty ergueu o queixo.

— Foi mal. Se eu soubesse que você estaria aqui, não teria vindo.

Enfiei as mãos nos bolsos do casaco.

— Você pode vir aqui quando quiser, Flor. Eu nunca quis que você ficasse longe.

— Não quero interromper. — Ela olhou para o alto da escada, onde Toni, é claro, estava parada, observando o show. — Curta sua noite — disse Betty, se virando.

Segurei-a pelo braço.

— Espera aí. Você está brava?

Ela se soltou com força da minha pegada.

— Sabe de uma coisa... — deu uma risada. — Eu nem sei por que estou surpresa.

Ela pode até ter rido, mas havia ódio em seus olhos. Não importava o que eu fizesse — seguisse em frente sem ela ou ficasse deitado na cama, agonizando por causa dela —, ela teria me odiado do mesmo jeito.

— Não consigo acertar uma com você. Não consigo acertar uma com você! Você diz que não quer mais nada comigo... Eu estou aqui, triste pra cacete! Tive que quebrar meu celular em um milhão de pedacinhos pra não te ligar a cada minuto de cada maldito dia! Tenho que fingir que está tudo bem na faculdade, pra você poder ser feliz... E você está brava comigo?! Você partiu a porra do meu coração! — gritei.

— Jughead, você está bêbado. Deixa a Betty ir pra casa — disse Archie.

Agarrei os ombros dela e a puxei para perto de mim, olhando em seus olhos.

— Você me quer ou não? Você não pode continuar fazendo isso comigo, Flor!

— Eu não vim aqui pra te ver.

— Eu não quero a Toni — falei, com o olhar fixo nos lábios da Betty. — Eu só estou na merda de tão infeliz, Beija-Flor. — Eu me inclinei para beijá-la, mas ela segurou meu queixou e me afastou.

— Tem batom dela na sua boca, Jughead — falou com nojo.

Dei um passo para trás e levantei a camiseta para limpar a boca. As faixas vermelhas que ficaram no tecido tornavam impossível negar o que tinha acontecido.

— Eu só queria esquecer. Só por uma droga de uma noite.

Uma lágrima escapou e rolou pela bochecha da Betty, mas ela rapidamente a limpou.

— E não sou eu quem vai te impedir.

Ela se virou para ir embora, mas a agarrei pelo braço de novo.

De repente um borrão , moreno estava na minha cara, gritando e me batendo com seus pequenos, porém ferozes punhos.

— Deixa a Betty em paz, seu canalha!

Archie segurou Veronica, mas ela o afastou, se virando para estapear meu rosto. O som da mão dela na minha bochecha foi rápido e alto. Todo mundo ficou paralisado por um instante, chocado com a fúria repentina da Veronica.

Archie agarrou sua namorada novamente, segurando-a pelos pulsos e puxando-a em direção ao Honda, enquanto ela se debatia.

Ela lutava violentamente para se soltar, e seus cabelos morenos o chicoteavam enquanto ela tentava escapar.

— Como você pôde fazer isso? Ela merecia mais de você, Jughead!

— Veronica, para! — Archie gritou, mais alto do que eu jamais o ouvira gritar.

Os braços dela caíram ao lado do corpo enquanto ela olhava com ódio e indignação para o namorado.

— Você está defendendo o Jughead?

Embora ele estivesse assustado pra caralho, se manteve firme.

— Foi a Betty quem terminou o namoro. Ele só está tentando seguir em frente.

Ela estreitou os olhos e puxou o braço da pegada dele.

— Bom, então por que você não vai pegar uma puta qualquer — ela olhou para Toni — no Red e traz ela pra casa pra trepar, e depois me diz se isso te ajuda a me esquecer?

— Vee — Archie tentou segurá-la, mas ela se esquivou, batendo com tudo a porta do carro enquanto se sentava atrás do volante.

Betty abriu a porta do passageiro e se sentou ao lado da amiga.

— Baby, não vai embora — Archie implorou, se abaixando na altura da janela.

Veronica deu partida no carro.

— Tem um lado certo e um errado, Archie. E você está do lado errado.

— Eu estou do seu lado — ele disse, com desespero nos olhos.

— Não está mais — ela retrucou, dando ré.

— Veronica? Veronica! — ele gritou.

Quando o Honda já estava longe, Archie se virou, respirando com dificuldade.

— Archie, eu...

Antes que eu pudesse dizer uma palavra a mais, ele recuou e lançou o punho cerrado no meu maxilar.

Aguentei o soco, toquei meu rosto e então assenti. Eu merecia aquilo.

— Jughead? — Toni chamou da escada.

— Eu levo ela pra casa — disse Archie.

Fiquei observando as lanternas traseiras do Honda cada vez menores enquanto o carro levava Betty para longe de mim, sentindo um nó se formar na minha garganta.

— Obrigado.


Notas Finais


Odeio esse capítulo!!!!!


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