História Desastre Iminente - Bughead - Capítulo 74


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Categorias Brian Ray "Skeet" Ulrich, Camila Mendes, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Dilton Doiley, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Jason Blossom, Joaquin, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Betty, Bughead, Colesprouse, Hot, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Romance, Sprousehart, Varchie
Visualizações 106
Palavras 1.668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


6/10 👑

Capítulo 74 - Pânico I


A vida tinha voltado ao normal, talvez mais para Betty do que para mim. Para quem via de fora, nós estávamos felizes, mas eu conseguia sentir um muro de cautela se formando ao meu redor. Eu não deixava de ser grato por nem um minuto que passava com Betty. Se olhasse para ela e tivesse vontade de tocá-la, eu fazia isso. Caso ela não estivesse comigo e eu sentisse sua falta, ia até o Morgan. Quando estávamos no apartamento, era nos meus braços que ela ficava.

Voltar à faculdade como um casal pela primeira vez desde o outono teve o efeito esperado. Enquanto caminhávamos juntos, de mãos dadas, rindo e ocasionalmente nos beijando — tudo bem, mais do que ocasionalmente —, as fofocas iam às alturas. Como sempre naquela faculdade, os rumores e as histórias sensacionalistas continuavam até que algum outro escândalo abalasse o campus.

Somado a toda essa inquietação que eu já sentia em relação ao meu relacionamento com a Betty, o Archie estava cada vez mais ansioso por causa da última luta do ano. E eu não ficava atrás. Nós dois dependíamos dos ganhos daquela luta para pagar nossas contas durante o verão e parte do outono. Desde que eu decidira que aquela última luta do ano seria também a última da minha vida, nós precisávamos desse dinheiro.

A semana do saco cheio se aproximava e não havia notícia do Chuck. Por fim, Archie ouviu dizer, através de múltiplas linhas de comunicação, que ele estava meio que na moita depois das prisões na última luta.

Na sexta-feira antes do recesso, o clima no campus estava mais leve, mesmo depois do novo lote de neve que tinha caído da noite para o dia. Em nosso caminho até o refeitório, Betty e eu escapamos por pouco de uma guerra pública de bolas de neve; já Veronica não teve tanta sorte.

Todos nós conversávamos e ríamos, esperando na fila para pegar sabe-se-lá-o-quê, e então fomos nos sentar em nosso lugar de costume. Archie consolava Veronica enquanto eu entretinha o Dilton com a história de como a Betty tinha passado a perna nos meus irmãos na noite do pôquer. Meu telefone vibrou, mas não me dei conta disso até que Betty me chamasse.

— Jug? — Eu me virei, me desligando de todo o resto no segundo em que ela disse meu nome. — Acho que você vai querer atender essa ligação.

Olhei para o celular e suspirei.

— Ou não.

Uma parte de mim precisava dessa última luta, mas a outra parte sabia que isso significaria passar um tempo longe da Betty. Depois que ela foi atacada da última vez, eu não conseguiria me concentrar se ela fosse à luta sem ninguém para protegê-la — mas também não conseguiria me concentrar totalmente se ela não estivesse lá. A última luta do ano sempre era a mais importante, e eu não poderia me dar ao luxo de estar com a cabeça em outro lugar.

— Pode ser importante — disse Betty.

Levei o celular ao ouvido.

— E aí, Chuck?

— Cachorro Louco! Você vai adorar isso. Está marcado. Consegui o fodão do John Savage pra lutar com você! Ele está planejando virar profissional no ano que vem. É a chance da sua vida, meu amigo! Cinco dígitos. Você vai ficar de boa por um tempo.

— Essa é minha última luta, Chuck.

O outro lado da linha ficou em silêncio. Eu podia imaginar o maxilar dele se mexendo sob a pele. Mais de uma vez ele tinha acusado a Betty de ameaçar o fluxo de caixa dele, e eu tinha certeza de que a culparia pela minha decisão.

— Você vai levar sua namorada?

— Não tenho certeza ainda.

— Você devia deixar ela em casa, Jughead. Se essa é realmente sua última luta, preciso de você cem por cento nela.

— Não vou sem ela, e o Archie vai viajar.

— Nada de ficar fazendo graça dessa vez. Tô falando sério.

— Eu sei. Já entendi.

Chuck suspirou.

— Se você realmente não vai deixar a garota em casa, talvez seja bom ligar para o Reggie. Assim você fica com a cabeça fria e quem sabe consegue se concentrar.

— Hum... não é uma má ideia, pra falar a verdade — respondi.

— Pensa nisso. E me fala — disse Chuck, desligando o telefone.

Betty ficou me olhando, cheia de expectativa.

— Vai dar pra pagar o aluguel dos próximos oito meses. O Chuck conseguiu o John Savage. Ele está tentando deixar a coisa mais profissional.

— Eu nunca vi esse cara lutar, e você? — Archie perguntou, inclinando-se para frente.

— Só uma vez, em Springfield. Ele é bom.

— Não o bastante — disse Betty.

Eu me inclinei e beijei a testa dela em agradecimento.

— Eu posso ficar em casa, Jug — ela falou.

— Não — balancei a cabeça.

— Não quero ver você levar porrada como da última vez porque ficou preocupado comigo.

— Não, Flor.

— Eu fico te esperando acordada. — Ela sorriu, mas era óbvio que foi forçado, o que me deixou ainda mais determinado.

— Vou pedir pro Reggie ir junto. Ele é o único em quem confio pra poder me concentrar na luta.

— Valeu, babaca — Archie resmungou.

— Ei, você teve sua chance — falei, não completamente de brincadeira.

Ele torceu um pouco a boca, contrariado. Ele podia ficar de cara feia o dia todo, mas o fato é que tinha dado mancada no Hellerton, perdendo a Betty de vista daquele jeito. Se ele estivesse prestando atenção, aquilo não teria acontecido, e todos nós sabíamos disso.

Veronica e Betty juravam que se tratou de um incidente infeliz, mas eu não hesitei em dizer a ele o que pensava. Archie estava prestando atenção na luta em vez de cuidar da Betty, e, se o Jaos tivesse terminado o que havia começado, eu estaria na cadeia por assassinato.

Meu primo ficou pedindo desculpas para Betty durante semanas, mas eu o chamei de lado e mandei que desse um tempo. Nenhum de nós gostava de ficar revivendo aquilo toda vez que ele se sentia culpado.

— Archie, não foi sua culpa. Você arrancou o cara de cima de mim, lembra? — disse Betty, esticando a mão por trás da Veronica para dar um tapinha no braço dele. Depois ela se voltou para mim. — Quando é a luta?

— Em algum momento da semana que vem. Mas quero você lá. Preciso de você lá.

Se eu não fosse um completo imbecil, teria insistido que ela ficasse em casa, mas já tinha sido determinado em inúmeras ocasiões que eu era. Minha necessidade de ter Betty Cooper por perto superava qualquer pensamento racional. Sempre tinha sido assim, e eu imaginava que sempre seria.

Ela sorriu, descansando o queixo no meu ombro.

— Então eu vou.

Deixei Betty em sua última aula, lhe dando um beijo antes de ir me encontrar com Archie e Veronica no Morgan. O campus estava esvaziando rapidamente, e resolvi fumar meus cigarros no canto para não ter que desviar de alunas carregando malas ou roupas para lavar a cada três minutos.

Peguei meu celular e digitei o número do Reggie, ouvindo cada toque com crescente impaciência. Por fim, caiu na caixa postal.

— Reggie, sou eu. Preciso de um imenso favor. É urgente, então me liga pra ontem. Até.

Desliguei e vi Archie e Veronica passando pelas portas de vidro do dormitório, cada um segurando duas malas dela.

— Parece que vocês estão prontos.

Archie sorriu, Veronica não.

— Eles não são tão ruins — falei, cutucando-a com o cotovelo.

A expressão de mau humor no rosto dela não mudou.

— Ela vai se sentir melhor assim que a gente chegar lá — disse Archie, mais para encorajar a namorada que para me convencer.

Eu os ajudei a colocar as bagagens no porta-malas do Charger, depois ficamos esperando que Betty terminasse sua prova e fosse nos encontrar no estacionamento.

Puxei meu gorro sobre as orelhas e acendi um cigarro, aguardando. O Reggie ainda não tinha retornado a minha ligação, e eu estava ficando nervoso com a possibilidade de que ele não pudesse ir. Os gêmeos estavam indo para o Colorado com alguns de seus ex-camaradas da Sig Tau, e eu não confiava em mais ninguém para manter Betty em segurança.

Dei várias tragadas, formando diversos cenários mentais do que aconteceria se o Reggie não me ligasse de volta, e pensando em como eu estava sendo um egoísta de merda, exigindo a presença dela em um lugar onde eu sabia que ela poderia correr perigo. Concentração completa seria necessária para ganhar a luta, o que dependeria de duas coisas: a presença da Betty e a segurança dela. Se o Reggie tivesse que trabalhar ou não me ligasse de volta, eu teria que cancelar a luta. Seria a única opção.

Dei uma tragada final no último cigarro do maço. Eu estivera tão envolto em preocupação que nem me dei conta de quanto estava fumando ultimamente. Baixei o olhar para o relógio. Betty já devia ter saído da aula.

Logo depois, ela me chamou.

— Oi, Beija-Flor.

— Está tudo bem?

— Agora está — falei, puxando-a de encontro a mim.

— Tudo bem, o que está acontecendo?

— Eu só estou com a cabeça cheia — suspirei. Quando ela deixou claro que minha resposta não era suficiente, continuei: — Essa semana, a luta, você estar lá...

— Eu te disse que posso ficar em casa.

— Preciso de você lá, Flor — falei, jogando o cigarro no chão. Fiquei olhando enquanto ele desaparecia em uma profunda pegada na neve e então segurei a mão da Betty.

— Você conversou com o Reggie? — ela perguntou.

— Estou esperando ele retornar a minha ligação.

Veronica abaixou a janela do carro e enfiou a cabeça para fora.

— Andem logo! Está frio pra caramba!

Sorri e abri a porta para Betty. Enquanto eu olhava fixamente pela janela, Archie e Veronica repetiam a mesma conversa que já haviam tido inúmeras vezes desde que ela descobrira que conheceria os pais dele. Assim que entramos no estacionamento do prédio, meu celular tocou.

— Que merda, Reggie — falei, ao ver o nome dele na tela. — Eu te liguei faz quatro horas, e não vem me falar que você estava trabalhando.

— Não faz quatro horas, e me desculpa. Eu estava na casa da Cami.


Notas Finais


Eu adoro o quarteto junto!


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