História Desejo de Vingança - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Ji Chang-wook
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Agust D, Bangtan Boys (BTS), Bts Rm, Hoseok, Idols, Jeon Jungkook, J-hope, Ji Chang Wook, Ji Chang-wook Jin, Jimin, Jungkook, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, K-pop, Min Yoongi, Namjoon, Park Jimin, Romance, Seokjin, Suga, Taehyung, Vingança, Yoongi
Visualizações 175
Palavras 1.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capa: Kim Jeha

Capítulo 2 - Antes do primeiro passo


Fanfic / Fanfiction Desejo de Vingança - Capítulo 2 - Antes do primeiro passo

Eu nunca quis ou pretendi ser uma má pessoa, mas acabei me transformando em uma. Claro, eu faço muito bem o papel de boa moça, estou acostumada a fingir. Na verdade, eu sou absolutamente ótima nisso. Sério, eu deveria ganhar um Oscar. 

— Srta. Kwan, o Sr. Kim está pronto para te receber. – a voz irritantemente doce da assistente chega aos meus ouvidos. Colocando-me de pé, dou um sorriso ensaiado e a acompanho para a sala do CEO da empresa.

Observo-a pelas costas enquanto fazemos o trajeto. Ela é bem bonita – não do tipo que chama a atenção por onde passa – mas bonita o bastante para chamar a minha atenção. Seu rabo de cavalo dourado balança para os lados conforme ela bate o scarpin de bico fino sob o piso branco. Sua saia lápis é tão justa que eu aposto que ela mal consegue comer uma folha de alface sem que sinta sua barriga estufar sobre o tecido. Eu a entendo, somos mulheres acima de tudo e, algumas de nós, preferem o desconforto a fealdade. Mas este, obviamente, não é o meu caso. Não mais. Eu fico bonita em qualquer peça de roupa. 

Quando chegamos ao nosso destino, a bela moça se posiciona ao lado da porta pivotante, gira a maçaneta e abre espaço para que eu entre. 

Sorrio quando passo por ela, descendo meu olhar para seu terninho branco desabotoado. Seus peitos estão praticamente pulando para fora do sutiã. Parecendo notar o meu olhar, a última coisa que vejo é o seu rosto ruborizado quando ela fecha a porta.

— Srta. Kwan, como vai? – o tom animado de Kim Jeha me faz lembrar sobre o quão feliz ele está por finalmente ter herdado a empresa de seu pai. O que é um pouco errado, dado as circunstâncias. Mas se ele não está deprimido pela morte do velho, por quê raios eu ficaria? — O que te trás aqui? 

Sento-me na poltrona de frente para sua grande mesa executiva e cruzo minhas pernas, bloqueando meu olhar no dele. Jeha sempre foi um homem atraente e de modo algum parece ter trinta e dois anos de idade. Com um metro e oitenta e cinco, ombros largos, cabelos negros e um rosto esculpido pelos anjos, Kim Jeha é tudo que uma mulher pode querer, e adivinhe: elas realmente o querem. Não posso negar que vez ou outra até mesmo eu fantasiei com ele, mas deixo isso apenas na minha imaginação. Jeha nunca colocará um dedo em mim. (A menos que seja realmente necessário).

— Como assim o que vim fazer aqui? – pergunto — Você disse que tinha algo para mim. 

— Ah, claro! Me desculpe por isso. Aceita uma xícara de café? – lanço-lhe um olhar desdenhoso — Uísque? 

Sentindo-me irritada com o seu descaso, enrugo meu rosto.

— Que merda, Jeha? Por que está me tratando como se eu fosse uma qualquer? Fiquei esperando naquela sala por mais de meia hora. O que estava fazendo? Claro, além de comer sua assistente?

Jeha me olha com um sorriso sacana nos lábios. Um sorriso que colocaria qualquer mulher de joelhos para ele.

— Eu não ofereço uísque para qualquer uma. – ele brinca. 

Olho-o por um minuto a mais antes de levantar e dar as costas para ele.

— Aonde vai? – questiona. Não estou olhando para Jeha, mas o conheço bem o suficiente para saber que ele está me comendo com os olhos.

Eu o conheci há seis anos, quando meu pai se tornou sócio de Kim Sung-Ah, o pai de Jeha. Naquela época, eu tinha dezesseis anos, e ele, vinte e seis. O estranho de tudo é que, apesar da diferença de idade, foi Jeha quem grudou em mim e me ajudou com os problemas que eu enfrentava naquele período. Até então, ele age como se fosse o seu dever me proteger do mundo afora.

— Vou embora. – digo, virando-me para ele e confirmando que sim: ele estava olhando para a minha grande bunda. — Pensei que tivesse algo para mim, mas vi que perdi meu tempo.  

— E tenho. – ele fala, abrindo uma gaveta. Volto para a poltrona de couro preto enquanto observo-o pegar um envelope e jogá-lo sob a mesa. 

— O que é isso? 

— Seus novos documentos. 

Abro o envelope branco. Há uma certidão de nascimento, uma carteira de motorista, passaporte, RG, cartões de crédito, escritura de uma casa, comprovantes e um diploma.

Animada, analiso o meu novo RG: 

Nome: Kira Nakamura.

Nascimento: 18 de Agosto de 1993. 

Filiação: Takashi Nakamura e Ae-Cha Nakamura

Naturalidade: Higashiosaka, Japão. 

Há também uma foto entre a papelada; um homem de meia-idade, os olhos castanhos e cabelos pretos.

— Quem é ele? – quero saber.

— Lee Hae-Jin. Estará te esperando amanhã de manhã para uma entrevista na Big Hit Entertainment. Não se atrase. 

Ergo o meu olhar por cima da foto.

— Terei que fazer uma entrevista? Pensei que você já tivesse me colocado lá dentro.

— Eu não posso fazer isso, mas Haejin pode. – Não muito satisfeita com o que ouvi, volto a olhar a foto. Haejin parece ser do tipo puxa-saco, aqueles funcionários que fazem de tudo para agradar seus superiores. Não gostei dele. 

— Não se preocupe, você é perfeita... no papel. – emendou Jeha, voltando a dar aquele sorriso para mim. 

Lanço-lhe um olhar divertido. Embora ele seja um milionário de merda que nunca batalhou para conseguir algo com o próprio suor, Kim Jeha é o cara mais inteligente que eu já conheci e é por isso que eu preciso dele.

Ainda assim, há uma voz no meu interior que me alerta toda vez que eu olho para seus olhos pretos. Ela me diz: "Está acontecendo de novo, Jeha está te enganando" e eu respondo: "Não se preocupe, eu sei."

 — É uma entrevista. – digo, olhando-o com seriedade — O que te faz ter tanta certeza que esse funcionário irá me escolher?

— Haejin tem um filho de dois anos, uma esposa grávida e um apartamento minúsculo em Gwangjang-dong com aluguéis atrasados. Você tem alguma ideia de quanto o miserável ganha naquela empresa de merda? – faço que não com a cabeça — Bem menos que a minha faxineira.

Olhando-o com desprezo, largo a fotografia e os documentos na mesa.

— Está me dizendo que você o subornou?

Jeha levanta os ombros, como se dissesse que aquela era a maneira mais fácil de resolver algum problema.

— Para começar, sim.

Desapontada, expiro pela boca. 

— O que você é? Um amador? Se eu soubesse que faria isso, teria dado um jeito eu mesma.

Jeha olha para mim como se estivesse decorando cada detalhe do meu rosto. Eu odeio quando ele faz isso.

— Às vezes eu me pergunto se você realmente me conhece, Aileen.

Ouvir esse nome faz com que a raiva inflame em minhas veias. Tentando modular o meu tom, digo:

—  Essa garota morreu há muito tempo, não me chame assim novamente.

— Como quiser... Kira Nakamura. – seu tom debochado me faz querer atravessar a mesa e socá-lo.

Alheio as minhas reflexões, Jeha explica: 

— Acontece que Haejin faz de tudo por dinheiro. Já se envolveu com tráficos de drogas, prostituição... – ele gesticula com a mão — Está entendendo onde quero chegar? 

— Hum... – resmungo, pensativa — Não é o suficiente. Você sabe que ele vai abrir a boca em algum momento e me causar problemas.

— Sim, eu sei. Foi por isso que me certifiquei que ele soubesse que eu conheço seu filho e esposa.

Jogo a cabeça para trás quando rio de seus métodos.

— Você é um monstro.

Sustentamos o silêncio por alguns segundos, com os olhos fixos um no outro. Jeha está olhando para mim como se quisesse me jogar na mesa e me foder. Repito: Isso nunca vai acontecer. 

Depois de um momento, pergunto: — E Yunwon? Alguma novidade?

Jeha faz que não com a cabeça. 

— A mesma merda de sempre. A vida dele gira em torno daquela loja de autopeças. Quando não está lá, está em casa. Não tem amigos, familiares próximos e nem um gato para fazê-lo companhia. Me pergunto o que ele faz para se aliviar...

Dou uma risadinha abafada.

— Desgraçado. E a mãe dele? O Gil descobriu algo? 

O rosto de Jeha se ilumina quando ele levanta um dedo.

— Ah, sim! Quase me esqueci. – ele tira outro papel de dentro da gaveta e me entrega. É uma tomografia no nome de Jung Na-bi. — Está vendo essa parte vermelha aqui? É um tumor meningioma de grau 2. 

Levanto minhas sobrancelhas, surpresa. Por essa, eu não esperava.

— Tem cura?

— Sim, com cirurgia. Mas Yunwon não dinheiro para isso.

Meneio a cabeça. 

— É por isso que ele trabalha tanto.

— Exatamente.

Volto a olhar para a tomografia. Sei exatamente o que fazer para acabar com a vida daquele doente.

— E Gahee? – pergunto por fim, devolvendo a tomografia para Jeha. 

— Ainda na Califórnia.

— Só isso? 

— Sim. Foi difícil encontrá-la. Pensamos que ela ainda morava em Busan, mas ninguém lá sabia ou conhecia ela.

Estranho...

— Preciso de mais informações sobre ela. 

— Kevin está de olho. 

— Ótimo. – levanto-me e ajeito a minha saia — Quando essa vagabunda comprar um absorvente, eu quero saber até a marca, entendeu?

Jeha umedece os lábios para mim.

— Sim, chefe. – ele percorre os olhos pelo meu corpo antes de voltar para o meu rosto — Aonde você vai? 

— É hora de dar o primeiro passo. 

E eu mal posso esperar... Muito em breve, esses merdas vão desejar nunca ter me conhecido.



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