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História Descontextualizada - Capítulo 15


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Notas do Autor


Estou um pouco desanimada para escrever, de modo geral, então como não gosto de diminuir a qualidade a demora pra sair novos capítulos é inevitável. Mas aí está. :)

Capítulo 15 - No meio do caminho tinha um hímen


Fanfic / Fanfiction Descontextualizada - Capítulo 15 - No meio do caminho tinha um hímen

Imagine a cena: Árvores altas e flores coloridas, um gramado verde, pássaros cantando, um casebre amarelo com janelas de madeira e um cheirinho de bolo de fubá por toda a varanda. Ao som de uma música bem calma estilo Paula Fernandes. Imaginou? Agora esquece tudo isso porque faz parte de outra história. Essa aqui é menos… "casa de vó" e mais "drama adolescente". Que foi porra, achou mesmo que eu ia começar esse capítulo sem nenhum glamour? Achou errado bebê. Foca aqui na mãe. Vamos do ponto onde paramos. Da última vez que você me viu eu estava toda arrebentada depois de ter me estatelado no chão pulando o muro da casa de Ariel e EU SEI que vocês devem estar muito zangados com a autora pela demora pra sair esse último capítulo (me refiro aos três leitores que ela tem, a gente zoa ela depois KKKK Coitada) mas acontece que, eu precisei de um tempo de repouso pra me livrar das dores nas costas. Agora eu já tô bem, obrigada. E como estou bem eu remarquei a visita a casa do Douglas, ou melhor, ao quarto do Douglas. Eu caprichei na higiene e coloquei uma roupa mais fácil de tirar. Fiquei com medo de ele inventar algum tipo de desculpa na hora H então eu me preocupei em pensar nas coisas que poderiam dar errado e tentei me preparar pra tudo. Ou tudo que eu pudesse lembrar. Até fui numa farmácia um pouco mais pra baixo de casa pra comprar preservativos. Dessa vez eu achei melhor ele não vir me buscar em casa, vai que a gente acaba se distraindo com alguma coisa… Ah pronto! Assim que coloquei a mão na camisinha a minha frente outra mão segurou ela ao mesmo tempo. Puta que pariu! Tava demorando, universo. Enchi o pulmão de ar pra brigar com a pessoa e quando olhei bem… 

_ Pera aí. Joey!? 

_ Selê!? - Ele ficou vermelho, meio nervoso, se embolou nas palavras e acabou não dizendo mais nada. 

Sério, porque a única vez que eu consigo ter um encontro acidental assim foi com o Joey ao invés de um boy chavoso e rico pelo qual eu me apaixonaria e viveria uma história de amor? (e.e)

_ Purquêvocêtácompranuissu? - Perguntei rápido assim mesmo de tão pasma que eu fiquei. 

_ P-pra um… Uma… pe-pessoa… Pra um amigo que pediu pra mim. 

_ Que amigo? Você não tem amigos além de mim. - Falei normal mas pode ter saído num tom meio acusatório, ainda por causa da surpresa de vê-lo ali na farmácia que ficava longe da casa dele comprando algo que nunca achei que ele fosse precisar. 

Joey suspirou derrotado e me segurou pelo braço pra tentar me levar até um canto e finalmente revelar o segredo, só que eu nem saí do lugar obviamente, o Joey não aguenta me arrastar, mas como queria descobrir o que ele tinha a dizer fui com ele, que começou a sussurrar:

_ Na festa, eu fiquei com uma pessoa, tá legal? 

_ Isso eu percebi pela sua cara de retardado. Mas quem? 

_ Promete que não vai contar pra ninguém?

_ Eu tenho cara de fofoqueira? NÃO RESPONDE. - Alertei antes de ele falar algo que me fizesse agredí-lo. 

_ Tá legal… Na festa, depois que você saiu e a Ana tava ocupada com o Maicon eu fiquei meio deslocado e fui pra trás do clube, e o Deric tava lá…

_ O DERIC? - Interrompi. 

_Seleida! - Joey disse enquanto tapava minha boca - É um segredo, lembra? - Afirmei com a cabeça e ele afastou a mão enquanto continuou contando - Ele tava triste porque estavam acusando ele de ser gay e ele dizia coisas como: "Eu achei que tava disfarçando tão bem. Como será que eles descobriram?" 

_ Então ele realmente é? - perguntei boquiaberta. 

_ Sim, ele age feito um idiota pra que ninguém desconfie. Porque os pais não aceitam. Mas eu conversei um pouco com ele e acabei descobrindo que ele, na verdade, é muito amável. E no fim ele me deu um beijo. A gente tá ficando desde então. 

_ Ka-ralho! - Essa foi a cara que eu fiz quando disse (:-o) 

Além do Deric estar pegando meu melhor amigo, as coisas entre eles estavam indo tão bem que o Joey ia finalmente perder a virgindade. Eu não tenho palavras pra descrever essa situação. Então vou dar uma pausa de 3 segundos pra digerir tudo. 

.

.

.

Tá, acho que agora eu consigo continuar. Meu Deux, o Joey ta ficando com um dos caras mais gatos da escola! Tão sortudo que poderia se chamar José. 

_ Fica tranquila, eu não contei que foi você quem começou o boato na festa dele. - Joey deu um sorriso pateta - Depois que nos beijamos pela primeira vez o Deric se desculpou por ter me chamado de "franguinha", disse que foi porque ele tinha um pouco de inveja das minhas notas e que eu fui o melhor presente que ele ganhou nesse aniversário. 

_ Eu tô realmente impressionada. Quem diria que você iria se apaixonar por um CARA? - murmurei - Se bem que eu não tô tão surpresa, você joga LoL. 

_ O que? 

_ Nada, nada. Boa sorte lá. Depois a gente conta as histórias um pro outro. 

_ Ah claro. - Joey pegou a camisinha que estávamos disputando alguns minutos antes e me entregou, depois pegou uma segunda e me entregou também - Compra pra mim, eu tô morrendo de vergonha. 

_ Se eu levar duas o que as pessoas vão pensar de mim, Joey? 

_ Que vai se dar bem essa noite, certamente. 

_ Então me dá mais uma. 

Peguei, paguei, saí e escondi na bolsa pra entregar pro Joey do lado de fora da loja como se estivesse repassando drogas, me senti a traficante de preservativos masculinos. Mas antes de cada um seguir seu caminho Joey fez um último pedido. 

_ Selê, eu não tenho nenhuma experiência nisso, então se eu me atrapalhar posso ligar pra você?

_ Não. - Que foi? Eu vou estar ocupada. Nem fudendo que o Joey vai me atrapalhar com uma dúvida chata e besta sobre como se coloca uma camisinha. 

_ Você não colabora… - Joey saiu meio bolado. 

Agora eu entendo porque o Deric é tão vingativo, ele é realmente a Regina Georgia da minha vida. Faz a Ester parecer uma amadora. 

O caminho até a casa do Douglas não teve mais surpresas, só que logo na entrada tinha um homem, moreno, alto e forte, parado entre mim e a campainha me atrapalhando a tocá-la, tinha uma bundinha dura e deliciosamente redonda, eu encostei no braço dele pra pedir licença e pude sentir a testosterona exalando. Fiquei molhada. Quando ele se virou tinha um rosto juvenil, como se não fosse muito mais velho que eu. 

_ Licença aí. - disse olhando fixamente pro rosto dele, mas já tava começando a imaginar coisas eróticas com aquele boy maravilha.

_ Selê! - ouvi a voz de Douglas e ele saiu de trás daquele armário. (O gostosão que me impediu de tocar a campainha) 

_ Quem é esse cara, Douglas? - perguntei tentando demonstrar indiferença mas sem deixar de notar que ele parecia um pequenez ao lado do boy. 

Douglas pareceu desconfortável mas acabou respondendo entre os dentes:

_ Meu irmão. 

_ Como é que é? ( '-') - segundo fato surpreendente do dia e são só 14h30 - Logo você que fala pelos cotovelos não me contou que tinha um irmão? 

_ Não vai me apresentar sua namorada, Piu-piu? - o cara veio em nossa direção sorrindo e eu entendi só assim: "Blá, blá, blá." Tava babando naqueles lábios carnudos. 

_ Claro… - Douglas deu uma risada nervosa - Mas para de me chamar de Piu-piu. Selê, esse é o Danilo. Dani, essa é a Seleida. Pronto! Apresentados. Vamos indo, Selê?

_ Espera aí, eu nem vi a cara da menina direito. - ouvi Danilo dizer quando a gente entrou. 

_ Ele já tava indo embora. E não falei dele antes porque eu não gosto muito de falar do Dani, ele é muito invasivo e sem noção, então é melhor eu te manter longe dele por precaução. - Douglas explicou e me indicou a sala com os braços - É aqui que eu moro. 

_ E onde é que você dorme? - Não me julguem, eu tava ansiosa. 

Douglas sorriu e segurou minha mão me levando pelo corredor até a porta de seu quarto, entramos e ele pediu minha bolsa pra pendurar num gancho. 

_ Pode ficar a vontade, Selê. - ele se sentou na cama e dei uma boa olhada ao redor. 

Estava procurando as tais revistas eróticas que é um clichê nos quartos de garotos e só percebi que o quarto não tinha nada demais. Daí eu pensei: "não parece ter mais alguém em casa e eu sou uma mulher decidida, não preciso ficar enrolando." Me sentei ao lado dele e o beijei. Eu já sabia que ele era lerdo então mandei trancar a porta, enquanto ele fazia isso eu me levantei da cama ficando atrás dele e comecei a beijá-lo na nuca, em volta dos cachos meio úmidos, ele estava muito cheiroso, do jeitinho que eu gosto. Se virou pra mim pra beijar minha boca novamente e eu soquei a língua na garganta dele, já fui enfiando a mão por debaixo da camiseta e senti os gominhos. Potaquelamerda! O Douglas tem tanquinho! Arranquei a blusa dele pra olhar direito, não sabia se eu babava, se lambia ou se tocava. Até que enfim uma surpresa boa, Deux! Eu resolvi tentar verificar outra coisa, pra saber se era o combo completo. Enfiei a mão na calça dele e fiquei sentindo a cobra se preparar pra dar o bote.

_ Selê, a gente não tá indo muito rápido? Quer dizer, a gente ficou algumas vezes e você já tá com a mão no meu pau. 

_ Você não consegue mesmo calar a boca, né? É só aproveitar, Douglas. 

_ Então… eu posso… Tocar em você sem levar uma bifa? 

_ Como é que a gente vai transar sem você encostar em mim? 

A cara do sujeito se transformou, depois que eu deixei minhas intenções bem óbvias ele parecia um pervertido. Arrancou meu peito pra fora do sutiã e chupou enquanto se esfregava em mim. A lerdeza foi embora. Amém! Ele foi curado. Me levou pra cama e subiu em cima de mim tentando tirar minhas roupas e as dele ao mesmo tempo, quando a gente tava pelado e eu achei que a cobra ia comer a piriquita e ele colocou foi a boca. Eu nunca tinha percebido antes, mas o lugar certo das línguas não é na garganta dos outros. Depois o Douglas colocou o dedo na "testa da bezerra" e só ali eu já gozei. Ficava pensando: "Porra… Se o dedo tá gostoso assim, imagina a Anaconda." 

_ Selê, eu não tenho camisinha. - Douglas disse tirando o dedo do pudim. 

Ainda bem que eu pensei em tudo! Apontei pra minha bolsa porque eu nem conseguia mais falar, já tinha gemido, gritado e balbuciado todos os palavrões que eu consegui me lembrar. Tava ansiosa pro gran finale. Enquanto ele colocava o preservativo eu fiquei reparando, o Douglas não tinha um pau pequeno e nem muito grande, era normal. Mas tava latejante e rígido. O que era o suficiente pro que eu queria. Eu me abri toda esperando o trem entrar no túnel e o Douglas encostou a ponta. De repente, toda a minha trajetória até aquele momento passou diante dos meus olhos. Sai flashback do kpeta, eu tô transando, não morrendo! Até parece que eu queria estar com a cabeça em outro lugar nesse momento tão esperado. 

_ Soca logo isso aí dentro, Douglas. - Ele empurrou e dei um grito - PARA! 

_ Que foi? - Douglas se assustou. 

_ Foi nada, eu só senti uma dor como se você estivesse me rasgando com uma faca!! 

_ Desculpa, vou tentar mais devagar. 

A medida que Douglas empurrava pra dentro começa a queimar lá embaixo e eu tive que pará-lo de novo. 

_ Espera aí! Tá doendo pra inferno. 

Douglas se afastou de mim e coçou a cabeça e disse como se tivesse descoberto outro continente:

_ Ah… Eu entendi. Selê, você é virgem. 

O sangue ferveu, o ódio se apossou e eu soltei o mais alto que pude:

_ MasquiPORRAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

 


Notas Finais


O próximo será o capítulo final, não percam. ;)


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