História Desastre Iminente - Bughead - Capítulo 75


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Categorias Brian Ray "Skeet" Ulrich, Camila Mendes, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Dilton Doiley, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Jason Blossom, Joaquin, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Betty, Bughead, Colesprouse, Hot, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Romance, Sprousehart, Varchie
Visualizações 102
Palavras 1.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


7/10 👑

Capítulo 75 - Pânico II


— Tá. Escuta, preciso de um favor. Tenho uma luta na semana que vem e preciso que você vá. Não sei exatamente quando, mas quando eu te ligar, preciso que você esteja lá em uma hora. Você pode fazer isso por mim?

— Não sei. O que eu ganho com isso? — ele me provocou.

— Pode ou não, seu babaca? Porque eu preciso que você fique de olho na Beija-Flor. Teve um otário que passou a mão nela da última vez e...

— Que porra é essa, cara? Sério?

— É.

— Quem fez isso? — ele quis saber, assumindo um tom de voz imediatamente sério.

— Eu cuidei do assunto. Então, se eu te ligar...?

— Tá. Quer dizer, claro, irmãozinho, estarei lá.

— Valeu, Reggie.

Desliguei o celular e reclinei a cabeça no encosto do banco.

— Aliviado? — Archie quis saber, observando pelo retrovisor minha ansiedade diminuir.

— É. Eu não sabia como ia fazer sem ele lá.

— Eu falei pra você... — Betty começou, mas eu a fiz parar.

— Flor, quantas vezes eu tenho que te dizer?

Ela balançou a cabeça com meu tom de impaciência.

— Mas eu não entendo. Você não precisava de mim antes.

Eu me virei para ela, passando de leve os dedos em sua bochecha. Estava claro que ela não fazia ideia de como meus sentimentos eram profundos.

— Antes eu não te conhecia. Mas hoje, quando você não está lá, não consigo me concentrar. Fico me perguntando onde você está, o que está fazendo... Se você está lá e posso te ver, daí eu consigo me concentrar. Eu sei que é loucura, mas é assim que funciona.

— Eu gosto de loucura — ela falou, erguendo-se para me beijar.

— É óbvio — Veronica murmurou.

Antes de o sol se pôr, Veronica e Archie partiram para o sul com o Charger.

Betty chacoalhou as chaves do Honda e abriu um sorriso.

— Pelo menos não vamos precisar congelar na Harley.

Sorri.

Ela deu de ombros.

— Talvez a gente devesse, sei lá, pensar em comprar nosso próprio carro.

— Depois da luta a gente sai pra comprar um. Que tal?

Ela deu um pulo, me envolveu com os braços e as pernas e cobriu minhas bochechas, minha boca e meu pescoço de beijos.

Fui subindo as escadas até o apartamento, seguindo direto para o quarto.

Betty e eu passamos os quatro dias seguintes aninhados na cama ou no sofá com o Totó, assistindo a filmes antigos, o que tornava mais suportável a espera pela ligação do Chuck.

Por fim, na terça-feira à noite, entre reprises de O mundo é dos jovens, o número dele surgiu na tela do meu celular. Meu olhar encontrou o da Betty.

— Alô?

— Cachorro Louco, o lance é daqui a uma hora. No Keaton Hall. Venha preparado, meu bem, o cara é o Hulk Hogan com anabolizantes.

— Te vejo lá. — Eu me levantei, trazendo Betty comigo. — Se agasalha bem, baby. O Keaton é um prédio velho, e é bem provável que eles tenham desligado os aquecedores por causa do recesso.

Ela fez uma dancinha da felicidade antes de atravessar o corredor em direção ao quarto. Os cantos da minha boca se voltaram para cima. Que outra mulher ficaria tão animada para ver o namorado trocar socos com outro cara? Não era de admirar que eu tivesse me apaixonado por ela.

Coloquei um moletom com capuz, calcei minhas botas e fiquei esperando pela Betty na porta da frente.

— Estou indo! — ela gritou, aparecendo na sala logo em seguida.

Ela agarrou cada lado do batente da porta e moveu os quadris para o lado.

— O que você acha? — perguntou, fazendo biquinho na tentativa de imitar uma modelo... ou um pato. Eu não sabia ao certo qual deles.

Meus olhos viajaram por seu longo cardigã cinza, sua camiseta branca e a calça jeans justa enfiada para dentro das botas pretas. Ela estava fazendo piada, se achando desleixada, mas fiquei sem fôlego ao vê-la.

Ela relaxou o corpo e deixou as mãos penderem na altura das coxas.

— Está tão ruim assim?

— Não — falei, tentando encontrar as palavras. — Não está nem um pouco ruim.

Abri a porta com uma das mãos e estendi a outra para ela. Dando pulinhos enquanto andava, Betty cruzou a sala de estar e entrelaçou os dedos nos meus.

O Honda foi lento no início, mas chegamos ao Keaton bem a tempo. Liguei para o Reggie no caminho, esperando por Deus que ele aparecesse, conforme tinha prometido.

Betty ficou comigo aguardando ao lado da parede norte, alta e desgastada, do Keaton. As paredes dos lados leste e oeste estavam cobertas de andaimes de aço. A universidade estava se preparando para reformar o mais antigo de seus prédios.

Acendi um cigarro e dei uma tragada, soprando fumaça pelo nariz.

Betty apertou minha mão.

— Ele vai vir.

Havia gente chegando por todas as direções, parando o carro a quadras de distância, em vagas e estacionamentos diferentes. Quanto mais se aproximava o horário da luta, mais pessoas eram vistas escalando a saída de incêndio ao sul.

Franzi a testa. A escolha do prédio não tinha sido bem pensada. A última luta do ano sempre trazia os apostadores mais sérios, que chegavam cedo para que pudessem fazer suas apostas e garantir um bom lugar para ver a luta. A grana preta investida também atraía espectadores menos experientes, que apareciam tarde e acabavam esmagados contra as paredes. As apostas desse ano estavam excepcionalmente altas. O Keaton ficava nos arredores do campus, o que era preferível, mas o porão dele era um dos menores.

— Essa é uma das piores ideias que o Chuck já teve — resmunguei.

— É tarde demais para mudar agora — disse Betty, erguendo o olhar para os blocos de concreto.

Abri o celular e enviei a sexta mensagem de texto ao Reggie, então o fechei, irritado.

— Você parece nervoso hoje — Betty sussurrou.

— Vou me sentir melhor quando aquele delinquente do Reggie chegar.

— Estou aqui, sua garotinha chorona — disse ele, com a voz abafada.

Soltei um suspiro de alívio.

— E aí, mana? — ele cumprimentou Betty, abraçando-a com um dos braços e me empurrando com o outro.

— Tudo bem, Reggie — ela respondeu, se divertindo.

Conduzi Betty pela mão até a parte de trás do prédio, olhando de relance para meu irmão enquanto caminhávamos.

— Se os policias aparecerem e a gente se separar, me encontre no Morgan Hall, tá?

Reggie assentiu assim que paramos ao lado de uma janela aberta perto do chão.

— Você está me zoando — disse ele, olhando para a janela. — Nem a Betty vai conseguir passar por aí.

— Vocês conseguem — garanti, rastejando rumo à escuridão lá dentro.

Já acostumada a entrar ilegalmente nos lugares, Betty nem hesitou — se agachou no chão congelado e se moveu lentamente para trás pela janela, caindo nos meus braços.

Esperamos por alguns instantes e então Reggie resmungou quando se soltou do peitoril e aterrissou no chão, quase perdendo o equilíbrio ao atingir o concreto.

— Sua sorte é que eu adoro a Betty. Eu não faria uma merda dessas por qualquer um — ele reclamou, limpando a camiseta.

Dei um pulo para cima, fechando a janela num movimento rápido.

— Por aqui — eu disse, conduzindo Betty e meu irmão no escuro.

Serpenteamos para dentro do prédio até que pudemos ver uma fraca luz adiante. Um baixo zunido de vozes vinha da mesma direção enquanto nos aproximávamos.

Reggie suspirou depois que viramos pela terceira vez.

— A gente nunca vai encontrar a saída.

— É só me seguir até lá fora. Vai ficar tudo bem — assegurei.

Era fácil perceber que estávamos perto pelo crescente volume da multidão à espera no salão principal. A voz do Chuck ressoou pelo megafone, gritando nomes e números.

Parei na próxima sala, olhando ao redor para as mesas e cadeiras cobertas com lençóis brancos. Uma sensação de náusea tomou conta de mim. Aquele local era um erro. Quase tão grande quanto trazer a Betty para um lugar tão perigoso. Se irrompesse uma briga, Reggie a protegeria, mas o costumeiro refúgio longe da multidão estava repleto de móveis e equipamentos.

— Então, como você vai fazer dessa vez? — Reggie perguntou.

— Dividir e conquistar.

— Dividir o quê?

— A cabeça dele do resto do corpo.

Ele assentiu rapidamente.

— Bom plano.

— Beija-Flor, eu quero que você fique nessa entrada, tá?

Betty encarava o salão principal com os olhos arregalados enquanto se dava conta do caos.

— Beija-Flor, você me ouviu? — peguei no braço dela.

— O quê? — ela perguntou, piscando.

— Quero que você fique perto dessa entrada, tá? Se segura no braço do Reggie o tempo todo.

— Prometo que não vou me mexer.

Sorri para a expressão doce e estupefata dela.

— Agora é você que parece nervosa.

Ela olhou de relance para a entrada e depois para mim.

— Estou com um pressentimento ruim, Jug. Não em relação à luta, mas... tem alguma coisa. Esse lugar me dá arrepios.

Eu não tinha como discordar.

— Não vamos ficar aqui muito tempo.

A voz de Chuck ecoou no megafone, dando início ao anúncio de abertura.

Peguei o rosto dela com as duas mãos e olhei em seus olhos.

— Eu te amo.

Um sorriso mínimo tocou seus lábios, e a puxei de encontro a mim, abraçando-a apertado junto ao peito.

— ... por isso não usem suas putinhas para fraudar o sistema, caras! — ouvimos a voz de Chuck, amplificada pelo megafone.

Enganchei o braço de Betty no de Reggie.

— Não tira os olhos dela. Nem por um segundo. Isso aqui vai ficar uma loucura assim que a luta começar.

— ... então, vamos dar as boas-vindas ao competidor dessa noite: JOHN SAVAGE!

— Vou cuidar dela com minha própria vida, maninho — disse Reggie, dando um puxão de leve no braço de Betty para enfatizar o que acabara de dizer. — Agora vai lá detonar esse cara pra gente poder cair fora daqui.

— Tremam nas bases, rapazes, e fiquem de quatro, meninas! Com vocês: JUGHEAD “CACHORRO LOUCO” JONES!

Com a apresentação do Chuck, entrei na sala principal. Braços se debatiam no ar, e as vozes eram como trovoadas em uníssono. O mar de gente se abriu diante de mim, e fui seguindo devagar até o círculo.


Notas Finais


Imitar uma modelo... ou um pato. kkkkkkkkkkkkkkkkk


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