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História Descendentes do Imperador - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Pesadelos


Fanfic / Fanfiction Descendentes do Imperador - Capítulo 4 - Pesadelos

Dezesseis outonos se passaram, Taeyeon nunca idealizou que estaria existindo por tantos anos, questionando se aquele velho havia morrido ou estivesse em um eterno inferno como ela.

Quando criança, ela não tinha noção do gigante manto sombrio cobrindo sobre a dinastia, antes tudo era estranhamente tranquilo, então quando o filho mais novo do Li Yu Sheng foi achado sucumbido no rio, sua feição roxa, boca, dedos inchados e outros indícios que havia sido por afogamento, Taeyeon sentiu calafrios percorrer a espinha ao se lembrar dos olhos dele estatelados fitos no céu, implorando que Deus o salvasse do seu mal.

Naquele tempo infortúnio sua ama o deixara ao cuidados de sua irmã gêmea, embora apenas tinha seis anos de idade Im Yoona conhecia as capitais do país, proferia os vocabulários precisamente e independente desde cedo, que se distraindo com um animal na floresta não percebeu o menino caíndo na água, foi naquela época tanto Yoona quanto Sooyeon retornando do internato para jovens garotas se tornaram mulheres impetuosas de espíritos amargos.

- Taeng! Uma pirralha de longos fios dourados com uma expressão arteira correndo aos tropeços até a mulher de joelhos na qual inclinada sobre a bacia de alumínio surrava as roupas na tábua de madeira com superfície estreita, os braços molhados de água e sabão Taeyeon limpou a testa suada em uma das costas da mão direcionando o olhar cansado para a menina energética de treze anos que saltitava atrás dela quase a derrubando.

- Aish! Hyoyeon se você fosse um cachorro viraria ração para os criados. Ameaçou brava

Contraindo o nariz pôs a língua para fora prensado entre os dentes.

- Noona deixa de ser chata! Sua voz manhosa fazia morena perder a linha.

- O que você quer? Resmungou espalmando as mãos no próprio avental se pondo de pé.

- Encontrei Sunny banhando-se nas termas oeste.

Kim cruzou os braços com a sobrancelhas esquerda arqueada não acreditando o que ouvira.

- Não deveria estar preparando o café da manhã de Yoona sua fedelha!

A baixinha sorriu travessa.

- Você não quer ver o quanto eles cresceram.

"Eles quem?" Franziu o celho confusa até entender causando rubor em teu rosto machucado que Sooyeon fazia ao bater nela.

- Miane, tenho que ensaboar estas trouxas ainda. Suspirou exausta pois vinha lavando logo antes do sol nascer.

- Se vier comigo eu troco de lugar com você. Diz agarrando o pulso dela obrigando ela andar na direção rio, atravessando a ponte construído com vários galhos grossos alinhados por cipós amarrados nas pontas e reforçado por cordas vermelhas trançado em cada lado servindo para se apoiar. As folhas de outono em tons de amarelo a um alaranjado se moviam preguiçosamente acompanhando ao longe uma canção melancólico de um Haegeum, Taeyeon jamais soube quem tocava o instrumento, uma vez ousou perguntar para Sheng, porém esse lhe disse que ninguém dominava tal instrumento nem mesmo suas filhas e esposa, ocasionando certo desconforto nela.

Percebendo o ar ficar mais abafado junto a Hyoyeon cautelosamente esgueiravam pelos arbustos em torno do enorme anel de rochas protegendo a fonte subterrânea aquecida, Tae teve que forçar a visão através da névoa densa para distinguir uma silhueta feminina consideravelmente atraente.

- Soonkyun é muito gostosa. Provocou Hyo

- Senhor onde você aprendeu isso!

- Com ela. Apontou para Sooyoung escondida agachada num canto que ao nos verem riu baixinho mostrando um sinal "V" nos dois primeiros dedos dobrando o polegar sobre os outros.

Sooyoung é única progênie do chefe da máfia da familia Choi aliados da Dinastia Joseon há séculos, duas noites atrás um dos servos contou que escutou do Mestre que como um acordo provando a lealdade deles para evitar derramamento de sangue entre os lideres decidiram juntar seus dois descendentes com noivado arranjado, discutindo qual das herdeiras seriam, Kim tinha noção de ser a Jung.

- Eu roubei a lingerie dela. Surgiu do nada atrás delas quase as assustando - Xiuu! Fiquem quietas não quero apanhar de novo. Cochichou nervosa.

- De novo. Se entreolharam abismada por tamanha depravação. - Você não tem honra?

Sooyoung a fuzilou ofendida.

- O sujo falando do mal lavado.

- Calem a boca. Hyoyeon as interrompeu vendo Sunny nadar próximo a elas que se encolheram mais, esta que afundou ficando por longos segundos o que as deixou inquietas. - Tá muito quieto, acho que ela tá se asfixiando!

A mais nova desesperada começou estapear a recém esposa.

- Vai lá puxar ela Unnie!

Ela obedeceu saindo do seu esconderijo rapidamente mergulhando o braço que no mesmo momento Soonkyun submergiu com os rostos a centímetros do outro quase por um triz se beijaram.

- Peguei você. Sua voz rouca fez seu corpo vibrar.

"Ferrou!" Gemeu assustada.

Quando ameaçou a sair da água, as três saíram correndo declínio a baixo sem sequer olhar para trás.

- ELA VAI NOS MATAR E É CULPA SUA MALDITA SHIKSHIN!! Gritou empurrando as árvores para pegar mais impulso, só parou ao esmurrar a cara na porta de correr que Hyoyeon abriu dando espaço para elas entrarem e logo fechou a porta. - Vamos se esconder no meu esconderijo secreto.

Apesar de ter explorado cada parte daquele lugar de modo algum acharia um minúsculo quarto atrás do extenso painel camuflado por uma pintura oriental de um gigante dragão chinês branco serpenteando pelas flores de cerejeira.

Em silêncio ouviram ruídos de passos se aproximando que parou quando uma delas escorregou a perna batendo na parede o que as fez prender a respiração ao ver o fusuma deslizar para o lado revelando Yuri com seu olhar inexpressivo.

- Não sei o que vocês aprontaram, mas estão de castigo vão dormir sem jantar. Repreendeu sendo rigorosa como sempre, contudo ao se deparar com a jovem Choi sorriu afetuosa. - Minha senhorita o imperador deseja vê-la.

Sooyoung assentiu receosa se despedido delas rindo por Hyo começar a teimar exigindo justiça recebendo um forte puxão de orelha enquanto Tae se distanciava andando distraída para lavanderia até hesitar perplexa, os tecidos que estavam limpos agora se encontravam esfolados na terra, bacia revirada e roupas jogados no rio.

- Eu torci tornozelo caindo do ofurô e onde você estava? A voz calma dela era intimidante em um nível de fazer as pernas de Kim vacilarem dificultando a permanecer em pé.- Me desculpe...-

Jung agarrou um pano arremessando com fúria na cabeça dela.

"Suas desculpas são tão insignificantes quanto você."

 



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