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História Desejo imprudente Tom Holland - Capítulo 3


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Notas do Autor


Desculpa por esse capítulo curtinho

Capítulo 3 - Sentimentos Aflorados


Não conseguia tirar os olhos dele, que me olhava da mesma forma. Estava cansada e confusa, mas nem de longe arrependida.

Tento me levantar, entretanto sou impedida pelos braços fortes de Tom que tornam a me apertar.

— Espero que nossa relação possa mudar depois desta noite, Queen. E devo admitir enquanto tenho a chance que ser ignorado outra vez seria frustrante. — Desenhou com a ponta dos dedos a pele de meus ombros, ele sorria enquanto falava.

Em outras circunstâncias me sentiria envergonhada e constragida com Tom me olhando daquela forma, mas não agora. 

Inclino-me sutilmente e acomodo meus lábios nos dele, enrolando minha língua na sua enquanto suas mãos pousam uma de cada lado do meu rosto, me prendendo junto a ele.

Sorri contra o beijo e afasto-me devagar, Tom olhava-me atentamente com um sorriso lindo nos lábios.

Disvencilho-me dele e recolho minhas peças de roupa pelo quarto, vestindo-me. Tentava não tropeçar nas minhas próprias pernas com ele me olhando. Depois de me observar por um tempo, Tom faz o mesmo.

Depois de tudo eu ainda não havia me pronunciado, não conseguia encontrar minha voz. 

— Você está bem? — A voz de Tom me trás de volta ao presente.

Ele parou ao meu lado então fechou o zíper da calça.

— Estou. Só estou cansada. Preciso ir para casa dormir um pouco. — Explico, com um sorriso.

— Posso levar você, se quiser.

— Aceito a carona, mas primeiro preciso encontrar Cassie. Espero que ela não esteja bêbada por aí. 

Alcanço a maçaneta dando um passo para trás, Tom segue ao meu lado pelo corredor, eu o olhava de esguelha.

Não consigo segurar um sorriso quando Thomas enlaça seus dedos nos meus e me auxilia a andar ao seu lado. 

Ao olhar ao redor na enorme sala de Haz, meu olhar recai num canto onde duas garotas de jeans e sutiã estão se agarrando, enquanto alguns caras as filmam com iPhones. 

— Queen! — Uma voz feminina grita por cima da música. Cassie aparece e me abraça apertado.

Quando se afasta basta uma olhada em seus olhos reluzentes e nas bochechas coradas e sei que ela está bêbada.

Está tão agasalhada quanto a maioria das meninas da festa: a saia mal cobre as coxas, a frente única vermelha exibe um decote avantajado e ressalta os seios fartos dela.

— Vi vocês indo para o andar de cima. — Ela sussurra no meu ouvido — Vocês ficaram?

— Podemos conversar depois? Estou querendo cair fora. 

— É, eu também.

Levanto as sobrancelhas.

— Desde quando você aceita sair de uma festa antes da meia-noite? 

Cassie franze os lábios.

— Não tem muito sentido continuar aqui. Ele já pegou outra.

Nem pergunto de quem ela está falando.

Tom torna a puxar-me para o seu lado, e troca algumas palavras com conhecidos que esbarrávamos pelo caminho.

Cassie se afasta novamente e vai em direção a Sophie, vejo-a entregando algo em suas mãos, e logo ela volta a caminhar na minha direção.

Assim que pegamos a estrada percebo que Cassie adormeceu no banco traseiro. Eu e Tom conversávamos como se já nos conhecêssemos a anos, compartilhávamos risadas e olhares.

Quando o trajeto chega ao fim para mim, desafivelo o cinto de segurança e ouço minimamente a porta de trás se abrir e logo vejo Cassie saindo em direção a minha casa.

— Obrigada pela carona. — Digo sem jeito.

Ele ri, e o som rouco desencadeia uma nova onda de arrepios.

— Sem problemas. — Ele dá de ombros.

Mordo meus lábios inconformada por não conseguir ter uma conversa coerente com Tom. 

Um sorriso curva os seus lábios quando percebe que esfrego minhas coxas uma na outra. Lábios que ficam a centímetros de distância dos meus quando se inclina. Milímetros. 

Então sua boca roça na minha. E, caramba, estou mesmo beijando Tom Holland outra vez.

Quase na mesma hora, minha mente é inundada por tantos pensamentos que é difícil me concentrar em um só.

Sua boca é quente, lábios firmes. Primeiro ele me beija com delicadeza, uma provocação sensual que me faz gemer.  

Tom lambe meu lábio inferior, então o morde de leve antes de brincar com a ponta da língua ao redor da minha boca. 

Seu sabor é doce, e por alguma razão me faz gemer novamente. Quando sua língua desliza para dentro de minha boca, ele solta um arquejo gutural que vibra pelo meu corpo.

Depois de me despedir de Tom avanço paro o meu quarto, e depois de uma chuveirada quentinha eu me enfio debaixo dos edredons junto com Cassie que dormia profundamente.

Na manhã seguinte quando voltava para o quarto, levei poucos segundos inteiros para falar sobre Tom com Cassie. 

— Não acredito! — Correu para se jogar ao meu lado na cama — Conta tudo!

De repente eu estava com muita vergonha de contar o que aconteceu ontem a noite, então digo apenas o necessário para confirmar o que ela suspeitava.

Sua boca se abre. Em seguida se fecha. Depois se abre de novo e solta um grito tão ensurdecedor que me surpreendo da janela de vidro não ter quebrado. 

Fico hesitante em contar mais do que deveria com a série de perguntas que ela me faz, mas a revelação é o suficiente para iluminar os olhos de Cassie. Ela parece uma criança que acabou de ganhar um pônei.

— Você ficou com o Tom Holland! Ai, que incrível. Ele beija bem? 

— Beija muito bem. — Digo sorrindo com as lembranças.

Minha amiga não conseguia ficar sentada. Ela pulava da cama e saltitava pelo quarto.

Não queria precisar jogar um balde de água fria em Cassie, mas quando suas perguntas começam a me incomodar eu o faço.

Saímos de casa depois de um tempo em direção a um café na esquina de casa. Entramos no café e eu peço um chá verde no balcão enquanto Cassie escolhe duas poltronas confortáveis no canto do salão.

É domingo de manhã, e o lugar está deserto. Imagino que a maioria das pessoas esteja se curando da ressaca.

Assim que me acomodo na poltrona estofada, o sino da porta soa, e um homem aparece. Usando um paletó marrom é uma calça cáqui engomada, combinação a qual Cassie se refere ao visual como “professor sério”.

— Vou pegar meu café. 

Um minuto depois Cassie se junta a mim novamente no canto, parecendo mais agitada que o habitual.

Tiro a tampa do meu copo e o vapor sobe até o meu rosto. Sopro o líquido quente por um momento e dou um gole.

Cassie da um gole no café, olhando para mim por cima do copo.

— Manda mensagem para ele. Diz que está com saudade.

— Não poderia nem se quisesse. — Confesso — Não peguei o número dele.

— O que? — Ela parece devastada — Qual o seu problema? Pelo menos deu o seu?

Nego com a cabeça.

— Ele estava sem o celular, nem pensei nisso.

Cassie fica em silêncio por um instante. Seus olhos azuis ágeis se concentram em meu rosto, como se estivesse tentando ler meu cérebro telepaticamente.

Me remexo, desconfortável.

— O que  foi?

— Então você não tem como falar com ele. — Não é uma pergunta. Não é nem uma observação simpática. Sua voz é ríspida.

— Não. — Respondo entre dentes — Não tenho como falar com ele. Mas não se preocupe, tenho certeza que meu namorado imaginário vai aparecer uma hora ou outra.

Ela franze a testa.

— Queen...

— Odeio quando fala dessa forma comigo. 

— Queen, eu..

Viro meu rosto para ela com a mandíbula tensa.

— O que foi? 

Os olhos de Cassie estão tomados pelo pânico e arrependimento.

—Por favor, não fica brava comigo. Odeio quando fica assim.

— Devo pedir desculpas por você, pelo tom que usou comigo? 

Ela me olha estática.

— Não precisa ser sarcástica, e estou pedindo desculpas!

— Não ligo se você me acha burra, sei que não sou e isso basta! Só acho um absurdo minha melhor amiga...

— Fiquei com inveja.

Paro de falar.

— O que disse?

Nossos olhos se encontram e ela contorce o rosto. Em seguida, com a voz baixa ela repete.

— Fiquei com muita inveja. Passei a merda do ano inteirinho atrás do Harrison e ele nem sabe que eu existo. E agora você fica com o garoto mais popular da escola se nem tentar.

Uma expressão vulnerável suaviza suas feições. 

— Tudo bem — Confirmo — Tô falando sério.

Um sorriso invade seu rosto. 

— Ótimo — Ela balança os ombros — Acha que ele vai falar com você amanhã na escola?

Suspiro dando outro gole na bebida.

— Espero que sim.

[...]

Depois de uma aula de química de três horas, posso dizer com toda sinceridade que não ouvi uma só palavra do que o professor disse.

Por cento e oitenta minutos tudo o que fiz foi repassar cada segundo maravilhoso de cada coisa maravilhosa que Tom fez quando nos esbarramos na escola. 

Da forma doce como me beijou na frente de todos, de como andou comigo ao seu lado pelos corredores deixando correr livre os boatos sobre nós.

Como eu pude ter fugido disso por uma semana inteira? 

Qualquer um pode ser considerado divino ou precisa preencher alguns pré-requisitos?

Andávamos em direção ao refeitório e minha cintura era envolta pelo braço de Tom. Nós conversávamos de forma discreta sobre Cassie e Harrison que também nos seguiam um pouco mais atrás. Era engraçado como Cassie ficava nervosa e atrapalhada perto dele.

— Ela gosta dele.

— Ela disse isso?

— Não com essas palavras. 

Tom arrisca uma olhada por cima do ombro para os dois vindo logo atrás.

— Eles seriam um casal bonito. 

O jeito como ele fala, sempre tão humorado me agrada.

Eu me deleito quando sinto sua mão e os dedos habilidosos entrelaçados aos meus. Olho para ele de relance, e ele está exibindo um de seus sorrisos. 

As pessoas por ali nos olhavam, e eu tinha medo do que poderiam inventar sobre mim para Tom. Também tinha medo de estarmos indo rápido demais, mas simplesmente não conseguia — E não queria — Ficar longe dele agora.

Eu queria poder gritar para todos que estávamos juntos.

Respondo uma garota com o mesmo olhar duro que ela me lança, teria que aguentar muito disso se estivesse disposta a continuar. E eu estava.

 

 



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