História Desastre Iminente - Bughead - Capítulo 71


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Categorias Brian Ray "Skeet" Ulrich, Camila Mendes, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Dilton Doiley, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Jason Blossom, Joaquin, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Betty, Bughead, Colesprouse, Hot, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Romance, Sprousehart, Varchie
Visualizações 113
Palavras 1.330
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


3/10 👑

Capítulo 71 - Possessividade I


Ela vai estar lá.

Aparecer por lá seria um erro.

Seria esquisito.

Ela vai estar lá.

E se alguém pedir para dançar com ela?

E se ela conhecer o futuro marido lá e eu ainda testemunhar isso?

Ela não quer me ver.

Eu posso ficar bêbado e fazer algo para deixá-la puta.

Ela pode ficar bêbada e fazer algo para me deixar puto.

Eu não devia ir.

Eu preciso ir. Ela vai estar lá.

Fiz uma lista mental dos prós e contras de ir à festa do Dia dos Namorados, mas voltava sempre à mesma conclusão: eu precisava ver a Betty, e ela estaria lá.

Archie estava se arrumando no quarto dele, mal falando comigo desde que ele e Veronica finalmente tinham voltado. Em parte porque eles ficavam enfurnados no quarto compensando o tempo perdido, mas também porque ele ainda me culpava pelas cinco semanas que eles ficaram separados.

Veronica nunca perdia uma oportunidade de deixar claro que me odiava, especialmente depois da ocasião mais recente em que parti o coração da Betty. Eu a tinha convencido a sair de um encontro com o Sweet Pea para vir comigo a uma luta. É claro que eu queria que ela estivesse lá, mas cometi o erro de admitir que também a tinha convidado para vencer uma competição com o Sweet Pea. Eu queria que ele soubesse que não tinha influência alguma sobre ela. Betty achou que eu havia tirado proveito de seus sentimentos por mim, e estava certa.

Todas essas coisas já eram suficientes para que eu me sentisse culpado, mas o fato de que Betty havia sido atacada num lugar aonde eu a havia levado tornava quase impossível olhar qualquer pessoa nos olhos. Somando a isso tudo nossa fuga por um triz da polícia, o resultado era o seguinte: eu era um desastre gigantesco.

Apesar dos meus constantes pedidos de desculpa, Veronica passava seus dias no apartamento desferindo olhares feios na minha direção e fazendo comentários maldosos e injustificáveis. Mesmo depois de tudo isso, eu estava feliz por Archie e Veronica terem feito as pazes. Talvez ele nunca tivesse me perdoado se ela não o aceitasse de volta.

— Estou indo — disse Archie. Ele entrou no meu quarto, onde eu estava sentado só de cueca, ainda em conflito quanto ao que fazer. — Vou buscar a Veronica no dormitório.

— A Betty ainda vai?

— Vai. Com o Kevin.

Consegui abrir um meio sorriso.

— Isso devia fazer eu me sentir melhor?

Ele deu de ombros.

— Eu me sentiria melhor. — Então deu uma olhada nas paredes e assentiu. — Você colocou as fotos de volta.

Olhei ao redor.

— Sei lá. Não me pareceu certo simplesmente deixar as fotos guardadas no fundo da gaveta.

— Bom, acho que a gente se vê mais tarde.

— Ei, Archie.

— Fala — ele respondeu, sem se virar.

— Eu realmente sinto muito, primo.

Ele suspirou.

— Eu sei.

No segundo em que ele foi embora, entrei na cozinha e enchi um copo com o que restava de uísque. O líquido âmbar era uma promessa de consolo.

Virei o conteúdo do copo e fechei os olhos, considerando a possibilidade de uma ida à loja de bebidas. Mas não havia uísque suficiente no universo para me ajudar a tomar uma decisão.

— Foda-se — falei, pegando as chaves da moto.

Depois de uma parada na Ugly Fixer Liquor, guiei a Harley sobre o meio-fio e estacionei na frente da casa da fraternidade, abrindo a minigarrafa de uísque que tinha acabado de comprar.

Encontrando coragem no fundo da garrafa, entrei na Sig Tau. A sala estava coberta de vermelho e rosa; peças de decoração baratas pendiam do teto, e havia glitter por todo o chão. O som dos alto-falantes lá embaixo zunia pela casa, abafando as risadas e o murmúrio constante das conversas.

Tive que manobrar no meio da multidão de casais, procurando Archie, Veronica, Kevin ou Betty. Principalmente Betty. Ela não estava na cozinha nem em nenhuma das salas. Também não estava na varanda, então desci até a pista de dança. Fiquei sem fôlego quando a vi.

A música ficou mais lenta, e seu sorriso angelical era evidente até mesmo naquele porão mal iluminado. Ela estava com os braços em volta do pescoço do Kevin, e ele se movia desajeitado com ela ao ritmo da balada.

Meus pés foram me levando em frente e, antes que eu soubesse o que estava fazendo ou parasse para pensar nas consequências, me vi a centímetros deles.

— Se importa se eu interromper, Kevin?

Betty ficou paralisada, com um lampejo nos olhos ao me ver.

Kevin alternava o olhar entre mim e ela.

— Claro que não.

— Kevin — ela falou, contrariada, enquanto ele se afastava.

Puxei-a de encontro a mim. Ela continuou dançando, mas manteve o máximo de distância entre nós.

— Achei que você não viesse.

— Eu não vinha, mas fiquei sabendo que você estava aqui. Tive que vir.

A cada minuto que se passava, eu esperava que ela fosse se virar e ir embora, e cada minuto em que ela permanecia nos meus braços parecia um milagre.

— Você está linda, Flor.

— Nem vem.

— Nem vem o quê? Não posso dizer que você está bonita?

— Só... não começa.

— Eu não tive a intenção.

— Valeu — disse ela, irritada.

— Não... você está linda. Isso eu tive a intenção de dizer. Eu estava falando sobre o que eu disse no meu quarto. Não vou mentir. Eu senti prazer de te arrancar do seu encontro com o Sweet Pea...

— Não era um encontro, Jughead. A gente só estava comendo. Agora ele não fala mais comigo, graças a você.

— Fiquei sabendo. Sinto muito.

— Não, você não sente.

— Vo... você está certa — eu disse, gaguejando quando notei que ela estava ficando brava. — Mas eu... Esse não foi o único motivo pelo qual eu te levei pra ver a luta. Eu queria você lá comigo, Flor. Você é meu talismã da sorte.

— Não sou nada seu — ela olhou com ódio para mim.

Retraí as sobrancelhas e parei de dançar.

— Você é tudo pra mim.

Seus lábios formaram uma linha dura, mas seus olhos adquiriram uma expressão mais suave.

— Você não me odeia de verdade... odeia? — perguntei.

Betty virou a cabeça e aumentou a distância entre nós.

— Às vezes eu gostaria de te odiar. Seria tudo bem mais fácil.

Um leve e cauteloso sorriso se espalhou em meus lábios.

— Então o que te deixa mais brava? O que eu fiz pra você querer me odiar, ou saber que você não consegue?

Instantaneamente, a raiva dela estava de volta. Ela me empurrou e subiu correndo as escadas em direção à cozinha. Fiquei parado no meio da pista, atônito e indignado por, de alguma forma, ter conseguido reacender o ódio dela por mim. Tentar conversar com ela agora me parecia completamente inútil. Todas as nossas interações só faziam aumentar a bola de neve caótica que era o nosso relacionamento.

Subi as escadas e segui em linha reta até o barril de cerveja, amaldiçoando minha voracidade e a garrafa vazia de uísque largada no gramado na frente da Sig Tau.

Depois de uma hora de cerveja, monotonia e conversas de bêbado com os caras da fraternidade e suas namoradas, olhei de relance para Betty, na esperança de que nossos olhares se cruzassem. Ela já estava me encarando, mas desviou o olhar. Veronica parecia estar tentando animá-la, mas Kevin pôs a mão no braço dela. Obviamente ele queria ir embora.

Ela virou o restante de sua cerveja em um grande gole e pegou na mão dele. Deu dois passos e então ficou paralisada quando a mesma canção que tínhamos dançado em sua festa de aniversário começou a tocar. Ela esticou a mão e pegou a garrafa do Kevin, tomando outra golada.

Eu não sabia se era o uísque falando, mas algo em seu olhar me dizia que as recordações que aquela música despertava eram tão dolorosas para ela quanto para mim.

Ela ainda se importava comigo. Tinha que ser isso.

Um dos caras da fraternidade se apoiou no balcão ao lado de Betty e sorriu.

— Quer dançar?


Notas Finais


Eles são muito cabeça-dura kkkk 🤦‍♀


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