História Descendentes: A Vingança de Uma ( Hiatus) - Capítulo 37


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Categorias Descendentes
Personagens Carlos de Vil, Doug, Evie, Jane, Jay, Lonnie, Mal, Personagens Originais, Príncipe Ben
Visualizações 101
Palavras 2.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteeeiii
Oi gente, tudo bem? Eu estava com tanta saudade de escrever essa fic! Como alguns já sabem, ontem eu postei uma "prévia" desse primeiro capítulo e agora aqui está o capítulo completo. Eu escrevi tudo com muito carinho e espero que vocês gostem tanto como eu. Boa leitura

Capítulo 37 - 2X01 - "Finalmente as coisas pareciam voltar ao normal"


POV Ben

Ilha dos Perdidos

Eu acordo e me sinto muito confuso. Onde eu estava? O que eu estou fazendo? Quem eu sou?

Sinto como se uma parte de mim fosse tirada. Como se tivessem tirado minha memória. Mas um sentimento era maior do que esses: a raiva. Não sei porque, mas eu estava sentindo uma raiva tão forte, tinha vontade de bater nas pessoas, vontade de quebrar algo. E foi o que eu fiz.

Sai correndo pelo lugar onde estava e comecei a quebrar tudo o que eu via pela frente. O lugar já era horrível mas eu ajudava a piorar.

Não fazia ideia porque estava fazendo aquilo mas sentia que aquilo era a única coisa que me era destinada.

As pessoas olhavam para mim e faziam uma cara muito esquisita e eu me limitava a mostrar o dedo do meio para eles.

Aos poucos, fui me cansando de fazer todas aquelas maldades. Estava com fome. Vou até a um restaurante que acho lá por perto. O restaurante parecia ser muito sujo e na frente havia uma placa escrita “Peixes e fritas da Úrsula”. Eu entro lá e não encontro ninguém, então decido chamar

- Olá. Tem alguém aqui? – eu pergunto e ouço uma voz gritar

- ESTAMOS FECHADOS!!!

- Mas eu estou com fome

- Nossos funcionários ainda não chegaram. Então VÁ EMBORA! – a voz continua gritando e eu acabo desistindo.

No entanto, quando ia sair, uma mulher entra. E que mulher! Ela me olha e faz uma cara muito assustada e dá um grito

- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AÍ? – a mesma voz grita e de repente, um tentáculo aparece no lugar. Eu fico um pouco assustado mas não tanto como a mulher na minha frente que ainda estava paralisada. Eu pergunto se estava tudo bem com ela e ela responde

- V..você não é o Rei Benjamin de Auradon? – ela pergunta e eu fico bem confuso

- Eu? Acho que não

- Então quem você é? Por que parece muito com ele...

- Eu não sei quem eu sou. Acordei aqui e não me lembro de nada

- Que bom que você não é o Rei

- Por que?

- Porque ele está morto. Bom, já que você não sabe quem é, vou lhe dar um nome. Hmm... deixa eu pensar... já sei, que tal, Isaac?

- Isaac? É pode ser. E você, qual seu nome?

- Melanie, prazer – ela estende a mão e nós damos um aperto de mãos – Você tem para onde ir?

- Não, na verdade, nem tinha pensado nisso.

- Pode ficar comigo se quiser – ela oferece e eu aceito na hora. Não podia perder a oportunidade!

- Posso te fazer uma pergunta? – eu digo

- Já fez – ela responde e dá uma risada – brincadeira, pode falar

- Onde estamos?

- Na Ilha dos Perdidos. Lar dos vilões

- Você é uma vilã?

- Acho que eu posso me considerar malvadinha. Sou filha de uma vilã, a Mamãe Gothel, já ouviu falar?

- Eu nem lembro o meu próprio nome...

- É verdade.  Mas enfim, por que você está no restaurante?

- Eu estava com fome

- Então fique a vontade querido cliente – ela diz e puxa uma cadeira para eu me sentar

- Você trabalha aqui?

- Desde que Uma foi embora, eu fiquei trabalhando aqui com a mãe dela. Mas eu confesso que é um inferno. A Úrsula não me deixa em paz um segundo. Qual o seu pedido? – ela pergunta pegando um bloquinho

- Bom, sei lá, o que você sugere?

- Eu não gosto de nenhuma comida daqui, mas a menos pior é o marisco frito

- Então é isso que eu quero – eu digo e ela estende a mão – eu não tenho dinheiro

- Vou fazer de graça dessa vez. Só porque você é muito fofo – ela pisca para mim e vai para a cozinha preparar o meu pedido. Quando ela volta, se senta na mesma mesa onde eu estava e começamos a conversar.

 

Narração pela autora

Auradon

A vida para os Vk’s  e seu filhos, finalmente parecia voltar ao normal. Mas é claro que não estava

Todos os dias, todos eles ficavam pensando em Ben. Pensando em como ele estava, se ele estava bem, se ele havia se acostumado à Ilha, se ele ao menos havia chegado na Ilha.

Quem mais sofria, coitada, era Mal. Ela não aguentava mais a saudade de seu amado. Seus filhos lhe davam apoio e muito amor mas nada compensava a saudade de Ben.

Os amigos haviam feito diversas reuniões para tentar ter uma ideia para ir até a Ilha para resgatar Ben, mas nenhum plano deu certo.

Uma havia implantado um governo totalmente autoritário em Auradon. Ninguém podia ir de Auradon para a Ilha. Mas cada vez mais os moradores da Ilha dos Perdidos começavam a habitar Auradon. Uma havia mandado abrir a barreira mágica e trouxe seus amigos e aliados da Ilha para Auradon.

Lucy continuava a ajudar os Vk’s e seus filhos, escondida de sua família. Mas ela estava com cada vez mais de dificuldade de esconder de todos, principalmente de Heitor. Desde quando a poção de Facilier foi roubada de Heitor, ele estava cada vez mais desconfiado da prima. Freddie havia se refugiado na casa de Evie.

Evie jamais havia acolhido tantas pessoas em sua casa. A antiga casa da princesa azul, que antes era habitada apenas por ela, seu marido e sua filha agora continha novos quatro moradores: Mal, Adam, Chloe e Freddie.

Chloe e Sofia voltaram a ser amigas mas ainda estavam sem falar com Josh. Quanto a ele, digamos que esqueceu das amigas e agora está com olhos apenas para uma outra filha de vilões...

O amor de Adam e Emma nunca esteve tão fortalecido. Um apoiava o outro nesse momento tão complicado pelo qual eles passavam. Ela tentava ser mais compreensiva para agradá-lo. Ele buscava ser um namorado mais presente para ela.

E assim, a vida deles foi seguindo.

Por mais que eles sentissem que nada de bom havia acontecido para ele desde a coroação de Adam, eles se mantinham otimistas. No fundo de seus corações ainda havia esperança de que tudo iria melhorar...

Um mês depois...

 

POV Heitor

- Você ainda não achou, meu filho? – grita minha mãe. Desde quando a poção havia sido roubada de mim, ela não parava nem um minuto de me perturbar por causa disso.

- Mãe, eu já disse que vou dar um jeito – eu falo pela milionésima vez

- Heitor, nós precisamos dessa poção. Você não entende o quanto está nos atrasando – mamãe continua a me encher

- Mãe, eu não entendo porque você ainda quer essa poção. Sério, você já conseguiu tudo o que quer. Porque ainda quer mais coisas? – eu falo irritado. Não aguentava mais essa situação.

- Filho, não importa para o que eu quero. O importante é que eu quero a poção! E você vai ter que me dar se quiser provar que é um verdadeiro vilão!

- Tá, tanto faz – eu respondo e saio da sala e vou até o meu quarto. Sento na cama e fico pensando.

Eu tenho certeza que consegui pegar a poção e que a deixei na minha gaveta. Tento me lembrar de tudo o que tinha acontecido no dia em que eu perdi a poção e só consigo me lembrar de uma coisa, na verdade, de uma pessoa. Lucy.

Mas ela não seria capaz de roubar alguma coisa. Ela é boazinha demais. Mas se não foi ela, quem pode ter sido?

Como não estava conseguindo pensar em nada, decido sair para tomar um pouco de ar. Quando chego do lado de fora, encontro Lucy saindo de casa e a chamo para conversar

- Ei, prima – eu digo e ela se vira

- Ah, oi Heitor

- Onde você vai? – eu pergunto

- Eu? Eu estava indo...

- Estava indo...

- Eu ia só passear por aí. Conhecer mais Auradon

- Posso ir com você? – eu ofereço minha companhia mas ela recusa

- É que eu queria ficar um pouco sozinha, Heitor... – ela começa – você está com uma feição tão triste. É a sua mãe de novo?

- Sim – eu digo – ela ainda não desistiu da poção. Se eu pelo menos soubesse com quem está...

- É, deve ser muito ruim a situação que você está passando – ela diz e abaixa a cabeça, triste

- Então, eu posso ir com você?

- Eu acho melhor não. Mas sabe o que vai fazer você se sentir melhor? Pega um potão de sorvete e vai para o seu quarto assistir alguma série. Chegaram várias novas ontem no catálogo da Netflix. Isso sempre faz eu me sentir melhor. – ela me diz e dá um sorriso amigável o qual eu retribuo, depois ela sai.

Eu ia obedecer a o que ela me disse, mas fiquei muito curioso para ver onde ela iria. Eu espero um tempinho depois de ela sair e vou embora a seguindo.

Ela não vai até um lugar muito longe. Ela para na frente de uma casa grande e olha para os lados, como se não quisesse ser vista (eu me escondo atrás do arbusto) e então ela bate na porta. Não demora muito, e uma mulher com cabelos azuis abre a porta e dirige um sorrisinho amigável a Lucy e a convida a entrar e Lucy entra na casa.

Aquela mulher, eu tenho certeza, é a amiga da ex Rainha Mal. Qual o nome dela mesmo? Evie

Eu continuo escondido observando. Depois de Lucy, chegam outros amigos de Mal, como Carlos, Jane e sua filha. Um tempo depois, chega Jay, Lonnie e seu filho.

O que será que a minha prima veio fazer aqui?

Quando percebo que não apareceu mais ninguém, discretamente, me dirijo até a janela mais próxima, que por sorte estava aberta. Eu fico lá ouvindo a conversa deles

- Gente, eu tive uma ideia – eu ouço uma voz falando

- Qual, Mal? – outro alguém pergunta e assim descubro que Mal também estava na casa

- Eu pensei em pegar o resto da poção e usar em mim para eu ir até a Ilha resgatar Ben – Mal diz e eu fico muito confuso, como assim “ir até a Ilha resgatar Ben”? Ben estava morto...

- Mal, essa é uma péssima ideia – alguém diz. Acho que é Evie

- Foi o melhor que eu consegui pensar – Mal se defende

- E além disso, não podemos gastar toda a poção – aquela voz eu acho que conheço. Seria Freddie Facilier?

Espera um pouco? Ela disse poção?

- Por que, Freddie? – outra voz diz

- Porque não quero gastar tudo. É uma lembrança que eu tenho do meu pai. Talvez eu nunca mais volte a vê-lo pois ele não vai mais querer saber de mim quando souber que fracassei.

- Tudo bem, Freddie. Eu entendo você – Mal diz novamente – mais alguém tem alguma ideia?

- Nós podíamos tentar apagar um dos guardas de Uma que protege a barreira e depois tentar fugir para a Ilha. E aí a gente pega o papai e vivemos felizes para sempre – uma menina, acho que a filha de Mal e Ben, diz

- Não é tão simples, querida - acho que Evie diz – por mais que consigamos resgatar seu pai na Ilha, vai ser muito difícil trazê-lo de volta para Auradon. Primeiro temos que derrubar o governo de Uma, depois resolvemos a situação de seu pai.

- Mas tia Evie, eu estou com muita saudade dele

- Eu sei, meu amor. Mas você tem que ser compreensiva

Depois disso, um silêncio invade o local, o que me permite pensar. Já tenho o meu plano: vou sequestrar um deles! E pedir como recompensa a poção. A melhor ideia que eu já tive. Agora só tenho que pensar em quem pegar. Acho que vai ser essa filha da Mal e do Ben. Aparentemente, ela é a mais amada por aí. Então eles fariam de tudo para resgatá-la.

Vou executar meu plano hoje de noite. Mas antes, tenho resolver umas coisas com Lucy.


Notas Finais


Gostaram? Me falem nos comentários.
Obrigada por lerem e até a próxima. Bjs


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