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História Descongelar -Elsanna - Capítulo 10


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Notas do Autor


Eu sei, eu sei, vcs querem mais ação Elsanna. Eu só peço que não me matem, porque logo logo elas terão uma interação mais profunda. Por enquanto peço perdão pela formatação do texto. Eu estou escrevendo pelo pc porque meu carregador deu uns bug mas é isso, logo eu edito. Espero que curtam o conteúdo de hj e por agora é só😘

Capítulo 10 - Por acaso de novo


Fanfic / Fanfiction Descongelar -Elsanna - Capítulo 10 - Por acaso de novo

As horas nunca tardaram tanto a passar na visão de Anna. Não queria voltar para casa, não queria ter de encarar os seus problemas agora, mesmo que isso soasse um tanto quanto infantil. Ela nunca foi daquelas pessoas que fugia dos problemas quando eles surgiam lhe provocando tremores e espasmos musculares por todo o corpo. Nunca antes foi do seu agrado sumir e deixar tudo por se resolver. Nesse momento, entretanto, quebrava mais uma das suas regrinhas pessoais. O medo de não conseguir resolver e se sufocar, ou ceder às investidas dos demais, de se tornar o que os seus pais queriam por não conseguir ter pulso firme era tão grande quanto o medo de se impôr e ferir os sentimentos dos mesmos. Se via entre a cruz e à espada e não sabia como reagir senão se escondendo como uma criança quando brinca de "pique se esconde". 

 

-•- 

Num suspiro pesado encolheu os ombros, quando passou daquela porta. Viu o loiro indicar a porta do pequeno banheiro dentro do quarto aconchegante e adentrou logo em seguida, deixando sobre escolha do homem que roupa usaria visto que as já usadas, estavam encharcadas. Não se demorou no chuveiro apesar da água quente ser de seu agrado. Saiu minutos depois, desnuda, e o encontrou a sua espera com uma toalha felpuda em mãos enquanto separava suas roupas. Secou-se e se trocou, logo em seguida. Então se olhou de cima a baixo, pela falta de um espelho no cômodo pouco receptivo no primeiro piso do estabelecimento de Davyd Oaken. É, –Sorriu para si mesma –Kristoff sempre teve bom gosto. 

Encarou-o, agradecida, e pôde observar aquele mínimo sorriso orgulhoso no canto de seu rosto. 

—Gostou?– A pergunta veio em tom inseguro. Anna assentiu, prolongando a sensação de prazer por lidar com alguém que conhecia bem os seus gostos.


Deu-lhe as costas, se encarando de cima a baixo uma vez mais. Deveria admitir, mesmo que isso não fosse de seu feitio.: Não entendia o porque do homem mais velho ter recusado a proposta de trabalhar para uma empresa que confecciona roupas, se era tão bom com moda. Deu de ombros, ainda sob o olhar atento do ex marido. Ofereceu-lhe um sorriso gentil que foi retribuído pelo rubor em suas bochechas e então arqueou uma sobrancelha, ao segurar um forte espirro com a mão na frente do nariz. Apressado como ele só, o loiro se posicionou em suas costas após tê-la feito se sentar na beira da cama e secou seus cabelos com a maior suavidade possível aproveitando a deixa para fazer-lhe uma massagem capilar a fim de deixá-la mais relaxada e absorta de seus problemas. Se satisfez quando encarou de relance a amiga e ex-mulher e se permitiu sorrir por ter tido êxito na missão de tranquilizá-la. Então se levantou, chamando-lhe a atenção após um pigarreio forçado: 

— Não tenho uma escova ou creme para pentear–ele riu—,mas acho que posso te ajudar com o cabelo.–Anna franziu o cenho ao ouvi-lo falar mas se pôs de pé mesmo assim. Sem muito esforço Kristoff desembaraçou-lhe os cabelos ruivos com as mãos e os arrumou como pôde de modo que as madeixas molhadas ficassem no mínimo onduladas. 

—Obrigada, Kriss.–A garota sorriu.—Por tudo mesmo, eu não sei como agradecer.

—Deixa eu ver…–Pareceu pensativo, com uma mão no queixo enquanto se retirava às pressas do quarto com a mulher em seu encalço.—Se você me der um abraço,–Falou, sorridente, ao lhe puxar pelo pulso.—Eu acho que já tá de bom tamanho.  

—Um abraço?–Anna fez uma careta.

—Que? Eu gosto dos seus abraços.– Riu, ao subir as escadarias que davam na parte pública do bar.

—Algo especial?

—Você é quente.–Kristoff admitiu.—E os seus cabelos tem cheiro de fruta fresca.

—Credo!

—Eu gosto, lembram morangos. 

—Você é estranho. 

—Só porque eu gosto de você–Resmungou, fingindo chateação. Anna franziu o cenho.—Também não quero mais abraço. Não fala mais comigo. –Se apressou, ao deixá-la.

—Ah, qual é!–Levantou as mãos ao persegui-lo.—Isso não vale. –Então riu.—Eu não vou atrás de você. Isso não funciona mais.—E cruzou os braços.—Kristoff!–Chamou, frustrada—Tá, eu vou. E me desculpa, se você é sensível. 

Suspirou. Com o Bjorgman era sempre assim. Por incrível que pareça, ele tinha um dom irritantemente fofo para conquistá-la e fazer atuar como uma criança feliz. Sorriu para si mesma, quando num momento de descuido ele parou de olhar para trás. Se jogou contra o corpo musculoso ao agarrar-lhe pelo pulso.

—Peguei você.–Gargalhou.—E vou te obrigar a me abraçar. 

—Se você me obrigar a te beijar também eu não vou reclamar.- Implicou.

—Não preciso te obrigar a isso. 

—Ah, não?–Ela negou. —Porque?

—Você faz por vontade própria.

—Convencida..

—Tô errada?

—Não. 

 

-•- 


Sua mente estava por um triz de explodir. Sua cabeça latejava de dor, e na garganta aquela sensação de ardência que começava a irritar. Reprimiu a vontade de gritar seu desespero quando as lembranças vieram a tona. Sabia que era um erro estar ali. Aquele lugar estava empesteado do perfume de Anna, e seus olhos traiçoeiros percorriam todo o enorme salão procurando a mulher da qual a tempos vinha fugindo.

  Que hipocrisia, Snow. –se repreendeu–Que hipocrisia! 

Sugou o ar com força para seus pulmões enquanto trincava o maxilar. O gosto do beijo da ruiva permanecia em sua boca, e ela jurava que podia, ainda, sentir a textura daqueles lábios se movendo contra os seus. Sim, tão macios que era como provar um bolo fofo. Saboroso de um jeito tão insuportável que deixava um gostinho de quero mais. Que exalava prazer. Que viciava. E nunca.... Nunca antes, ninguém havia lhe posto assim; mas com Anna o vício já se fazia presente desde muito antes mesmo de tocar seu rosto tão de perto e provar-lhe o calor. Era como tomar o fogo nas mãos, e sentir derretendo o coração. Sim, havia algo diferente. Beijar Anna foi como reviver um de seus sonhos com a mesma. Era como se tudo o que sua mente projetasse, estivesse se tornando realidade. Sentiu, no momento do ato, aquela sensação de já ter vivido aquilo antes. Tipo um Dejavú. Ou seriam, os seus sonhos, uma premonição? Já não tinha certeza do que era, só sabia que queria mais. Se repreendeu, por um momento, por tê-la deixado ir quando tudo o que queria era segurar em seu pulso e puxá-la para estar tão perto outra vez. Para beijar-lhe outra vez. Quando tudo o que queria era passar-lhe o endereço de sua casa, o andar correto no qual residia, ensinar-lhe a porta de seu quarto e fazê-la decorar o trajeto até a sua cama. Afundou o rosto nas mãos, num suspiro exasperado. Estava confusa, com medo, frustrada, irritada, com raiva de Anna. Porque maldições tinha que se pôr tão séria e incapaz de entender-lhe os sinais? Quando negava, Elsa queria dizer que sim, que queria-a, mesmo que estivesse morrendo de medo de ser apenas mais uma a provar dos seus lábios, a tocar-lhe o corpo, ou a estar em sua cama. Queria-a. Queria compartir não só a empresa como também a casa, a mesma cama, o mesmo travesseiro. Poderia ter negado para si própria por muitas vezes, mas agora, depois de ter notado o quão longe chegou por algo que considerou uma ‘’provocação’’ viu, que não havia nada mais que queria tanto quanto Anna. Bom, quem sabe chocolate ou morango, ou, talvez, os dois, mas ainda assim Anna vinha em primeiro lugar. Elsa sempre foi do tipo séria. Bruta, e ignorante. Parte da sua homossexualidade se devia às atitudes de seu pai que não lhe permitia se achegar muito aos homens na pré e na adolescência em si. Afinal, foi criada para ser uma mulher empoderada, dependente de si própria apenas, e capaz de tudo sem um apoio masculino. Talvez, ela tivesse levado isso tão a sério que acabou se abdicando da ideia de um amor. Alguém, com o qual dividir seus problemas, que não fosse um secretário(a) ou um amigo para os quais poucas vezes admitia suas fraquezas. Sua mente havia sido preparada para não falhar, e embora seguisse com a ideia errônea de que precisava levar um mundo inteiro nas próprias costas, ela se sentia bem assim. Teve um namorado aqui, algumas namoradas ali, mas se sentia incapaz de se entregar de corpo e alma assim que desistiu de tentar, somente se satisfazendo quando queria, com algumas pessoas que considerava no mínimo pouco tediosas, para dividir uma cama por duas ou três vezes em um mês; E sempre era ativa, o que irritava porque acabava por dar mais prazer que receber. Não era do tipo que descontava suas frustrações em sexo, embora estivesse a tentar fazer isso nos últimos meses mas com Anna tudo parecia ser - e era- muito diferente. Aquela mulher fazia um calor absurdo possuir seu corpo somente ao fitá-la com aquele tímido sorriso no canto dos lábios e suas atitudes inocentes. A ela, Elsa queria dar todo o prazer possível porque sabia que receberia em dobro somente ao ouvi-la. Por ela, a loira não se importaria de passar toda uma noite acorrentada nua, na cama, apenas servindo de objeto sexual se pudesse vê-la satisfeita. Ah, Elsa queria Anna como Romeu quis Julieta. Como a Elle queria o Noah, como o Superman um dia quis a Lois, Elsa queria Anna como um viciado queria cocaína. Por isso, quando se levantou do balcão com os olhos ainda fitos no amontoado de pessoas o seu coração apertou ao senti-la perto. Sim, ela sabia que aquela garota estava ali. Só não esperava bater de frente com Anna e seu ex marido quando se encaminhou para perto do pequeno palco onde algum grupo desconhecido cantava uma música que considerou animada.


Notas Finais


JÁAAA TO EDITANDO, ENTÃO IGNORE A MENSAGEM NA NOTA INICIAL (00:08 PM)

Terminei de editar (00:16)

Mas entom, o que vocês acharam? Tipo, tô muito ansiosa para a próxima interação delas. Acho que agora falta pouco para "ficarem juntas" vemos desde o começo, que Anna nunca foi confusa sobre o que sentia e a Els,bom, acabamos de ver que mesmo com medo ela tá aceitando o que sente ne


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