História Desastre Iminente - Bughead - Capítulo 76


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Categorias Brian Ray "Skeet" Ulrich, Camila Mendes, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Dilton Doiley, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Jason Blossom, Joaquin, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Betty, Bughead, Colesprouse, Hot, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Romance, Sprousehart, Varchie
Visualizações 105
Palavras 1.719
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


8/10 👑

Capítulo 76 - Pânico III


A sala estava iluminada apenas por lanternas penduradas no teto. Ainda tentando manter a discrição depois de quase ter sido pego na luta anterior, Chuck provavelmente não quis luzes brilhantes que pudessem nos denunciar.

Até mesmo na fraca luz, eu conseguia ver a severidade na expressão de John Savage. Ele era mais alto que eu, e seus olhos eram selvagens e ávidos. Ele pulou de um pé para o outro algumas vezes, depois ficou imóvel, baixando um olhar furioso e mortal para mim.

Savage não era nenhum amador, mas havia apenas três maneiras de ganhar: nocaute, submissão e decisão. O motivo pelo qual a vantagem sempre estivera a meu favor era que eu tinha quatro irmãos, e todos eles lutavam de modos diferentes.

Se John Savage lutasse como Reggie, ele confiaria na ofensiva, na velocidade e nos ataques surpresa — e para isso eu havia treinado minha vida toda.

Se lutasse como os gêmeos, com combinações de socos e chutes, ou alternando sua tática para desferir golpes, eu tinha treinado para isso minha vida toda.

Dylan era o mais letal. Se o estilo do Savage fosse esperto — o que era bem provável, a julgar pelo modo como ele me media —, ele lutaria com o equilíbrio perfeito entre força, velocidade e estratégia. Eu só tinha trocado socos com meu irmão mais velho algumas vezes, mas, quando eu tinha dezesseis anos, nem o Dylan conseguia me derrotar sem a ajuda dos meus outros irmãos.

Não importava quão arduamente John Savage tivesse treinado nem que vantagens ele pensasse ter, eu já tinha lutado com ele antes. Eu tinha lutado com todo mundo que sabia alguma merda sobre luta... e tinha vencido.

Chuck soou o gongo e Savage recuou um passo antes de desferir um golpe poderoso na minha direção.

Eu me esquivei. Definitivamente ele ia lutar como o Dylan.

Savage chegou perto demais de mim, e dei uma botinada, jogando-o no meio da multidão. As pessoas o empurraram de volta para o círculo, e ele se aproximou de mim com propósito renovado.

Ele me acertou dois socos, um atrás do outro, depois eu o agarrei, enfiando a cara dele bem no meu joelho. John cambaleou para trás, mas reagiu rápido e partiu para o ataque de novo.

Dei um golpe e errei, então ele tentou fechar os braços em volta do meu torso. Já suado, foi fácil deslizar da pegada dele. Quando me virei, o cotovelo dele encontrou meu maxilar, e o mundo parou durante menos de um segundo antes de eu me desvencilhar e responder ao ataque com um gancho de direita e um de esquerda, acertando um atrás do outro.

O lábio inferior do Savage rachou e começou a respingar sangue, o que fez o volume no salão chegar a decibéis ensurdecedores.

Levei o cotovelo para trás e o punho cerrado para frente em direção ao meu adversário, esmagando o nariz dele. Não me contive, deixando-o zonzo de propósito, para que tivesse tempo de dar uma olhada na direção da Betty. Ela estava onde pedi que ficasse, com o braço ainda enganchado no do Reggie.

Satisfeito ao ver que ela estava bem, me concentrei na luta novamente, me esquivando com rapidez quando Savage lançou um soco vacilante e depois jogou os braços ao meu redor, nos derrubando ao chão.

John caiu sob mim e, sem nem tentar, meu cotovelo golpeou a cara dele. Ele lançou as pernas em volta do meu pescoço, travando-as pelos tornozelos.

— Eu vou acabar com você, seu arruaceiro de merda! — ele grunhiu.

Sorri e me levantei, erguendo nós dois. Savage tentou me tirar o equilíbrio, mas estava na hora de levar a Betty para casa.

A voz do Reggie irrompeu acima do restante da multidão.

— Acerta o rabo dele, Jughead!

Caí para frente e levemente para o lado, fazendo com que a cabeça e as costas do John batessem com tudo no concreto, em um golpe devastador. Com meu oponente zonzo, levei o cotovelo para trás e meti os punhos cerrados na cara e nas laterais da cabeça dele, várias vezes sem parar, até que dois braços se engancharam sob os meus e me afastaram do cara.

Um quadrado vermelho aterrissou sobre o peito do Savage, e a sala explodiu quando o Chuck segurou meu pulso e ergueu minha mão no ar.

Olhei para Betty, que pulava de alegria, com a cabeça acima do restante da galera, erguida pelo meu irmão.

Reggie estava gritando alguma coisa, com um imenso sorriso no rosto.

Assim que a multidão começou a se dispersar, captei um olhar horrorizado no rosto da Betty e, segundos depois, ouvi um grito coletivo que incitou o pânico. Uma das lanternas pendentes no canto do salão tinha caído em cima de um lençol, fazendo-o pegar fogo. A chama se espalhou rapidamente para o lençol do lado, dando início a uma reação em cadeia.

A multidão histérica saiu correndo para a boca da escada, enquanto a fumaça tomava rapidamente a sala. Rostos assustados, tanto masculinos quanto femininos, eram destacados pelas chamas.

— Betty! — berrei, me dando conta de como ela estava longe e do mar de gente que havia entre nós.

Se eu não conseguisse chegar até ela, Betty e Reggie teriam de achar o caminho de volta até a janela pelo labirinto de corredores escuros. O terror afundou suas garras em minhas entranhas, me incitando a empurrar selvagemente quem quer que estivesse no meu caminho.

A sala ficou escura e um som alto de estouro veio do outro lado. Eram as outras lanternas entrando em combustão, aumentando as chamas em pequenas explosões. Vi Reggie de relance, segurando Betty pelo braço, puxando-a atrás dele enquanto tentava forçar caminho em meio à multidão.

Ela balançou a cabeça, recuando.

Ele olhou ao redor, tentando traçar um plano de fuga enquanto eles ficavam parados no centro da confusão. Se tentassem cair fora pela escada de incêndio, eles seriam os últimos a sair dali. O fogo estava se espalhando rapidamente. Eles não conseguiriam chegar a tempo até a saída.

Qualquer tentativa minha de chegar até Betty era frustrada enquanto a multidão se agitava e me empurrava para ainda mais longe. A comemoração animada que antes enchia o salão fora substituída por gritos horrorizados de medo e desespero enquanto todos lutavam para chegar até as saídas.

Reggie puxou Betty até a entrada da saleta, mas ela se livrou dele para olhar para trás.

— Jughead! — ela gritou, esticando o braço na minha direção.

Inspirei para gritar em resposta, mas a fumaça encheu meus pulmões. Tossi, tentando dispersá-la com as mãos.

— Por aqui, Jug! — Reggie gritou.

— Tira a Betty daqui, Reggie! Leva ela pra fora!

Betty arregalou os olhos e balançou a cabeça.

—Jughead!

— Vão indo! — falei. — Eu alcanço vocês lá fora!

Ela fez uma pausa por um instante antes de seus lábios formarem uma linha dura. Fui tomado pelo alívio. Betty Cooper tinha um forte instinto de sobrevivência, que havia acabado de entrar em ação. Ela agarrou a manga da camiseta do Reggie e o puxou de volta para a escuridão, longe do fogo.

Eu me virei, procurando uma forma de sair dali. Dezenas de espectadores gritavam e brigavam para abrir caminho pelo estreito acesso até a escada.

O salão estava quase completamente escuro com a fumaça, e senti meus pulmões lutando por ar. Ajoelhei-me no chão, tentando me lembrar das diferentes portas que ladeavam o salão principal. Eu me voltei para a escadaria. Aquele era o caminho que eu queria seguir, longe do fogo, mas me recusei a entrar em pânico. Havia uma segunda saída que levava à escada de incêndio e que apenas algumas pessoas pensariam em usar. Eu me agachei e fui correndo na direção dela, mas parei.

Lampejos de pensamento sobre Betty e Reggie se perdendo no labirinto de corredores passavam pela minha cabeça, me afastando da saída.

Ouvi meu nome e apertei os olhos na direção da voz.

— Jughead! Jughead! Por aqui! — Chuck estava parado ao lado da saída, acenando para mim.

Balancei a cabeça.

— Eu vou pegar a Beija-Flor!

O caminho até a sala menor para onde Reggie e Chuck tinham conseguido escapar estava quase livre, então saí correndo naquela direção, mas colidi de frente com alguém e caímos. Era uma garota, aparentemente uma caloura, com o rosto coberto de faixas negras de fuligem. Ela estava aterrorizada e lutava para se levantar.

— M-me a-ajuda! Eu não consigo... Eu não sei sair daqui! — disse ela, tossindo.

— Chuck! — berrei. Empurrei-a na direção da saída. — Ajude ela a sair daqui!

Ela foi correndo até ele, que a segurou pela mão antes de eles desaparecerem pela saída, totalmente obscurecidos do meu campo de visão pela fumaça.

Levantei e me apressei em direção à Betty. Outras pessoas corriam no labirinto escuro, chorando e arfando enquanto tentavam encontrar uma forma de sair dali.

— Betty! — berrei na escuridão, aterrorizado com a possibilidade de eles virarem no lugar errado.

Um grupinho de garotas estava parado no fim de um corredor, chorando.

— Vocês viram um cara e uma menina passarem por aqui? O Reggie é mais ou menos dessa altura e parecido comigo — falei, erguendo um das mãos até minha testa.

Elas balançaram a cabeça.

Meu estômago se contorceu. Eles tinham seguido pelo caminho errado.

Apontei além do grupo de meninas assustadas.

— Sigam por aquele corredor até o fim. Lá tem uma escada com uma porta no topo. Entrem por ela e depois virem à esquerda. Vai ter uma janela pela qual vocês vão poder sair.

Uma das garotas assentiu, secou os olhos e mandou que as amigas a seguissem.

Em vez de refazer os passos pelos corredores por onde havíamos entrado, virei à esquerda, correndo em meio à escuridão na esperança de, por sorte, me deparar com Betty e Reggie.

Eu podia ouvir gritos vindos do salão principal enquanto me forçava a seguir em frente, determinado a me certificar de que tanto minha namorada quanto meu irmão haviam encontrado uma saída. Eu não sairia dali até que tivesse certeza disso.

Depois de correr por diversos corredores, senti o pânico pesar no meu peito. O cheiro da fumaça tinha chegado até mim, e eu tinha consciência de que, com a reforma do prédio, a idade da construção, os móveis e os lençóis que os cobriam servindo de alimento para o fogo, o porão inteiro seria engolido pelas chamas em minutos.

— Betty! — berrei de novo. — Reggie!

Nada.


Notas Finais


Mano, eu fico imaginando a agonia dele 😰😰😰


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