História Descendentes de Drácula - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Xiumin
Tags Baekyeol, Blood+, Chanbaek, Dampiros, Exo, Kaibaek, Vampiros
Visualizações 51
Palavras 7.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei com mais um capítulo.

Vamos continuar com a aventura... ;)

Capítulo 2 - C2T1: Segredos


Fanfic / Fanfiction Descendentes de Drácula - Capítulo 2 - C2T1: Segredos

Nova Iorque, Estados Unidos – Dias atuais

“Os assassinatos pela cidade voltaram a crescer depois de quase três meses. A polícia diz que mais dois corpos foram encontrados perto do Rio Hudson, e de acordo com as informações da perícia tudo indica que o serial killer voltou a atacar”. O rádio do táxi anunciava a notícia, mas somente o motorista prestava atenção ao noticiário.

— Sinto pena das famílias desses adolescentes – disse o motorista.

O homem alto de cabelos castanhos escuros olhava pela janela do táxi a noite nublada, era quase sempre esse mesmo clima quando os ataques aconteciam.

A frieza nos olhos negros do homem fazia o motorista pensar se não estava transportando um possível psicopata em seu carro, ou algo bem pior. Mexicano de nascença o motorista acreditava que possíveis demônios pudessem apoderar-se dos corpos humanos e as manipularem para o mal.

Enquanto tentava observar o homem pelo retrovisor, o motorista percebeu que o olhar do desconhecido desviou-se para o dele em uma fração de segundos e aquele movimento o assustou como nunca tinha se assustado antes.

— Chegamos – anunciou o motorista e logo a quantia que apontava no taxímetro foi paga pelo homem, que saiu do carro em seguida.

O motorista não fez nenhuma cerimônia para ficar naquele lugar, muito pelo contrário, assim que avistou a mansão tratou de sair o mais rápido possível dali, pois ele não queria ter nada haver com a família do prefeito, principalmente agora com essa onda de assassinados em serie.

O homem caminhou até a porta da mansão com cuidado passando pelo arco de concreto, onde a família que morava naquele lugar fazia questão de exibir um tapete escrito “Welcome to Byun’s House”, com certeza, coisa de Sandra Byun. Ele olhou com reprovação para aquele tapete que mais parecia um convite para os seres das trevas entrarem. Aproximou-se da porta e tocou a campainha, esta que ecoou pelos enormes cômodos da mansão.

A demora ficou por conta da empregada, que atravessou o imóvel quase todo para chegar á porta da frente. Ao abrir a porta o homem levantou a cabeça e revelou seu rosto que já era familiar àquela mulher.

— Senhor Kim, que surpresa! Esperávamos que chegasse somente daqui a três dias.

O homem esperou que a mulher lhe cedesse a passagem e quando esta foi liberada entrou na casa. Parou alguns centímetros da governanta e observou cada canto daquele ambiente, as coisas haviam mudado.

— Suponho que a senhora Byun não esteja em casa – comentou, ao perceber o silencio do local.

— A senhora teve que ir junto com o senhorio em uma reunião na cidade, mas disse que voltará em breve, pois o mestre Baekhyun não sente-se disposto hoje para ir à faculdade.

Kim conteve o sorriso ao ouvir o nome de Baekhyun ser pronunciado pela mulher. Ele adorava aquele garoto, pois o viu crescer e sempre em seu aniversário mandava presentes caríssimos para o garoto, fazendo-o sentir-se especial pelas excelentes escolhas.

— Eu irei subir se não se importar.

A mulher apenas concedeu novamente sua passagem deixando Kim subir enquanto trazia a única mala do rapaz para dentro de casa. A governanta não questionava nada dentro da casa dos Byun, apenas fazia-e de surda, cega e muda, voltando-se somente a seus patrões quando lhe era pedido.

Ao subir as escadas de porcelanato branco bem polido, Kim levou uma das mãos até o corrimão dourado lembrando de uma vez em que ele encostou Baekhyun contra a parede naquele mesmo lugar e lhe roubou um beijo, eram boas lembranças que tinha em sua vida.

Chegando ao topo da escada, caminhou até o final de um dos corredores até chegar em frente à porta branca com detalhes dourados, onde haviam várias placas escritas em vermelho um “não perturbe”, “adolescente em crise” e “saia fora” típico de Baekhyun. Com duas batidas na porta Kim ouviu uma movimentação dentro do quarto e esperou até que o outro respondesse.

— Vá embora Andrea, eu não quero comer nada agora.

Kim sorriu ao ouvir aquela voz novamente e com aquele timbre tão manhoso quanto irritado, Baekhyun era a mistura perfeita de manha e irritação.

— Eu acho que volto mais tarde então. Mas, não garanto que a comida de Andrea seja melhor que a minha.

A movimentação no quarto se fez presente novamente e Kim sabia que o menor abriria para ele, afinal foi mais por Baekhyun que tinha viajado de Londres para Nova Iorque.

— Jongin-ssh – a alegria do garoto foi instantânea, nem parecia que estava indisposto como a governanta o havia descrito. Ele estava mais lindo do que a última vez que o vira, pensou Jongin, vendo que agora o menor tinha os fios tingidos de loiro. — Eu estava esperando que chegasse na sexta, estava até me cuidando melhor para poder buscá-lo no aeroporto – confessou.

— Vejo que sim.

Baekhyun sabia ao que o outro referia-se já que pensou que era a governanta lhe trazendo comida novamente. Ele sempre ficava manhoso quando tinha problemas com sua saúde frágil.

— Como está sua saúde? – Jongin entrou no quarto do mais novo com um pouco de receio, pois o ambiente mais parecia um quarto de hospital do que de um adolescente comum. Ele tentava ajudar Baekhyun com todos os problemas possíveis, mas este era um que custava a resolver. — Sua mãe está preocupada com você.

Baekhyun fechou a porta do quarto com cuidado enquanto observava as costas do homem que estava de pé em frente a sua cama. Fazia três anos desde que havia recebido a visita de Jongin Kim, o grande detetive de Londres.

— Não acho que precisem se preocupar comigo. Estou só um pouco indisposto e estou respirando bem.

O loiro aproximou-se do outro envolvendo em seguida seus braços na cintura alheia, enquanto Jongin estava de costas para ele. Sentia falta do calor do corpo do menor e não podia negar que aquele momento seria um dos que ele guardaria para sempre em sua memória.

— Isso tudo é saudade? Não fique tanto tempo longe.

— Apenas três anos – suspirou Baekhyun. — Meu aniversário de dezoito é daqui a dois dias... Você vai ficar para comemorar comigo? – perguntou, com receio.

Jongin sorriu ao ouvir aquela vozinha toda manhosa pedindo para que ele ficasse ao seu lado. Desde os quinze anos de Baekhyun, o detetive passava os aniversários junto dele, porém depois que recebeu uma proposta de emprego em Londres teve de deixar esse tipo de luxo de lado.

— Dessa vez eu vou ficar com você.

Jongin virou-se de frente para Baekhyun e pegou seu rosto nas mãos selando seus lábios aos do menor.

— É bom saber.

O menor guiou Jongin até que o mesmo sentasse na beirada da cama e com um suspiro profundo, que exigiu bastante de seus pulmões, sentou-se no colo do moreno, que abraçou a cintura alheia para em seguida começar um beijo calmo e sem muita intensidade, por conta do problema de Baekhyun. As mãos de Jongin desprenderam-se da cintura do menor e desceram para debaixo da camisa branca do outro, que arrepiou-se de imediato.

— Odeio isso! Não posso avançar – comentou o garoto, que sentiu o coração acelerar e seus pulmões pedindo por oxigênio. — Desculpe.

Baekhyun saiu do colo de Jongin e correu para a máscara de oxigênio de onde tirava sua única forma de ainda manter-se vivo, era sem dúvidas a pior forma de viver.

— Baekkie... – chamou-o com carinho – me deixe cuidar de você. Eu prometo que vamos vencer isso junto.

Baekhyun respirou o suficiente do tanque de oxigênio e assim que voltou-se para Jongin um sorriso fraco ornou seus lábios. Ele não acreditava mais que pudesse ter salvação, mas com o moreno ali em sua frente tão confiante de suas palavras, conseguia enxergar uma esperança para si, mesmo que fosse mínima.

— Obrigado.

Um selinho mais demorado foi depositado nos lábios do moreno deixando aquela promessa ainda mais séria. As mãos de Baekhyun acariciavam o rosto de Jongin e por mais que quisessem entregar-se um ao outro novamente sabiam exatamente seus limites, principalmente Baekhyun.

Enquanto trocavam carícias não perceberam a súbita aberta de porta que Sandra deu, os flagrando quase aos beijos novamente.

— Detetive Kim, vejo que não perdeu tempo em vim para Nova Iorque... e nem para vim ao quarto de Baek.

A mulher olhou para os dois sugestivamente deixando Baekhyun envergonhado e Jongin sem jeito, o que era quase sempre impossível de fazer com aquele considerado o detetive mais sério de toda Londres.

— Mãe, por favor, o Jongin só veio ver como eu estava – disse irritado. — Por que não bateu antes de entrar?

— Porque aqui é minha casa – devolveu no mesmo tom. — Dê graças a Deus por não ter sido seu pai, ele não sabe da relação de vocês e nem quero que fique sabendo, já temos problemas demais para resolver.

— Ouvi que os assassinatos continuam.

— Sim, a população quer explicações de porque os assassinatos ainda continuam. Acham que o pai de Baek não está fazendo nada para deter esse psicopata. Como se ele nunca tivesse feito nada por essa cidade.

O pai de Baekhyun conseguira eleger-se prefeito da cidade de Nova Iorque com muito esforço, e segundo a própria Sandra, ninguém daquela cidade enxergava seus esforços. A cabeça da mãe de Baekhyun estava fervendo com os problemas e apesar de ter relutado bastante para pedir a ajuda de Jongin – já sabendo da relação de seu filho com o detetive – se viu obrigada a descer do pedestal e chamar o detetive para que ajudasse nessa questão.

— Vamos para a sala, Andrea irá servir alguma coisa para nós. Espero que ainda goste de um bom café americano, detetive.

Sandra saiu primeiro do quarto deixando o moreno e Baekhyun para trás, ambos com aquele olhar cúmplice de sempre. Tinha se passado três anos, mas eles ainda mantinham aquele brilho no olhar sempre que um via o outro.

— Espere aqui, eu volto depois.

— Eu vou descer com você, ela provavelmente vai lançar as indiretas durante a conversa.

— Não é fácil para ela nos ver assim novamente. Da última vez que fomos pegos não estávamos em uma situação favorável.

— O filho dela também tem relações sexuais – suspirou cansado. — Ela não tem problema por você ser homem eu acho, na verdade deve ser por conta da sua idade e pela imagem do meu pai.

— Minha idade? Por que ela se importaria com algo assim? E também não é como se estivéssemos namorando, eu gosto de você, mas não assumimos nada.

— Eu sei, mas na cabeça da minha mãe eu e você somos um casal. Para ela eu não tenho que me meter com um detetive, ainda mais com um tão famoso.

Famoso? Então era isso que ela pensava de Jongin? Era realmente algo que não esperava vindo de uma mulher tão culta como Sandra, talvez ela pensasse isso por conta da sua saída do departamento de polícia de Nova Iorque, ela guardava um pequeno rancor pela partida de Jongin.

Jongin era o melhor detetive da cidade de Nova Iorque e junto com o pai de Baekhyun – que também era detetive na época – formavam uma dupla infalível, todos os casos que eles pegavam conseguiam resolver sem grandes problemas e era tamanha dedicação que o prefeito antecessor ficou muito feliz em apoiar o detetive Byun quando este candidatou-se.

O moreno conseguira levar por um tempo as coisas sem um parceiro e levava tão a sério seu trabalho que o departamento de polícia de Londres entrou em contato oferecendo-lhe melhores condições de trabalho e um salário bem maior do que ganhava em Nova Iorque.

— Sua mãe guarda mágoa de mim porque não fiquei em Nova Iorque para ajudar seu pai, e tenho quase certeza de que foi ele quem pediu para me chamar.

— Ela deve guardar sim, mas ela sabe que você me faz bem também, afinal ela falou sobre a minha condição e você está aqui agora. Minha mãe deve está bem emputecida com você, mas ela sabe que você é necessário aqui, tanto para mim como para a cidade.

Baekhyun selou novamente os lábios de Jongin, que apenas retribuiu o selo com vários outros nos lábios alheios.

— Bem, se sou necessário aqui então devo descer e ouvir o que ela tem a dizer.

O loiro assentiu e rapidamente vestiu um moletom cinza escuro com o logotipo de Harvard, para proteger suas costas já que sua saúde não andava muito bem nos últimos tempos. Com Jongin ali Baekhyun achava que tudo ficaria melhor e que apesar da bronca de sua mãe conseguiria desta vez ter um envolvimento maior com o moreno, que por sua vez era onze anos mais velho do que ele.

Depois de mais alguns selos para matar a saudade Jongin e Baekhyun desceram para a sala de estar, onde Sandra estava tomando uma xícara de café enquanto olhava pela enorme janela. Ela estava muito preocupada.

Ao ouvir os passos dos dois que estavam no andar de cima, a mulher tratou de sair do seu estado de devaneio e sentou-se no sofá, sendo seguida pelo filho e o detetive.

— Você já deve saber o motivo pelo qual o chamamos aqui, Jongin. Pensávamos que poderíamos resolver tudo sem ter que lhe incomodar, mas sabe como o pai de Baekhyun é. Ele ainda te vê como seu parceiro.

Jongin sentiu naquelas palavras a mágoa da mulher e por um momento sentiu-se mal com a situação.

— Eu fico feliz que ele ainda me considere como seu parceiro, senhora Byun.

— Deixe os bons modos londrinos para lá, está em solo americano, seja menos informal detetive – um minuto de silencio se fez entre os três até a mãe de Baekhyun voltar a falar. — Quando disse que precisávamos de sua ajuda não quis enfatizar nada, mas como deve saber coisas como estas não devem ser ditas por telefone – a mulher suspirou, deixando a xícara de café sobre a mesinha de centro. — Não vou prolongar muito o assunto, preciso de sua ajuda para resolvermos de uma vez o caso dos assassinatos. Estamos enfrentando uma guerra todos os dias desde que esse psicopata apareceu.

— Já tem alguém a frente das investigações?

— Temos um detetive novo, ele não trabalha com ninguém ainda por isso achamos que seria uma boa ideia se você juntasse seus conhecimentos aos dele.

— Se acha que isso pode ajudar...

— Sehun é um dos melhores detetives que temos ativo no momento, e posso garantir que ele fará o possível para ajudá-lo.

Baekhyun encostou-se no sofá enquanto ouvia o que os dois adultos a sua frente conversavam, não prestava muito atenção na conversa em si, mas ao escutar o nome de Sehun teve de segurar para não rir.

— Algum problema, Baek? – perguntou Jongin.

— Sehun tem habilidades questionáveis, se é que posso definir assim. Ele é um bom detetive, mas ainda falta muito para ser um ótimo detetive.

A mãe de Baekhyun retomou seu café enquanto olhava para o filho, pensando em como ele podia gostar de uma pessoa como Jongin. Era muito difícil ainda para ela aceitar a homossexualidade e sua relação com um homem mais velho e que ainda por cima era o melhor amigo de seu marido. O pai do menor não desconfiava de nada e super apoiava a amizade de Baekhyun com Jongin desde os quatorze anos do loiro.

Descobrir de uma forma tão inesperada que seu filho era homossexual foi um choque, ainda mais porque pegou Baekhyun e Jongin na cama. Foi a vergonha do século para a mulher, mas com o tempo foi passando por cima da história para que a amizade entre seu marido e Jongin continuasse como sempre fora.

— Não devia reclamar da eficiência de Sehun afinal foi ele quem o salvou de quase ser assassinado.

Sandra foi curta e grossa deixando Jongin surpreso com a revelação repentina. A mãe de Baekhyun nunca mandava meio recado, era sempre tudo na lata e na maioria das vezes não importava-se com quem os ouvia.

— Acho que estou perdendo algo. Há mais alguma coisa que não me contaram?

O olhar de Jongin caiu sobre Baekhyun, que revirou os olhos e levantou-se deixando Sandra e o moreno a sós. Era irritante o modo que Sandra tratava dos assuntos quando ele estava por perto.

— Baek foi abordado na rua semana passada por uma mulher, e segundo Sehun, que ouviu toda a conversa antes de atacar a estranha, ela disse para Baek que a hora dele estava chegando e que seu mestre retornaria. Papo de gente maluca que segue outros malucos, enfim... Como o detetive descreveu: a mulher percebeu a presença dele e tirou uma adaga do casaco para atacar meu filho. Mas, Sehun foi rápido o suficiente para impedi-la.

— Quando pretendia me contar sobre esse ataque? Eu poderia ter vindo semana passada mesmo! Por que sempre escolhe esconder as coisas de mim, Sandra? Não provei ser bom o suficiente para Baek?

— Tudo o que provou até agora é que pode, com estímulo, ajudar na investigação e isso é muito bom. E sobre Baekhyun, foi ele mesmo quem me pediu para não lhe contar, não queria incomodar – a mulher levantou-se e caminhou até o mais alto, que havia levantado também. A mulher colocou uma das mãos sobre o ombro do moreno e suspirou. — Não pense que o odeio, Jongin. Você é como um irmão para meu marido e é o mesmo para mim, mas tente entender uma mãe desesperada que está lutando contra uma doença sem cura para o filho. Quando eu vi você na cama com meu filho foi um baque  muito forte para mim, por mais que as coisas sejam diferentes eu ainda tenho grandes dificuldades para aceitar esses tipo de relacionamento.

O moreno sabia que as circunstancias que a mãe de Baekhyun tinha os pegado fez com que a mulher ficasse perplexa e angustiada, além de notar que o comportamento de Sandra tinha mudado um pouco. Mas, ele não a culpava, ela amava muito o filho e lutava para salvar sua vida com todas as forças.

— Eu sei que foi algo forte para você presenciar e peço desculpas novamente pelo acontecido, mas eu amo seu filho e farei de tudo para mantê-lo seguro. Essa doença do Baek... eu passei os últimos três anos procurando um médico bom o suficiente e um tratamento adequado, mas não consegui nada. Todos eles disseram a mesma coisa: não há salvação para um problema que já está em um estágio tão avançado.

Sandra era uma mulher forte que pouco deixava abater-se, mas quando tratava-se de seu único filho sentia que pouco ainda fazia pelo menor.

— Eu sou uma mulher persistente, detetive. Eu ainda vou ver meu filho viver uma vida normal sem precisar de aparelhos para mantê-lo vivo. Baek vai se salvar de alguma forma e eu vou ver ele se formar e ter uma família.

Antes que demonstrasse mais fraqueza na frente de Jongin, Sandra decidiu sair da sala e deixar o outro sozinho para que este arrumasse suas coisas com calma, e claro, para que passasse um tempo com Baekhyun.

O moreno queria muito achar uma solução para o problema de Baekhyun, mas era como se toda tentativa o mandasse de volta a estaca zero.

Cansado de pensar, Jongin voltou-se para as escadas e subiu encontrando no topo da mesma Baekhyun de braços cruzados o analisando com os olhos estreitos.

— Eu vou morrer não preciso que fique procurando médicos para ficar se frustrando toda vez – disse com angustia. — Não quero que você sofra ainda mais, por isso não temos um relacionamento sério. Quem em sã consciência vai amar uma pessoa condenada? E quem é o monstro que daria esperanças para isso acontecer?

De repente a angustia virou uma tristeza enorme e as lágrimas que antes lutava para esconder para não preocupar o moreno vieram à tona. Não era desse jeito que imaginava sua vida, mas sabia que estava condenado desde que nasceu.

Jongin aproximou-se de Baekhyun e por impulso de protegê-lo das próprias palavras o abraçou forte, mas com cuidado e o puxou para o quarto onde deitou ao lado do outro. Por alguns minutos Jongin ficou observando a beleza de Baekhyun e pensando em como o amava, ás vezes chegava a doer de tanto que o amava.

— Eu queria poder dizer que o amo também, mas eu não posso. Não posso machucar você ainda mais. Eu não sei mais o que faço!

Com a mão direita Jongin acariciou o rosto alheio para tentar o confortar e passar um pouco de confiança, mas não conseguia fazer aquilo tão facilmente se Baekhyun decidira ignorar o que realmente estava sentindo. Ele era assim mesmo quando tratava-se de Jongin, não queria o machucar de nenhuma forma.

xXx

Algumas horas se passaram até que Baekhyun pegou no sono, ele estava um pouco mais corado agora e sua respiração normalizada, para o alívio de Jongin.

Enquanto Baekhyun dormia tranquilamente, Jongin desvinculou-se do loiro para assim poder sair do quarto, mas não antes de certificar-se de que todas as janelas estavam fechadas afinal aquele era seu trabalho; desconfiar de tudo, de todos e de qualquer coisa que se movesse pela noite.

Desceu as escadas com cuidado para não acordar ninguém, mas percebeu que não havia movimentação no andar de cima e pelo jeito nem mesmo nos quartos já que seu grande amigo não havia o procurado para falar com ele e nem Sandra havia aparecido para reprovar ele e Baekhyun juntos. Ao chegar à parte inferior da casa analisou com atenção um pequeno rastro escuro que ia da porta até a cozinha, obviamente, que seu instinto falou mais alto e começou a seguir o rastro que parou nos pés da figura de cabelos bagunçados. Por estar acostumado com aquele tipo de situação, Jongin tentou não assustar muito o garoto já que percebeu não se tratar de uma ameaça séria.

— Então, eu posso saber o que está fazendo aqui? – Jongin não alarmou-se muito.

— Cacete! – o garoto deu um pulo e virou de frente para o moreno. — Você me assustou. Quem é você?

— Eu quem devia fazer essa pergunta. Por que invadiu a casa dos Byun? Acho bom ter uma explicação, porque senão vai sair voando por aquela janela.

— Ei, calma aí – o garoto limpou a boca e ajeitou-se para melhor apresentar-se. — Eu me chamo Sehun Oh, sou um detetive. A tia Sandra me mandou uma mensagem dizendo que era para eu vim até aqui conhecer meu novo parceiro, e eu acho que você é... Jongin – estalou os dedos ao lembrar.

— Detetive Kim para você – disse, deixando o outro sem graça. — Sehun eu ouvi falar de você mais cedo, mas não pensei que você fosse o tipo de pessoa que entra na casa dos outros assim.

— Eu não sou, mas acho que quando se tem as chaves de uma casa não é bem invasão, detetive Kim – deu ênfase no sobrenome de Jongin.

— Como assim? Você mora aqui? ­­– Jongin olhou para o garoto e por um momento pensou que era com ele que trabalharia dali para frente e por incrível que parecesse o garoto realmente tinha alguns problemas. — Ninguém me disse nada sobre isso, como posso confiar em alguém como você?

Sehun deixou o que estava comendo sobre a bancada e aproximou-se do detetive encarando-o com aquela cara que gostava de chamar de Sherlock Holmes, era quando deixava de lado o fardo de ser parente do prefeito para dedicar-se àquilo que o fazia feliz, por mais que ás vezes não o fizesse de acordo com as normas.

— Ninguém disse á você porque, certamente, eu ainda não havia me “mudado” para cá. Foi repentino; uma hora eu estava no sofá do meu apartamento em Manhattan e na outra a sindica do prédio estava pedindo para que eu esvaziasse o imóvel para que os bombeiros checassem as instalações. Digamos que isso leva um pouco mais de 24 horas.

Jongin ficou surpreso ao saber que aquele garoto era o detetive que Sandra tanto colocava fé, pois ele mais parecia um motoqueiro que havia saído de um bar de beira de estrada. Sandra devia ter conseguido um cargo para ele com influência do marido, o que não seria nenhuma surpresa já que ela fazia o que bem entendia dentro de sua família.

— Tudo bem, eu irei confiar em sua palavra então.

Sehun deu uma risada controlada assim que ouviu o maior, e devido suas culturas serem tão diferentes achou hilário Jongin o está tratando como se falasse com um nobre, apesar de não incomodar-se com isso era engraçado o ouvir todo educado com aquele sotaque britânico.

— Podemos ir juntos amanhã até o departamento de polícia, não se incomode em acordar tão cedo – disse, tomando o caminho para a escada. — Eu espero poder ajudar no que for preciso, e quanto às investigações o que posso lhe adiantar é que isso não é humano.

Sehun deu a Jongin a deixa perfeita e agora o detetive iria começar sua investigação particular para encontrar o causador daqueles terríveis assassinatos. Fazia anos que perseguia pistas que não o ajudavam em nada, mas agora sentia que estava no caminho certo. Achar e exterminar essa era sua missão.

xXx

O edifício onde residia o Madeleine Medical Clinic, a clínica mais moderna de Nova Iorque e o escritório de um dos maiores empresários dos Estados Unidos estava para fechar, alguns funcionários ainda zanzavam por ali esperando que algum parente fossem os buscar. Alguns seguranças ficavam por ali para manter as coisas nos conformes, esta era a ordem do dono do edifício.

— Anthony, você viu se o carro do meu noivo passou por aqui? Eu tive que ir falar com o senhor Zhang sobre alguns assuntos pendentes da clínica.

A mulher de certa não tinha ido falar com Yixing Zhang por motivos de trabalho, uma vez que este era conhecido por toda empresa como sedutor, que atraia homens e mulheres, fazendo-os perder a cabeça em seus encantos e provocações. A roupa de Débora – a recepcionista – não deixava mentir os pensamentos do segurança que já estava acostumado a presenciar aquele tipo de situação.

— Não o vi, mas acho que é ele vindo ali – apontou.

Débora arrumou-se de forma rápida e limpou a boca discretamente para não dar motivos para seu noivo desconfiar de suas súbitas escapadas com Zhang, até porque sempre fazia isso e nem ao menos conseguia lembrar-se dos motivos para dar liberdade ao chinês. Ela não sabia o que acontecia, mas sempre que o encontrava algo em seu olhar a chamava para ele e acabavam os dois em cima da mesa do escritório de Yixing.

— Boa noite, Anthony.

— Boa noite, senhorita – sorriu simpático, abrindo a porta do carro em seguida para a mulher. — Boa noite, senhor Willians.

— Boa noite, Anthony. Obrigado mais uma vez por cuidar da minha noiva até eu chegar.

— Não foi nada. Boa noite para os dois.

Assistindo o carro desaparecer na neblina que fazia naquele noite, Anthony voltou para dentro do edifício onde ficou por alguns minutos até avistar a garota loira e dois de seus fiéis seguidores passarem pela recepção. Assim que eles entraram o segurança fechou todas as portas e direcionou-se para o elevador junto da garota e os dois homens.

— Senhorita Storm, aqui estão os dados de todos os que passaram pela clínica hoje.

A garota aparentava ter uns dezenove anos, mas para aqueles que a conheciam sabia-se exatamente sua verdadeira idade e muitos preocupavam-se com o bem estar daquela que era o braço direito do Grande Irmão. Sempre ousada em suas atitudes, Violett Storm chamava a atenção por onde quer que passasse, com suas roupas pretas exuberantes, botas de cano longo, cabelos cacheados loiros bem claros e olhos cor violeta, estes que atraiam tanto vampiros como terreais.

— Ótimo Anthony, continue me mantendo informada sobre isso – ao chegar o último andar do edifício, Violett olhou para os vários vampiros que estavam apreciando o tempo livre para se divertir. — Owen, tire essa terreal daqui agora. Eu quero todos na sala principal.

— Qual é Violett! Não transou hoje á noite e quer cortar a onda dos outros?

Violett parou de andar ao ouvir os lamentos de Owen e ao virar-se para o vampiro viu o sorriso do mesmo morrer, pois seus olhos violetas ficaram em um tom de rosa mais escuro, demonstrando sua irritação por estar sendo contrariada.

— A menos que queira que Chanyeol chegue aqui e veja você como uma sangue suga em cima dessa garota, eu sugiro que livre-se dela o mais rápido possível – sorriu de volta, deixando os olhos voltarem a cor original. — Cinco minutos!

Violett assim como Yixing e Minseok – mais um dos vários braços de Chanyeol – era quem tomava conta do negócio e de colocar ordem no clã de Nova Iorque, juntos eram o quarteto de irmãos que mantinham o equilíbrio entre terreais e os vampiros, pois os vampiros precisavam alimentar-se e alguns terreais precisavam ser sacrificados para que a linhagem continuasse. O serviço de cada um continha em contribuir para o controle dos vampiros recém-criados, cuidar do grande império de sangue e vingar todos aqueles que eram mortos. Para cada vampiro morto, dois terreais eram transformados. Essa era a regra.

Todavia quem estava no comando agora eram os três, pois Chanyeol havia ido para a Romênia para resolver assuntos que seus irmãos até agora desconheciam. Durante a gestão dos três irmãos os vampiros começaram a aproveitar-se da situação e muitos deles acabaram excedendo-se e matando terreais desnecessários provocando a ira do Grande Irmãos e dos demais.

— Soube que Chanyeol chega hoje – comentou Minseok, entrando na sala sem cerimônias. — Por que não nos avisou antes?

— Acabei de saber também, eu estava indo para o Harlem procurar o maldito do Christopher quando ele me ligou, disse que está em um avião que não vai fazer escalas, então aqui estou eu.

Violett esperando que todos comparecessem a sala aproveitou o tempo para poder folhear as fichas dos pacientes que tinham passado pela clínica naquele dia, era uma das formas que fazia há dois anos para encontrar descendentes. A loira tinha sido designada para encontrar e trazer os descendentes para o próprio Chanyeol dar um jeito neles.

— Nossa essa sala está uma bagunça, Meu Deus.

— Olha a boca Lay – repreendeu Minseok. — Não deve chamar o nome dele aqui. Onde você estava? Não está sabendo que Chanyeol chega hoje?

— Todos estão sabendo agora, não é mesmo? Ah, eu estava me divertindo tanto com aquela recepcionista, quase cravei os dentes naquele pescoço delicioso.

— Se sair da linha eu mesma te mato Yixing, já temos problemas demais com Christopher e seus seguidores – disse a garota sem encarar os outros dois. — Chanyeol disse quantos descendentes ainda tenho que achar? Porque ultimamente o movimento anda bem fraco, não acho que nos Estados Unidos ainda haja mais deles.

— Ainda caçando descendentes? Pensei que tinha desistido depois da última vez que pegou a garota errada – cutucou Yixing.

— Não desisti, apenas dei um tempo de tudo isso. E não fiquei com nenhum remorso por isso, ela até que mereceu depois de ter matado o irmão do Owen.

— Violett Storm e seus vários casos com os vampiros cretinos – debochou Yixing.

— Deixe ela Yixing, não é como se seus casos fossem melhores que os dela. Vive atrás da recepcionista que está noiva e acha que ninguém sabe disso. Os gemidos da garota ecoam para a minha sala e, com certeza, pelo prédio todo.

— O que posso fazer? Ela não resiste á mim.

Violett revirou os olhos com a conversa enquanto ainda folheava os arquivos encontrando no meio daquela papelada uma ficha bastante interessante.

— Sandra Byun. Ela não é mulher do prefeito?

— Sim, ela vem se consultar a cada três meses com a Lauren – disse Yixing.

— Eu não vou nem perguntar como você sabe disso – comentou Minseok.

— Eu nunca prestei atenção na ficha dela, mas parece que ela é bem interessante para se investigar. Pode ser bem produtivo para mim, porém por agora vou deixar isso de lado, não vejo a hora de Chanyeol voltar e assumir tudo novamente. E por falar nisso vocês sabem o que ele foi resolver na Romênia? Ele saiu e não me disse nada.

— Chanyeol Park é um mistério, nem mesmo nós sabemos o que ele foi fazer na Romênia. Mas, pode perguntar para ele assim que chegar.

— Como se ele fosse me dizer.

— Você é a favorita, com certeza, ele dirá á você – disse Minseok.

— Idiota! – a garota sorriu, vendo os outros dois sorrirem também.

Violett gostava de manter a boa relação com os irmãos e quase sempre não ligava para as insinuações que viam de Yixing e Minseok sobre ela ser a preferida de Chanyeol, não que fosse mentira, pelo contrário, realmente era a preferida, mas não gostava que pensassem que ela tinha um bom cargo e era influente só porque era a irmã mais nova do rei do clã. Seu relacionamento com Yixing e Minseok era bem descontraído e vez ou outra eles pegavam-se pensando em como seria viver como um terreal, olhavam as pessoas que viam a clínica e algumas questões surgiam em suas cabeças, o que era esquecidas com altas doses de sangue fresco.

xXx

O enorme casaco foi tirado quando atravessou a porta, o frio de Nova Iorque era gostoso de sentir novamente mesmo que fosse por pequenas proporções já que sua pele era fria ao natural. Caminhando pelo saguão da empresa Chanyeol percebeu os olhares atravessados de alguns vampiros que estavam preocupados de quando ele soubesse com detalhes dos eventuais acontecimentos.

— Querem me dizer alguma coisa? – perguntou, logo que entrou no elevador com pelo menos seis vampiros o seguindo. — Os outros conseguiram controlar os recém-criados?

— Na medida do possível estão conseguindo controlar, mas ainda temos muitos nas ruas fora de controle. Christopher conseguiu um grande público nos últimos dias.

O vampiro olhou para a mulher sobre os ombros para que ela calasse a boca, pois o rumo da conversa começara a irritá-lo de uma maneira que nunca tinha irritado antes. De certo, Chanyeol sempre tinha problemas dentro de seu grande império, mas nenhum havia chegado aos pés desse descontrole de recém-criados.

Com as presas crescendo aos poucos sabia que já havia passado da hora de alimentar-se novamente, caso contrário atacaria aqueles que estavam no elevador junto com ele. Entretanto, controlando-se para não tomar nenhuma atitude idiota – pela fome e pela irritação dos acontecimentos – resolveu respirar fundo e ao ouvir as portas abrindo saiu antes dos outros.

A sala onde os vampiros estavam antes encontrava-se vazia, alguns eram avistados somente por conta da falta de espaço da sala principal. Finalmente estava em casa com todos seus irmãos reunidos para lhe dar as boas vindas.

— Que recepção! – observou, sentindo-se admirado por aquele gesto. — Vocês estão aqui por vontade própria ou alguém os forçou estar aqui? – perguntou, dirigindo o olhar para a garota de cabelos loiros, que estava ao lado de sua cadeira. — Violett querida, não deve ameaçar seus irmãos.

A garota fez cara de pouco caso arrancando uma risada baixa de Chanyeol, este que não demorou em tomar posse de sua cadeira. Após sentar-se olhou cada um naquela sala e por alguns segundos manteve-se calado para ver se alguém iria manifestar-se sobre os atuais acontecimentos, ou sobre o porquê Owen fedia a sangue terreal. Uma das regras do Grande Irmão era: nunca trazer um terreal para dentro do covil.

— Vocês não precisam ficar me encarando como se eu fosse mandar executá-los, o problema com o descontrole dos recém-criados é culpa de Christopher e de algumas decisões não tomadas. Eu sei que estão com medo de que apareçam caçadores, mas posso garantir que com a minha volta às coisas vão mudar e amanhã á noite quero uma equipe nas ruas. Yixing e Violett vão ajudar a liderar. Do mais estão dispensados.

A multidão dissipou-se deixando na sala somente Chanyeol, Violett, Yixing e Minseok, este último não fez cerimônias para sentar-se sobre a mesa do mais alto.

— Então, vossa majestade, pode nos dizer o que foi fazer fora por tantas semanas? – Minseok foi direto.

Chanyeol sorriu desviando o olhar de Violett para Minseok, ele sabia que a pergunta era séria apesar do tom de brincadeira do outro, pois se tinha uma coisa que Minseok odiava era enrolação. Igualmente eram seus outros dois irmãos.

— Eu cheguei de viagem hoje e nem sequer recebo um “como foi sua viagem?” ou “passou mal durante o voo?”, e a mais importante “está com fome?”.

— Não seja dramático Chanyeol! Nós queremos saber o que aconteceu, sua viagem foi de última hora e o que era para ser somente três dias na Romênia tornaram-se quase dois meses. Estamos curiosos para saber o motivo.

O vampiro suspiro sentindo todo o peso daquela pergunta em suas costas, adoraria contar para seus irmãos sobre seus motivos, mas temia que as coisas saíssem ainda mais de seu controle com as notícias que tinha trago da Romênia. Em outras circunstancias até contaria sem nenhum problema, porém a situação era diferente.

— Eu devia contar á vocês, mas não vou – disse por fim. — Eu preciso me alimentar, minha última refeição foi uma das aeromoças que cedeu de bom grado um pouco de seu sangue.

Yixing fez um sinal discreto para Violett que revirou os olhos entendendo o recado do irmão. A garota aproximou-se do mais alto assim que o mesmo levantou da cadeira e tentando ser meiga perguntou:

— Chanyeol, por que não me conta o que foi fazer na Romênia? Sabe que eu não vou contar nada para o Minseok ou para o Yixing.

O ruivo sorriu pegando na mão da mais baixa a encaminhando para a sala de antes, onde encontrava-se vazia depois que os vampiros saíram para aproveitar a noitada que somente Nova Iorque poderia oferecer.

— Sente-se – a loira fez o que foi pedido. — Você quer mesmo saber o que eu fui fazer? – a mão esquerda foi guiada até o rosto da menor, que sentiu sua espinha gelar com o toque dos dedos alheios. — Eu gostaria muito de poder contar para você, mas infelizmente não posso, princesa. Você é a pessoa que menos deve saber agora de qualquer coisa.

A loira revirou os olhos levantando-se um tanto entediada, ela sabia que mesmo que usasse de seus poderes de persuasão e dos demais que possuía, ainda sim, Chanyeol não lhe diria nenhuma palavra pelo simples fato dele querer manter á todos em segurança.

— Bem, eu tentei.

Yixing e Minseok saíram da sala e caminharam até os outros dois, ambos percebendo que não adiantou de nada mandar a irmã mais nova para arrancar informações do Grande Irmão. Quando tratava-se de segredos Chanyeol era o rei.

— Eu estou com fome! Quem vai me acompanhar em um lanchinho?

— Vocês podem ir, eu preciso dormir.

— Você tem todos os nossos poderes, não tem nossas fraquezas e quer dormir? Não consegue mesmo ficar acordada como um de nós?

Violett questionava-se internamente quantas vezes tinha ouvido a mesma pergunta de Yixing, ele queria entender sua natureza, mas era quase impossível.

— Yixing, eu sou uma dampira. Minha mãe era uma terreal, sendo assim eu herdei coisas dela que são irrevogáveis como: dormir, comer comida como um terreal, apesar de preferir o sangue e andar de dia, o que no caso é a minha vantagem sobre vocês – disse, em um tom de brincadeira a última parte. — Eu não posso mudar o que sou e no momento eu preciso dormir, porque temos trabalho a ser feito pela manhã e a noite.

— Ok, pode ir lá dormir senhorita dampira – riu baixinho, abraçando a irmã mais nova em seguida. — Não esqueça de alimentar-se antes de dormir. Minseok deixou um O negativo para você tomar no frigobar do seu quarto.

— O negativo? Por que ultimamente tenho tomado só esse? Nosso estoque de XC acabou? – perguntou em um tom de brincadeira, mas viu que seu irmão mais velho ficou sério. — Eu estava só brincando, eu não me importo de tomar O negativo enquanto o XC não chegar. Eu mesma fui procurar e não tinha no nosso estoque.

— Eu vou mandar trazer mais da Romênia ou do Japão, não se preocupe – disse por fim. — Agora vá dormir, tem muito trabalho pela manhã.

— Pode deixar, vossa majestade.

Após despedir-se dos três irmãos a dampira deixou o recinto, enquanto os meninos permaneceram na sala e era a oportunidade perfeita para Yixing e Minseok desenrolarem de vez todo aquele mistério.

— Agora que ela foi dormir pode nos contar – começou Yixing.

— O que está escondendo da gente? Não adianta negar nada porque eu estou sentindo todo seu medo e isso é raro de sentir de um ser do seu nível – finalizou Minseok.

Chanyeol sabia que uma hora ou outra Minseok iria sentir seu medo e lhe perguntaria sobre sua ida a Romênia, mas não esperava que fosse tão cedo, e se seu irmão sentia aquilo com tanta facilidade era porque exalava medo.

— Eu tenho que ser bem direto com vocês – suspirou. — Eu fui para a Romênia para conseguir mais estoque de XC, mas infelizmente a linhagem que continha esse tipo raríssimo de sangue não existe mais. O último integrante da família estava doente, eu passei quase dois meses lá por isso.

— Do que está falando? Sem o XC é impossível manter Violett viva – alarmou-se Minseok.

— Eu sei disso, por isso estou preocupado e com tanto medo. Tentei ajudar de todas as formas possíveis para mantê-lo vivo, mas a doença que tinha não podia ser curada com métodos terreais e muito menos com métodos vindos de um vampiro. Se eu mordesse ele seu sangue seria contaminado e ainda sim não adiantaria de nada – Chanyeol levantou-se da cadeira e foi para perto da janela observar a cidade de Nova Iorque de cima. — Entenderam o meu medo agora? Eu não sei o que fazer. Nós precisamos achar uma forma de manter nossa irmã viva o quanto pudermos. A vida de um dampiro costuma ser mais curta que a dos terreais e somente o XC consegue fazer com que eles vivam mais.

Os irmãos entendiam o que aquele tipo de conversa significava e caso as coisas não fossem resolvidos nos próximos meses podiam dizer adeus a irmã mais nova, pois seu organismo não aceitaria por muito mais tempo somente O negativo, que era o que aproximava-se mais do XC, porém não era o suficiente.

— Devemos fazer alguma coisa então, mas Chanyeol... – caminhou até o maior repousando uma das mãos em seu ombro — ainda está escondendo alguma coisa de nós, eu sinto isso.

— Sim – admitiu. — Eu disse para os outros não se preocuparem, mas ele devem. Soube por um dos informantes na Romênia que a Ordem está mandando para Nova Iorque Helena Lancaster e sua equipe para fazer caçadas. Os atos dos recém-criados acabaram chamando muito a atenção. Se eles chegaram à Nova Iorque pode ter certeza que estão de olho em nós. Vocês precisam redobrar a segurança.

— E quanto aos outros? Quando pretende contar á eles?

— Amanhã depois da caçada a Christopher e seu grupo. Após a caçada da noite chame todos para minha sala que eu darei a notícia. E, por favor, mantenham em segredo sobre o XC, não preciso de mais uma preocupação agora.

Yixing e Minseok assentiram entendendo o ponto de vista do irmão e não poderiam fazer mais do que já estavam fazendo no momento, agora era cuidar para encontrar uma solução quanto ao sangue raro e tomar conta do clã contra os possíveis ataques dos caçadores.

xXx

— Espero que vocês estejam cientes do que o que vamos caçar aqui é um vampiro de nível sete, que está acostumado a sumir entre os terreais e que tem um grande clã. O que vamos caçar senhoras e senhores, não é qualquer vampiro, mas sim um dos grandes. Fiquem atentos, pois vamos à caça de um descendente.

Helena Lancaster e sua equipe tinham chegado a solo americano há algumas horas, todos estavam cansados da viagem e por isso a líder achou melhor deixar que eles descansassem em vez de iniciar uma caçada de imediato.

Havia pegado alguns quartos em um hotel que ficava perto da onde a clínica de Chanyeol ficava e Helena sentia que era pelos arredores que devia começar a procurar por informações. Ela sabia que tinha haver com um descendente, mas não sabia quem ele era já que havia mudado de nome e feito uma plástica radical para mudar seu rosto.

Um descendente mesmo que não queira ser encontrado deixa rastros para trás e os caçadores seguem essa trilha de pães picados para encontrá-los.

 

As pessoas são uma pilha miserável de segredos

Conde Drácula


Notas Finais


Gostou? Aceito comentários e críticas, meus amores <3

Qualquer pergunta só mandar aqui
Instagram: @sanjspirit_12, ou aqui
https://www.facebook.com/sandara.jones.71 ;)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...