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História DESEJA - ME - Série Possessivo - Livro 2 - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Capítulo 14


SEXTA-FEIRA

   E U já tinha me acostumado a acordar sem despertador, era uma coisa que fazia a muitos anos desde que comecei a construir minha empresa, então quando acordei seis horas com o rosto da Calista centímetros do meu, meu coração acelerou.

   Era uma coisa nova para mim, compartilhar a cama e me sentir confortável era estranho, pela segunda vez consecutiva acordei primeiro que ela e admirei seu rosto.

   O contorno do seu maxilar era bem desenhado e delicado, a pele tão branca quanto a de uma boneca porcelana, seus lábios eram carnudos e cheios, naturalmente rosa.

   O seu nariz era delicado do tipo empinadinho que combinava perfeitamente com o seu rosto, as suas bochechas sempre parecia ter uma coloração rosa claro, e não era maquiagem por que nunca a vi usando nem um batom.

   Os seus olhos eram o que me deixava hipnotizado, um azul escuro na borda mas quando se aproximava das pupilas era um azul claro, um azul cor de céu. Seus cabelos loiros a deixava de um jeito agradável aos meus olhos.

   Com a minha mão peguei a mecha loira e analisei, eu não sabia se ela pintava seu cabelo, mas até isso se tornava fascinante para mim. Era um loiro mais escuro na raiz e no meio uma cor sol, amarelo que muitos dos fios se aproximava do branco. Eles são tão macios, faço carinho no seu coro cabeludo e suspiro observando o quanto seu rosto e seu corpo estão relaxados perto de mim.

   Aos poucos vejo ela se mexendo na cama, suas pálpebras tremem antes de abrir e piscar várias vezes. Seus olhos focam em mim e vejo suas pupilas pretas dilatarem.

   — Bom dia... — Diz com uma voz rouca de sono.

   Sinto-me constrangido por ser pego olhando-a dormindo... será que ela vai achar que sou um louco? Esse questionamento me faz ficar em alerta e ter o sentimento de desespero crescendo dentro de mim.

   Calista então pouco tempo se tornou algo para mim... algo muito forte e não sei como seria a minha reação ao vê-la sair da minha vida por causa de alguma merda que fiz.

   — Bom dia. — Me afasto aos poucos e me sento na cama de costas para ela.

   Alguns segundos depois sinto a cama se movimentando e Calista senta ao meu lado. Olho para ela e vejo seu rosto pensativo.

   — Wow... — Ela exclama algum tempo depois que ficamos em silêncio. — Cara, como nunca me dei conta disso? — Perguntou para si mesma e somente observo as caretas que ela faz enquanto pensa. — Você realmente é muito especial para mim. — Diz me olhando, a afirmação na sua voz faz uma euforia crescer dentro do meu peito. — Você é a primeira pessoa que entra no meu quarto além das minhas amigas.

   Fico um pouco chocado com a sua afirmação, apesar dela estar morando a poucos meses aqui neste prédio, vi muitas vezes ela entrando com muitas pessoas na sua casa. Isso sempre me deixou desmotivado, ela parecia feliz com a vida que tinha e eu... nunca tive coragem de me apresentar adequadamente e assim, ter um relacionamento próximo com ela.

   Muitas vezes vi pessoas saindo do seu apartamento quando ia para o trabalho de manhã. Isso me deixava triste.

   — Não sei se entendi... — Digo em dúvida se falo ou só ouço.

   — Todas as pessoas que trouxe para a minha casa simplesmente não entravam no meu quarto por que era uma regra minha. — Se levanta e tento me controlar para não olhar para suas coxas. Não seria respeitoso olhar para suas pernas enquanto ela fala comigo. — Mais com você... — Ela joga suas mãos para o alto e depois deixa na lateral do seu corpo. — Foi... — Calista olha ao redor e fico confuso do que realmente isso significa.

   — Isso é bom ou ruim? — Perguntei duvidoso. Calista solta uma risada.

   — Isso é muito bom Benyzinho...— Ela me olha por um tempo em silêncio, começo a ficar constrangido pois seu olhar parece ver a minha alma e fico desconcertado com isso.

   Me levando e ela pela na minha mão me fazendo focar nos seus dedos que se entrelaçam facilmente.

   — Vem, vou ver se tenho uma escova para você. — Diz me puxando para o banheiro. — Todos os meus relacionamentos passados foram breve e insignificante de forma sentimental, era apenas desejo cru. — Continua falando enquanto procura pela escova.

   Confesso que ouvir dos seus lábios sobre seus relacionamentos passados não é bom, isso me trás uma agonia gigante de fazer ela mudar de assunto.

   — Me identifiquei como Pansexual a muitos anos, desde minha adolescência, eu não sinto atração por uma pessoa ser homem ou por ser mulher. Sinto atração pelos corpos, sou tipo cega nessa coisa de gênero quando vou me relacionar, gênero e o sexo das pessoas não são os fatores que me atrai... está tudo bem para você isso? Saber que me relacionei com muitas pessoas? — Me pergunta e realmente não vejo "problema" nisso, ela era uma mulher solteira se relacionando com pessoas que ela queria.

   — Sim, está tudo bem.

   Nesses meses que ela vem morado no mesmo andar que eu tenho que admitir que me sentia triste com aparições de pessoas diferentes a cada dia, isso me fez ficar hesitante a tomar uma iniciativa, e com a minha irritante timidez só complicou mais.

   — Quando tinha relações sexuais aqui no meu apartamento nunca deixei que entrasse no meu quarto... era no quarto de hóspedes ou qualquer lugar que desse para apoiar... — murmura a última parte e então acha a escova de dente lacrada. — E você?

   — Eu....? — Engulo em seco.

   — Estamos na parte de que falamos sobre nossos ex's... me fala das suas. — Dou um sorriso nervoso e coço a nuca.

   — Nunca namorei...

   — Mmm... então temos alguma coisa parecida, relacionamentos rápidos de uma noite. — Tenho vontade de falar que ela era a primeira mulher em tudo na minha vida, mas falta coragem e tempo, Calista nem terminou de falar e já veio me bombardeando. — Então somos tipo dois virgens nessa coisa de namoro! — Diz animada com um sorriso mostrando todos os dentes. Engulo em seco e concordo hesitante com a cabeça. — Hoje na hora do almoço iremos para uma clínica. — Diz passando a pasta dental na escova franzo a testa.

   — Para quê?.

   — Vamos trocar exames, nunca fiz sexo sem camisinha, e se quisermos transar sem, quero que ambos estejamos seguros de que não irá haver uma gravidez indesejada ou que passamos alguma IST para o outro. Eu uso DIU a anos e nunca me deu problema, você já transou com alguma mulher sem camisinha? — A escova quase caí da minha mão e sinto minha pressão começar a baixar.

   — Não, nunca. — Olho nos seus olhos para ela tirar suas próprias conclusões e ter a dúvida de que eu nunca ter me relacionado com alguém, mas ela simplesmente sorri satisfeita e começa a escovar seus dentes.

   Sinto uma frustração de tudo, de mim por não conseguir contar, por ela não conseguir pegar nas entrelinhas do que estou falando e novamente de mim, por ser um homem de trinta anos e ainda ser virgem!.



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