História Desastre Iminente - Bughead - Capítulo 78


Escrita por:

Postado
Categorias Brian Ray "Skeet" Ulrich, Camila Mendes, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Dilton Doiley, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Jason Blossom, Joaquin, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Betty, Bughead, Colesprouse, Hot, Jughead, Lilireinhart, Riverdale, Romance, Sprousehart, Varchie
Visualizações 109
Palavras 1.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ÚLTIMO DA MARATONA!
10/10 👑

Capítulo 78 - Fogo e gelo II


— Seu idiota! — gritei, empurrando-o para longe. — Eu achei que você tinha morrido, porra! Fiquei esperando os bombeiros tirarem seu corpo tostado do Keaton!

Franzi a testa para ele por um instante e então o puxei de volta. Estiquei o braço, tateando até sentir o suéter da Betty, e a puxei para o abraço também. Depois de um bom tempo, soltei meu irmão.

Ele olhou para Betty com a testa franzida e uma expressão arrependida.

— Me desculpa, Betty. Eu entrei em pânico.

Ela balançou a cabeça.

— O que importa é que você está bem.

— Eu? Eu estaria melhor morto se o Jughead tivesse me visto sair daquele prédio sem você. Eu tentei te encontrar depois que você saiu correndo, mas me perdi e tive que achar outro caminho. Fui andando pelo prédio, procurando aquela janela, mas me deparei com uns guardas e eles me fizeram sair. Eu estava quase ficando louco aqui! — disse ele, passando a mão pela cabeça.

Limpei as bochechas da Betty com os polegares e puxei minha camiseta para cima, usando-a para limpar a fuligem do meu rosto.

— Vamos cair fora daqui. Isso aqui vai ficar cheio de policiais logo, logo.

Depois de eu abraçar de novo meu irmão, ele se dirigiu até o carro dele e fomos pegar o Honda da Veronica. Fiquei olhando enquanto Betty prendia o cinto de segurança e franzi a testa quando ela tossiu.

— Talvez seja melhor te levar pro hospital. Para eles darem uma olhada em você.

— Estou bem — ela disse, entrelaçando a mão na minha. Olhou para baixo e viu um corte profundo nos nós dos meus dedos. — Isso foi da luta ou da janela?

— Da janela — respondi, franzindo a testa ao ver suas unhas ensanguentadas.

Os olhos dela adquiriram uma expressão suave.

— Você salvou a minha vida.

Juntei as sobrancelhas.

— Eu não ia sair de lá sem você.

— Eu sabia que você ia me encontrar.

Fiquei de mão dada com Betty até chegarmos ao apartamento. Ela tomou um longo banho, e, com as mãos tremendo, enchi dois copos de uísque.

Ela cruzou o corredor e se jogou na cama, atordoada.

— Toma — falei, entregando a ela um copo cheio de líquido âmbar. — Isso vai te ajudar a relaxar.

— Não estou cansada.

Estendi o copo de novo. Ela podia até ter crescido com mafiosos em Las Vegas, mas nós tínhamos acabado de presenciar a morte — muita morte — e escapado por pouco.

— Tenta descansar um pouco, Flor.

— Eu quase tenho medo de fechar os olhos — disse ela, pegando o copo e virando o líquido de uma só vez.

Peguei o copo vazio e o coloquei na mesinha de cabeceira, depois me sentei na cama ao lado dela. Ficamos em silêncio, refletindo sobre as últimas horas. Não parecia real.

— Muita gente morreu hoje — falei.

— Eu sei.

— Só amanhã a gente vai ficar sabendo quantos foram.

— O Reggie e eu passamos por um pessoal quando estávamos tentando sair. Fico me perguntando se eles conseguiram se salvar. Pareciam tão assustados...

As mãos dela começaram a tremer, então eu a consolei da única maneira que sabia: abraçando-a.

Ela relaxou de encontro ao meu peito e suspirou. Sua respiração se regularizou e ela aninhou o rosto mais fundo em minha pele. Pela primeira vez desde que tínhamos reatado, eu me senti completamente à vontade com ela, como se as coisas tivessem voltado a ser como eram antes de Las Vegas.

— Jug?

Abaixei o queixo e sussurrei nos cabelos dela.

— Que foi, baby?

Nosso celular tocou ao mesmo tempo, e ela atendeu o dela enquanto me entregava o meu.

— Alô?

— Jug? Você está bem, cara?

— Tô, Archie. Estamos bem.

— Estou bem, Vee. Estamos todos bem — disse Betty, tranquilizando Veronica na outra linha.

— Meus pais estão surtando. Estamos vendo o noticiário agora mesmo. Eu não tinha contado pra eles que vocês estavam lá. O quê? — Archie se afastou um pouco do telefone para responder aos pais. — Não, mãe. Sim, estou falando com ele! Ele está bem! Eles estão no apartamento! Então — ele prosseguiu —, que merda aconteceu?

— A porra das lanternas. O Chuck não queria nenhuma luz brilhante chamando atenção para que ninguém pegasse a gente. Uma delas incendiou a porra do lugar inteiro... Foi feio, Archie. Um monte de gente morreu.

Ele inspirou fundo.

— Alguém que a gente conhece?

— Ainda não sei.

— Que bom que vocês estão bem, mano. Eu... Meu Deus, que bom que vocês estão bem.

Betty descreveu a Veronica os momentos horríveis em que ela tateou no escuro, tentando encontrar uma saída.

Eu me contorci quando a ouvi contar como ela enfiou as unhas na janela tentando abri-la.

— Vee, não precisa vir embora mais cedo. Nós estamos bem — disse Betty. — Está tudo bem — ela reafirmou, dessa vez com mais ênfase. — Você pode me abraçar na sexta-feira. Eu também te amo. Divirta-se.

Pressionei meu celular com força junto ao ouvido.

— É melhor você abraçar sua namorada, Archie. Ela parece perturbada.

Ele suspirou.

— Eu só... — E suspirou mais uma vez.

— Eu sei, cara.

— Eu te amo. Você é como um irmão pra mim, o melhor que eu poderia ter.

— Eu também. Até mais.

Depois que Betty e eu desligamos os celulares, ficamos sentados em silêncio, ainda processando o que havia acontecido. Eu me reclinei no travesseiro e a puxei para junto do meu peito.

— A Veronica está bem?

— Ela está preocupada, mas vai ficar bem.

— Ainda bem que eles não estavam lá.

Eu podia sentir o maxilar da Betty se mexendo de encontro à minha pele e, por dentro, me xinguei por ter dado a ela mais coisas horríveis em que pensar.

— É mesmo — disse ela, com um calafrio.

— Desculpa. Você já passou por muita coisa hoje. Não preciso acrescentar mais uma cena de terror.

— Você também estava lá, Jug.

Pensei na minha busca pela Betty no escuro, sem saber se a encontraria, depois o chute na porta e finalmente o rosto dela na minha frente.

— Eu não fico com medo com frequência — falei. — Fiquei com medo naquela manhã, quando acordei e você não estava aqui. Fiquei com medo quando você me largou depois de Las Vegas. Fiquei com medo quando achei que ia ter que contar pro meu pai que o Reggie tinha morrido no incêndio. Mas, quando te vi através das chamas no porão... eu fiquei apavorado. Eu consegui chegar até a porta, estava a menos de um metro da saída, mas não consegui sair.

— Como assim? Está maluco? — ela me perguntou, entortando a cabeça para me olhar nos olhos.

— Nunca estive tão lúcido na vida. Eu me virei, encontrei o caminho até aquela sala, e você estava lá. Nada mais importava. Eu não sabia se a gente ia conseguir sair dali vivos ou não. Eu só queria estar onde você estivesse, não importa o que isso significasse. A única coisa que eu tenho medo é de viver sem você, Beija-Flor.

Betty se inclinou e beijou meus lábios com ternura. Quando nossas bocas se separaram, ela sorriu.

— Então você não precisa ter medo de mais nada. Nós estamos juntos para sempre.

Suspirei.

— Eu faria tudo de novo, sabia? Não mudaria um segundo da nossa história se significasse que estaríamos aqui, agora, neste momento.

Ela inspirou fundo e dei um beijo suave na testa dela.

— É isso — sussurrei.

— O quê?

— O momento. Quando observo você dormindo... aquela paz no seu rosto. É isso. Eu nunca mais tinha sentido isso desde que minha mãe morreu, mas agora posso sentir de novo. — Respirei fundo novamente e a puxei para mais perto de mim. — Eu sabia, no segundo em que te conheci, que havia algo em você que eu precisava. Acabou que não era algo em você. Era simplesmente você.

Ela abriu um sorriso cansado enquanto enterrava o rosto no meu peito.

— Somos nós, Jug. Nada faz sentido se não estivermos juntos. Você percebeu isso?

— Se percebi? Faz um ano que eu te falo isso! — a provoquei. — É oficial. Mulheres, lutas, términos, Sweet Pea, Vegas... até mesmo incêndios... Nosso relacionamento pode aguentar qualquer coisa.

Ela ergueu a cabeça, com os olhos fixos nos meus. Eu podia ver um plano se formando por trás de suas íris. Pela primeira vez, não fiquei preocupado com qual seria o próximo passo dela, porque eu sabia, no meu íntimo, que, qualquer caminho que ela escolhesse, nós o trilharíamos juntos.

— Las Vegas — ela disse.

Franzi a testa.

— O que tem?

— Você já pensou em voltar lá?

Minhas sobrancelhas se ergueram; eu não podia acreditar no que estava ouvindo.

— Não acho uma boa ideia.

— E se fosse só por uma noite?

Olhei em volta no quarto escuro, confuso.

— Uma noite?

— Casa comigo — ela falou sem hesitar. Eu ouvi as palavras, mas levei um segundo para processá-las.


Notas Finais


Itiiii malia 😍😍😍😍


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...