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História Desejo Ardente - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo quatro


A loira sentava do lado do passageiro enquanto ao seu lado o homem dirigia. As lágrimas já secas a faziam olhar cada paisagem, como drasticamente mudou do bairro dela pra algo totalmente luxuoso. Com o passar das casas, um ambiente cheio de árvores ao redor se tornou sua visão. Ela podia sentir o suor nas mãos com o tempo passando, até finalmente de longe ver uma enorme casa com portões enormes marcados com um brasão. 


O enorme portão foi aberto, com alguns guardas que apenas trocaram olhares. O ambiente ao redor era um belo jardim, algo digno de filmes, após estacionar na porta da mansão. Nolan sai do carro, passando ao outro lado pra abrir a porta pra mesma. Ele a pegou pela braço a puxando pra dentro da casa. 


Havia algumas pessoas que limpavam o chão mas nem se deram ao trabalho de olhar a cena.


— Para. Me solta.— Julie se debatia apesar da força em sua braço só aumentar. Ela conseguiu atrair alguns olhares que logo se desviaram.


— Cala boca, porra.— Nolan gritou enquanto a puxava sobre as escadas.


Até dar a um espaçoso corredor branco, Nolan a jogou sobre a parede a fazendo sentir o impacto nas costas, ele abriu uma porta a jogando dentro do local.


Ela caiu sobre o chão sentindo a madeira do chão em contato com seu corpo.


— Você é louco...— as lágrimas ja secas voltaram a descer sobre os olhos.— Porque...porquê?— Julie gritou vendo a figura entrar, fechando a porta atrás de si.— Por que você está fazendo isso comigo? Eu...eu...não sou ninguém, não tenho nada.


— Oh, não, não.— o homem falou com o ar tão calmo que fez o ritmo cardíaco da garota aumentar.— Não me olhe assim. Você fez algo comigo, sabe oque é olhar pra alguém? E desejar essa pessoa ao ponto de sentir isso te consumir? Eu me sinto assim. Talvez isso seja amor, não? — Nolan levou o polegar acariciando o rosto de Julie.


Ela apenas o olhava, a respiração ofegante fazia seu peito subir e descer. O medo ainda reinava no ambiente, ainda mas com o silêncio ensurdecedor que se instalou.


— Como sou insensível, você deve estar tão cansada. Tome um banho, gostaria de jantar contigo.— Nolan se levantou, saindo do ambiente. Mas antes Julie, pôde ouvir o barulho da porta sendo trancada.



Naquele exato momento em que Nolan saiu, a garota se desfez em lágrimas. O homem era como uma bomba relógio, que oscilava em meio termo de algo bom a algo terrívelmente ruim. O tempo passou, Julie só percebeu isso devido ao quarto antes claro agora já escuro, sem nenhum sinal se quer de luz. Ele teria a deixado ali, trancada como um animal, afinal era assim que ele a via.


 Um leve ruído da porta sendo destravada, alarmou novamente Julie que se mantinha no chão encostada sobre a parede. Mas desta vez pela surpresa da mesma, não era Nolan mas sim um garota que parecia não ter mas que 25 anos.


— Senhorita Murray?— a jovem leva a mão ao interruptor o ligando.— Irei ajudar-la com o banho, oque precisar.


— Não preciso de ajuda.— Julie falou o mais seca possível. 


A jovem pareceu não se abalar e se aproximou, deslizando praticamente até ela. 


— Irei preparar seu banho então.— A jovem caminhou sentido a porta do banheiro que Julie mal havia notado ali.


Por um instante seus olhos bateram sobre a porta aberta a qual poderia lhe dar uma fuga, mas no mesmo momento pensou encontrar Nolan e seu estado de fúria. O qual ela concerteza não queria ver novamente.


— Senhorita?— a mulher chamou, voltando a atenção de Julie a porta do banheiro.





Os cabelos loiros pegarão um leve tom esbranquiçado após a umidade da água, Julie sentada agora de frente a penteadeira a sua frente havia diversos frascos de perfumes e várias marcas a qual ela mesmo jamais havia se quer conhecido. Ela levou a escova aos cabelos o penteando para trás, a roupa que se encontrava atrás dela era algo simples como um vestido da cor carmesim sobre a cama. 


Ao se olhar no espelho uma última vez percebeu a ausência do rubor que antes suas bochechas mantinham, agora apenas a palidez lhe fazia presença, abaixo de seus olhos apresentavam um coloração um tanto escuro e inchada. Os passos pela casa, ecoavam como um silêncio perturbador pelo lugar, Julie caminhou sobre o corredor até a escada a qual desceu lentamente. O lugar parecia um tanto solitário, ao olhar ao redor pode perceber a lareira que antes não teria notado devido às circunstâncias. 


— Perdida, docinho?— a voz de Nolan, atrai sua atenção. O homem usava uma camisa polo da manga comprida, um pequeno símbolo de alguma marca quase imperceptível fazia presença na parte do peito.


Julie se aproxima percebendo a varanda atrás, com uma pequena mesa decorada a luz de velas. Nolan sorria alegremente.


— Venha.— ele a toca a guiando até o lugar.


Julie sentou-se, vendo Nolan abrir a garrafa de vinho enchendo a taça de ambos.


— Gostou? Mandei fazer pra gente, queria muito um momento assim.— o homem leva a taça aos lábios.— Soube que ia fazer faculdade de medicina, você iria ser um anjo. Um bom anjo...—Nolan murmura a última frase quase que pra si mesmo.


A loira por outro lado mantinha-se calada, o olhar mórbido olhava Nolan que parecia não se abalar com a frieza que recebia.


— Porque não diz nada?— O sorriso se esvai, dando a face um olhar de desdém. Fazendo Julie apertar as unhas sobre a palma de ambas mãos.


— Qual é o seu problema? Você me tranca, me machuca e depois faz a porcaria de um jantar, como se nada tivesse acontecido?— a voz suave acompanhada por um breve tom de choro ecoa no ambiente.— Eu não sou uma boneca pra você vestir, arrumar e sei lá oque quer. Me desculpa, se te dei a impressão errada, Nolan. Mas....— Julie se levanta caminhando pelo mesmo caminho.


Os passos fortes atrás de Nolan,fazem ela se virar, o olhar de antes não se comparava com o de agora. Nolan a olhava com raiva, podia se ver uma veia em sua testa.


Sua mão envolve o braço da loira em um movimento tão brusco que a faz se arrepender por cada palavra dita antes. 


— Onde pensa que vai? Não vai sair daqui, não. Enquanto eu não quiser.— a voz autoritária toma conta de seus ouvidos.


— Por favor, não me machuca.— A garota súplica causando um aperto ainda mais forte em seu braço.


Fazendo Nolan dar uma risada,a qual causa um eco por toda a casa. Nolan a puxa, Julie se debatia apesar da força em seu braço aumentar cada vez mais. Com a mesma violência ele a joga sobre o sofá fazendo algo macio em contato com suas costas.


— Nolan, para. Me deixa...— um grito dessa vez escapa.— Fique longe de mim...— a loira o empurra o fazendo disferir um tapa em sua face que já descia alguns lágrimas.


Desta vez, ele se enfia entre o meio das pernas da garota que ainda se debatia apesar do esforço inútil. Podia escutar o barulho do zíper ser aberto, as lágrimas contidas antes agora escorriam por seu rosto sem qualquer pudor.


— Por favor....— a frase soa tão baixa, que ela repetia a durante várias vezes como se o mesmo não tivesse escutado. 


As mãos bruscas de Nolan, rasgava-se a parte de cima apesar das diversas tentativas em vão da garota, Julie fechou os olhos após sentir uma forte investida que a fez soltar um longo suspiro. Aos poucos o movimento ia se aumentando, ouvindo baixos gemidos vindo de Nolan que apertava sua cintura manipulando seus movimentos. Ele se aproxima fazendo seu suspiros de encontro com sua pele do pescoço. Julie por outro lado mantinha-se com os olhos fechados a cada vez que sentia suas investidas ainda mais fortes causando-lhe ao mesmo os gemidos de satisfação faziam o som por todo ambiente. 


A loira abriu-se os olhos vendo o fogo da lareira queimando, podia ver as brasas pelo ar uma última lágrima escorria de seus olhos agora ela sentia-se em outro lugar como se estivesse ali fisicamente, mas sua mente em outro.


Ela fechou os olhos novamente, imaginando sua terrível péssima vez.


Sobre como James, teria sido brusco era quase igual a Nolan mas James era diferente, ele sempre teria se apresentando como um bom rapaz pra no final após a umas 5 estocadas o garoto de 15 anos teria tirado sua virgindade e ejaculado, uma humilhante primeira vez afinal depois ele se quer se deu ao trabalho de voltar a conversar com a mesma.



Julie abriu os olhos encarando Nolan mas parecia estar longe, como se todos os sentidos estivessem tidos lhe tomados. Ela fechou os olhos antes de sentir a escuridão tomar sua visão.



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