História Desconstrução - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Angst, Jikook, Kookmin, Sad Fic, Setembro Amarelo, Soulmates, Taehyung!centric, Taejoon, Vmin, Vmin!bestfriends, Vmon
Visualizações 25
Palavras 3.059
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Droubble, LGBT, Musical (Songfic), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu criei esse OS só por causa de uma música que fala exatamente sobre o tema em si, mas com a vinda do Setembro Amarelo eu resolvi colocar um toque mais especial a ela.
Eu não sei se ela pode ser considerado um gatilho ou não, por mais que o conteúdo seja um tanto quanto leve, mas a sua saúde em primeiro lugar, okay?
Enfim, boa leitura.

Capítulo 1 - Único; Singularity


Fanfic / Fanfiction Desconstrução - Capítulo 1 - Único; Singularity

Taehyung nunca foi alguém que gostasse muito de velórios ou enterros. Se sentia incomodado e desconfortável com todas aquelas pessoas fingindo sentir uma tristeza que não existia em seus corações.

Não que ele fosse algum super humano que percebia quando as pessoas estavam sendo verdadeiras ou não, mas viveu durante todos os seus dezenove anos pelo mundo fantasioso que era o teatro. E, talvez seja pelo fato de desde pequeno estar ciente do que era a atuação que sabia distinguir bem quando as pessoas estavam interpretando papéis ou não.

Porém, desta vez a sua presença naquele lugar era indispensável. Namjoon, o cara que ele estava saindo a algumas semanas o abraçou de lado, deixando beijos delicados e lentos sobre seus fios enquanto sussurrava frases de conforto para o seu coração angustiado.

ㅡ Está tudo bem? ㅡ Não, Taehyung quis responder. Era notável para qualquer um que não estava nada bem, mas sabia que Namjoon não tinha más intenções ao lhe fazer uma pergunta óbvia, por isso só o puxou para um abraço mais apertado, encolhendo-se o quanto podia nos braços acolhedores que ele proporcionava, Namjoon entendeu pelo seu silêncio que o seu amado não queria conversar, então só o apertou mais contra seu peito, fazendo um carinho sobre os fios castanhos levemente cacheados.

Mal se importava se estava amassando ou não o smocking negro que sua mãe havia lhe dado para aquela ocasião. Formal demais, Jimin não gostava disso, pensou.

A senhora Park logo surgiu um tempo depois a frente do futuro casal, limpando os olhos como podia para não estragar tanto a leve maquiagem que suas irmãs haviam feito e com um sorriso triste no rosto.

ㅡ Taehy, que bom que veio...ㅡ A mulher iniciou, fungando um pouco e tentando manter o sorriso que não lhe era verdadeiro. O coração de Taehyung doeu ao ver a mãe de seu melhor amigo tão frágil, sempre fora uma mulher tão forte que era estranho vê-la chorar.ㅡ Você vai...?

ㅡ Sim, eu irei falar, noona.ㅡ Afirmou convicto, soltando-se dos braços de Namjoon somente para abraçar a mulher baixinha, sentindo algumas lágrimas molharem o blazer que usava. O Kim gostava da mulher, por mais que às vezes ela fosse um pouco dura e rígida, sabia que amava Jimin tanto quando ele amava também.ㅡ Eu sinto muito...

ㅡ Está tudo bem, está tudo bem.ㅡ Talvez se ela repetisse essa frase pelo resto de sua vida, acreditaria verdadeiramente nelas.ㅡ Vamos, sorria um pouco. Jimin não gostaria de vê-lo tão cabisbaixo.

ㅡ Jimin é um anjo e tanto, não é noona? ㅡ A Park sorriu triste, sabendo identificar bem a ambiguidade presente naquela frase e logo se desgrudou do Kim, admirando o quanto estava crescido; beijou-lhe a testa com carinho, se afastando de vez em direção as pessoas que chegavam pela casa para lhe consolar.

Até esse momento, talvez vocês estejam com dúvidas com o que está de fato acontecendo, certo? Bom, Taehyung estava no velório do seu melhor amigo.

Park Jimin havia tirado sua própria vida.

Havia recebido a notícia pela manhã do dia anterior, - sendo agora quase a hora do almoço do dia seguinte, porém não parecia já que o céu estava nublado -, Jeongguk, o ex-namorado e melhor amigo do Park, havia ido buscá-lo para irem ao shopping, como os três faziam sempre aos domingos. E quando chegou lá encontrou a antiga quase sogra aos prantos.

Taehyung foi correndo para a casa do melhor amigo e lá, soube que Jimin havia deixado uma carta escrita a mão para que o Kim, e somente o Kim, lesse.

ㅡ Ei, anjo.ㅡ O Kim mais velho o chamou, erguendo os braços novamente, em um sinal para que voltasse para o seu abraço. Taehyung conseguiu sorrir por alguns segundos, se sentindo cada vez mais encantando com o outro Kim,- arriscava dizer apaixonado.ㅡ Você quer que eu fique? Eu não sou tão íntimo dos Park...

ㅡ Fica, só... Fica aqui comigo.

Namjoon não pôde deixar de sorrir com aquilo, mas logo se focou em dizer coisas confortantes e positivas para o mais novo.

Depois de horas e horas de pessoas entrando e saindo para verem o corpo de Jimin, que o Kim se recusou a olhar, foram em direção ao cemitério local, o clima estava tão pesado que Taehyung sentia que poderia apalpá-lo entre os dedos. Apertou o papel que estava em suas mãos com força quando avistou, ao final da rua, o local onde iriam parar. Respirou fundo, precisava ter coragem e disposição para realizar os últimos desejos de seu tão amado amigo.

ㅡ Ei, Taehyung. Você tem medo... da morte? ㅡ O Park perguntou de repente, assustando o Kim. Não era comum ouvir esse tipo de pergunta, por isso não soube exatamente o que dizer de início.

ㅡ Eu não sei exatamente... Morrer é deixar de existir, certo? Você não vai sentir mais nada e... Eu não sei te responder isso Chim. Medo, todo mundo tem, né? ㅡ A confusão nas palavras e expressões do Kim fazia o Park rir, era adorável aos olhos do loiro quando o melhor amigo ficava assim.

ㅡ Acho que a morte é uma maneira de finalmente se encontrar em paz.

ㅡ Jimin.ㅡ O mais alto o chamou, percebendo que o olhar do loiro estava distante.ㅡ Você tem medo da morte?

Demorou alguns segundos para uma resposta vir a tona, e Taehyung esperou. Esperou que aquele sorriso tão lindo do Park, na qual não conseguiu decifrar na época, se formasse em seu rosto, fechando seus olhinhos miúdos.

ㅡ Todos temos, não é mesmo?

Agora, um pouco tarde demais, certas memórias como aquela faziam mais sentido para o Kim. Respirou fundo, apertando inconscientemente o braço de Namjoon que andava ao seu lado.

Depois de chegarem ao local, Taehyung decidiu que falaria por último. Ouviram algumas lamentações de alguns membros da família, vizinhos e outras pessoas que de certa forma conviveram com o Park em algum momento de suas vidas. Quando chegou a vez do Kim, Namjoon fez questão de encorajá-lo com palavras bonitas antes de deixá-lo sair de seu abraço.

ㅡ Olá a todos.ㅡ O Kim começou, atraindo a atenção de todos para si. Se sentiu um pouco desconfortável com aquilo, mas logo respirou fundo e começou a falar.ㅡ Para quem não me conhece, eu sou Kim Taehyung, o melhor amigo de Jimin.

Quando se viu pela primeira vez

Na tela escura de seu celular

Saiu de cena pra poder entrar

E aliviar a sua timidez

ㅡ Vocês devem estar se perguntando, ou talvez nem estejam realmente, o porque de eu estar aqui em frente, por favor não ponham tantas expectativas em mim, isso me deixa nervoso.ㅡ Tentou descontrair, arrancando um sorriso ou outro de alguns amigos seus que faziam parte da família de Jimin e de Namjoon. ㅡ Sabe, eu e Jimin éramos completamente unidos, ele sempre dizia que eu era o irmão mais novo que ele nunca teve. Almas gêmeas até, a gente arriscava afirmar.

A mãe de Jimin sorriu triste, se lembrando bem de quando o seu garotinho vivia lhe enchendo de perguntas sobre o porque de não ter um irmão mais novo e porque Taehyung não poderia ocupar este lugar.

ㅡ Eu cresci ao lado de Jimin, eu conhecia ele mais do que ele próprio. E, foi a partir do início da adolescência dele que eu pude, claramente perceber que ele não era mais o meu antigo hyung sorridente e sonhador. Na época eu não procurei me importar muito, afinal, eu também tive muitas dificuldades e mudanças, então para mim, era normal. Ledo engano meu.

Vestiu um ego que não satisfez

Dramatizou o view da rotina

Como fosse dadiva divina

ㅡ Jimin adorava as redes sociais tanto quanto qualquer outro jovem no mundo tecnológico. E falando desse jeito até pareço alguém velho e experiente.ㅡ Riu sozinho, tentando engolir aquele nó que se formara em sua garganta em questão de segundos, após ser bombardeado por memórias com seu loirinho.ㅡ Talvez alguns julguem e coloquem a culpa nisso, no fato de ele estar sempre tão... conectado. Mas, sinceramente, eu realmente não tenho o que discutir em relação a isso, não sou um profissional nesse assunto, e prefiro não falar sobre que não sei. É bem melhor do que apontar o dedo e julgar, não é?

Queria só um pouco de atenção

Mas encontrou a própria solidão

Ele era só um menino

ㅡ Como melhor amigo e confidente de Jimin, ele às vezes me confiava segredos e momentos de fragilidade. Ele desabafava para mim. E era naqueles momentos que eu percebia o quão o meu hyung estava quebrado, machucado demais.ㅡ A voz embargou em um choro silencioso, precisava aguentar, só mais um pouquinho.ㅡ Ele se sentia sozinho, porque era isso que a ansiedade fazia com ele, o fazia pensar que ele estava sozinho naquela época, ele me confessou isso na carta que ele escreveu.

Abrir os olhos não lhe satisfez

Entrou no escuro de seu celular

Correu pro espelho pra se maquiar

Pintou de dor a sua palidez

E confiou sua primeira vez

No rastro de um pai que não via

Nem a própria mãe compreendia

ㅡ Quando ele se sentia assim, sozinho, ele procurava refúgio em seu celular, ora conversando comigo quando eu estava longe ora somente navegando pelo vasto mundo virtual. Jimin era assim; preferia ficar calado, dava um sorriso ou outro e fingia que estava tudo bem, mas não estava, me arrependo por não ter o notado antes.ㅡ Fungou, sentindo o coração apertar ainda mais, lembrando-se bem de como Jimin era tão transparente mas ninguém percebia.ㅡ Inclusive isso me lembra que, em uma de suas declarações escritas na carta, Jimin admitiu que o seu pai lhe tocava com segundas intenções.

Neste momento, o local e as pessoas presentes se tornaram uma grande confusão, a senhora Park em meio disso viu seu chão cair. Então era por isso que o seu menino odiava passar o final de semana lá? Era por isso que ele sempre ficava sempre perto de si e não desgrudava quando o próprio vinha os visitar? Se recusava a acreditar em algo tão... horrível.

O passo tempo de prazeres vãos

Viu toda graça escapar das mãos

E voltou pra casa tão vazia

Amanheceu tão logo se desfez

Se abriu os olhos de um celular

Aliviou a tela ao entrar

Tirou de cena toda timidez

Alimentou as redes de nudez

ㅡ Jimin comentou também, que não sabia mais quem ele era. Ele... Ficou bastante famoso em uma época, no ensino médio. Alguns de vocês devem se lembrar, ele fantasiava uma vida que não tinha, uma felicidade que era vista somente em fotos e vídeos, ele fingia ser alguém que não era, porque Jimin já não era ele mesmo.

Fantasiou o brio da rotina

Fez de sua pele sua sina

Se estilhaçou em cacos virtuais

Nas aparências todos tão iguais

Singularidades em ruinas

ㅡ Jimin deixou essa carta pra mim antes de partir, acho que alguns já sabem disso. Não é algo muito longo e também não é algo pequeno.ㅡ Taehyung se apressou para pegar o pequeno envelope de cor amarelo, tão bem feito e bonito que lhe dava uma grande tristeza ao saber do que se tratava.ㅡ Ao final da carta ele pediu para que lesse essa parte para todos, bem aqui, então... Escutem.ㅡ Limpou a garganta, abrindo a carta com cuidado e tirando de dentro uma folha com a caligrafia perfeita do Park.ㅡ "Bom dia, boa tarde ou boa noite. Não sei ao certo em que horário você estarão lendo isso, mas se estiverem, quer dizer que já não estou mais presente em vida. E para os que ficaram, peço com pezar para que não chorem pela minha perda, a minha companheira acabou me vencendo e, eu sinceramente não me orgulho disso."

Entrou no escuro de sua palidez

Estilhaçou seu corpo celular

Saiu de cena pra se aliviar

Vestiu o drama uma última vez

ㅡ "Eu falei pra mim mesmo que nunca deixaria ela me vencer, eu tinha valor e por mais que tivesse defeitos, eu era perfeito assim, imperfeito. Mas mesmo tentando tanto, eu não consegui me convencer disso. Eu não me importo o que os outros vão dizer ou achar disso, se a minha partida vai ser comentada e mal vista, eu sinceramente não me importo. Vocês já ouviram falar do Setembro Amarelo? Eu ouvi dizer que seu real significado virou piada, e se tornou o mês da hipocrisia, onde as pessoas se importam somente em ganhar algumas curtidas por cima de uma falsa empatia perante ao próximo."

Se liquidou em sua liquidez

Viralizou no cio da ruina

Ele era só um menino

ㅡ "Todo dia é dia do Setembro Amarelo, pode ser com uma iniciativa, uma conversa, um simples comentário, isso salva vidas. As pessoas são como flores, cada uma tem uma beleza única, um modo singular de ser, mas se preocupam demais em serem a mais bela e linda de todas, e se submetem a perder o seu brilho único para agradar um sistema padronizado tedioso e estereotipado. E se vocês realmente se importam com isso, vão começar a conversar mais com os cravos e com os girassóis, e deixarão que as rosas percebam que elas são muito mais do que um mero clichê. Eu sou Park Jimin e infelizmente acabei percebendo tudo isso tarde demais."

Quando enfim terminou, seu choro já era escasso, se curvou minimamente diante de todas as pessoas em sua volta e andou lentamente em direção a Namjoon que o abraçou apertado, ouvindo somente o choro alto da senhora Park ao seu lado.

Nem mesmo a chuva que caía conseguia derramar mais água que os olhos transbordantes de Kim Taehyung naquele momento.

Ninguém notou a sua depressão

Seguiu o bando a deslizar a mão

Para assegurar uma curtida


                         ×××


O dia amanheceu extremamente quente naquela manhã, o verão havia chegado de maneira rápida e isso irritava Taehyung, que odiava todo aquele calor e rezava para que chegasse logo o outono. Acordar durante o período de férias da faculdade era uma grande batalha para o pobre Kim, odiava sair do seu amontoado de cobertores - mesmo que durante o calor se mantinha longe dos ditos cujos - para enfrentar a sua rotina, mas não reclamava, era a melhor rotina que poderia ter.

ㅡ Finalmente acordou, princesa? ㅡ Ouviu a voz suave lhe perguntar e só resmungou algo em resposta, prontinho para voltar a dormir, mas foi impedido por beijos delicados e carinhosos sobre todo o lado esquerdo de seu rosto e ombros.ㅡ Amor, você vai se atrasar, vamos, acorda.

ㅡ Tô' indo, calma Joon.ㅡ Respondeu um pouco irritado e manhoso por sair de seu aconchego, mas logo abraçando o noivo enquanto retribuía por todos os beijos que recebeu, ousou até mesmo roubar um pouco do café gelado que o próprio tomava.ㅡ Bom dia pra você também, como está o braço?

ㅡ Acredito que um pouco melhor, não se preocupe logo estarei bom para voltar a trabalhar pra comprar mimos pra você.

ㅡ Ya! Assim você me faz parecer um interesseiro.ㅡ Ralhou, dando tapinhas no noivo quando este respondeu enquanto ria "Mas você é!". ㅡ Tem certeza que não quer nenhuma ajuda? Eu posso chamar o Jeongguk pra ficar com você, pelo menos até você retirar o gesso, amor.

ㅡ Nah, eu estou bem, não é como se eu fosse ficar totalmente parado só por um braço quebrado, não é o fim do mundo, Tae.

ㅡ Fala isso como se já não quebrasse tudo pela frente sem o gesso e com os dois braços totalmente bons.

ㅡ Aish, não é minha culpa ser tão desastrado, okay?! ㅡ Reclamou indignado com o fato do noivo ter lhe tocado bem na ferida, mas não conseguiu se manter sequer dois segundos irritado diante daquele olhar todo risonho do noivo para si.ㅡ Além do mais, não quero atrapalhar o garoto.

ㅡ Aquele preguiçoso sequer se levanta pra lavar uma louça, Namjoon! Ai sinceramente, você é muito boiola por ele, tô indo tomar meu banho.

ㅡ Não mais do que eu sou por você.ㅡ Sorriu deixando um beijo demorado no canto dos lábios do outro Kim que sorriu contente retribuindo a declaração, soltando-o de seus braços em seguida.ㅡ Tenha um bom trabalho.

Agradeceu com um último beijinho sobre uma de suas covinhas, não deixando de sussurrar um "eu te amo" antes de ir se prontificar a ficar arrumado para o longo dia que teria, que começaria realmente só alguns minutos mais tarde.

Fez questão de vestir uma roupa confortável, nem formal e nem despojado demais, sorriu para si mesmo no espelho e se despediu de Namjoon com mais alguns beijos, pronto para ir para o seu pequeno escritório que localizava-se perto de uma praça ao centro da cidade, onde trabalhava. Quando chegou, abriu as portas de madeira e as deixou encostadas, em um claro sinal de que poderiam entrar sem bater. Organizou alguns papéis aqui e ali e mexeu em seu celular em proveito dos minutinhos extras que havia ganhado pelo seu adiantamento, viu algumas publicações de amigos e familiares próximos, uma era da senhora Park anunciando mais um bichinho de rua resgatado. Jeongguk também o encheu de mensagens, floodando seu bate papo falando sobre o quão Min Yoongi foi um cavalheiro no seu primeiro encontro com o próprio, riu sozinho com a animação do amigo.

Depois de se sentir satisfeito, deixou-o de lado e olhou ao redor, observando as paredes pintadas em uma mistura de amarelo e branco, e toda a sua decoração lhe dando um ar de paz e sossego, logo seu olhar foi em direção ao pequeno retrato totalmente repleto de colagens de corações amarelos sobre sua mesa, sorriu.

ㅡ Bom dia pra você também, Chim.ㅡ Admirou a foto do amigo por alguns segundos, sorrindo junto ao ver o sorriso tão lindo que amou gravado para sempre ali e em suas memórias, havia se passado tantos anos desde o último dia em que pode abraçá-lo e amá-lo que uma certa nostalgia lhe acertava em cheio.

A porta logo se abriu, tirando-o de sua pequena bolha de saudade e revelando uma garota de cabelos curtos e loiros, arriscava dizer que ela sequer tinha completado a maioridade ainda, parecia acanhada e estranhava um pouco o local, Taehyung não pode evitar de sorrir docemente para a mesma que pareceu mais confortável e sorriu também, fechando os olhinhos miúdos exatamente igual a alguém que conheceu a anos atrás.

ㅡ É aqui onde fica o psicólogo Kim Taehyung?


Notas Finais


Centro de Valorização a Vida, disque 188.
Todo mundo tem seu jeitinho único e especial de ser, não sejam tão duros consigo mesmos, porque como um cara extremamente sábio disse, somos perfeitos assim, com todas as nossas falhas e imperfeições.
Espero que tenham gostado, e não se esqueçam, vocês valem a pena! 💜


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