História Desastre Iminente (Adaptação Chritian e Ana) - Capítulo 8


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Categorias 50 Tons de Cinza
Personagens Anastasia Steele, Christian Grey
Tags Adaptação, Anastasia Steele, Christian Grey
Visualizações 198
Palavras 3.209
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Capítulo 8


A sexo maníaca estava no banheiro, vestindo-se e ajeitando. Ela não falou muito depois de termos acabado, e eu estava pensando em pegar o seu número e colocá-la na lista muito curta de meninas como Leila, que não exigem uma relação para fazer sexo, e que também vale a pena repetir.

O telefone Elliot tocou. O toque era um beijo, por isso devia ser Katherine. Ela mudou o toque do seu celular, e Elliot estava mais do que feliz em obedecer. Eles eram bons juntos, mas eles também me fazem querer vomitar.

Estava sentado no sofá clicando pelos canais, esperando a menina sair para que eu pudesse mandá-la embora, quando notei que Elliot estava agitado em torno do apartamento.

Minhas sobrancelhas juntas.

— O que está acontecendo?

— Você tem que arrumar esta merda. Kate está vindo com Anastásia.— Aquilo chamou minha atenção.

— Anastásia?

— É. A caldeira quebrou novamente no Morgan.

— Então?

— Então, elas vão ficar aqui por alguns dias. — Sentei-me.

— Elas? Como Anastásia vai ficar aqui? Em nosso apartamento?

— Sim, bunda mole. Tire sua mente da bunda de Jenna Jameson e ouça o que estou dizendo. Elas estarão aqui em 10 minutos. Com a bagagem.

— De jeito nenhum porra.— Elliot parou no meio do caminho e olhou para mim irritado.

— Tire sua bunda daí e me ajude a levar o lixo para fora. — disse ele, apontando para o banheiro.

— Ah, foda-se. — eu disse, pulando de pé.

Elliot acenou com a cabeça, os olhos arregalados.

— Sim.

Katherine iria ficar louca se eu tivesse uma vagabunda ainda aqui quando ela chegasse com Anastásia, e isso colocaria Elliot em uma situação ruim. Se Anastásia não quisesse ficar aqui por causa disso, isso se tornaria seu problema e meu.

Meus olhos se concentraram na porta do banheiro. A torneira estava aberta desde que ela tinha ido lá. Eu não sabia se ela estava cagando ou no chuveiro. De jeito nenhum que eu ia levá-la para fora do apartamento antes das meninas chegarem.

Ficaria pior se eu fosse pego tentando varrê-la para fora, por isso decidi trocar os lençóis na minha cama e esperar um pouco.

— Onde Anastásia vai dormir?—  Perguntei, olhando para o sofá. Eu não ia deixá-la dormir no sofá que tinha 14 meses de fluídos corporais.

— Eu não sei. A poltrona?

— Ela não vai dormir na poltrona do caralho, seu asno.— Eu cocei a cabeça.— Eu acho que ela vai dormir na minha cama.— Elliot uivou, sua risada ecoou pelo menos nos dois blocos. Ele se inclinou e agarrou os joelhos, o rosto ficando vermelho. — O quê?

Ele se levantou e apontou, balançando o dedo e sua cabeça para mim. Ele era muito divertido para conversar, então ele apenas se afastou, tentando continuar a limpeza, enquanto seu corpo estremeceu. Onze minutos depois, Elliot estava correndo pela sala de frente para a porta. Ele fez o seu caminho descendo as escadas, e depois nada. A torneira no banheiro, finalmente desligou e tudo ficou muito calmo.

Depois de mais alguns minutos, ouvi o estrondo da porta abrindo e Elliot reclamando entre grunhidos.

— Cristo, baby! Sua mala tem vinte quilos a mais do que a de Anastásia!

Entrei na sala, vendo a minha última conquista surgir do banheiro. Ela congelou no corredor, deu uma olhada em Anastásia e Katherine, e, então, terminou de abotoar a blusa. Ela definitivamente não foi se refrescar lá dentro. Ela ainda tinha maquiagem borrada por todo o rosto.

Por um minuto, eu estava completamente distraído do constrangimento pelas letras W, T, e eu acho F. Ela não era tão simples como se pensava anteriormente, fazendo com que a visita surpresa de Katherine e de Anastásia fosse ainda mais bem-vinda. Mesmo que eu ainda estivesse nas minhas boxers.

— Oh.— ela disse para as meninas. Ela olhou para a bagagem, sua surpresa se transformando em confusão total. Katherine encarou Elliot.

Ele ergueu as mãos.

— Ela está com Christian!— Essa foi a minha deixa. Eu virei a esquina e bocejei, acariciando minha bunda.

— Minhas amigas chegaram. É melhor você ir.

Ela pareceu relaxar um pouco e sorriu. Colocou os braços em volta de mim, e depois beijou meu pescoço. Seus lábios macios estavam quentes ainda. Na frente de Anastásia, eram como dois bolos pegajosos forrado com arame farpado.

— Eu vou deixar o meu número no balcão.

— Eh... não se preocupe com isso. — eu disse, propositadamente indiferente.

— O quê?— Ela perguntou, inclinando-se para trás. A rejeição em seus olhos brilhava e foi em busca dos meus para ver algo diferente do que eu realmente quis dizer. Ainda bem que isso ia acontecer agora. Eu poderia ter chamado ela de novo e feito coisas muito confusas. Confundi-la com um possível frequente foi um pouco surpreendente. Eu era geralmente um perito melhor do que isso.

— Toda vez é a mesma coisa!— Katherine disse. Ela olhou para a mulher.— Como você está surpresa com isso? Ele é Christian Fodendo Grey! Ele é famoso por isto mesmo, e toda vez elas ficam surpresas! — Ela disse, voltando-se para Elliot.

Ele colocou seu braço ao redor dela, gesticulando para ela se acalmar.

Os olhos da mulher se estreitaram, em fogo com raiva e embaraço, e então ela saiu, agarrando a bolsa no caminho. A porta bateu e os ombros de Elliot ficaram tensos. Esses momentos incomodavam. Eu, por outro lado, tinha uma víbora para domar, então dei a volta para a cozinha e abri a geladeira como se nada tivesse acontecendo. O inferno em seus olhos anunciando uma ira que eu nunca tinha experimentado (não porque eu não tinha me deparado com uma mulher que queria servir a minha bunda em uma bandeja de prata, mas porque eu nunca me preocupei em ficar por aqui para ouvir).

Katherine balançou a cabeça e caminhou pelo corredor. Elliot a seguiu, inclinando seu corpo para compensar o peso de sua mala quando ele arrastou atrás dela. Apenas quando eu pensei que atingiria Anastásia, ela caiu na poltrona. Huh. Bem... Ela está chateada. Pode muito bem acabar com isso. Eu cruzei meus braços, mantendo uma distância mínima de segurança dela permanecendo na cozinha.

— Qual o problema, Flor? Dia ruim?

— Não, eu estou completamente enojada. — Foi um começo.

— Comigo?— Eu perguntei com um sorriso.

— Sim, com você. Como você pode simplesmente usar alguém assim e tratá-la dessa maneira?— E assim começou.

— Como eu a tratei? Ela ofereceu o seu número, eu não aceitei.— Sua boca se abriu. Eu tentei não rir. Eu não sei porque me divertiu muito ao vê-la confusa e chocada com o meu comportamento, mas ela fez.

— Você pode fazer sexo com ela, mas você não pode pegar o número?

— Porque eu iria querer seu número se eu não vou ligar para ela?

— Porque você dormiu com ela se não vai ligar?

— Eu não prometo nada a ninguém, Flor. Ela não exigiu um relacionamento sério antes de abrir as pernas no meu sofá.— Ela olhou para o sofá com repulsa.

— Ela é filha de alguém, Christian. E se, alguém tratar sua filha assim? — O pensamento passou pela minha mente, e eu estava preparado.

— Minha filha não vai baixar a calcinha para qualquer idiota que ela acabou de conhecer, vamos colocar dessa maneira.

Essa era a verdade. Será que as mulheres merecem ser tratadas como prostitutas? Não. Será que as vagabundas gostam de ser tratadas como putas? Sim. Eu era um vagabundo. A primeira vez que Leila saiu sem sequer um abraço, eu não chorei por causa disso ou comi um litro de sorvete. Eu não reclamei com os meus irmãos de fraternidade que eu a pus para fora no primeiro encontro e Leila me tratou da mesma forma como eu me comportei. Ela é o que é, não há sentido em fingir para proteger sua dignidade se você se propôs a destruí-la. As meninas são ótimas para julgar os outros, de qualquer maneira, só fazendo uma pausa longa o suficiente para julgar um cara por fazer isso. Eu já os ouvi rotular uma colega de prostituta antes, sempre o pensamento na minha mente. No entanto, se eu levasse para casa a prostituta, transasse com ela, e depois deixasse as cordas livre, eu de repente era o cara mau. Bobagem.

Anastásia cruzou os braços, visivelmente incapaz de argumentar, e que a deixou ainda mais irritada.

— Assim, além de admitir que você é um idiota, você está dizendo que porque dormiu com você, ela merecia ser jogada fora como um gato de rua?

— Eu estou dizendo que fui honesto com ela. Ela é uma adulta, foi consensual... ela estava ansiosa sobre isso, se você quer saber a verdade. Você age como se eu tivesse cometido um crime.

— Ela não parecia tão ciente das suas intenções, Christian.

— As mulheres costumam justificar suas ações com coisas da cabeça delas. Ela não me disse logo de cara que esperava um relacionamento, assim como eu não disse a ela que eu esperava sexo sem compromisso. Qual é a diferença?

— Você é um porco.— Eu dei de ombros.

— Eu já fui chamado de pior.— Independentemente da minha indiferença ao ouvi-la dizer que o sentia sobre mim, foi como se ela tivesse empurrado uma felpa sob a minha unha do polegar. Mesmo que fosse verdade.

Ela olhou para o sofá, e depois recuou.

— Eu acho que eu vou dormir na poltrona. 

— Porquê?

— Eu não vou dormir nessa coisa! Deus sabe sobre o que eu estaria dormindo!— Eu levantei sua mochila do chão.

— Você não vai dormir no sofá ou na poltrona. Você vai dormir na minha cama.

— O que é mais insalubre do que o sofá, eu tenho certeza.

— Nunca houve ninguém na minha cama, apenas eu.— Ela revirou os olhos.

— Dá um tempo!

— Eu estou falando sério. Eu transo no sofá. Eu não deixo que entrem no meu quarto.

— Então por que estou permitida na sua cama?

Eu queria dizer a ela. Jesus, eu sempre quis ter as palavras certas na boca, mas eu mal podia admitir para mim mesmo, muito menos para ela. No fundo, eu sabia que era um monte de merda, e ela merecia algo melhor. Parte de mim queria levá-la para o quarto e mostrar porque ela era diferente, mas também foi a única coisa que me parou. Ela era o meu oposto: inocente na superfície, e danificada profundamente por dentro. Havia algo sobre ela que eu precisava na minha vida, e mesmo que eu não soubesse o que era, eu não podia mudar meus maus hábitos e foda-se. Ela era o tipo que perdoa, eu podia ver, mas tinha linhas traçadas que eu sabia que não devia atravessar.

A melhor opção surgiu na minha cabeça, e eu sorri.

— Você está pensando em fazer sexo comigo hoje à noite?

— Não!

— É por isso. Agora levante sua bunda irritada daí, tome um banho quente, e depois podemos estudar um pouco biologia.

Anastásia olhou, me medindo, mas ela obedeceu. Ela empurrou o ombro em mim quando  passou, em seguida, bateu a porta do banheiro. Os canos sob o apartamento imediatamente gemeram em resposta ao uso da água.

Ela trouxe poucas coisas: apenas o essencial. Encontrei umas bermudas e uma camiseta e um par de calcinhas de algodão branca com listras roxas. Segurei-a diante de mim, e depois cavei um pouco mais. Eram todas de algodão. Ela realmente não tinha planos de ficar nua comigo, ou mesmo de provocar. Um pouco decepcionante, mas ao mesmo tempo me fez gostar ainda mais. Eu me perguntava se ela tinha alguma tanga.

Ela era uma virgem? Eu ri. Uma virgem na faculdade era impensável nos dias de hoje.

Um tubo de pasta de dentes e sua escova de dentes e um pequeno pote com algum tipo de creme para o rosto estavam na mala. Então eu os levei comigo no corredor, segurando uma toalha limpa do armário. Bati uma vez, mas ela não respondeu, então  acabei entrando no banheiro. Ela estava por trás da cortina, de qualquer maneira, e ela não tem nada que eu não tinha visto antes.

— Kate?

— Não, sou eu. — eu disse, colocando suas coisas no balcão ao lado da pia.

— O que você está fazendo aqui? Saia!— Ela gritou.

Eu ri uma vez. Que bebê!

— Você se esqueceu da toalha, e eu trouxe a sua roupa, e sua escova de dentes, e um pouco de creme de rosto estranho que encontrei em sua bolsa.

— Você mexeu nas minhas coisas? — Sua voz ficou mais alta.

O riso estava preso na minha garganta e eu empurrei de volta. Eu trouxe as coisas dela para ser um cara legal, e ela estava pirando. Não que eu fosse encontrar alguma coisa interessante na bolsa, de qualquer maneira. Ela era tão impertinente como um professor de escola dominical. Eu apertei um pouco de sua pasta de dente na minha escova de dentes e abri a torneira.

Anastásia estava estranhamente quieta até a sua testa e os olhos saírem de trás da cortina. Tentei ignorá-la, sentindo seus olhos queimando um buraco na parte de trás da minha cabeça.

Sua irritação era um mistério. Para mim, todo o cenário era estranhamente relaxante. Esse pensamento me fez parar; domesticação não era algo que eu pensei que ia gostar.

— Saia, Christian. — ela resmungou.

— Eu não posso ir para a cama sem escovar os dentes.

— Se você avançar meio metro desta cortina, vou arrancar os seus olhos enquanto você dorme.

— Eu não vou espiar, Flor.— Na verdade, o pensamento dela inclinando-se sobre mim, mesmo com uma faca na mão, era meio quente. Era mais a parte da inclinação do que a faca.

Eu terminei de escovar os dentes e depois fui para o quarto, sorrindo o tempo todo. Minutos depois os tubos silenciaram, mas levou uma eternidade para ela sair.

Impaciente, eu coloquei a minha cabeça através da porta do banheiro.

— Anda logo, Flor! Estou ficando velho, aqui!— Sua aparência me surpreendeu. Eu já a tinha visto sem maquiagem antes, mas sua pele estava rosa e brilhante, e seu longo cabelo molhado estava penteado para trás de seu rosto. Eu não podia deixar de olhar. Anastásia recuou o braço e atirou o pente para mim. Eu me abaixei, e depois fechei a porta, rindo todo o caminho até o corredor. Eu podia ouvir seus pequenos pés passando pelo corredor até o meu quarto, e meu coração começou a bater em meu peito.

— Boa noite, Anastásia.— Katherine gritou do quarto de Elliot.

— Noite Kate.

Eu tive que rir. Teria pesadelos, com certeza. A namorada de Elliot tinha me apresentado a minha própria pedra de crack. Eu não conseguia o suficiente, e eu não queria sair. Mesmo que eu não pudesse chama-la de qualquer coisa, mas de um vício, não me atrevi a mostrar ainda uma migalha. Só de estar perto, me sentia melhor, bastava saber que ela estava por perto. Não havia esperança para mim. Duas pequenas batidas me trouxeram de volta à realidade.

— Entre, Flor. Você não tem que bater.

Anastásia entrou, seu cabelo escuro e húmido, em um bermudão cinza e camiseta xadrez. Os olhos arregalados vagaram pelo quarto enquanto ela pensava coisas diferentes sobre mim com base na nudez de minhas paredes. Era a primeira vez que uma mulher entrava lá. Naquele momento não era algo que eu tinha pensado, mas Anastásia mudou o modo como eu me sentia no quarto.

Antes, era apenas onde eu dormia. Um lugar onde eu nunca passava muito tempo. A presença de Anastásia fez com que o branco das paredes fossem menos óbvios, fiquei até constrangido. Anastásia estar no meu quarto me fez sentir como em casa, e o vazio já não parecia certo.

— Pijama legal.— eu disse finalmente, sentando na cama.— Bem, pode vir. Eu não vou te morder.— Seu queixo baixou e ela levantou as sobrancelhas.

— Eu não tenho medo de você.— Seu livro de biologia aterrissou ao meu lado com um baque, e depois parou.— Você tem uma caneta?— Eu balancei a cabeça para a mesa de cabeceira.

— Gaveta.— No segundo eu disse as palavras, meu sangue gelou. Ela estava indo encontrar meu esconderijo. Eu me preparei para o jogo de morte iminente que viria a seguir. Ela colocou um joelho na cama e estendeu a mão, abrindo a gaveta e pescando dentro até que sua mão voltou para trás. No segundo seguinte, ela pegou a caneta e, em seguida, fechou a gaveta.

— O quê?— Eu perguntei, fingindo ler as palavras no livro de biologia.

— Você assaltou um posto de saúde? — Como é que um beija-flor sabe onde conseguir preservativos?

— Não. Porquê?— Seu rosto torcido.

— O seu suprimento vitalício de preservativos.— Aqui vem.

— Melhor prevenir do que remediar, certo?— Ela não podia discutir com isso.

Em vez de gritos e xingamentos que eu esperava, ela revirou os olhos. Virei as páginas do livro de biologia, tentando não parecer muito aliviado.

— Ok, podemos começar por aqui. Jesus... fotossíntese? Será que você não aprendeu isso na escola?

— Mais ou menos. — disse ela, na defensiva.— É Biologia 101, Chris. Eu não escolhi o currículo.

— E você está em cálculo? Como você pode ser tão avançada em matemática e na ciência tão atrasada?

— Eu não estou atrasada. O primeiro semestre é sempre revisão.— Eu levantei uma sobrancelha.

— Não é verdade.

Ela escutou enquanto falei sobre os princípios de fotossíntese, e em seguida, a anatomia das células vegetais. Ela não se importava quanto tempo eu falava, ou o que eu dizia, ela escutava cada palavra. Era fácil fingir que ela estava interessada em mim, e não nas minhas notas de aprovação.

— Os lipídios. Não lipídeos. Diga-me o que eles são de novo.— Ela tirou os óculos.

— Estou cansada. Eu não consigo decorar mais uma macromolécula.— Hora de dormir. Porra.

— Tudo bem.

Anastásia de repente parecia nervosa, que foi curiosamente calmante para mim.

Eu a deixei sozinha com seus nervos para tomar um banho.

Sabendo que ela tinha acabado de estar nua no mesmo local fez alguns pensamentos excitantes, assim, nos últimos cinco minutos antes de eu sair, a água tinha que ser gelada. Era desconfortável, mas pelo menos me livrei da minha ereção.

Quando voltei para o quarto, Anastásia estava deitada de lado, com os olhos fechados, e rígida como uma tábua. Eu deixei cair a minha toalha, entrei em minhas boxers, e depois me arrastei para a cama, apagando a luz. Anastásia não se moveu, mas ela não estava dormindo. Cada músculo em seu corpo estava tenso, mas eles apertaram ainda mais pouco antes de ela se virar para mim.

— Você vai dormir aqui também?

— Bem, sim. Esta é a minha cama.

— Eu sei, mas eu...— Ela parou, pesando suas opções.

— Você não confiou em mim até agora? Eu vou estar no meu melhor comportamento, eu juro. — Eu levantei meu indicador, o médio e o mindinho, carinhosamente conhecida pelos meus irmãos da fraternidade como o “choque”. Ela não entendeu. Tanto quanto ser bom seria péssimo, eu não podia fazer algo estúpido na primeira noite.

Anastásia era um delicado equilíbrio entre duro e macio. Empurrando-a muito longe parecia reunir a mesma reação como um animal encurralado. Foi divertido vê-la andar na corda bamba, estava aterrorizada, como se dirigisse a mil quilômetros por hora, na contramão.

Ela se afastou de mim, golpeando o cobertor em punhos de karaté em torno de cada curva de seu corpo. Outro sorriso penetrou no meu rosto e eu me inclinei em seu ouvido.

— Boa noite Beija-flor.



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