História Desde o Nascimento. - JiKook. - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Incesto, Jimin, Jimin!bottom, Jimin!uke, Jungkook, Jungkook!seme, Jungkook!top, Kookmin, Universe Alternative
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Palavras 15.182
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Love or brotherhood.


Park SooHo e Park HyoRin.

Esses eram os nomes do casal mais apaixonado de Busan. Bem, HyoRin era uma mulher forte que com seus poucos dias de faculdade, já era perdidamente apaixonada pelo popular da escola.

Eles tinham a famosa história clichê. Não que SooHo tenha feito bullying com a ômega, na verdade, ele sempre foi gentil demais com a mesma, um doce de pessoa. No fim, HyoRin estava completamente apaixonada pelo alfa e este… bem, este assumiu um namoro.

Foi triste demais para a garota, afinal, ele assumiu no exato momento em que ela iria confessar-se a ele. Ela ficou simplesmente devastada.

O que HyoRin não sabia era que o alfa só estava ajudando a melhor amiga ômega que, por preconceito da família, não queria assumir-se omegasessual.

Mas o que seria omegasessual?

Uma ômega que gosta de outra ômega, simples.

SooHo sempre foi alguém bondoso demais, o alfa quase perfeito – e perfeito aos olhos de HyoRin.

Mas bem, por fim, a ômega descobriu a verdade de uma maneira bem peculiar, na verdade.

HyoRin havia feito amizade com o alfa ao fazer um trabalho em grupo e nesse dia, enquanto faziam o trabalho, rolou o famoso “clima” e por fim, eles acabaram se beijando e SooHo acabou confessando-se à ômega.

Mas HyoRin ficou com raiva, afinal o alfa – de acordo com suas fontes – namorava seriamente com uma ômega, e foi assim que ela descobriu a verdade, ele a contou detalhe por detalhe.

Depois disso, mesmo que nem tudo tenha sido flores, eles conseguiram aos poucos ficarem juntos e a ômega, falsa namorada, de SooHo acabou assumindo-se aos pais. Ela foi expulsa de casa, mas seguiu para a casa de sua ômega.

Os anos foram passando, até que SooHo e HyoRin finalmente tiveram a gravidez indesejada que nunca poderia ser tão abençoada. HyoRin havia engravidado no cio do alfa que, por ironia do destino, veio junto ao seu.

E os meses foram passando. Aos quatro meses descobriram ser dois gêmeos homens de placentas diferentes. O quarto dos dois foram decorados de tons de azul claro e escuro, dois berços foram comprados e toda a família estava agitada para a chegada dos dois bebês. Aos sete meses, o pai poderia sentir pela primeira vez o cheiro de seus filhos, e somente o pai poderia.

E para SooHo, a maior alegria que poderia ter foi ver sua ômega tão linda e encantadora com os olhos quase fechados em risquinhos fofos fazendo o seu lindo eye smile aparecer ao receber a notícia que teria um lindo e fofo ômega e um belo e másculo alfa.

Naquele dia, os dois dormiram abraçando a barriga grandinha da ômega.

E eles já sabiam que eram perfeitos um para o outro, só não sabiam que eram tanto, afinal até seus genes combinaram perfeitamente.

E o que eu quero dizer com isso?

HyoRin tinha 70% dos genes de ômega e 30% de alfa, ela realmente era uma mulher forte, já SooHo tinha 70% de genes de alfa e 30% de ômega, era explicado o motivo de ser tão carinhoso.

O fato era que, eles não tinha a tipagem beta no sangue, mesmo que em suas famílias tivessem um ou dois, eles não tinham.

E isso ocasionou uma raridade no sangue dos filhos.

Um alfa lúpus sangue puro e um ômega lúpus sangue puro.

A partir dali, ao verem os pequenos nascidos, eles foram os pais mais felizes do mundo. SooHo e a ômega choraram bastante após o nascimento, ver o rosto dos filhos foi algo realmente iluminador, mas ver que era só o alfa se afastar do ômega para que os dois começassem a chorar foi mais surpreendente ainda.

Na primeira noite eles souberam que JungKook, o alfa, seria de JiMin, o ômega, da mesma forma que o menor seria do alfa.

Eles seriam os predestinados um do outro, não havia saída.

E então, eles foram crescendo. Jimin era alguém extrovertido, gostava de brincar, mesmo que fosse bastante medroso, JungKook era alguém mais na sua, porém na presença do ômega, sempre se mostrava o mais agitado possível, e JungKook de medroso não tinha nada.

Eles também eram perfeitos um para o outro.

Quando tinham um ano de idade, não importava o quanto os pais tentassem, eles não dormiam separadamente nem se obrigassem os dois com palavreados raivosos demais, sequer com a voz de alfa de um pai estressado eles conseguiram separar os dois, na verdade, quando o primogênito usou sua voz e o lúpus mais velho ouviu o ômega chorar muito mais, JungKook acabou mordendo o pai, saindo da cama e engatinhando até o ômega, e de uma forma surpreendente, subindo na cama do mesmo para abraçá-lo.

SooHo ficou embasbacado, até porque o alfinha mal tinha dente mas fez suas presas saírem e ferirem – na verdade só arranjarem – a pele do pai.

– Desisto de separar eles! Não acredito que comprei essa porra para nada! – Aos bufos, SooHo apontava para a cama, mas logo saiu do quarto, enquanto a ômega ria da cara de raivinha do marido e observava os filhos abraçados e juntinhos como se fossem se fundir.

Agora sim o ômega estava se acalmando. JungKook sussurrava algumas palavras que sequer ele mesmo entendia e a ômega estava boba assistindo àquilo.

– Desculpe o seu pai, Kookie. E desculpe-se com ele por mordê-lo também. – A ômega sussurrou indo até a cama e fazendo carinho nos fios do mais velho, para logo em seguida ir até seu pequeno ômega e deixar um beijinho na bochecha corada.

Jimin era tão fofo.

Na época, o ômega tinha os fios pretos e lisinhos, as bochechas grandes e era levemente cheinho, nem chegava ao ponto de estar gordo, era o tamanhos perfeito nos braços do alfa. Jimin tinha os lábios carnudos, as mãozinhas pequenas assim como os pés e não falava quase nada, quando falava, os pais não entendiam, mas JungKook entendia.

Porque JungKook o entendia desde pequeno. Desde sempre, na verdade.

Aos dois anos e meio, o ômega e o alfa tiveram seu primeiro dia de aula em uma creche. HyoRin estava realmente apreensiva com seus filhos, mas SooHo garantiu que JungKook os protegeria de tudo.

No primeiro dia, eles ficaram encolhidinhos, JungKook era ciumento, era visível, e o ômega não ficava muito atrás no mesmo quesito, afinal várias crianças pequenas queriam ficar brincando com o alfa.

E Jimin não gostava dos outros cheiros enjuentos na pele de JungKook assim como o alfa não gostava de outros cheiros que não fossem o puro doce de seu ômega.

Jimin não tinha cheiro de frutas, não tinha cheiro de doces, não tinha cheiro de flores. Não. Ele tinha um cheiro único. Um cheiro doce irreconhecível próprio de ômegas puros.

Era o cheiro de Jimin, não havia morango, não havia rosas, não havia algodão doce, era só o cheiro de Jimin e era só o cheiro que enlouquecia o alfa sempre que ficava longe demais do seu pequeno.

Porque eles já eram viciados no cheiro um do outro.

E o cheiro de JungKook? Ah, o cheiro de JungKook não eram frutas fortes tropicais, não era a madeira de nenhum tipo, não eram doces de cheiros chamativos e fortes. Não. Era só o cheiro de JungKook, forte, cheiroso, quase doce e amadeirado ao mesmo tempo.

No fim, o cheiro deles era perfeito assim como eles eram um para o outro.

E os dias, meses e anos foram passando. Aos sete anos de idade, Jimin e JungKook tinham uma casa na árvore, esta que foi construída pelo pai.

Eles passavam boa parte do tempo ali só brincando de ficar abraçados ou próximos, se enchendo de beijinhos na bochecha ou pescoço enquanto o alfa ria da cara corada do ômega.

Eram tão inocentes, tão carinhosos. Os pais viam toda aquela interação calados, sorrindo bobos vez ou outra paras seus filhos tão bem criados.

Ah, era tão lindo. Tão puro e tão verdadeiro.

Eram somente crianças que se amavam demais. Amavam-se além da conta.

Naquele mesmo ano, Jimin começou a sofrer bullying de ômegas que gostavam do irmão e assédios de alfas que amavam o cheiro do ômega, foi lá que tudo começou a desandar.

Mas era óbvio que JungKook notaria.

– Minnie, está tudo bem? Você está tristonho, meu bebê. – O lúpus adentrou o quarto do ômega.

Mesmo que agora cada um tivesse seu quarto, JungKook quase nunca dormia no seu próprio, e quando dormia, era porque Jimin estava com preguiça de ajeitar a própria cama e ia para a do alfa.

– E-está tudo bem. – Em um muxoxo, o ômega respondeu.

Mas JungKook sabia que era mentira. Aos suspiros, o alfa seguiu até a cama do ômega e o abraçou bem forte, sendo carinhoso e enterrando a cabeça do baixinho em seu peito, completamente preocupado, não foi preciso mais que isso para que o ômega começasse a chorar, desabando no peito do outro.

Jimin era tão sensível quando estava perto de JungKook…

Os minutos foram passando naquele quarto, calmamente e silenciosamente, JungKook esperava pacientemente até o ômega se acalmasse, e assim que ele o fez, JungKook afastou-se de si para olhar em seus olhos.

– Diga para o Kookie, o que foi, meu neném? – Após ouvir o alfa perguntar, o ômega sentiu os lábios do alfa selarem seus pequeno nariz.

– Na escola… – Começou nervoso, se encolhendo. JungKook sabia que ficaria irado após aquilo, mas estava tentando conter seus sentimentos de angústia pelo choro do ômega e de raiva por quem quer que tenha o feito chorar. – Uns garotos ficam… querendo passar a mão em mim. – Completou nervoso.

E JungKook fechou os punhos em raiva naquele momento. Sentia ódio. Jimin era tão inocente, ele próprio era inocente, mas os outros não. Os outros eram maldosos e JungKook sabia disso.

– Tem mais? – Perguntou ainda carinhoso, deixando selares nos fios do ômega procurando calma interna.

– Umas ômegas também… me xingam de nomes feios que a mamãe não gosta e… e hoje elas… – Parou um pouco, se encolheu do e deixando as lágrimas caírem novamente. JungKook sentiu o coração apertar. – Não f-foi nada. – Desistiu.

– Você não confia mais em mim, Minnie? – JungKook apelou para o emocional, afinal fazer aquilo sempre fazia o ômega desembuchar e falar.

– Eu confio! – Falou mais alto, apertando o alfa em seus braços, ouvido-o dizer um “então porque não me fala a verdade?” vindo dele. – Elas… elas me bateram. – Sussurrou encolhido. – E disseram para eu nunca mais f-falar com você. – E então, voltou o choro alto e cheio de soluços. – E-eu n-não quero f-ficar sem v-você, Kook. – Cheio de soluços, com os olhos queimando em lágrimas, ele proferiu, e até o alfa sentiu vontade de chorar.

Era incrível como crianças de sete anos poderiam ser ruins.

Ah, e que se foda a escola, ele tiraria satisfação com cada pessoa dali e ainda sairia quebrando a cara de todos se precisasse.

Ninguém mexia com seu bem mais precioso, ninguém!

E foi no dia seguinte que JungKook foi ignorante com qualquer ômega que chegasse perto e quando um olhou feio para seu irmão, ele fez questão de usar a voz de alfa.

Até mesmo os professores se encolheram, era um lúpus puro sangue, afinal.

Mas nada superou quando, após ser repreendido pela professora, viu um alfa intimidando seu ômega.

Em JungKook era clara a expressão de ódio.

E aquela foi a real gota d’água. JungKook não pensou duas vezes em ir até o ômega e gritar com o alfa, não usou a voz de lúpus, mas chamou a atenção da professora e disse que se aquilo não fosse resolvido, ele não estava se importando em acabar com a carinha nada bonita do alfa.

E olha que só tinha sete anos. O que todos aprenderam naquele dia foi que: não mexa com Park Jimin nem se o alfa estiver no Chile, porque ele irá voltar e você irá se arrepender.

Nem mesmo em outras escolas alguém mexia com o ômega, afinal todos na cidade conheciam os dois – mais por serem irmãos lúpus e puros raros.

E Jimin? Ah, Jimin se sentia protegidíssimo. Não saia de perto do alfa por mais de vinte minutos desde aquele dia, eles com certeza se aproximaram mais do que já eram.

Ou seja, se antes já eram juntos, agora eram colados. Saiam juntos, estudavam juntos, comiam juntos, dormiam juntos, até mesmo tomar banho, eles passaram a tomar juntos.

Coisa que antes os pais tinham cuidado para que não fizessem, mas todo o trabalho foi por água abaixo quando JungKook decidiu tomar banho com o ômega – este que ficava sempre completamente envergonhado durante todo o banho, mas não negaria amar aquilo.

E nesses banhos, JungKook costumava tocar cada parte do corpo do ômega e limpá-lo com o maior dos carinhos. Novamente, não eram crianças impuras fazendo algo de errado, eram crianças puras fazendo algo que amavam.

Porque Jimin sempre amava cada momento que tinha com o alfa. Porque JungKook amava ficar sempre ao redor do ômega, sempre cuidando de si.

Já tinham doze anos quando JungKook finalmente descobriu sobre o beijo nos lábios, mas não que ele fosse tentar no ômega, só contou ao pequeno e sonhou com o dia que beijaria quem amava.

Diferente de todos os alfas, os lúpus puros não tinham maldade no coração. Mesmo que um simples lúpus tivesse, um puro só desejaria amor. Era uma informação que Jimin amava lembrar.

E durante o assunto sobre como seriam os seus primeiros beijos, que Jimin resolveu comentar sobre a pureza do alfa.

– Eu amo o seu modo de pensar, sabia? – Jimin indagou, sorrindo largo.

Estavam deitados no quarto do alfa e o ômega estava extremamente feliz de estar completamente acobertado pelo cheiro do mesmo, afinal era ali que o alfa passava todos o pouquíssimo tempo que ficava longe de si. O que normalmente acontecia quando a mãe de Jimin tentava o ensinar a cozinhar – e JungKook nem ficava muito, pois adorava ver o ômega cozinhando e sempre pedia para ajudar vez ou outra quando o pequeno pegava em uma faca para cortar das coisas mais simples.

Um Jimin se cortando seria um pesadelo para o alfa.

– Meu jeito de pensar? Por quê? – Sorrindo, o alfa curioso perguntou.

– Porque você é diferente de todos os outros, Kookie. Você não pensa de que forma quer que ele aconteça, não pensa no gosto, se vai ser bom ou ruim. O que você pensa é qual será o sentimento, você quer que tenha amor. Você pensa se irá gostar muito ou se irá além das suas expectativas. Você não pensa em coisas ruins ou que podem dar errado, você pensa sempre o lado bom. Eu gosto disso. – O ômega estava envergonhado, com certeza não conseguiria falar aquilo para outras pessoas, mas conseguia com JungKook.

Porque JungKook era especial.

Jimin viu o alfa sorrir, logo o abraçar e apertá-lo contra seu peito, ficou meio sufocado, mas não falou nada.

Logo JungKook perceberia e pediria desculpas com um beijinho na bochecha. E foi o que aconteceu. Jimin riu, abraçando o mais alto e começando a cantar a letra de uma música qualquer.

– Sua voz é encantadoramente linda. – Escutou o sussurro do alfa.

– Eu te amo, Kookie. – Sorrindo, Jimin afirmou completamente corado, vermelho até às orelhas.

– Eu também te amo, Minnie. – Retribuiu.

Naquela noite, eles dormiram de maneira tão fácil que até mesmo os surpreendeu, mas perceberam que era por causa das palavras trocadas naquele dia.

E eles passaram a dizer aquilo por todas as noites, e HyoRin e SooHo sempre atrás da fresta da porta escutando e sorrindo.

Seus filhos eram perfeitos.

Aos quinze anos, Jimin teve a primeira quase decepção com JungKook, mas foi quase.

Como isso aconteceu? Bem, que JungKook era protetor vocês já sabem, mas sabiam que ele tinha se afastado de Jimin depois do aniversário de quinze do baixinho – e seu também –?

O fato era que JungKook havia parado de tomar banho consigo e parado de falar tanto, não o abraçava mais com tanta força como de costume e na última noite, ele nem sequer havia dormido com Jimin.

O pequeno passou a noite chorando.

No dia seguinte, Jimin também não falou com JungKook, esse que estranhou o comportamento do ômega, mas foi só ver o rosto ainda inchado e vermelho que JungKook se culpou.

Ele sabia que não deveria se afastar do seu pequeno, mas… ele não se sentia normal com Jimin e tinha medo disso.

Tinha medo do seu coração acelerado demais, tinha medo do nervoso que sentia e poxa! Jimin estava simplesmente uma perdição ultimamente. Se antes alfa ficava um tanto nervoso e desconcertado, agora ele ficava nervoso, desconcertado e com vontade de tocar Jimin mais do que deveria e em lugares que não deveria.

Pensou até em culpar os hormônios, mas sabia que não era isso, o seu lobo também estava agitado.

– Minnie? – Chamou, mas o ômega só respondeu com um muxoxo tristonho. – Você está… triste? – Perguntou nervoso.

Sabia que o ômega estava triste, sabia que ele estava se sentindo mal, mas não sabia o que falar para o mesmo, porquê das outras vezes a culpa era dos outros, agora a culpa era toda e completamente sua. E JungKook queria tanto implorar pelo perdão do ômega.

– Não. – Jimin sem o olhar, ainda com o olhar focado no chão, respondeu.

JungKook suspirou, estavam a caminho da escola e o alfa sentia que o ômega estava prestes a chorar na rua, sendo assim, JungKook simplesmente o puxou para um abraço forte, não foi preciso mais que isso para ter o ômega chorando novamente.

O alfa decidiu que naquele dia eles faltariam a escola, levou Jimin para casa e pediu desculpas à mãe, mas hoje ele precisava ficar com o ômega. A mãe, mesmo a contragosto pela falta, deixou ao ver que Jimin chorava no colo do filho. Ela até mesmo fez chocolate quente para eles.

JungKook pediu perdão ao pequeno ômega, secou suas lágrimas e disse que tudo isso era porque sua cabeça estava confusa e que sentia medo de machucar o ômega com aqueles sentimentos fortes demais. Jimin somente assentiu, mesmo sem entender do que JungKook falava, tentava entender o lado do outro.

– Mas me prometa que… nunca mais vai me deixar sozinho… por uma noite sequer. – O ômega pediu parando vez ou outra para fungar. JungKook sorriu, sentiu o coração acelerar demais novamente, mas decidiu deixar de lado.

Depois falaria com os pais sobre.

– Eu prometo! – E com isso, selou o nariz de Jimin com todo o carinho do mundo.

JungKook voltou a tomar banho com o ômega, mesmo que esse a cada dia ficasse mais envergonhado, voltou a dormir com ele todas as noites assim como prometido e voltaram a falar sempre os famosos “eu te amo” verdadeiros.

E aos dezesseis anos, JungKook teve o primeiro quase ataque do coração com determinado acontecimento com o ômega.

Bem, deixe-me explicar melhor.

Que Jimin era um ômega lindo – talvez o mais bonito da Coréia – todos sabiam, mas JungKook jamais imaginaria que isso fosse trazer problemas para o seu lado também. Não que JungKook fosse feio, isso nunca! Na verdade, o alfa era com toda certeza o alfa mais lindo – e difícil, devo acrescentar – de toda a Coréia.

Eles eram a dupla de ouro da melhor escola de Busan. Lindos, cheirosos, fofos e extremamente inteligentes.

Mas não é esse ponto que eu deveria mostrar. Bem, Jimin era, com toda certeza, o ômega mais popular da escola. Todos queriam Park Jimin e Park JungKook, mas sabiam que os dois estavam em outro patamar.

Não que o alfa esfregasse a beleza na cara dos outros, muito menos Jimin, mas o caso era que eles dois não conversavam com ninguém, eram juntos em trabalhos em dupla, juntos em grupos – e se um não tivesse no grupo do outro, não rolava –, juntos no intervalo, juntos na saída, juntos até mesmo no banheiro da escola – ou melhor, na porta, já que o ômega não podia entrar no banheiro de alfas e os alfas não podiam entrar no dos ômegas.

E como um sempre entendia o outro, não precisavam de mais pessoas.

Mas “naquele” dia JungKook havia faltado, estava doente e o ômega tão para baixo que era de dar pena, sequer comeu no intervalo de tão abatido que estava. Mas não demorou muito até receber uma ligação de JungKook já perto do sinal tocar.

– Alô? – Tristonho, atendeu.

– Minnie, você está comendo? Como está se sentindo? Não passei minha gripe para você, né? E alguém pegou no seu pé? Olha, eu juro que não falto amanhã, estou com saudades, volte logo, mas preste atenção nas aulas. – Após o pequeno discurso de preocupação, Jimin suspirou.

– Olá? – E antes que Jimin pudesse responder, escutou a voz de um alfa.

– Quem é? – Escutou a voz do alfa logo em seguida.

– Kookie, não falte amanhã, sinto sua falta. – Jimin meio nas nuvens respondeu, voltando a suspirar. – Estou com tantas saudades que acho que vou chorar, eu nunca senti tantas saudades na minha vida! Meu Deus! – Começou a se desesperar.

– Jimin! Calma! – JungKook falou mais alto e o alfa ignorado bufou.

– E-eu quero te ver. – Murmurou o ômega tão triste quanto possível.

– Olá? – Outro alfa havia chegado ali, o anterior já havia dado às costas.

– Minnie, estão tentando mexer com você? – JungKook perguntou ao telefone, ao escutar outra voz.

– Eu só quero ficar com você. É tão chato sem você aqui, parece que o mundo nem tem mais cor. – Jimin meio avoado pensando mais na voz do mais velho do que no que havia sido realmente dito.

– Bebê, me responde. – JungKook pediu calmo, porém preocupado.

– Só uns alfas que estão tentando falar comigo. – Murmurou em um tom emburrado.

Não gostava de alfas, de acordo com o próprio ômega por experiências passadas, eles eram chatos e mandões demais, fora o cheiro que para Jimin com certeza não fazia seu tipo. Jimin só gostava do de JungKook.

– Coloca no viva-voz? – Pediu e Jimin o fez, logo olhando ao redor, vendo alguns alfas o observando.

O garoto a sua frente sorriu quando ele olhou para si, mas Jimin corou não por vergonha, mas por incômodo. Estava encomendado com aquele olhar fixo demais em si.

– Para quem estiver escutando, se chegarem perto do Jimin e encherem o saco dele, eu juro que eu vou dar o maior soco que já receberam na vida, basta um comentário incomodado vir dele. E se alguém fizer o Jimin se machucar ou chorar, não vai viver para ver ele sarar ou enxugar as lágrimas. – A voz que o lúpus usou para proferir aquilo foi alta, séria e Jimin só teve a reação de se encolher e quase entrar debaixo da mesa.

Não deu nem quinze segundos para ele estar correndo para fora do refeitório completamente envergonhado e brigando com JungKook pela fala do mesmo.

Mas bem, não foi bem essa parte que fez o alfa quase ter um ataque do coração, essa foi a parte em que explica o motivo de ele ter ido buscar o ômega no carro da mãe.

Depois de todas as aulas, Jimin pensava que iria direto para casa, mas não foi bem isso que aconteceu. Estava saindo do colégio quando foi avistado por JungKook, e “sequestrado” por um alfa qualquer.

Bem, não foi preciso nada para que JungKook já estivesse correndo até o local que o alfa levava o ômega atordoado que tentava se soltar.

JungKook nunca sentiu tanta raiva ao ver um ômega ser levado à força por um alfa, mas bem… aquele ômega era Park Jimin.

Viu o alfa virar à “esquina” da parede da escola, indo até os fundos. O alfa nunca havia percebido que o caminho até o portão era tão longo.

– Jimin, eu estou apaixonado por você! – JungKook escutou a fala do alfa ao longe, logo escutando um barulhinho fofo e surpreso do ômega, coisa que em outra situação faria JungKook rir bobamente.

Mas então a insegurança bateu. Será que deveria interromper? Jimin ainda queria perder o primeiro beijo, Jimin ainda teria que ter um alfa, mas… por que JungKook ficou tão mal com aquela possibilidade? Sentia o coração apertar e a angústia bater, sentia medo e sentia o lobo enraivecido ao imaginar Jimin com outro alguém.

Poxa! Não queria isso.

– Jimin… deixe-me te beijar? – E agora sim, esse era o momento em que JungKook quase infartou.

Seu coração deu um salto tão nervoso que mal conseguia raciocinar, ficou tão nervoso que quase levou uma queda mesmo estando parado. Ele não queria que Jimin o beijasse de maneira alguma!

E foi pensando nisso que resolveu interromper, mas não precisou sequer de mais um passo, pois logo sentiu os braços do ômega ao redor de sua cintura.

– Kookie! – Escutou a voz chorosa do ômega.

Logo em seguida, o alfa apareceu. Jimin estava assustado, confuso, sentiu que não queria aquele alfa para o resto da vida, pois sua mãe lhe disse como deveria se sentir quando amasse alguém e a maneira mais básica era se imaginar com aquela pessoa pelo resto de sua vida, te mimando e dando carinho.

Mas Jimin só pensou em JungKook, e então ao sentir o cheiro dele, não teve outra reação que não fosse correr até o mesmo.

JungKook retribuiu o abraço, olhando sério para o alfa, este que agora estava mais apreensivo.

– Ele te incomodou, Minnie? – Carinhoso, ele se dirigiu ao ômega, mas o olhar estava quase assassino para cima do alfa.

Eles que não mexessem com um lúpus.

– Não, só… fica comigo. Eu senti sua falta. – Sussurrou baixinho somente para o alfa, este que sorriu e beijou os fios do ômega.

– Então é isso? Eu realmente não tenho chances, Jimin? – O outro alfa perguntou. Estava triste, esta seria sua primeira decepção amorosa.

Jimin ainda encolhido, pediu desculpas, mas logo se afastou de JungKook para que o fizesse direito e com a honra que aquele alfa merecia.

Jimin poderia não gostar de alfas – que não fossem JungKook – mas sabia quando eles mereciam certo respeito.

– Me desculpe, mas… – Tentou achar as palavras corretas para o momento, mas tinha que rejeitar o alfa. – Eu não posso retribuir seus sentimentos. – E se curvou, com o coração dolorido pelo outro, mas logo voltou aos braços de JungKook, cheirando-o ao máximo que podia.

Ficar quase seis horas longe do alfa foi simples sufocante para o menor.

O outro alfa deu as costas e saiu dali rapidamente, lógico que não chorou na frente do ômega, porém ele com certeza derramaria algumas lágrimas quando chegasse em casa.

Mas um dia ele ainda encontraria a sua cara-metade. Ou pelo menos Jimin pedia que sim. Se sentia mal de ter rejeitado ele, mas não amava o mesmo, então pediu perdão a si por isso.

– Você está quente. – O ômega falou após um tempo abraçados, observando a temperatura de JungKook. – Kookie! – Gritou ao ver o alfa cair no chão logo em seguida. A febre ainda estava alta, então JungKook perdeu as forças momentaneamente, mas logo foi levado para a enfermaria e teve os devidos cuidados, uma hora depois já estavam em casa.

Na verdade depois daquele quase desmaio, quem teve um quase infarto fôra o pequeno Park, então eu poderia dizer que foi um quase infarto dos dois?

E mais dias se passaram. Agora com dezoito anos, Jimin e JungKook seguiam para o primeiro ano na faculdade. Os pais dos dois estavam orgulhosos dos mesmos, mas também se irritando com a tão demorada fase de namoro deles começar.

Na verdade, estavam quase para fazerem os dois se beijarem e começarem a namorar obrigatoriamente.

Eles eram lerdos demais, socorro!

E não, nenhum dos dois já haviam perdido o famoso primeiro beijo. JungKook queria perder com o irmão – e sim, já havia aceitado os próprios sentimentos e achava que provavelmente teria o apoio dos pais, mesmo que ainda não tivesse certeza – e Jimin queria perder seu primeiro beijo com JungKook – e por ser mais lerdo, não havia se entendido completamente.

Na verdade, estava mais para… aceitação? É, Jimin ainda estava aceitando os próprios sentimentos pelo alfa, aceitando a tão grande proporção dos mesmos, aceitando o quão grande e loucos eram.

E antes que perguntem, eles ainda tomavam banho juntos, mas houve uma vez que JungKook deu os prefeitos sintomas da excitação e acabaram por diminuir na quantidade de vezes que o faziam – na verdade, o ômega ainda não sabia o porquê do alfa estar tão hesitante em tomar banho consigo, afinal ele amava os banhos com JungKook – mesmo que também tenha se sentido estranho demais no mesmo dia em que o alfa ficou um tanto “animadinho”.

Por falar em banheiro, bem… que tal narrar “aquele” dia agora?

Pois bem, é um dia bastante memorável, na verdade, o que eu diria o mais importante até agora, então sim, ele será narrado.

O que acontece é que tanto o ômega quanto o alfa tiveram seus primeiros cios e passaram dopados, cada um em seu quarto, depois disso eles pareciam querer ficar sempre fungando um ao outro atrás de cheiro para acalmar o lobo que não foi saciado como queria no cio. E com isso, eles estavam na cama deitados e abraçados com as cabeças na curvatura do pescoço um do outro.

– Sente fome? – O alfa como sempre preocupado perguntou, Jimin negou segurando um risinho. – E sede? – O ômega voltou a negar. Passaram um tempo calado e Jimin resolveu se aconchegar mais no alfa. – Está com frio? – Perguntou e Jimin negou com um murmúrio manhoso. – Tem certeza? – Voltou a perguntar, pensando em algo que fizesse o ômega mais aquecido.

– Você tem a temperatura perfeita para me esquentar, não se preocupe. – Jimin disse e JungKook sorriu, acariciando os fios, agora róseos, de Jimin.

Sinceramente, depois que o ômega pintou os cabelos daquela cor, o que JungKook poderia considerar impossível antes – Jimin ficar mais fofo – aconteceu.

Porque céus! Aquele ômega estava simplesmente perfeito.

– Vamos sair? – JungKook perguntou após um tempo e Jimin negou emburrado.

– Não quero sair, umas ômegas chatas ficam olhando e se jogando em você e isso me incomoda. – Não. Eles não tinham vergonha de dizer o que os incomodava ou não em relação ao outro, não sabiam sequer o significado correto da palavra ciúme que sentiam todos os dias.

– Então quer dormir? – Perguntou risonho, Jimin o olhou nos olhos de maneira a avaliativa, pensando em algo mais legal para fazer.

– Podemos tomar banho juntos e brincar de bolhas de sabão? – O ômega agora super animado indagou, esperando ancioso a resposta do alfa.

JungKook riu, não importava o quanto Jimin crescesse, ele sempre teria a personalidade de uma criança ao seu lado. E o melhor era que ele só mostrava essa personalidade ao lúpus, nem seus pais viam direito.

– Tudo bem. – Respondeu simples, vendo o ômega pular da cama, pegar os roupões e seguir para o banheiro do quarto do alfa, que era maior e mais confortável para os dois.

Aos risos seguiu para seu quarto e viu Jimin no mesmo tirando as roupas. Sentiu o coração saltar, o ômega era lindo demais. A cada peça jogada na cama do alfa era um mini infarto que o alfa tinha, e quando Jimin estava só de cueca, JungKook sentiu uma imensa vontade de tocar na pele exposta.

E ele tocou.

Em passos vagarosos e hipnotizados, JungKook andou até Jimin e tocou a cintura do ômega com carinho, este que o olhou e, ao ver o olhar tão despudorado em seu corpo, corou dos pés a cabeça. Jimin sentiu o coração falhar quando viu JungKook subir as mãos por suas costas e quase teve a respiração falhada ao ver o alfa colocar seus braços calmamente no pescoço do ômega.

Eles logo conectaram-se aos olhares um do outro.

JungKook começou a modelar a pele do ômega, descendo, subindo, apertando vez ou outra a cintura do mesmo e vendo-o relaxar aos toques calmos e massageadores.

– Vamos tomar banho… – O ômega, meio extasiado, falou feliz ao sentir o toques de JungKook virem aos seus fios da nuca, alfa por algum motivo adorava puxar ali e Jimin adorava a sensação.

– Tudo bem. – O alfa respondeu.

E JungKook puxou mais o ômega para si, ele iria sim tentar algo e se Jimin se afastasse, ele pararia e não tentaria mais nada com o ômega – não que ele fosse fazer algo extravagante, mas planejava começar com algo que nunca havia tentado e muito menos pensado em tentar.

JungKook tiraria a última peça de Jimin espalmando cada pedaço que tocasse.

– Deixa que eu tiro. – Entre sussurros, JungKook disse ao ouvido do ômega quando o viu pronto para se afastar e tirar a última peça.

Nem foi preciso tocar o ômega, com aquela frase ele já estava fazendo o melhor cosplay de tomate de todos os tempos.

JungKook desceu as mãos ardilosas pelo torço do ômega, logo chegando à bunda do mesmo e adentrando o tecido com as mãos abertas, discretamente espalmando as mãos ali sem apertar e logo começando a descer tocando ao máximo as pernas do ômega enquanto descia, ficando com a respiração bem em frente ao membro do menor quando chegou ao fim.

Jimin estava inebriado, o cheiro de JungKook estava forte e o do ômega com certeza estava aumentando demais, porque seu coração estava acelerado além da conta e isso estava errado, ou pelo menos Jimin achava que sim.

O ômega viu JungKook levantar-se e sorrir para si, logo dando um tapa estalado na bunda do ômega para que ele corresse para o banheiro. É lógico que Jimin correu como o flash para dentro do mesmo.

– Tão lindo. – JungKook murmurou risonho, tirando a própria roupa, o lobo satisfeito com a reação do ômega e JungKook sorrindo bobo com aquilo tudo.

– Vai tomar banho com o Jimin? – A mãe do alfa, do nada, entrou no quarto, já recolhendo as roupas que JungKook jogou na cama.

– Sim, Omma. – Afirmou, tirando a calça.

– Não deveria tirar a roupa na minha frente, você tem dezoito, menino! – A mãe envergonhada com o corpo do filho, disse emburrada.

– Você sabe que é minha mãe, né? – JungKook perguntou risonho e a mulher riu.

– JungKook, até hoje eu tenho vergonha de ver o corpo do seu pai nu. – Ele disse revirando os olhos e o alfa riu.

JungKook tirou a última peça e percebeu que a mais velha sequer o olhava, riu e avisou que entraria no banheiro.

– Cuidado com o Jimin. – Disse ela sorrindo ao ver o mais velho abrir a porta do banheiro.

– Vamos brincar de bolhas de sabão. – JungKook disse rindo e a ômega o olhou incrédula. Só JungKook mesmo para aceitar brincar disso com o ômega.

– Boa sorte e cuidado para nada entrar no olho de vocês. – Disse a mais velha e saiu levando as roupas para a lavanderia, quase rezando para que os dois se beijassem no banheiro.

Oras! Eram irmãos, mas além disso eram predestinados. Um alfa lúpus só nasce quando outro ômega lúpus nasce junto, e seus destinos tem que estar cruzados até os dezoito anos, Jimin e JungKook nunca viram outro alfa ou ômega puro em toda a Coréia, então sim, eles eram predestinados.

No banheiro, um Jimin completamente corado tentava esquecer as imagens de JungKook um tanto mais ousado que o normal tocando-lhe de maneira tão… quente.

O ômega ouviu a porta abrir e olhou para o lado, vendo JungKook entrar. O rosado já estava sentado na banheira e já tinha uma arminha de bolhas de sabão nas mãos.

– Vamos encher o banheiro? – JungKook perguntou sorrindo.

O ômega gostava de brincar daquilo porque era bonito, transmitia calma, então não era bem uma brincadeira, estava mais para uma distração. JungKook soltava as bolhas, Jimin vez ou outra as estourava, e ficava abraçado ao alfa enquanto conversavam.

– Vamos encher o banheiro! – Jimin confirmou alegre, sem olhar o corpo de JungKook.

Jimin sabia que o corpo do alfa era lindo, simplesmente perfeito, era trabalhado em músculos mesmo que ele sequer malhasse.

Mas tinha algo que era mais vergonhoso.

JungKook era extremamente grande. E se você está pensando “naquele” quesito, você está certa. JungKook tinha um pênis simplesmente enorme e grosso.

E isso deixava o ômega tão constrangido. Ele até mesmo parecia um tomate de tão vermelho que ficava sempre que olhava para aquela parte do corpo alheio.

– Vou sentar atrás de você, fasta, bebê. – JungKook pediu.

Jimin desgrudou as costas da banheira e deu espaço para JungKook sentar, logo sentindo o corpo ser puxado para ficar agarradinho com o do alfa. Jimin ficou realmente envergonhado em sentir “aquela coisa” encostando em si.

– Aish! – Murmurou baixinho, escondendo o rosto nas mãos.

– Me dá o brinquedo de fazer bolhas. – JungKook pediu e o ômega entregou, ainda meio desnorteado.

Era impressão sua ou seu membro estava ficando estranho? – Isso era o que Jimin se perguntava.

– Amanhã tem faculdade, acha que vai se dar bem na coreografia que está trabalhando? – JungKook perguntou curiosamente ao ômega.

– Acho que sim, eu treinei muito. – Jimin respondeu tentando se focar no clima descontraído que, na verdade, não existia ali.

– Amanhã vamos fazer ensaio fotográfico. – JungKook murmurou cheirando o pescoço do ômega e apertando o gatilho da arminha de bolhas, fazendo várias irem  voando. Jimin, risonho, estourou algumas, rindo quando elas estouravam quando ele as tocava imitando algum animal fofinho.

– Faz mais! – Jimin pediu mais agitado, pronto para estourar a maior quantidade que conseguisse.

– Só se você me der um beijo. – JungKook afirmou e Jimin corou, mas logo se virando para o alfa e dando um rápido selar em sua bochecha.

– Pronto, agora mais bolhas! – Jimin disse rindo envergonhado e JungKook assim o fez. Soltou várias bolhas para o ômega, vendo-o brincar e soprá-las para cima, mas não deu muito certo quando Jimin acabou ficando de quatro, com a entrada praticamente na cara do alfa, atrás de uma bolha imensa que saiu do brinquedo e foi para o outro lado da banheira.

A entrada do ômega era tão rosadinha… JungKook se amaldiçoou por pensar algo tão impuro com o pequeno.

Digo, é claro que JungKook já havia se masturbado, ele era um adolescente e precisava fazer isso até mesmo por questão de saúde, então não era um anjo puritano vindo dos céus, ser um lúpus puro queria dizer não ter maldade que causasse mau a outras pessoas, e não que ele não soubesse o que era sexo e como se fazia aquilo. JungKook sabia, e era por isso que se sentiu mal ao pensar somente em como era linda a entrada de Jimin.

Mas Jimin logo voltou ao normal quando estourou a bolha.

– Aquela era realmente grande. – Murmurou risonho e JungKook sorriu tentando descontrair mais um pouco.

Era visível o quanto o alfa ficou atordoado com aquela visão.

– Kookie, eu estou cansado. – Jimin disse ao sentar no colo de JungKook, dessa vez de frente para si, realmente sonolento.

O ômega com certeza era mais inocente que o alfa, mas o fato era que aquele banho estava mais constrangedor que os outros.

Jimin deitou a cabeça no pescoço do alfa, e JungKook relaxou e abraçou o ômega, mesmo que estivesse levemente excitado e agora Jimin estivesse exatamente em cima de seu membro, JungKook resolveu não prestar atenção nisso. Se ele pensasse mesmo que um pouco, era certo que ficaria duro como pedra.

– Por que sugeriu banho com bolhas de sabão se estava cansado? – JungKook perguntou e o ômega riu.

– É que eu estava com saudades de tomar banho de bolhas de sabão com você. – Jimin explicou cheirando o pescoço do alfa.

– Então vamos passar bastante tempo aqui. – JungKook afirmou pensativo. – Assim recompensamos os dias que ficamos sem fazer nada.

E Jimin riu.

Alguns minutos se passaram sem os dois dizerem nada, somente relaxando no clima, sentindo o cheiro um do outro e deixando carinhos um no outro. JungKook pegou o sabonete e começou a passar nas costas do ômegas, limpando com carinho, logo indo para o braços e o afastando para passar no quadril do mesmo. Jimin estava corado, nervoso com os toques íntimos, e JungKook sentiu a quentura subir com as reações que o ômega passou a expressar quando o tocava. JungKook levou as mãos até a bunda do ômega por baixo da água e limpou ali, sentindo o membro pulsar quando ouviu o primeiro arfar do mais novo.

JungKook sabia o que estava fazendo e continuaria até o baixinho pedí-lo para parar. Coisa que não aconteceu.

Ainda com as mãos na bunda do ômega, desceu os dedos cheios de sabonete até a entrada do baixinho, este que deu um pulo em seu colo ao sentir o contato repentino, sentando gostoso em cima do membro do alfa, este que arfou com a sensação.

– Porra…! – JungKook sussurrou arfando novamente ao ouvido do ômega, o vendo se arrepiar e trêmulo, levar as mãos até seus ombros.

– Você n-não pode falar pala… palavrão. – Tentando não deixar as reações que tinha mais aparentes do que já estavam, Jimin repreendeu o alfa, mas logo prendeu um gemido na garganta quando o mais velho voltou a mão para sua entrada. – V-você já… l-limpou aí. – Completamente corado, entre arfares, Jimin afirmou.

JungKook realmente estava somente o limpando?

– Ah, é verdade. – O alfa se fez de desentendido, tirando os dedos dali e parando de massagear aquele local.

Passou as mãos pelas coxas do mais novo e levou as mãos até a parte interna da coxa do mesmo, vendo-o com o membro desperto.

Jimin era tão sensível aos seus toques, provavelmente o ômega nem tinha notado o estado em que estavam.

– Eu te amo. – JungKook sussurrou no ouvido do menor, agora mais apreensivo se deveria ou não tocar nas partes de Jimin de forma mais atrevida que deveria.

– Jiminnie também te ama. – Jimin sussurrou e levantou seu olhar até os negros de JungKook, acabando por focar-se demais ali.

Com os olhares encontrados, Jimin corou ao sentir o sabonete em sua virilha mas não conseguiu deixar a íris de JungKook.

– Minnie… eu… quero te pedir algo. – O alfa afastou a mão de onde não deveria ter ido. – Eu… gosto de você, Jimin. – Abraçou o ômega, pronto para explicar melhor. – Eu te amo mais do que um irmão ama outro, eu… – O coração do alfa batia rápido, só agora ele havia se tocado do que diria.

Olhe a situação em que se encontravam. Pelados, tomando um banho juntos, nervosos e ousados. Mas JungKook só queria provar dos lábios de Jimin. Sentia o corpo eletrizado e nem queria saber como o ômega não notou seu membro mais durinho que de costume, muito menos queria se importar com algo que não fosse o sentimento de Jimin naquele momento.

Sentia a respiração desregularizada e ansiosa pelas palavras do outro bater contra sua face e JungKook estava lutando para não baixar os olhos para os lábios tão próximos do menor.

– Eu te amo e quero você como meu ômega. – E após falar aquilo, o silêncio reinou.

Jimin não afastou o alfa, de maneira alguma, ele só parecia em choque demais para falar algo e seu lobo estava ocupado demais dando cambalhotas olímpicas em seu peito para tomar a frente e responder.

E é lógico que Jimin havia entendido. Quando se dizia a um ômega que amava ele como um, queria-te dizer que o amava de forma amorosa, como um marido ama sua esposa.

– E-eu… – Demorou um pouco até, finalmente, resolver começar. – Eu t-também. – Foi o que o ômega corado, encolhido e envergonhado conseguiu falar.

JungKook estava nervoso esperando uma resposta do ômega e quando ele respondeu, já estava pronto para a rejeição, mas saber que era correspondido foi como se quilos houvessem saído de suas costas e quase todo o medo houvesse se dissipado.

– De verdade? – Quase todo o medo, todo não. Ainda tinha que ouvir mais uma vez para confirmar.

– Mamãe disse que quando um alfa se confessar para mim, eu deveria pensar se eu queria beijar aquele alfa para o resto da minha vida, deveria pensar se eu queria fazer aquelas coisinhas de casal com ele... – E JungKook riu da maneira no qual Jimin se referiu aos toques e ao sexo, ao mesmo tempo. – E ela disse que eu deveria prestar atenção no que eu senti quando ele disser isso. Ela disse que sentiu muita, mas muita felicidade e que sentiu o coração bater bem rápido, e eu senti tudo isso com você. Eu quero ficar com você para sempre, Kook! E eu… eu quero te… beijar. – Sussurrou o final.

Os olhos de Jimin estavam marejados, mas ele segurava as lágrimas, e JungKook achou aquilo lindo. Ver o ômega tentando não parecer emocionado demais era uma graça.

JungKook tocou o rosto do baixinho, acariciando sua bochecha, e logo foi aproximando os rostos, dessa vez ficando nos lábios do mais novo.

Rosados e grossos, molhados e nervosos. Esses eram os lábios de park Jimin naquele momento.

O alfa tentou saber como si próprio se sentia enquanto observava Jimin e não conteve o sorriso ao perceber o estômago cheio de borboletas, as mãos começando a suar e o coração tão acelerado que parecia querer explodir no peito.

E aos poucos, foi fechando os olhos, e encostando os lábios nos do Park.

Tão carinhosos que Jimin sentiu como se algo dentro de si tivesse explodido e agora ele estava no céu sendo atropelado por uma onda gigantesca de felicidade tamanha a sensação.

E JungKook quem fez o primeiro movimento, sentindo-se tão bem quanto o ômega. O mais alto abriu os lábios e logo em seguida os fechou, sentindo o gostinho de Jimin em sua boca, e Jimin logo em seguida fez o mesmo consigo.

Eles não sabiam se estavam indo certo, mas estavam amando demais, então simplesmente seguiram a onda de calor e vontades.

JungKook com os segundos, foi pegando o jeito, indo até o final do beijo com carinho em cada movimento.

– Eu te amo, meu ômega. – JungKook sussurrou, selando vagarosamente os lábios do ômega, mas logo em seguida os atacando novamente sem deixar Jimin responder.

E o ômega só passou os braços pelo pescoço do alfa, enquanto este descia as mãos para sua cintura e massageava ali com carinho.

JungKook resolveu tentar algo a mais, sentia que deveria tentar ao menos beijar o ômega com mais afinco, pois só estavam mexendo os lábios vagarosos e queria sentir mais, queria Jimin mais próximo e queria mais de seu gosto bocal.

Afastou os lábios dos do ômega e olhou nos olhos confusos do mesmo. Jimin queria mais contato e rezava para que o alfa lhe desse.

– Minnie, eu… quero tentar algo. – Jimin olhou curioso pra JungKook, este que levou as mãos até seu queixo e puxou-o, abrindo levemente os lábios do ômega.

Jimin fechou os olhos quando viu JungKook se aproximar, ainda estava curioso para o que o alfa faria, mas resolveu deixá-lo o guiar.

– Ahn… – Gemeu. Sim, Jimin gemeu manhoso demais para quem teve somente os lábios chupados e em seguida mordidos.

E JungKook amou aquele som.

Ainda segurando o queixo do ômega, JungKook decidiu por pura curiosidade, deixar a língua para fora da boca, havia visto uma vez em uma série um casal se beijando e pode ver a presença da língua, e sim, tentaria com o ômega.

Passou a língua arteira pelos lábios do ômega e logo em seguida chupou-os novamente, ouvindo mais um gemidinho do rosado, JungKook começou outro beijo e antes que Jimin tentasse fechar os lábios, JungKook adentrou a língua na boca do mesmo.

A reação do baixinho foi excitante demais, Jimin gemeu manhoso, surpreso e apertou os ombros do mais velho ao sentir a língua em sua boca de maneira tão gostosa. E lá estava um beijo de língua minimamente desengonçado e extremamente excitante, porque até quando JungKook não sabia fazer – porque nunca havia feito –, ele era perfeito na prática.

Mas nada superou quando o clima quente dos dois aumentou em certo ponto. As mãos do alfa começaram a passear pelo corpo do ômega atrás de calor e o ômega começou a puxar os fios da nuca de JungKook enquanto a outra descia para o peitoral do mesmo, acariciando.

JungKook sentia o ar faltar, mas não era como se fosse soltar o baixinho, sonhou anos com o primeiro beijo e sonhou mais ainda que este fosse com Park Jimin, seu amado irmão. Percebeu que Jimin estava também sem ar, mas o mesmo também não queria soltá-lo. JungKook segurou o sorriso ao notar a euforia do irmão em o sentir, em o tocar e JungKook decidiu que antes de se afastarem, ele faria pelo menos mais uma coisa ousada.

Este foi o momento em que ele chupou com volúpia a língua do ômega, e Jimin nunca havia se prestado a uma sensação tão ótima em sua vida.

E se o beijo do alfa era viciante, Park Jimin já era o maior dos dependentes.

– Aãnh… – JungKook escutou o ômega gemer gostoso enquanto chupava a língua do mesmo, e assim que se afastou de Jimin, o mesmo relaxou em seu peito quase como se houvesse nadado todos os sete oceanos sem parada.

JungKook encostou a cabeça no azulejo do banheiro, arfando e sentindo o peito gritar por oxigênio. Jimin estava tão molinho em seu colo, que JungKook precisava segurar o garoto para que ele não se esvaísse para os lados tamanha a quantidade que JungKook mexia com Jimin.

O alfa tinha o ômega em suas mãos e descobriu naquele momento em que viu o ômega tão submisso a simples toques. Se bem que era normal, afinal ao que sabia, Jimin só havia se masturbado uma vez em toda a adolescência e quando o fez, foi porque JungKook incentivou e para completar, o ômega ficou meio que envergonhado demais, quase traumatizado.

Mas JungKook só disse que ele deveria porque viu na televisão que era questão de saúde. E realmente era.

O alfa abraçou Jimin e descansou o rosto na lateral da cabeça do ômega, os dois estavam tentando acalmar os hormônios, pois sabiam que não queriam ir além daquele ponto tão rápido, mesmo que um confiasse no outro.

– Kookie… – Jimin chamou o mais alto com a voz baixinha, logo pondo um sorriso fofo no rosto. – J-Jimin vai ter mais beijos depois? – E se antes JungKook estava achando o baixinho fofo, agora teria um ataque de fofura.

Amava quando Jimin falava em terceira pessoa, para si era a coisa mais linda da terra. Jimin era um ômega dócil, carinhoso, porém em seus momentos de baixo raciocínio – quando estava sonolento, por exemplo – ele costumava sempre falar em terceira pessoa, vez ou outra falava assim para conseguir algo, também.

– É claro que sim, meu bebê. – Disse o alfa e começou a enchê-lo de beijos pelo rosto, deixando um por fim em seus lábios. Jimin riu fofo com o modo do mais alto de tratá-lo, pois mesmo que ele não gostasse com os outros, amava quando JungKook o chamava de “meu bebê”.

E após todo aquele clima, JungKook e Jimin saíram quase aos pulos e cambalhotas de felicidade do banheiro. Se abraçando e o alfa sempre roubando selinhos castos do pequeno ômega, este que ria envergonhado sempre que JungKook o fazia, vez ou outra puxando-o também para que eu deixasse mais selares, mas no fim sempre saindo como um lindo pimentão vermelho envergonhado.

Foi depois desse dia que a relação dos irmãos começou a mudar – mais do que já era – para uma relação mais amorosa, romanticamente falando.

Mas não que eles houvessem falado aos pais, tinham medo, na verdade. JungKook não sabia se os mesmos aceitariam, afinal eram… irmãos. O alfa nunca teve coragem de falar seus sentimentos para os pais mesmo que quisesse, por isso estava sempre beijando o ômega escondido de tudo e todos, acreditando que se os pais ou outro alguém descobrissem, iriam separá-los. E daquela forma os meses passaram.

– Minnie! – Estavam na faculdade quando JungKook gritou pelo ômega, este que, assim que o viu, correu até o mais alto.

O fato era que agora viviam “lutando uma guerra” todas as manhãs, ou era como eles concluíram que aquilo parecia. O fato de Jimin cursar dança e JungKook fotografia era um tanto estressante para os dois, passar todo o horário de aula separados era como a morte para eles, por isso mesmo que sempre trocavam mensagens durante a aula e por isso que um ficava com o casaco do outro para matar levemente a saudade do cheiro alheio durante o período que não se viam, e era um alívio ter o intervalo de vinte minutos às nove e meia da manhã, porque Jimin com certeza não aguentaria mais tempo que aquilo sem o alfa.

O fato era que eles eram acostumados demais a ficarem sempre juntos, e isso poderia até os prejudicar no futuro.

– Senti tantas saudades! – Jimin falou apertando o alfa com carinho, sorrindo largo quando o mesmo resolveu o rodar nos braços.

– Te amo! – JungKook falou sorrindo, em um sussurro para que só o pequeno escutasse. Após o abraço, eles sentaram-se à mesa e JungKook puxou o ômega para deitar a cabeça em seu colo. – Quer almoçar fora hoje? – Perguntou.

– Quero almoçar com a mamãe e o papai. – Jimin disse sorrindo pequeno e o alfa afirmou.

– Tudo bem, eu sei que você idolatra a comida da mamãe. – Disse o mais alto risonho, começando a comer o que havia trago de casa, agora puxando o ômega para sentar-se em seu peitoral para comer consigo.

Jimin ultimamente estava com uma certa mania de querer emagrecer, estava achando-se acima do peso – coisa que JungKook afirmava com unhas e dentes que Jimin já era magro o suficiente e nunca um gordo – e para completar, o baixinho não queria mais comer, e JungKook estava começando a achar que estavam indiretamente tentando fazer bullying psicológico com seu ômega.

– Não estou com fome. – Jimin afirmou e JungKook bufou, deixando a comida de lado na mesa e olhando-o com um olhar quase fuzilador.

– Não está com fome o caramba! Se você não voltar a comer, eu juro que passo uma semana de fome até desmaiar e morrer. – O alfa fez drama, mesmo sabendo que se fosse preciso, realmente ficaria sem comer pelo ômega.

– Não! Eu estou obeso, JungKook! Eu preciso emagrecer, você não! E se eu comer, vou vomitar tudo de qualquer forma! – Ele disse estressado e JungKook o olhei preocupado.

Jimin não era assim, ele era alguém confiante e que sabia da própria beleza, era alguém que estava sempre tentando ver as próprias qualidades e vê-lo falar aquilo doeu no alfa porque ele não sabia mais o que o ômega passava, doeu porque ele não sabia como as pessoas o tratavam longe de si.

– A culpa é minha. – JungKook suspirou, dando-se por vencido ao ver que o ômega, agora, realmente se achava assim.

JungKook se levantou, avisou que iria se retirar com um simples tchau que deu ao ômega, este que estava chocado com aquela situação. Não deveria ter falado aquilo porque sabia que JungKook sempre se culpava porque qualquer mínima coisa que acontecia consigo. Se caía, era culpa do alfa por não conseguir segurá-lo a tempo, se estava triste era culpa do alfa por não tê-lo feito sorrir, se estava com dor de estômago era culpa do alfa que não monitorou melhor sua alimentação.

JungKook era assim, sempre se culpava, mas em todas as vezes ele pedia desculpas, nessa ele simplesmente saiu de lá como se fosse a pior pessoa do mundo a caminho do inferno. JungKook saiu com uma expressão de tristeza tão clara que até alfas que estavam do outro lado do refeitório notaram.

O fato era que algo tão simples o abalava demais pelo simples fato de ele se importar com Jimin mais do que consigo mesmo, e ver que o ômega estava fazendo aquilo consigo mesmo foi como um tiro em seu peito.

Jimin permaneceu parado por algum tempo, em choque, e nem sequer notou quando as lágrimas caíram de seu rosto. Não notou quando finalmente começou a correr e nem sabia por onde começar a procurar JungKook, só… queria achar o seu alfa e pedir desculpas.

E rodou toda a escola com os olhos banhados em lágrimas, procurou por todos os cantos e escutou o sinal tocar, mas não foi para a aula, pois precisava achar JungKook.

– O banheiro do térreo! – Lembrou do nada, correndo pelas escadas para chegar ao térreo, quase levando um queda feia e ainda tendo a proeza de machucar o joelho sensível.

E quando chegou até a porta do mesmo, sentiu o cheiro do alfa, mas em vez de alívio por ter o achado, simplesmente sentiu o mundo desmoronar ao escutar fungados.

JungKook estava chorando.

Jimin sabia que em toda a terra, a única pessoa que fazia JungKook chorar com facilidade era o próprio ômega, e isso fôra somente duas vezes, uma na infância quando o alfa lhe derrubou e Jimin chorou por um joelho ralado, e a outra foi quando o ômega passou mal na aula de educação física na escola porque não havia dado tempo de se alimentar e ficou de jejum desde a tarde – porque não havia jantado também – do dia anterior.

E quando o alfa viu Jimin tão fraquinho caindo no chão foi desesperante, e o alfa ainda chorou pouco naquela ocasião.

Mas o que se passava na cabeça de JungKook era que Jimin estava com bulimia, que em breve ficaria passando mal e até mesmo desmaiando, e que a culpa era sua porque não elogiava tanto o ômega – o que era uma mentira da própria cabeça, porque elogiava tanto Jimin que muitos deveriam se perguntar como o ômega ainda não havia tacado um tapa na cara do alfa para que ele parasse.

– JungKook… – Jimin finalmente decidiu entrar no banheiro, nervoso e sentindo um medo descomunal de ver o alfa chorar.

JungKook estava com as mãos no batente da pia se olhando no espelho, ele não havia chorado tanto aparentemente, porém era completamente visível o retrato da culpa e tristeza que adornava seu ser. Será que Jimin já tinha vomitado demais a própria comida? Será que ele já havia passado mal escondido? Será que o alfa agora era só um inútil para o ômega?

– Por que não me contou? – JungKook disse com a voz sôfrega, ainda sem olhar para si.

Jimin sentiu a garganta fechar ao escutar a voz trêmula do alfa, sentiu-se fraquejar e sentiu culpa em vê-lo daquela forma.

– E-eu passei a vomitar ontem. – Disse baixinho. – Eu só… estava me achando obeso e… para que você não se preocupasse, eu comi na sua frente e vomitei toda aquela enorme quantidade depois. – Completou.

JungKook se sentiu ainda pior. Deixou mais lágrimas caírem inconscientemente e se virou para o ômega, o olhando o rosto inchado e vermelhinho pelas lágrimas

– E de que adianta não querer me preocupar se você faz isso e me machuca depois? – E a cada palavra, o alfa sentiu as lágrimas queimarem a pele. – De que adianta vomitar tudo se eu continuarei te achando a pessoa mais linda do mundo não importa o peso? O meu olhar sobre você não deveria estar acima de todos para você assim como o seu também está para mim, Park? – E Jimin fungou e soluçou ao escutar aquilo. JungKook nunca o havia chamado pelo sobrenome. – Se eu te acho bonito, é porque você é. Se eu digo que seu peso está bom, é porque está. E se eu digo que você é perfeito exatamente como está, sem tirar nem pôr, é porque sim! Você é perfeito sem uma única modificação. É com esse olhar que você deveria se importar. – JungKook afirmou entre soluços e lágrimas, sentindo-se mal com tudo aquilo. E JungKook estava mais que certo. – É com o olhar da pessoa que mais se importa com você em todo esse mundo, que você deveria se importar. Agora me diz, sem mentiras, por favor. Porque você está inseguro? – E aquilo era algo que Jimin se envergonhava de dizer.

– Na semana passada eu escutei ômegas do… do meu curso de dança. – Jimin começou tentando deixar a voz o mais firme possível. – Elas falaram que… que não sabiam o que um a-alfa como v-você via num ô-ômega como eu. D-disseram que eu… que eu era obeso e… e que você p-provavelmente se a-afastaria de mim em menos de… de… de dois meses ao ver o quanto e-eu era f-feio e gordo. – Ao terminar de dizer aquelas palavras, JungKook viu o olhar machucado do ômega ao dizer aquilo. Mas antes que JungKook falasse algo, ele continuou. – O que… o que m-mais me doeu foi… foi quando elas d-disseram que você não me assumia c-como seu ô-ômega porque… porque tem vergonha de m-mim. – E após aquilo, JungKook teve que abraçar o ômega. – E-eu sei que… que é m-mentira, mas… doeu tanto p-pensar nessa p-possibilidade.

Aquele dia foi realmente chocante para o alfa. Era assim que falavam de seu ômega às suas costas? Falavam que Jimin era feio, logo um garoto tão loucamente apaixonante como ele? E desde quando seu baixinho era gordo? Nunca sequer esteve acima do peso, nem mesmo quando criança em que era até que cheinho.

– Dentro das infinitas possibilidades de o que eu possa achar de você, gordo e feio são as mais impossíveis. – O alfa afirmou e escutou o ômega fungar.

E se Jimin achava que ele nunca o assumiria por vergonha, ele que não faltasse o baile de inverno da faculdade daqui a três dias. Não que JungKook houvesse pensado nisso agora, na verdade vinha pensando há um tempo, só afirmou ainda mais para si mesmo que agora sim, ele faria aquilo e nada o impediria.

E com muitas lágrimas, pedidos de perdão e JungKook fazendo Jimin prometer que iria alimentar-se bem, os dois saíram do banheiro de olhos inchados rumo a saída da faculdade.

– E você vai ao baile de inverno comigo, então trate de achar o seu terno. – JungKook disse ao ômega que o olhou meio chocado.

No fim Jimin só sorriu e confirmou. Vários alfas já o haviam chamado-lhe para ir – uns mais loucos chamaram até na frente de JungKook –, mas o ômega rejeitou todos a espera do pedido do irmão, este que mesmo mais tarde que o comum, veio mais como um mandado do que como um pedido.

Mas JungKook ainda estava emburrado consigo, então deixaria passar.

Três dias depois, a ômega, mãe de Jimin, estava trancando os filhos em quartos separados para ajeitá-los e deixá-los surpresos com os figurinos um do outro para enfim seguirem ao baile. Ela estava até mesmo planejando uma entrada dos dois.

De acordo com ela, JungKook deveria descer primeiro e esperar na sala, como se houvesse chegado para pegar Jimin, e este deveria vir em seguida, descendo a escada elegantemente e de modo completamente clichê ao ver dos dois.

Mas não deixava de ser engraçado.

JungKook já desconfiava com um leve toque de certeza que a mãe apoiaria os dois ao contarem, e seria antes de sair que afirmariam aquilo. Rezava para que tudo desse certo, não ficaria com cabeça de ir ao baile se tudo desse errado e isso pioraria ainda mais a situação e estragaria sua ideia de surpresa ao ômega.

Com tudo finalmente pronto, lá estava JungKook na sala olhando para a escada à espera do baixinho de fios rosados e pele branquinha.

– Anda, Jimin. – O alfa escutou a voz de sua mãe chamando o pequeno ômega.

E então, JungKook agradeceu aos céus por ter visão para que pudesse olhar para Park Jimin naquele momento tão especial. Jimin estava com um terno branco com vários detalhes rosados e tinha uma coroa de flores nos lindos fios. Suas mãos carregavam luvas de seda brancas transparentes e Jimin continha uma leve e encantadora maquiagem no rosto, seus fios estavam penteados para os lados e o ômega estava completamente corado, envergonhado, porém sorrindo para seu alfa com o melhor dos sorrisos.

– Perfeito. – JungKook falou, arfando logo em seguida.

A mãe de Jimin pediu sua mão e fez o ômega dar uma voltinha para o alfa, este que pôde observar muito bem o quão marcada estava sua bunda naquela roupa, foras as curvas esbeltas que Jimin exibia com aquele modelo.

Mas não que JungKook também não estivesse de tirar o fôlego, na verdade, o ômega estava se segurando para não olhar demais para partes indevidas do mesmo, pois aquelas coxas marcadas não estavam fazendo nada bem para si e sua alma puritana.

– Como estou? – Jimin ainda corado, perguntou ao alfa, esse que se aproximou de si e o abraçou carinhosamente.

– Você é o ômega mais lindo que eu já tive o prazer de ver em todos esses anos de vida. – JungKook afirmou em alto e bom som, ouvindo o murmúrio manhosinho e completamente embaraçado do ômega.

– V-você também está muito lindo. – Jimin afirmou meio nervoso.

Em todos os meses que ficaram “juntos”, por assim dizer, os dois nunca passaram além das carícias mais ousadas, sequer haviam chegado nas eliminatórias, mas não por falta de vontade, isso tinham de sobra, mas JungKook queria fazer isso em um momento mais especial para o ômega, em um dia que pudesse ficar marcado como “O dia” e não só a primeira de muitas futuras.

Queria que fosse único.

E Jimin entendia, mesmo que achasse que, contanto que perdesse em alguém que confiava e amava – JungKook, no caso – já seria perfeito o suficiente.

– Tão lindos… – JungKook escutou a mãe de ambos sussurrar.

– Omma. – O alfa finalmente decidiu que aquele seria o momento, falaria e já havia conversado essa parte com Jimin, esse que estremeceu no momento em que escutou JungKook chamar por sua mãe, ficando receoso.

E se ela não aceitasse? O ômega teria de se separar do amado?

– Eu e… o Jimin temos algo para falar. – O alfa sorriu nervoso e a mais velha os olhou preocupada.

– O que foi? – Perguntou aos dois, imaginando mil e uma coisas.

– É que… bem… eu e o Jimin, nós… – O alfa estava receoso, mas simplesmente fechou os olhos e respirou fundo ao escutar a mãe falar um “nós…?”, voltando a abri-los em seguida. – Eu e o Jimin estamos em um relacionamento. – Falou de uma vez.

JungKook sentiu o ômega se encolher atrás de si, nervoso, mas o que viu sua mãe fazer foi a última coisa que pensou que ela faria.

– Deus atendeu minhas preces! – Ela gritou, pulando em cima do filho e quase fazendo uma dancinha da vitória agarrada ao mesmo, mas logo se recompôs ao lembrar como o filho estava vestido. – Eu sempre acreditei! Mas vocês são lerdos demais, como ficaram juntos só agora? – A ômega perguntou indo a uma posição indignada.

– Assim… nós estávamos com medo da reação da senhora. – JungKook disse sorrindo, mais aliviado ao ver a reação da progenitora. Jimin ainda se mantinha chocado com a reação da mulher. – Na verdade estamos juntos desde o começo do ano. – JungKook riu da cara chocada da mãe, mas parou de rir quando recebeu um belo e estalado tapa no braço.

– Não acredito que só estão me contando isso agora! – O alfa a escutou berrar irritada.

E segundos depois lá estava ela listando os porquês do porque eles deveriam ter contado logo a situação. No fim, o casal saiu de fininho enquanto a ômega estressava-se sozinha.

– Finalmente! – Falaram ao mesmo tempo, logo em seguida caíram na risada e se abraçaram.

– Tenho uma surpresa para hoje. – JungKook disse ao ômega, que o olhou curioso, mas não indagou, sabia que o alfa não falaria.

– Está longe de eu receber ou de a surpresa acontecer? – Jimin perguntou, não sabia se era algo físico ou não, mas sabia que vindo de JungKook, ele amaria o presente.

– Não está longe. Não seja tão ansioso. – JungKook logo saiu o puxando até o carro da mãe dos dois, percebendo, assim que entraram, que a ômega provavelmente havia finalmente percebido que estava sozinha, já que as falas altas e mal humoradas pararam.

JungKook ainda risonho deu partida no carro enquanto Jimin colocou uma música agitada para cantar e se agitar, vez ou outra brincando com JungKook, este que tentava só falar algumas coisas vez ou outra, estava prestando atenção na estrada, afinal.

O caminho foi animado, o ômega estava realmente feliz com toda a situação e perceber que sua mãe não só os aceitaria, como também os apoiaria foi magnífico não só para si, como para o alfa também.

– Kookie, já estamos perto? – Jimin perguntou um quarteirão antes da escola, porém respondeu a própria pergunta ao ver a escola ao longe quando JungKook dobrou a esquina.

– Está com fome? – JungKook indagou, vendo o ômega assentir, sua mãe não havia deixado os dois comerem direito naquele dia, estava corrida os preparando. – Vou comprar comida quando entrarmos e pegar bebidas, fica me esperando? – O alfa indagou.

– Me leve até um lugar menos movimentado primeiro, Kook. – O ômega pediu, retirando o cinto e vendo o alfa assentir com um sorriso no rosto.

JungKook desceu do carro e abriu para o pequeno ômega, este que sorriu envergonhado, já que abriria a porta por si só.

Mas é claro que a noite deveria ser perfeita.

Jimin agradeceu por fim, e seguiu para a entrada do pátio da escola. JungKook levou suas mãos até a cintura do pequeno ômega, este que sorriu e corou mais uma vez.

Jimin era tão tímido…

– Vou te deixar sentado, okay? – Indagou o alfa, levando o baixinho de fios róseos até um cantinho com menos pessoas e o sentando lá, deixando um selinho estalado nos lábios do ômega em seguida.

E antes que perguntem, JungKook percebeu. Percebeu os poucos olhares surpresos das pouquíssimas pessoas que estavam naquela parte onde ele e o ômega se encontravam. Percebeu cada olhar direcionado a si e ao ômega assim que entraram ali, escutou cochichos de moças dizendo que em breve iriam tentar algo consigo hoje e escutou o mesmo de alfas falando sobre seu precioso ômega.

Era óbvio que nada disso aconteceria.

Jimin parecia mais desatento ao mundo, parecia concentrado no nada – ou somente no rosto de JungKook – e parecia também um tanto quanto envergonhado.

Jimin finalmente havia percebido os olhares sobre si?

– Minnie, alguns alfas vão tentar se aproximar de você. Evite eles, tá bom, amor? – Pediu carinhoso, verdadeiramente preocupado, não pensando em algo relacionado ao ciúme e sim na saúde mental e física do seu pequeno.

Afinal aqueles alfas poderiam tentar algo com ele e JungKook se culparia pelo resto da vida se isso acontecesse.

– Tudo bem, o Jimin sabe que não é bom conversar com alfas. Eles podem ser malvados que nem “daquela” vez. – Murmurou baixinho, sorrindo pequeno para o alfa a sua frente.

JungKook se sentiu mal, essa foi a única vez que Jimin quase foi realmente intimidado por um alfa pervertido, esse que, enquanto o ômega conversava com um aluno legal sobre os deveres, apalpou a bunda do pequeno ômega, quase o fazendo ir ao teto tamanho o susto.

Mas é claro que JungKook pegou a mão daquele alfa no momento em que ele encostou na bunda do ômega. E é mais claro ainda que aquele alfa quase perdeu o braço.

“– O que achas que está fazendo tocando em algo que, eu tenho toda a certeza, não te pertence?”

Aquele dia foi terrível, o alfa foi parar na enfermaria e JungKook levou sérias repreensões da diretora, mas esta relevou sua situação – sabia que Jimin já era de JungKook, era lógico que ele tentaria proteger Jimin e colocar medo em quem tentasse algo com o ômega, fora que não era sua culpa, a culpa era do outro alfa, este que levou a bela de uma suspensão.

Aquele dia foi até mesmo traumático para o ômega, já que depois de JungKook segurar a mão do alfa, escutou este dizer-lhe várias palavras feias.

– O que quer comer? – JungKook indagou curioso, sentindo a nuca queimar de olhares desejosos para consigo. Estava se estressando com aquilo, era irritante.

– Você sabe o que eu gosto e eu que eu iria preferir, compre o que quiser, Koko. – O ômega pediu e JungKook quase infartou.

Jimin lhe chamar de Koko era quase uma lenda, em toda sua vida o ômega só havia lhe chamado assim duas vezes no máximo, e sinceramente, JungKook amava o apelido.

– Kookie, desculpe, eu quis dizer Kookie. – E o ômega se corrigiu.

JungKook franziu o cenho, Jimin não gostava de o chamar assim ou achava que JungKook não gostava?

– Eu gosto quando me chama de Koko, é fofo e você fica parecendo um bonequinho fofinho, ChimChim. – E quando JungKook falou aquilo, o ômega corou da cabeça aos pés.

Era mesmo o dia de usar apelidos carinhosos raros, por acaso? Porque depois daquele o ômega com certeza estava muito mais nervoso que antes.

ChimChim era uma relíquia.

E Jimin nem sabia porque estava nervoso, era só o lobo agitado.

– Vou comprar algo, já volto, Chim. – JungKook disse risonho vendo o ômega completamente corado quase infartar ao receber novamente o apelido de infância.

– O-okay, Koko. – O ômega devolveu o apelido, se encolhendo de tão vermelho.

JungKook riu e seguiu para o outro lado do local, indo até as mesas cheias de comidas de todos os tipos. Observou cada opção lembrando do que Jimin gostava e do que não gostava, no fim, comprou um pedaço de bolo, pães recheados com molhos e dois pedaços de tortas de carne.

Após receber o pedido, olhou na direção do ômega, mas teve sua visão tapada por três ômegas com roupas vulgares – ou elas simples colocaram assim para chegarem no alfa – sorrindo sugestivas.

– Hey, alfa! Tudo bem? – Uma mais a frente, usando um vestido rosa com um decote imenso nos seios, indagou.

– Tudo. – Murmurou tentando passar sem ser mal educado, querendo chegar logo em Jimin.

– A noite está linda, não é? Que tal um passeio lá fora? – Um ômega macho, de azul, sugeriu, meio corado.

– Não, obrigado. – Suspirou, desistindo de passar educadamente por aquela barreira e começando a bolar um plano para rejeitar todos os três que estavam ali.

– Qual é? O que custa respirar um pouco de ar livre comigo? – O mesmo ômega perguntou.

– Não quero deixar meu ômega esperando a comida que vim comprar só para tomar um ar livre. Ele está com fome e se me dão licença, eu preciso ir até ele. – Fitou sério cada um dos três ômegas, duas garotas e um garoto.

– Você não tem ômega! Por que mentir? – A ômega de roxo, até então calada, tentou, mas se arrependeu quando viu o olhar do alfa lançado a si.

– Park Jimin, Meu ômega, está me esperando. Saiam da minha frente por favor. – Tentando ser calmo, JungKook ergueu o olhar na direção do ômega, dessa vez arregalando os olhos quando viu quatro alfas tentando tocá-lo.

– Mas ele não é seu irmã-. – A ômega foi cortada pelo empurrão que JungKook deu em si, quase levando uma queda e olhando assustado para o alfa que agora corria até seu pequeno.

E JungKook correu no meio das pessoas pelo caminho mais curto e complicado mesmo, quase borbulhando de raiva ao ver o olhar assustado de Jimin.

Tudo bem que o ômega se assustava fácil, mas ver que ele estava tão indefeso fez o lobo do alfa revirar-se em ódio.

Mas o que viu a seguir foi bem surpreendente, algo que não imaginou do pequeno ômega, mas que o fez orgulhar-se dele.

– Eu não quero! Eu só quero o meu alfa comigo! Eu só quero o meu alfa para tomar um ar, e eu só quero o meu alfa para me acompanhar! – Gritou nervoso, vendo os alfas o olharem com desgosto.

Mas assim que Jimin pronunciou aquilo, JungKook o alcançou, o puxou e o abraçou, deixando a sacola com comida jogada de qualquer jeito no banco. E o ômega retribuiu o abraço.

Que noite louca, não é mesmo?

– Seu alfa está aqui, eu estou aqui. Eu vou te acompanhar. – Acalmava o ômega, mas logo mirou o olhar para os outros, decidindo que aquela seria a hora.

Não esperaria mais tempo, era aquele o momento.

– Vem comigo, ChimChim. – Chamou baixinho, apanhando o alimento do ômega e ignorando os alfas com todo o autocontrole que não sabia que tinha.

Se segurava para não descer o soco na cara de cada um, mas se segurava porque Jimin odiava violência – e o alfa também, mas às vezes a vontade era grande – e também porque não queria estragar a noite com sangue.

– Para onde estamos indo, Koko? – Perguntou ainda meio nervoso com o acontecimento anterior, com os olhinhos baixos e tristonhos.

Tristonhos porque Jimin já não estava no conforto do abraço quentinho do alfa.

JungKook levou o ômega até o palco do evento, vendo Jimin o olhar confuso quando viu-o conversar com o DJ da festa para que ele desligasse a música. O ômega viu o mais alto, ainda, seguir até a parte detrás do palco escuro e voltar com um microfone, segundos depois a música parou e as luzes do palco se acenderam.

Alguns adolescentes pararam e gritaram estressados com o fato de a música ter parado, mas ao verem o Jeon no local, eles calaram-se e se perguntaram internamente o que diabos ele fazia ali.

Afinal, Jeon deveria estar com o ômega Park como sempre, estava fazendo o quê ali?

– Boa noite? – Falou no microfone, mais como um teste, ouvindo respostas de alguns.

JungKook olhou para Jimin e sorriu ao ver a cara nervosa do ômega ao canto, este que parecia querer correr para longe.

Riu ao ver Jimin corar.

– Primeiramente eu gostaria de agradecer a paciência de vocês por não estarem me xingando por conta da música. – Disse risonho e risadas puderam ser ouvidas. – Como muitos aqui sabem, já que já devem ter gente espalhando por aí, Jimin é considerado o meu ômega. – Disse e viu vários olhares de surpresa, esses que fizeram o alfa rir.

Não era como se todo mundo o quisesse só para si, na verdade, secretamente, quase toda a escola “shippava" os dois.

– Mas o que eu vim fazer aqui não foi afirmar isso como se Jimin fosse um troféu, não é assim. Na verdade, eu só gostaria de fazer uma declaração a ele, e por fim um pedido, e espero ter o apoio de vocês. – Sorriu largo ao que viu as pessoas mandarem mensagens de boa sorte com o ômega mais difícil de Busan. – Eu sei que poucos aqui sabem, mas Park Jimin é meu irmão gêmeo de placenta diferente mais novo. – Aquilo deixou muitos chocados, na verdade. – Jimin nasceu como um ômega puro e lúpus. Eu nasci como um alfa puro e lúpus, então desde pequeno eu já amava Jimin como meu. Ele é tudo para mim. – Foi a passos vagarosos até o ômega no cantinho, este que se mantinha corado e de olhos arregalados com o que o alfa fazia. Logo o Jeon trouxe Jimin para o centro, vendo o ômega se encolher nervoso e envergonhado. – Eu e Jimin dormíamos juntos desde pequenos, comíamos juntos, estudávamos juntos e nunca realmente brigamos, até banho nós tomamos juntos até hoje. – Riu alto das exclamações de surpresa e algumas até pervertidas de alguns alfas. Jimin somente se encolheu e tentou se esconder com as mãos pequenas e fofas, murmurando palavras envergonhadas e desconexas ao alfa. – Eu sei tudo sobre esse garoto e daria minha vida por ele sem pensar duas vezes. E eu agradeço a minha mãe por nos criar tão bem. Agradeço ao meu pai por me ensinar a cuidar de Jimin como um alfa deve fazer, agradeço por cada pessoa boa que entrou na vida do meu pequeno e agradeço a vocês por me escutarem falar o quanto eu amo esse baixinho. – E levou um tapa pelo modo como chamou o ômega, vendo as pessoas rirem novamente.

Na verdade, aquilo estava sendo bem cômico, por isso as pessoas estavam amando.

– O que foi, pequeno? Por que me bateu? – Jeon provocou, sabendo o quanto Jimin odiava ser chamado de pequeno somente para lembrar de sua altura e não como um apelido carinhoso.

– Pequeno é o que você tem aí! – Apontou para as partes do Jeon, e ficou vermelho percebendo que tipo de coisa falou para revidar, fazendo novamente a “platéia” rir alto, junto a JungKook.

Jimin estava todo corado ao falar aquilo, e o alfa estava rindo à beça pelo fato de saber que o ômega mentia e feio.

– Vamos mudar de assunto ou ele tem um infarto com a próxima coisa que eu quero e estou me coçando para falar. – O Jeon disse rindo e o ômega bufou. E é lógico que a platéia também sabia que a afirmação do ômega era mentira, afinal JungKook por ser lúpus já deixava bem na cara que era tudo, menos pequeno. – Jimin, uma vez você me perguntou o que eu mais amo em você e eu te descrevi, afirmando que amava cada detalhe, mas eu acho que eu te amo é pouco para definir o que eu sinto por você. Poxa, não tem palavra mais forte que essa para definir o meu amor por você, não, Chim? – Sorriu para o ômega e se aproximou. – Eu amo você. Lembra de quando éramos bem pequenos e a mamãe não queria deixar a gente dormir junto? Mas eu sempre ia para a sua cama escondido até nossa mãe descobrir e desistir da ideia de nos separar. Dormimos juntos desde aquela época. E quando você me chamou para tomar banho com você pela primeira vez porque tinha escutado a história americana de uma tal de loira do banheiro? Ah, foi tão engraçado ver você todo medroso e envergonhado ao mesmo tempo. O que eu quero dizer é que não importa o momento, você sempre foi precioso para mim. E sempre vai ser meu bem mais valioso. – Tocou o rosto do ômega que se mantinha mais calmo, porém mais sentimental também. Mais um pouco e Jimin choraria. – Seu sorriso é a coisa mais linda do mundo, sabia? – Agora vira o ômega sorrir largo, mostrando o lindo eye smile. – Suas mãos pequenas são fofas e seus fios rosados te deixam tão perfeitos ao meu ver. Você é encantador. Você é lindo. Seus olhos são a parte mais linda. Lindos porque eles brilham e dilatam tão bem ao me olhar. Isso me deixa extasiado. Acho que eu não posso te dar meu mundo, Jimin. – Foi cômico como muitas pessoas, inclusive o rosado, fizeram expressões confusas. – Eu não posso te dar meu mundo porque você já é ele e porque você já tem ele desde o dia em que nasceu. – E foi após falar aquilo, que o ômega deixou a primeira lágrima cair, alguns assobios foram escutados, fazendo o alfa sorrir, mas foi quando ele se ajoelhou à frente do ômega que os gritos mais altos começaram. – Então, ChimChim, se eu te pedisse para que pudéssemos oficializar tudo o que temos, se eu te pedisse para dar um passo mais largo nessa relação acima de irmãos, se eu te pedisse uma chance para viver com você como o seu namorado, você aceitaria? – Indagou e o primeiro soluço do ômega foi ouvido, seguido de mais lágrimas molhando o rostinho perfeito de Jimin. As pessoas gritavam mandando ele aceitar, assobios altos eram dados e gritos de incentivo eram soltos. – Park Jimin, você aceita namorar comigo? – E foi quando o mais velho apanhou as alianças na mão, que o ômega não aguentou, ele teve que pular em cima do alfa e chorar em seu peito, teve que o abraçar apertado, mas é claro que o público também queria uma resposta concreta, além de o alfa merecer isso.

Jimin apanhou o microfone nas mãos e se afastou minimamente do alfa, tentando controlar o choro.

– E-eu te a-amo, é… é c-claro que e-eu aceito. – Cheio de fungadas, soluços, lágrimas e emoção, cheio de amor, Jimin afirmou.

JungKook o ajudou a levantar-se, logo puxou seus lindos dedos e colocou as alianças de namoro, vendo o pequeno Park pôr as suas nos dedos longos e finos de alfa também. E por fim olhou Jimin nos olhos, escutando o coral; “Beija! Beija! Beija!” vindo do público nervoso e eufórico.

– Eu te amo. – Mais uma vez, o alfa afirmou, desta vez somente para o pequeno ômega, este que simulou um “eu também te amo”, sentindo as mãos de JungKook o tocarem às bochechas.

Carinhosamente, JungKook voltou a encarar o rosto de Jimin, os olhos dilatados focados aos seus estavam inchados e vermelhinhos, as bochechas coradas e os lábios ansiosos por um contatos mais próximo. Sentiu as mãos do pequeno segurarem sua roupa carinhosamente, e foi aproximando-se do pequeno ômega, este que fôra fechando os olhos na medida da aproximação. JungKook sentiu os narizes se tocarem, seguido do leve contato dos lábios. Entreabriu os próprios e deu início ao ósculo, escutando os gritos eufóricos mais altos e ao mesmo tempo mais baixos.

Porque Jimin o tirava do mundo real e levava ao paraíso com o mais simples e puros dos toques.

Os lábios do ômega eram grossos e aceitaram de imediato a ação do beijo aos lábios do mais velho, carinhosamente e vagarosamente até pegar uma velocidade a mais, JungKook movia os lábios castos em um toque tão delicado que parecia ter medo do ômega quebrar.

Mas o Park amava aquele cuidado, aquele carinho.

Vagarosamente, as mãos do pequeno subiram ao pescoço do alfa e a música voltou junto com as pessoas da dança.

E então, os lábios do Jeon pediram passagem aos lábios do ômega. A língua cálida e quente do alfa fez Jimin arfar com o contato doce, prendendo os dedos curtos e pequenos, fofos, nos fios negros da nuca do alfa, e o Jeon desceu as mãos à cintura do ômega, o abraçando e colando os corpos, as línguas se entrelaçando e o ar se esvaindo dos pulmões, separaram-se minimamente somente para voltar novamente a junção dos lábios novamente, desta vez mais afoito e com os rostos em outra posição. O ômega já havia esquecido da festa, das pessoas, do mundo. Agora ele só podia escutar os ofegos do alfa, os próprios e só podia sentir os fios do mais velho em suas mãos, só podia sentir o carinho na cintura e o tão perfeito e enlouquecedor mover dos lábios, a sensação das línguas.

Foram pouquíssimas as vezes em que deram aquele tipo de beijo, com um contato tão mais forte que o normal.

Mas foi assim que acabou a festa, cheios de carinhos, beijos e saudações juntos a parabenizações de todos pelos quais passavam, até mesmo os ômegas ao redor de JungKook antes, chegaram e pediram desculpas pelo ocorrido.

– Quer ir para casa? – Juntos e abraçados dançando uma música lenta, JungKook perguntou ao perceber o ômega cansado.

Já haviam comido, já haviam dançado, já haviam sido parabenizados e já haviam beijado como nunca.

Estava na hora de descansar, o ômega dormia cedo.

– Sim, estou com soninho, Koko. – Murmurou baixinho, ganhando um selinho ao virar o rosto pidão na direção do, felizmente, namorado.

E assim, seguiram para casa, mas foi uma surpresa até para o alfa ver que, quando chegaram, havia uma surpresa para si e o ômega.

“Aproveitem a noite a sós, vocês precisam disso. Eu e seu pai estamos bem, não se preocupem sobre onde dormiremos. Se sentirem fome, tem comida na geladeira, é só esquentar, amo vocês! ~ HyoRin.”

Era o que dizia o bilhete que a mãe dos Park os deixaram.

– Mamãe é uma peça. – O ômega murmurou ao ver a casa enfeitada.

Cheia de aromatizantes – na verdade nenhum dos dois sabia o que era aquele cheiro, mas era meio embriagante –, com pétalas decorando o local e somente uma luz fraca ligada, era simples a decoração da casa feita de última hora – e em menos de três ou quatro horas.

JungKook sentiu o ômega se aproximar após tirar a parte de cima do terno, deixando somente a camisa social, para o abraçar, mas o mais velho acabou o pegando de surpresa ao selar seus lábios.

Era um beijo carinhoso, porém afoito, os corações acelerados e as mãos logo tomaram suas posições, os braços de JungKook rodearam a cintura fina e delicada do ômega enquanto os deste por último citado rodearam o pescoço do alfa enquanto os pezinhos curtos o deixavam na ponta dos pés para um melhor contato.

JungKook sentiu o cheiro do ômega aumentar consideravelmente quando chupou os lábios deste, recebendo um arfar involuntário em seguida, junto a um barulho manhosinho que mais assemelhava-se a um gemidinho. Sentiu Jimin se unir mais a si, em busca de contato e carinho, apertou a cintura do ômega com força mesmo sem perceber e ouviu o primeiro real gemido da noite.

E JungKook foi aos céus ao escutar aquele lindo som.

Caminhou a passos cegos até o sofá e derrubou o ômega no sofá cama, ficando por cima de si. Inicialmente JungKook só planejava unir os corpos e trocar carícias, mas ao ver a face corada e tão deleitosa do ômega, não conseguiu outra alternativa que não fosse entrar bem entre as pernas do ômega, começando mais um beijo, dessa vez sem pudor algum.

Os lábios tão atraentes e vermelhos de Jimin estavam levando o alfa a minha insanidade e o próprio tinha certeza de que quando desse por si, já seria quase irreversível a situação.

Levou as mãos ao corpo do ômega, apertou sua cintura e acariciou as pernas do mesmo, ouvindo arfares a cada lugar apertado. Sentiu as mão de Jimin em seu peitoral e chupou com força os lábios do ômega ao sentir as mãos procurando mais algum pedaço de sua pele, mais contato corporal.

Pelo calor que subiu, o Jeon acabou por tirar sua parte superior do terno também, deixando-o jogado em qualquer lugar.

Separou os lábios dos do ômega e o olhou brevemente nos olhos, até descer os lábios à orelha deste.

– Tão lindo e tão… meu. – JungKook teve que afirmar isso, teve que falar e escutar o gemido entregue e involuntário de Jimin foi a melhor coisa.

JungKook aproveitou a proximidade do pescoço para cheirar ali, deixando a língua sair para fora e lamber o pescoço branquinho e sem marcas do ômega. A reação foi imediata. Jimin levou as mãos até às costas do alfa e gemeu alto, deixando o pescoço a mostra. JungKook sentia o próprio estômago revirar em borboletas e a ansiedade de mais sons como aquele o adornar de uma maneira mais rápida do que desejaria.

Mas não é como se pudesse resistir agora, então simplesmente começou a tocar o pescoço do ômega.

Chupou, lambeu, beijou e mordeu, e a cada toque era um som tímido e excitante, a cada remexida era um estímulo para o processo contínuo do alfa.

– K-Kookie… aãhn… – Manhoso. Jimin estava extremamente manhoso.

As unhas curtas estavam inquietas atrás de contato, a cabeça jogada para trás dando total passe para que JungKook fizesse o que quisesse ao pescoço delicado agora já não tão livre de marcas do ômega. A cintura remexia-se nervosa e Jimin sentia uma sensação quase desconhecida até então por si.

O calor subia gradativamente.

JungKook meio sem pensar, agarrou as pernas do ômega e apertou forte ao que deixava um chupão na clavícula nem tão exposta do baixinho, vendo este arquear as costas e quase gritar em um gemido alto e manhoso o seu nome, rodeando as pernas em sua cintura do mais alto e o puxando para si.

Foi naquele momento em que JungKook percebeu as ereções, foi quando elas se tocaram e Jimin gemeu mais uma vez, manhosamente, que JungKook percebeu o quanto estava duro.

E não era pouco.

– Jimin… – Sussurrou, querendo para aquilo.

– Hm…? – O ômega indagou abrindo os olhos contragosto ao ver JungKook parar qualquer movimento.

– Acho melhor pararmos por aqui. – Sussurrou e deixou um selar castos nos lábios inchados e grossos de Jimin.

– Mas… – Jimin não completou, corou e se envergonhou demais para isso.

Mas era óbvio que JungKook sabia o que ele queria dizer.

– Eu… quero, Kookie. – O ômega sussurrou antes que o alfa falasse mais algo.

E JungKook sentiu o membro pulsar ao escutar aquelas palavras tão necessitadas de si. Sentiu a cabeça girar tamanha a sensação de calor e excitação que havia o tomado com aquilo.

Levantou-se e pegou o ômega nos braços, os levando até o quarto do mais novo, sentindo Jimin beijar seu pescoço no decorrer do caminho.

Aqueles lábios eram tão perdidamente gostosos.

Assim que entrou no quarto, JungKook não reparou muito na decoração, porém poderia-se dizer que a decoração do local estava parecida com as coisas da parte de baixo, porém na cômoda tinham alguns produtos – lubrificante, camisinha e  aviso de boa sorte caso tentassem “aquilo”, este que JungKook sequer teve o trabalho de ler no momento.

O mais alto deitou o ômega carinhosamente na cama e subiu em cima deste, o olhou nos olhos e sentiu o ômega voltar a entrelaçar as pernas em sua cintura.

– Quer isso de verdade, amor? – Indagou carinhoso, vendo o ômega corado assentir e o abraçar como um pedido de aproximação.

– Eu quero que você me toque. Eu quero que você me tenha porque eu quero saber a sensação de fazer amor. – JungKook sabia que o ômega estava envergonhado, corado demais, e só havia conseguido dizer aquilo porque o alfa não o olhava.

Mas foi então que pensou. Que dia melhor se não aquele? Havia assumido-se à família, havia assumido-se à escola e havia pedido-o em namoro na frente de todos.

– Eu te amo. – Sussurrou e voltou a atacar os lábios grossos do ômega.

Naquela noite, Jimin seria tomado pelo Jeon pela primeira vez de muitas futuras.


Notas Finais


Eu acho que vão querer um bônus, então como não sou malvada, eu posso postar, mas só posto se vocês me disserem se querem mesmo ou não.

Bem, espero que tenham gostado desta one-shot e quem quiser entrar no meu perfil para ler minhas outras histórias, à vontade.

Obrigada pela leitura e até, quem sabe, a próxima.


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