História Desastre Iminente - Bughead - Capítulo 77


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Categorias Brian Ray "Skeet" Ulrich, Camila Mendes, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Dilton Doiley, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Jason Blossom, Joaquin, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Betty, Bughead, Colesprouse, Hot, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Romance, Sprousehart, Varchie
Visualizações 91
Palavras 1.204
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


9/10 👑

Capítulo 77 - Fogo e gelo I


A fumaça se tornara inescapável. Não importava em que sala eu me encontrasse, cada respiração era rasa e quente, fazendo meus pulmões arderem.

Eu me inclinei e agarrei os joelhos, arfando. Meu senso de direção estava enfraquecido, tanto por causa da escuridão quanto pela possibilidade de não ser capaz de encontrar minha namorada e meu irmão antes que fosse tarde demais. Eu nem tinha certeza se conseguiria encontrar a minha saída dali.

Entre acessos de tosse, ouvi o som de alguma coisa batendo na sala ao lado.

— Socorro! Alguém me ajuda!

Era Betty. Uma determinação renovada tomou conta de mim e fui me arrastando em direção à voz dela, tateando em meio às trevas. Minhas mãos encostaram em uma parede, e parei quando senti uma porta. Estava trancada.

— Flor! — gritei, dando um puxão na maçaneta.

A voz dela se tornou mais estridente, incitando-me a recuar um passo e chutar a porta até ela voar longe.

Betty estava em cima de uma mesa posicionada bem embaixo de uma janela, batendo as mãos no vidro com tamanho desespero que nem se deu conta de que eu tinha forçado entrada na sala.

— Beija-Flor? — chamei, tossindo.

— Jughead! — ela gritou, descendo da mesa e se jogando nos meus braços.

Segurei seu rosto.

— Cadê o Reggie?

— Ele seguiu aqueles caras! — ela berrou, com lágrimas escorrendo pelas bochechas. — Eu tentei fazer ele vir comigo, mas ele não quis!

Olhei para o corredor, onde o fogo se aproximava em alta velocidade na nossa direção, alimentando-se dos móveis cobertos que ladeavam as paredes.

Betty ficou ofegante com a visão, depois tossiu. Minhas sobrancelhas se juntaram, e eu me perguntava em que merda de lugar meu irmão estaria. Se ele estivesse no fim daquele corredor, não conseguiria sair dali. Um choro subiu pela minha garganta, mas, vendo o olhar de terror da Betty, o forcei a ir embora.

— Vou tirar a gente daqui, Flor. — Pressionei os lábios nos dela em um movimento firme e rápido, depois subi na mesa.

Empurrei a janela, e os músculos dos meus braços tremiam enquanto eu empregava toda minha força contra o vidro.

— Vai pra trás, Betty! Vou quebrar o vidro!

Ela recuou, com o corpo inteiro tremendo. Curvei o cotovelo e levei o punho cerrado para trás, então soltei um gemido alto quando golpeei com toda força a janela. O vidro se estilhaçou e estendi a mão para Betty.

— Vamos! — gritei.

O calor do fogo dominou a sala. Motivado por puro medo, ergui Betty do chão com um braço e a empurrei pela janela.

Ela ficou me esperando de joelhos enquanto eu escalava a janela para sair, depois me ajudou a levantar. Sirenes soavam do outro lado do prédio, e as luzes vermelhas e azuis dos carros de bombeiros e das viaturas de polícia dançavam nos tijolos dos prédios adjacentes.

Puxei Betty comigo em uma rápida corrida até a frente do prédio, onde uma multidão estava parada. Procuramos por Reggie em meio aos rostos cobertos de fuligem, enquanto eu gritava o nome dele. A cada vez que eu o chamava, minha voz ficava mais aflita. Ele não estava lá. Dei uma olhada no meu celular, na esperança de que ele tivesse me ligado. Ao ver que isso não tinha acontecido, fechei-o com tudo.

Já quase sem esperança, cobri a boca, incerto quanto ao que fazer em seguida. Meu irmão tinha se perdido dentro do prédio em chamas. Ele não estava do lado de fora, o que me levava a uma única conclusão.

— REGGIE! — gritei, esticando o pescoço enquanto o procurava em meio à multidão.

As pessoas que tinham conseguido escapar se abraçavam e choravam atrás das ambulâncias, observando horrorizadas enquanto os bombeiros jogavam água pelas janelas e entravam no prédio carregando mangueiras.

— Ele não conseguiu sair — sussurrei. — Ele não conseguiu sair, Flor.

Lágrimas escorriam pelas minhas bochechas, e caí de joelhos.

Betty me acompanhou, me abraçando.

— O Reggie é esperto, Jug. Ele saiu sim. Deve ter encontrado um caminho diferente.

Tombei no colo dela, agarrando sua blusa com as duas mãos.

Uma hora se passou. Os choros e os lamentos dos sobreviventes e dos curiosos em frente ao prédio tinham virado um silêncio sombrio. Os bombeiros conseguiram resgatar apenas duas pessoas com vida, e depois disso, todas as outras vezes, voltavam sem ninguém. Cada vez que alguém surgia do prédio, eu prendia a respiração, parte de mim esperando que fosse Reggie, e a outra temendo que fosse.

Meia hora mais tarde, os bombeiros começaram a aparecer com corpos sem vida. Em vez de tentarem reanimação cardiopulmonar, eles simplesmente os deitavam ao lado das outras vítimas e cobriam os cadáveres. O chão estava forrado de mortos, em número bem maior do que aqueles de nós que haviam conseguido escapar.

— Jughead?

Chuck estava parado ao nosso lado. Eu me levantei, puxando Betty comigo.

— Que bom que vocês conseguiram sair — ele disse, parecendo chocado e confuso. — Cadê o Reggie?

Nem respondi.

Nossos olhos se voltaram para os restos chamuscados do Keaton Hall, de onde a fumaça preta e espessa ainda se erguia em ondas pelas janelas. Betty enterrou o rosto no meu peito e agarrou minha camiseta com os punhos cerrados.

Era um cenário de pesadelo, e tudo que eu podia fazer era ficar ali, olhando.

— Eu tenho que... hum... tenho que ligar para o meu pai — falei, franzindo a testa.

— Talvez seja melhor esperar, Jug. A gente ainda não sabe de nada — disse Betty.

Meus pulmões ardiam, assim como meus olhos. Os números no teclado ficaram borrados enquanto as lágrimas caíam pelo meu rosto.

— Essa merda não está certa. Não era para ele estar aqui.

— Foi um acidente, Jughead. Você não tinha como saber que isso ia acontecer — disse Betty, tocando minha bochecha.

Comprimi o rosto e fechei os olhos com força. Eu ia ter que ligar para o meu pai e contar a ele que o Reggie ainda estava dentro de um prédio em chamas, e que a culpa era minha. Eu não sabia se minha família conseguiria lidar com mais uma perda. O Reggie morava com meu pai enquanto tentava se reerguer, e os dois eram um pouco mais chegados que o restante de nós.

Fiquei sem fôlego enquanto digitava os números, imaginando a reação do meu pai. Eu sentia o telefone frio na mão, então puxei Betty para junto de mim. Ela devia estar congelando, mesmo que ainda não tivesse se dado conta.

Os números deram lugar a um nome, e meus olhos se arregalaram. Eu estava recebendo uma chamada.

— Reggie?

— Você está bem? — ele gritou no meu ouvido, com a voz carregada de pânico.

Uma risada surpresa escapou dos meus lábios e olhei para Betty.

— É o Reggie!

Ela ficou ofegante e apertou meu braço.

— Onde você está? — perguntei, desesperado para encontrá-lo.

— Estou no Morgan Hall, seu besta de merda! Que foi onde você falou pra gente se encontrar! Por que você não está aqui?

— Como assim, no Morgan? Daqui a um segundo estou aí, não se atreva a se mexer!

Fui correndo, arrastando Betty atrás de mim. Quando chegamos ao Morgan, estávamos tossindo e nossos pulmões gritavam por ar. Reggie desceu apressado os degraus, vindo ao nosso encontro.

— Meu Deus do céu, mano! Achei que vocês tinham sido torrados! — ele disse, nos abraçando com força.


Notas Finais


Graças a Deus eles estão bem 🙏🙏🙏


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